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F.C.Paços de Ferreira - F.C.Porto. ...E também cuidado com o factor X (*)



(*) - Factor X: Carlos Xistra, árbitro de Castelo Branco, especialista em prejudicar o F.C.Porto e em permitir, que autênticas caças ao homem, com agressões bárbaras, como aconteceu em Guimarães e na Amadora, na época passada, passem completamente impunes.

Começa amanhã na Capital do Móvel para o Tetracampeão, a longa maratona da Liga Sagres, que, esperam todos os portistas, venha a consagrar o F.C.Porto como Pentacampeão, o segundo da sua riquíssima história e do futebol português. E começa frente ao Paços de Ferreira, adversário das últimas conquistas do Dragão: Taça de Portugal e Supertaça. Mais em Aveiro que no Jamor, a equipa orientada por Paulo Sérgio mostrou ser uma boa equipa, uma equipa difícil de bater e que deu água pela barba ao conjunto azul e branco. Assim, para começar com o pé direito e conquistar os três pontos, vai ser preciso muito mais Porto que no Domingo passado. Tem de ser um Porto a entrar forte na procura da vitória desde o primeiro minuto e não aquela equipa abúlica, trapalhona, desconcentrada, que iniciou o jogo na Veneza de Portugal e que mesmo melhorando, depois da passagem do minuto vinte, nunca foi uma equipa brilhante. Se não formos o F.C.Porto dos bons momentos, corremos grandes riscos, pois o grau de dificuldade deste jogo é muito superior ao de Aveiro. Pelo adversário, pelo já citado Factor X, mas também pelo campo, que sendo mais pequeno, é propício a muita luta, muitos choques, muitas marcações, que obviamente prejudicam a equipa tecnicamente mais evoluída e sem esquecer outro factor a ter em conta: os vários profissionais portistas que estiveram ao serviço das selecções, com todas as implicações que isso representa na normal preparação do jogo. No início de época, onde todo o tempo é pouco, não ter os jogadores é mau, recebê-los a dois, três dias do jogo e depois de grande desgaste fisíco é muito pior. Enfim, tudo somado, nada que um Dragão não esteja habituado e não possa ultrapassar, mas é preciso um bom Dragão!

O árbitro é o já citado Carlos Xistra, auxiliado por Luís Marcelino e Celso Pereira.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes: Helton e Beto;

Defesas: Bruno Alves, Fucile, Rolando, Álvaro Pereira, Nuno André Coelho;

Médios: Fernando, Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri, Tomás Costa;

Avançados: Falcao, Mariano, Hulk, Varela e Farías.


Antevisão de Jesualdo:

Equipa preparada«Temos mais uma semana de trabalho e sinto que, neste momento, estamos preparados para enfrentar o arranque do campeonato. Estamos preparados, em função do que pudemos fazer em cinco semanas de trabalho».

Dificuldade acrescida«Este vai ser, seguramente, um jogo mais difícil do que o da Supertaça. No final do jogo de Aveiro, tive o cuidado de dizer que o jogo tinha sido muito difícil e que seria ainda mais difícil o mesmo jogo passado uma semana. Para ganhar domingo teremos de ser muito melhores do que na Supertaça».

Mais fortes e agressivos«Espero um jogo difícil, perante uma equipa forte, que joga um futebol positivo. O Paços fez uma boa prova na Taça da época passada, conseguiu com mérito a presença nas provas europeias. Realizou quatro jogos e acabou eliminado, mas na minha opinião poderia até ter passado. Estou certo de que este jogo vai obrigar-nos a ser mais fortes e mais agressivos».

Lição estudada«A vitória na Supertaça serviu, antes de mais, para conquistarmos um título, que é o objectivo fundamental para nós. O jogo e as suas incidências serviram para percebermos melhor o que temos de fazer para ganhar no domingo e como alerta sobre o que temos de fazer melhor. Teremos de ser mais equilibrados e não descurar o conjunto de factores que podem ser decisivos no jogo».

