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F.C.Porto - Atlético de Madrid. Para que o sonho continue...


Imune aos "cães" que ladram, porque são pagos para ladrar e com o sonho no pensamento, o F.C.Porto, melhor clube português e único com estofo europeu, recebe um arrogante Atlético de Madrid, que esquecido do que se passou na capital espanhola - têm a memória curta, estes nossos vizinhos! -, já está novamente, com ares de superioridade. Se no Vicente Calderón, o Tricampeão soube responder no campo a essa arrogância, agora no Dragão e apesar dos problemas sentidos sempre que joga diante do seu público, espero que aconteça o mesmo.

Mas para que isso aconteça, é necessário o Porto das grandes noites europeias, o Porto, que na condição de visitante, tem mostrado qualidade, concentração, coragem, valentia, determinação e que joga bem e não, o Porto abúlico, nervoso, tolhido, que desconfia do seu valor, que temos visto no belíssimo Estádio do Dragão.
Tal como disse na antevisão do jogo de Madrid e apesar do que o jogo da 1ª mão mostrou, a equipa de Abel Resino, é uma grande equipa, recheada de grandes jogadores, do meio-campo para a frente, das melhores da Europa, por isso todo o cuidado é pouco, mas sem exagerar.
Foi também muito importante e pode ser fundamental na abordagem deste jogo, que as exibições conseguidas pelos espanhóis, nas partidas contra o Barcelona e R.Madrid, fossem de grande qualidade: porque por um lado mostraram a verdadeira face da equipa colchonera, por outro, reduziram a pó as teorias que já circulavam por aí - os invejosos disseram-no -, que a equipa onde pontificam Aguero, Forlan, Maxi Rodríguez, Simão e tantos outros, era uma equipa fraca e que seria facilmente derrotada no Dragão.

Assim, com a consciência perfeita de tudo o que o espera, o F.C.Porto, amparado no apoio dos seus adeptos, que vão esgotar o magnífico anfiteatro do Campeão português, vai à terceira tentativa na era Jesualdo, tentar chegar aos quartos-de-final da Champions League.
Seria ouro sobre azul e por duas razões: alcançavamos o objectivo e quem sabe, acabavamos com a tremideira, mandando para trás das costas, definitivamente, os medos e os receios, de jogar na condição de visitado.
Eu que vou lá estar, acredito que vamos estar na eliminatória seguinte e que o sonho vai continuar.

O árbitro é o holandês Pieter Vink, auxiliado pelos seus compatriotas Arend Brink e Wilco Lobbert.
Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes: Helton e Nuno,
Defesas: Sapunaru, Rolando, B.Alves, Cissokho, Stepanov e Tomás Costa,
Médios: Lucho, Fernando, R.Meireles, Andrés Madrid e Mariano,
Avançados: Tarik, Lisandro, Hulk, C.Rodríguez e Farías

Declarações de Jesualdo na antevisão da partida:
Clássicos inconclusivos
«A evolução do Atlético de Madrid é natural, até porque mudou de treinador e a equipa tem ideias novas. Contra o Barcelona, deu a volta ao resultado e, em Madrid, frente ao Real, o jogo foi diferente. Foi muito fechado e muito táctico. Não é destes clássicos que se retiram grandes conclusões, porque são jogos especiais, que não permitem fazer análises seguras.»

Muito táctico
«Na primeira mão, em Madrid, o F.C. Porto foi, de facto, melhor. O Atlético conhece agora o valor do F.C. Porto, que talvez desconhecesse na altura, da mesma forma que nós passamos a conhecer melhor o adversário. Agora não se disputam pontos, disputam-se diferenças de golos, pelo que será, seguramente, um jogo muito táctico.»

Apoio integral
«Queremos muito ganhar e a presença do nosso público é decisiva para que possamos vencer. Pelo apoio que nos vai dar e pela pressão que vai colocar no adversário. Se queremos todos muito passar, é preciso que o estádio esteja cheio. É importante que o F.C. Porto seja apoiado do primeiro ao último minuto.»

Condições para ganhar
«Não sei exactamente como o Atlético vai abordar este jogo, embora saiba que ganhar é a única forma que tem de seguir em frente. Há, indiscutivelmente, planos de jogo diferentes. O Atlético tem um e o F.C. Porto tem outro. Achamos, do ponto de vista táctico, que temos boas razões para acreditar que dispomos de condições para controlar, equilibrar e ganhar o jogo. Neste caso, é irrelevante sabermos como pretende jogar o adversário. Sabemos o que temos e queremos fazer. Essencialmente, a equipa do F.C. Porto sabe exactamente o que tem de fazer para ganhar esta eliminatória.»

Jogo à medida
«O Hulk é um rosto novo do F.C. Porto. Na altura em que chegou, não era tão mau, nem agora é tão bom como querem dar a entender. Está numa equipa habituada a jogar esta competição e que até já a ganhou. Sabe, sobretudo, que o jogo de amanhã é um jogo à sua medida. Diria até que é um jogo à medida desta equipa.

