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Regressaram os roubos de Igreja



O que se passou ontem na Luz em termos de arbitragem, foi uma pouca vergonha, que só encontra paralelismo, no celebérrimo Campomaiorense/F.C.Porto, arbitrado por Bruno Paixão, ou então, nos longínquos anos 50 e 60, do Século passado. Mas o que se passou ontem na Luz, não é só culpa do novo Calabote, não, é culpa também, da Liga e das suas Comissões de Arbitragem e Disciplinar.

Em post publicado na segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008 e com o título: -Não há limites para a pouca vergonha! eu entre outras coisas dizia o seguinte:«Na época 2004/2005, a mais vergonhosa dos últimos trinta anos no futebol português e cujo pico da pouca vergonha, foi o Estoril-Benfica disputado no Algarve, houve um jogo, que pelas suas semelhanças, na polémica, com o Benfica-Nacional, com tudo o que se seguiu e ainda se vai seguir, é importante recordar. Refiro-me ao jogo entre encarnados e portistas e ao remate de Petit, que Vítor Baía abordou mal. A bola entrou não entrou? Ninguém conseguiu provar que tivesse sido golo - vejam vídeo esclarecedor, em baixo - , mas a máquina de propaganda vermelha, ao melhor estilo Nazi - uma mentira muitas vezes repetida, passa a ser "verdade" -, determinou que tinha sido golo. Esse lance serviu de cavalo de batalha para uma época inteira de pressão e de chantagem sistemática sobre os árbitros, em proveito do clube da Luz, como não há memória e rendeu muitos e bons juros ao clube encarnado, que tirando partido de tudo isso, se sagrou campeão nacional, quando era claro para toda a gente, não tinha, nem de longe nem de perto, a melhor equipa do campeonato.
Esta época, como já se está a ver, vai ser a mesma coisa: cavalgando contra P.Henriques porque o árbitro marcou uma falta - os miseráveis continuam a falar, desonestamente, em golo anulado. Só é golo anulado, quando o Juíz de campo apita depois da bola ter entrado -, considerada mal assinalada - aposto que se fosse na área contrária, as opiniões mudavam logo e o árbitro seria considerado um génio da arbitragem - a máquina de propaganda vermelha, mantém a chama acesa, não dá tréguas, coloca sempre na ordem do dia o assunto, com vista, é mais que óbvio, a tirar dividendos para o clube do regime.

É uma C.Social que se coloca de cócoras e presta vassalagem, ao clube dos "6 milhões", é uma C.Social que tem dois pesos e duas medidas, e até alguns, que se dizem muito independentes e equidistantes, se mostram solícitos, ao coro das carpideiras vermelhas e brancas»

Para além disso e também em post publicado na Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009 com o título:"As encomendas do Freteiro Delgado." eu dizia: «... não há, da parte de Vieira, uma clara coacção sobre os árbitros, quando ataca P.Henriques, Olegário Benquerença, Carlos Xistra e pasme-se, até Lucílio Baptista? O que vai fazer sobre esta vergonha, a C.Disciplinar da Liga?»

Não foi preciso esperar muito para a campanha dar frutos. Na quarta-feira em Guimarães, Olegário Benquerença - um dos citados por Vieira -, perdoou um penalti do tamanho do Castelo da cidade berço, ao Benfica, quando estava perto do lance e em óptimas condições, para ver bem e analisar correctamente, a jogada.
Encolheu-se, teve medo, não marcou a grande penalidade... alguém o crucificou? Não, o assunto já passou à história
Ontem foi o que se viu. O que mais virá por aí?
A campanha da Máquina de Propaganda vermelha está a fazer efeito e a produzir os resultados desejados, mas a Liga e as suas Comissões, de Arbitragem e Disciplinar, têm muitas responsabilidades nesta pouca vergonha. Vejamos: desde o início da época, que o Director Geral para o futebol, do Benfica, Rui Costa, não tem feito outra coisa que não pressionar, intimidar e coagir, os árbitros. Foi assim no jogo da Luz contra o Sporting - ao intervalo abordou o árbitro da partida de forma despropositada; foi assim no fim do jogo contra o V.Setúbal e no túnel de acesso aos balneários; foi assim no intervalo do jogo da Trofa, em que foi reclamar junto de Jorge Sousa, de forma absolutamente inaceitável, criticando-o por validar o golo do Trofense - legalíssimo. Para além dos ataques aos árbitros, tem arranjado problemas com vários jogadores e dirigentes, como são exemplo, a confusão no jogo contra o Leixões, com o Director de Comunicação da equipa matosinhense e no já referido jogo da Trofa, onde no fim se pegou com o guarda-redes Paulo Lopes e entre outras coisas, o acusou de renegar as origens.
Que é preciso acontecer mais, para a C.Disciplinar intervir? Não foi por uma situação semelhante que o Boavista baixou de divisão? Senhor doutor Ricardo Costa, conhecemos o seu benfiquismo doentio, sabemos que o senhor tem sempre mão leve para o seu clube, mas que Diabo, isto ultrapassa tudo que é imaginável e o senhor não faz nada? Também não faz nada quando Sidnei lança a suspeição, insinuando que há alguém que não quer o Benfica campeão? Nem quando Katsouranis diz que foram roubados? Roubados, senhor presidente da C.D.?
E os Delegados aos jogos, senhor doutor Hermínio Loureiro, são cegos, surdos e mudos?
E os árbitros senhor Vítor Pereira, porque não escrevem nos relatórios tudo o que se passa?
Notas finais: vou, ou melhor, vamos todos estar muito atentos à nota que P.Baptista e seus auxiliares, vão ter. P.Henriques teve 2,3, porque disse o observador, errou num lance com influência no resultado. O senhor de Portalegre e o seu auxiliar do lado contrário aos bancos, erraram em vários lances com influência no resultado. Ficamos à espera da nota.
Na próxima jornada da Liga Sagres o F.C.Porto vai jogar a Braga. Espero que o árbitro nomeado seja capaz de resistir à pressão e não seja o Tricampeão a pagar o Pato. Seria o fim da picada que o F.C.Porto fosse duplamente prejudicado - e já nem falo do que se passou no Dragão.
Última nota: um amigo, portista como eu, dizia-me ontem no fim do jogo do nosso clube e à saída do Estádio:" Quando um árbitro marca dois penaltis daqueles no jogo da Calsberg Cup, contra nós e outro logo a seguir e lances pelo menos tão claros, não marca nenhum...está tudo dito. Tira o cavalinho da chuva e convence-te: o título vai para os vermelhos...» Eu recuso-me a aceitar uma situação dessas, a desistir. Cá estarei, sempre, a denunciar estas situações. Que a equipa - TÉCNICO, OBVIAMENTE, INCLUÍDO - portista tenha a mesma determinação, entusiasmo e coragem.

