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É preciso um estômago à prova de bala...



Se eu fosse benfiquista, sportinguista, o freteiro Delgado, o Guerra, o Bonzinho, o Manhã, o C.Daniel, o Conduto, o Pedro Sousa, o J.Rita, o J.Gobern, o Rui Santos, o J.Baptista, o J.Rosado, um dos fedorentos, etc., etc., o meu estômago já não aguentava mais Kompensan ou Rennie, pois não há forma de combater a azia crónica. Como sou portista, as azias são, felizmente, muito espassadas, passam depressa e não perturbam. Mas meus caros amigos, para ler e ouvir, certos figurões da nossa praça é preciso um estômago à prova de bala...

Vejamos: o bronco que treina o Benfica, nem se apercebe das figuras tristes que faz e tão depressa diz uma coisa, como o seu contrário: em 19 de Agosto e em resposta ao presidente do Braga que o culpava do insucesso na pré-eliminatória da Liga Europa, disse e vou citar o MaisFutebol (*):«Não tive nada a ver com a organização da equipa do Sp. Braga e recuso-me a servir de escudo para os maus resultados». No Domingo, após a vitória do seu clube em Leiria, o campeão das gafes - ainda consegue dar mais pontapés na gramática que o Vieira! -, disse isto:«Naquele onze só o Viana é que não estava lá no ano passado, todos os jogadores foram escolhidos por mim e já lhes tinha dito que íamos jogar para ser campeões neste ano, eles são testemunhas». É preciso ter lata!

Também é preciso ter um estômago de aço, para ouvir e ler os elogios feitos a Domingos Paciência, depois de lhe terem chamado tudo: desde recadeiro, a voz do dono, passando por alguém que dizia que o Braga da época passada tinha obrigação de fazer melhor só para agradar aos responsáveis do seu clube de coração. São os cínicos, os hipócritas, os que têm armários cheios de esqueletos e julgam os outros, à sua imagem e semelhança.

É preciso um grande estômago para aguentar sem vomitar, o cheiro nauseabundo provocado por um artigo miserável de F.Guerra em A Bola de hoje, no qual, de forma desonesta e de má-fé, esquece factos, passa por cima de outros, para concluir da forma que lhe interessa e que é : - estamos no fim de um ciclo e à cautela Pinto da Costa já está a abrir a porta de saída. Chega a esta conclusão este verme - é assim que merecem ser tratados -, porque o F.C.Porto está em terceiro lugar à 5ª jornada, atrás do Benfica 3 pontos. Se fosse um jornalista sério, veria, que duas jornadas à frente, na 7ª jornada da temporada anterior, o F.C.Porto tinha 4 pontos de atraso em relação ao seu clube, chegou a ter 5 pontos e no fim, deixou o Benfica a 11 pontos. - ONZE, percebeu!... Isso devia merecer algum cuidado, mas como o F.C.Porto teve duas derrotas, Guerra achou que devia pisar em cima, ser baixo, rasca e ordinário... Lá mais para a frente veremos se estamos no fim de ciclo, ou estamos a caminho de fazer mais uma vez história.

Finalmente, é preciso um estômago em muito bom estado para aguentar o branqueamento feito ao penalti mal assinalado, que deu a vitória ao Benfica em Leiria e ao escandaloso penalti assinalado contra a equipa do Olhanense, que deu o empate à equipa leonina e viria a ter influência directa no resultado do jogo. Aqui, a mensagem que se pretendeu passar, falsamente, é que o árbitro antes tinha errado contra o Sporting e como tal... Como se uma coisa justificasse a outra!

Para combater esta nojeira e estas campanhas miseráveis, só um Porto ao nível dos bons velhos tempos: unido, solidário, com a crença e o forte espírito do Dragão. Quem não estiver de corpo e alma no grupo; quem achar que o F.C.Porto já é pequeno de mais para o seu talento; quem achar que na Champions é que é e que a Liga Sagres/Benfica, é coisa menor, só tem um caminho: passar a ver os jogos na bancada.

Vamos a isso e já no Sábado frente ao Sporting.

(*) - A partir de um comentário deixado no post anterior.

Uma imagem vale mais que mil palavras


Todos somos poucos para denunciar a pouca vergonha.

Sempre que as coisas não funcionam a ajuda aparece. Foi assim em Guimarães, foi assim, ontem, em Leiria.

Para conquistar o Penta e contra "isto", é necessário um grande F.C.Porto no campo - um Porto com atitude, crença, uma vontade imensa, capaz de colocar sempre em campo o verdadeiro espírito do Dragão e não um Portinho igual ao de Braga...só assim teremos legitimidade para denunciar a pouca vergonha - e sempre atento e a chamar atenção, fora dele.

