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Serviço público portista: 1º fascículo




A partir de hoje e sempre que possível - quero ver se no mínimo, uma vez por semana... -, o "Dragão até à morte" vai publicar 15 fascículos - 16 páginas - da História riquíssima do F.C.Porto - desde a fundação, ano de 1893, até ao ano de 1995.
É uma edição A Bola, "Glória e Vida de Três Gigantes", com textos do jornalista António Simões, um dos poucos, na redacção de Lisboa, que na minha opinião, tem credibilidade e por isso, merece respeito.
É uma obra de grande qualidade, que escalpeliza e realça - há peripécias deliciosas...-, mais de 100 anos do melhor clube português.
Leiam, reflictam e guardem...vale a pena.

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Vermelhos, cabeças no ar e profissionais de 3ª categoria


Confesso a minha ignorância: não sei quase nada sobre como se faz um jornal. Mas sei que antes do fecho e principalmente a primeira página, não é obra de um homem só. São vários jornalistas a verificarem se está tudo bem, se não há erros, se "aquilo" era o que se pretendia, etc. Assim, pergunto: mesmo sabendo que em A Bola, o Freteiro Delgado e "sus muchachos", andam todos eufóricos com Jesus, o exterminador implacável, com a conquista de torneios atrás de torneios - mesmo que sejam contra os juniores do Celtic...-, com a goleada ao Setúbal, etc., como é possível um erro tão grosseiro?
Diz e pergunta o Bruno Paiva, no comentário que me alertou para esta lamentável situação: "Já à uns tempos no mesmo jornal diziam que Belluschi era um ex-Panathinaikos.
Cruzes...como são maus profissionais. Até eu que não sou pago para saber destas coisas, sei mais que eles."
- É isso Bruno, são maus profissionais, vamos pensar que é só isso...mas olha que eu sou do tempo em que eles disseram: " O campeão joga em Braga" e Bruno, quem jogava em Braga era o Benfica e o Campeão era o F.C.Porto que nesse dia jogava em Aveiro...

Ah, já me esquecia:- senhores jornalista de A Bola, o Hulk se jogar é frente ao Chelsea - Chelsea, perceberam? são azuis e jogam lá o Hilário, o Bosingwa, o P.Ferreira, o R.Carvalho e o Deco - e não frente ao Arsenal. Deixem de pensar vermelho a toda a hora e tenham vergonha!

D. Januário Torgal Ferreira, um portista ilustríssimo



Com a Liga Sagres parada para dar lugar aos compromissos da selecção e a chinfrideira da política a não dar descanso, ainda pensei fazer um post sobre o panfleto vermelho que é A Bola, não para falar da miserável capa com o exterminador implacável???!!!, mas de um artigo, de um tal Hugo Vasconcelos, que sem pudor e sem vergonha, desanca de forma inqualificável, Rochemback e Katsouranis, agora que ambos deixaram o futebol português e já não pertencem ao Sporting e ao Benfica. Sobre esse menino, no futuro, não vão faltar oportunidades para isso...Assim, o meu destaque de hoje vai para D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas, um portista ilustre, de sempre e para sempre. É uma entrevista de Junho de 1995, à Bola Magazine, onde D. Januário fala do F.C.Porto, do seu portismo e que merece ser lida.

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F.C.Porto 2 - Ajax 0, época 1985/1986. Mas levamos um banho de bola...





Estou em maré de recordações...
Depois de ter recordado o meu primeiro jogo ao vivo e a respectiva equipa; de escolher o meu onze ideal...Resolvi abordar o jogo que vi ao vivo e no nosso Estádio, em que mesmo ganhando, levamos o maior banho de bola que a minha memória alcança. Foi o F.C.Porto 2 - Ajax 0, relativo à Taça dos Campeões Europeus, época 1985/1986.
Ultrapassado um hiato de 5 anos sem ganhar o título - tanto tempo! -, o F.C.Porto já sobre a presidência de J.N.Pinto da Costa e tendo como treinador A.Jorge, recuperou o ceptro na temporada 1984/1985 - jogando um futebol de excelência, apesar dos percalços, Whrexam e final da Taça - e por consequência, foi o representante luso na prova mais importante da UEFA. Na eliminatória, apanhamos logo com o Ajax, treinado por essa lenda do futebol mundial, chamado J.Cruyff e que tinha uma equipa jovem, mas cheia de talentos, que mais tarde viriam a ter uma carreira excepcional: Menzo, Silooy, R.Koeman, A.Winter, F.Rijkaard, A.Muhren, G.Vanenburg, Van Schip, S.Lerby, J Bosman e M.Van Basten, formavam um onze fortíssimo, difícil de bater e que jogava um futebol de encher o olho. Nas Antas, repletas de um público apaixonado e que apoiou sempre, mesmo perante o domínio que chegou a ser total dos holandeses, o F.C.Porto conseguiu o feito de ganhar por 2-0, mas levou o maior banho de bola de que me lembro - em posse de bola foi para aí 70/30 para o Ajax... Só que nem sempre quem domina ganha e o F.C.Porto venceu com os golos serem apontados por Laureta e por Celso. Na segunda-mão empatamos 0-0 e passamos à 2ª ronda onde fomos eliminados pelo Barcelona, tendo perdido 2-0 em Espanha e vencido por 3-1 nas Antas - 3 golos de Juary.

