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C.D.Cinfães - F.C.Porto. Para evitar surpresas desagradáveis, respeito e profissionalismo.



A festa da Taça de Portugal assenta arraiais em Cinfães do Douro, com a equipa local a receber o F.C.Porto, em jogo para os oitavos-de-final da segunda prova mais importante do calendário futebolístico português.
Mas se na Vila e nas bancadas, o clima vai ser de festa, nas quatro linhas e para os profissionais dos Dragões, é mais um desafio importante, que é preciso vencer. E para vencer, o Tricampeão não pode facilitar, menosprezar o adversário, pensar que vão ser favas contadas ou que a vitória cairá do Céu aos trambolhões. Não, o Cinfães que não tem nada a perder, dará tudo para criar dificuldades e tentará, com todo o empenho e determinação, fazer uma gracinha.
Portanto e independentemente dos jogadores utilizados, muita cautela, respeito e profissionalismo, para não haver surpresas desagradáveis. Se for assim, a superioridade natural do F.C.Porto, virá ao de cima e a vitória acontecerá, com maiores ou menores, dificuldades.
Como digo sempre, na antevisão destes jogos, a Taça é um objectivo da época e também, como faço questão de lembrar sempre!, desde 1982, ano em J.N.Pinto da Costa foi eleito Presidente do F.C.Porto, todos os treinadores Campeões, venceram também a Taça, com apenas um a ser a excepção: C.Alberto Silva.
As regras normalmente, só têm uma excepção, portanto, Sr.Professor, está na hora do senhor ganhar a Taça de Portugal e para isso...

Convocados do F.C.Porto:

Guarda-redes: Nuno e Ventura;
Defesas: Benítez, Lino, Rolando, Stepanov e Tengarrinha;
Médios: Bolatti, Guarin, Lucho González, Pelé e Tomás Costa;
Avançados: Candeias, Farías, Hulk, Mariano, Rabiola e Tarik.

Antevisão de Jesualdo:
«Fundamentalmente, a gestão que quero fazer tem a ver com duas situações: ter jogadores prontos a qualquer momento e todos os que cá estão merecem confiança absoluta. Na fase de grupos da Liga dos Campeões, apenas três jogadores não foram convocados, o Rabiola, por lesão, o Bolatti, que não está na lista da Champions, e o Tengarrinha, porque ainda está num processo de aprendizagem. Em seis jogos, mobilizámos 21 jogadores de um plantel de 24»
«este jogo é importante para pôr à prova uma série de jogadores»
«Uma prova de confiança. Espero que aproveitem a oportunidade»
«o F.C. Porto vai apresentar a melhor equipa».
«Ninguém pode desperdiçar um título, não há margem de erro. Espero que os menos utilizados não percam a oportunidade de carimbar o seu selo de qualidade, que sei que têm, mas que, por vezes, por falta de oportunidades, não o podem mostrar»
«Espero muita gente do F.C. Porto, é um jogo às 15 horas, vai dar na televisão, o que é óptimo. O relvado é excelente, espero que não chova, e que a minha equipa responda aos níveis de exigência de uma prova como a Taça de Portugal»



Farinha do mesmo saco!



Quem olhar para as capas dos dois jornais lisboetas, tenderá a atirar-se contra o Record e a achar normal a capa de A Bola.
Mas para mim, o que parece, não é!
Se sobre o Record não vou dizer nada, por uma questão de higiene mental, mas também, porque aquilo é lixo tóxico e eu não tenho luvas e máscara, para manusear esse tipo de lixo, já quanto ao jornal vermelho o caso muda de figura e é importante dizer o seguinte: a primeira impressão, é que A Bola dá ao F.C.Porto o destaque que o Campeão português merece e justifica, com a vitória sobre o Arsenal e o consequente, primeiro lugar do Grupo G.
Mas se repararmos bem e logo na capa, por baixo das letras garrafais, está a alusão à forma como os ingleses se apresentaram no Dragão - sem vários titulares -, e isso, é uma forma subtil, de menorizar os méritos do clube portista, quer na vitória quer na conquista do primeiro lugar no Grupo. Quem tiver dúvidas, basta ler o jornal, onde isso fica claramente demonstrado.
Três exemplos: na crónica do jogo, Vítor Queirós diz e cito:« há uma grande diferença entre ganhar ao Arsenal ou a um jardim infantil»
Alexandre Pereira no interior diz: « o Arsenal apresentou equipa de terceira»
O director em editorial, usa um sofisma e diz:«bem sabemos que há uma maneira bem portuguesa de analisar o caso:- mal feito fora, contra os júniores do Arsenal...-
Portanto e concluindo: se nós portistas, não os conhecessemos bem, até poderiamos pensar que não está nada por trás daquela frase, que se segue às letras garrafais, como os conhecemos de gingeira - como se diz no Porto - já não nos enganam.
Record e A Bola, é tudo farinha do mesmo saco!