Análise do "Tribunal" do Jogo:

Jorge Coroado
Não. Não houve qualquer grande penalidade. Existiu, sim, jogo perigoso activo de Mamadou Tall. E o contacto deu-se também pelo movimento frontal do jogador do Benfica.

Rosa Santos
Não, não é penálti. O jogador do Leiria joga primeiro a bola. No máximo, seria livre indirecto, nunca penálti. E isto se houver falta.

António Rola
Sim. O jogador do Leiria tentou fazer um pontapé de bicicleta, vindo a atingir Aimar, e, perante a lei, o árbitro só teve de considerar penálti.

A análise do António Rola, diz bem da imparcialidade de alguém, que já foi instrutor dos jogadores do Benfica para questões de arbitragem.

Fosse o F.C.Porto o beneficiado e hoje, todos os jornais fariam grandes manchetes com a vitória falsa, como foi o clube do regime, não se passa nada.

É outra vergonha.

S.C.Braga 1 - F.C.Porto 0. Demasiado "finos" para partir pedra


Mesmo tendo uma elevada cultura de exigência e não gostando de perder nem a feijões, os adeptos do F.C.Porto, na sua grande maioria, foram capazes de reconhecer o bom trabalho da sua equipa em Stamford Bridge frente ao Chelsea. Contra uma equipa que lhe é superior, lidera o campeonato inglês e é das melhores da Europa, o Tetracampeão foi valente, foi determinado, teve atitude e jogou, durante vários momentos do jogo, a um bom nível. Perdeu, mas deu indicações de estar no bom caminho. Mais, deu indicações de estar num processo evolutivo e fez acreditar que esta época, o martírio do período de turbulência que aconteceu por esta altura da temporada anterior não iria acontecer. Puro engano, bastaram apenas 4 dias para se perceber que a equipa não está como se pensava, após Londres e foi uma desilusão. O Porto que se apresentou ontem na "Pedreira" foi uma caricatura, foleira, do Porto de terça-feira: onde houve uma equipa com atitude, valentia, determinação e bom futebol, passou a haver uma equipa abúlica, displicente, desconcentrada, trapalhona e a jogar pouco. Porquê? Os profissionais portistas estão cansados de ganhar a nível interno e só têm motivação para a grande montra do futebol europeu? Não me parece que estejam apenas aí as razões para o insucesso na noite de hoje. Então porque falhou tanto o F.C.Porto na Cidade dos Arcebispos? Falhou fundamentalmente na zona onde se ganham os jogos, o meio-campo, mas também e por consequência desse rendimento abaixo dos mínimos exigíveis do sector intermédio, da péssima prestação do ataque - não, não esqueço a frangalhada de Helton, mas tivesse feito o F.C.Porto um jogo normal, se calhar até dava para ganhar apesar do erro grosseiro do seu guarda-redes. Se a opção por Guarin, atendendo ao excelente jogo que fez frente à equipa orientada por C.Ancelotti, não se questiona, já se questiona dar-lhe a função de médio mais avançado e mais, deixá-lo em campo o jogo todo, quando dos seus pés não saiu qualquer lance capaz de criar roturas e embaraços à defesa arsenalista, com a excepção de um golo fácil desperdiçado na alvorada do jogo. Se Guarin jogou pouco, Meireles jogou menos ainda e cedo deu mostras de um cansaço que não ajudou nada a um rendimento aceitável na zona nevrálgica do terreno. Quando Fernando é o jogador mais esclarecido, mais dinâmico e mais construtivo, do meio-campo, até pode dar para empatar, mas dificilmente dá para ganhar. Porque não jogou ontem Belluschi no lugar de Meireles? Que se passa com o argentino que de titular indiscutível passou a suplente não utilizado? Mesmo com as atenuantes referidas, o ataque portista, com excepção de uns fogachos de Varela, não existiu. Falcao fez o pior jogo com a camisola do F.C.Porto e Hulk, parece demasiado afectado depois da expulsão em Paços de Ferreira e demasiado preocupado com os árbitros - embora num ou outro lance tenha razão, como por exemplo naquele absurdo cartão mostrado por Proença, pede-se muito mais a Givanildo. A Farías, que quase resolvia, não se pode pedir muito mais... A propósito do rendimento do ataque, quero acrescentar o seguinte: depois do período de transferências ter terminado, disse em post, que, infelizmente, não tinha vindo ninguém e que esperava estar enganado na necessidade do plantel precisar de um avançado. Hoje ao ver a solução de emergência - Bruno Alves na frente -, para a equipa tentar marcar, veio-me logo isso ao pensamento...Continuo a desejar estar enganado!

