Estrela Amadora - F.C.Porto. Na Reboleira, com vistas para o Jamor




Já o disse - acho que digo sempre que há jogos da Taça -, mas volto a repetir: desde que Pinto da Costa é Presidente do F.C.Porto, todos os treinadores Campeões, também ganharam a Taça. Houve apenas a chamada excepção à regra que foi C.Alberto Silva, portanto, Jesualdo tem que ir à final e ganhar, para não haver uma regra, com duas excepções.
Convocados do F.C.Porto:Guarda-redes, Nuno e Ventura; Defesas, Sapunaru, Rolando,Cissokho, P.Emanuel, Stepanov, Fucile e Benítez; médios, Fernando, Guarín, Mariano, T.Costa e A.Madrid; Avançados, Farías, Lisandro, Hulk, Tarik e Rabiola.
O árbitro é Carlos Xistra, auxiliado por Jorge Cruz e Luís Tavares.Antevisão de Jesualdo Ferreira:
Jogar para ganhar: «Esta é mais uma etapa para podermos chegar à final da Taça. Podem esperar um F.C. Porto que vai à Amadora para ganhar a eliminatória, com os jogadores que são os que podem garantir um melhor rendimento e um maior equilíbrio, face ao que está para trás e o que vem para a frente. Temos de passar a eliminatória porque queremos estar na final da Taça e o desafio que temos é o de conseguir que a equipa tenha um processo seguro para ganhar o jogo. Estamos motivados».
Adversário de respeito: «Estou à espera de um jogo muito difícil e, apesar de termos uma vantagem de dois golos, queremos ganhar e alcançar a final. Sabemos das dificuldades que tivemos para ganhar na Amadora para o campeonato e temos muito respeito pelos profissionais daquela equipa e respeito por esta competição. Estou certo de que, para alcançarmos os nossos objectivos, teremos de jogar nos limites, frente a um adversário sério, esclarecido e com um processo definido. O Estrela obriga-nos a jogar com toda a intensidade e determinação, e não temos direito a falhar».
Fucile convocado: «O Fucile está convocado e isso é um bom sinal. É importante para nós termos todos os jogadores, à excepção do Lucho, em condições de ajudarem a equipa».
Discussões supérfluas, essencial esquecido: «É norma no futebol português não se pensar nas coisas, não antecipar nada e ser apenas reactivo. Penso que chegámos ao momento em que as decisões têm de ser tomadas, mas não acredito que isso vá acontecer. Continuamos a discutir coisas supérfluas, quando o essencial não é tratado. Onde estão as soluções? Não há trabalho de casa, nem uma estratégia para o futuro. Não vejo estratégia por parte de quem decide para resolver os problemas do futebol português, que não são apenas de ordem financeira. Basta ver que, actualmente, há cerca de 15 horas semanais de programas sobre futebol na televisão e cerca de 80 por cento do tempo destes programas é gasto em discussões parciais sobre a arbitragem. A discussão que é feita não incide sobre o essencial, portanto as coisas não avançam».
Fechado o capítulo da antevisão do Taça de Portugal é a altura de abrir o capítulo: "A mão de Meireles"
Como pode verificar quem lê jornais, houve rádio ou vê televisão, não foi preciso esperar muito tempo, para os elogios que se seguiram ao Manchester/F.C.Porto, passarem agora, às criticas, insinuações, acusações de favorecimento, etc. Bastou um árbitro não marcar um penalty, que existiu, contra o F.C.Porto e logo os mesmos - eles são tão previsíveis -, viraram o bico ao prego. Fomos, nos jogos anteriores ao de Coimbra, várias vezes prejudicados, mas aí, ninguém disse nada, fomos beneficiados, logo caiu o Carmo e a Trindade...As extrapolações de má-fé - de que fala hoje M.S.Tavares - foram muitas. Esse "paradigma" da "isenção" e do "rigor", chamado Cruz dos Santos, reformado, mas ao serviço, para continuar a destilar os ódios de estimação pelo azul e branco, logo saiu a terreiro para meter nojo, ele que se tivesse vergonha na cara, evitava falar de futebol, pois quem é tão benfiquista, tão sectariamente para o vermelho, não devia dizer nada... ou então, ir deitar faladura no canal de televisão do clube da águia.