F.C.Porto 2 - Arsenal 0. A metamorfose do Dragão.


Na primeira-parte, assistimos a uma belíssima demonstração da fábrica de talentos, que é este Arsenal de Arsène Wenger. Com um modelo - muita posse de bola, pressão alta, qualidade de passe e de recepção - bem definido, bem trabalhado, perfeitamente sistematizado e que funciona, independentemente dos intérpretes - por exemplo, faltaram V.Persie, Adebayor, C.Fabregas, etc. -, a equipa inglesa, dominou e jogou bem melhor que o F.C.Porto. A equipa azul e branca, na primeira metade da partida, nunca encontrou o antídoto para contrariar o melhor futebol da equipa inglesa, porque ocupou mal os espaços, não pressionou, foi incapaz de ter bola, errou muitos passes - principalmente, por Fernando - raramente criou perigo e pode dizer-se, marcou um golo que lhe deu uma vantagem, que não justificou.
Na segunda-parte tudo foi diferente para melhor. O F.C.Porto sofreu uma metamorfose e isso deveu-se em primeiro lugar, ao seu trinco: Fernando que tinha sido a um desastre, não a desarmar, mas a entregar, fez uns segundos 45 minutos brilhantes, ao nível do melhor Paulo Assunção. Tomou conta do meio-campo e se continuou a desarmar bem, passou a entregar bem, levou a equipa às costas, os espaços passaram a estar bem preenchidos, a pressão aumentou, passamos a ter bola e a trocá-la com segurança - pareciamos o Arsenal da primeira-parte e até deu para uns olés -, começamos a criar jogadas atrás de jogadas, de golo iminente, marcamos por Lisandro e ficamos a dever vários golos à falta de tranquilidade e de qualidade, no último passe, situação a rever no futuro. Podiamos, com um pouquinho de sorte, ter retribuído a goleada, com que a equipa londrina nos brindou, no jogo do Emirates Stadium.
Foi tudo somado, um belo jogo de Liga dos Campeões, um jogo em que a beleza do contraste, entre um futebol de posse e um futebol de contra-ataque, fez com que ninguém que foi ao Dragão, desse por mal entregue o seu tempo.
Ah, o vencedor foi justo e o Porto da segunda-parte, se for para valer, promete muito.

O melhor do F.C.Porto, para mim, foi Fernando, num conjunto de exibições, em que ninguém esteve abaixo dos mínimos.

Agora vamos esperar pelo dia 19, dia em que ficaremos a saber quem nos vai calhar na sorte.
Entre: Inter, Chelsea, R.Madrid, A.Madrid, Villarreal e Lyon, eu dispenso bem o campeão espanhol, o Chelsea e o Inter, que serão favoritos. Com os outros podemos perder, mas também podemos ganhar. Seremos tão favoritos como eles.

Declarações de Jesualdo:
Responsabilidade e concentração
«Devo começar por dizer que tudo o que referi ontem no lançamento deste jogo, os jogadores entenderam bem e praticaram melhor. Ganhámos com inteira justiça, perante uma equipa jovem, constituída por jogadores muito dotados mas já com muita maturidade. O F.C. Porto apresentou uma equipa jovem, nova, no que diz respeito à experiência e maturidade neste nível competitivo, mas os jogadores foram capazes de encarar sem hesitações este jogo de pressão alta, que serviu para aumentar os nossos níveis de concentração e responsabilidade».

