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Serviço público portista: 8º fascículo e o novo empréstimo obrigacionista



No 8º fascículo podem ler sobre o célebre Estádio do Ameal; sobre o fervor dos adeptos portistas; e o golo que não foi, mas eles quiseram que fosse à força, uma espécie do pseudo-golo de Petit a Vítor Baía.

Empréstimo obrigacionista

«FC Porto-SAD anuncia novo empréstimo obrigacionista. A SAD do FC Porto comunicou hoje à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) a decisão de emitir novo empréstimo obrigacionista em condições a divulgar futuramente.
A FC Porto SAD prepara-se para pagar o último cupão de um empréstimo obrigacionista que termina em Novembro e a operação agora anunciada deverá substituir o anterior.
A SAD, no comunicado, diz ainda que a operação está dependente da aprovação do prospecto por parte da CMVM.» In Jornal Económico

Como não sou especialista nestas matérias e já li e ouvi críticas sobre este novo empréstimo que vai substituir o que acaba em Novembro, deixo algumas questões para reflexão: as críticas que li e ouvi têm a ver com a estranheza de alguns sobre o facto de um clube que tem feito excelentes negócios precisar de estar a fazer mais um empréstimo obrigacionista. Estas críticas são pertinentes, fazem sentido, ou pelo contrário revelam ignorância e este é apenas mais um acto de gestão normal, que deve ser sempre realizado, independentemente dos bons ou maus negócios efectuados?

A altura, de crise, é boa, é má, ou estes produtos são sempre apelativos em qualquer altura?

Quem quiser e souber falar sobre o assunto, a "gerência" agradece.

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F.C.Porto 2 - Apoel F.C. 1. Não havia necessidade...



Frente a um adversário que na primeira-parte praticamente só defendeu e se apanhou a ganhar sem ter feito um único remate à baliza - auto-golo de Álvaro Pereira -, o F.C.Porto nesse período, esteve lento, previsível, desinspirado, melhorando, não muito, apenas depois do golo da igualdade. Na etapa complementar, marcando logo aos 3 minutos - penalti indiscutível que Hulk marcou com mestria -, o Tetracampeão português arrancou para 20 minutos de grande fulgor em que podia ter resolvido a partida - Falcao falhou um golo de baliza aberta. Não resolveu e pior, baixou o ritmo, recuou linhas, permitiu que o Apoel crescesse, acreditasse, controlasse e sofreu, mais ainda a partir da expulsão de Mariano. Se nessa altura já não era o F.C.Porto dominador, esclarecido e a jogar bem, dos 20 minutos iniciais do segundo-tempo, a partir daí foi pior e apenas se viu um Porto mais preocupado em segurar a vantagem que ampliá-la, frente a uma equipa que atacou, mas que nunca deu mostras de poder alterar o rumo de uma partida, que apesar de tudo, o F.C.Porto ganhou com toda a justiça. Mas não havia necessidade de passar por essas situações, pois o conjunto de Jesualdo é bem melhor que a equipa cipriota.

Tudo está bem quando acaba bem e com a vitória do Chelsea frente ao Atlético de Madrid, a equipa portista já tem um pé nos oitavos-de-final, podendo em Nicósia, no caso deconseguir uma vitória, colocar os dois.

Os jogadores um a um:
Helton, se durante a primeira-parte foi mero espectador, tendo sofrido um golo em que fiquei com a sensação que se encolheu e não
abordou o lance com a determinação que se pedia, na segunda, com mais trabalho cumpriu, embora tenha tido uma ou outra hesitação em cruzamentos para a área.
Fucile, não esteve tão brilhante como frente à equipa madrilena, mas cumpriu bem o seu papel e não foi por ele que as coisas se complicaram.
Rolando, esteve bem, apenas uma abordagem errada a um lance onde permitiu um remate de cabeça perigoso, num dos poucos calafrios sofridos pela defesa portista.
Bruno Alves, uma exibição parecida com a do seu parceiro do centro da defesa, mas Bruno é sempre muito mais exuberante.
Álvaro Pereira, apesar de ter sido o autor do golo da equipa cipriota, num lance infeliz, o uruguaio fez um óptimo jogo, carrilando lance atrás de lance pelo lado esquerdo e sendo, já na parte final, dos poucos que o conseguia trazer a bola para a frente. Dura sempre e em grande ritmo, os noventa minutos.
Fernando, uma excelente exibição do trinco portista que esteve irreprensível na cobertura e na abordagem dos lances, sem aquelas entradas que tanto o penalizaram.
Meireles, não está bem e às vezes perde bolas por manifesta desconcentração, complicando aquilo que é fácil. Muitos braços no ar, são sinal de quê?
Mariano, má primeira-parte, com muitos passes errados e melhoria clara na segunda, até borrar a pintura com um chega para lá que não foi nada de mais, mas que podia ter tido consequências graves para a equipa.
Rodríguez, trocou o lado esquerdo do ataque, pelo meio-campo do mesmo lado, no regresso dos balneários e esteve melhor aí que que tinha estado na frente, combinando muito bem o Álvaro Pereira e contribuindo com muito jogo no melhor período da equipa. Saiu esgotado, mas está a dar passos seguros no caminho da melhor forma o que é bom sinal numa altura em que o F.C.Porto tem tanta gente lesionada.
Falcao, trabalha muito, dá o corpo ao manifesto, mas está a cometer o mesmo pecado que já fiz referência em jogos anteriores: não pode agarrar-se tanto à bola como se tem agarrado. Primeiro porque não tem grandes capacidades para isso e depois, porque fica atrás e não está no lugar que devia e é onde é mais eficaz: o centro da área.
Hulk, dois golos, uma grande exibição e sempre uma seta apontada à baliza adversária. Está em grande forma, está a decidir, mas precisa de mais alguém a colaborar, sob pena de só ele, em alguns jogos, ser manifestamente pouco.
Farías, pouco tempo em jogo, mas um remate que quase dava golo...
Sapunaru, apenas entrou para queimar tempo. Terá tocado na bola?
Guarín, coisas muito interessantes e um jogador que gosta de tentar a sua sorte. Gostei do colombiano que é uma excelente alternativa e com Belluschi apto, pode ser o substituto de um Meireles que tarda em aparecer.