Bruno Alves ok, Rodríguez ko«Só amanhã terei comigo todos os jogadores da equipa. Posso afirmar já que o Bruno Alves vai jogar e que o Rodríguez estará de fora».Pressão mantém-se«No FC Porto temos a nossa área de trabalho, as nossas vitórias e os nossos objectivos. Independentemente do que se passa à nossa volta, no exterior, só quando começar a competição é que poderemos saber se os nossos adversários são melhores ou piores do que nós. Aquilo que nos interessa é a nossa equipa e, depois disso, o adversário que vem a seguir no nosso caminho. A pressão deste início de época é igual à de qualquer outro».

Grupo motivado«O FC Porto é o campeão, tem quatro títulos consecutivos e é a única equipa que pode conseguir o Penta. Nesta perspectiva, o que para nós é importante é o que a nossa equipa produz e aquilo que pode vir a produzir. O que estamos a fazer é preparar os jogadores para a equipa. É evidente que a possibilidade de ganhar quatro títulos consecutivos, e dessa forma entrar para a história do futebol português, é uma motivação adicional para mim. No grupo, estamos todos motivados e todos com o mesmo espírito».

Base de trabalho«Nenhum treinador tem, neste momento, capacidade de saber se a sua equipa renderá mais ou menos do que na época anterior. Aquilo que temos é uma base de trabalho e queremos preparar os jogadores para que estejam prontos a revelar as suas capacidades».

Mudam-se os tempos, mas tudo continua na mesma



Pelas semelhanças com os tempos que correm, recupero dos arquivos do " Dragão até à morte ", este artigo de Miguel Sousa Tavares, escrito em 2002 e com o título " As pessoas de bem. "
Era o pós Vale e Azevedo, tempos em que o Benfica, teso como um virote, contratava jogadores caríssimos e depois, aparecia em peso a apoiar um partido político, que chegado ao poder, em troca do apoio, lhe permitia, entre outras coisas, dar como garantia das dívidas fiscais acções sem cotação na bolsa. Na altura eram Nuno Gomes, Zahovic e outros, agora são o conjunto de jogadores que conhecemos...Mais de 80 milhões em três anos.
Qualquer semelhança com os tempos passados, é muito mais que pura coincidência...

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Comparar o incomparável. Ou os efeitos da máquina de propaganda vermelha




Não há dúvidas: a máquina de propaganda vermelha extrapola, mantém a chama acesa, diz maravilhas, quando o que se vê não é nada de especial e vai assustando. Que os sportinguistas estejam cépticos ainda se compreende, mas ver alguns portistas nervosos, com medo e já proclamando que este Porto é maia fraco do que o da temporada passada, não lembra ao Diabo. Não se pode comparar o incomparável e é preciso perguntar: de que Porto estamos a falar? Do que empatou como Marítimo, o Trofense e perdeu, frente ao Leixões e Dínamo de Kiev no Dragão? Do que perdeu a Supertaça para o Sporting, na Naval e foi goleado em Londres frente ao Arsenal? Ou do Porto que melhorou com a entrada de Cissokho, espantou em Madrid e em Manchester, mas tremou e muito, contra o Sporting e Benfica no seu Estádio? Que no Domingo a exibição foi fraca, aquém das expectativas, que até não eram altas, vá que não vá, mas partir daí para conclusões precipitadas e prematuras, vai uma grande distância... Manda o bom senso e o exemplo da época passada, que tenhamos cuidado com este tipo de análises.
Agora há uma coisa que ninguém pode esperar deste Porto de Jesualdo: Ópera! Ninguém espere grandes shows de bola, um Porto dominador, esmagador, de bola no pé, que delicia quem o vê jogar...ao ficarmos com Jesualdo, já deviamos ter o obrigação de perceber o que a casa gasta. Eu também gostava, a isso fui habituado, mas tenho de me mentalizar que vai ser assim...
Nesta altura o que é preciso é ganhar, mais lá para a frente, finais de Setembro, façam-me a pergunta que eu responderei se o Tetracampeão esta mais fraco, igual ou mais forte, que o da temporada anterior.