Resultado aquém do merecido
«Fomos capazes de contrariar o jogo do Arsenal e, acima de tudo, fomos capazes de perceber que poderíamos chegar mais longe. Fizemos uma segunda parte excelente e, perante aquilo que produzimos, o resultado acaba por ficar aquém do que merecíamos. Foi um bom fecho para a fase de grupos, conquistámos o primeiro lugar, que é o facto mais importante e que acabámos por merecer devido à nossa fase recente em crescendo contínuo. Convém relembrar que este é o segundo ano consecutivo que nos qualificamos em primeiro lugar no grupo, facto que muita gente esquece».
Crescimento da equipa
«Este foi um degrau importante no crescimento da equipa. A equipa está longe de se poder dizer consolidada, mas cresceu muito e hoje deu um passo importante nesse crescimento. Este foi, de todos os jogos disputados pelo F.C. Porto esta época, aquele em que mais tempo fomos capazes de ser constantes e equilibrados. Não tenho dúvidas de que somos mais responsáveis agora, mas sabemos que quanto mais estamos lá em cima, quanto mais ganhamos, maior é a responsabilidade. É importante darmos estes passos e os jogadores sabem que não têm limites para crescer».

Mais felizes que no ano passado
«O F.C. Porto foi infeliz frente ao Schalke. Fomos melhores nos dois jogos, mas fomos infelizes. Porque não pensar que podemos ser mais felizes este ano? Esta equipa é mais potente e pode ambicionar a mais. O nosso desempenho futuro vai depender de vários factores: do nível dos adversários, do desenvolvimento mental e táctico da equipa e a única forma que eu conheço para melhorar esses níveis é com treino, de modo a fazer desenvolver estes jogadores. No entanto, não é fácil fazer tudo isto perante a cultura de exigência do clube, fazê-lo a ter que ganhar todos os dias».

F.C.Porto - Arsenal F.C..Sob o lema: quem ri por último...


Depois de ter sido dado como morto e enterrado, o F.C.Porto como que ressuscitou... foi à luta e com a crença, alma e espírito de um Dragão de chama imensa e que nunca se rende, conseguiu, a uma jornada do fim, atingir o objectivo de se apurar para os oitavos-de-final, da prova mais importante da Uefa, a Uefa Champions League.
É pois, sem a pressão máxima e perigosa, que se verificaria caso as circunstâncias fossem outras, que o Tricampeão português, recebe o Arsenal para o sexto e último jogo, da fase de grupos.
Mas se em relação a quem segue para a os jogos a eliminar, como já referimos, está tudo decidido, ainda há outras questões muito importantes, para discutir no jogo de quarta-feira.
Desde logo o primeiro lugar no grupo, que está em aberto, ao alcanse das duas equipas e ser primeiro, traz algumas vantagens: teoricamente o adversário nos oitavos é mais acessível. O segundo jogo, o que em condições normais, decide a eliminatória, é no Estádio do 1º classificado do grupo e isso é muito importante, embora as experiências do F.C.Porto nessa matéria, não sejam muito agradáveis: seguimos mais vezes em frente quando jogamos primeiro no nosso Estádio.
Depois as vitórias na C.League dão dinheiro e como sabemos o dinheiro está muito caro. Por isso, temos de tentar que o prémio venha para o F.C.Porto e para isso temos de ganhar.
Também temos de tentar ganhar, pelo orgulho portista, que tão maltratado ficou no jogo do Emirates Stadium, bem como a imagem do F.C.Porto, cujo prestígio sofreu um forte abalo em terras de Sua Majestade.
Finalmente temos de ganhar, para fazer Arsène Wenger, engolir o sorriso trocista, com que nos brindou no jogo da capital inglesa.
Para que tudo isto seja possível, é necessário haver um Porto forte, sem medo, de qualidade superior, com todos no máximo das suas capacidades, físicas, técnicas e mentais. O Porto dos dois últimos jogos - Académica e Setúbal - é muito pouco. O Arsenal é uma grande equipa, com jogadores - C.Fabregas, V.Persie e Adebayor, por exemplo - dos melhores do Mundo, capazes, em noite de inspiração, transformar os jogos em autênticos pesadelos para os adversários, como se viu no jogo da volta contra o F.C.Porto.
Mas este confronto, serve também, como um bom teste às capacidades da equipa portista e servirá para todos aquilatarmos das possibilidades do F.C.Porto, quando lá mais para a frente - Fevereiro, Março - disputarmos a eliminatória que dá passagem aos quartos-de-final da prova rainha da Uefa, que tantas e tão boas recordações nos provoca.
Como sonhar não é proibido, não paga imposto e não é pecado, deixem-nos sonhar, porque o nosso sonho é muito mais realista, que alguns sonhos megalómanos, que se vêm por aí.
O árbitro é o grego Kyros Vassaras, auxiliado pelos seus compatriotas, Dimitris Bozatzidis e Cristos Gennaios.
Convocados do F.C.Porto:
Bruno Alves, Fernando, Fucile, Guarin, Helton, Hulk, Lino, Lisandro, Lucho, Mariano, Nuno, Pedro Emanuel, Raul Meireles, Rodríguez, Rolando, Stepanov, Tarik Sektioui e Tomás Costa.
Antevisão de Jesualdo:
«O mais importante é participar num jogo que encerra o grupo depois de nos qualificarmos, um jogo bem diferente do de há dois anos quando tivemos de vencer o Arsenal para nos qualificarmos. Não é isso que nos preocupa, o que queremos é, acima de tudo, fazer um grande jogo, dar um grande espectáculo. Queremos os sócios todos aqui. Há a possibilidades do F.C. Porto chegar ao primeiro lugar e, para isso, temos de fazer um jogo a um nível superior»
«O currículo do F.C. Porto na Champions obriga-nos sempre a jogar para os primeiros lugares. O enquadramento do jogo é diferente dos outros. A nossa perspectiva é jogar para ganhar. Não se vai alterar nada, nem estruturas tácticas, nem a nossa forma de jogar, mas do ponto de vista emocional temos outra tranquilidade. Pode parecer esquisito, mas antes de sermos treinadores e jogadores somos pessoas. É obvio que vamos jogar para ganhar porque a cultura do F.C. Porto obriga-nos a isso.»
PS - A gritaria, o alarido e a festa, que vai por aí, porque ao fim de 1296 dias o Benfica chega à liderança da Liga, é tão patético e tão ridículo, que mete dó.
Apetece-me dizer: e os provincianos somos nós?




