Peace Cup, um desafio à altura do Tetracampeão









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Primeira análise a um plantel que poderá não estar fechado

Será que podemos dizer: este vai ser o plantel do F.C.Porto que vai lutar pelo Pentacampeonato, quando estamos a mais de um mês do fim do mercado de transferências? Não, não podemos, porque embora o F.C.Porto nos tenha feito saber através do Labaredas - a propósito, quem é o "desanimado"? - que nunca houveram propostas por Bruno Alves e Fernando, nada nos garante que no futuro não possam haver. Mas partamos do princípio que já não sai e não entra ninguém - salvaguardando uma possível saída de Benitez que é o 26º jogador e não mostra ter capacidade para ser alternativa -, teremos um plantel à altura dos pergaminhos do F.C.Porto?
Se os jogadores contratados, que ainda foram pouco vistos e dos quais se conhece muito pouco - Falcao, Valeri e Prediger -, justificarem a aposta que o clube fez neles, é minha opinião, que podemos ser ambiciosos e temos um plantel capaz de lutar pelos nossos objectivos, que são altos como sempre.
Na baliza, três guarda-redes que dão totais garantias, com Helton a partir na frente, mas com Beto à espreita, sem esquecer Nuno, para o que der e vier.
Na defesa e na lateral-direita, há várias alternativas, com Fucile que também pode jogar na esquerda, a levar vantagem para já, mas Miguel Lopes tem capacidades e Sapunaru, mostrou a partir de determinada altura da época passada, que pode ser alternativa, a garantirem a tranquilidade necessária.
Na lateral-esquerda, a saída de Cissokho foi bem colmatada por Álvaro Pereira, e Fucile, pode dar sempre uma perninha, quando o uruguaio não puder jogar. Por aqui, também não me parece que venham a haver problemas.
No centro da zaga, a certeza que temos várias alternativas e todas com garantia de segurança, permitindo várias soluções: Rolando e Bruno levam vantagem, mas quer Maicon quer N.A.Coelho, podem complicar as contas a Jesualdo.
No meio-campo e na posição 6, temos Fernando com selo de qualidade e temos um Prediger para já um ilustre desconhecido, a quem deve ser dado tempo para mostrar as razões da sua contratação. Se o argentino tiver qualidade e mostrar uma vontade e um espírito, que não se viu em A.Madrid, as coisas no chamado trinco ficam melhores que na temporada transacta. Nesta posição mais uma nota: tenho pena que Jesualdo não tivesse tido com Bollatti, a mesma paciência que teve com Mariano e está a ter com Guarín.
Para as laterais do sector intermédio, muitas possibilidades: Belluschi e Meireles partem na pole-position, mas T.Costa, Guarín - dizem que ontem mostrou serviço e bom serviço! -, Valeri e ainda com as possibilidades para uma emergência, Rodríguez e Mariano, permitem que o treinador portista não perca o sono.
No ataque, Hulk que tem jogado no meio, Varela, Rodríguez e Mariano, garantem várias combinações e Farías, importante para determinados jogos, golos, ou não fosse El Tecla o avançado com melhor produtividade na época finda. Falcao é uma incógnita e já ouvi muitas coisas: "é como o Farías", "não tem a versatilidade de Lisandro", etc. Vamos aguardar, até porque o jogador já era seguido há mais de um ano e por isso, não acredito que o F.C.Porto contratasse uma fotocópia de Farías. Se o colombiano não for diferente e como Orlando Sá, também é semelhante, ficariamos com três pontas-de-lança "iguais" o que não faz sentido e obrigaria a tentar arranjar um diferente, mais parecido com o agora, jogador do Lyon.
A Peace Cup, onde vamos encontrar adversários de grau de dificuldade mais elevado, vai mostrar as coisas boas e más, muito a tempo, de fazer uma ou outra correcção, se for necessário.
Campo com o plantel, um trabalho do André, do blog:http://resolvepc.blogspot.com/
F.C.Porto 1 - Dínamo de Bucareste 0

Mais uma partida, mais uma vitória, nesta pré-época que terá o seu ponto alto e o grau de dificuldade mais elevado, na Peace Cup, com os jogos frente ao Lyon e Besiktas, isto se não seguirmos em frente, pois caso consigamos ir às meisa-finais ou à final, até podemos enfrentar os galácticos de Madrid.
Tal como aconteceu frente ao Leixões, não vi o jogo - estes jogos não me entusiasmam muito e como não tenho Sport TV...- e como tal, não posso opinar. Assim, socorro-me da crónica do Maisfutebol e da análise que eles fizeram aos novos.
Ah, no final do jogo ligou-me um amigo a dizer que o Varela fez um grande jogo e perante o meu argumento que quero ver quando for a sério para então dizer o que penso, queria à força apostar comigo, como no máximo, 2 anos, o jovem avançado irá render mais de 20 milhões.