F.C.Porto 2 - F.C.Paços de Ferreira 0. Sem exuberância, mas com justiça



A 16ª Supertaça do F.C.Porto, 1ª de Jesualdo, já cá canta!
O objectivo de iniciar a época 2009/2010, como acabamos a anterior, a ganhar, foi conseguido, o que é um óptimo estímulo para a Liga Sagres que começa para o Tetracampeão, no próximo Domingo, novamente frente ao Paços, mas agora na capital do móvel. Mas não foi nada fácil...

Frente a uma equipa pacence boa de bola, rodada, atrevida e sem complexos, que jogou olhos nos olhos, durante uma grande parte do jogo, o F.C.Porto não foi, também não se esperava que fosse, uma equipa exuberante, dominadora, compacta, forte, que certamente será lá mais para a frente. No início de época, quando se tem novos jogadores - precisam de aprender novos métodos e novos processos -, o mais importante é ganhar e isso o F.C.Porto conseguiu, sem grande brilhantismo é certo, mas com uma justiça inquestionável. Beneficiou para chegar à vantagem no marcador, de um erro próprio dos apanhados, do guarda-redes pacence, é verdade, mas nessa fase do jogo o conjunto de Jesualdo já estava por cima e mesmo sendo especulativo dizê-lo, acho que teria ganho na mesma, sem a abébia de Cássio. Foi o Porto possível para esta altura, um Campeão que vai melhorar, naturalmente, sabendo que nesta fase, mais importante que jogar bem, são as vitórias, que dão moral, motivam, moralizam e ajudam a ultrapassar, com mais facilidade, o período em que se anda à procura da melhor forma, do melhor sistema, do melhor modelo - aqui não vai haver dúvidas que vai ser o mesmo de sempre: as transições rápidas -, dos melhores jogadores... Se atrás a casa parece arrumada e precisa apenas de ligeiras afinações, no meio-campo e no ataque, Jesualdo ainda tem muito trabalho pela frente. Com Belluschi no lugar de Lucho, a zona intermédia portista precisa de tempo. O ex-Olimpiakos não é um 8 como era o agora jogador do Marselha, mas mais um 10 e como tal, tem tendência a interiorizar, a jogar próximo do avançado, abrindo espaço sobre a direita, o que desequilibra a equipa, fazendo com que Fernando tenha muito mais trabalho, saia da sua posição natural, o que também influencia o jogo de Meireles, obrigado a ocupar espaços que não são seus, abandonando o lado esquerdo e criando problemas a Álvaro Pereira, que sem Meireles para ajudar e tabelar, arrisca pouco. Aliás, foi notória a melhoria de Meireles depois da saída de Belluschi. Aqui está um problema difícil para o técnico portista resolver, mas que vai resolver, seja com Belluschi, seja com outro - por exemplo Valeri, que estou ansioso por ver jogar...
Na frente, com Hulk indiscutível, mesmo que renda muito mais nas laterais, mas ainda sem C.Rodríguez e Falcao, jogaram Varela e Mariano, que alternaram coisas boas com outras más, tendo o argentino jogado melhor quando recuou no terreno, que nas faixas do ataque. Será aqui, na zona onde tudo se decide, que o Alfaiate de Mirandela terá as maiores dificuldades e onde a equipa tem de evoluir mais rapidamente, pois como se notou, quando o adversário fecha com muitos atrás da linha da bola, só as arrancadas de Hulk é muito pouco, para uma equipa com as aspirações e responsabilidades do F.C.Porto.
Continuo a pensar - mesmo descontando a falta, ontem, de Falcao e Rodríguez - que falta alguém, um jogador semelhante a Lisandro...