F.C.Porto 0 - C.D.Trofense 0 . Sem estofo de líder.


Para ganhar este campeonato é preciso um Super-Porto - Explicarei porque digo isto, com detalhe, um dia destes, mas como devem imaginar, tem a ver com o que vi hoje no Benfica-Braga.

É preciso um Porto valente, corajoso, audacioso, à imagem e à semelhança, das pessoas que o transformaram, e que fizeram dele, o melhor clube português e um dos grandes clubes europeus.
Também é preciso, um Porto à imagem e à semelhança dos seus sócios, adeptos e simpatizantes, homens e mulheres, de coragem, que com o seu apoio, entusiasmo e dedicação, contribuiram para que isso acontecesse, sendo a rectaguarda mobilizada, que sempre deu força, a quem dirigia.

E não um Porto à imagem e semelhança, do seu treinador: prevísivel, pouco ambicioso, sem chama e seu crença e que mesmo sendo líder, mesmo sabendo que tinha que ganhar, para continuar a ser líder, jogando em casa contra uma equipa vinda da segunda divisão, nunca mostrou ter estofo para continuar a liderar. Uma tristeza!

O árbitro errou? Claro que errou, mas quem joga tão pouco, quem não consegue marcar um golo, quem é incapaz de ganhar ao Trofense, não deve, fica-lhe mal, desculpar-se com os erros do árbitro. Tem de olhar primeiro para o seu interior e aí, buscar as razões de mais um empate e a zero.

Na antevisão do jogo eu tinha escrito:

«...é necessário um Porto, igual ou superior, ao da segunda-parte na Choupana e não aquele Porto, abúlico, que fica à espera que os golos apareçam mais tarde ou mais cedo, que não pressiona, que entra devagar, sem a atitude e o espírito certo, e que já teve, infelizmente, consequências bem desagradáveis, com perdas de pontos, que não estavam nos nossos planos.Vai ser preciso também, ter em conta a postura muito defensiva da equipa da Trofa...»

«Ora contra estas equipas fechadas, Sr. Professor Jesualdo, é preciso ser audaz e não ter medo de arriscar. Nesse sentido, e até porque já não tem a frescura ideal, para disputar dois jogos em tão pouco espaço de tempo, junto ao facto de não ser um lateral e não dar profundidade ao ataque, é logico que não jogue o capitão, Pedro Emanuel e entre no seu lugar Benítez, jogando Fucile no seu lugar de origem. Pela amostra de quinta-feira - ao contrário do que li e ouvi em muita gente, não gostei de Benítez -, é isso que vai acontecer. Assim e contrariando a solução lógica, eu colocaria na lateral-esquerda o internacional uruguaio e na direita, Tomás Costa.»

Tudo isto aconteceu e, o que é absolutamente inacreditável, era previsível que acontecesse. Jesualdo não fez nada, nada de nada, para antecipar os acontecimentos e mais uma vez, viu-se um F.C.Porto a entrar bem, a ter duas oportunidades flagrantes para marcar e depois, até ao intervalo, a deixar correr, a não pressionar, a jogar devagar, devagarinho e a passo, com a defesa a irritar na lentidão de circulação de bola, o meio-campo pouco imaginativo e o ataque, trapalhão e perdulário. Um filme que se tem repetido, sem que o treinador dê um safanão, mexa sem medo e com coragem e não fique à espera que as vitórias caiam do Céu.
Na segunda-parte melhorou um pouco, mas tal como aconteceu contra o Marítimo, foi mais com o coração que com a cabeça e só nos últimos quinze minutos a equipa da Trofa sofreu um verdadeiro sufoco. Pouco, muito pouco, para um Tricampeão e que quer ser Tetra.

Porque não saiu Benítez logo ao intervalo, como aconteceu na Choupana, com P.Emanuel? Porque na Madeira estavamos a perder e no Dragão estavamos a empatar? Mas há alguma diferença entre estar a perder 1-0 e estar empatado em casa, a zero?

Como eu disse no início do post, este campeonato vai ser muito complicado. Que definitivamente, o treinador do F.C.Porto acorde, deixe de lado os medos que o tolhem e esteja à altura da Instituição que representa. Começando por dizer a alguns meninos, que se querem pouco, há muita gente - como se viu na quinta-feira - que quer muito.

O que não pode acontecer é isto e cito Jesualdo:
«Queremos muito público no Dragão, espero ter o estádio cheio, sobretudo porque é importante que a massa associativa do F.C. Porto perceba que precisamos deles nesta fase da época».

E depois, na noite gelada de Domingo, a horas impróprias para ver futebol, os adeptos corresponderem e o treinador e a equipa...não!

Chega de abébias, chega de conversa fiada, chega de desculpas...

Não vou destacar ninguém, mas se tivessse de destacar alguém, era o jovem Fernando, que saiu, quando estava a ganhar todas as bolas e a matar à nascença todos as tentativas do Trofense.

