F.C.Paços de Ferreira - F.C.Porto. ...E também cuidado com o factor X (*)


(*) - Factor X: Carlos Xistra, árbitro de Castelo Branco, especialista em prejudicar o F.C.Porto e em permitir, que autênticas caças ao homem, com agressões bárbaras, como aconteceu em Guimarães e na Amadora, na época passada, passem completamente impunes.
Começa amanhã na Capital do Móvel para o Tetracampeão, a longa maratona da Liga Sagres, que, esperam todos os portistas, venha a consagrar o F.C.Porto como Pentacampeão, o segundo da sua riquíssima história e do futebol português. E começa frente ao Paços de Ferreira, adversário das últimas conquistas do Dragão: Taça de Portugal e Supertaça. Mais em Aveiro que no Jamor, a equipa orientada por Paulo Sérgio mostrou ser uma boa equipa, uma equipa difícil de bater e que deu água pela barba ao conjunto azul e branco. Assim, para começar com o pé direito e conquistar os três pontos, vai ser preciso muito mais Porto que no Domingo passado. Tem de ser um Porto a entrar forte na procura da vitória desde o primeiro minuto e não aquela equipa abúlica, trapalhona, desconcentrada, que iniciou o jogo na Veneza de Portugal e que mesmo melhorando, depois da passagem do minuto vinte, nunca foi uma equipa brilhante. Se não formos o F.C.Porto dos bons momentos, corremos grandes riscos, pois o grau de dificuldade deste jogo é muito superior ao de Aveiro. Pelo adversário, pelo já citado Factor X, mas também pelo campo, que sendo mais pequeno, é propício a muita luta, muitos choques, muitas marcações, que obviamente prejudicam a equipa tecnicamente mais evoluída e sem esquecer outro factor a ter em conta: os vários profissionais portistas que estiveram ao serviço das selecções, com todas as implicações que isso representa na normal preparação do jogo. No início de época, onde todo o tempo é pouco, não ter os jogadores é mau, recebê-los a dois, três dias do jogo e depois de grande desgaste fisíco é muito pior. Enfim, tudo somado, nada que um Dragão não esteja habituado e não possa ultrapassar, mas é preciso um bom Dragão!
O árbitro é o já citado Carlos Xistra, auxiliado por Luís Marcelino e Celso Pereira.
Convocados do F.C.Porto: Guarda-redes: Helton e Beto;
Defesas: Bruno Alves, Fucile, Rolando, Álvaro Pereira, Nuno André Coelho;
Médios: Fernando, Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri, Tomás Costa;
Avançados: Falcao, Mariano, Hulk, Varela e Farías.

Antevisão de Jesualdo:
Equipa preparada«Temos mais uma semana de trabalho e sinto que, neste momento, estamos preparados para enfrentar o arranque do campeonato. Estamos preparados, em função do que pudemos fazer em cinco semanas de trabalho».
Dificuldade acrescida«Este vai ser, seguramente, um jogo mais difícil do que o da Supertaça. No final do jogo de Aveiro, tive o cuidado de dizer que o jogo tinha sido muito difícil e que seria ainda mais difícil o mesmo jogo passado uma semana. Para ganhar domingo teremos de ser muito melhores do que na Supertaça».
Mais fortes e agressivos«Espero um jogo difícil, perante uma equipa forte, que joga um futebol positivo. O Paços fez uma boa prova na Taça da época passada, conseguiu com mérito a presença nas provas europeias. Realizou quatro jogos e acabou eliminado, mas na minha opinião poderia até ter passado. Estou certo de que este jogo vai obrigar-nos a ser mais fortes e mais agressivos».
Lição estudada«A vitória na Supertaça serviu, antes de mais, para conquistarmos um título, que é o objectivo fundamental para nós. O jogo e as suas incidências serviram para percebermos melhor o que temos de fazer para ganhar no domingo e como alerta sobre o que temos de fazer melhor. Teremos de ser mais equilibrados e não descurar o conjunto de factores que podem ser decisivos no jogo».
Bruno Alves ok, Rodríguez ko«Só amanhã terei comigo todos os jogadores da equipa. Posso afirmar já que o Bruno Alves vai jogar e que o Rodríguez estará de fora».Pressão mantém-se«No FC Porto temos a nossa área de trabalho, as nossas vitórias e os nossos objectivos. Independentemente do que se passa à nossa volta, no exterior, só quando começar a competição é que poderemos saber se os nossos adversários são melhores ou piores do que nós. Aquilo que nos interessa é a nossa equipa e, depois disso, o adversário que vem a seguir no nosso caminho. A pressão deste início de época é igual à de qualquer outro».
Grupo motivado«O FC Porto é o campeão, tem quatro títulos consecutivos e é a única equipa que pode conseguir o Penta. Nesta perspectiva, o que para nós é importante é o que a nossa equipa produz e aquilo que pode vir a produzir. O que estamos a fazer é preparar os jogadores para a equipa. É evidente que a possibilidade de ganhar quatro títulos consecutivos, e dessa forma entrar para a história do futebol português, é uma motivação adicional para mim. No grupo, estamos todos motivados e todos com o mesmo espírito».
Base de trabalho«Nenhum treinador tem, neste momento, capacidade de saber se a sua equipa renderá mais ou menos do que na época anterior. Aquilo que temos é uma base de trabalho e queremos preparar os jogadores para que estejam prontos a revelar as suas capacidades».
Mudam-se os tempos, mas tudo continua na mesma