Mas na A Bola de hoje, não é só o Santos, é também o Guerra, outro exemplar da raça vermelha, que sem poder conter a azia crónica de mais de 20 anos, vem falar em: "...cirúrgicos erros humanos que ajudam a construir resultados".
O Guimarães/F.C.Porto - ao intervalo estavamos a perder e depois na segunda-parte, viramos o resultado e ganhamos com clareza - foi há poucos dias e ainda devia estar fresco na memória destes e doutros, vendilhões da verdade desportiva vermelha, para os obrigar a ter tento na língua. Mas o ódio ao F.C.Porto é tão grande, que eles não se conseguem conter. De facto, como se diz na blogosfera portista: " O F.C.Porto serve-lhes para tudo, menos para serem felizes".
Quanto ao Raul, está tranquilo e a descansar, mas pronto a repetir a mesma "performance" que aplicou a R.Giggs.
A Académica de Coimbra 0 - F.C.Porto 3. Coimbra tem mais encanto, vestida de azul e branco


Um post ainda quentinho, de um Dragão acabadinho de chegar da cidade dos estudantes. Foi uma jornada maravilhosa, a recordar os velhos tempos, dos jogos à tarde, com os adeptos portistas a tomarem conta da auto-estrada...4000, disse Jesualdo?! Mais do dobro, seguramente, Sr. Professor, que deram muito colinho à equipa, mesmo na fase em que ela não esteve muito bem. Ai esta paixão, que nos consome, mas que também nos dá tantas alegrias e tantas recompensas...
da -, que serviam Lisandro no meio e beneficiando da melhoria notória de Fernando e Meireles, o FC.Porto partiu para uma exibição consistente, segura, de qualidae superior, em que dominou, marcou e controlou, nunca deixando a Académica por o pé em ramo verde, com excepção de um lance, em que Helton fez uma extraordinária defesa.
[Sobre o alegado penalty de Raul Meireles] «Do local onde me encontro, não me foi possível ver e, como não tenho por hábito comentar situações sobre as coisas em que não tenho certezas, não vou falar disso. Além do mais, se comentasse as arbitragens, deixava de falar daquilo que é realmente importante.»

A.Académica de Coimbra - F.C.Porto. Prontos para ganhar




A época 1983/1984 significou a primeira grande caminhada europeia do F.C.Porto. Na extinta Taça das Taças, os ainda imberbes Dragões, começaram por eliminar o Dinamo de Zagreb ( derrota 2-1 fora e vitória 1-0 em casa), o Glasgow Rangers pelos mesmos resultados, o Shaktyor Donestsk ( agora Shakhtar Donestsk, 3-2 nas Antas e 1-1 na Ucrânia), o Aberdeen ( 2 vitórias por 1-0), tendo perdido ingloriamente, a final para a Juventus em Basileia, por 2-1.
Para vos dar conta das emoções dessa grande época desportiva basta dizer; eu fui um dos que invadiu a pista do aeroporto de Pedras Rubras.
Depois de uma época assim, a época seguinte, 1984/1985, foi encarada a nível internacional, com grande optimismo; era a época da consolidação do prestígio europeu do F.C.Porto. Não foi, foi um verdadeiro pesadelo. Na 1ª eliminatória fomos atirados borda fora por o Wrexham, equipa galesa, que jogava na 4ª divisão de Inglaterra. Perdemos 1-0 no País de Gales, vencemos 4-3 nas Antas, numa noite de grande temporal, onde os Deuses pareceram estar todos contra nós.