Resumindo: o Braga ganhou bem e mostrou para além da atitude, uma organização de jogo superior ao F.C.Porto. A equipa portista, talvez pelos elogios que recebeu pós Chelsea, foi para a "Pedreira" de facto de gala, não vestiu o fato de macaco, deu-se mal e neste mês de Setembro, onde nada se ganha, mas muito se pode perder, já vai em duas derrotas. Que arrepie caminho e tenha um rendimento uniforme, é o desejo de todos os portistas.

Notas finais: já tinha acontecido em Londres e voltou a acontecer ontem: porque entra a dormir após o intervalo, a equipa de Jesualdo?
Vem aí o Sporting. Espero que o técnico portista encontre as melhores soluções para voltar às vitórias. Não me atrevo a pedir-lhe que seja pró-activo e não reactivo. Seria pedir demasiado a um homem que já deu mostras de ser teimoso e conservador. No F.C.Porto o que é passado, passado está e Braga já passou. No entanto, a esmagadora maioria dos adeptos do F.C.Porto tem bem noção dos graus de exigência. Braga, Sporting e A.Madrid não são o Chelsea em Stamford Bridge...
Uma palavra para as claques do F.C.Porto: quer em Londres quer na "Pedreira", as claques do F.C.Porto merecem todos os elogios. Se quando se portam mal devem ser criticados, quando são importantes no apoio, merecem ser reconhecidos.

Os "finos"

Helton: fez uma grande exibição frente aos ingleses e resolveu deitar faladura. Teve azar e sofreu um golo que não se admite. Espero que tal como a equipa, não ande a passar do 80 para o 8. Ah e bico calado!
A defesa: foi o melhor sector e todos cumpriram. Álvaro Pereira entrou mal e fez penalti, mas recompôs-se e depois jogou bem. Bruno acabou avançado, mas muitas vezes no lado direito o que não deu para perceber...
Do meio-campo e do ataque já falei e Rodríguez ainda mexeu, mas não percebi para onde foi jogar já que na parte final era bolas para a frente e fé em Deus.

Pedro Proença:
penso que ficou um penalti para cada lado por marcar - o já citado lance de Álvaro Pereira e uma mão na área do Braga que Guarin rematou para fora. Na área não há lei da vantagem e por isso Proença devia ter marcado. Dúvidas no lance entre Hulk e João Pereira. Uma vergonha o cartão a Hulk. Mesmo que não houvesse falta, mostrar cartão por simulação...só por efeito de demasiado gel na cabeça!

S.C.Braga - F.C.Porto. Partir a pedra que for preciso para chegar à vitória



Enquanto na política o árbitro mete os pés pelas mãos e o jornal do Belmiro, dito de referência, parece uma barata tonta a tentar explicar o inexplicável, no futebol e no regresso à Liga do desaparecido em campanha, Hermínio e seu fiel escudeiro, sua excelentíssima iminência vermelha Ricardo Costa, retenho as palavras de Bruno Alves que disse: "Não interessa jogar bem e perder". Como princípio está correcto e por isso vamos já passar da teoria à prática frente ao Braga...Mas se jogarmos mal e ganharmos...também está bem!

Frente a uma equipa que lidera a Liga, totalmente vitoriosa e depois de uma jornada de grande desgaste físico e psicológico, o F.C.Porto tem mais um teste difícil neste mês de Setembro, onde não se ganha nada, mas se pode perder muita coisa. Se na "Pedreira" estiver o Porto de Stamford Bridge na atitude, na determinação e na qualidade - presente em vários momentos do jogo -, junto a um Hulk mais inspirado e ainda uma maior ousadia, natural do facto do Braga não ser o Chelsea, com mais ou menos dificuldades - não, não estou a pensar no Proença -, saíremos da cidade dos Arcebispos com os 3 pontos e chegaremos ao 1º lugar, lugar que nos últimos anos é o nosso habitat natural.

O árbitro é Pedro Proença, auxiliado por Tiago Trigo e por Ricardo Santos.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes:
Helton e Beto;
Defesas: Bruno Alves, Fucile, Rolando, Álvaro Pereira, Sapunaru e Maicon;
Médios
: Fernando, Raul Meireles, Belluschi e Guarín;
Avançados:
Falcao, Mariano, Rodríguez, Varela, Hulk e Farías.