Um dos melhores
«O Hulk está longe de ser um produto acabado. Na verdade, está apenas no começo. E o F.C. Porto tem provado nos últimos jogos, através da rotação do plantel, que não está dependente deste ou daquele jogador. Ele não é a figura da equipa, mas tem muito potencial e capacidade para aprender. Na posição dele, pode ser um dos melhores jogadores do mundo. Assim tenha sorte e cabeça. E eu acredito que ele tem.»
Confiança em Helton
«Quando acontecem algumas situações que não são normais, isso não obriga a trabalho específico. Espero que o Helton esteja lá em pleno, para poder ajudar a equipa a ganhar. Não deixa de haver confiança no guarda-redes.»

O adversário Assunção
«Conheço bem o Paulo Assunção, mas ele agora é um adversário, que queremos neutralizar, impedindo-o de render o máximo. Foi assim que fizemos em Madrid e é isso que pretendemos voltar a fazer amanhã. Mas o Paulo Assunção já não é nosso. Foi.»

Breve gosto das vitórias
«Quando estamos envolvidos profundamente no nosso trabalho, qualquer conquista traz sempre algo de novo. No F.C. Porto, quando isso não acontece, há sempre um mal-estar muito grande. Esperamos passar aos quartos-de-final e, se assim acontecer, a esse sentimento de satisfação juntar-se-ão outras questões, que têm a ver com o alcançar de objectivos. No F.C. Porto, o gosto das vitórias é muito curto, é como aquelas pastilhas elásticas que perdem o sabor depressa, porque, logo a seguir, há outro problema e outra vitória que queremos conquistar. Não há nenhum treinador no mundo que seja muito bom sem títulos. São eles que conferem qualidade ao trabalho dos treinadores.»

Declarações de Hulk:

Sem favoritos
«É um jogo muito importante, em que não há favoritos. Será muito disputado, como foi em Madrid, mas creio que temos condições para vencer enquanto colectivo. Vamos entrar na máxima força.»

Ajuda do treinador
«O treinador tem-me ajudado bastante nos treinos, pedindo-me sempre humildade. Consegui dar a volta por cima e espero ajudar a equipa, da mesma forma que os meus companheiros ajudam.»

Feliz… a trabalhar
«Fico feliz por estar a ser seguido pelo seleccionador brasileiro, mas, como digo, vou continuar a trabalhar. Ser comparado ao Ronaldo é muito bom, porque sempre foi o meu ídolo. Vou trabalhar forte e, se chegar à selecção, vou realizar um sonho.»

O miserável destaque de A Bola, ao artigo de M.S.Tavares



As más companhias

AQUILO que passará à história sob o nome de Apito Dourado foi uma operação sabiamente planeada e montada, visando um objectivo principal: quebrar os rins ao FC Porto, pôr um ponto final na sua hegemonia futebolística longamente exercida. Não o conseguindo no terreno de jogo, tentou-se então consegui-lo fora de campo, no terreno da justiça. O Apito Dourado, à revelia de tudo o que o senso comum e a simples boa-fé sabiam, pretendeu e pretende ainda demonstrar que, como dizia há dias o presidente do Benfica, esta longa sequência de sucessos desportivos do FC Porto se deve a «batota» e nada mais. Incluindo os dois títulos de campeão europeu e os dois títulos de campeão mundial de clubes.

Por isso mesmo, desde o início, o Apito Dourado teve apenas dois alvos declarados: o presidente do FC Porto e o presidente da Liga, Valentim Loureiro. O objectivo único era provar que, com o apoio do segundo, o primeiro construíra um sistema de corrupção e tráfico de influências, que era a única justificação para o domínio desportivo exercido — apenas isso, nem sequer a gritante incompetência da gestão desportiva dos rivais. À época, curiosamente, Valentim estava de costas voltadas com Pinto da Costa, tendo-se associado com o presidente do Benfica para dominar a Liga — que Luís Filipe Vieira afirmou ser mais importante do que ter uma boa equipe de futebol. Mas pouco importou: para atingir Pinto da Costa e demonstrar o seu poder «mafioso» era essencial demonstrar que ele dominava a Liga, mesmo que tal não fosse verdade. E uma das coisas eticamente mais eloquentes neste processo foi a forma como Filipe Viera deixou cair e abandonou o seu aliado Valentim Loureiro, assim que percebeu que ele era mais útil no papel ficcionado de cúmplice de Pinto da Costa.

A primeira consequência do Apito Dourado foi, assim, a execução de Valentim Loureiro: ele foi condenado por tráfico de influências em benefício do Gondomar, num processo que aos seus mentores deixou a amarga sensação de estarem apenas a perseguir a arraia miúda como forma de tentar chegar ao «peixe graúdo». E o Boavista viria a comer por tabela, sendo relegado pela Comissão Disciplinar da Liga para a segunda divisão — num caminho inelutável rumo ao desaparecimento, sem que ninguém consiga dizer ao certo porque foi um dos históricos do futebol português condenado à morte.