Imaginem pois a desilusão, desencanto, frustração...!Enfim, foi muito difícil de ultrapassar. Mas, a vida tinha de continuar e no domingo a seguir jogavamos para o campeonato, sabem quem era o adversário? Pois é, era a Académica, em Coimbra. Os portistas deitaram para trás das costas tudo que tinham passado e sentido, mobilizaram-se, invadiram Coimbra, encheram o estádio e com um apoio vibrante disseram à equipa que, como diz o provérbio :" tristezas não pagam dívidas." A equipa percebeu a mensagem, seguiu-nos o exemplo, ultrapassou os problemas, ganhou por 3-0 e fez uma grande exibição.
É este exemplo para nós e para o grupo que espero ver seguido no domingo. Não é fácil, o murro no estômago deixou marcas, mas, juntos vamos conseguir. Até porque o nosso lema é : " a Liga é para conquistar o mais depressa possível."»
O árbitro é Olegário Benquerença, auxiliado por José Cardinal e João Santos.
Convocados do F.C.Porto:Guarda-redes, Helton e Nuno; Defesas, Sapunaru, Rolando, B.Alves, Cissokho, P.Emanuel e Stepanov; médios, R.Meireles, Fernando, Guarín, Mariano, T.Costa e A.Madrid; Avançados, Farías, Lisandro, Hulk e C.Rodríguez, Tarik
Deixo a antevisão de Jesualdo, um Jesualdo que também cresceu muito e tem, de há uns tempos a esta parte, um discúrso à Porto.
Deslocação difícil«O jogo vai ser difícil e relembro que a Académica, esta época, apenas perdeu por uma vez em casa. O nosso foco está sempre no jogo a seguir e vamos apresentar o mesmo nível de concentração elevada de outros jogos. A equipa está capaz, sólida e segura do seu valor, independentemente do que aconteceu na quarta-feira. O F.C. Porto vai a Coimbra para ganhar e sentimos que temos capacidade para vencer este jogo».
Confiança dos adeptos«Quatro mil adeptos vão acompanhar-nos neste jogo, número que exemplifica a força do F.C. Porto e a confiança dos adeptos naquilo que temos conseguido alcançar. Os adeptos são os únicos que acreditam sempre em nós e nós também temos plena confiança no nosso trabalho. Nada nem ninguém pode perturbar-nos».
Resposta colectiva«Nunca deixamos de pensar que cada jogo é para ganhar e não podemos ter memória curta. Na época passada perguntavam-me como faria para motivar uma equipa que tinha 16 pontos de avanço. Agora temos quatro e, até ao fim, a nossa mentalidade é a de querer ganhar jogo-a-jogo. A nossa equipa foi capaz de ganhar jogos sem o Lucho e, sem menosprezar a sua ausência, é colectivamente que vamos conseguir alcançar resultados. É a equipa, e não um jogador, que ganha, a equipa é a alternativa ao Lucho. Ninguém se sobrepõe à equipa».
Champions é passado«O F.C. Porto trabalha com objectivos. Tínhamos quatro objectivos para a temporada, corremos atrás deles com grande dignidade, mas a Champions é passado e falar nela é uma perda de tempo. Sentimos que o F.C. Porto foi capaz de poder discutir o jogo e o resultado com o Manchester United e temos imenso orgulho na forma como estes jogadores cresceram. Sabíamos que esta caminhada na competição poderia acabar a qualquer momento, fosse nos «quartos», nas «meias» ou na final, e o que fizemos demonstra a evolução destes jogadores. Não estamos contentes por termos ficado por aqui na competição, mas o nosso desempenho é um motivo de orgulho para todos».
Personalidade«A equipa foi capaz de fazer o que fez, e fê-lo bem, porque os jogadores decidiram o jogo em função do seu trabalho. Não fomos felizes, como em Manchester não havíamos sido, já que fomos melhores mas não ganhámos, e o Manchester United foi feliz. Demonstrámos capacidade e obrigámos o nosso adversário, a melhor equipa do Mundo, a ser humilde. A equipa do F.C. Porto foi em campo aquilo que é neste Centro de Treinos».