Pelas semelhanças com os tempos que correm, recupero dos arquivos do " Dragão até à morte ", este artigo de Miguel Sousa Tavares, escrito em 2002 e com o título " As pessoas de bem. "
Qualquer semelhança com os tempos passados, é muito mais que pura coincidência...
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Comparar o incomparável. Ou os efeitos da máquina de propaganda vermelha


Não há dúvidas: a máquina de propaganda vermelha extrapola, mantém a chama acesa, diz maravilhas, quando o que se vê não é nada de especial e vai assustando. Que os sportinguistas estejam cépticos ainda se compreende, mas ver alguns portistas nervosos, com medo e já proclamando que este Porto é maia fraco do que o da temporada passada, não lembra ao Diabo. Não se pode comparar o incomparável e é preciso perguntar: de que Porto estamos a falar? Do que empatou como Marítimo, o Trofense e perdeu, frente ao Leixões e Dínamo de Kiev no Dragão? Do que perdeu a Supertaça para o Sporting, na Naval e foi goleado em Londres frente ao Arsenal? Ou do Porto que melhorou com a entrada de Cissokho, espantou em Madrid e em Manchester, mas tremou e muito, contra o Sporting e Benfica no seu Estádio? Que no Domingo a exibição foi fraca, aquém das expectativas, que até não eram altas, vá que não vá, mas partir daí para conclusões precipitadas e prematuras, vai uma grande distância... Manda o bom senso e o exemplo da época passada, que tenhamos cuidado com este tipo de análises.
Agora há uma coisa que ninguém pode esperar deste Porto de Jesualdo: Ópera! Ninguém espere grandes shows de bola, um Porto dominador, esmagador, de bola no pé, que delicia quem o vê jogar...ao ficarmos com Jesualdo, já deviamos ter o obrigação de perceber o que a casa gasta. Eu também gostava, a isso fui habituado, mas tenho de me mentalizar que vai ser assim...
Nesta altura o que é preciso é ganhar, mais lá para a frente, finais de Setembro, façam-me a pergunta que eu responderei se o Tetracampeão esta mais fraco, igual ou mais forte, que o da temporada anterior.
F.C.Porto 2 - F.C.Paços de Ferreira 0. Sem exuberância, mas com justiça