Quanto a Pinto da Costa e ao FC Porto — o verdadeiro e único alvo do Apito Dourado — a situação não se afigura brilhante para os seus mentores, mas ainda restam algumas esperanças. Recordemos: houve três processos, correspondentes a outros tantos jogos da época 2004/05, em que se ancoraram as acusações: o primeiro, relativo a um Nacional-Benfica, acabou com um despacho de não-pronúncia do Tribunal do Funchal, em que o juiz chegou a escrever que não se entendia como é que o nome de Pinto da Costa tinha sido metido ali a martelo; o segundo, relativo a um FC Porto-Estrela da Amadora, acabou igualmente com um despacho de não-pronúncia do Tribunal do Porto, confirmado por sentença unânime da Relação, e com uma participação por crime de falsas declarações contra a peça-chave de todo o Apito Dourado — a suposta «escritora» Carolina Salgado; resta o terceiro, relativo a um Beira-Mar-FC Porto, que já havia sido também arquivado, mas que a insistência da Drª Morgado conseguiu levar a julgamento. E é esse que agora decorre no Tribunal de Gaia.

Este simples enunciado factual dos resultados judiciais produzidos até agora no âmbito do Apito Dourado (e após milhares ou milhões de euros investidos em «investigação» por parte do Ministério Público) seriam suficientes para que o Procurador-Geral da República tivesse alguma contenção a falar do assunto — pelo menos, até ver o que sucede no tribunal de Gaia e após o depoiamento da sua tão acarinhada e protegida testemunha. Mas não: Pinto Monteiro entendeu antecipar-se e debitar a sua sentença, antes que a Justiça reduza a pó o seu voluntarismo justiceiro. Disse o Dr. Pinto Monteiro que, após o Apito Dourado, «mesmo que os arguidos venham a ser absolvidos, nada será como dantes, no futebol português». E isto, porque «a partir deste processo, os agentes do futebol português passaram a saber que podem ser investigados». Falso, Sr. Procurador: o que o Apito Dourado mostrou é que o presidente do FC Porto estará sempre sob suspeita e, eventualmente, sob investigação; quanto aos outros «agentes», não vimos nada... Na tese dos mentores do Apito Dourado, os árbitros vendem-se, sim, mas só ao FC Porto; o tráfico de influências existe, sim, mas só a favor do FC Porto; as batotas fazem-se, sim, mas apenas em benefício do FC Porto. O Sr. Procurador pode-nos indicar alguma diligência de investigação que, nem que fosse por mera rotina ou cautela, tenha incidido sobre os presidentes do Benfica, do Sporting, do Braga, do Guimarães? É sem dúvida uma coincidência infeliz que todos aqueles que intervieram a vários níveis no Apito Dourado para acusar o FC Porto sejam simpatizantes do Benfica. Uma coincidência infeliz mas que, por isso mesmo, deveria ter acautelado a forma como o fizeram.

Mas o Dr. Pinto Monteiro vai ainda mais longe quando, sem um estremecimento de pudor, afirma que «pode não se provar que sejam culpados, mas já se provou que houve indícios para terem de responder perante a justiça». Depois de ver que, em dois dos três casos em que o seu Ministério Público quis acusar, a justiça reduziu os seus «indícios» a meras intenções sem fundamento algum e a sua querida testemunha a alguém desprovido de qualquer credibilidade, sentindo que o único processo que conseguiu levar a julgamento nada mais tem a sustentá-lo do que a credibilidade dessa mesma testemunha, o Procurador-Geral dá-se por muito satisfeito por achar que conseguiu recolher «indícios» que não servem para condenar ninguém, mas apenas para o acusar sem fundamento. Ou seja: não conseguindo convencer a Justiça, resta a sentença popular. Se alguém ainda não tinha percebido o estado a que chegou o Ministério Público, leia o retrato da situação nestas extraordinárias declarações de quem manda nele. Entre o raciocínio «jurídico» do Procurador e o do presidente do Benfica, não vejo a mais pequena diferença de substância...E, caramba, se devia havê-la!

Isto posto, mantenho-me coerente com o que sempre disse desde o início desta história. Lamento muito que o presidente do meu clube esteja sentado no banco dos réus (e, com ele, o próprio clube) a responder pela acusação de corrupção desportiva. Não ignoro a forma como se chegou a tal e, obviamente, basta-me saber que tudo depende de querer acreditar no que diz Carolina Salgado, para concluir que só pode haver um desfecho, que é a absolvição. Claro que não acredito que fosse preciso comprar o árbitro de um jogo já sem importância alguma e em que, segundo os relatos da época, o FC Porto até acabou prejudicado pela arbitragem. E claro que, como toda a gente que percebe alguma coisa de futebol e não está de má-fé, sei muito bem que não foi graças a «batota» que o FC Porto ganhou o que ganhou cá dentro e foi duas vezes campeão da Europa e do mundo. Foi, entre outras coisas, porque Pinto da Costa é, de longe, o presidente que mais percebe de futebol e um dos raros que não chegou ao futebol por acaso e para se promover socialmente. Porque enquanto ele era presidente do FC Porto e tratava de reunir os melhores, Vale e Azevedo era presidente do Benfica e os benfiquistas adoravam-no mesmo percebendo que ele roubava e era um absoluto incompetente, mas atacava Pinto da Costa — e, hoje ainda, há quem ache que tal é suficiente para ser campeão. E, por isso, enquanto o Benfica desprezava jogadores como Jardel, Zahovic, Deco, Maniche, ou treinadores como Mourinho e Jesualdo Ferreira, Pinto da Costa aproveitava-os e era com eles que ganhava.