Clube penalizado«Para encerrar esta questão, considero que o F.C. Porto foi penalizado na minha pessoa, por causa de um gesto de desagrado que assumo, com a dignidade que tenho de ter sempre, e fizemos o que foi necessário para apresentar argumentos para evitar o castigo. Aceitamos a decisão da UEFA, embora não concordando com ela. Preparámo-nos muito bem para a eventualidade de eu não estar no banco e não foi por esse facto que não ganhámos. Não aceitamos mensagens que foram veiculadas, de forma indirecta, com alguma cobardia, no sentido de encontrar vítimas neste processo».
Todos a Coimbra!
Carta aberta aos profissionais do F.C.Porto

Meus caros amigos,
acredito que vocês, ficaram tristes, desiludidos e até, revoltados, com a eliminação da C.League, que provavelmente, considerais muito injusta. Acredito que a lesão de Lucho, por tudo que representa, como profissional e como homem, também não ajudou a desanuviar o ambiente. Mas, meus caros amigos, a vida continua, o sonho, o nosso sonho, acabou, mas a época não, e ainda há muitas vitórias para conquistar. Os grandes jogadores e as grandes equipas, quando caem, logo se levantam, dão a volta por cima e partem para outra. Vocês são grandes jogadores e formam uma grande equipa, portanto...tenho a certeza que vão já no Domingo, voltar à normalidade das boas exibições e das vitórias - dirijam toda a vossa revolta e frustração, contra os adversários que vos vão aparecer pela frente e ganhem os jogos.
Consolidem tudo de bom fizeram até aqui e conquistem o Campeonato e a Taça de Portugal, para que esta época, seja uma das melhores de sempre - só batida, pelas históricas épocas de 1986/87, 1987/88, 2002/03 e 2003/04.
É a hora da raça, da alma, da mística e do espírito do Dragão, se fazerem sentir na planitude e de vocês mostrarem a toda a gente, de que massa são feitos os Campeões. Nós, os adeptos, já deitamos para trás das costas todas as tristezas e vamos fazer a nossa parte, apoiando, estando do vosso lado, no sentido, que todos juntos, façamos deste final de temporada, uma caminhada de festa azul e branca.
Nós, meus amigos, somos Dragões, não somos chorões, não passamos a vida a arranjar desculpas para os insucessos.
Um abraço e boa sorte
A inveja do sucesso alheio, é um sentimento ruím, desprezível, próprio de pessoas de mau carácter, quer sejam elas pessoas com pouca formação, quer sejam filhinhos de gente importante. Assim, deixo algumas frases sobre a inveja, dedicada a todos os pobres de espírito, que festejaram a eliminação do F.C.Porto, frente ao Campeão inglês, da Europa e do Mundo.
A primeira é uma frase de Miguel Cervantes e diz o seguinte: «A inveja vê sempre tudo com lentes de aumento que transformam pequenas coisas em grandiosas, anões em gigantes, indícios em certezas.»A segunda é de Cícero: «A inveja é a amargura que se sofre por causa da felicidade alheia.»
A última é de Jean-François Marmontel:«A competição é a paixão das almas nobres; a inveja, o suplício das almas vis»
Frases recolhidas na Net.
F.C.Porto 0 - Manchester United 1. Triste?! Não, orgulhoso!

Não sou adepto de vitórias morais, mas também não sou de chorar sobre o leite derramado. Assim como não embandeiro em arco nas vitórias, não dramatizo demasiado as derrotas.
