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F.C.Porto - Naval 1º Maio. Regressar à Terra...



Depois de mais uma vez, ter reduzido a pó e ao ridículo, todos aqueles que constantemente, apontam outros factores, que não a competência, qualidade e profissionalismo, como razões para o seu sucesso e a sua hegemonia no futebol português - há anos que andamos nisto e eles nunca mais aprendem -, o F.C.Porto, líder meritório da Liga Sagres, recebe no Dragão, a Naval 1º de Maio. Passada a euforia legítima e natural, pela passagem aos quartos-de-final da C.League, é hora de regressar à Terra, colocar os pés no chão e pensar na equipa da Figueira da Foz, com a mesma vontade, espírito e ambição de vencer, que esteve presente na eliminatória, contra o Atlético de Madrid. Não vai ser fácil: pelo valor do adversário, pelo desgaste físico e emocional, que o jogo de quarta-feira provocou e pelas dificuldades que o F.C.Porto tem tido, para se desembaraçar dos seus rivais, em casa, onde mesmo sendo superior, os resultados estão muito abaixo das expectativas. Já perdemos no campeonato e no Dragão, 11 pontos, demasiados pontos, para uma equipa como o F.C.Porto. É preciso inverter esta situação e já contra a equipa de Ulisses Morais: para que isso aconteça, é preciso ir à procura da vitória desde o início, pressionando o adversário, obrigando-o a cometer erros, a jogar mal, a não arrebitar cabelo, ao fim e ao cabo, passar da teoria de equipa favorita, para a prática, colocando sobre o tapete verde do nosso belíssimo Estádio, as mais valias de uma equipa superior.
É isso que o público do F.C.Porto espera e merece, pois tem sido incansável no apoio, como, justiça lhe seja feita, Jesualdo tem reconhecido. Está na hora da equipa retribuir aos seus adeptos, com um bom jogo e uma boa vitória, todo o carinho que estes lhe têm transmitido.

Os adeptos do F.C.Porto têm sido o 12º jogador.

O árbitro é Cosme Machado, auxiliado por Alfredo Braga e por Henrique Parente.

Guarda-redes: Helton e Nuno, Defesas: Ivo Pinto, Sapunaru, Rolando, B.Alves, Cissokho, Stepanov e Tomás Costa, Médios: Lucho, R.Meireles, Andrés Madrid e Mariano, Avançados: Tarik, Lisandro, Rabiola, C.Rodríguez e Farías

Que Porto sem Fucile, Fernando e Hulk? Eu apastaria em Helton, T.Costa, Rolando, B.Alves e Cissokho, Lucho, A.Madrid e R.Meireles, Lisandro, Farías e C.Rodríguez. T.Costa dá mais profundidade que Sapunaru e contra uma equipa que vem defender, isso é importante. A.Madrid veio para ser o substituto de Fernando, quando o brasileiro, está, por qualquer razão, impedido de jogar...se não joga contra a Naval, quando vai jogar? Farías, porque é ponta-de-lança e nestes jogos é preciso um homem de área, que obrigue os centrais a fixarem-se e assim, Lisandro pode ter mais espaço para brilhar. Permite também jogar no modelo preferido de Jesualdo, o 4x3x3.

Declarações de C.Rodríguez no Superflash:

«Estamos contentes por termos passado à próxima fase da UEFA Champions League e queremos continuar a ganhar.»

«A recepção à Naval vai ser um jogo complicado. Sabemos que todos os adversários que vão ao Dragão nos criam bastantes dificuldades, mas temos confiança no grupo de que dispomos e na qualidade dos nossos jogadores e vamos deixar tudo em campo.»

«O facto de termos eliminado o Atlético é mais um factor de motivação para esta partida. É um grande clube e tem bons jogadores. Conseguimos seguir em frente e isso dá-nos naturalmente maior alento para o que aí vem.»

«Não diria que temos maior dificuldade em jogar em casa. O que se passa é que os adversários fecham-se mais quando vão ao Dragão e torna-se mais complicado marcar golos. Temos de ter paciência e continuar a dar o máximo.»

«Não sei se atravessamos o melhor momento da época, mas o que é certo é que nos sentimos com muito ânimo para seguir em frente e continuar a aprender.»

«Sempre me senti contente no F.C. Porto e apoiado pelas pessoas que confiaram em mim. Espero ficar muito tempo no clube, ter o máximo de rendimento e ganhar muitos títulos.»

«Não creio que o jogo vá ser mais difícil só porque não podemos contar com o Fernando nem com o Hulk. Há companheiros que aguardam certamente por uma oportunidade e estou seguro de que vão dar o máximo e aproveitá-la da melhor maneira possível.»

«Não penso nos rivais. Prefiro preocupar-me com os meus companheiros e com o jogo que temos no fim-de-semana.»

«Já revimos o encontro da primeira volta. O que acontece é que para o F.C. Porto todos os desafios são uma espécie de final. Há que treinar e procurar fazer melhor na partida deste fim-de-semana.»


Antevisão de Jesualdo Ferreira:

Naval com qualidade e rapidez «A Naval é uma equipa composta por jogadores de grande qualidade técnica, muito rápidos e que certamente vêm defender durante largos períodos. Espero da parte deles, no entanto, uma atitude mais aberta do que aquela que outras equipas com mais responsabilidade apresentaram em nossa casa».

Grande densidade competitiva«Até ao final da época, o F.C. Porto tem seguros mais 13 jogos para fazer. Se tudo correr bem, como esperamos, poderemos vir a fazer 16 ou 17 jogos em dois meses e meio. Aproxima-se uma fase de grande densidade competitiva e de enormes responsabilidades para nós. Este contexto estimula-nos e obriga a que tenhamos de fazer um esforço suplementar para enfrentar os desafios. Teremos seguramente que demonstrar uma grande capacidade de sofrimento e uma grande capacidade de trabalho».

Jogos como finais«No campeonato temos nove jogos pela frente, que podem ser consideradas nove finais. Na Champions League temos dois que seguramente são duas finais. Na Taça, igualmente dois com essas características. Todos os outros serão suplementares e consequência do que conseguirmos fazer nestes. Ainda assim, e perante tudo isto, nós preferimos esta responsabilidade do que jogarmos apenas semana a semana. A organização de trabalho que temos montada e as perspectivas de alcançarmos os objectivos tornam os jogadores mais fortes a cada treino. Mais cansados, é verdade, mas com níveis de concentração maiores».