«O F C Porto venceu o Troféu Albufeira Anima, ao derrotar o Dínamo de Bucareste (1-0), denotando já agradável fio de jogo, principalmente na primeira parte.
Com cinco novidades no onze inicial, Jesualdo Ferreira arrumou a equipa em 4x3x3, com Hulk a ponta-de-lança, servido nas alas por Varela e Mariano. No meio-campo, Fernando foi o vértice mais recuado de um triângulo que integrou ainda Belluschi e Guarín, que, em situações defensivas, recuava para segundo trinco. Maicon foi novidade ao lado de Bruno Alves no centro da defesa, assim como Alvaro Pereira no lado esquerdo da defesa. Fucile completou o quarteto à frente de Beto.
Trocando bem a bola, os dragões assumiram cedo o comando das operações, com Belluschi a destacar-se com passes venenosos para os velocistas do ataque, Hulk e Varela, preferencialmente para o centro da defesa, onde os centrais romenos denotavam fragilidades. De resto, pelo entendimento demonstrado, Belluschi pareceu jogar nesta equipa há anos.
E seria pelo caminho que os dragões estavam a desbravar (o centro da defesa romena) que Varela chegou ao golo, aos 17 minutos, à segunda tentativa, depois de o guarda-redes ter defendido um primeiro tiro.
Sempre com o jogo controlado até ao intervalo, os azuis e brancos poderiam ter ampliado o marcador, por Mariano, que por duas vezes falhou na finalização. Só por uma vez Beto foi incomodado, num remate de Rus (29 minutos), a que o guarda-redes portista correspondeu com espectacular defesa.
As substituições fizeram baixar a qualidade do jogo dos campeões nacionais na segunda parte, com a maior ovação a acontecer na entrada de Falcão, que poucas oportunidades teve para se mostrar, nos 22 minutos que esteve em campo. O Dínamo aproveitou para subir mais no terreno, mas revelou escassa eficácia no momento do remate, nas poucas oportunidades que teve para evitar a derrota.
Varela Um destaque merecido, e não apenas pelo golo que marcou. Não se limitou a ser o melhor dos reforços: foi mesmo o melhor em campo, com bons movimentos pelas alas (apareceu mais na esquerda) e diagonais oportunas a deixarem-no próximo do golo em mais do que uma ocasião. Rápido, deu sinais de estar numa fase de preparação bem adiantada, o que lhe valeu ter sido, a par de Maicón, o único a jogar os 90 minutos, sempre em bom plano. E acabou a sentir na pele a dureza dos romenos, impotentes perante a sua velocidade.Belluschi Saiu ao intervalo, mas a tempo de deixar promessas interessantes: bem integrado no colectivo, teve dois passes de ruptura que deixaram Hulk e Mariano na cara do golo. E ainda teve um belo apontamento defensivo, dobrando Fucile num contra-ataque do Dínamo.
Beto Uma primeira parte relativamente tranquila, já que o Dínamo de Bucareste poucas vezes conseguiu chegar à área com perigo. Ainda assim, teve um dos momentos mais espectaculares da noite, com um voo espectacular a desviar para canto uma bomba de Laurentiu, de fora da área (29 m). Uma defesa que serviu para reforçar a sua candidatura à titularidade.
Maicon Sóbrio, sereno e com processos simples, formou uma boa dupla com Bruno Alves e repetiu a dose no segundo tempo, quando passou a ter Rolando como parceiro.
Alvaro Pereira O mais discreto dos reforços, numa primeira parte tímida em termos ofensivos. A defender, não sofreu muito, pela falta de soluções do adversário, mas ainda foi obrigado a uma entrada dura sobre Grigore, depois de ter sido ultrapassado no um para um.
Nuno André Coelho Novamente adaptado a lateral-direito, que não é o seu posto natural, teve uma segunda parte muito interessante, com a vontade de mostrar serviço bem evidenciada por uma participação ofensiva assídua. A defender, teve noite de pouco trabalho.
Falcão Vinte minutos para saborear a estreia com a camisola portista e para reencontrar Farias, com quem tinha jogado no River Plate. O jogo não deu para muito mais...
Valeri O mesmo que Falcão, ainda com menos tempo em campo. Um bom passe para o avançado colombiano foi o seu momento de maior destaque, mas Falcão falhou o domínio.»
Mais uma chamada e no fim, o Benfica para desopilar