Equipa provável: Helton, Fucile, Rolando, B.Alves e Álvaro Pereira, Fernando, Belluschi e Guarín, Varela, Falcao e Hulk.

Antevisão de Jesualdo:
Jesualdo Ferreira
, admitiu hoje que o FC Porto "espera, deseja e quer chegar" ao fim do jogo com o Sporting de Braga na condição de líder da Liga.

Jesualdo Ferreira, que falava na habitual conferência de imprensa de antevisão aos jogos, no Olival, admitiu ainda que, no que diz respeito à concorrência, "neste momento, o Benfica está mais forte do que na época passada".

Parêntesis à parte, e de regresso ao adversário dos "dragões" no sábado, Jesualdo Ferreira reconheceu que o Sporting de Braga, "não tendo a mesma equipa do ano passado, continua uma equipa forte".

"É o líder indiscutível da Liga, ganhou os quatros jogos que disputou e não há nenhum argumento que possa pôr em causa esta situação", referiu Jesualdo, elogiando o "espírito de vitórias presente no Braga".

O treinador dos "dragões" reconheceu que contava ir a Braga defrontar o líder com os mesmos pontos, e não com menos dois (referentes ao empate com Paços de Ferreira), mas está convicto de que sairá do jogo no primeiro lugar.

"O Braga tem praticamente a mesma equipa, feita de jogadores que estão juntos há muito tempo, tem uma cultura de vitórias e procura sempre obter melhores resultados", apontou o treinador dos portistas.

A condição de líder dos "arsenalistas" é um cenário que se tem repetido nos últimos anos, bem como os triunfos sobre os ditos grandes, pelo que Jesualdo afirma que "em Braga há uma forte cultura de vitória".

Atendendo que o Sporting de Braga é o líder, Jesualdo Ferreira defendeu que "este é o jogo mais difícil do FC Porto".

"Vai estar em jogo a liderança do campeonato. Espero, desejo e quero chegar ao fim da jornada na liderança", disse.

Jesualdo admitiu que o FC Porto "ainda está longe dos patamares de equilíbrio e competitividade" desejados, mas sente que o grupo de jogadores, crescendo como equipa, será tão forte ou mais do que o da época passada.

O treinador recordou que as vitórias "morais" (no caso da derrota com os ingleses do Chelsea) não têm peso, pois o resultado não deixa o FC Porto minimamente satisfeito, apesar da exibição equilibrada e conseguida.

"A verdade é que perdemos, mas não afecta o que vamos ou íamos fazer em Braga mesmo que tivéssemos ganho em Chelsea", disse Jesualdo Ferreira, que apontou o pouco tempo de recuperação entre os dois jogos.

Ainda para o treinador, "o que está para trás condiciona o que está para a frente, mas o FC Porto tem que olhar não só para o que se passou em Inglaterra mas para todos os resultados conseguidos anteriormente, que foram bons".

"Embora longe do que queremos fazer no futuro, que é já amanhã (sábado), com o Sporting de Braga - outro jogo, outra competição, mas o mesmo FC Porto -, espero fazer ainda melhor", defendeu o treinador.

Jesualdo Ferreira considerou que ainda é cedo para se aferir do nível competitivo da presente Liga, que vai apenas para a quinta jornada, mas recordou que o FC Porto teve sempre concorrência nos anos anteriores.

"O que distanciou ou diferenciou os três campeonatos entre eles é que nós ganhamos sempre mais vezes e perdemos menos do que os nossos adversários, vai depender de nós", explicou Jesualdo Ferreira.

O treinador considerou que se o FC porto conseguir manter a média de 10 golos em três jogos vai fazer um registo muito bom no final: "Até à quarta jornada só uma equipa ganhou mais jogos do que nós".

Ainda no campo da concorrência directa, Jesualdo Ferreira admitiu que, "neste momento, o Benfica está mais forte do que o ano passado". in Público

Vermelhos, mas não de vergonha

O que é que faz o treinador do Benfica no restaurante de um conhecido barbudo benfiquista, na companhia de dois... jornalistas da RTP? Almoça, naturalmente. E conversa. Mas sobre que temas? O Labaredas suspeita que Jorge Jesus não estará propriamente interessado no jornalismo ou em recordações de um defunto programa dominical, por isso o assunto que os une nesta altura é, indiscutivelmente, outro: o vermelho.«Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és».
Neste caso, o que és. Se Carlos Daniel e Hélder Conduto fossem «apanhados» a almoçar em grande cumplicidade com os técnicos do Paredes e de um clube do interior alentejano ou gritassem, alto e bom som, em pleno local de trabalho, que o clube da sua terra é o maior, não viria mal ao mundo.Assim, porém, é mais grave e despudorado: Que tipo de imparcialidade pode esperar-se quando, amanhã, coordenarem ou comentarem trabalhos sobre o Benfica e, já agora, sobre algum dos rivais azuis e brancos e verde e brancos?