Desafios por mérito próprio«Por esta altura da época passada, o F.C. Porto estava fora da Champions, estava bem na Taça e amplamente à frente do campeonato. Este ano, os objectivos são diferentes e estou certo de que vamos conseguir ter níveis de concentração no treino e nos jogos diferentes dos da época passada. O F.C. Porto tem os jogos que tem por mérito próprio. Outros não o conseguiram».

Mascar chiclete com sabor a vitória«Temos três objectivos pela frente e apenas dois olhos e duas pernas. Temos de ser capazes de nos concentrarmos nas nossas capacidades e encarar cada fatia do nosso trabalho jogo a jogo. Não nos interessa o que vai acontecer daqui a umas semanas, vamos fazendo as nossas aferições ao longo do tempo, que nos vão permitir encontrar as soluções mais óbvias e seguras a cada jogo. Sabemos que já conquistámos muito até agora, mas no F.C. Porto, o sabor da vitória dura o tempo de mascar uma chiclete. Abre-nos, por outro lado, a vontade de mascar outras logo a seguir».

Cenário das selecções é inevitável«A presença de jogadores nas selecções é algo inevitável e não podemos alterar esse aspecto. Temos vivido com ele desde o início. Obedecemos a um processo normal de desenvolvimento dos jogadores, de preparação e é evidente que esta entrada em cena dos jogadores nos encontros de apuramento para o Mundial antes de Abril torna as exigências deles muito densas. É provável que tenhamos necessidade de fazer uso de jogadores que ficam cá, mas, neste momento, todos os jogadores da equipa têm perspectivas individuais de jogo».

Estar na frente é preferível«Não sei se os nossos adversários podem tirar benefícios de terem apenas o campeonato para disputar. A verdade é que, para nos passarem, teremos de perder jogos e eles ganharem os que disputarem. Não sei se estar atrás nestas condições é melhor, sei apenas que nós preferimos estar assim, à frente. Estamos em três frentes e temos problemas para resolver, é verdade, mas também temos algo que os outros não têm: objectivos. Os objectivos fazem as pessoas mexer, mobilizam e, também por isso, queremos continuar a contar com o apoio dos adeptos. Foi com eles que chegámos até aqui, na Liga e na Champions, e é com eles que queremos ir até ao fim. Essa caminhada começa já amanhã, com um jogo difícil, frente à Naval».

Maior eficácia caseira«Temos sido eficazes fora e em casa não. É algo que temos de melhorar. Temos de fazer os golos que merecemos e às vezes não conseguimos, ser mais competentes nesse capítulo. Esta questão prende-se por vezes com um factor importante, a paciência. Cada vez é mais difícil ser eficaz e, também por isso, é necessária paciência para que a equipa encontre, com tempo, as respostas de que necessita a cada desafio. Seria mais difícil explicar esta falta de golos se não criássemos as oportunidades que criamos habitualmente».

Equipa motivada para todas as competições«É evidente que é mais difícil motivar os jogadores em encontros cuja expectativa é menor, sobretudo quando comparados com outros de outra envolvência. Temos de lidar com uma série de factores, uns positivos, outros inibidores. Acredito que amanhã os jogadores não vão querer passar por uma situação menos respeitável do que a que aconteceu com o Atlético. Há uma série de questões que estão em grande medida melhoradas, outras ultrapassadas e ainda outras muito longe de estarem resolvidas, mas estamos a crescer e melhor apetrechados para as exigências».

Gozo na Champions«Provavelmente vamos defrontar uma equipa inglesa na próxima ronda da Champions League. É quase inevitável. Em sete adversários possíveis, quatro são ingleses e dos outros “venha o diabo e escolha”. Independentemente do que ditar o sorteio, algum dia a nossa sorte vai mudar, seja contra as equipas inglesas ou não, e sei do que esta equipa é capaz. Pode ser este ano, nunca se sabe. Não sonho com nada, é antes uma obrigação profissional, mas é certo que me dá um gozo muito grande entrar neste tipo de competições com os melhores e discutir os jogos. A diferença de orçamentos entre quem ainda está em prova levou a que eu dissesse o que disse: o F.C. Porto consegue fazer milagres».

Mundo Azul a Revista do Conselho Cultural do F.C.Porto

Saiu a primeira edição do Mundo Azul, Revista do Conselho Cultural do F.C.Porto, cuja directora é a mulher do Presidente, Filomena Pinto da Costa.
É uma excelente iniciativa, desde que a Revista sirva os fins enunciados no editorial e na coluna do presidente do Conselho Cultural, Álvaro Pinto, e não se transforme numa quintinha particular, ou num veículo de promoção pessoal, de alguém, seja ela ou ele, quem for.
Merece destaque no primeiro número, a entrevista à maior figura do Clube, o Presidente da Assembleia Geral, Dr. Sardoeira Pinto.
Nota final: foi um passarinho que me fez chegar às mãos a Revista e por isso, não sei, como e onde, se pode adquirir.
Clicar sobre as imagens para ler.

F.C.Porto 0 - Atlético de Madrid 0. O sonho continua...



Com dificuldades, com sofrimento, mas com uma justiça, que nem os nossos piores inimigos, ousarão, questionar. Fomos melhores, muito melhores, no conjunto das duas-mãos e só um super Leo Franco, evitou hoje, tal como em Madrid, que o F.C.Porto ganhasse...tranquilamente.
Depois de uma primeira-parte pouco brilhante, em que apenas controlou e deixou a bola ao adversário, que nunca criou perigo, o F.C.Porto arrancou para uma segunda metade de grande qualidade e superioridade, que por só por acaso, não lhe deu a vitória que merecia e que nos teria poupado a um sofrimento, que durou até ao último minuto.
Foi um Porto, seguro, concentrado, dominador e tacticamente, irrepreensível, aquele que regressou dos balneários: ocupando bem os espaços e atacando sempre com perigo, ora por Hulk ora por C.Rodríguez, sem esquecer Lisandro, com um meio-campo que melhorou muito - também beneficiou da saída de Maxi Rodríguez, ficando a partir daí, em superioridade numérica apesar do ligeiro recuo de Fernando, para marcar Forlán -, que subiu mais, pressionando mais à frente e com a defesa segura, com excepção de um nervoso Cissokho, que às vezes acusava a responsabilidade do jogo, a equipa portista controlou totalmente o Atlético e nunca o deixou pôr o pé em ramo verde - só criou perigo em lances de bola parada. Fomos sempre mais perigosos, tivemos duas bolas nos ferros, o guarda-redes foi o melhor jogador adversário e justificavamos claramente, a vitória, que no Dragão, parece que capricha em nos fugir. Estamos pois, nos quartos-de-final e mais uma vez, se ainda era necessário, provamos, que somos a única equipa portuguesa com estofo europeu - com todo o respeito que merece a brilhante campanha do S.Braga na Taça Uefa.
É preciso recordar, que para aqui chegarmos foi preciso passar por muito, estivemos caídos e até fomos maltratados - após o Arsenal em Londres -, mas com a alma, raça e espírito do Dragão, levantamo-nos, demos a volta por cima e estamos a fazer a melhor campanha, depois da conquista histórica, da C.League de 2004.
Uma pergunta: alguém pode chegar aos oito melhores da Europa, com um plantel fraco? Não, não pode! Como disse há meses atrás, não temos o melhor plantel do Mundo, mas também não é tão fraco, como o pintam alguns.
Agora venha o Diabo e escolha, na certeza porém, vão ter de dar tudo, para passarem por cima de nós.
Não posso esconder a alegria por este feito. Mais uma vez respondemos dentro do campo, às faltas de respeito, às insinuações torpes e ordinárias, às campanhas dos medíocres e invejosos, dizendo alto e em bom som, que somos de longe, o MELHOR CLUBE PORTUGUÊS.