Declarações de Jesualdo:

Intensidade e dificuldade
«As dificuldades que sentimos para marcar explicam-se de duas formas. A incapacidade de dirigir a bola, de a fazer entrar na baliza, e a forma intensa como a equipa entra no jogo, que nos obriga a marcar um golo e a provocar a reacção na outra equipa. Não marcando, a outra equipa passa a acreditar e a defender ainda mais.»

Dominador
«O FC Porto foi dominador, criou um sem-número de oportunidades. O Trofense fez aquilo que o árbitro deixou fazer, envolvendo-se em perdas de tempo e simulações de lesões.»

Dois penáltis
«Ficaram dois penáltis claros por assinalar a favor do F.C. Porto. Convido-os a rever as imagens em que o Fucile e o Lisandro são derrubados na área. Ainda hoje, num jogo que envolveu um candidato ao título e outro que pode assumir essa condição, aconteceu precisamente o contrário. Não houve uniformidade de critérios nesta jornada, sentimo-nos penalizados, mas também sabemos que somos responsáveis por não termos conseguido vencer.»

Agressividade
«Parece que temos dificuldade em ganhar no Dragão. Aconteceu com o Marítimo e, agora, com o Trofense, embora hoje tenha sido diferente, pela forma mais intensa com que jogámos, embora a equipa, na segunda parte, não tenha sido tão agressiva quanto eu pedi.»

Ao ataque na Champions
«Fomos defensivos na Champions, disse o Tulipa? Certamente não viu os jogos do F.C. Porto, porque não se ganham quatro jogos com uma postura defensiva.»

Seis jogos decisivos
«Custa-nos perder o primeiro lugar, porque deixámos de estar na frente e porque isso afecta a equipa. O jogo em Braga vai ser muito complicado, mas sabemos que temos argumentos para vencer. As cinco ou seis jornadas que aí vêm vão definir o título e nós temos de estar preparados para eles. Vamos aprender com estas situações e trabalhar muito. Já superámos situações bem mais difíceis do que as provocadas por um empate em casa com o Trofense.
Nota final: regressa Lino que estás perdoado!

A pedido do Adriano Correia e como eu procuro dentro das possibilidades, fazer a vontade aos meus visitantes, a foto da equipa do F.C.Porto de Andebol, que há 50 anos, participou nas provas europeias.
Clicar sobre as imagens para ler.

F.C.Porto -C.D.Trofense. Antevisão do jogo e a contratação de Cissokho.



Nota do autor:
sinceramente, este ciclo de jogos -...Taça da Liga, Liga Sagres, Taça da Liga... -, praticamente de três em três dias, que não me tem deixado fazer mais nada, senão antevisões e rescaldos, não me agrada nada e como há assuntos que mereciam uma abordagem em post, que têm ficado para trás, decidi o seguinte: antevisões e rescaldos, só dos jogos da Liga Sagres.
Na Taça da Liga haverá apenas, e na véspera do jogo, algumas notas sobre com quem é o jogo e onde; o trio de arbitragem; os convocados do F.C.Porto e caso o treinador preste declarações, também serão publicadas. Rescaldos, só se eu tiver oportunidade de ver as partidas - como sabem o jogo da próxima quarta-feira é à tarde e não haverá transmissão televisiva.

Dito isto, falemos do F.C.Porto - Trofense, mas também, da contratação do Aly Cissokho.

Sobre o jogo de amanhã, contra os nossos amigos da Trofa - sim, amigos, foi a vitória deles contra o auto-proclamado Campeão de Inverno, que nos colocou no topo da classificação - que ninguém espere facilidades, pois os pupilos de Tulipa, vêm tentar tirar-nos, o que nos ofereceram na semana anterior. E para que isso não aconteça, para que possamos manter e se possível, consolidar, o 1º lugar - ufa, o que custou aqui chegar! -, é necessário um Porto, igual ou superior, ao da segunda-parte na Choupana e não aquele Porto, abúlico, que fica à espera que os golos apareçam mais tarde ou mais cedo, que não pressiona, que entra devagar, sem a atitude e o espírito certo, e que já teve, infelizmente, consequências bem desagradáveis, com perdas de pontos, que não estavam nos nossos planos.
Vai ser preciso também, ter em conta a postura muito defensiva da equipa da Trofa, a sua vontade, motivação e moralização, que vão contrabalançar o nervosismo natural, de quem joga pela primeira vez, num palco tão grandioso, como é o Estádio do Dragão. Ora contra estas equipas fechadas, Sr. Professor Jesualdo, é preciso ser audaz e não ter medo de arriscar. Nesse sentido, e até porque já não tem a frescura ideal, para disputar dois jogos em tão pouco espaço de tempo, junto ao facto de não ser um lateral e não dar profundidade ao ataque, é logico que não jogue o capitão, Pedro Emanuel e entre no seu lugar Benítez, jogando Fucile no seu lugar de origem. Pela amostra de quinta-feira - ao contrário do que li e ouvi em muita gente, não gostei de Benítez -, é isso que vai acontecer. Assim e contrariando a solução lógica, eu colocaria na lateral-esquerda o internacional uruguaio e na direita, Tomás Costa.

Resumindo: é cedendo pontos contra estas equipas que se perdem campeonatos. Que isso esteja sempre no pensamento dos profissionais azuis e brancos.

O árbitro é Luís Reforço, auxiliado por António Godinho e Nuno Roque

Convocados do F.C.Porto:
Benítez, Bruno Alves, Farías, Fernando, Fucile, Guarin, Helton, Hulk, Lisandro, Lucho, Mariano, Nuno, Pedro Emanuel, Raul Meireles, Rodríguez, Rolando, Stepanov e Tomás Costa.