Não é por isso, pois, que Pinto da Costa está sentado no banco dos réus. Ele está sentado no banco dos réus devido à sua fatal tendência para as más companhias. O que eu, como portista, não consigo aceitar é que o presidente do meu clube receba um árbitro em casa para tomar café. Que o receba acompanhado do «empresário» António Araújo e com a Dª Carolina Salgado a fazer de dona-da-casa, Primeira Dama e tudo o resto cujas consequências estão à vista. É inacreditável que, mesmo acossado pela justiça, Pinto da Costa não tenha ninguém minimamente prestigiado para apresentar como testemunha abonatória no tribunal, para além do tristíssimo juiz Conselheiro Mortágua. É lamentável que o homem que conseguiu transformar um clube de província num campeão do mundo e num motivo de orgulho para Portugal, ainda não tenha conseguido, ao fim de tantos anos, despir a capa do provincianismo e transformar-se num homem do mundo. E que tenha preferido, como qualquer cacique de província, viver rodeado de gente pequenina, que lhe satisfaz o culto pessoal e desprestigia o clube.»

O meu comentário: não concordo nada com o último parágrafo do artigo de Miguel Sousa Tavares, mas é a minha opinião e cada um tem a sua. Agora, o que me interessa saber, é se o jornalista/escritor, aceita que A Bola, destaque o que lhe interessa, manipule a seu belo prazer e na sua sanha persecutória, contra o Presidente do F.C.Porto, o que lhe dá jeito, dos artigos que escreve. Se Miguel Sousa Tavares não reagir, terei de concluir, lamentavelmente, que Miguel Sousa Tavares, só está preocupado com o tacho e isso, para quem tanto se preocupa com a moral e os bons costumes, do Líder azul e branco, é uma grande desilusão.

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O chiqueiro







Ao ouvir o besuntão do Rui Santos, ontem no Tempo Extra, só me apeteceu fazer isto.
Quando o link do programa estiver disponível, colocá-lo-ei à vossa disposição, para quem não ouviu, e tiver estômago que aguente, poder ver até onde vai a pouca vergonha.

Ps- Fantástica arbitragem do O João... Pode vir o João, no jogo Naval/Benfica.
Uma entrada de Maxi Pereira, daquelas vulgarmente designadas de "arrancar pinheiro", dentro da área - até o Cruz dos Santos o disse! - não foi falta, quanto mais penalty!
Di Maria atira a bola contra a cara de Davide, O João... Pode vir o João, assinala falta e o Benfica chega à vitória.
É O João... Pode vir o João, no seu melhor e a justificar a razão porque Vieira o queria a apitar jogos do Benfica.

O prometido é devido e fica, não o link, mas o vídeo do Tempo Extra de ontem.
Chamo também a atenção para o comportamento do jornalista da SIC: parece aqueles caezinhos de brincadeira, que só sabe abanar a cabeça, para cima e para baixo.

Leixões S.C. 1 - F.C.Porto 4. Foi você que pediu um Porto de Honra?


É disto que o meu povo, o povo portista, gosta. Uma exibição de grande fulgor colectivo, ao ponto de ser difícil escolher o melhor em campo, golos, vitória tranquila... Se durante a primeira-parte e principalmente, nos últimos dez minutos, o Leixões ainda deu réplica e chegou a ameaçar, no restante tempo e então na segunda-parte, só deu F.C.Porto, um Porto de Honra, o Porto que infelizmente, não tem aparecido no Dragão. São de facto uns privilegiados, aqueles adeptos do F.C.Porto, que têm a possibilidade de acompanhar os jogos fora, porque nesses jogos, quase sempre, o Tricampeão, apresenta o melhor fato, um fato à medida, talhado pelo Alfaiate de Mirandela e que vale a pena ver. Eu e o meu amigo Lucho, do BiBó-PorTo, fomos hoje, no Estádio do Mar, uns desses privilegiados.
A partida contra a equipa de José Mota, mostrou também a Jesualdo, que tem gente de fora com qualidade, gente capaz de dizer presente e mostrar serviço. Que o medo nunca mais lhe tolha as ideias: se dúvidas haviam sobre a carta falhada no jogo contra o Sporting - P.Emanuel a lateral-direito -, elas hoje ficaram completamente dissipadas, com a excelente exibição de Tomás Costa.
Os aziados, incapazes de disfarçar a frustração, vão dizer que houve pouco Leixões, mas não é verdade. Houve sim e isso tem de ser dito e realçado, muito e bom Porto. Um Porto, que a jogar assim, vai seguramente, ser Campeão, Tetracampeão, quero eu dizer.
Esta vitória e esta exibição, são também, um excelente tónico para o encontro da C.League.
Uma palavra final, para a massa imensa de adeptos portistas, que invadiram o Mar e apoiaram sempre a sua equipa: com adeptos destes, a equipa do F.C.Porto, tem sempre o aconchego e o carinho, que a empurra para as vitórias. Na quarta-feira, juntos, vamos conseguir!
Como disse no início do post, o F.C.Porto foi muito forte colectivamente e assim, não vou escolher o melhor em campo, nem destacar ninguém, para não correr o risco de ser injusto com alguém. Também não vou falar do golo do Leixões. Quero o Helton das grandes noites contra o Atlético de Madrid.