Vídeo do Arsenal 4 - F.C.Porto 0: lembrar para que não se volte a repetir.

Vitória de Setúbal 0 - F.C.Porto 3. Vencer sem convencer!


Começando pelo fim: vitória justa, mas com um resultado exagerado, numa exibição fraquita do F.C.Porto.

Uma 1ª parte muito fraca do F.C.Porto, uma 1ª parte, aliás, abaixo, muito abaixo, dos mínimos exígiveis a uma equipa com as responsabilidades do Tricampeão. Foi um F.C.Porto demasiado macio, abúlico, sem chama, sem raça, sem intensidade, sem pressão, sem nada, que dando espaços e abrindo clareiras, permitiu à equipa sadina todas as facilidades para levar perigo à baliza defendida por Helton, que só não teve consequências, porque os jogadores do Vitória foram algo perdulários na finalização.
Tirando umas arrancadas de Hulk e uma perdida incrível de Lisandro - como é possível falhar um golo a um metro da baliza e em que era só empurrar? - o F.C.Porto não fez mais nada e pode dar-se por satisfeito, por ter chegado ao intervalo empatado.

Na 2ª parte as melhoras não foram muitas e até ao primeiro golo de B.Alves, o conjunto hoje, de azul celeste, tinha feito muito pouco para justificar a vantagem. Como o segundo golo apareceu logo a seguir, as coisas ficaram facilitadas e permitiram ainda, mais um golo, que dá uma ideia de facilidades e de uma grande partida do F.C.Porto, que nunca aconteceram.

Uma equipa com as responsabilidades do F.C.Porto tem de jogar melhor. Não pode entrar no jogo, e fazer uma 1ª parte como fez no Bonfim, sob pena de sofrer grandes desilusões no futuro.
Não pode deixar o adversário, mais fraco, acreditar, galvanizar-se, jogar melhor e ter as possibilidades de marcar, que hoje teve o Vitória, enquanto os jogadores portistas apenas se limitavam a ver jogar.