Antevisão de Jesualdo:

Adversário difícil
«O Trofense é uma equipa que merece muito respeito, uma equipa pequena, que vem da segunda liga, mas que tem feito um trabalho excelente, até na forma como soube gerir a questão da mudança de treinador. Tem um plantel com pouca gente conhecida, agora com dois ou três jogadores mais falados, que fez um excelente resultado na última jornada. Espero, portanto, um adversário difícil, que vem jogar ao Dragão mais motivado e que nos vai colocar os mesmos problemas que outras equipas que aqui vêm jogar».

Assumir responsabilidades
«O F.C. Porto não quer cair. Temos a responsabilidade de sermos líderes, de jogarmos frente a uma equipa com outras ambições no campeonato e a responsabilidade normal das nossas ambições e dos nossos objectivos. Queremos muito público no Dragão, espero ter o estádio cheio, sobretudo porque é importante que a massa associativa do F.C. Porto perceba que precisamos deles nesta fase da época».

Cissokho com potencial para explorar
«O F.C. Porto contratou o Cissokho porque no mercado de Inverno as aquisições têm uma base de avaliação diferente, têm em conta apenas seis meses de trabalho e têm sempre em vista a projecção de objectivos futuros. Qualquer jogador que venha agora terá de ter uma entrada directa na equipa. O mercado interno é, nesta fase, aquele que mais nos interessa, sobretudo porque quem chega está adaptado, conhece as competições e conhece o F.C. Porto. A aquisição do Cissokho entra nestas características: o facto de ser jovem, ter formação europeia e ter muito potencial para explorar. Não vamos seguramente dar um tiro no escuro, vamos esperar que a sorte o proteja e que as coisas corram bem».

Talento e qualidade dos sub-19
«A nossa perspectiva é manter o rendimento dos jogadores do plantel e promover uma segunda fase de trabalho conjunto com a formação do clube. Os jogadores que entendemos de maior talento e qualidade dos sub-19, passam a ter um trabalho mais próximo da equipa senior, no sentido de começarem a dar indicações para o futuro, que é já daqui a seis meses, quando a nova época começar a ser definida».





Sobre a contratação de Aly Cissokho a minha opinião é a seguinte:
Ponto 1- No que eu vi do jogador e vi muito pouco - dois ou três jogos -, não vi nada de especial e que justificasse a sua contratação pelo F.C.Porto.

Ponto 2 - Para o jogador ser contratado e como é óbvio, a opinião da estrutura do F.C.Porto que trata dessas coisas, deve tê-lo visto mais vezes do que eu e pensa de maneira diferente.

Ponto 3- Tenho noção, que para o lugar específico de lateral-esquerdo, as soluções não abundam no mercado. Os bons laterais, estão em bons clubes, jogam em campeonatos mais atractivos, são muito caros e mesmo que o F.C.Porto se dispusesse a pagar, teria sempre dificuldades em os convencer a vir para o nosso clube e para o nosso campeonato.

Ponto 4- Além disso, não temos a garantia, que um desses jogadores, as teoricamente excelentes aquisições, chegasse aqui e fosse uma mais valia. Temos vários exemplo, num e noutro sentido, que isso é verdade.

Concluindo: assim, e como sempre, dou o benefício da dúvida, esperando que Cissokho resolva definitivamente a lacuna da lateral-esquerda da defesa portista. Mesmo sendo um jogador barato, seria muito mau, que daqui a uns meses, estivessemos outra vez, à procura de alguém para o lugar.
Ah, desejo ao novo reforço toda a sorte do Mundo. Vem para um grande clube, um clube que dá aos seus profissionais, todas, mas mesmo todas, as condições de trabalho, para poderem evoluir e deitar cá para fora todo o potêncial que têm. Mas é um clube que exige trabalho, respeito, seriedade profissional, dedicação... vem para um clube, com uma massa adepta carinhosa, generosa, mas só com aqueles que fazem por merecer esse carinho e essa generosidade.

F.C.Porto 2 - Vitória F.C. 1. Apetece-me destacar os Super-Dragões...


Não esperava grandes feitos, mas esperava mais da equipa e de alguns jogadores portistas. Tudo bem, que esta equipa nunca jogou junta; tudo bem, que havia vários jogadores que têm jogado muito pouco e estão sem ritmo; tudo bem, que Sapunaru, por exemplo, esteve lesionado, muito tempo parado e por isso, teve muitas dificuldades e até, tudo bem, que esta prova e estes jogos, mesmo considerando que estamos a falar de profissionais, não motivam muito. Mas, quando digo que esperava mais da equipa e de alguns jogadores portistas, é porque a equipa jogou pouco e alguns jogadores...meu Deus, estiveram tão mal!
Se Sapunaru, tem desculpas - pelas razões referidas anteriormente -, outros houve, que desperdiçaram a oportunidade para dizer presente. Quem? Candeias, Farías, T.Costa e a grande desilusão - talvez porque estava à espera de muito mais - F.Guarín. Benítez, apesar de ter estado a um nível superior, aos anteriores, mostrou na segunda-parte, quando entrou B.Gama - um jogador a merecer atenção, assim como L.Lima, ao contrário de B.Vale, que já não deve voltar a ter hipóteses -, que tem muitas dificuldades. Estiveram bem, os jovens Ventura, Rabiola e Diogo Viana - este jogou mais em 20 minutos, que Candeias em cerca de 70. Josué só jogou 3 minutos e por isso, não pode ser avaliado. Bem, também, os consagrados P.Emanuel, Stepanov, Pelé - tem tudo para singrar no F.C.Porto. Será que quer? - e principalmente Mariano, embora às vezes tenha coisas, que fazem perder a paciência a um Santo.

Destaquei os Super-Dragões, porque com a noite fria que estava, num jogo que estava a ser fraco e pouco motivador, estiveram 90 minutos a apoiar, a cantar, ajudando a que dentro do campo, os jogadores tivessem sempre um incentivo, um estímulo e um entusiasmo, que certamente os ajudou a alcançar a vitória.