O meu comentário:
aposto que quando o benfiquista de Paredes ler o Labaredas, vai ficar possesso.

Serviço público portista: 3º fascículo e a "Caravana da saudade"



Havia muitos assuntos para tratar: o artigo da Semenaya portuguesa; a UEFA que voltou atrás e retirou o castigo de 2 jogos a Eduardo, em contraponto com o que fez a Liga a Lisandro na época passada - obrigado Caetano pela dica; mais uma declaração intelectualmente desonesta de Paulo Chorão Bento; a reacção do F.C.Porto ao caso do Delegado que disse a Liga, falsificou o relatório. Mais vale tarde que nunca...mas, compromissos são compromissos e assim, hoje temos o serviço público portista - 3º fascículo da História do F.C.Porto - e a "Caravana da saudade" em colaboração com o Armando Pinto.

"Caravana da saudade"


"Como aqui há pouco tempo referi num comentário, que teve correspondência de imediato, tive oportunidade por estes dias de adquirir um livro antigo sobre o F. C. Porto, particularmente de uma digressão de espírito sentimental efectuada através da equipa principal do nosso clube, levando um pátrio abraço clubista à comunidade portuguesa de África, corria o ano de 1949 – no tempo de presidência do Dr. Miguel Pereira.

Esse livro, escrito por Delfim Pinto da Costa e publicado em 1950 em edição do próprio autor, gravou assim à posteridade essa viagem da referida embaixada portista, num exemplo que hoje em dia não acontece, descrevendo pormenorizadamente todas as ocorrências e peripécias, numa «crónica da viagem do Futebol Clube do Porto a Terras d’África» entre 11 de Julho a 8 de Setembro de 1949. Sendo este exemplar, ainda em bom estado, que agora possuímos, um precioso documento (comprado, por correio, a uma livraria antiquária de Lisboa), não se sabendo contudo de quem foi pertença por não ter qualquer assinatura, nem de posse nem de dedicatória, embora naturalmente, pelo seu tempo de existência, tenham sido muitas as mãos que entretanto o desfolharam. Teve prefácio lavrado pelo Padre Marcelino da Conceição (um grande Portista, de que ainda lemos referências na nossa infância, quando começamos a seguir a vida do FCP pelo jornal O Porto), e narra todas as curiosidades relacionadas, desde a saída da cidade do Porto para Lisboa, pela Estação de São Bento até à do Rossio (metendo então visita ao jornalista Rodrigues Teles, escritor da pioneira História do F. C. Porto), seguindo depois rumo no barco “Império” que transportou a nossa delegação metropolitana. Correspondendo ao «arroubo de patriotismo com que de Angola chamaram o Futebol Clube do Porto para lá ir jogar», tendo passado ainda pelo Congo Belga, terra que também fora antes portuguesa (coisas da História Lusa…), como que deixando aí o mar de separar tanta gente nutrida pela mesma corrente de laços entrelaçados. A cujas recepções os nossos heróis levaram distintivos dourados e de diamantes do F. C. Porto, para ofertas de cortesia.

Por esse relato escrito sabe-se que tal embaixada azul e branca, transportada por barco até essas terras d’além-mar, era constituída pelos directores de então Carlos Nunes, Dr. Cesário Bonito e Delfim Pinto da Costa, além de como convidado ter ido também João de Almeida Campos (do Governo Civil do Porto), sendo treinador Alberto Augusto, massagista Francisco Gonçalves e jogadores Valongo, Chico, Alfredo, Carvalho, Joaquim, Romão, Lino, Freitas, José Maria, Gastão, Diogenes, Fragata, Sanfins, Araújo, Pinto Vieira, Graça e Virgílio (que se juntou mais tarde aos colegas, ido de avião, pois ficara na metrópole por dificuldades levantadas pelo serviço militar… embora mais tarde suplantadas parcialmente; o que não aconteceu com Carlos Vieira, que se viu impedido e teve de ficar no país continental, por não lhe ter sido concedida licença militar, tal como, mas civilmente, ocorreu com Eduardo Vital por não ter conseguido licença do seu emprego… por, como funcionário público, não ter havido “autorização federativa para poder jogar”). – O costume, dos aziados de sempre!