Estou orgulhoso do trajecto do F.C.Porto na C.League e muito contente por verificar o crescimento desta equipa, que na fase de grupos, chegou a dar a ideia de não ter capacidade para ir mais longe. Eramos o adversário preferido nos oitavos-de-final e eliminamos os espanhóis do Atlético, que ficaram surpreendidos com a nossa qualidade.Voltamos a ser o adversário preferido nos quartos-de-final e discutimos até ao último minuto, da segunda-mão, com o C
ampeão da Europa, do Mundo e de Inglaterra, a passagem às meias-finais e mais do que isso, no conjunto das duas mãos, não fomos inferiores. Espero sinceramente, que os profissionais do F.C.Porto tenham o mesmo sentimento que eu tenho, não se sintam tristes, desiludidos e muito menos, abatidos. O sonho acabou, mas não acabou a época e há uma Liga e uma Taça para conquistar.Em Coimbra, no próximo Domingo, tenho a certeza que os adeptos portistas vão acorrer em massa e manifestar todo o carinho e apoio, à equipa, dizendo-lhe claramente, que nos sentimos orgulhosos por tudo que foi conseguido até aqui e dizendo-lhe também, que estarão do lado dela nesta fase importante da temporada, para a ajudar, com a sua presença, a atingir as vitórias necessárias para a conquista dos grandes objectivos desta época: o Campeonato e a Taça de Portugal.
Sobre o jogo, não posso deixar de dizer que esperava mais. Da equipa, mas também, de alguns jogadores, que hoje, não corresponderam às expectativas: Hulk, C.Rodriguez, principalmente, não jogaram nada, o que juntamente com a lesão de Lucho, fez o F.C.Porto, ficar aquém do rendimento esperado. Entramos mal no jogo, acusamos demasiado a responsabilidade, não fomos tão competent
es, como temos sido e isso, contra equipas como o Manchester, é a morte do artista. Na primeira-parte então, foi o Porto do início de época que esteve em campo e não aquela equipa que surpreendeu a Europa.Melhoramos um pouco no segundo período, mas ficamos longe, mesmo assim, do que já mostramos. Era preciso um Super-Porto, com todos no máximo das suas capacidades e hoje no Dragão, isso não aconteceu. Se uns desiludiram, outros foram enormes e mostraram grandes capacidades: Cissokho, confirma jogo a jogo as suas enormes potencialidades. Sapunaru foi uma surpresa, fazendo um grande jogo contra adversários de alto gabarito e mostrando que nas laterais da defesa, finalmente, o problema está resolvido. Fernando confirmou no Dragão tudo o que de bom tinha feito em Old Trafford e é já uma certeza no meio-campo do F.C.Porto. Muito bem, Raul Meireles que nunca fraquejou, assim como os dois centrais. Dos restantes, Lucho, até se lesionar, tentou remar contra a maré e esteve na base da peque
na reacção do conjunto portista, após ter sofrido o golo. Lisandro, mesmo sendo o melhor dos avançados, não fez um grande jogo e Mariano que substitui o capitão, fez coisa boas e tentou pela direita, desiquilibrar, mas foi irregular, tão depressa fazendo uma boa jogada como a seguir enrolava e perdia bolas fáceis. Tomás Costa e Farías entram tarde e não podiam fazer milagres. Por último Helton: ainda não vi o lance do golo na televisão e no campo pareceu-me que a bola não tinha defesa. Depois, resolveu bem sempre que foi chamado a intervir.Nota final: o Manchester hoje, foi uma grande equipa e principalmente, uma equipa que fez valer a sua grande experiência. Defendeu exemplarmente e depois, teve em Anderson, um pivô que dinamizou todo o jogo da equipa. Tem jogadores com uma dimensão, que o F.C.Porto não tem, mas mesmo assim, não ganhou a eliminatória, da forma como esperava e teve de sofrer muito. É o melhor elogio que se pode fazer ao F.C.Porto.