Notas finais: - Artur Soares Dias, meu herói, marcar dois penaltis no Dragão é obra! Mas olha, tem cuidado, porque o auxiliar do lado nascente vê mal e no futuro, pode trazer-te problemas.
Mas foi melhor assim, não fizeste como o outro, que deixou passar em claro, um penalti do tamanho do Colombo. É comprensível, os vermelhos precisavam de um comprimido anti-crise e nada melhor que as pastilhas Benquerença para animar a malta.

Parece que Edson, lateral e central, que estava emprestado à Académica vai regressar ao F.C.Porto e para o lugar de Lino. Conheço-o mal, pois raramente jogava na equipa de Coimbra e também não vejo jogar a equipa de Domingos. O F.C.Porto tem, é notório, um problema nas laterais, mas só deve contratar alguém, se de facto for um jogador que dê garantias. Não sendo possível...é melhor fazer regressar jogadores ligados ao clube e esperar a oportunidade certa, para resolver definitivamente a questão, que já virou novela, da lateral-esquerda da defesa.

Declarações de Jesualdo no final da partida:

Atestado de confiança
«Estou satisfeito com a resposta da equipa. Notou-se alguma falta de ritmo de alguns jogadores, mas sob o ponto de vista táctico não houve quebras na equipa. Foi um jogo bom para estes jogadores, que responderam bem ao atestado de confiança que lhes apresentámos. Considero que o F.C. Porto ganhou hoje mais jogadores para o seu plantel».

Seriedade na prova
«O resultado foi justo e o F.C. Porto um justo vencedor. Levamos a prova a sério e fizemos, à semelhança do que acontece em muitos países, uma gestão do plantel em função dos interesses da equipa. Temos de fazer essa gestão, tendo em conta as quatro provas em que estamos inseridos, com cuidado e objectividade, no sentido de potencializar as capacidades dos jogadores. No F.C. Porto qualquer jogo é para ganhar e qualquer jogador sente essa exigência. A seriedade do F.C. Porto nesta competição é total».

Gestão do plantel
«A nossa gestão dos jogadores tem sempre em conta as diferentes provas e a sequência de jogos que vamos enfrentar em Janeiro e em Fevereiro obriga-nos a um trabalho meticuloso, no sentido de termos 24 jogadores prontos para responder às exigências. Aquilo que faço é encontrar soluções que mantenham a exigência alta. A equipa apresentou jogadores de qualidade, que têm vindo a crescer dentro do F.C. Porto e que hoje deram uma resposta positiva».


F.C.Porto - Vitória F.C..Taça da Liga: grau quatro, na escala das prioridades.


É costume dizer-se, e é a mais pura das verdades, que nós portistas, não gostamos de perder nem a feijões. O melhor exemplo e no que ao futebol diz respeito, é a Liga Intercalar, onde apesar das especificidade da prova - serve fundamentalmente, para dar ritmo e rodar, jogadores que vêm de lesões ou que são menos utilizados e também, um espaço para que os jovens da formação cresçam e tomem contacto com um futebol mais adulto e exigente... - , não gostamos nada quando os resultados são negativos.
Serve este intróito, para dizer, que mesmo estando em termos de prioridade, em lugar - os principais objectivos são o Campeonato, a Taça de Portugal e a C.League -, a Taça da Liga é uma prova que queremos ganhar. Mas atenção!!!...desde que isso não afecte a normal preparação da equipa para os jogos, em que, aí sim, temos de ganhar!
É assim, com esse espírito, e a 72 horas do difícil jogo contra o Trofense - obrigado rapazes da Trofa por nos ajudarem a chegar ao nosso lugar habitual - que penso, devemos encarar o jogo contra os sadinos, que não fica mal recordar, são os titulares da prova patrocinada pela Calsberg.
Portanto tendo em conta tudo o que foi dito, acho natural que o técnico Jesualdo Ferreira, aposte nos jogadores menos utilizados, que regressam após lesão - Tarik e Sapunaru, por exemplo - e até em jovens dos júniores, no jogo da amanhã à noite. Que esses jogadores saibam aproveitar a oportunidade para mostrarem serviço e dizerem ao líder da equipa técnica, que pode contar com eles para o que resta da época.
Nota final: talvez porque tudo que vem desta Liga, presidida pelo Deputado Hermínio, me mereça reservas, esta prova não me desperta grande interesse e com estes horários dos jogos - sempre tarde e a más horas -, ainda me entusiasma menos. Quando é que vai acabar a escravatura da Televisão? Quando é que nós adeptos, vamos dizer basta a esta vergonha e exigimos jogos ao fim-de-semana e a horas próprias? Não há, agora que o principal campeonato só tem 16 equipas, espaço para isso?

O árbitro é Artur Soares Dias, auxiliado por Rui Licínio e João Silva.
Convocados do F.C.Porto:

Benítez, Candeias, Dias (médio), Diogo Viana (extremo), Farías, Guarin, Ivo Pinto (lateral-direito), Josué (médio ofensivo), Mariano, Nuno, Pedro Emanuel, Pelé, Rabiola, Sapunaru, Sérgio Oliveira (médio), Stepanov, Tomás Costa e Ventura.

