F.C.Porto - Naval 1º Maio. Regressar à Terra...




Depois de mais uma vez, ter reduzido a pó e ao ridículo, todos aqueles que constantemente, apontam outros factores, que não a competência, qualidade e profissionalismo, como razões para o seu sucesso e a sua hegemonia no futebol português - há anos que andamos nisto e eles nunca mais aprendem -, o F.C.Porto, líder meritório da Liga Sagres, recebe no Dragão, a Naval 1º de Maio. Passada a euforia legítima e natural, pela passagem aos quartos-de-final da C.League, é hora de regressar à Terra, colocar os pés no chão e pensar na equipa da Figueira da Foz, com a mesma vontade, espírito e ambição de vencer, que esteve presente na eliminatória, contra o Atlético de Madrid. Não vai ser fácil: pelo valor do adversário, pelo desgaste físico e emocional, que o jogo de quarta-feira provocou e pelas dificuldades que o F.C.Porto tem tido, para se desembaraçar dos seus rivais, em casa, onde mesmo sendo superior, os resultados estão muito abaixo das expectativas. Já perdemos no campeonato e no Dragão, 11 pontos, demasiados pontos, para uma equipa como o F.C.Porto. É preciso inverter esta situação e já contra a equipa de Ulisses Morais: para que isso aconteça, é preciso ir à procura da vitória desde o início, pressionando o adversário, obrigando-o a cometer erros, a jogar mal, a não arrebi
tar cabelo, ao fim e ao cabo, passar da teoria de equipa favorita, para a prática, colocando sobre o tapete verde do nosso belíssimo Estádio, as mais valias de uma equipa superior.
É isso que o público do F.C.Porto espera e merece, pois tem sido incansável no apoio, como, justiça lhe seja feita, Jesualdo tem reconhecido. Está na hora da equipa retribuir aos seus adeptos, com um bom jogo e uma boa vitória, todo o carinho que estes lhe têm transmitido.
Os adeptos do F.C.Porto têm sido o 12º jogador.
O árbitro é Cosme Machado, auxiliado por Alfredo Braga e por Henrique Parente.
Guarda-redes: Helton e Nuno, Defesas: Ivo Pinto, Sapunaru, Rolando, B.Alves, Cissokho, Stepanov e Tomás Costa, Médios: Lucho, R.Meireles, Andrés Madrid e Mariano, Avançados: Tarik, Lisandro, Rabiola, C.Rodríguez e Farías
Que Porto sem Fucile, Fernando e Hulk? Eu apastaria em Helton, T.Costa, Rolando, B.Alves e Cissokho, Lucho, A.Madrid e R.Meireles, Lisandro, Farías e C.Rodríguez. T.Costa dá mais profundidade que Sapunaru e contra uma equipa que vem defender, isso é importante. A.Madrid veio para ser o substituto de Fernando, quando o brasileiro, está, por qualquer razão, impedido de jogar...se não joga contra a Naval, quando vai jogar? Farías, porque é ponta-de-lança e nestes jogos é preciso um homem de área, que obrigue os centrais a fixarem-se e assim, Lisandro pode ter mais espaço para brilhar. Permite também jogar no modelo preferido de Jesualdo, o 4x3x3.
Declarações de C.Rodríguez no Superflash:
«Estamos contentes por termos passado à próxima fase da UEFA Champions League e queremos continuar a ganhar.»
«A recepção à Naval vai ser um jogo complicado. Sabemos que todos os adversários que vão ao Dragão nos criam bastantes dificuldades, mas temos confiança no grupo de que dispomos e na qualidade dos nossos jogadores e vamos deixar tudo em campo.»
«O facto de termos eliminado o Atlético é mais um factor de motivação para esta partida. É um grande clube e tem bons jogadores. Conseguimos seguir em frente e isso dá-nos naturalmente maior alento para o que aí vem.»
«Não diria que temos maior dificuldade em jogar em casa. O que se passa é que os adversários fecham-se mais quando vão ao Dragão e torna-se mais complicado marcar golos. Temos de ter paciência e continuar a dar o máximo.»
«Não sei se atravessamos o melhor momento da época, mas o que é certo é que nos sentimos com muito ânimo para seguir em frente e continuar a aprender.»
«Sempre me senti contente no F.C. Porto e apoiado pelas pessoas que confiaram em mim. Espero ficar muito tempo no clube, ter o máximo de rendimento e ganhar muitos títulos.»
