F.C.Porto 28 - Madeira Sad 23, 1º jogo oficial no Dragãozinho


















O primeiro jogo no Dragãozinho, correspondeu totalmente às expectativas: Pavilhão cheio, grande ambiente, uma excelente vitória, apesar dos árbitros, na segunda-parte, parecerem que queriam outro resultado. Espero que no futuro, o entusiasmo, o apoio e a adesão, sejam semelhantes e as equipas das modalidades, nunca mais caminhem, quase sozinhas...Que não tenha sido apenas um fogacho, por ser a estreia de um novo Pavilhão.
O Dragãozinho terá mais encanto - ele que é lindo! -, vestido de azul e branco.
Notas finais: Blue, Mafaldinha, Lucho, Tripeiro, Dragon 66, Jorge Aragão, N 1 do Estádio do Dragão e Dragão de Penafiel, mais o seu rebento, um às em Matemática, que, ou muito me engano, vai ser um futuro Super-Dragão, foram alguns dos bloguistas, que encontrei ontem no jogo.
A última foto é curiosa: mostra o Blue, a Mafaldinha, mas a bola, na mão do Inácio Carmo, tapa o "Dragão até à morte"...
Já que estamos em tempo de frases enigmáticas, também deixo uma: o Vila Pouca já tem idade para ter juízo, não tem tido, mas promete ter, já a partir de amanhã, no jogo frente ao Benfica, em Basquetebol.
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As enigmáticas declarações de Postiga e o Freteiro do regime

O Adolfo Dias, num comentário no post: "Espreitando o Tetra, com recordações do Tri", mostrou-se muito incomodado, com as declarações de Hélder Postiga, hoje, no Estoril Open.
Questionado sobre o facto de já ter jogado no FC Porto e poder revelar ao País a razão pela qual o Tricampeão ganha quase sempre, Postiga não foi esclarecedor e deixou uma frase enigmática: "Prefiro não dizer nada sobre isso"
Ora, eu, ao contrário do Adolfo e de outros comentários que já me chegaram, compreendo muito bem o Caxineiro. É óbvio que Postiga, estando no Sporting, só podia responder daquela maneira. Não ia dizer, que no F.C.Porto, há mais competência, mais qualidade, mais rigor, mais profissionalismo...não ia dizer, que no F.C.Porto, não se arranjam desculpas esfarrapadas para tudo e mais alguma coisa...não ia dizer, que no F.C.Porto, há uma estrutura disponível, 24 sobre 24 horas, que apoia os técnicos e jogadores, permitindo-lhes total dedicação ao trabalho, com a única preocupação de ganhar e ter sucesso...Assim, meu caro Adolfo, temos de compreender o rapaz; coitado, anda de clube em clube e não se impõe em nenhum!
Hoje também, o Benfica fez saber, pelo seu recadeiro de serviço, o inenarrável Freteiro Delgado, que não agirá sobre pressão, no caso da opção sobre J.António Reys.
De facto há pessoas e jornais, que não mudam...estão sempre prontos para agradar ao clube dos "6 milhões", mas que afinal, são só 2,3.
1º Jogo oficial, no Dragãozinho: Andebol, F.C.Porto - Madeira Sad
Se no Olival, os profissionais do futebol portista, preparam com todo o cuidado, o jogo do próximo Domingo, que lhes pode dar o Tetra, no palco de todas as emoções, a azáfama já tomou conta dos sócios, que não tendo lugar anual, procuram adquirir o rectângulo mágico, que lhes permitirá assistir ao vivo e a cores, ao jogo decisivo frente ao Nacional. Ao lado, no Dragãozinho, filho dilecto, amado e muito desejado, do Dragão, indiferente a todo esse frenesim, treinou a equipa de Andebol, a preparar o jogo de amanhã frente ao Madeira Sad, naquele que será o 1º jogo oficial, no novíssimo Pavilhão do F.C.Porto. Terão os pupilos de Carlos Resende a tarefa de inaugurar uma nova era e de preferência, começá-la com o pé direito. A nós adeptos, cabe-nos a responsabilidade de tentar, com a nossa presença e o nosso apoio, recriar o mesmo ambiente, a mesma mística e o mesmo espírito, que existia, no saudoso Pavilhão Américo de Sá.
É difícil, as condições são outras e os tempos também, mas espero sinceramente, que o Dragãozinho não se transforme num Pavilhão para pipoqueiros, uma feira de vaidades, com as criancinhas a andarem de um lado para o outro, sempre a incomodarem e não deixando os espectadores assistirem aos jogos tranquilamente. O F.C.Porto compete ao mais alto nível, para ganhar, em todas as modalidades de alta competição. É com esse espírito que estarei no Dragãozinho, amanhã e sempre. Era esse o espírito do Américo de Sá e era esse o espírito com que estava em Fânzeres, na Póvoa e em Matosinhos. Portanto e concluindo: se for para os amigos, os amigos dos amigos, os conhecidos e as criancinhas de todos eles, andarem a passear e a incomodar...temo muito que o Dragãozinho, tirando os primeiros tempos e um ou outro jogo, esteja sempre vazio.
Espreitando o Tetra, com recordações do Tri




