Helton:
começou mal o jogo defendendo para a frente um remate de Cristiano, mas pode ter a desculpa da surpresa do remate e das novas bolas que sofrem trajectórias esquesitas. Depois esteve bem, descontando as tangas da reposição da bola em jogo, que não há maneira de acabarem e que dão cabo da paciência a um Santo.
Fucile: gostei do uruguaio que defendeu e atacou bem, só pecando em querer às vezes, levar longe de mais o esforço. Está a melhorar fisicamente, pareceu-me mais concentrado e um Fucile bem fisicamente e concentrado, é um lateral de qualidade indiscutível.

Rolando e Bruno
: tirando uma hesitação do capitão no início da segunda-parte, mas que foi compensada com o brilhante cabeceamento para o 2-0, a dupla de centrais, dá totais garantias e vai ser, não tenho o dúvidas, o garante que atrás, vamos continuar fortes.

Álvaro Pereira
: pelas razões que referi anteriormente, ainda está muito preso e com pouca disponibilidade para avançar.
Logo que à sua frente as coisas melhorem, logo que o médio que joga desse lado, encontre o seu espaço natural, o lateral-esquerdo portista vai seguramente melhorar, embora o seu rendimente já seja muito aceitável.

Fernando:
está bem, cada vez mais experiente, mais jogador...e já vai lá à frente com confiança e sem medo. Titular e com certificado de garantia.

Meireles:
como disse, não esteve muito feliz, durante o tempo em que formou o trio do meio-campo, com Fernando e Belluschi, quando o argentino saiu e a equipa ficou mais equilibrada, melhorou e acabou bem, tendo apontado o canto que deu o 2-0.

Belluschi:
tem de deixar de ser 10 e passar a ser 8, caso contrário e no sistema de Jesualdo vai ter problemas. Em 4x4x2 será muito importante.

Mariano e Varela
: já me referi anteriormente a eles. São jogadores importantes num plantel, pois não sendo titulares, dão garantias quando chamados, que podem trazer coisas boas ao conjunto.

Hulk:
pareceu-me cansado, sem constância nas arrancadas, mas é natural num jogador com as suas características. Não podem é pedir a Hulk que resolva sózinho, pois se for assim, a equipa fica Hulkdependente e mais fácil de travar.

Farías: El Tecla
é aquilo que mostrou: oportuno, que está no sítio, forte dentro da área, mas para pouco mais...chega para uma equipa como o F.C.Porto? Pode ser útil para alguns jogos...

Tomás Costa:
entrou bem e cumpriu.

Guarín:
o tempo não deu para mostrar serviço.

Supertaça: F.C.Porto - F.C.Paços de Ferreira


Começar como acabamos: a ganhar!

Enquanto o histerismo dos campeões da pré-época não acaba e todos os dias somos bombardeados com uma "estrela", que grita aos quatro ventos, "este ano estamos mais fortes!" -deve ser para se convencerem a eles próprios ou então, para tentarem assustar os outros...como se já não estivessemos vacinados contra a fanfarronice vermelha...-, arranca amanhã o calendário do futebol português, com a realização da Supertaça, que opõe o Campeão, F.C.Porto, ao finalista vencido da Taça de Portugal, Paços de Ferreira. A Supertaça, que vai para a 31ª edição, tem como grande dominador o clube do Dragão, que conquistou por 15 vezes o Troféu, com o nome de uma grande figura do futebol luso, o já desaparecido jornalista, Cândido de Oliveira.