Faz amanhã 24 anos que faleceu o saudoso J.Maria Pedroto. Como o meu computador anda apanhado e não sei o que pode acontecer...vou falar já hoje, um pouco, do carismático Zé do Boné, mas sob um prisma diferente, porque, o que Pedroto foi como homem, como profissional e a importância que teve, na construção do Grande clube que somos, já todos sabem e já aqui foi destacado.
Assim, e porque está na ordem do dia a hesitação de Quique Flores em substituir Binya - transformado em bode expiatório da derrota encarnada -, porque o seu adjunto estava de bloco na mão, a fazer o desenho, para que o jogador que ia entrar percebesse como havia de jogar, eu lembrei-me de Pedroto. O Mestre - o verdadeiro Mestre - que foi um treinador extraordinário e o técnico, que melhor mexia na equipa - é a minha opinião -, durante o jogo e ao intervalo, não utilizava estas modernices - atenção, não é exclusivo do Quique! -, não precisava de papéis para nada e as coisas saíam quase sempre bem.
Quase que apostava, que se Pedroto ainda fosse vivo e estivesse sentado no banco, com Pinto da Costa ao lado e se apercebesse destas novas "técnicas", diria : « Ó Jorge Nuno, mas não é durante a semana que os treinadores têm que ensinar aos jogadores, o que fazer ao Domingo no campo?»
« Agora são os djuntos, que explicam aos jogadores o que se pretende?»
Ao que Pinto da Costa responderia: " modernices, meu caro Zé Maria!"

C.D.Nacional 2 -F.C.Porto 4. Campeão até resistiu, às abébias da sua defesa!



É nestes jogos, ganhando estes jogos, que se molda um Campeão, mas é também, dando abébias como as que o F.C.Porto deu hoje, que se perdem campeonatos.

A equipa portista entrou muito bem e teve logo aos 2 minutos uma soberana oportunidade para se adiantar no marcado: Lisandro atirou à barra em situação privilegiada. Depois, como que amoleceu, deu espaço, não pressionou, encolheu-se nas bolas divididas, permitiu que o Nacional equilibrasse e se adiantasse no marcador, num lance em que B.Alves, na altura estava como a equipa, desconcentrado, abordou muito mal. Incapaz de se organizar e voltar à qualidade do período inicial, o conjunto de Jesualdo foi tímido na reacção e com a excepção de uma grande jogada de C.Rodríguez, que deu para Lucho fazer um remate, para grande defesa de Bracalli, nunca o conjunto Tricampeão, deu mostras de mudar o rumo dos acontecimentos e pior, a sua defesa, principalmente pelas laterais, mas também, por Rolando, deu sempre sinais de grande insegurança, impedindo a equipa de se soltar. Se a defesa não esteve bem, o meio-campo pouco melhor esteve e Fernando, então, esteve completamente desinspirado, complicativo e sem noção do tempo de entrada e do espaço a ocupar, o jovem brasileiro que para mais já tinha um cartão amarelo, não ajudou nada a por ordem na casa. Na primeira-parte e mais uma vez, a equipa portista viveu dos rasgos dos seus três homens da frente e pouco mais.

Na segunda-parte, as melhorias foram notórias, mesmo que atrás, continuasse a ser um Deus nos acuda. Até a substituição, bem feita, ao intervalo, não resultou na melhoria do sector mais recuado portista, pois Mariano que substituiu P.Emanuel, não atacou melhor que o capitão e a defender foi pior. Mas se na defesa as coisas não melhoram, o meio-campo, já esteve bem e com isso o ataque, que já tinha estado em bom nível, melhorou ainda mais. Teve mais apoio, jogadores com quem jogar, tabelar e desestabilizar, a defesa nacionalista, e assim, com justiça, o Tricampeão, deu a volta ao resultado. A vinte minutos do fim o mais difícil estava conseguido, só que... a equipa azul e branca complicou, não soube ter e segurar a bola, tremeu, facilitou - desde a perda de bola, infantil, de Mariano, até ao cabeceamento vitorioso de Miguel Fidalgo, completamente à vontade - e voltou a sofrer um golo que já não se usa e a correr o risco, de perder mais 2 pontos, naquela altura, com um grande sabor a injustiça.
Mas o Grande Hulk, o nosso novo herói, não se conformou e em duas jogadas, conseguiu colocar as coisas no seu devido lugar e dar ao F.C.Porto uma vitória justa e...pois é, a LIDERANÇA DA LIGA SAGRES!

Era um jogo muito importante e era fundamental ganhar. Conseguimo-lo com dificuldades, mas com muito mérito. É nestes jogos, nestes campos e contra estas equipas, difíceis, que se ganha confiança, tranquilidade e suporte psicológico, para no futuro próximo, podermos atingir os nossos objectivos: sermos TETRACAMPEÕES!
Notas finais: da defesa já disse tudo. Só se salvou Helton e a espaços B.Alves e Rolando. Ficou à vista, que temos problemas e que temos de os resolver nesta janela de mercado.

Bem melhor na segunda-parte que na primeira, o sector intermédio.

Muito bem o ataque.
Lisandro, infeliz, mas sempre, um trabalhador incansável. Esteve no golo do empate, 1 a 1, com um bela jogada e um bom remate, que possibilitou a recarga vitoriosa de Hulk.
Rodríguez, está melhor a cada jogo que passa. Marcou um golo - nos últimos quatro jogos só não marcou ao Marítimo -, o da reviravolta e jogou muito bem, de forma directa, com agressividade e deu um contributo decisivo, na vitória do F.C.Porto.
Hulk, foi para mim o melhor. Para além de ter marcado dois golos, o jovem brasileiro nunca se rende, nunca desiste, nunca vira a cara à luta e leva a equipa sempre para a frente, na procura do golo. É nesta altura, uma das referências do conjunto Tricampeão.

Numa altura conturbada, a arbitragem de Pedro Proença não deu motivos para qualquer reparo. Ainda bem!

Declarações de Jesualdo no final da partida:

«Assistimos a um grande jogo, que foi intenso na primeira parte e registou algum equilíbrio nessa fase. A derrota do F.C. Porto ao intervalo era injusta. Na segunda parte conseguimos rectificar e dar a volta ao marcador, mas sofremos um segundo golo, o que não é normal. Ainda assim conseguimos ganhar com mérito. Tivemos carácter e agressividade, frente a um Nacional de qualidade. Para nós era importante ganhar e conseguimo-lo com todo o mérito. Nunca cheguei a temer, mas o Nacional é das equipas mais poderosas que defrontámos. É uma equipa talhada para os grandes jogos. Tão importante como o resultado que alcançámos foi a nossa reacção. Fomos capazes de ganhar com mérito e justiça. É com jogos como este que a equipa cresce».