Depois da vitória frente ao Marítimo, que deixou o F.C.Porto a 3 pontos de um título, o Tetra, que todos os portistas desejam possa acontecer já no Domingo - apesar das dificuldades que o Nacional vai colocar -, tinha pensado fazer um post e falar dos invejosos, especialistas na intriga, na maledicência, na insinuação torpe e ordinária, a quem o F.C.Porto, de facto, serve para tudo, menos para serem felizes...Mas mudei de ideias - haverá tempo e espaço para isso, mais tarde - e resolvi espreitar o Tetra, recordando em fotos e vídeos, a festa do Tri, que foi, como se pode verificar, muito bonita.
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Foto pricipal, composta e montada pelo Andreset,blog:http://resolvepc.blogspot.com/
S.C.Marítimo 0 - F.C.Porto 3. Um intenso cheiro a manjerico

Um bom compromisso - festa - familiar, impediram-me de ver o Marítimo/F.C.Porto. Era uma festa que merecia toda a atenção e uma presença de corpo inteiro. Se no dia anterior, o Sporting tivesse ganho, não sei se não me teria escapado e ido ver o jogo para qualquer café das redondezas, mas com o empate leonino e como, mesmo em caso de derrota, os prejuízos não seriam muitos, deu para aguentar, embora não posso deixar de reconhecer, o nervoso miudinho esteve sempre presente e só passou, já a caminho de casa e com o 3-0 de Tomás Costa. Por isso, vi apenas o Domingo Desportivo e como devem calcular, apesar do resumo alargado, não dá para fazer uma análise correcta, se bem pelo que o resumo mostrou, me pareceu ter havido um grandíssimo Mariano e um bom Porto...mesmo sem Hulk, Lucho e com Meireles a sair muito cedo do jogo, o que fez com que o meio-campo fosse composto, com excepção de Fernando, por jogadores com poucos jogos e poucas rotinas.