As cláusulas de rescisão



Para se porem a coberto de surpresas desagradáveis, derivadas desse aborto jurídico, que é o artigo 17º do regulamento de transferências da FIFA, conhecido pela lei Webster(*) - o F.C.Porto que o diga, pois já viu sair abruptamente, P.Assunção -, os clubes, pelo menos aqueles que têm jogadores muito cobiçados e não têm possibilidades de competir, em termos salariais, com os grandes tubarões do futebol europeu, foram "obrigados" a negociarem com os seus profisionais, cláusulas de rescisão, que os salvaguardem de surpresas como a que o F.C.Porto foi vítima.
A questão que coloco e que é a minha grande dúvida, é saber até quando as cláusulas podem ser accionadas. Até ao último dia do mercado de transferências - 31 de Agosto? E na reabertura do mercado, em Janeiro, também podem sair jogadores desde que alguém pague o estipulado?
Há um prazo, antes de 31 de Agosto, em que termina a possibilidade de, mesmo que alguém pague a cláusula, um jogador sair? Há normas internas ou externas - C.E. -, que regulem estas questões?
Tenho reflectido sobre isto, já procurei saber e ainda ninguém me deu uma resposta convincente... E tenho reflectido porque, se por hipótese, no último dia de mercado, o Barcelona levasse, pagando a cláusula, obviamente, o Bruno Alves, o Arsenal fizesse o mesmo com Meireles e a Fiorentina com Fernando, como ficaria o F.C.Porto? Cheio de dinheiro, mas sem possibilidades de rapidamente suprir essas saídas, o que desportivamente, seria um desastre!
(*) -«O artigo 17 de Regulamento de Transferências da FIFA determina que um jogador possa rescindir livremente com o clube que o emprega, se tiverem passados três anos desde que assinou contrato, para representar por uma equipa estrangeira. Ou apenas dois, se tiver mais de 28 anos. O documento está em vigor desde 2001 e o defesa escocês Andy Webster foi o primeiro a invocar o artigo, cinco anos depois, saindo do Hearts para o Wigan. Da Escócia para Inglaterra.
Estava por determinar o valor a que o clube empregador teria direito como indemnização pela saída, o que foi feito pelo TAS. A decisão foi clara e serve tanto para o clube como para o futebolista: a indemnização é igual ao valor dos vencimentos a pagar ao atleta até final do contrato. Não há qualquer sanção desportiva e o jogador pode assinar por um clube estrangeiro (o regulamento de transferências da FIFA é apenas aplicável a negócios internacionais).
O período protegido - de três anos para futebolistas com menos de 28 anos, de dois para os mais velhos - assenta apenas sobre o período em que se é profissional, ou seja, desde o momento em que o atleta assine um contrato como profissional. Para se invocar o artigo 17 do Regulamento não contam os anos de formação. E para que a rescisão de um jogador seja validada pelo artigo o pedido terá de ser feito até 15 dias depois do último jogo oficial do clube que o futebolista representa.
Cada contrato assinado inicia um novo período protegido e as cláusulas de rescisão podem bloquear o êxodo de jogadores. No entanto, o acórdão do TAS não faz referência a cláusulas de rescisão, deixando apenas no ar a sua validade dentro e fora de cada período protegido.» In MAIS FUTEBOL
PS - O Vítor céguinho, continua na sua saga de "empresário de jogadores" e depois de não ter conseguido vender B.Alves - primeiro era a investida iminente do Barcelona... Já lá vão 16 dias e de investida, nada! Depois era o Chelsea e mais uma vez, nada!... - tenta agora, com a ajuda de uma vara para assustar os parceiros e de uma horta que só dá produtos foleiros, vender o Fernando...
Coitado do céguinho, não acerta uma...
O telefonema sobre Fernando e Prediger


Os emplastros tmn e meo, nas camisolas do F.C.Porto

O Rui Valente do "Renovar o Porto" - blog de referência -, colocou a questão e eu estou de acordo com ele. Se em relação aos equipamentos, podemos discutir e há quem goste mais ou menos, já no que diz respeito aos logótipos da tmn e meo, estamos todos de acordo: ficam mal!
Tudo bem que a PT paga bom dinheiro e a publicidade tem de ficar bem visível, mas não haverá maneira de a enquadrar, para evitar que aqueles emplastros inestéticos, tirem beleza às camisolas?Têm a palavra os designers e os responsáveis do F.C.Porto, Nike e PT: tanto trabalho para ter equipamentos bonitos, apelativos, vendáveis e depois, permitem que se borre a pintura toda, colocando aqueles emplastros que não favorecem nada os equipamentos?
Jogo de apresentação: F.C.Porto 3 - Mónaco 0


A festa de apresentação foi bonita, com muito público, muito entusiasmo e com o momento alto, a ser a homenagem a Pedro Emanuel.
O F.C.Porto é um clube reconhecido, a quem o serve com dedicação, paixão e profissionalismo. Não precisa de ser portista desde pequenino, nem andar sempre a beijar o emblema. Foi o que aconteceu com o ex-capitão Pedro Emanuel.
Coloquei com todo o prazer, a braçadeira que me foi entregue à entrada do Estádio, associando-me dessa forma, à homenagem ao Homem e ao Profissional.
-Felicidades Pedro e que das tuas mãos no futuro, possam sair jogadores e homens, se não melhores, ao menos iguais a ti.