C.D.Nacional - F.C.Porto. Recomeçar a ganhar!



Depois da pausa natalícia e esquecido o empate, inesperado, contra o Marítimo, que o impediu de liderar a Liga Sagres, o F.C.Porto tem, no recomeço da prova mais importante do futebol português, uma difícil deslocação à Madeira para defrontar o Nacional. A equipa de Manuel Machado que está a fazer uma excelente campanha, tem bons jogadores, joga bem e num modelo bem definido, que previligia as saídas rápidas para o contra-ataque apoiado, será um adversário complicado e um duro teste, ao momento actual do Tricampeão. Para além disso, que não é pouco, a equipa madeirense enfrenta o F.C.Porto fortalecida psicologicamente, pelo facto de na última época, ter ganho os dois jogos que disputou contra o conjunto de Jesualdo.

É portanto, um jogo de elevado risco para o F.C.Porto, numa altura importante, em que um deslize pode ter consequências irreparáveis. Ao conjunto azul e branco - que não tem feito um grande campeonato. Jesualdo, disse-o -, resta ganhar, ir ganhando, para na altura decisiva, em que tudo o indica, se vai jogar muito da época - Fevereiro, início de Março, com o F.C.Porto a receber no Dragão os seus dois adversários directos na luta pelo título - poder estar em situação confortável e poder inclinar para o seu lado, a história do campeonato e atingir os objectivos, que são, como todos sabemos e ambicionamos, ganhar o Tetra.

Há mais duas preocupações em relação ao jogo de amanhã, que gostaria de dar nota: uma tem a ver com a pausa e as suas consequências na equipa portista. Jesualdo disse que a paragem foi pequena e não vai haver problemas, mas o Professor José Neto, que é especialista em Metodologia do Treino, tem opinião diferente e em entrevista à R.R., disse que a pausa de vários dias no treino, junto com os excessos próprios da quadra, mais as longas viagens e para países com climas muito diferentes, podem trazer problemas na parte muscular. Espero que em relação ao nosso clube não se verifique nada disso e tudo corra pelo melhor.

A outra nota é para dizer o seguinte: como já repararam, a campanha para levar os vermelhos ao título, já começou e atinge as raias da pouca vergonha. Hoje, P.Henriques o árbitro do Benfica-Nacional, diz que não sabe porque é que passados tantos dias, ainda se fala o assunto. Eu num dos posts anteriores, já disse porquê, mas repito: é para pressionar, para tirar proveito da situação, para mostrar aos Juízes, que se favorecerem o Benfica não há problemas, mas se agirem de outra forma, nem o benefício da dúvida, terão! No que diz respeito ao F.C.Porto, nós já sabemos que temos de dar tudo, lutar até ao fim, nunca desistir, mostrar a nossa imagem de clube vencedor, capaz até, de lutar, contra tudo e contra todos. Um desejo: que Pedro Proença e os seus auxiliares, Tiago Trigo e Ricardo Santos sejam felizes e façam uma arbitragem rigorosa, isenta e sem qualquer interferência no resultado.

Convocados do F.C.Porto:

Guarda-redes: Helton e Nuno;

Defesas: Fucile, Rolando, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Stepanov e Benítez;

Médios: Fernando, Guarín, Lucho, Mariano, Pelé e Raul Meireles;

Avançados: Lisandro, Hulk, Rodriguez, Farias e Rabiola

Antevisão de Jesualdo Ferreira:

FCP: Jogar com o Nacional traz alguma recordação dos jogos da temporada passada?

Jesualdo Ferreira: Traz e é por aí mesmo que queria começar… Todos temos consciência da dificuldade que este jogo tem. Por duas razões: o Nacional continua a ter boas equipas e foi responsável por duas derrotas do F.C. Porto na temporada passada. Não conseguimos vencer o Nacional na última época e não é fácil jogar na Choupana. Há um conjunto de factores de dificuldade que sobem os níveis de exigência para este desafio.

FCP: O F.C. Porto acabou o ano em recuperação. Acredita que a paragem do campeonato pode ter prejudicado a equipa?

JF: Não é fácil responder a isso com objectividade. A paragem foi curta, mas foi importante. A equipa trabalhou bem durante esta semana. Sentimos que mantemos as nossas capacidades, mas sabemos que os próximos jogos podem demonstrar menos ritmo; ainda assim, temos pela frente um mês muito cheio para recuperar eventuais perdas.

FCP: De que forma um mês de Janeiro tão preenchido pode afectar a equipa?

JF: Não acho que afecte. Acho que é bom, pois vamos estar em actividade competitiva e num quadro de motivação elevada. Temos sete jogos em três competições distintas. Gostamos que seja assim.

FCP: Presume-se que não seja um núcleo reduzido a jogar este ciclo…

JF: Serão os 27 jogadores! Todos têm condições para jogar.

FCP: O F.C. Porto que vai jogar com o Nacional é igual ao que terminou 2008?

JF: Espero que não seja igual, pois o que terminou o ano empatou com o Marítimo. Espero que seja um F.C. Porto na linha do que fez jornadas boas.

FCP: A equipa sente mais responsabilidade por ainda não ser líder?

JF: O F.C. Porto tem as responsabilidades habituais. Queremos ser líderes e queremos ser campeões e este é jogo importante para isso.

FCP: Vai promover alterações na equipa?

JF: Não vou dizer. Tenho um indisponível, que é o Tomás Costa, que tem um pequeno problema gripal e não pode ser convocado. Os outros estão em condições.