«Não creio que o jogo vá ser mais difícil só porque não podemos contar com o Fernando nem com o Hulk. Há companheiros que aguardam certamente por uma oportunidade e estou seguro de que vão dar o máximo e aproveitá-la da melhor maneira possível.»
«Não penso nos rivais. Prefiro preocupar-me com os meus companheiros e com o jogo que temos no fim-de-semana.»
«Já revimos o encontro da primeira volta. O que acontece é que para o F.C. Porto todos os desafios são uma espécie de final. Há que treinar e procurar fazer melhor na partida deste fim-de-semana.»

Antevisão de Jesualdo Ferreira:
Naval com qualidade e rapidez «A Naval é uma equipa composta por jogadores de grande qualidade técnica, muito rápidos e que certamente vêm defender durante largos períodos. Espero da parte deles, no entanto, uma atitude mais aberta do que aquela que outras equipas com mais responsabilidade apresentaram em nossa casa».
Grande densidade competitiva«Até ao final da época, o F.C. Porto tem seguros mais 13 jogos para fazer. Se tudo correr bem, como esperamos, poderemos vir a fazer 16 ou 17 jogos em dois meses e meio. Aproxima-se uma fase de grande densidade competitiva e de enormes responsabilidades para nós. Este contexto estimula-nos e obriga a que tenhamos de fazer um esforço suplementar para enfrentar os desafios. Teremos seguramente que demonstrar uma grande capacidade de sofrimento e uma grande capacidade de trabalho».
Jogos como finais«No campeonato temos nove jogos pela frente, que podem ser consideradas nove finais. Na Champions League temos dois que seguramente são duas finais. Na Taça, igualmente dois com essas características. Todos os outros serão suplementares e consequência do que conseguirmos fazer nestes. Ainda assim, e perante tudo isto, nós preferimos esta responsabilidade do que jogarmos apenas semana a semana. A organização de trabalho que temos montada e as perspectivas de alcançarmos os objectivos tornam os jogadores mais fortes a cada treino. Mais cansados, é verdade, mas com níveis de concentração maiores».
Desafios por mérito próprio«Por esta altura da época passada, o F.C. Porto estava fora da Champions, estava bem na Taça e amplamente à frente do campeonato. Este ano, os objectivos são diferentes e estou certo de que vamos conseguir ter níveis de concentração no treino e nos jogos diferentes dos da época passada. O F.C. Porto tem os jogos que tem por mérito próprio. Outros não o conseguiram».
Mascar chiclete com sabor a vitória«Temos três objectivos pela frente e apenas dois olhos e duas pernas. Temos de ser capazes de nos concentrarmos nas nossas capacidades e encarar cada fatia do nosso trabalho jogo a jogo. Não nos interessa o que vai acontecer daqui a umas semanas, vamos fazendo as nossas aferições ao longo do tempo, que nos vão permitir encontrar as soluções mais óbvias e seguras a cada jogo. Sabemos que já conquistámos muito até agora, mas no F.C. Porto, o sabor da vitória dura o tempo de mascar uma chiclete. Abre-nos, por outro lado, a vontade de mascar outras logo a seguir».
Cenário das selecções é inevitável«A presença de jogadores nas selecções é algo inevitável e não podemos alterar esse aspecto. Temos vivido com ele desde o início. Obedecemos a um processo normal de desenvolvimento dos jogadores, de preparação e é evidente que esta entrada em cena dos jogadores nos encontros de apuramento para o Mundial antes de Abril torna as exigências deles muito densas. É provável que tenhamos necessidade de fazer uso de jogadores que ficam cá, mas, neste momento, todos os jogadores da equipa têm perspectivas individuais de jogo».
Estar na frente é preferível«Não sei se os nossos adversários podem tirar benefícios de terem apenas o campeonato para disputar. A verdade é que, para nos passarem, teremos de perder jogos e eles ganharem os que disputarem. Não sei se estar atrás nestas condições é melhor, sei apenas que nós preferimos estar assim, à frente. Estamos em três frentes e temos problemas para resolver, é verdade, mas também temos algo que os outros não têm: objectivos. Os objectivos fazem as pessoas mexer, mobilizam e, também por isso, queremos continuar a contar com o apoio dos adeptos. Foi com eles que chegámos até aqui, na Liga e na Champions, e é com eles que queremos ir até ao fim. Essa caminhada começa já amanhã, com um jogo difícil, frente à Naval».