Era a primeira grande viagem duma equipa portuguesa, por tanto tempo e envolvendo importante representatividade. Na chegada, a Angola, ficou então famoso o grito da multidão à chegada: «Lá vem o Porto!»

Durante a estada em terras afro-portuguesas, por entre grandes viagens e digressões pelos mais variados percursos e poisos (incluindo transportes aéreos locais e comboio expresso, pelas longas distâncias), o F C Porto jogou inicialmente com o F. C. Luanda, vencendo por 10-2; seguindo-se sempre com vitórias, sucessivamente, com a Selecção de Huíla, por 8-2; Sel. de Lobito, 4-1; Grupo Desportivo Ferrovia, de Nova Lisboa, 3-0; Sel. de Nova Lisboa, 6-0; Sel. de Benguela, 9-2; Sel. de Pool (Leopoldevile e Brazavile), 4-2; Sel. de Luanda, 6-3; Ferroviário se Luanda, 7-1; e Benfica de Luanda, 7-1; trazendo assim na bagagem muitos galhardetes, salvas de prata, medalhas, livros, bibelots de marfim, elefantes de ébano e valiosas taças, com destaque para as “Associação de Futebol de Lubango”, “Festas da Cidade do Lobito”, “Romeu Galiano”, “Salvador Correia”, “Magro Romão”, “Padrão do Zaire” e “Companhia Velha”. Quando, à despedida, a população indígena, vitoriando os seus ídolos, deixou escapar desconsolo noutra aclamação, gritando: «Lá vai o Porto!»

Muitas preciosidades recordatórias encerra este livro, ao longo das suas 154 páginas de escrita interessante, exarando narrativas de «tal torvelinho em que vivemos durante dois meses…» (como descreveu o dirigente-escritor em apreço), não sendo obviamente aconselhável alongar mais estas considerações, para não tornar demasiado extensa a exposição. Restando dizer que com trabalhos destes se ficam a conhecer importantes detalhes da nossa História. Como, no caso, daqueles «pedaços do (ex-) Portugal Africano, por onde (naqueles idos de 49) passearam as camisolas azuis-brancas… Um sonho que ficou para lá do oceano…»

Armando Pinto

Como não sou desses tempos, o Armando também não e não indica quem é quem, se alguém souber dizer os nomes dos jogadores e em que posição na foto se encontram, a gerência agradece.

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O Speaker do Restelo e as palmas boas e más


Na época passada, quando da visita do F.C.Porto ao Restelo para defrontar o Belenenses, em jogo a contar para a 16ª jornada da Liga Sagres/Benfica, o Speaker do clube da Cruz de Cristo, pediu uma salva de palmas para Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do F.C.Porto, porque, disse ele: "... muito nos ajudou no conturbado momento financeiro que atravessámos". O F.C.Porto ganhou por 3-1 e logo surgiram as mais torpes insinuações, que apareceram por todo o lado, com especial destaque na máquina de propaganda vermelha: os freteiros, recadeiros, animados e desanimados, fundamentalistas da má língua e com a cabeça cheia de porcaria, logo espalharam a notícia e mais uma vez, o F.C.Porto e o seu Líder, foram maltratados e insultados... Domingo passado, o Speaker do Belenenses, pediu a mesma salva de palmas para Jorge Jesus, R.Amorim, Weldon, J.César - "...fizeram muito pelo Belenenses" - e, curiosamente, espanto dos espantos - estou a ironizar porque daqueles ordinários já nada me espanta -, as mesmas palmas pedidas pelo Speaker azul, foram consideradas um gesto invulgar e um bonito exemplo de fair-play. O Benfica ganhou por 4-0???!!! e foram só elogios, ninguém questionou nada...fosse com o Tetracampeão e o que não diriam os freteiros do regime?

É o jornalismo da vergonha, rasca, baixo, de sarjeta, com dois pesos e duas medidas, que critica ou aplaude, exactamente as mesmas situações, conforme os intervenientes são o clube do velho e novo regime - Benfica - ou outro, em particular o F.C.Porto.

Somos o melhor clube português e continuaremos a ser, pois como diz o ditado:- os desanimados grunham, mas a caravana azul e branca passa.

Chelsea F.C.1 - F.C.Porto 0. Gostei. Temos gente!