Declarações de Jesualdo no final da partida:
«Foi acima de tudo um jogo que considerámos de alto risco, no qual era preciso uma atitude extremamente positiva e agressiva. O F.C. Porto fez um bom jogo e teve momentos brilhantes do ponto de vista colectivo. Também fomos felizes na concretização, fizemos quatro golos e podíamos ter feito mais alguns. Defendemos bem e fizemos boa exibição generalizada. Foi um atestado de competência. Agora sim vamos pensar no jogo de quarta-feira. A partir de amanhã vamos entrar nesse jogo. O mais importante era manter a liderança e a distância sobre os perseguidores. Conseguimos mais uma vitória para a série fora de casa… e agora pensar em vencer à Naval, para dar mais passo no campeonato, que é a prioridade. Abraço aos adeptos que aqui estiveram»

Como disse, Sr.Procurador Geral da República?


Pinto Monteiro, Procurador Geral da República deu uma entrevista à Antena 1 e sobre o Apito Dourado, entre outras coisas, disse: «Não pode haver protecção de ninguém, de nenhum presidente de clube», «Toda a gente do mundo do futebol foi investigada e pode ser investigada».
Como, Senhor Procurador?

Segundo sei e julgo não estar enganado, Pinto da Costa não fazia parte do processo e só passou a fazer parte dele, porque foi apanhado a falar com o Major Valentim Loureiro, que por causa do Gondomar, andava a ser investigado e tinha o telemóvel sob escuta. A partir dessa conversa que a "justiça" achou suspeita, o telefone do Presidente do F.C.Porto foi colocado sob "vigilância". A partir daí os factos são conhecidos: tudo arquivado, com excepção do caso B.Mar/F.C.Porto que está em julgamento, mas o Presidente do F.C.Porto trucidado na praça pública.
Adiante, enquanto o líder dos Dragões, mal foi apanhado numa conversa suspeita, viu a "justiça" ir à pesca, na ânsia de apanhar qualquer coisa, com o presidente do Benfica não se passou assim.
Vieira, que foi apanhado numa conversa com Valentim Loureiro, a escolher o árbitro para a meia-final da Taça de Portugal, Benfica/Belenenses, nunca foi investigado, ouvido e muito menos, constituído arguido.
Vejamos dois casos e comparemos a forma como foram tratados pela justiça.

1º caso, Vieira em conversa com o Major:
«Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito...(...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado.(...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum!(...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.»
Repito: por isto, Vieira não foi investigado, ouvido e muito menos, constituído arguido.

2º caso, Pinto da Costa em conversa com Pinto de Sousa:
«Na mesma escuta, que aconteceu a 26 de Maio de 2003 e que antecedeu a final FC Porto-União de Leiria, Pinto da Costa conversou com Pinto de Sousa sobre a possível nomeação de Isidoro Rodrigues. O presidente do Conselho de Arbitragem deu-lhe conta de que a nomeação não agradava ao presidente dos leirienses, João Bartolomeu, e que este ameaçara fazer um escândalo quando soube que aquele árbitro seria o designado. "O gajo sabe que está para ser o Isidoro... e disse que a equipa não comparece, (...) que é um escândalo. (...) Se o gajo vai para lá todo f... da cabeça, estraga a festa", alertava Pinto de Sousa, sugerindo a Pinto da Costa que pensasse noutra opção.Na mesma escuta telefónica, transcrita no processo principal do Apito Dourado, o líder dos azuis e brancos apresenta outras hipóteses para o mesmo jogo. Primeiro sugere o árbitro António Costa, depois Pedro Henriques. A escolha acaba por recair no segundo, depois de Pinto da Costa entender ser aquele o árbitro ideal, por ser o primeiro classificado pelo Conselho de Arbitragem. Mas Pinto da Costa diz também a Pinto de Sousa que pode mudar o nome, se assim o entender. "Por mim, estás à vontade. Se vires que te defende mais outro, põe outro", afirmou.
Sobre esta escuta, e como diz o Público, jornal que estou a citar:
«Anexada ao processo em Setembro de 2003, a escuta telefónica levou o procurador a entender que havia indícios de crime. Na opinião de Carlos Teixeira, aquela conversa do líder do FC Porto significava então que o dirigente estava a influenciar a escolha do árbitro e assim tentava obter benefícios para o FC Porto. Os motivos que o levaram a ter um entendimento diferente para o caso do Benfica são uma incógnita. No entanto, Luís Filipe Vieira ainda poderá vir a ser chamado nas certidões que se mantêm em investigação em Lisboa, para responder sobre a escuta ontem noticiada pelo PÚBLICO e outras obtidas no mesmo processo. Aliás, segundo o PÚBLICO soube, há mais conversas comprometedoras com o presidente dos encarnados. O interlocutor era normalmente Pinto de Sousa, cujas certidões se mantêm em investigação, mas Luís Filipe Vieira nunca foi interrogado.»
Como explica isto Sr.Procurador? Porque foi o Presidente do F.C.Porto ouvido e constituído arguido e o presidente do Benfica, apanhado numa escuta muito mais comprometedora, nem sequer foi ouvido?
Não há aqui, Senhor Procurador, dois pesos e duas medidas?
Alguma vez o Dr.Carlos Teixeira, Juíz de Instrução, lhe explicou o porquê de para dois casos semelhantes, tratamentos diferentes, com um - Pinto da Costa - a ser tratado como um Diabo e o outro - Vieira -, a ser tratado como um anjinho?