O fogo e as Labaredas do Dragão, estão para lavar e durar...contém connosco e respeitem-nos. Sigam o nosso exemplo e não façam as coisas por outro lado, que isso não nos assusta, não nos perturba, antes pelo contrário, dá-nos uma força suplementar e faz de nós um adversário temível e difícil de bater.
O que será preciso mais, para perceberem o que está à frente dos olhos?

Foi um grande feito colectivo e por isso não vou destacar ninguém.
Uma nota final de parabéns ao público do Dragão que foi fantástico!

Declarações de Jesualdo no final da partida:

Abraço a jogadores e adeptos
«Quero deixar aqui expresso o meu grande abraço aos jogadores e ao público que, tal como eu havia perspectivado, foram determinantes na passagem do F.C. Porto. Os jogadores interpretaram fielmente o plano que tínhamos delineado para esta partida e penso que fomos claramente superiores no encontro. Atrevo-me a dizer que o F.C. Porto foi a única equipa que quis ganhar esta noite».

Jogo táctico e de controlo emocional
«Mais uma vez não tivemos sorte a jogar em casa e, tal como aconteceu em Madrid, parece-me que o guarda-redes do Atlético foi o melhor jogador em campo. Pensei que a atitude inicial do Atlético, que entrou muito retraído, pudesse ser uma forma de nos tentar adormecer. O jogo foi táctico e de grande controlo emocional e a estratégia do treinador do Atlético pareceu-nos de respeito pelo F.C. Porto. A dada altura o Atlético começou a subir mais, o que nos permitiu ter mais espaços. Fomos muito melhores na segunda parte e fomos melhores do que o Atlético nos 90 minutos».

Orgulho por estar entre os melhores
«Estamos entre as oito melhores equipas da Europa e isso é, obviamente, um motivo de orgulho para o F.C. Porto. Se olharem com atenção para o quadro de equipas que ainda está em prova, com um grande número de formações inglesas, perceberão certamente que há uma enorme diferença de orçamento dessas equipas em relação ao F.C. Porto. No entanto, este clube já nos habituou a fazer milagres ao longo da sua história e, à medida que vamos ganhando confiança e ultrapassando problemas, acreditamos que podemos discutir uma eliminatória com qualquer equipa».

Equipa em crescimento
«Quero deixar uma palavra especial para os jogadores que estão cá há vários anos e que sempre lutaram, ao longo destas três épocas, para atingirem esta fase da competição. Este é também um momento importante na carreira deles. Os jogadores jovens também têm trabalhado bem e esta qualificação dá-lhes mais responsabilidade para o que se avizinha. A equipa tem crescido muito e está preparada para seguir. Não é fácil fazer o que eles têm feito e passar pelo que eles têm passado e continuar a ganhar».

F.C. Porto a marcar posição
«Esta qualificação não limpa a imagem do futebol português, mas marca uma posição: a do F.C. Porto na Europa. Mostrámos hoje que, tal como vem acontecendo nos últimos anos, somos a única equipa no panorama desportivo português que consegue discutir estas fases adiantadas da Champions. Esta qualificação marca a nossa posição na Europa».


F.C.Porto - Atlético de Madrid. Para que o sonho continue...


Imune aos "cães" que ladram, porque são pagos para ladrar e com o sonho no pensamento, o F.C.Porto, melhor clube português e único com estofo europeu, recebe um arrogante Atlético de Madrid, que esquecido do que se passou na capital espanhola - têm a memória curta, estes nossos vizinhos! -, já está novamente, com ares de superioridade. Se no Vicente Calderón, o Tricampeão soube responder no campo a essa arrogância, agora no Dragão e apesar dos problemas sentidos sempre que joga diante do seu público, espero que aconteça o mesmo.

Mas para que isso aconteça, é necessário o Porto das grandes noites europeias, o Porto, que na condição de visitante, tem mostrado qualidade, concentração, coragem, valentia, determinação e que joga bem e não, o Porto abúlico, nervoso, tolhido, que desconfia do seu valor, que temos visto no belíssimo Estádio do Dragão.
Tal como disse na antevisão do jogo de Madrid e apesar do que o jogo da 1ª mão mostrou, a equipa de Abel Resino, é uma grande equipa, recheada de grandes jogadores, do meio-campo para a frente, das melhores da Europa, por isso todo o cuidado é pouco, mas sem exagerar.
Foi também muito importante e pode ser fundamental na abordagem deste jogo, que as exibições conseguidas pelos espanhóis, nas partidas contra o Barcelona e R.Madrid, fossem de grande qualidade: porque por um lado mostraram a verdadeira face da equipa colchonera, por outro, reduziram a pó as teorias que já circulavam por aí - os invejosos disseram-no -, que a equipa onde pontificam Aguero, Forlan, Maxi Rodríguez, Simão e tantos outros, era uma equipa fraca e que seria facilmente derrotada no Dragão.

Assim, com a consciência perfeita de tudo o que o espera, o F.C.Porto, amparado no apoio dos seus adeptos, que vão esgotar o magnífico anfiteatro do Campeão português, vai à terceira tentativa na era Jesualdo, tentar chegar aos quartos-de-final da Champions League.
Seria ouro sobre azul e por duas razões: alcançavamos o objectivo e quem sabe, acabavamos com a tremideira, mandando para trás das costas, definitivamente, os medos e os receios, de jogar na condição de visitado.
Eu que vou lá estar, acredito que vamos estar na eliminatória seguinte e que o sonho vai continuar.