Frente ao Chelsea, grande equipa, grandes jogadores - Essien é um monstro! -, a jogar em casa e com um ritmo de futebol inglês - que não tem nada a ver com o português -, o F.C.Porto bateu-se sempre bem, com a excepção dos primeiros 15 minutos da segunda-parte, discutiu o jogo e na parte final foi para cima da equipa londrina, obrigando Ancelotti a substituições conservadoras para segurar a vitória. Apresentando-se com Guarín - uma surpresa que tirou do sério muitos portistas -, no lugar de Belluschi, Mariano no lugar de Varela e Rodríguez no lugar de Falcao, em relação ao conjunto que defrontou o Leixões, a equipa, hoje, de laranja, entrou bem, na mesma onda dos londrinos, e se defendeu mais que atacou, nunca deixou que o Chelsea pudesse impor um domínio absoluto, avassalador, daqueles que nem deixam uma equipa respirar. Contra-atacando com perigo, apesar de Mariano - só fez asneiras -, perder bolas em lances de superioridade numérica já no meio-campo adversário, o conjunto de Jesualdo deu-se ao respeito e foi para o intervalo com uma igualdade justa. Pena que os 15 iniciais da segunda-parte, não tivessem o mesmo Porto da primeira...Entrando desconcentrado, abúlico, mais desorganizado, o F.C.Porto sofreu um golo, acusou o toque, demorou a voltar ao jogo e podia ter sofrido outro, não fosse Helton estar numa grande noite. Depois desse hiato em que não esteve bem, voltou o mesmo Porto da primeira-metade, o equilibrio imperou, os lances perigosos junto da baliza de P.Cech aconteceram e podiamos ter empatado, que a acontecer, não espantaria ninguém e não se pode dizer que fosse injusto, apesar da vitória dos londrinos se aceitar.
Tinha perguntado: que Porto em Stamford Bridge? A resposta é: um belo Porto, que perdeu é um facto, mas mostrou atributos capazes de conseguir os seus objectivos: passar aos oitavos-de-final da Champions League. Um Porto que mostrou também, que é nesta altura da época, mais forte que era na mesma altura da temporada passada. O Dragão de hoje, não teve nada a ver com o de Londres frente ao Arsenal, pela mesma altura da época anterior. Assim, mesmo que seja prematuro dizê-lo, corro o risco e digo: este Porto vai ser mais forte que o de 2008/2009. Isto, desde que o espírito, a vontade, a atitude e determinação, sejam sempre os que Stamford Brigde apreciou. Não pode haver um Porto para a prova mais importante da UEFA e outro para consumo interno, por mais apelativa que seja a Liga dos Campeões. Alguns treinadores dizem em situações similares: - perdi o jogo, mas ganhei uma equipa. Jesualdo não irá por aí, pois no F.C.Porto uma derrota é sempre uma derrota e não há vitórias morais, mas deve estar satisfeito com o que a sua equipa já foi capaz de produzir.

Jogadores um a um:

Helton, grande exibição e a ele se deve o facto do F.C.Porto estar a lutar pelos pontos até ao fim. Esteve sempre atento, concentrado e fez defesas estraordinárias. Não merecia sofrer o golo num lance em que só foi batido na recarga, depois de ter feito mais uma notável defesa. É este o Helton que queremos em todos os jogos. Um dos dois melhores em campo...
Fucile, até não começou bem - cerca de 20 minutos -, mas passado esse período esteve em excelente plano, defendendo e atcando bem, e sendo um dos mais inconformados.
Rolando e Bruno Alves, exibições muito iguais e aceitáveis, mas sem serem exuberantes. O golo foi na sua zona de acção, o que retira mérito às sua prestações.
Álvaro Pereira, mais uma bela exibição do lateral-esquerdo portista. Sempre em crescendo o uruguaio deu profundidade, a judou a esticar o jogo e foram dele na parte final os cruzamentos perigosos que levaram perigo à baliza dos londrinos.
Fernando, se esquecermos o lance do golo e a entrada absurda em cima do fim do jogo, fez uma partida fantástica e já deve ter um cartel extraordinário em Inglaterra. Em relação às entradas do trinco brasileiro, quero recordar o que tinha dito aqui, nos dois dos últimos jogos do F.C.Porto.
Frente ao Naval disse isto:" se não fossem aquelas entradas com tudo, perto da área e que dão faltas perigosas, não havia nada a dizer da exibição do trinco portista."
Frente ao Leixões disse isto:"Um único senão e que já referi no jogo anterior: tem de deixar de fazer aqueles carrinhos perigosos, pois às vezes falha no tempo de entrada e isso tem consequências em faltas e cartões."
Lamentavelmente, tive razão e agora sem Prediger que não foi escrito na Champions, quem vai jogar ali? Só vejo Meireles!
Guarín, a grande surpresa de Jesualdo. Terá sido pelo estado do terreno? Sejam pelas razões que forem , o colombiano foi junto com Helton, o melhor do F.C.Porto. Este Guarín - dizem que na selecção joga sempre assim - é para valer? Se for, ainda há muita gente que vai morder a língua. Eu nem serei dos que terei de moder mais.
Meireles, excelente jogo do tatuado médio portista que durou os 90 minutos, a muito bom ritmo.
Mariano, uma nulidade absoluta, que esteve tempo a mais em campo. Devia ter saído ao intervalo.
Rodríguez, ainda não é o Cebola da época passada, mas já está num patamar aceitável para quem esteve tanto tempo parado.
Hulk, começou em grande, mas passados 10 minutos desapareceu do jogo e ficou muito aquém do esperado. Lamentavelmente, o Incrível, não é feliz em jogos frente a equipas inglesas.
Varela e Falcao, foram muito importantes quando entraram. Ajudaram a equipa a subir, a ser perigosa, a encostar o Chelsea lá atrás. O ponta-de-lança confirma-se como um excelente avançado e o ex-Estrela não se impressionou quando entrou jogando como um veterano da Champions.