Queremos começar a época como acabamos a anterior, a ganhar, e para isso temos de nos apresentar bem, não numa forma exuberante, que seria prematura, mas a um nível que nos permita justificar o favoritismo e a superioridade, de uma equipa melhor e mais bem apetrechada. Com o processo de integração dos novos a decorrer com toda a naturalidade e de forma que eles saibam o que a casa gasta, o F.C.Porto arranca para uma temporada difícil - cada ano que passa sem eles ( Benfica e Sporting ) ganharem as nossas dificuldades aumentam -, de muito trabalho, onde o perigo vai espreitar a cada esquina... nada que não se ultrapasse com o profissionalismo, rigor, qualidade, raça e mística, de um Dragão, que não tem medo de ninguém. Nós adeptos, cá estaremos, como sempre, prontos para ajudar, apoiando e defendo o clube contra tudo e contra todos, mas com a exigência que é a nossa imagem de marca. Foi assim que fomos ensinados e foi graças a essa exigência, ousando e pensando Grande, que nos transformamos no Melhor Clube de Portugal e um Grande da Europa - não na teoria, mas na prática.

O árbitro é Jorge Sousa, auxiliado por José Cardinal e por Tiago Trigo.

Convocados do F.C.Porto:Guarda-redes: Helton e Nuno
Defesas: Bruno Alves, Fucile, Álvaro Pereira, Ronaldo, Maicon e Miguel Lopes
Médios: Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri, Tomás Costa e Fernando
Avançados: Mariano, Hulk, Farias e Varela.

Antevisão de Jesualdo:
Equipa preparada«A equipa está pronta para o início da época. Foi isso que planeámos desde o arranque dos trabalhos. O que fizemos até agora foi muito positivo e os jogadores têm trabalhado de forma excelente. Estamos em condições de disputar o primeiro troféu da época e, naturalmente, queremos ganhar. Considero que a equipa está preparada para isso».

Continuar a melhorar«A saída de jogadores da equipa obrigou-nos a trabalhar para termos um modelo exigente. Este ano, o FC Porto atingirá um patamar de competência ainda mais notório e é com estes jogadores que vai continuar a procurar a subida gradual daqueles que chegaram e dos que fizeram o ano passado a primeira época no clube. Com o tempo, vamos procurar consolidar os nossos processos».

Estrutura montada e estratégia definida«O FC Porto construiu a sua estratégia pensando em dois conceitos fundamentais: o seu sucesso desportivo e a consolidação da sua marca. Temos, neste momento, uma estrutura montada e uma equipa que já triunfou no passado. No entanto, os nossos adversários directos também têm uma estrutura montada e, à medida que o tempo vai avançando, as competições ficam mais difíceis. O FC Porto está a modelar as suas estratégias para continuar a avançar dentro daquilo que é a realidade actual».

Preparação para época longa«Não estamos preocupados com o que se ganha na pré-época. Aquilo que nos interessa é sermos um dos principais candidatos ao título e, sabendo que temos 50 ou mais jogos para fazer, estamos a preparar-nos de forma a enfrentarmos esse desafio. Está tudo a zero, o que é bom, e já ninguém se lembra do que conquistámos para trás».

Paços com ritmo de jogo«O Paços de Ferreira é a única equipa, com o FC Porto, que pode ganhar todas as competições nacionais esta época. Conseguiu com muito mérito chegar onde chegou na época passada e participar nas competições europeias esta temporada. Esses encontros que realizou deram-lhe um ritmo de jogo possivelmente superior ao do FC Porto, mas, por outro lado, também admitimos que possam apresentar algum cansaço e algum impacto anímico fruto desta última derrota. Penso que os jogadores do Paços encaram este jogo como o mais importante até aqui e vão dar tudo para serem bem sucedidos».

Apelo aos adeptos«O jogo vai disputar-se em Aveiro, num estádio onde já jogámos nesta pré-época, e queremos que esteja presentes muitos adeptos do FC Porto para nos apoiarem nesta corrida pela Supertaça».

Ambição renovada«Vim para o FC Porto para ganhar e a minha perspectiva é continuar a fazê-lo. A força da equipa e dos seus processos é a única força que eu conheço que permite ultrapassar todos os problemas e todas as dificuldades. Este plantel do FC Porto foi construído de acordo com essa estratégia.»