Maior eficácia caseira«Temos sido eficazes fora e em casa não. É algo que temos de melhorar. Temos de fazer os golos que merecemos e às vezes não conseguimos, ser mais competentes nesse capítulo. Esta questão prende-se por vezes com um factor importante, a paciência. Cada vez é mais difícil ser eficaz e, também por isso, é necessária paciência para que a equipa encontre, com tempo, as respostas de que necessita a cada desafio. Seria mais difícil explicar esta falta de golos se não criássemos as oportunidades que criamos habitualmente».
Equipa motivada para todas as competições«É evidente que é mais difícil motivar os jogadores em encontros cuja expectativa é menor, sobretudo quando comparados com outros de outra envolvência. Temos de lidar com uma série de factores, uns positivos, outros inibidores. Acredito que amanhã os jogadores não vão querer passar por uma situação menos respeitável do que a que aconteceu com o Atlético. Há uma série de questões que estão em grande medida melhoradas, outras ultrapassadas e ainda outras muito longe de estarem resolvidas, mas estamos a crescer e melhor apetrechados para as exigências».
Gozo na Champions«Provavelmente vamos defrontar uma equipa inglesa na próxima ronda da Champions League. É quase inevitável. Em sete adversários possíveis, quatro são ingleses e dos outros “venha o diabo e escolha”. Independentemente do que ditar o sorteio, algum dia a nossa sorte vai mudar, seja contra as equipas inglesas ou não, e sei do que esta equipa é capaz. Pode ser este ano, nunca se sabe. Não sonho com nada, é antes uma obrigação profissional, mas é certo que me dá um gozo muito grande entrar neste tipo de competições com os melhores e discutir os jogos. A diferença de orçamentos entre quem ainda está em prova levou a que eu dissesse o que disse: o F.C. Porto consegue fazer milagres».
Mundo Azul a Revista do Conselho Cultural do F.C.Porto
F.C.Porto 0 - Atlético de Madrid 0. O sonho continua...


Com dificuldades, com sofrimento, mas com uma justiça, que nem os nossos piores inimigos, ousarão, questionar. Fomos melhores, muito melhores, no conjunto das duas-mãos e só um super Leo Franco, evitou hoje, tal como em Madrid, que o F.C.Porto ganhasse...tranquilamente.
ia que merecia e que nos teria poupado a um sofrimento, que durou até ao último minuto.
, provamos, que somos a única equipa portuguesa com estofo europeu - com todo o respeito que merece a brilhante campanha do S.Braga na Taça Uefa.
UBE PORTUGUÊS.O fogo e as Labaredas do Dragão, estão para lavar e durar...contém connosco e respeitem-nos. Sigam o nosso exemplo e não façam as coisas por outro lado, que isso não nos assusta, não nos perturba, antes pelo contrário, dá-nos uma força suplementar e faz de nós um adversário temível e difícil de bater.
Foi um grande feito colectivo e por isso não vou destacar ninguém.
Declarações de Jesualdo no final da partida:
Abraço a jogadores e adeptos
Jogo táctico e de controlo emocional
Orgulho por estar entre os melhores
Equipa em crescimento
F.C. Porto a marcar posição
F.C.Porto - Atlético de Madrid. Para que o sonho continue...




Mas para que isso aconteça, é necessário o Porto das grandes noites europeias, o Porto, que na condição de visitante, tem mostrado qualidade, concentração, coragem, valentia, determinação e que joga bem e não, o Porto abúlico, nervoso, tolhido, que desconfia do seu valor, que temos visto no belíssimo Estádio do Dragão.
Assim, com a consciência perfeita de tudo o que o espera, o F.C.Porto, amparado no apoio dos seus adeptos, que vão esgotar o magnífico anfiteatro do Campeão português, vai à terceira tentativa na era Jesualdo, tentar chegar aos quartos-de-final da Champions League.
O árbitro é o holandês Pieter Vink, auxiliado pelos seus compatriotas Arend Brink e Wilco Lobbert.