Do jogo e até ao minuto anterior ao 3-0 por Guarín, altura em que saí do Dragão, gostei.
Não estamos, nem podiamos estar, no ponto, mas estamos e isso deu para ver e notar, no bom caminho. Como já referi anteriormente, não dou demasiada importância a estes jogos, nem valorizo muito os resultados. A Peace Cup, a disputar a partir do dia 27 deste mês na Andaluzia, frente a adversários com maior grau de dificuldade - Lyon e Besiktas -, ajudará a mostrar lacunas, carências, que permitirão limar arestas e corrigir, para melhorar, com o objectivo de quando for a sério, em que os pontos e os troféus, estiverem em disputa, possamos estar à altura das nossas responsabilidades.
Tenho gostado dos novos e ontem, gostei particularmente de Varela, que vai ser, quando perder alguma timídez, própria de quem entrou num mundo diferente, um elemento muito importante. Se aos que já vimos, se confirmarem as expectativas favoráveis, que temos em relação a Falcao e Valeri - conheço mal os dois, mas em relação ao argentino, tenho informações de quem o conhece, que são muito positivas -, ficaremos com um plantel para lutarmos pelos objectivos de sempre: ganhar tudo a nível interno e fazer uma gracinha na C.League - mas sobre o plantel e negócios, entradas e saídas, falarei, num dia destes.
O modelo e o sistema que têm resultado, mantêm-se. Acho bem. Modelo e sistema, que ganham, não se mexe.

Última nota: Cissokho, como já se previa, saiu. Que seja feliz. Álvaro Pereira, parece estar à altura do lugar e tal como o senegalês, está a mostrar serviço desde os primeiros minutos com a camisola azul e branca. Precisará de corrigir alguns defeitos, principalmente a defender, mas nisso Jesualdo é Mestre!
Cissokho, jornalismo ligeiro e o Freteiro Delgado

Digo agora, o mesmo que tinha dito quando da transferência abortada para o Milan:«A transferência de Cissokho, que eu ia catalogar como a melhor de sempre ...»
Se se recordam, antes da novela dos dentes, Rui Santos o mister laca, disse que o F.C.Porto só detinha 60% do passe e que o restante pertencia ao empresário António Araújo.
A FC Porto – Futebol, SAD detém 90 por cento dos direitos desportivos de Cissokho, que estão a ser negociados com o AC Milan. Tudo o que possa dizer-se a mais ou a menos é mentira. Assim sendo, Rui Santos mentiu no Tempo Extra deste domingo, quando disse que apenas 60 por cento do passe do defesa francês pertencem à sociedade azul e branca.
Pensava eu, que depois deste esclarecimento claro, mais ninguém ficaria com dúvidas acerca de quem é quem, nos direitos sobre Cissokho, quando hoje ao ler O Jogo, fui surpreendido com uma peça da autoria do jornalista António Soares, que diz isto:
«Cissokho vai ser jogador do Lyon durante as próxima cinco temporadas. Conforme O JOGO noticiou ontem, FC Porto e Lyon entenderam-se quanto aos valores envolvidos no negócio; os azuis e brancos encaixam 15 milhões de euros e ficam com os direitos sobre 20 por cento de uma transferência futura do lateral-esquerdo. Para que a mudança de clube seja tornada oficial, resta apenas acertar alguns pormenores entre os dois emblemas e negociar o montante do contrato que vai ligar Cissokho ao Lyon durante as próximas cinco épocas. Só depois serão assinados os papéis que vão selar uma transferência que vai render, na prática, 60 por cento dos 15 milhões de euros ao FC Porto (nove milhões), porque os restantes quarenta por cento correspondem à parte do empresário António Araújo sobre o passe do jogador.»
Pergunto: como é possível, depois do esclarecimento prestado pelo F.C.Porto, alguém voltar a cometer o mesmo erro?
- Sr. António Soares é preciso cuidado com o que se escreve, pois a mouraria anda por aí, está alerta e aproveita logo para atacar o F.C.Porto...
Depois ainda dizem que O Jogo é portista! O que diriam então, se o director ou o sub-director, escrevesse um editorial como o do Freteiro Delgado em A Bola? Topem só:
«Um esforço que quase se "exige"
Uma espécie de três em um: presidente, director desportivo e adepto fanático, aziado e invejoso...