Para mim não está tudo bem, quando acaba bem. Quero mais e melhor F.C.Porto, quero ao menos de vez enquando, ver a minha equipa a jogar um bom futebol, um futebol que está ao seu alcance e não este F.C.Porto que ganha, mas raramente entusiasma.

Parece que agora é o novo modelo de jogo que está pouco trabalhado...eu acho que se estava mesmo a ver e desde o início da época, que com estes jogadores o modelo tinha que ser este.

Estamos a chegar ao Natal e a conversa continua a ser:O futebol não é PlayStation, dizem eles!

O melhor do F.C.Porto foi para mim, Hulk, apesar de todos os excessos. Durante o pior período do conjunto portista, deveram-se a Hulk as únicas iniciativas que levaram perigo à área vitoriana.

Declarações de Jesualdo:

«Sabíamos que íamos encontrar uma equipa moralizada, que joga bem. O V. Setúbal mostrou isso mesmo na primeira parte. Entrámos bem mas fomos perdendo fulgor, apesar de termos criado algumas oportunidade. A equipa do F.C. Porto começa a jogar noutro sistema, de forma diferente em relação aos últimos dois anos. Chegámos lá nesse sistema, fizemos três golos. A equipa entrou melhor na segunda parte, demonstrou resistência física. Vencemos um jogo difícil que nós tornámos fácil. Sabíamos que, com ataque rápido, podíamos chegar mais facilmente ao objectivo. O Raul Meireles parou porque sentia muita fadiga. Por outro lado, temos de fazer crescer jogadores. Percebeu-se que o Raul é um jogador importante, mas a equipa supriu a sua ausência. A equipa começa a ganhar mais confiança, mais rotina. O campeonato para nós é prioritário, segue-se um jogo com o Arsenal em que queremos proporcionar um bom espectáculo e jogar bem.»

E de B.Alves:

«Estamos no bom caminho. Encontrámos uma equipa difícil e organizada, que praticou bom futebol, mas o F.C. Porto foi mais dinâmico e a vitória é justa. Demos mais velocidade na segunda parte, continuámos à procura da baliza adversária e conseguimos fazer os golos, que é o mais importante. Quero ressalvar a atitude da equipa, que nunca desistiu e conseguiu marcar por três vezes. Como vai ser na quarta-feira com o Arsenal? Vamos decidir quem ganha o grupo, por isso vamos tentar vencer. É um adversário de escala mundial, mas nós só pensamos em ganhar».




V.Setúbal - F.C.Porto. Manter a tradição de ganhar à beira Sado!


Em Setúbal, perante um Vitória muito moralizado pelo empate na Luz, o F.C.Porto para vencer, tem de ser muito mais competente do que foi no último jogo contra a Académica.
Numa altura muito importante da época, em que não se pode perder pontos, o Tricampeão tem de encarar o jogo contra a equipa sadina, da mesma forma, com a mesma atitude e o mesmo espírito, com que encara os jogos da C.League e os jogos, contra os outros grandes do futebol português.
Falo da atitude e do espírito, porque me parece que está aí um dos problemas do conjunto azul e branco na Liga e contra os conjuntos, teoricamente, mais fracos.
Não digo que seja propositado, pode ter a ver com questões mentais, mas que me parece, parece.
Outro problema, é o modelo de jogo do F.C.Porto de Jesualdo. Sendo um modelo que previligia as transições rápidas - contra-ataque - e não a posse de bola, abdicando de ter nas suas equipas o chamado Nº10, normalmente um jogador criativo, capaz de desiquilibrar no último terço do campo, para além de fazer a ligação defesa / ataque, o F.C.Porto tem, com Jesualdo, muitas dificuldades em jogar contra equipas fechadas, que só defendem - todos atrás da linha da bola - e que raramente saem para o ataque com muitos jogadores. Foi esse o problema contra a equipa de Coimbra, tem sido esse o problema contra equipas como a Académica e, como se viu na segunda-feira, há alturas em que a equipa portista fica completamente partida, com três, às vezes quatro, a atacarem e depois todos os outros, a uma distância de mais de trinta metros, o que os impede de ajudar, ganhar segundas bolas e deixa os homens da frente, em clara desvantagem numérica.
Se a tudo isto, juntarmos os laterais que não sobem - mais Sapunaru que Fucile - e a má forma de Lucho, temos a explicação para as dificuldades e o mau futebol, da equipa de Jesualdo, na maioria dos jogos do campeonato.
Resumindo: apesar de tudo isto isto, temos de ganhar e colocar pressão nos nossos mais directos rivais. Só assim estaremos em condições, de na segunda-volta - altura em que os receberemos no Dragão - lutarmos pelos objectivos de ganhar o Tretracampeonato.
O árbitro é Jorge Sousa, auxiliado por José Ramalho e por António Vilaça.