Defesas: Sapunaru, Rolando, B.Alves, Cissokho, Stepanov e Tomás Costa,

O miserável destaque de A Bola, ao artigo de M.S.Tavares
AQUILO que passará à história sob o nome de Apito Dourado foi uma operação sabiamente planeada e montada, visando um objectivo principal: quebrar os rins ao FC Porto, pôr um ponto final na sua hegemonia futebolística longamente exercida. Não o conseguindo no terreno de jogo, tentou-se então consegui-lo fora de campo, no terreno da justiça. O Apito Dourado, à revelia de tudo o que o senso comum e a simples boa-fé sabiam, pretendeu e pretende ainda demonstrar que, como dizia há dias o presidente do Benfica, esta longa sequência de sucessos desportivos do FC Porto se deve a «batota» e nada mais. Incluindo os dois títulos de campeão europeu e os dois títulos de campeão mundial de clubes.
Por isso mesmo, desde o início, o Apito Dourado teve apenas dois alvos declarados: o presidente do FC Porto e o presidente da Liga, Valentim Loureiro. O objectivo único era provar que, com o apoio do segundo, o primeiro construíra um sistema de corrupção e tráfico de influências, que era a única justificação para o domínio desportivo exercido — apenas isso, nem sequer a gritante incompetência da gestão desportiva dos rivais. À época, curiosamente, Valentim estava de costas voltadas com Pinto da Costa, tendo-se associado com o presidente do Benfica para dominar a Liga — que Luís Filipe Vieira afirmou ser mais importante do que ter uma boa equipe de futebol. Mas pouco importou: para atingir Pinto da Costa e demonstrar o seu poder «mafioso» era essencial demonstrar que ele dominava a Liga, mesmo que tal não fosse verdade. E uma das coisas eticamente mais eloquentes neste processo foi a forma como Filipe Viera deixou cair e abandonou o seu aliado Valentim Loureiro, assim que percebeu que ele era mais útil no papel ficcionado de cúmplice de Pinto da Costa.
A primeira consequência do Apito Dourado foi, assim, a execução de Valentim Loureiro: ele foi condenado por tráfico de influências em benefício do Gondomar, num processo que aos seus mentores deixou a amarga sensação de estarem apenas a perseguir a arraia miúda como forma de tentar chegar ao «peixe graúdo». E o Boavista viria a comer por tabela, sendo relegado pela Comissão Disciplinar da Liga para a segunda divisão — num caminho inelutável rumo ao desaparecimento, sem que ninguém consiga dizer ao certo porque foi um dos históricos do futebol português condenado à morte.
Quanto a Pinto da Costa e ao FC Porto — o verdadeiro e único alvo do Apito Dourado — a situação não se afigura brilhante para os seus mentores, mas ainda restam algumas esperanças. Recordemos: houve três processos, correspondentes a outros tantos jogos da época 2004/05, em que se ancoraram as acusações: o primeiro, relativo a um Nacional-Benfica, acabou com um despacho de não-pronúncia do Tribunal do Funchal, em que o juiz chegou a escrever que não se entendia como é que o nome de Pinto da Costa tinha sido metido ali a martelo; o segundo, relativo a um FC Porto-Estrela da Amadora, acabou igualmente com um despacho de não-pronúncia do Tribunal do Porto, confirmado por sentença unânime da Relação, e com uma participação por crime de falsas declarações contra a peça-chave de todo o Apito Dourado — a suposta «escritora» Carolina Salgado; resta o terceiro, relativo a um Beira-Mar-FC Porto, que já havia sido também arquivado, mas que a insistência da Drª Morgado conseguiu levar a julgamento. E é esse que agora decorre no Tribunal de Gaia.
Este simples enunciado factual dos resultados judiciais produzidos até agora no âmbito do Apito Dourado (e após milhares ou milhões de euros investidos em «investigação» por parte do Ministério Público) seriam suficientes para que o Procurador-Geral da República tivesse alguma contenção a falar do assunto — pelo menos, até ver o que sucede no tribunal de Gaia e após o depoiamento da sua tão acarinhada e protegida testemunha. Mas não: Pinto Monteiro entendeu antecipar-se e debitar a sua sentença, antes que a Justiça reduza a pó o seu voluntarismo justiceiro. Disse o Dr. Pinto Monteiro que, após o Apito Dourado, «mesmo que os arguidos venham a ser absolvidos, nada será como dantes, no futebol português». E isto, porque «a partir deste processo, os agentes do futebol português passaram a saber que podem ser investigados». Falso, Sr. Procurador: o que o Apito Dourado mostrou é que o presidente do FC Porto estará sempre sob suspeita e, eventualmente, sob investigação; quanto aos outros «agentes», não vimos nada... Na tese dos mentores do Apito Dourado, os árbitros vendem-se, sim, mas só ao FC Porto; o tráfico de influências existe, sim, mas só a favor do FC Porto; as batotas fazem-se, sim, mas apenas em benefício do FC Porto. O Sr. Procurador pode-nos indicar alguma diligência de investigação que, nem que fosse por mera rotina ou cautela, tenha incidido sobre os presidentes do Benfica, do Sporting, do Braga, do Guimarães? É sem dúvida uma coincidência infeliz que todos aqueles que intervieram a vários níveis no Apito Dourado para acusar o FC Porto sejam simpatizantes do Benfica. Uma coincidência infeliz mas que, por isso mesmo, deveria ter acautelado a forma como o fizeram.