O piroso natural da ilha da Madeira, marcou um grande golo, mas teve um comportamento, muito abaixo do que se exige, a quem tem o estatuto de melhor do Mundo

Palavras de José Gomes no final do jogo:
Sabor a injustiça
«Ficámos com uma sensação extremamente desagradável e com um grande sabor a injustiça, face ao que fizemos nos dois jogos. Entramos em campo com os mesmos jogadores e com a mesma abordagem de seriedade e empenho do primeiro jogo e devemos ter orgulho pela nossa prestação nos dois jogos. Jogadores, dirigentes e adeptos, todos se podem sentir orgulhosos perante o trabalho desta equipa».
Adversário forte
«Pretendíamos mais e merecíamos ter passado esta eliminatória. Convém realçar que não defrontámos uma equipa qualquer, jogámos contra a melhor equipa da Europa e do Mundo e sofremos um golo apontado pelo melhor jogador do Mundo. Não estando naturalmente satisfeitos com o resultado final, estamos contudo orgulhosos pelo que fizemos».
F.C.Porto - Manchester United.O sonho comanda a vida...
...que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
E nós sonhamos, mas com a noção da realidade difícil, que nos espera. Com a noção, que vamos ter de sofrer muito, mesmo muito, para eliminar a equipa orientada por Alex Ferguson. Com a noção, que eles são tão capazes como nós, de ganhar o jogo, mesmo na nossa casa. Com a noção, que o Campeão inglês, da Europa e do Mundo, tem uma grande equipa, uma equipa experiente, habituada a estes momentes, enquanto a equipa do F.C.Porto, esta equipa do F.C.Porto, começa agora, a dar os primeiros passos na alta roda do futebol do Velho Continente e a jogar partidas desta intensidade e desta pressão. Mas também, temos a noção, que somos o F.C.Porto, um clube a quem nunca foi dado nada de barato e para aqui chegarmos, tivemos de nos levantar, quando muitos, mesmo nas nossas fileiras, já não davam nada por nós, já nos tinham feito o funeral.
Conquistamos a pulso o direito a sonhar e por isso há uma coisa que os ingleses podem ter a certeza: nós vamos ter mais vontade que eles! Os nossos profissionais, vão ter muito mais apoio que eles e também podem ter a certeza, que não é na guerra das palavras que nos derrotam. O nosso anterior adversário, na Champions, através de um aprendiz de feiticeiro, tentou ir por aí, tramou-se, engoliu em seco e saiu com o rabo entre as pernas. Bifes, gostamos de comê-los de cebolada e portanto, a arrogância não nos assusta, venha ela de um escocês corado ou do rapazinho madeirense.
Chegarmos, nestas condições favoráveis, aqui, é um feito extraordinário e que merece ser disfrutado com o entusiasmo dos grandes momentos. É o que farei, amanhã, no Dragão. Gritarei até que a voz me doa pelo F.C.Porto, e no final, independentemente do resultado, nunca me sentirei frustrado. Esta equipa e estes profissionais, que tanto cresceram, já conseguiram um feito notável...fazer-nos sonhar! Mais, são um certificado de garantia, que no Dragão, vai continuar e haver uma equipa capaz de dar seguimento a esta onda de sucessos, que há mais de 20 anos, nos alimenta o ego e nos deixa cheios de orgulho.
O árbitro é o suiço Massimo Busaca, auxiliado pelos seus compatriotas, Matthias Arnet e Manuel Navarro.
Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Helton e Nuno; Defesas, Sapunaru, Rolando, B.Alves, Cissokho e Stepanov; médios, R.Meireles, Fernando, Lucho, Guarín, Mariano, T.Costa e A.Madrid; Avançados, Farías, Lisandro, Hulk e C.Rodríguez.
Antevisão de Jesualdo:
Confiança abundante
«Vamos jogar contra a melhor equipa da Europa, campeã europeia em título, a melhor equipa do Mundo, actual detentora do troféu, e contra o melhor jogador do Mundo, Cristiano Ronaldo. Se o Ronaldo é apenas humano, imaginem o valor desta equipa! Temos muita confiança e muita vontade de fazer um bom jogo. De resto, temos a mesma confiança que tínhamos quando encarámos o jogo de Manchester. Temos consciência da qualidade e capacidade do Manchester, estamos perante um jogo que se vai resolver em 90 ou 120 minutos e temos de colocar em campo aquilo que somos capazes de fazer bem».