Convocados do F.C.Porto:
Benítez, Bolatti, Bruno Alves, Farías, Fernando, Fucile, Guarin, Helton, Hulk, Lino, Lisandro, Lucho, Mariano, Nuno, Pedro Emanuel, Rodríguez, Rolando, Tarik Sektioui e Tomás Costa


Antevisão de Jesualdo:
Vit. Setúbal moralizado
«Sabemos que vamos encontrar muitas dificuldades neste encontro. O Vitória está moralizado pelo resultado que alcançou no Estádio da Luz e, à semelhança de qualquer equipa que defronta o F.C. Porto, vai estar muito motivado. Este jogo apresenta alguns factores condicionantes diferentes, nomeadamente o tempo, com vento, frio e o terreno molhado, que podem dificultar ainda mais a nossa tarefa. Em suma, este é um jogo de grau de dificuldade elevado».
Atitude nos limites
«Tendo noção de que vamos ter um jogo complicado, também podemos garantir que a nossa atitude vai ser a de jogar nos limites, sobretudo porque sabemos que temos três jogos para vencer no campeonato até ao final do ano, de modo a podermos aproximar-nos do nosso objectivo, que é estar na frente da classificação. Este é um período de gestão táctica, sobretudo, e de observação precisa do momento dos jogadores. Temos tudo programado no sentido de chegarmos ao jogo com o Marítimo com todos os jogadores em boas condições, com o objectivo de garantirmos níveis de capacidade bons para que a perda seja menor durante a paragem do fim de ano».
Lucho jogador de equipa
«Quando há três semanas ganhámos em Kiev com um golo de Lucho, que acabou por ser expulso, dizia-se que a falta dele no encontro de Istambul seria muito negativa para o F.C. Porto. Depois de ganharmos ao Fenerbahçe, a questão passou a ser outra e o Lucho passou a já não estar bem, a sua presença passou a ser questionada. Desde que está no F.C. Porto, o Lucho tem vindo a ter uma constância em termos de presenças e, esta temporada, tem vindo a fazer um trabalho diferente do da última época, sobretudo em prol da equipa. Por razões de coesão da equipa, trabalha de forma diferente. O Lucho é um grande jogador de equipa e, a nós, cabe-nos a tarefa de fazermos a gestão do grupo, sob o ponto de vista físico, técnico, táctico e social».
Potenciar capacidades de Hulk
«Li as declarações de Hulk e achei-as muito interessantes. É verdade que não lhe “puxei as orelhas”, porque a primeira coisa a não fazer quando um jogador novo chega a uma equipa é retirar-lhe os seus atributos, retirar-lhe as características que tem e traz para a equipa. O que devemos procurar é potenciar as suas capacidades e colocar-lhe propostas alternativas, de forma a integrá-lo nos processos da equipa. Quando ele entender o jogo, quando estiver no patamar que queremos, em que o detalhe faz a diferença, aí sim, poderá surgir a oportunidade de lhe “puxar as orelhas”».
Ano de muito gozo
«Este é um ano que me está a dar muito gozo. Sabemos que as avaliações ao nosso trabalho são feitas em função das intenções de quem avalia. Para mim, o facto de o F.C. Porto ter conseguido alcançar a qualificação para a próxima fase da Champions é um atestado de competência ao trabalho dos jogadores e de todas as pessoas que trabalham com a equipa. A cultura de exigência do F.C. Porto é fundamental para o clube continuar a ganhar, independentemente do que se passa noutros lados».