Assim vai ter ser um post diferente...Era um fim-de-semana decisivo, era, como disse na antevisão do jogo, o último obstáculo no caminho para o Tetra. Na altura, apenas estava preocupado com a manutenção da vantagem de 4 pontos e nem sequer me interessavam os adversários, pois ultrapassado o Marítimo e com dois jogos em casa - embora com equipas difíceis e que lutam por objectivos europeus -, seria quase uma certeza a conquista do título. Com a derrapagem leonina, com o aumento para 6 pontos e com a possibilidade de conquistar a glória já no próximo Domingo, o cheiro a manjerico já é intenso, a fazer adivinhar o S.João, que está próximo.
Mais uma vez, o F.C.Porto foi o único dos candidatos ao título, que mostrou estofo, que não vacilou, que ganhou, mas parecia - quem ouvia certos analistas - que nós é que estavamos nervosos, que nós é que estavamos a conviver mal com a pressão, que nós não estamos habituados a estes jogos...se fossem sérios e o fanatismo anti-portista, não lhes tolhesse o raciocínio, veriam que fora, já vamos na 10ª vitória seguida e que sempre que foi preciso dar um passo em frente, esta equipa deu, mesmo na Liga dos Campeões, onde apenas perdeu nos pormenores, com o Campeão Europeu.
Não tenho muito mais a dizer. Nos próximos dias, com mais calma, vou falar de certos comportamentos, de algumas coisas que permitem verificar, porque é que o F.C.Porto é um clube diferente, um clube de sucesso, um clube ganhador, enquanto os outros se vão entretendo, com conversa fiada, que só serve para iludir, desviar atenções e mostrar a sua incapacidade e a sua incompetência.
Uma nota final, para realçar o forte apoio que o F.C.Porto teve na Madeira, a provar, só quem é cego é que não vê, o forte crescimento do clube do Dragão em todo o território português.
Palavras de Jesualdo e T.Costa no final do jogo:
Jesualdo Ferreira:
«A perda do Raul Meireles foi decisiva, porque ele tinha as funções de fazer ligação com o ataque, era um jogador importante na estrutura ofensiva. Entrámos bem, fomos felizes e fizemos um golo, mas quero realçar a forma como o F.C. Porto foi capaz de reagir a uma boa equipa do Marítimo. Sabíamos que era um jogo importante e fomos uma equipa humilde, que soube explorar as suas capacidades ofensivas e acabámos por vencer merecidamente, com resultado pesado. Mas fica o registo de uma equipa que está a um passo de ser campeã. Esperamos receber uma grande equipa do Nacional no domingo e ter a massa associativa connosco, pois podemos ser campeões.»
Tomás Costa:
«Foi mais um passo para chegar ao título. Durante os 94 minutos tentámos manter ritmo alto e conseguimos uma vitória importante para o que se segue, para quem está lesionado e para os adeptos. Espero que o próximo jogo resulte numa vitória e, se Deus quiser, nos permita festejar. Este jogo foi difícil, o Marítimo joga muito bem, mas tentámos fazer o nosso jogo.»
C.S.Marítimo - F.C.Porto. O último obstáculo


Nós lemos, ouvimos e vemos, o frenesim que percorre os nossos adversários. Há um sentimento que transpira: ou é na Madeira ou nunca!
Eu concordo totalmente, com eles: o jogo do Funchal, é o momento da verdade, o último obstáculo, o jogo do título...se o F.C.Porto ganhar, o Tetra vai acontecer de certeza absoluta! Para que isso aconteça, é necessário um F.C.Porto dos grandes momentos, ao seu melhor nível, física e mentalmente forte, com a raça e a crença do Dragão; concentrado, fazendo valer a sua maturidade, a sua experiência e preparado para lidar com a pressão, de uma equipa boa, de um ambiente hostil, mas fundamentalmente preparado, para ultrapassar as armadilhas de todo o tipo, que lhe vão aparecer pela frente. Um Porto dos jogos importantes, como os de Kiev, Istambul, Madrid ou Manchester, porque o Porto das primeiras-partes de Coimbra, do Dragão, frente ao Setúbal ou um Porto igual ao da Amadora, não vai chegar para trazer os 3 pontos para a Invicta. Na equipa do Marítimo, que até empatou no Porto, é preciso muita atenção ao Bruno e ao Marcinho: um, porque é o pivot que faz girar todo o jogo da equipa de Carvalhal, o outro, porque é talentoso e capaz de desiquilibrar a qualquer momento.
Muita atenção, também, ao "o João? Pode ser o João!" e ao seu fiel escudeiro, Pais António, mais conhecido pelo apelido "Ferrari": um porque vê mal ao perto, não marca livres à entrada da área e confunde a mão com a cabeça: o outro, é capaz de ver penaltis a 50 metros de distância, tem olho de lince, mas para a côr vermelha...
Não temos Hulk o nosso melhor jogador fora de casa, ou Lucho, a nossa referência?! Paciência, caçamos com Lisandro, Mariano ou C.Rodríguez... e se não se for possível tocar violino, dar Ópera, tocamos bombo, damos música pimba, mas a vitória não pode fugir!
É meus amigos, as equipas para quem o 2º lugar é o primeiro dos últimos, têm de passar por isto, as responsabilidades são enormes, mas no final, quando olhamos para trás, fica a certeza do dever cumprido e o sabor é muito bom... Foi assim, lutando praticamente sózinho, contra o país centralista e invejoso, que o F.C.Porto se tornou naquilo que é: o melhor clube de Portugal e um dos Grandes da Europa.
Força Porto, só falta um bocadinho assim...
O árbitro é o já falado "O João? Pode ser o João!" Ferreira, auxiliado por Pais António, vulgo "Ferrari" e por Luís Ramos.
Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Helton e Nuno;
Defesas, Fucile, Rolando, B.Alves, Cissokho, Stepanov, Benitez e P.Emanuel;
médios, R.Meireles, Fernando, Guarín, Mariano, T.Costa e A.Madrid;
Avançados, Farías, Lisandro, C.Rodríguez e Rabiola.