Uma palavra final para o árbitro; não foi pelo juíz austríaco que perdemos , mas na parte final parecia um controlador, cortando todas as jogadas do F.C.Porto. Estava com medo que o Campeão português empatasse?

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Chelsea F.C. - F.C.Porto. Que Porto em Stamford Bridge?


Chegou o dia C, dia de Champions, dia em que começa a prova rainha da UEFA e a competição mais importante do Velho Continente. O F.C.Porto, crónico representante português na prova, enfrenta o Chelsea, teoricamente, o adversário mais difícil na fase de grupos. É um grande desafio que temos pela frente, mas é também, a partida ideal para verificarmos em que ponto estamos. Por isso a pergunta faz todo o sentido: que Porto teremos em Stamford Bridge? Um Porto com a atitude certa, com respeito mas sem medo, ousado, atrevido, capaz de repetir Manchester da temporada passada, ou um Porto receoso, amedrontado, nervoso e incapaz de discutir o jogo, como o de Londres, frente ao Arsenal, na mesma época? A equipa de Ancelotti é mais forte - concordo com Jesualdo quando ele diz que neste momento, é talvez a melhor equipa de Inglaterra -, tem grandes jogadores, um ritmo que não tem nada a ver com aquele a que o F.C.Porto está habituado, joga em casa e é naturalmente favorita. Mas, ainda não ganhou e se para além das permissas que referi, os Dragões estiverem atentos, concentrados, com muita atenção às bolas paradas e aqui, muito cuidado com Terry e Ivanovic, podem fazer uma gracinha...Eu confio.

O árbitro é o austríaco Konrad Plautz, auxiliado pelos seus compatriotas, Bernhard Zauner e Andreas Fellinger.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes: Helton e Nuno;
Defesas: Bruno Alves, Fucile, Rolando, Álvaro Pereira, Sapunaru e Maicon;
Médios: Fernando, Raul Meireles, T.Costa, Belluschi e Guarín;
Avançados: Falcao, Mariano, Rodríguez, Varela, Hulk e Farías.

Equipa provável: Helton, Fucile, Rolando, Bruno Alves e Álvaro Pereira, Fernando, Meireles e Belluschi, Mariano, Hulk e C.Rodríguez.

Antevisão de Jesualdo:
Argumentos azuis e brancos
«O maior dos argumentos do FC Porto é a nossa identidade. A forma de jogar que encontrámos há muito tempo. E lembro que este é 27º jogo na UEFA Champions League. Não era agora que mudaríamos o nosso processo e o nosso estilo»

Primeiro nós
«Antes de pensar no resultado do jogo e no adversário temos de perceber as nossas qualidades e as nossas capacidades. Temos de discutir o jogo, queremos jogá-lo»

Sem espaço para mudanças
«Nada muda aquilo que queremos; nada muda a identidade, a capacidade competitiva e filosofia ofensiva do FC Porto. Se apostamos em defender bem é porque queremos atacar muitas vezes»

História vai mudar
«Historicamente nunca ganhámos aqui em Inglaterra, mas um dia vamos ganhar. Espero que seja comigo e que seja o próximo jogo. Recordo que só na temporada passada é que uma equipa inglesa ganhou em casa do FC Porto. Como somos todos filhos de Deus, também é algo que nos vai acontecer um dia e espero que seja já no próximo jogo»

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