Super Flash de Hulk:
«Vai ser um jogo difícil, frente a uma equipa que ainda na última jornada conseguiu um empate no Estádio da Luz. No entanto, sabemos exactamente o que temos de fazer e vamos todos procurar correr o máximo para alcançarmos um resultado positivo.»
«É sempre bom quando um adversário directo perde pontos, mas temos de pensar em nós em primeiro lugar. Independentemente disso, temos de fazer o nosso trabalho e ganhar os nossos jogos, que é o mais importante. Só assim poderemos liderar o campeonato.»
«Faltam-nos disputar três jogos para a Liga até ao final do ano e o nosso objectivo é ganhá-los, embora tenhamos consciência de que não vai ser fácil, uma vez que todas as equipas dão o máximo contra o F.C. Porto.»
«Tenho-me adaptado muito bem ao clube e sinto que melhorei bastante desde que aqui cheguei.»
«Sei que algumas pessoas dizem que sou um jogador que não passa a bola… A verdade é que o treinador nunca me puxou as orelhas por isso, o que é um sinal de que estou a fazer o trabalho certo.»
«Os adeptos são o nosso 12º jogador. Têm-nos apoiado bastante (ainda agora sentimos isso, na partida frente à Académica) e espero que continuem a marcar presença nos nossos jogos.»
«No F.C. Porto não há individualismos. Todos querem dar o máximo para ajudar a equipa. É natural que nem sempre os jogadores tomem as decisões mais acertadas, mas isso faz parte do futebol.»
«Procuro estar sempre bem, sobretudo fisicamente, para poder correr atrás de todas as bolas. Se faltar um minuto para acabar o encontro, um jogador tem de estar preparado para correr e ajudar a equipa.»
«Claro que acalento o sonho de chegar à Selecção Brasileira. Há que continuar a trabalhar bem e esperar por uma oportunidade.»
«Não tenho nenhuma meta de golos para esta época, mas vou certamente agarrar todas as oportunidades que tiver para marcar e ajudar o F.C. Porto. O principal objectivo é ser Campeão.»
«É óbvio que gosto de actuar ao lado do Lisandro. Trata-se de um jogador de qualidade; tem experiência, técnica e velocidade e ainda por cima foi o melhor marcador do campeonato da temporada passada.»

Recordar tempos em que a C.M.do Porto recebia e homenageava, o F.C.Porto Campeão.



Tempos houve, em que a Autarquia do Porto se engalanava, para prestar homenagem ao F.C.Porto - dirigentes, técnicos, jogadores e mais profissionais do futebol portista - pelos títulos conquistados.
Homenagens justas e o reconhecimento do Município da Invicta, pelo contributo dado para o prestígio da cidade, por uma das suas maiores e melhores, Instituições.
Eram momentos únicos de convívio, entre os responsáveis camarários, o F.C.Porto e os seus adeptos, que se juntavam aos milhares na Avenida dos Aliados, em frente à Câmara, para em conjunto festejarem, conquistas importantes.
Infelizmente, de há anos a esta parte, essas recepções acabaram e acabaram, porque na presidência da da Autarquia, está um "senhor", que não gosta do F.C.Porto e escolheu o caminho mais fácil, para ter protagonismo e popularidade, junto de sectores e são muitos, que não perdoam ao F.C.Porto e principalmente, ao seu Presidente, ter trazido para o Norte a hegemonia no desporto rei.
Tenho esperanças que no futuro próximo - para o ano -, as coisas mudem, o regresso ao passado seja uma realidade e o clube do Dragão, volte a receber do Executivo Camarário, as honrarias que merece.

Nota final:
equipas de futebol ou de outra qualquer modalidade, serem recebidas nas Câmaras das suas cidades, quando conseguem feitos que o justifiquem, é o pão nosso de cada dia e em vários pontos do Mundo.
Só por parolice ou por protagonismos bacocos, alguém pode pensar o contrário.

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F.C.Porto 2 - Académica de Coimbra 1.Manual de instruções do mau futebol.