Antevisão de Jesualdo:
Preparar jogo difícil
«A equipa está a readaptar-se a uma vida nova, a uma semana de trabalho mais longa e a treinos mais dirigidos para determinadas situações de jogo. Quem tiver o cuidado de analisar o nosso trajecto desde Janeiro perceberá a intensidade do esforço a que os jogadores foram sujeitos em função da distribuição dos jogos que tivemos. Há um conjunto de factores que influenciaram e que influenciam a nossa vida a partir desta semana, mas que são situações normais no futebol. Queremos recuperar rapidamente os jogadores com problemas físicos e procurámos preparar bem o jogo com o Marítimo, que é um adversário difícil e uma equipa bem diferente daquela que enfrentámos na primeira volta».
«A equipa está a readaptar-se a uma vida nova, a uma semana de trabalho mais longa e a treinos mais dirigidos para determinadas situações de jogo. Quem tiver o cuidado de analisar o nosso trajecto desde Janeiro perceberá a intensidade do esforço a que os jogadores foram sujeitos em função da distribuição dos jogos que tivemos. Há um conjunto de factores que influenciaram e que influenciam a nossa vida a partir desta semana, mas que são situações normais no futebol. Queremos recuperar rapidamente os jogadores com problemas físicos e procurámos preparar bem o jogo com o Marítimo, que é um adversário difícil e uma equipa bem diferente daquela que enfrentámos na primeira volta».
Adversário forte, reduto complicado
«O Marítimo é uma equipa que pratica um futebol positivo, um adversário difícil que joga num terreno tradicionalmente complicado. A alteração do quadro do adversário desde a última vez que o defrontámos, obriga-nos a entender melhor essa equipa, sem nunca alterar a identidade do F.C. Porto».
Responsabilidade de triunfar
«A única coisa que queremos é demonstrar capacidade para discutir o jogo e fazer um resultado positivo. O F.C. Porto tem responsabilidade de ganhar o campeonato, tem quatro pontos de avanço e estão doze para discutir. Atribuírem-nos o favoritismo não nos desmobiliza nem altera a nossa abordagem à partida. Este é um jogo muito importante para nós».
Fase decisiva
Fase decisiva
«A quatro jornadas do fim, as posições têm de começar a ficar clarificadas. Da nossa parte, sabemos que temos dois jogos fora difíceis e dois em casa muito difíceis. Ao contrário dos nossos adversários directos, vamos defrontar equipas com objectivos definidos e é nesse sentido que estamos a preparar-nos. Temos quatro jogos para ganhar e vamos fazer tudo para o conseguir».
Outros objectivos para além da renovação
«Eu e o F.C. Porto temos objectivos próximos mais importantes que esse tipo de discussão [a renovação]. Quando se está concentrado é difícil que outras coisas ocupem o nosso espírito. O Fucile deu a sua opinião, que não vincula nada, nem mais ninguém».Pré-temporada preparada atempadamente«O F.C. Porto define todas as coisas com tempo e antecedência. Conheço o local onde vai decorrer a pré-época, já lá passei férias e é um sítio muito giro».
Vantagem boa, sem garantias
«A vitória neste jogo é o caminho mais seguro porque depois faltarão três jornadas para sermos campeões. A única coisa que nos pode preocupar neste momento é o facto de sabermos que podemos ser campeões se ganharmos os jogos que temos pela frente. Temos uma vantagem boa, que não garante nada. Queremos ganhar os jogos todos até ao fim do campeonato».
Capacidade colectiva
«Já perdemos jogos com o Lucho e com o Hulk. O mais importante é a capacidade que a equipa tem de resolver os problemas colectivamente. Quem não tiver uma base colectiva forte, ganhará jogos mas não ganhará títulos. Os nossos objectivos curtos são as questões em torno deste jogo, os mais longínquos são excelentes: sermos campeões. Sou eu que tenho a responsabilidade daquilo que produzirmos ou não produzirmos e estou seguro de que vamos conseguir produzir resultados».
Dão-se alvíssaras...