O árbitro é o holandês Pieter Vink, auxiliado pelos seus compatriotas Arend Brink e Wilco Lobbert.
Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes: Helton e Nuno,
Defesas: Sapunaru, Rolando, B.Alves, Cissokho, Stepanov e Tomás Costa,
Médios: Lucho, Fernando, R.Meireles, Andrés Madrid e Mariano,
Avançados: Tarik, Lisandro, Hulk, C.Rodríguez e Farías

Declarações de Jesualdo na antevisão da partida:
Clássicos inconclusivos
«A evolução do Atlético de Madrid é natural, até porque mudou de treinador e a equipa tem ideias novas. Contra o Barcelona, deu a volta ao resultado e, em Madrid, frente ao Real, o jogo foi diferente. Foi muito fechado e muito táctico. Não é destes clássicos que se retiram grandes conclusões, porque são jogos especiais, que não permitem fazer análises seguras.»

Muito táctico
«Na primeira mão, em Madrid, o F.C. Porto foi, de facto, melhor. O Atlético conhece agora o valor do F.C. Porto, que talvez desconhecesse na altura, da mesma forma que nós passamos a conhecer melhor o adversário. Agora não se disputam pontos, disputam-se diferenças de golos, pelo que será, seguramente, um jogo muito táctico.»

Apoio integral
«Queremos muito ganhar e a presença do nosso público é decisiva para que possamos vencer. Pelo apoio que nos vai dar e pela pressão que vai colocar no adversário. Se queremos todos muito passar, é preciso que o estádio esteja cheio. É importante que o F.C. Porto seja apoiado do primeiro ao último minuto.»

Condições para ganhar
«Não sei exactamente como o Atlético vai abordar este jogo, embora saiba que ganhar é a única forma que tem de seguir em frente. Há, indiscutivelmente, planos de jogo diferentes. O Atlético tem um e o F.C. Porto tem outro. Achamos, do ponto de vista táctico, que temos boas razões para acreditar que dispomos de condições para controlar, equilibrar e ganhar o jogo. Neste caso, é irrelevante sabermos como pretende jogar o adversário. Sabemos o que temos e queremos fazer. Essencialmente, a equipa do F.C. Porto sabe exactamente o que tem de fazer para ganhar esta eliminatória.»

Jogo à medida
«O Hulk é um rosto novo do F.C. Porto. Na altura em que chegou, não era tão mau, nem agora é tão bom como querem dar a entender. Está numa equipa habituada a jogar esta competição e que até já a ganhou. Sabe, sobretudo, que o jogo de amanhã é um jogo à sua medida. Diria até que é um jogo à medida desta equipa.

Um dos melhores
«O Hulk está longe de ser um produto acabado. Na verdade, está apenas no começo. E o F.C. Porto tem provado nos últimos jogos, através da rotação do plantel, que não está dependente deste ou daquele jogador. Ele não é a figura da equipa, mas tem muito potencial e capacidade para aprender. Na posição dele, pode ser um dos melhores jogadores do mundo. Assim tenha sorte e cabeça. E eu acredito que ele tem.»
Confiança em Helton
«Quando acontecem algumas situações que não são normais, isso não obriga a trabalho específico. Espero que o Helton esteja lá em pleno, para poder ajudar a equipa a ganhar. Não deixa de haver confiança no guarda-redes.»

O adversário Assunção
«Conheço bem o Paulo Assunção, mas ele agora é um adversário, que queremos neutralizar, impedindo-o de render o máximo. Foi assim que fizemos em Madrid e é isso que pretendemos voltar a fazer amanhã. Mas o Paulo Assunção já não é nosso. Foi.»

Breve gosto das vitórias
«Quando estamos envolvidos profundamente no nosso trabalho, qualquer conquista traz sempre algo de novo. No F.C. Porto, quando isso não acontece, há sempre um mal-estar muito grande. Esperamos passar aos quartos-de-final e, se assim acontecer, a esse sentimento de satisfação juntar-se-ão outras questões, que têm a ver com o alcançar de objectivos. No F.C. Porto, o gosto das vitórias é muito curto, é como aquelas pastilhas elásticas que perdem o sabor depressa, porque, logo a seguir, há outro problema e outra vitória que queremos conquistar. Não há nenhum treinador no mundo que seja muito bom sem títulos. São eles que conferem qualidade ao trabalho dos treinadores.»

Declarações de Hulk:

Sem favoritos
«É um jogo muito importante, em que não há favoritos. Será muito disputado, como foi em Madrid, mas creio que temos condições para vencer enquanto colectivo. Vamos entrar na máxima força.»

Ajuda do treinador
«O treinador tem-me ajudado bastante nos treinos, pedindo-me sempre humildade. Consegui dar a volta por cima e espero ajudar a equipa, da mesma forma que os meus companheiros ajudam.»

Feliz… a trabalhar
«Fico feliz por estar a ser seguido pelo seleccionador brasileiro, mas, como digo, vou continuar a trabalhar. Ser comparado ao Ronaldo é muito bom, porque sempre foi o meu ídolo. Vou trabalhar forte e, se chegar à selecção, vou realizar um sonho.»

O miserável destaque de A Bola, ao artigo de M.S.Tavares



As más companhias

AQUILO que passará à história sob o nome de Apito Dourado foi uma operação sabiamente planeada e montada, visando um objectivo principal: quebrar os rins ao FC Porto, pôr um ponto final na sua hegemonia futebolística longamente exercida. Não o conseguindo no terreno de jogo, tentou-se então consegui-lo fora de campo, no terreno da justiça. O Apito Dourado, à revelia de tudo o que o senso comum e a simples boa-fé sabiam, pretendeu e pretende ainda demonstrar que, como dizia há dias o presidente do Benfica, esta longa sequência de sucessos desportivos do FC Porto se deve a «batota» e nada mais. Incluindo os dois títulos de campeão europeu e os dois títulos de campeão mundial de clubes.

Por isso mesmo, desde o início, o Apito Dourado teve apenas dois alvos declarados: o presidente do FC Porto e o presidente da Liga, Valentim Loureiro. O objectivo único era provar que, com o apoio do segundo, o primeiro construíra um sistema de corrupção e tráfico de influências, que era a única justificação para o domínio desportivo exercido — apenas isso, nem sequer a gritante incompetência da gestão desportiva dos rivais. À época, curiosamente, Valentim estava de costas voltadas com Pinto da Costa, tendo-se associado com o presidente do Benfica para dominar a Liga — que Luís Filipe Vieira afirmou ser mais importante do que ter uma boa equipe de futebol. Mas pouco importou: para atingir Pinto da Costa e demonstrar o seu poder «mafioso» era essencial demonstrar que ele dominava a Liga, mesmo que tal não fosse verdade. E uma das coisas eticamente mais eloquentes neste processo foi a forma como Filipe Viera deixou cair e abandonou o seu aliado Valentim Loureiro, assim que percebeu que ele era mais útil no papel ficcionado de cúmplice de Pinto da Costa.