Numa noite fria, gélida mesmo, mais de trinta mil portistas, deslocaram-se ao Estádio do Dragão, para aplaudir e apoiar a sua equipa, que vinha de conseguir a passagem à fase seguinte - oitavos-de-final - da prova mais importante da Uefa; a Uefa Champions League.
Esperavam os portistas, ver uma equipa motivada, moralizada e confiante, a procurar ganhar desde o início do jogo, mas a juntar à vitória, uma boa exibição. Não foi isso que aconteceu: jogando devagar, incapaz de pressionar e colocar intensidade no seu futebol, a equipa Tricampeã, foi permitindo que o conjunto de Domingos Paciência fosse levando a água ao seu moinho, sem passar por grandes aflições.
Foi sempre um F.C.Porto previsível, atabalhoado, adormecido, que apenas viveu, de uns fogachos de Hulk, Lisandro ou C.Rodríguez.
Apesar de ter chegado à vantagem, sem ter feito muito por isso, fez com que a equipa azul e branca melhorasse, antes pelo contrário. Se possível, piorou o rendimento, descomprimiu ainda mais, desconcentrou-se e numa dessas desconcentrações - perda de bola de Fernando, Sapunaru mais uma vez mal colocado, bola atrasada e Cris à vontade, perante a apatia dos dois centrais, a marcar o golo do empate - teve o que merecia.
Nem perante a igualdade o conjunto portista reagiu e até ao intervalo, foi mais do mesmo, perante uma plateia que já estava a ficar nervosa, perante tanta desinspiração.
No início da segunda-parte, o conjunto de Jesualdo, arrebitou um pouquinho, mas como o 2-1 surgiu logo aos cinco minutos, lá voltou tudo a ser como dantes, Quartel General em Abrantes. Uma pobreza franciscana!

Vitória justa, numa má exibição.
São estas exibições que levam ao descontentamento e aos assobios.
São estas exibições que afastam público dos Estádios.
São estas exibições que trazem receios, intranquilidades e desconfianças.
Porque é que acontecem tantas vezes?
Porque é que o espírito destes jogos, não é o mesmo dos jogos mais importantes?
Assim fica difícil manter a paixão acesa.

O menos mau, foi para mim, Hulk.
Como foi possível, Lucho ter estado em campo noventa minutos?
O que se passa com o internacional argentino que mesmo não tendo jogado na Turquia, parecia um fantasma em campo?

Declarações de Jesualdo:
«Era importante para nós entrarmos bem no jogo, e fizemo-lo, e conseguir manter um ritmo de jogo elevado, e conseguimo-lo. Alcançámos o golo numa fase em que estávamos fortes, a Académica reagiu bem e a nossa entrada forte no segundo tempo foi decisiva para ganharmos a partida. Mantivemos o ritmo alto até à substituição do Sapunaru, que acabou por quebrar um pouco a nossa cadência de jogo».

«O nosso único pecado foi não termos sabido controlar o jogo. A equipa estava cansada nos últimos minutos, acabámos por falhar o 3-1, mas ganhámos o jogo, que era o mais importante. Foi uma vitória justa do F.C. Porto, perante um adversário difícil, que nos permite continuar a vencer no campeonato».

«Temos mais três jogos para o campeonato até ao final do ano e vamos trabalhar para conseguirmos manter a condição vitoriosa em todos. Este foi o quinto jogo de uma série de seis num espaço de 20 dias, curto para podermos recuperar bem de cada um deles. Continuamos a ter alguns momentos altos e baixos intercalados durante o jogo, revelamos alguns desequilíbrios, mas estou certo que vamos acabar por corrigi-los naturalmente».

Comentário: eu não vi o mesmo jogo que o treinador do F.C.Porto, no que diz respeito à entrada forte e ao ritmo alto.

Declarações de C.Rodríguez:
«O golo demorou muito a chegar, mas estou contente até pela vitória. Se tem um sabor especial pelo sacrifício? É complicado, são muitos jogos, mas fiz esse sacrifício pela equipa.»

«Críticas há sempre, mas o importante é continuar a vencer. Treino para melhorar todos os dias e dar o melhor para a equipa e para as pessoas do F.C. Porto.»
«Não estou a cem por cento.»

Nota final: parabéns aos Super-Dragões pela passagem do 22 º aniversário.


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