ande parte do jogo, o F.C.Porto não foi, também não se esperava que fosse, uma equipa exuberante, dominadora, compacta, forte, que certamente será lá mais para a frente. No início de época, quando se tem novos jogadores - precisam de aprender novos métodos e novos processos -, o mais importante é ganhar e isso o F.C.Porto conseguiu, sem grande brilhantismo é certo, mas com uma justiça inquestionável. Beneficiou para chegar à vantagem no marcador, de um erro próprio dos apanhados, do guarda-redes pacence, é verdade, mas nessa fase do jogo o conjunto de Jesualdo já estava por cima e mesmo sendo especulativo dizê-lo, acho que teria ganho na mesma, sem a abébia de Cássio. Foi o Porto possível para esta altura, um Campeão que vai melhorar, naturalmente, sabendo que nesta fase, mais importante que jogar bem, são as vitórias, que dão moral, motivam, moralizam e ajudam a ultrapassar, com mais facilidade, o período em que se anda à procura da melhor forma, do melhor sistema, do melhor modelo - aqui não vai haver dúvidas que vai ser o mesmo de sempre: as transições rápidas -, dos melhores jogadores... Se atrás a casa parece arrumada e precisa apenas de ligeiras afinações, no meio-campo e no ataque, Jesualdo ainda tem muito trabalho pela frente. Com Belluschi no lugar de Lucho, a zona intermédia portista precisa de tempo. O ex-Olimpiakos não é um 8 como era o agora jogador do Marselha, mas mais um 10 e como tal, tem tendência a interiorizar, a jogar próximo do avançado, abrindo espaço sobre a direita, o que desequilibra a equipa, fazendo com que Fernando tenha muito mais trabalho, saia da sua posição natural, o que
também influencia o jogo de Meireles, obrigado a ocupar espaços que não são seus, abandonando o lado esquerdo e criando problemas a Álvaro Pereira, que sem Meireles para ajudar e tabelar, arrisca pouco. Aliás, foi notória a melhoria de Meireles depois da saída de Belluschi. Aqui está um problema difícil para o técnico portista resolver, mas que vai resolver, seja com Belluschi, seja com outro - por exemplo Valeri, que estou ansioso por ver jogar... Helton: começou mal o jogo defendendo para a frente um remate de Cristiano, mas pode ter a desculpa da surpresa do remate e das novas bolas que sofrem trajectórias esquesitas. Depois esteve bem, descontando as tangas da reposição da bola em jogo, que não há maneira de acabarem e que dão cabo da paciência a um Santo.
Rolando e Bruno: tirando uma hesitação do capitão no início da segunda-parte, mas que foi compensada com o brilhante cabeceamento para o 2-0, a dupla de centrais, dá totais garantias e vai ser, não tenho o dúvidas, o garante que atrás, vamos continuar fortes.
Álvaro Pereira: pelas razões que referi anteriormente, ainda está muito preso e com pouca disponibilidade para avançar.
Fernando: está bem, cada vez mais experiente, mais jogador...e já vai lá à frente com confiança e sem medo. Titular e com certificado de garantia.
Meireles: como disse, não esteve muito feliz, durante o tempo em que formou o trio do meio-campo, com Fernando e Belluschi, quando o argentino saiu e a equipa ficou mais equilibrada, melhorou e acabou bem, tendo apontado o canto que deu o 2-0.
Belluschi: tem de deixar de ser 10 e passar a ser 8, caso contrário e no sistema de Jesualdo vai ter problemas. Em 4x4x2 será muito importante.
Mariano e Varela: já me referi anteriormente a eles. São jogadores importantes num plantel, pois não sendo titulares, dão garantias quando chamados, que podem trazer coisas boas ao conjunto.
Hulk: pareceu-me cansado, sem constância nas arrancadas, mas é natural num jogador com as suas características. Não podem é pedir a Hulk que resolva sózinho, pois se for assim, a equipa fica Hulkdependente e mais fácil de travar.
Farías: El Tecla é aquilo que mostrou: oportuno, que está no sítio, forte dentro da área, mas para pouco mais...chega para uma equipa como o F.C.Porto? Pode ser útil para alguns jogos...
Tomás Costa: entrou bem e cumpriu.
Guarín: o tempo não deu para mostrar serviço.
Supertaça: F.C.Porto - F.C.Paços de Ferreira