A primeira consequência do Apito Dourado foi, assim, a execução de Valentim Loureiro: ele foi condenado por tráfico de influências em benefício do Gondomar, num processo que aos seus mentores deixou a amarga sensação de estarem apenas a perseguir a arraia miúda como forma de tentar chegar ao «peixe graúdo». E o Boavista viria a comer por tabela, sendo relegado pela Comissão Disciplinar da Liga para a segunda divisão — num caminho inelutável rumo ao desaparecimento, sem que ninguém consiga dizer ao certo porque foi um dos históricos do futebol português condenado à morte.

Quanto a Pinto da Costa e ao FC Porto — o verdadeiro e único alvo do Apito Dourado — a situação não se afigura brilhante para os seus mentores, mas ainda restam algumas esperanças. Recordemos: houve três processos, correspondentes a outros tantos jogos da época 2004/05, em que se ancoraram as acusações: o primeiro, relativo a um Nacional-Benfica, acabou com um despacho de não-pronúncia do Tribunal do Funchal, em que o juiz chegou a escrever que não se entendia como é que o nome de Pinto da Costa tinha sido metido ali a martelo; o segundo, relativo a um FC Porto-Estrela da Amadora, acabou igualmente com um despacho de não-pronúncia do Tribunal do Porto, confirmado por sentença unânime da Relação, e com uma participação por crime de falsas declarações contra a peça-chave de todo o Apito Dourado — a suposta «escritora» Carolina Salgado; resta o terceiro, relativo a um Beira-Mar-FC Porto, que já havia sido também arquivado, mas que a insistência da Drª Morgado conseguiu levar a julgamento. E é esse que agora decorre no Tribunal de Gaia.

Este simples enunciado factual dos resultados judiciais produzidos até agora no âmbito do Apito Dourado (e após milhares ou milhões de euros investidos em «investigação» por parte do Ministério Público) seriam suficientes para que o Procurador-Geral da República tivesse alguma contenção a falar do assunto — pelo menos, até ver o que sucede no tribunal de Gaia e após o depoiamento da sua tão acarinhada e protegida testemunha. Mas não: Pinto Monteiro entendeu antecipar-se e debitar a sua sentença, antes que a Justiça reduza a pó o seu voluntarismo justiceiro. Disse o Dr. Pinto Monteiro que, após o Apito Dourado, «mesmo que os arguidos venham a ser absolvidos, nada será como dantes, no futebol português». E isto, porque «a partir deste processo, os agentes do futebol português passaram a saber que podem ser investigados». Falso, Sr. Procurador: o que o Apito Dourado mostrou é que o presidente do FC Porto estará sempre sob suspeita e, eventualmente, sob investigação; quanto aos outros «agentes», não vimos nada... Na tese dos mentores do Apito Dourado, os árbitros vendem-se, sim, mas só ao FC Porto; o tráfico de influências existe, sim, mas só a favor do FC Porto; as batotas fazem-se, sim, mas apenas em benefício do FC Porto. O Sr. Procurador pode-nos indicar alguma diligência de investigação que, nem que fosse por mera rotina ou cautela, tenha incidido sobre os presidentes do Benfica, do Sporting, do Braga, do Guimarães? É sem dúvida uma coincidência infeliz que todos aqueles que intervieram a vários níveis no Apito Dourado para acusar o FC Porto sejam simpatizantes do Benfica. Uma coincidência infeliz mas que, por isso mesmo, deveria ter acautelado a forma como o fizeram.

Mas o Dr. Pinto Monteiro vai ainda mais longe quando, sem um estremecimento de pudor, afirma que «pode não se provar que sejam culpados, mas já se provou que houve indícios para terem de responder perante a justiça». Depois de ver que, em dois dos três casos em que o seu Ministério Público quis acusar, a justiça reduziu os seus «indícios» a meras intenções sem fundamento algum e a sua querida testemunha a alguém desprovido de qualquer credibilidade, sentindo que o único processo que conseguiu levar a julgamento nada mais tem a sustentá-lo do que a credibilidade dessa mesma testemunha, o Procurador-Geral dá-se por muito satisfeito por achar que conseguiu recolher «indícios» que não servem para condenar ninguém, mas apenas para o acusar sem fundamento. Ou seja: não conseguindo convencer a Justiça, resta a sentença popular. Se alguém ainda não tinha percebido o estado a que chegou o Ministério Público, leia o retrato da situação nestas extraordinárias declarações de quem manda nele. Entre o raciocínio «jurídico» do Procurador e o do presidente do Benfica, não vejo a mais pequena diferença de substância...E, caramba, se devia havê-la!

Isto posto, mantenho-me coerente com o que sempre disse desde o início desta história. Lamento muito que o presidente do meu clube esteja sentado no banco dos réus (e, com ele, o próprio clube) a responder pela acusação de corrupção desportiva. Não ignoro a forma como se chegou a tal e, obviamente, basta-me saber que tudo depende de querer acreditar no que diz Carolina Salgado, para concluir que só pode haver um desfecho, que é a absolvição. Claro que não acredito que fosse preciso comprar o árbitro de um jogo já sem importância alguma e em que, segundo os relatos da época, o FC Porto até acabou prejudicado pela arbitragem. E claro que, como toda a gente que percebe alguma coisa de futebol e não está de má-fé, sei muito bem que não foi graças a «batota» que o FC Porto ganhou o que ganhou cá dentro e foi duas vezes campeão da Europa e do mundo. Foi, entre outras coisas, porque Pinto da Costa é, de longe, o presidente que mais percebe de futebol e um dos raros que não chegou ao futebol por acaso e para se promover socialmente. Porque enquanto ele era presidente do FC Porto e tratava de reunir os melhores, Vale e Azevedo era presidente do Benfica e os benfiquistas adoravam-no mesmo percebendo que ele roubava e era um absoluto incompetente, mas atacava Pinto da Costa — e, hoje ainda, há quem ache que tal é suficiente para ser campeão. E, por isso, enquanto o Benfica desprezava jogadores como Jardel, Zahovic, Deco, Maniche, ou treinadores como Mourinho e Jesualdo Ferreira, Pinto da Costa aproveitava-os e era com eles que ganhava.