Quem se recorda?

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O meu onze maravilha do F.C.Porto, com treinador e suplentes



Treinador:
José Maria Pedroto
V.Baía, J.Pinto, J.Costa, Aloísio e Branco,
A.Oliveira, A.André e Pavão,
R.Madjer, T.Cubillas e P.Futre.


Suplentes: J.Mlynarczyk, R.Carvalho, B.Alves, Frasco, Deco, Gomes e Jardel
Há tempos atrás, alguém - terá sido o Adriano? - sugeriu que escolhesse o meu onze, do F.C.Porto, a partir de todos os jogadores que vi jogar de Dragão ao peito.
Correndo o risco de me esquecer de alguém, ou de comparar o incomparável - um grande jogador de outrora, onde o futebol era mais lento, havia mais espaços, o grau de exigência e o número de jogos era menor, seria um grande jogador agora? -, fica a minha equipa, com treinador e os sete suplentes.
Haverá quem concorde, quem discorde...Deco merecia fazer parte do onze inicial, mas tirar quem? Isto para fazer uma equipa equilibrada...

Recordações inesquecíveis...






Não sei se já disse, mas se disse repito: o primeiro jogo que vi ao vivo do F.C.Porto, foi um Porto/Freamunde em juniores, época 1964/1965, no campo de treinos do saudoso Estádio das Antas. Fui pela mão do meu avô - portista ferrenho - que me disse: - como eles nos ganharam lá 1-0, devem ter uma boa equipa e portanto, vai valer a pena. Valeu e de que maneira. O deslumbramento foi total. Aquela equipa - primeira foto - era uma máquina, ganhamos por 8-0 e fiquei impressionadíssimo com um jovem médio, Fernando Pascoal das Neves, conhecido por Pavão, que depois desse jogo passou a ser o meu ídolo de infância. Nos jogos de rua - tantas saudades também... Que é feito desses jogos que tantos craques deram ao futebol? -, eu passei a ser o Pavão, ou melhor, uma imitação foleira do Pavão. O bichinho já existia, mas a partir daí aumentou muito e acampanhar o F.C.Porto passou a ser quase obrigatório...até aos dias de hoje.

As duas primeiras fotos são dessa equipa - 1964/65 - e da de 1965/66 e nelas identifico, para além do Pavão, Lázaro, Rendeiro, Sérgio Vilarinho, Ernesto, Belo, Alberto, Arlindo, ...e mais nenhum - quem souber os que faltam...a"gerência" agradece.

As duas seguintes, são dos veteranos do F.C.Porto, onde alguns ainda fazem uma perninha, como é o caso do meu particular amigo João Moreira - última foto, 5º a contar da direita, em baixo -, que era um lateral-direito raçudo e com qualidade, uma espécie de João Pinto dos tempos antigos - pelo menos é o que ele diz...
Nas fotos dos veteranos reconheço, para além do Moreira, S.Vilarinho, Tibi, Amaral, E.Luís, Valdemar, Gabriel, Vital, Abreu, Filipe, Afonso, Fonseca, Baltasar e João Pinto.

Nota Final: agradeço ao Armando Pinto a colaboração, pois foi graças a ele que descobri o blog da mulher de Sérgio Vilarinho, de onde surripei estas fotos. Tentei por vários meios contactar a senhora e pedir-lhe autorização. Não foi possível...espero que ela não leve a mal...
O link é:http://vilarinho0.multiply.com/photos/album/32/32

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