...A quem tiver alguma informação, que possa explicar, em que ponto se encontra o Processo Disciplinar instaurado a Paulo Bento, pelas vergonhosas e perigosas, declarações prestadas, após o Sporting/F.C.Porto, a contar para a Taça de Portugal, disputado em 9 de Novembro de 2008.
O Processo, isso todos sabemos, está no Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, cujo o presidente é Marques da Silva, mas em que ponto? O líder federativo, Gilberto Madaíl, não se incomoda, que já tenham passado 6 meses??? e este assunto ainda não esteja resolvido?
É de facto extraordinário, um treinador que passou a temporada a fazer arruaça, a ter comportamentos altamente censuráveis, insultando árbitros e fazendo apelos à violência, "corre o risco", de acabar a época sem ser castigado...
Se toda esta nojeira se passasse com o F.C.Porto, o que diriam os Calimeros, Alves, Barroso, Ferreira, Costa, Lima, Reis e afins? No mínimo, que era o Sistema em todo o seu esplendor, que o presidente do C.Disciplina era portista e tudo o que lhes apetecesse...que tristeza!
O saudoso Mário Morais e o teórico Freitas Lobo


Em 2001 estive num almoço de amigos em que também esteve presente o falecido e saudoso Mário Morais, treinador de futebol, que treinou alguns clubes da 1ª divisão, mas fez mais carreira em clubes da divisões secundárias. Mário Morais foi também um membro activo do Sindicato de Treinadores onde tinha papel importante nos cursos levados a efeito por aquele organismo de classe.
Nesse almoço e a propósito de alguns teóricos que começavam a aparecer no desporto rei, Mário Morais contou um episódio curioso passado com o José Mourinho, na altura, treinador do Leiria.
O Zé, que começava a subir os degraus que haveriam de o levar a nº1 do Mundo, foi convidado a dar uma palestra num dos cursos e fez uma exposição de tal forma brilhante que os mais velhos, os mais batidos, desconfiados que aquilo era só teoria, falaram com o Morais para ele convencer o Campeão Europeu pelo F.C.Porto, a explicar no campo, a brilhante teoria - claro que o objectivo, disse o Morais, era apanhá-lo em contrapé e criticá-lo como sendo mais um teórico.
Enganaram-se, Mourinho foi ao campo e no terreno de jogo, deu mais uma aula, prática, de grande brilhantismo e os "mulinhas" lá tiveram de ficar caladinhos...
Lembrei-me deste episódio, ao ler o post do José Luís no "Portistas de Bancada" e na referência que ele faz, ao teórico Freitas Lobo. O comentador da RTP não se cala um minuto: ele é o entrelinhas e mais entrelinhas; ele são as basculações, ora à esquerda, ora à direita; ele é o espaço que não foi, mas devia ser, coberto; ele é a pressão alta e baixa... enfim, é um conjunto de análises e de teorias, que, se todas as equipas funcionassem segundo os comentários do Lobo, todos os jogos seriam uma seca, não haveriam erros e os resultados seriam sempre zero a zero.
Se o Morais ainda fosse vivo e assistisse às transmissões da RTP, aposto que tentava levar o Freitas Lobo a dar uma palestra num curso de treinadores e se bem o conheci, no final ia fazer o mesmo convite que fez ao Mourinho...Aposto que o Freitas Lobo, ao contrário do actual treinador do Inter, não aceitava!
Foto: Mário Morais é o da esquerda, na altura treinador do Espinho e à conversa com o ex-jogador Zézinho.