Não é por isso, pois, que Pinto da Costa está sentado no banco dos réus. Ele está sentado no banco dos réus devido à sua fatal tendência para as más companhias. O que eu, como portista, não consigo aceitar é que o presidente do meu clube receba um árbitro em casa para tomar café. Que o receba acompanhado do «empresário» António Araújo e com a Dª Carolina Salgado a fazer de dona-da-casa, Primeira Dama e tudo o resto cujas consequências estão à vista. É inacreditável que, mesmo acossado pela justiça, Pinto da Costa não tenha ninguém minimamente prestigiado para apresentar como testemunha abonatória no tribunal, para além do tristíssimo juiz Conselheiro Mortágua. É lamentável que o homem que conseguiu transformar um clube de província num campeão do mundo e num motivo de orgulho para Portugal, ainda não tenha conseguido, ao fim de tantos anos, despir a capa do provincianismo e transformar-se num homem do mundo. E que tenha preferido, como qualquer cacique de província, viver rodeado de gente pequenina, que lhe satisfaz o culto pessoal e desprestigia o clube.»

O meu comentário: não concordo nada com o último parágrafo do artigo de Miguel Sousa Tavares, mas é a minha opinião e cada um tem a sua. Agora, o que me interessa saber, é se o jornalista/escritor, aceita que A Bola, destaque o que lhe interessa, manipule a seu belo prazer e na sua sanha persecutória, contra o Presidente do F.C.Porto, o que lhe dá jeito, dos artigos que escreve. Se Miguel Sousa Tavares não reagir, terei de concluir, lamentavelmente, que Miguel Sousa Tavares, só está preocupado com o tacho e isso, para quem tanto se preocupa com a moral e os bons costumes, do Líder azul e branco, é uma grande desilusão.

CLICAR SOBRE AS IMAGENS PARA LER.

O chiqueiro







Ao ouvir o besuntão do Rui Santos, ontem no Tempo Extra, só me apeteceu fazer isto.
Quando o link do programa estiver disponível, colocá-lo-ei à vossa disposição, para quem não ouviu, e tiver estômago que aguente, poder ver até onde vai a pouca vergonha.

Ps- Fantástica arbitragem do O João... Pode vir o João, no jogo Naval/Benfica.
Uma entrada de Maxi Pereira, daquelas vulgarmente designadas de "arrancar pinheiro", dentro da área - até o Cruz dos Santos o disse! - não foi falta, quanto mais penalty!
Di Maria atira a bola contra a cara de Davide, O João... Pode vir o João, assinala falta e o Benfica chega à vitória.
É O João... Pode vir o João, no seu melhor e a justificar a razão porque Vieira o queria a apitar jogos do Benfica.

O prometido é devido e fica, não o link, mas o vídeo do Tempo Extra de ontem.
Chamo também a atenção para o comportamento do jornalista da SIC: parece aqueles caezinhos de brincadeira, que só sabe abanar a cabeça, para cima e para baixo.

Leixões S.C. 1 - F.C.Porto 4. Foi você que pediu um Porto de Honra?


É disto que o meu povo, o povo portista, gosta. Uma exibição de grande fulgor colectivo, ao ponto de ser difícil escolher o melhor em campo, golos, vitória tranquila... Se durante a primeira-parte e principalmente, nos últimos dez minutos, o Leixões ainda deu réplica e chegou a ameaçar, no restante tempo e então na segunda-parte, só deu F.C.Porto, um Porto de Honra, o Porto que infelizmente, não tem aparecido no Dragão. São de facto uns privilegiados, aqueles adeptos do F.C.Porto, que têm a possibilidade de acompanhar os jogos fora, porque nesses jogos, quase sempre, o Tricampeão, apresenta o melhor fato, um fato à medida, talhado pelo Alfaiate de Mirandela e que vale a pena ver. Eu e o meu amigo Lucho, do BiBó-PorTo, fomos hoje, no Estádio do Mar, uns desses privilegiados.
A partida contra a equipa de José Mota, mostrou também a Jesualdo, que tem gente de fora com qualidade, gente capaz de dizer presente e mostrar serviço. Que o medo nunca mais lhe tolha as ideias: se dúvidas haviam sobre a carta falhada no jogo contra o Sporting - P.Emanuel a lateral-direito -, elas hoje ficaram completamente dissipadas, com a excelente exibição de Tomás Costa.
Os aziados, incapazes de disfarçar a frustração, vão dizer que houve pouco Leixões, mas não é verdade. Houve sim e isso tem de ser dito e realçado, muito e bom Porto. Um Porto, que a jogar assim, vai seguramente, ser Campeão, Tetracampeão, quero eu dizer.
Esta vitória e esta exibição, são também, um excelente tónico para o encontro da C.League.
Uma palavra final, para a massa imensa de adeptos portistas, que invadiram o Mar e apoiaram sempre a sua equipa: com adeptos destes, a equipa do F.C.Porto, tem sempre o aconchego e o carinho, que a empurra para as vitórias. Na quarta-feira, juntos, vamos conseguir!
Como disse no início do post, o F.C.Porto foi muito forte colectivamente e assim, não vou escolher o melhor em campo, nem destacar ninguém, para não correr o risco de ser injusto com alguém. Também não vou falar do golo do Leixões. Quero o Helton das grandes noites contra o Atlético de Madrid.

Declarações de Jesualdo no final da partida:
«Foi acima de tudo um jogo que considerámos de alto risco, no qual era preciso uma atitude extremamente positiva e agressiva. O F.C. Porto fez um bom jogo e teve momentos brilhantes do ponto de vista colectivo. Também fomos felizes na concretização, fizemos quatro golos e podíamos ter feito mais alguns. Defendemos bem e fizemos boa exibição generalizada. Foi um atestado de competência. Agora sim vamos pensar no jogo de quarta-feira. A partir de amanhã vamos entrar nesse jogo. O mais importante era manter a liderança e a distância sobre os perseguidores. Conseguimos mais uma vitória para a série fora de casa… e agora pensar em vencer à Naval, para dar mais passo no campeonato, que é a prioridade. Abraço aos adeptos que aqui estiveram»

Como disse, Sr.Procurador Geral da República?


Pinto Monteiro, Procurador Geral da República deu uma entrevista à Antena 1 e sobre o Apito Dourado, entre outras coisas, disse: «Não pode haver protecção de ninguém, de nenhum presidente de clube», «Toda a gente do mundo do futebol foi investigada e pode ser investigada».
Como, Senhor Procurador?