Perspectiva inalterada
«Gosto muito da minha equipa, do clube e do trabalho que temos feito até aqui. Cada treinador tem as suas formas de motivação da equipa e não faço interpretações das palavras dos outros técnicos. Sei o que faço e como devo proceder em relação aos meus jogadores, todos conhecemos o senhor Ferguson e o Ronaldo, e a relação entre eles não vem influenciar em nada a nossa perspectiva para o jogo».
Cenário de emoções
«Vamos ter no Dragão um cenário que não encontrámos nos últimos tempos. Temos capacidade para controlar as nossas emoções, mas não para controlar a euforia exterior, que é real, porque o clube está nesta fase da competição, a jogar contra uma grande equipa. O mais importante para nós é sermos capazes de controlar o jogo e discutir o jogo. A experiência a este nível indica que nem uma nem outra equipa vão ser afectadas pelos 50 mil espectadores. Em Manchester foi possível, no meio de 70 mil espectadores, ouvir os três mil do F.C. Porto. Amanhã não queremos ouvir os do Manchester United. Queremos sentir o apoio dos nossos adeptos nos momentos difíceis, mas estamos totalmente concentrados no jogo. Temos concentração máxima no adversário».
Momento importante
«Não é o jogo da minha carreira. É um jogo e um momento para desfrutar como um dos mais importantes da minha vida enquanto treinador».
Em busca da felicidade
«Se antes do jogo de Manchester já tínhamos afirmado que íamos discutir o encontro, neste momento, o nosso sentimento é exactamente o mesmo. A nossa confiança não aumentou, porque já era grande quando partimos para Manchester. Sabemos o que temos de fazer para ser felizes, mas a felicidade nem sempre aparece quando se quer. Temos de ser nós próprios a ganhar a nossa confiança, temos de discutir o jogo, jogar bem e não pensar no resultado».
Venha o jogo
«O Manchester United sabe o que tem de fazer para ganhar o jogo. Nós também. Vamos a jogo! Nesta fase, não interessa pensar no resultado. Vamos discutir o jogo porque não sabemos jogar de outra forma. Aquilo que não vou fazer nunca é alterar a identidade e os processos desta equipa em função dos adversários. Aquilo que mais queremos, equipa técnica, dirigentes e, sobretudo, jogadores é que o encontro comece»


Volto a publicar o artigo de António Simões, "Com bola ou talvez não", dado à estampa, no jornal A Bola de hoje.
Chama-se "Do carvão..." e é uma deliciosa metáfora contra a inveja, ou melhor contra os invejosos dos sucessos do F.C.Porto - digo eu!
Do carvão...
O encanto do menino era viver nas nuvens, na imagem divina que fizera de si – ou se fizera de si. Lá, no recreio da escola, quando jogava à bola, não havia ninguém mais deslumbrante. Até que apareceu alguém melhor, no campo. O ego do menino tropeçou e caiu no seu desconchavo e ele fez queixinhas, lançou atoardas, imaginou artimanhas – e, vermelho de raiva, contou ao pai das suas maldições, das suas raivas, dos seus truques, dos seus insultos. O pai pediu-lhe que o acompanhasse ao jardim. Precisava de lhe mostrar uma coisa. No estendal, estava uma camisola branca apenas. E a dez, quinze metros, um saco de carvão...
- Tenta daqui acertar na camisola, até que o saco se esvazie, imagina que na camisola lá está tudo o que tu odeias, tudo a que queres mal!Demorou quase uma hora, de arremessos em vão. Subiram ao quarto, ao longe enxergava-se ainda a camisola, tremulando ao vento...