Eu sei que no âmbito da entrevista, não cabiam este tipo de perguntas, mas Sr. Procurador, quem sabe um dia, o Sr. não nos explica o porquê disto tudo...?
Também relacionado com o mesmo assunto, ficamos hoje a saber este facto curioso e revelador, do que foi o parecer de Freitas do Amaral:
«MP arquiva queixa contra Gonçalves PereiraEX-LÍDER DO CONSELHO DE JUSTIÇA VISADO PELA FPF

O Ministério Público (MP) de Lisboa arquivou a queixa-crime da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra o ex-presidente do Conselho de Justiça da FPF, num processo em que Gonçalves Pereira era acusado de abuso de poder.

No despacho de arquivamento a que a Lusa teve acesso, o MP contraria o parecer de Freitas do Amaral, que serviu para validar as decisões dos restantes conselheiros na reunião de 4 de Julho de 2008 e para Gilberto Madail pedir uma reunião com Pinto Monteiro, Procurador-geral da República, de que resultou a queixa-crime agora arquivada.
"Do ponto de vista da factualidade objectiva típica, não se descortina uma clara conduta desviante (aliás, actos afectados por vícios e irregularidades foram, eventualmente, praticados por todos, na 1.ª e na 2.ª parte da reunião) em nenhum dos actos em causa; não ocorre uma interpretação jurídica inadmissível e infundada, mas a condução do processo pela forma que, nas circunstâncias e para o arguido, parecia mais adequada", lê-se no documento.
O MP critica todos os membros do CJ e chega mesmo a duvidar das decisões tomadas após o abandono da reunião por parte de Gonçalves Pereira: "O funcionamento do órgão, mesmo na ausência do Presidente e apesar dos seus actos, é a confirmação da inaptidão destes para alcançar uma decisão".
"Para que a conduta constituísse crime de abuso de poder (ou outro que não se divisa), haveria que estarem reunidos indícios de: inadmissibilidade legal do sentido dos actos (e não apenas da sua menor adequação ou da sua incorrecção jurídica, em virtude de erro ou menor conhecimento)".
Pelo despacho de arquivamento sabe-se também que, segundo João Leal, chefe do Departamento Jurídico da FPF, a admissibilidade das escutas telefónicas era o assunto das conversas dos conselheiros nesta altura, "tendo chegado a realizar-se uma reunião preparatória sobre a matéria, uma a duas semanas antes da reunião [4 de Julho de 2008]. Nesta reunião, ter-se-á, aparentemente, formado uma corrente de maioria tangencial no sentido da invalidade da utilização daquelas em processo disciplinar".
Na reunião do CJ de 4 de Julho de 2008 foram considerados improcedentes os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, que viram confirmadas as penas da Comissão Disciplinar da Liga do Apito Final, de que resultaram dois anos de suspensão para Pinto da Costa, seis pontos de penalização para o FC Porto, quatro anos de suspensão para João Loureiro e a despromoção do Boavista.
Paralelamente, prosseguem nos tribunais acções cíveis interpostas por Gonçalves Pereira, Pinto da Costa, FC Porto, João Loureiro e Boavista, em que se reclama a invalidade das decisões da reunião do CJ de 4 de Julho de 2008, confirmadas pela FPF após o parecer de Freitas do Amaral.»
Depois disto o que vão fazer Ricardo Costa, Madaíl, H.Loureiro e toda a escumalha, que se agarrou ao parecer de Freitas do Amaral, que ganhou 60.000 Euros e ainda escreveu um livro sobre o assunto?
Quem tinha razão como dissemos na altura, era Marcelo Rebelo de Sousa, que disse que as decisões do C.Justiça não eram válidas.
Se Portugal for um País de direito, as indemnizações, vão dar para comprar um craque.

Leixões S.C. - F.C.Porto. Quem vai ao Mar avia-se em terra.