Segundo sei e julgo não estar enganado, Pinto da Costa não fazia parte do processo e só passou a fazer parte dele, porque foi apanhado a falar com o Major Valentim Loureiro, que por causa do Gondomar, andava a ser investigado e tinha o telemóvel sob escuta. A partir dessa conversa que a "justiça" achou suspeita, o telefone do Presidente do F.C.Porto foi colocado sob "vigilância". A partir daí os factos são conhecidos: tudo arquivado, com excepção do caso B.Mar/F.C.Porto que está em julgamento, mas o Presidente do F.C.Porto trucidado na praça pública.
Adiante, enquanto o líder dos Dragões, mal foi apanhado numa conversa suspeita, viu a "justiça" ir à pesca, na ânsia de apanhar qualquer coisa, com o presidente do Benfica não se passou assim.
Vieira, que foi apanhado numa conversa com Valentim Loureiro, a escolher o árbitro para a meia-final da Taça de Portugal, Benfica/Belenenses, nunca foi investigado, ouvido e muito menos, constituído arguido.
Vejamos dois casos e comparemos a forma como foram tratados pela justiça.

1º caso, Vieira em conversa com o Major:
«Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito...(...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?
LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado.(...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum!(...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.»
Repito: por isto, Vieira não foi investigado, ouvido e muito menos, constituído arguido.

2º caso, Pinto da Costa em conversa com Pinto de Sousa:
«Na mesma escuta, que aconteceu a 26 de Maio de 2003 e que antecedeu a final FC Porto-União de Leiria, Pinto da Costa conversou com Pinto de Sousa sobre a possível nomeação de Isidoro Rodrigues. O presidente do Conselho de Arbitragem deu-lhe conta de que a nomeação não agradava ao presidente dos leirienses, João Bartolomeu, e que este ameaçara fazer um escândalo quando soube que aquele árbitro seria o designado. "O gajo sabe que está para ser o Isidoro... e disse que a equipa não comparece, (...) que é um escândalo. (...) Se o gajo vai para lá todo f... da cabeça, estraga a festa", alertava Pinto de Sousa, sugerindo a Pinto da Costa que pensasse noutra opção.Na mesma escuta telefónica, transcrita no processo principal do Apito Dourado, o líder dos azuis e brancos apresenta outras hipóteses para o mesmo jogo. Primeiro sugere o árbitro António Costa, depois Pedro Henriques. A escolha acaba por recair no segundo, depois de Pinto da Costa entender ser aquele o árbitro ideal, por ser o primeiro classificado pelo Conselho de Arbitragem. Mas Pinto da Costa diz também a Pinto de Sousa que pode mudar o nome, se assim o entender. "Por mim, estás à vontade. Se vires que te defende mais outro, põe outro", afirmou.
Sobre esta escuta, e como diz o Público, jornal que estou a citar:
«Anexada ao processo em Setembro de 2003, a escuta telefónica levou o procurador a entender que havia indícios de crime. Na opinião de Carlos Teixeira, aquela conversa do líder do FC Porto significava então que o dirigente estava a influenciar a escolha do árbitro e assim tentava obter benefícios para o FC Porto. Os motivos que o levaram a ter um entendimento diferente para o caso do Benfica são uma incógnita. No entanto, Luís Filipe Vieira ainda poderá vir a ser chamado nas certidões que se mantêm em investigação em Lisboa, para responder sobre a escuta ontem noticiada pelo PÚBLICO e outras obtidas no mesmo processo. Aliás, segundo o PÚBLICO soube, há mais conversas comprometedoras com o presidente dos encarnados. O interlocutor era normalmente Pinto de Sousa, cujas certidões se mantêm em investigação, mas Luís Filipe Vieira nunca foi interrogado.»
Como explica isto Sr.Procurador? Porque foi o Presidente do F.C.Porto ouvido e constituído arguido e o presidente do Benfica, apanhado numa escuta muito mais comprometedora, nem sequer foi ouvido?
Não há aqui, Senhor Procurador, dois pesos e duas medidas?
Alguma vez o Dr.Carlos Teixeira, Juíz de Instrução, lhe explicou o porquê de para dois casos semelhantes, tratamentos diferentes, com um - Pinto da Costa - a ser tratado como um Diabo e o outro - Vieira -, a ser tratado como um anjinho?

Eu sei que no âmbito da entrevista, não cabiam este tipo de perguntas, mas Sr. Procurador, quem sabe um dia, o Sr. não nos explica o porquê disto tudo...?
Também relacionado com o mesmo assunto, ficamos hoje a saber este facto curioso e revelador, do que foi o parecer de Freitas do Amaral:
«MP arquiva queixa contra Gonçalves PereiraEX-LÍDER DO CONSELHO DE JUSTIÇA VISADO PELA FPF

O Ministério Público (MP) de Lisboa arquivou a queixa-crime da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra o ex-presidente do Conselho de Justiça da FPF, num processo em que Gonçalves Pereira era acusado de abuso de poder.

No despacho de arquivamento a que a Lusa teve acesso, o MP contraria o parecer de Freitas do Amaral, que serviu para validar as decisões dos restantes conselheiros na reunião de 4 de Julho de 2008 e para Gilberto Madail pedir uma reunião com Pinto Monteiro, Procurador-geral da República, de que resultou a queixa-crime agora arquivada.
"Do ponto de vista da factualidade objectiva típica, não se descortina uma clara conduta desviante (aliás, actos afectados por vícios e irregularidades foram, eventualmente, praticados por todos, na 1.ª e na 2.ª parte da reunião) em nenhum dos actos em causa; não ocorre uma interpretação jurídica inadmissível e infundada, mas a condução do processo pela forma que, nas circunstâncias e para o arguido, parecia mais adequada", lê-se no documento.
O MP critica todos os membros do CJ e chega mesmo a duvidar das decisões tomadas após o abandono da reunião por parte de Gonçalves Pereira: "O funcionamento do órgão, mesmo na ausência do Presidente e apesar dos seus actos, é a confirmação da inaptidão destes para alcançar uma decisão".
"Para que a conduta constituísse crime de abuso de poder (ou outro que não se divisa), haveria que estarem reunidos indícios de: inadmissibilidade legal do sentido dos actos (e não apenas da sua menor adequação ou da sua incorrecção jurídica, em virtude de erro ou menor conhecimento)".
Pelo despacho de arquivamento sabe-se também que, segundo João Leal, chefe do Departamento Jurídico da FPF, a admissibilidade das escutas telefónicas era o assunto das conversas dos conselheiros nesta altura, "tendo chegado a realizar-se uma reunião preparatória sobre a matéria, uma a duas semanas antes da reunião [4 de Julho de 2008]. Nesta reunião, ter-se-á, aparentemente, formado uma corrente de maioria tangencial no sentido da invalidade da utilização daquelas em processo disciplinar".
Na reunião do CJ de 4 de Julho de 2008 foram considerados improcedentes os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, que viram confirmadas as penas da Comissão Disciplinar da Liga do Apito Final, de que resultaram dois anos de suspensão para Pinto da Costa, seis pontos de penalização para o FC Porto, quatro anos de suspensão para João Loureiro e a despromoção do Boavista.
Paralelamente, prosseguem nos tribunais acções cíveis interpostas por Gonçalves Pereira, Pinto da Costa, FC Porto, João Loureiro e Boavista, em que se reclama a invalidade das decisões da reunião do CJ de 4 de Julho de 2008, confirmadas pela FPF após o parecer de Freitas do Amaral.»
Depois disto o que vão fazer Ricardo Costa, Madaíl, H.Loureiro e toda a escumalha, que se agarrou ao parecer de Freitas do Amaral, que ganhou 60.000 Euros e ainda escreveu um livro sobre o assunto?
Quem tinha razão como dissemos na altura, era Marcelo Rebelo de Sousa, que disse que as decisões do C.Justiça não eram válidas.
Se Portugal for um País de direito, as indemnizações, vão dar para comprar um craque.