De tudo o que foi dito pelo técnico portista, realço o facto dele dizer que o F.C.Porto, esta época, atingirá um patamar de competência ainda maior. Significa que Jesualdo, apesar das saídas de jogadores importantes, acredita que tem matéria prima para elevar a fasquia, o que é óptimo.

Adriano:« Quando eu decidir falar...saiam da frente»


- Por mim, Adriano, podes investir à vontade, pois homem prevenido vale por dois e como tal, já comprei uma armadura contra as tuas investidas.
E acho muito bem que invistas, pois esses malandros, esses masoquistas dos dirigentes do F.C.Porto, nunca te permitiram sair, apesar de teres sempre mostrado toda a disponibilidade para abandonar o Tetracampeão, não é cara?
Tens toda a razão para estares revoltado, pois esses irresponsáveis preferiram sempre deixar-te a treinar sózinho, pagando-te uma pipa de massa e colocando à tua disposição um treinador, do que aceitar as variadíssimas propostas que receberam para ti, não é cara?
Por fim quero felicitar-te por teres escolhido o Record... vais ter um destaque que nunca tiveste, mesmo no auge da tua carreira e desta vez nem é preciso ser à socapa...

Recordar o off-the-record violado, para que nunca mais se repita






Quem se lembra desta pouca vergonha? Quem tem memórias destas páginas negras, um jornalismo de sarjeta em que valia tudo? Estavamos no 3º ano da caminhada que nos levaria ao Penta, o treinador era A.Oliveira e a corja não dava tréguas...Vencemos esse campeonato, o Tri, e só paramos no Penta, mas valeu tudo para nos derrotarem... Agora que estamos em nova caminhada, para o Bi-Penta, temos de estar atentos e mobilizados. Na época passada, se se recordam, valeu tudo para nos quebrarem a espinha e esta época vai ser mais do mesmo. Os freteiros, os desanimados, os bonzinhos, os guerras, os manhosos, os loureiros, os costas e afins, sabem que se o F.C.Porto ganhar o próximo campeonato há um clube que vai ficar muito mal - o clube deles, esse que todos estão a pensar... - e tudo vão fazer para nos impedirem de ter sucesso. Sem os meios que temos agora, em 1996, paramo-los. Se eles voltarem a tentar, vamos pará-los outra vez!

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Recordações memoráveis






As duas primeiras fotos são relativas à festa de homenagem aos campeões da época 1967/1968, em todas as modalidades. O último título antes da longa travessia do deserto -19 anos - foi em 1958/1959 e dessa época não podia ter memórias - quem tiver e quiser partilhar, faça favor...