Aviar-se em terra, significa muito respeito pelo adversário que é bom e está a fazer um excelente campeonato, mas não significa ter medo.
Aviar-se em terra, significa estar preparado para a rivalidade existente entre os dois clubes, para o ambiente adverso que vamos encontrar, para a forma aguerrida como se batem as equipas de Mota e não hesitar em jogar da mesma forma.
Aviar-se em terra, significa cobrar a desforra da única derrota que tivemos no Dragão e se possível, com juros.
Aviar-se em terra, significa não haver distracções nem pensamentos dispersos e declarar alto e bom som: - quem não der o litro, quem não meter o pé, ou quem se estiver a poupar contra o Leixões, fica de fora contra o Atlético de Madrid.
Aviar-se em terra, significa dizer também e de forma clara: a Liga Sagres é tão importante como a Liga dos Campeões.
Aviar-se em terra, significa ir para o Estádio do Mar com a lição bem estudada e se for preciso arriscar, arriscar sem receio e no momento certo. Ousadia e não conservadorismo, tem de ser o lema.

Se nos aviarmos em terra como deve ser, por mais cão que esteja o Mar, vamos, com mais ou menos dificuldades, atingir os nossos objectivos, que são, como não podia deixar de ser, a conquista dos três pontos. Se como espero, conseguirmos, não só colocaremos pressão no nosso rival mais directo, como ficaremos com um suporte psicológico importante, para abordar o desafio de quarta-feira com os madrilenos do Atlético.

Vamos entrar no último terço do campeonato, estamos na liderança e como diz o provérbio: - candeia que vai à frente, alumia duas vezes. Queremos conquistar o Tetra e para isso a nossa candeia tem de se manter na frente, nem que seja contra ventos e marés.

Nota final: parece que vai jogar T.Costa a lateral-direito. É um bom sinal...

O árbitro é Rui Costa, auxiliado por Serafim Nogueira e por Fernando Pereira.

Convocados do F.C.Porto.
Guarda-redes: Helton e Nuno,
Defesas: Ivo Pinto, Rolando, B.Alves, Pedro Emanuel, Stepanov e Cissokho,
Médios: T.Costa, Fernando, R.Meireles, Lucho, A.Madrid e Mariano,
Avançados: Hulk, Lisandro, Tarik, Farías e Rabiola.

Antevisão de Jesualdo:
Jogo de risco máximo
«Vai ser um jogo muito complicado, perante um adversário que só perdeu uma vez no Estádio do Mar e que, para mim, continua a ser a equipa sensação do campeonato. Prevemos grandes dificuldades e encaramos este jogo como uma partida de risco máximo, logo, todas as nossas atenções estão voltadas para este jogo».

Respeito pelo adversário
«O Leixões tem a mesma matriz táctica que apresentava no início da época, mas a equipa é agora mais madura e tem tentado alterar a sua postura em campo, em função da saída do Wesley. Tem jogadores mais desgastados, tal como todas as outras equipas, mas é uma equipa muito bem organizada e que se bate muito bem com qualquer adversário. A 10 jornadas do fim do campeonato, e pela forma como as coisas se têm passado no topo da classificação, não podemos eliminar ninguém da luta pelo título. O Leixões merece crédito, apreço e, acima de tudo, respeito».

Jogar nos limites
«O F.C. Porto e o Leixões são as equipas com mais tempo e presenças no primeiro lugar da liga esta temporada e a nossa responsabilidade é a mesma de sempre, a nossa perspectiva não muda em função de quem está atrás de nós. Estamos em primeiro lugar e temos a responsabilidade de alcançar os objectivos que traçámos. Queremos ganhar, mas sabemos que para isso teremos que ser mais fortes do que o Leixões. Temos de jogar nos limites».

Jogadores em crescimento
«As nossas dificuldades não se prendem com o facto de fazermos um bom campeonato fora de casa e menos bom em casa. O F.C. Porto tem jogadores com características que se adaptam melhor a um estilo de jogo mais rápido, com mais espaços e quando as equipas dividem o jogo connosco sentem dificuldades. Quando não o fazem, criam-nos maiores dificuldades. Todas as equipas do campeonato treinam bem e têm meios e capacidades evoluídos e a nossa equipa tem de ser capaz de fazer alterações à sua disposição e à sua abordagem. Isso leva tempo e, com o tempo, os jogadores vão aprendendo a melhorar essas questões tácticas».

Cumprir os objectivos
«As questões da renovação não me preocupam minimamente. Quero ganhar e cumprir a minha tarefa até ao fim. Neste momento, o mais importante é cumprir este terceiro ano da minha ligação ao F.C. Porto com trabalho e perseguir os objectivos que definimos no início da época. Estamos em três frentes e queremos ganhá-las, queremos chegar ao fim e sentir que fomos melhores. As minhas ambições profissionais são as mesmas desde que comecei a trabalhar: quero ganhar. Cheguei tarde ao F.C. Porto e nada me preocupa que não seja ganhar no F.C. Porto. Não tenho nenhum projecto em mente».

O F.C.Porto é isto!