Leixões S.C. - F.C.Porto. Quem vai ao Mar avia-se em terra.


Aviar-se em terra, significa muito respeito pelo adversário que é bom e está a fazer um excelente campeonato, mas não significa ter medo.
Aviar-se em terra, significa estar preparado para a rivalidade existente entre os dois clubes, para o ambiente adverso que vamos encontrar, para a forma aguerrida como se batem as equipas de Mota e não hesitar em jogar da mesma forma.
Aviar-se em terra, significa cobrar a desforra da única derrota que tivemos no Dragão e se possível, com juros.
Aviar-se em terra, significa não haver distracções nem pensamentos dispersos e declarar alto e bom som: - quem não der o litro, quem não meter o pé, ou quem se estiver a poupar contra o Leixões, fica de fora contra o Atlético de Madrid.
Aviar-se em terra, significa dizer também e de forma clara: a Liga Sagres é tão importante como a Liga dos Campeões.
Aviar-se em terra, significa ir para o Estádio do Mar com a lição bem estudada e se for preciso arriscar, arriscar sem receio e no momento certo. Ousadia e não conservadorismo, tem de ser o lema.

Se nos aviarmos em terra como deve ser, por mais cão que esteja o Mar, vamos, com mais ou menos dificuldades, atingir os nossos objectivos, que são, como não podia deixar de ser, a conquista dos três pontos. Se como espero, conseguirmos, não só colocaremos pressão no nosso rival mais directo, como ficaremos com um suporte psicológico importante, para abordar o desafio de quarta-feira com os madrilenos do Atlético.

Vamos entrar no último terço do campeonato, estamos na liderança e como diz o provérbio: - candeia que vai à frente, alumia duas vezes. Queremos conquistar o Tetra e para isso a nossa candeia tem de se manter na frente, nem que seja contra ventos e marés.

Nota final: parece que vai jogar T.Costa a lateral-direito. É um bom sinal...

O árbitro é Rui Costa, auxiliado por Serafim Nogueira e por Fernando Pereira.

Convocados do F.C.Porto.
Guarda-redes: Helton e Nuno,
Defesas: Ivo Pinto, Rolando, B.Alves, Pedro Emanuel, Stepanov e Cissokho,
Médios: T.Costa, Fernando, R.Meireles, Lucho, A.Madrid e Mariano,
Avançados: Hulk, Lisandro, Tarik, Farías e Rabiola.

Antevisão de Jesualdo:
Jogo de risco máximo
«Vai ser um jogo muito complicado, perante um adversário que só perdeu uma vez no Estádio do Mar e que, para mim, continua a ser a equipa sensação do campeonato. Prevemos grandes dificuldades e encaramos este jogo como uma partida de risco máximo, logo, todas as nossas atenções estão voltadas para este jogo».

Respeito pelo adversário
«O Leixões tem a mesma matriz táctica que apresentava no início da época, mas a equipa é agora mais madura e tem tentado alterar a sua postura em campo, em função da saída do Wesley. Tem jogadores mais desgastados, tal como todas as outras equipas, mas é uma equipa muito bem organizada e que se bate muito bem com qualquer adversário. A 10 jornadas do fim do campeonato, e pela forma como as coisas se têm passado no topo da classificação, não podemos eliminar ninguém da luta pelo título. O Leixões merece crédito, apreço e, acima de tudo, respeito».

Jogar nos limites
«O F.C. Porto e o Leixões são as equipas com mais tempo e presenças no primeiro lugar da liga esta temporada e a nossa responsabilidade é a mesma de sempre, a nossa perspectiva não muda em função de quem está atrás de nós. Estamos em primeiro lugar e temos a responsabilidade de alcançar os objectivos que traçámos. Queremos ganhar, mas sabemos que para isso teremos que ser mais fortes do que o Leixões. Temos de jogar nos limites».

Jogadores em crescimento
«As nossas dificuldades não se prendem com o facto de fazermos um bom campeonato fora de casa e menos bom em casa. O F.C. Porto tem jogadores com características que se adaptam melhor a um estilo de jogo mais rápido, com mais espaços e quando as equipas dividem o jogo connosco sentem dificuldades. Quando não o fazem, criam-nos maiores dificuldades. Todas as equipas do campeonato treinam bem e têm meios e capacidades evoluídos e a nossa equipa tem de ser capaz de fazer alterações à sua disposição e à sua abordagem. Isso leva tempo e, com o tempo, os jogadores vão aprendendo a melhorar essas questões tácticas».

Cumprir os objectivos
«As questões da renovação não me preocupam minimamente. Quero ganhar e cumprir a minha tarefa até ao fim. Neste momento, o mais importante é cumprir este terceiro ano da minha ligação ao F.C. Porto com trabalho e perseguir os objectivos que definimos no início da época. Estamos em três frentes e queremos ganhá-las, queremos chegar ao fim e sentir que fomos melhores. As minhas ambições profissionais são as mesmas desde que comecei a trabalhar: quero ganhar. Cheguei tarde ao F.C. Porto e nada me preocupa que não seja ganhar no F.C. Porto. Não tenho nenhum projecto em mente».

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