Mas o Dr. Pinto Monteiro vai ainda mais longe quando, sem um estremecimento de pudor, afirma que «pode não se provar que sejam culpados, mas já se provou que houve indícios para terem de responder perante a justiça». Depois de ver que, em dois dos três casos em que o seu Ministério Público quis acusar, a justiça reduziu os seus «indícios» a meras intenções sem fundamento algum e a sua querida testemunha a alguém desprovido de qualquer credibilidade, sentindo que o único processo que conseguiu levar a julgamento nada mais tem a sustentá-lo do que a credibilidade dessa mesma testemunha, o Procurador-Geral dá-se por muito satisfeito por achar que conseguiu recolher «indícios» que não servem para condenar ninguém, mas apenas para o acusar sem fundamento. Ou seja: não conseguindo convencer a Justiça, resta a sentença popular. Se alguém ainda não tinha percebido o estado a que chegou o Ministério Público, leia o retrato da situação nestas extraordinárias declarações de quem manda nele. Entre o raciocínio «jurídico» do Procurador e o do presidente do Benfica, não vejo a mais pequena diferença de substância...E, caramba, se devia havê-la!
Isto posto, mantenho-me coerente com o que sempre disse desde o início desta história. Lamento muito que o presidente do meu clube esteja sentado no banco dos réus (e, com ele, o próprio clube) a responder pela acusação de corrupção desportiva. Não ignoro a forma como se chegou a tal e, obviamente, basta-me saber que tudo depende de querer acreditar no que diz Carolina Salgado, para concluir que só pode haver um desfecho, que é a absolvição. Claro que não acredito que fosse preciso comprar o árbitro de um jogo já sem importância alguma e em que, segundo os relatos da época, o FC Porto até acabou prejudicado pela arbitragem. E claro que, como toda a gente que percebe alguma coisa de futebol e não está de má-fé, sei muito bem que não foi graças a «batota» que o FC Porto ganhou o que ganhou cá dentro e foi duas vezes campeão da Europa e do mundo. Foi, entre outras coisas, porque Pinto da Costa é, de longe, o presidente que mais percebe de futebol e um dos raros que não chegou ao futebol por acaso e para se promover socialmente. Porque enquanto ele era presidente do FC Porto e tratava de reunir os melhores, Vale e Azevedo era presidente do Benfica e os benfiquistas adoravam-no mesmo percebendo que ele roubava e era um absoluto incompetente, mas atacava Pinto da Costa — e, hoje ainda, há quem ache que tal é suficiente para ser campeão. E, por isso, enquanto o Benfica desprezava jogadores como Jardel, Zahovic, Deco, Maniche, ou treinadores como Mourinho e Jesualdo Ferreira, Pinto da Costa aproveitava-os e era com eles que ganhava.
Não é por isso, pois, que Pinto da Costa está sentado no banco dos réus. Ele está sentado no banco dos réus devido à sua fatal tendência para as más companhias. O que eu, como portista, não consigo aceitar é que o presidente do meu clube receba um árbitro em casa para tomar café. Que o receba acompanhado do «empresário» António Araújo e com a Dª Carolina Salgado a fazer de dona-da-casa, Primeira Dama e tudo o resto cujas consequências estão à vista. É inacreditável que, mesmo acossado pela justiça, Pinto da Costa não tenha ninguém minimamente prestigiado para apresentar como testemunha abonatória no tribunal, para além do tristíssimo juiz Conselheiro Mortágua. É lamentável que o homem que conseguiu transformar um clube de província num campeão do mundo e num motivo de orgulho para Portugal, ainda não tenha conseguido, ao fim de tantos anos, despir a capa do provincianismo e transformar-se num homem do mundo. E que tenha preferido, como qualquer cacique de província, viver rodeado de gente pequenina, que lhe satisfaz o culto pessoal e desprestigia o clube.»