Começar como acabamos: a ganhar!
Enquanto o histerismo dos campeões da pré-época não acaba e todos os dias somos bombardeados com uma "estrela", que grita aos quatro ventos, "este ano estamos mais fortes!" -deve ser para se convencerem a eles próprios ou então, para tentarem assustar os outros...como se já não estivessemos vacinados contra a fanfarronice vermelha...-, arranca amanhã o calendário do futebol português, com a realização da Supertaça, que opõe o Campeão, F.C.Porto, ao finalista vencido da Taça de Portugal, Paços de Ferreira. A Supertaça, que vai para a 31ª edição, tem como grande dominador o clube do Dragão, que conquistou por 15 vezes o Troféu, com o nome de uma grande figura do futebol luso, o já desaparecido jornalista, Cândido de Oliveira.
Queremos começar a época como acabamos a anterior, a ganhar, e para isso temos de nos apresentar bem, não numa forma exuberante, que seria prematura, mas a um nível que nos permita justificar o favoritismo e a superioridade, de uma equipa melhor e mais bem apetrechada. Com o processo de integração dos novos a decorrer com toda a naturalidade e de forma que eles saibam o que a casa gasta, o F.C.Porto arranca para uma temporada difícil - cada ano que passa sem eles ( Benfica e Sporting ) ganharem as nossas dificuldades aumentam -, de muito trabalho, onde o perigo vai espreitar a cada esquina... nada que não se ultrapasse com o profissionalismo, rigor, qualidade, raça e mística, de um Dragão, que não tem medo de ninguém. Nós adeptos, cá estaremos, como sempre, prontos para ajudar, apoiando e defendo o clube contra tudo e contra todos, mas com a exigência que é a nossa imagem de marca. Foi assim que fomos ensinados e foi graças a essa exigência, ousando e pensando Grande, que nos transformamos no Melhor Clube de Portugal e um Grande da Europa - não na teoria, mas na prática.
O árbitro é Jorge Sousa, auxiliado por José Cardinal e por Tiago Trigo.
Convocados do F.C.Porto:Guarda-redes: Helton e Nuno
Defesas: Bruno Alves, Fucile, Álvaro Pereira, Ronaldo, Maicon e Miguel Lopes
Médios: Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri, Tomás Costa e Fernando
Avançados: Mariano, Hulk, Farias e Varela.
Antevisão de Jesualdo:
Equipa preparada«A equipa está pronta para o início da época. Foi isso que planeámos desde o arranque dos trabalhos. O que fizemos até agora foi muito positivo e os jogadores têm trabalhado de forma excelente. Estamos em condições de disputar o primeiro troféu da época e, naturalmente, queremos ganhar. Considero que a equipa está preparada para isso».
Continuar a melhorar«A saída de jogadores da equipa obrigou-nos a trabalhar para termos um modelo exigente. Este ano, o FC Porto atingirá um patamar de competência ainda mais notório e é com estes jogadores que vai continuar a procurar a subida gradual daqueles que chegaram e dos que fizeram o ano passado a primeira época no clube. Com o tempo, vamos procurar consolidar os nossos processos».
Estrutura montada e estratégia definida«O FC Porto construiu a sua estratégia pensando em dois conceitos fundamentais: o seu sucesso desportivo e a consolidação da sua marca. Temos, neste momento, uma estrutura montada e uma equipa que já triunfou no passado. No entanto, os nossos adversários directos também têm uma estrutura montada e, à medida que o tempo vai avançando, as competições ficam mais difíceis. O FC Porto está a modelar as suas estratégias para continuar a avançar dentro daquilo que é a realidade actual».
Preparação para época longa«Não estamos preocupados com o que se ganha na pré-época. Aquilo que nos interessa é sermos um dos principais candidatos ao título e, sabendo que temos 50 ou mais jogos para fazer, estamos a preparar-nos de forma a enfrentarmos esse desafio. Está tudo a zero, o que é bom, e já ninguém se lembra do que conquistámos para trás».
Paços com ritmo de jogo«O Paços de Ferreira é a única equipa, com o FC Porto, que pode ganhar todas as competições nacionais esta época. Conseguiu com muito mérito chegar onde chegou na época passada e participar nas competições europeias esta temporada. Esses encontros que realizou deram-lhe um ritmo de jogo possivelmente superior ao do FC Porto, mas, por outro lado, também admitimos que possam apresentar algum cansaço e algum impacto anímico fruto desta última derrota. Penso que os jogadores do Paços encaram este jogo como o mais importante até aqui e vão dar tudo para serem bem sucedidos».
Apelo aos adeptos«O jogo vai disputar-se em Aveiro, num estádio onde já jogámos nesta pré-época, e queremos que esteja presentes muitos adeptos do FC Porto para nos apoiarem nesta corrida pela Supertaça».
Ambição renovada«Vim para o FC Porto para ganhar e a minha perspectiva é continuar a fazê-lo. A força da equipa e dos seus processos é a única força que eu conheço que permite ultrapassar todos os problemas e todas as dificuldades. Este plantel do FC Porto foi construído de acordo com essa estratégia.»
De tudo o que foi dito pelo técnico portista, realço o facto dele dizer que o F.C.Porto, esta época, atingirá um patamar de competência ainda maior. Significa que Jesualdo, apesar das saídas de jogadores importantes, acredita que tem matéria prima para elevar a fasquia, o que é óptimo.
Adriano:« Quando eu decidir falar...saiam da frente»
- Por mim, Adriano, podes investir à vontade, pois homem prevenido vale por dois e como tal, já comprei uma armadura contra as tuas investidas.
Recordar o off-the-record violado, para que nunca mais se repita









Quem se lembra desta pouca vergonha? Quem tem memórias destas páginas negras, um jornalismo de sarjeta em que valia tudo? Estavamos no 3º ano da caminhada que nos levaria ao Penta, o treinador era A.Oliveira e a corja não dava tréguas...Vencemos esse campeonato, o Tri, e só paramos no Penta, mas valeu tudo para nos derrotarem... Agora que estamos em nova caminhada, para o Bi-Penta, temos de estar atentos e mobilizados. Na época passada, se se recordam, valeu tudo para nos quebrarem a espinha e esta época vai ser mais do mesmo. Os freteiros, os desanimados, os bonzinhos, os guerras, os manhosos, os loureiros, os costas e afins, sabem que se o F.C.Porto ganhar o próximo campeonato há um clube que vai ficar muito mal - o clube deles, esse que todos estão a pensar... - e tudo vão fazer para nos impedirem de ter sucesso. Sem os meios que temos agora, em 1996, paramo-los. Se eles voltarem a tentar, vamos pará-los outra vez!
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Recordações memoráveis




As duas primeiras fotos são relativas à festa de homenagem aos campeões da época 1967/1968, em todas as modalidades. O último título antes da longa travessia do deserto -19 anos - foi em 1958/1959 e dessa época não podia ter memórias - quem tiver e quiser partilhar, faça favor...