Já da temporada que as caricaturas fazem referência, 1977/1978, tenho muitas e inesquecíveis, recordações.
Depois da ter conquistado a Taça de Portugal do ano anterior, frente ao Braga, em jogo disputado no Estádio das Antas - golo de F.Gomes -, o F.C.Porto orientado por J.Maria Pedroto, partia com grandes e legítimas ambições para essa época. Depois de ter iniciado bem o campeonato - já não me lembro com quem, mas goleamos... -, logo na segunda-jornada derrota no Estoril por 2-0 e a minha primeira recordação, desagradável, como devem calcular. Andava na tropa nos Comandos - eram só benfiquistas, desde o Comandante, Jaime Neves, até aos mais básicos soldados - e convenci alguns amigos a irem comigo ao Estoril ver o jogo dizendo-lhes que aquele Porto não ia dar hipóteses e ia ser o fim do jejum. Levei um grande baile, com eles a dizerem-me, de forma "simpática":- este ano é que vai o quê?
Os tempos foram passando, iamos ganhando, as coisa estavam equilibradas e no último jogo da primeira-volta fomos jogar a Braga. A equipa bracarense muito bem orientada por um argentino, Imbelloni, estava a fazer um magnífico campeonato e era um adversário terrível. Eu lá estava e aquilo é que foi sofrer: estivemos a perder até 10 minutos do fim, mas nunca desistimos... Com alma e raça, demos a volta o que levou Pedroto eufórico a dizer: - este Porto tem estofo de Campeão! Os tempos foram passando, a guerra das palavras entre técnicos e dirigentes dos dois principais candidatos ao título não parava, até porque o "Zé do Boné" e o na altura, responsável pelo futebol do F.C.Porto, Pinto da Costa, eram uns "guerreiros", não tinham medo... Pedroto tem a declaração que marcou a temporada:- o Benfica não tem estofo de Campeão, ganha à rasca e com a ajuda dos árbitros.
Foi o bom e o bonito, com a máquina de propaganda vermelha - já existia, mas não era tão facciosa, sectária e fundamentalista como agora -, a atirar-se a Pedroto com tudo e a transformar o campeonato num barril de pólvora. Estavamos perto do fim e iamos jogar a Alvalade: lá fui, vestido à tropa, ver o jogo e fiquei na pista de ciclismo junto a vários camaradas militares como eu e sob as vistas atentas de um tenente, lagarto, mas que entre Porto e Benfica, torcia por nós - naquela altura os quartéis recebiam convites e quem quisesse ir ao futebol, desde que não estivesse de serviço, podia ir. Como nesse fim-de-semana a minha companhia estava de alerta e não dava para ir a casa...0-1, 1-1 - penalti que Fonseca defendeu, mas o árbitro mandou repetir e golo -, 1-2, 2-2 e 2-3.
Não me contive e boina no ar...resultado: problemas e um sério aviso... Valeu o tal tenente não ser vermelho, caso contrário...
E veio o F.C.Porto-Benfica, o jogo do título: muita confusão antes do jogo por causa da nomeação do árbitro, Manuel Vicente, de Vila Real, que, diziam os benfiquistas, era compadre de Pedroto. Habituados que estavam a ter os juízes que queriam, os vermelhos fizeram um grande escarcéu, para lançar a confusão e criar pressão, sobre uma equipa que tinha sobre os ombros a responsabilidade de acabar com um jejum que já durava há 19 anos.
Conseguiram e a equipa do F.C.Porto, que tinha um ponto de vantagem e se ganhasse, ficava com 3 a duas jornadas do fim, nunca foi capaz de jogar ao seu melhor nível. Para ajudar à festa, um auto-golo de Simões - defesa-central do F.C.Porto -, colocou o Benfica em vantagem, vantagem essa, que podia ter sido ampliada, se Humberto Coelho não quisesse ser o herói e tivesse deixado Nené, que estava melhor colocado, fazer o golo. A bola bateu na barra, não entrou e passados alguns minutos, na sequência de um livre o F.C.Porto empatou por Ademir. Foi o delírio: muitos portistas que já não acreditavam, choravam de alegria; garrafas de champanhe foram abertas e bebidas, mesmo com o líquido a uma temperatura pouco aconselhável; pessoas que não se conheciam abraçavam-se, enquanto as macas subiam as bancadas para retirarem aqueles que com o coração mais fraco, não resistiam à emoção...Mas, meus amigos, o sofrimento e a emoção não terminaram: em Coimbra penúltimo jogo, o F.C.Porto entrou bem dominou, encostou a Académica atrás, mas não marcou e depois, na segunda-parte foi sofrer a bom sofrer, para manter o 0-0.
30ª jornada e última jornada com Porto e Benfica empatados nos pontos, mas com o F.C.Porto em vantagem na goal-average: como tinham empatado os dois jogos entre si, o clube azul e branco tinha vantagem na diferença entre marcados e sofridos.
F.C.Porto nas Antas frente ao Braga e Benfica frente ao Riopele na Pousada de Saramagos, próximo de Famalicão. Vitória portista por 4-0, e vitória do Benfica por 1-4.

Porto Campeão ao fim de 19 anos de jejum. Imaginem a festa!

PS- Agradeço ao Armando Pinto as fotos que emolduram o post.

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