FCP: Espera um Nacional semelhante ao que jogou no Estádio da Luz?

JF: Não sei, mas tivemos oportunidade de ver um Nacional que jogou muito bem e contra o F.C. Porto não há razões para ser diferente. O jogo em si será diferente. Pela qualidade da equipa, pelo seu treinador e pela motivação de jogar contra o F.C. Porto. Será muito difícil.

FCP: Surpreende-o facto de a arbitragem desse jogo ainda dar tanto que falar?

JF: Se fosse o F.C. Porto já tinha acabado a discussão. Continuar não me espanta.

FCP: Benfica e Sporting têm feito muitas críticas à arbitragem. Como as encara o treinador do F.C. Porto?

JF: O F.C. Porto perdeu dois jogos, como sabem, e não viram ninguém, e muito menos o treinador, a referir-se às arbitragens. Falámos nas nossas incompetências nesses dois jogos. Não tínhamos de estar a perder tempo nem energia de pensamento em coisas que não nos interessam.

FCP: Mas a arbitragem tem influência no campeonato?

JF: A arbitragem tem influência em todos os campeonatos, em Portugal e em todo o mundo. Parece-me que há uma pressão grande. Entendo que os árbitros têm de ter condições para apitar melhor. Boa estrutura de apoio, formação de acordo com exigências e, se calhar, têm de ser profissionais no futuro. Neste negócio tudo é profissional e os únicos, e que tem grande decisão nos resultados, não o são. Para o serem têm de ser bem suportados e protegidos. Por exemplo, o senhor Pedro Henriques teve nota negativa, mas porque é que as outras notas não vêm a publico? Foi o pior árbitro nestas jornadas todas?

FCP: O Nacional não pode contar com dois jogadores importantes, Alonso e Nené. Isso transforma o quadro mais acessível ou nem por isso?

JF: Não sei se são os mais importantes… São importantes, mas não creio que seja motivo para pensar numa equipa mais enfraquecida ou que isso seja um dado positivo para nós.

Todos os inquéritos de opinião, para escolher a figura do F.C.Porto em 2008, tiveram como vencedor, Lisandro Lopez. Essa é também a minha opinião: Lisandro foi um furacão que varreu o futebol português e mesmo que na parte final do ano, não tenha estado tão certeiro, foi muito importante, decisivo até - em Kiev, na assistência dourada, para Lucho marcar, no último minuto de jogo -, para que nesta altura da época, o F.C.Porto seja o único clube português que está em todas as frentes.

Mas o internacional argentino tem outra característica muito importante: é um jogador à Porto. Está lá tudo: alma, raça, mística e futebol, muito futebol...que em 2009, Licha, como é carinhosamente tratado, possa pelo menos, repetir 2008.

Vai abrir o mercado de transferências período de Inverno e todos os portistas são unânimes em apontar o lado esquerdo da defesa como lugar a reforçar. Eu também concordo com essa análise, mas não pode ser um qualquer, não podemos voltar a errar. Ou temos capacidade para contratar alguém, que resolva definitivamente, o problema, ou mais vale ficar como está.

Mas se a prioridade das prioridades é um lateral, acho que a equipa para ficar melhor, mais equilibrada e mais capaz de discutir os grandes desafios que tem pela frente, devia contratar um médio criativo, um jogador que contra equipas fechadas, tivesse capacidades, para num lance de génio, resolver. Foi isso que notoriamente, faltou no jogo contra o Marítimo.

Finalmente, um ponta-de-lança forte capaz de ganhar bolas de cabeça na área adversária, enfim um avançado, para quando as coisas não vão por baixo, possam ir por cima.

Última nota: o que resta desta época obriga a que todos os portistas estejam atentos, unidos, solidários e sempre a apoiar, pois só assim seremos capazes de combater todos aqueles, que pelo que se tem visto, vão fazer tudo e mais alguma coisa, para nos derrubarem.

Que a chama do Dragão nunca se apague e chamusque todos os nossos inimigos!

Foto de Lisandro retirada com a devida vénia e autorização do blog: varanda do dragão.

As encomendas do Freteiro Delgado.


Ah, ah, ah, ah,....eu não dizia? Eles são tão previsíveis, que não sinto nenhuma satisfação especial por ter adivinhado o que ia acontecer.
Começou a campanha e como era de esperar, começou no jornal A Bola - líder da máquina de propaganda vermelha - e pela pena do Freteiro Delgado, homem de mão de Luís Filipe Vieira, que se apresentou para a entrevista e como sempre, de camisola do Benfica vestida, cachecol ao pescoço e bandeira na mão. E Vieira? É um manancial de humor, de demagogia e de populismo. Também aqui, nada de novo!
Mas se os fretes a demagogia e o populismo, já não causam admiração a ninguém e não devem ser levados a sério, há um ponto da entrevista que merece reflexão: não há, da parte de Vieira, uma clara coacção sobre os árbitros, quando ataca P.Henriques, Olegário Benquerença, Carlos Xistra e pasme-se, até Lucílio Baptista? O que vai fazer sobre esta vergonha, a C.Disciplinar da Liga?
Finalmente, ver Vieira, que esteve ligado ao maior escândalo dos últimos trinta anos no futebol português - Estoril- Benfica do Algarve -, falar em credibilidade...é tão absurdo, como achar que o Freteiro Delgado é um jornalista isento, equilibrado e equidistante!
PS- «Ladrões, gatunos e filho da p...» foi isto que Pedro Henriques escreveu no relatório, acerca dos insultos de que foi vítima no túnel da Luz e que saíram da boca de N.Gomes.
Pergunto: estas ofensas gravíssimas à mãe do árbitro, só valeram 2 jogos ao Capitão - essa condição devia ser factor de agravamento do castigo - do Benfica? O que é preciso chamar a um Juíz de campo para o castigo ser maior?

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