O F.C.Porto, é isto, tão bem expresso nas fotos de mais uma conquista, mais uma glória.
O F.C.Porto, é isto, tão bem sublimado por Miguel Sousa Tavares, no seu artigo a propósito do centenário do F.C.Porto: «Cem anos de solidão»
Mas para aqui chegar, foi preciso muito trabalho, muita canseira, muita paixão, muitas noites sem dormir, muita dedicação a uma causa...
Um pasquim miserável, conhecido pelo seu anti-portismo primário, deu o lamiré e logo os portistas críticos, apareceram a deitar faladura: "Estamos falidos", "Estão a levar o clube à ruína", "Para onde foi o dinheiro das transferências", "Esta administração tem de sair", etc., etc.
Como se devem rir os escróques do Correio da Manhã. Atingiram os objectivos, desviaram as atenções do essencial e colocaram os portistas a discutirem o acessório.
Saberão alguns dos portistas preocupados, como se encontrava o clube quando Pinto da Costa chegou à presidência do F.C.Porto? Não, não sabem porque se soubessem, tinham tento na língua, cuidado com o que dizem, respeito e gratidão, por tudo o que foi feito. Mas é bom que saibam, que em Abril de 1982, quando chegou ao F.C.Porto, Pinto da Costa encontrou os cofres sem um tostão e no dia seguinte ao acto de posse, os credores apareceram todos a cobrar as dívidas que tinham deixado acumular, na tentativa de derrubar uma direcção eleita e de quem se dizia:- não se aguenta três meses!
Já lá vão 27 anos - faz em Abril. O F.C.Porto sofreu uma transformação radical e é hoje o melhor clube português e um dos grandes da Europa. Teve, durante este longo trajecto, de enfrentar crises diversas, a inveja dos medíocres e incompetentes, os mais variados obstáculos - Penhora do Estádio das Antas, porcos da bola, construção do Estádio do Dragão, etc. Foi capaz de tudo ultrapassar e a GANHAR, interna e externamente, para grande desilusão dos seus detractores.
É assim que vai continuar a ser no futuro. Pinto da Costa e seus pares - alguns, quase todos, acompanham-no há mais de vinte anos -, continuarão agora como no passado, a tudo fazerem, para que esta Era de sucesso, continue por muitos anos. Eu não tenho dúvidas e por isso as minhas atenções estão viradas para fora, para aqueles que fazem as coisas por outro lado, ou como alguém já escreveu: « O João? Pode ser o João!»

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Quem tem medo compra um cão!



Há tempos atrás, no período crítico na Liga dos Campeões e depois da derrota caseira contra o Dínamo de Kiev, escrevi um post com o título:Ainda o F.C.Porto-Dínamo.Um fortíssimo grito contra a pasmaceira!, onde manifestava a minha revolta contra o conformismo, a apatia, a pouca ambição e a falta de audácia, que naquela altura parecia instalada no F.C.Porto. Agora, é tempo para de novo, voltar a lembrar o seguinte: este F.C.Porto Grande em Portugal - por isso vítima de tantas campanhas difamatórias, da inveja dos medíocres, de faltas de respeito constantes e de omissões imperdoáveis - e no Mundo, foi moldado pelo talento genial de Pedroto e J.Nuno Pinto da Costa, mas também, pelo seu forte carácter, pela sua audácia, coragem, determinação e valentia, contra tudo e contra todos. Rapidamente esse exemplo se espalhou por todo o Universo portista e todos juntos, ultrapassamos os obstáculos, vencemos as batalhas necessárias e atingimos o topo do Mundo do futebol. Para lá nos mantermos, mais uma vez, e agora já sem Pedroto, mas ainda com Pinto da Costa, continuamos a lutar, a ganhar as guerras e a abater os Abutres mais obstinados, aquelas aves nojentas, que incapazes de caçarem e com isso ganharem o direito a se alimentarem, procuram sobreviver com os restos daqueles, que dão o corpo ao manifesto e por méritos inquestionáveis, atingem nos locais próprios, os seus objectivos.
Somos pois, um clube de gente valente, audaz, corajosa e determinada, que quebra , mas não torce. Somos um clube, que mesmo quando um empate lhe serve, só sabe jogar para ganhar. Somos um clube, que quando "morremos", preferimos fazê-lo com um sorriso nos lábios, como uns heróis, porque fizemos tudo para sobreviver e não a chorar e a lamentarmos a nossa triste sina. Foi este espírito que nos foi incutido há muitos anos a esta parte e é esse o espírito, que procuramos passar para as gerações futuras, de portistas. Quem não for capaz de perceber isto, quem tiver medo até da própria sombra, quem não respeitar esse legado, está no clube errado e não merece ser um dos nossos.
A 10 jornadas do fim da época, é tempo de se ver quem é quem. Quem tiver medo que compre um cão, mas temos de atingir os nossos objectivos.
PS-Hoje um pasquim, mentiroso, especulativo, sem credibilidade e que já perdeu muitas guerras, mas ainda não pagou os prejuízos causados a uma Instituição Centenária, que tanto fez, faz, e vai continuar a fazer, pelo desporto português, trás um chorrilho de falsidades, que podem causar preocupação aos mais desatentos. Tenho a certeza que o F.C.Porto vai reagir e não vai deixar ficar impune, quem brinca levianamente, com o seu bom nome.

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