O meu comentário: não concordo nada com o último parágrafo do artigo de Miguel Sousa Tavares, mas é a minha opinião e cada um tem a sua. Agora, o que me interessa saber, é se o jornalista/escritor, aceita que A Bola, destaque o que lhe interessa, manipule a seu belo prazer e na sua sanha persecutória, contra o Presidente do F.C.Porto, o que lhe dá jeito, dos artigos que escreve. Se Miguel Sousa Tavares não reagir, terei de concluir, lamentavelmente, que Miguel Sousa Tavares, só está preocupado com o tacho e isso, para quem tanto se preocupa com a moral e os bons costumes, do Líder azul e branco, é uma grande desilusão.
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O chiqueiro





Ao ouvir o besuntão do Rui Santos, ontem no Tempo Extra, só me apeteceu fazer isto.
Quando o link do programa estiver disponível, colocá-lo-ei à vossa disposição, para quem não ouviu, e tiver estômago que aguente, poder ver até onde vai a pouca vergonha.
Ps- Fantástica arbitragem do O João... Pode vir o João, no jogo Naval/Benfica.
Uma entrada de Maxi Pereira, daquelas vulgarmente designadas de "arrancar pinheiro", dentro da área - até o Cruz dos Santos o disse! - não foi falta, quanto mais penalty!
Di Maria atira a bola contra a cara de Davide, O João... Pode vir o João, assinala falta e o Benfica chega à vitória.
É O João... Pode vir o João, no seu melhor e a justificar a razão porque Vieira o queria a apitar jogos do Benfica.
O prometido é devido e fica, não o link, mas o vídeo do Tempo Extra de ontem.
Chamo também a atenção para o comportamento do jornalista da SIC: parece aqueles caezinhos de brincadeira, que só sabe abanar a cabeça, para cima e para baixo.
Leixões S.C. 1 - F.C.Porto 4. Foi você que pediu um Porto de Honra?


de de acompanhar os jogos fora, porque nesses jogos, quase sempre, o Tricampeão, apresenta o melhor fato, um fato à medida, talhado pelo Alfaiate de Mirandela e que vale a pena ver. Eu e o meu amigo Lucho, do BiBó-PorTo, fomos hoje, no Estádio do Mar, uns desses privilegiados.
ás Costa.
a equipa: com adeptos destes, a equipa do F.C.Porto, tem sempre o aconchego e o carinho, que a empurra para as vitórias. Na quarta-feira, juntos, vamos conseguir!
Declarações de Jesualdo no final da partida:«Foi acima de tudo um jogo que considerámos de alto risco, no qual era preciso uma atitude extremamente positiva e agressiva. O F.C. Porto fez um bom jogo e teve momentos brilhantes do ponto de vista colectivo. Também fomos felizes na concretização, fizemos quatro golos e podíamos ter feito mais alguns. Defendemos bem e fizemos boa exibição generalizada. Foi um atestado de competência. Agora sim vamos pensar no jogo de quarta-feira. A partir de amanhã vamos entrar nesse jogo. O mais importante era manter a liderança e a distância sobre os perseguidores. Conseguimos mais uma vitória para a série fora de casa… e agora pensar em vencer à Naval, para dar mais passo no campeonato, que é a prioridade. Abraço aos adeptos que aqui estiveram»
Como disse, Sr.Procurador Geral da República?

O Ministério Público (MP) de Lisboa arquivou a queixa-crime da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra o ex-presidente do Conselho de Justiça da FPF, num processo em que Gonçalves Pereira era acusado de abuso de poder.
No despacho de arquivamento a que a Lusa teve acesso, o MP contraria o parecer de Freitas do Amaral, que serviu para validar as decisões dos restantes conselheiros na reunião de 4 de Julho de 2008 e para Gilberto Madail pedir uma reunião com Pinto Monteiro, Procurador-geral da República, de que resultou a queixa-crime agora arquivada.
"Do ponto de vista da factualidade objectiva típica, não se descortina uma clara conduta desviante (aliás, actos afectados por vícios e irregularidades foram, eventualmente, praticados por todos, na 1.ª e na 2.ª parte da reunião) em nenhum dos actos em causa; não ocorre uma interpretação jurídica inadmissível e infundada, mas a condução do processo pela forma que, nas circunstâncias e para o arguido, parecia mais adequada", lê-se no documento.