- A camisola não se sujou. Mas, vai ao espelho e olha como tu ficaste!
Viam-se os olhos do menino a tremelicarem e todo o resto do rosto coberto de fuligem negra. Ouviu o pai dizer, sentencioso:
- O mal que se deseja aos outros, o carvão que lhes atiramos, fica sempre marcado na nossa cara, suja...
Sentiu fugirem-lhe as cinzas para dentro daquele espaço da alma que tudo gela – e estremunhou-se.
Sim, eu sei que depois do que fez, sublime, em Manchester, aconteça o que acontecer, amanhã à noite no Dragão, seja o FC Porto eliminado ou não (e eu que nunca acreditei na ilusão do massacre, acredito que não...) vai haver gente de olhos presos à TV com rostos marcados pelo carvão que andaram, invejosos, a atirar pela vida em subterfúgios, preocupando-se mais com jogos nos tribunais do que com jogos nos relvados. Só não sei se quem os vir assim verá neles a vergonha ou a má consciência - ou apenas traços sinuosos de quem magica mais um álibi ou mais um bode-expiatório para as suas fraquezas, as suas derrotas...
Artigo retirado do blog:portistaforever
F.C.Porto - Manchester United. 2º capítulo da saga: "Os Golias também de abatem!"



F.C.Porto 3 - Estrela da Amadora 0. O Dragão, preguiçou, despertou e brilhou


o toque, desceu à Terra, despertou, arrepiou um pouquito e marcou, num excelente golo de B.Alves na marcação de um livre - bem mereceu o central portista, depois da azarada noite de terça-feira. Pouco mais há para dizer a não ser que o Estrela, que se bateu muito bem, talvez não merecesse ir para intervalo a perder.
restado pelo F.C.Porto, que fez uma exibição irreprensível, mostrando ao público portista, que está ali um senhor defesa-central, um central, na linha da magnífica escola de centrais do F.C.Porto - J.Costa, R.Carvalho, F.Couto, B.Alves, etc..
Farías tem mostrado, quando joga mais que 10, 15 minutos, que é ponta-de-lança e justifica a cada oportunidade, a sua contratação. Mais um, que com o tempo tem provado a sua qualidade.
do por Milão.Análise de Jesualdo:
«Não entramos bem no jogo. Nos primeiros 20, 25 minutos não fomos capazes de encontrar um ritmo, algo que é natural porque a equipa apresentou jogadores com menos jogo e outros fatigados. A partir do golo o jogo ficou mais aberto, criaram-se mais espaços e conseguimos um controlo e transições mais rápidos. Na segunda parte estivemos bem, as situações de golo e os golos aconteceram e foi possível fazer a gestão que pretendíamos face às exigências que temos».
Novos jogadores equilibram o plantel
«O aparecimento de novos jogadores serve para equilibrar o plantel. O F.C. Porto ganhou de forma clara e conseguiu praticar, sobretudo na segunda metade, um futebol de qualidade. Esta noite ganhámos todos: jogadores, treinadores e adeptos, que vieram em família festejar mais uma vitória do F.C. Porto. Estamos muito fortes e queremos muito atingir os nossos objectivos, mas alertamos para que os adeptos não pensem que as coisas vão ser fáceis até ao final».
A correr pelo título
«O F.C. Porto corre pelo título. Estamos à frente, temos quatro pontos de avanço e faltam seis jogos para terminar o campeonato. Os nossos adversários vão lutar com a mesma ambição que nós pelo título, mas nós estamos melhor classificados. Não posso afastar candidatos, mas pela actual classificação, alguns dos nossos adversários vão ter mais dificuldades».
Preparar jogo com o Manchester United
«Agora a nossa grande preocupação é preparar bem o jogo frente ao Manchester United e recuperar bem estes jogadores. Agora sim, estamos completamente absorvidos com o jogo de quarta-feira».
Desejo a todos uma boa Páscoa