O MP critica todos os membros do CJ e chega mesmo a duvidar das decisões tomadas após o abandono da reunião por parte de Gonçalves Pereira: "O funcionamento do órgão, mesmo na ausência do Presidente e apesar dos seus actos, é a confirmação da inaptidão destes para alcançar uma decisão".
"Para que a conduta constituísse crime de abuso de poder (ou outro que não se divisa), haveria que estarem reunidos indícios de: inadmissibilidade legal do sentido dos actos (e não apenas da sua menor adequação ou da sua incorrecção jurídica, em virtude de erro ou menor conhecimento)".
Pelo despacho de arquivamento sabe-se também que, segundo João Leal, chefe do Departamento Jurídico da FPF, a admissibilidade das escutas telefónicas era o assunto das conversas dos conselheiros nesta altura, "tendo chegado a realizar-se uma reunião preparatória sobre a matéria, uma a duas semanas antes da reunião [4 de Julho de 2008]. Nesta reunião, ter-se-á, aparentemente, formado uma corrente de maioria tangencial no sentido da invalidade da utilização daquelas em processo disciplinar".
Na reunião do CJ de 4 de Julho de 2008 foram considerados improcedentes os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, que viram confirmadas as penas da Comissão Disciplinar da Liga do Apito Final, de que resultaram dois anos de suspensão para Pinto da Costa, seis pontos de penalização para o FC Porto, quatro anos de suspensão para João Loureiro e a despromoção do Boavista.
Paralelamente, prosseguem nos tribunais acções cíveis interpostas por Gonçalves Pereira, Pinto da Costa, FC Porto, João Loureiro e Boavista, em que se reclama a invalidade das decisões da reunião do CJ de 4 de Julho de 2008, confirmadas pela FPF após o parecer de Freitas do Amaral.»
Leixões S.C. - F.C.Porto. Quem vai ao Mar avia-se em terra.


Aviar-se em terra, significa muito respeito pelo adversário que é bom e está a fazer um excelente campeonato, mas não significa ter medo.
Aviar-se em terra, significa estar preparado para a rivalidade existente entre os dois clubes, para o ambiente adverso que vamos encontrar, para a forma aguerrida como se batem as equipas de Mota e não hesitar em jogar da mesma forma.
Aviar-se em terra, significa cobrar a desforra da única derrota que tivemos no Dragão e se possível, com juros.
Aviar-se em terra, significa não haver distracções nem pensamentos dispersos e declarar alto e bom som: - quem não der o litro, quem não meter o pé, ou quem se estiver a poupar contra o Leixões, fica de fora contra o Atlético de Madrid.
Aviar-se em terra, significa dizer também e de forma clara: a Liga Sagres é tão importante como a Liga dos Campeões.
Aviar-se em terra, significa ir para o Estádio do Mar com a lição bem estudada e se for preciso arriscar, arriscar sem receio e no momento certo. Ousadia e não conservadorismo, tem de ser o lema.
Se nos aviarmos em terra como deve ser, por mais cão que esteja o Mar, vamos, com mais ou menos dificuldades, atingir os nossos objectivos, que são, como não podia deixar de ser, a conquista dos três pontos. Se como espero, conseguirmos, não só colocaremos pressão no nosso rival mais directo, como ficaremos com um suporte psicológico importante, para abordar o desafio de quarta-feira com os madrilenos do Atlético.
Vamos entrar no último terço do campeonato, estamos na liderança e como diz o provérbio: - candeia que vai à frente, alumia duas vezes. Queremos conquistar o Tetra e para isso a nossa candeia tem de se manter na frente, nem que seja contra ventos e marés.
Nota final: parece que vai jogar T.Costa a lateral-direito. É um bom sinal...
O árbitro é Rui Costa, auxiliado por Serafim Nogueira e por Fernando Pereira.
Convocados do F.C.Porto.
Guarda-redes: Helton e Nuno,
Defesas: Ivo Pinto, Rolando, B.Alves, Pedro Emanuel, Stepanov e Cissokho,
Médios: T.Costa, Fernando, R.Meireles, Lucho, A.Madrid e Mariano,
Avançados: Hulk, Lisandro, Tarik, Farías e Rabiola.
Respeito pelo adversário
Jogar nos limites
Jogadores em crescimento
Cumprir os objectivos



