O jornalismo rasca volta a atacar


Mais uma vez, o F.C.Porto em dia de C.League, é colocado em plano secundário pelo pasquim da Queimada. Ao mesmo tempo que acusam os responsáveis portistas de não terem feito o clube crescer, nacional e internacionalmente, na proporção dos seus sucessos desportivos, Serpa - dizem que é uma espécie de rainha de Inglaterra -, Freteiro Delgado, Bonzinho, Guerra, Neves e afins, soltam o seu facciosismo e sectarismo vermelho encardido e como se pode constatar, praticamente ignoram o Tetracampeão português dando destaque de capa ao clube do regime, mesmo no dia que o único representante do futebol luso na prova mais importante da UEFA joga uma cartada que pode ser decisiva. Podem estar certos estes vendilhões do templo que ao contrário do que apregoam, nas horas em que as suas azias crónicas o permitem, o F.C.Porto é cada vez mais um clube nacional e mundial, apesar dos boicotes e discriminações que é vítima, daqueles que dizem uma coisa e depois, vergonhosamente, fazem outra, de que esta miserável primeira página é um bom exemplo.

F.C.Porto - Apoel. Ganhar e colocar um pé nos oitavos, mais Miguel Sousa Tavares


Frente ao adversário teoricamente mais fraco do grupo, o praticamente desconhecido Apoel - apesar de ter vários jogadores portugueses... -, mas que já empatou em Madrid, frente ao Atlético e em Nicósia, mesmo perdendo por 0-1, fez a vida negra ao Chelsea, o F.C.Porto, que é favorito, porque é melhor equipa, tem melhores jogadores e joga em casa, pode em caso de vitória, dar um passo importante rumo aos oitavos-de-final. Mesmo sem Belluschi - sempre que jogou, o F.C.Porto ganhou ou empatou(*) e quando não jogou, perdeu! -, um Porto sério, concentrado, respeitando a equipa cipriota e jogando o seu normal, com mais ou menos dificuldades, conquistará os três pontos e colocará um pé na fase seguinte da C.League.
Ouvi, que estarão 30.000 nas bancadas do Dragão. Acho pouco para um jogo de Liga dos Campeões, mesmo tendo em conta o adversário não ser uma equipa de top na europa do futebol. Os portistas, parece-me, estão a aburguesar-se, a ficar muito esquisitos, a dar pouco valor a tantos sucessos...sinais dos tempos, mas mais vale poucos e bons, que muitos e fracos - pipoqueiros e assobiadores.

(*) - Correcção oportuna do Mr. Blue

O árbitro é o alemão Félix Brych, auxiliado pelos seus compatriotas Thorsten Shiffner e Mark Borsch

Convocados do F.C.Porto

Guarda-redes: Helton e Nuno; Defesas: Bruno Alves, Fucile, Rolando, Álvaro Pereira, Sapunaru e Maicon; Médios: Fernando, Raul Meireles, Mariano, Dias, Alex e Guarín; Avançados: Falcao, Hulk, Rodríguez e Farías.

Equipa provável: Helton, Fucile, Rolando, B.Alves e Álvaro Pereira, Fernando, Meireles e Mariano, Hulk, Falcao e Rodríguez.

Antevisão de Jesualdo:
«O APOEL é uma equipa experiente, com futebolistas de vários países, a maioria na faixa etária dos 30 anos e 14 deles com 25 jogos feitos na UEFA»

«Tem um quadro de jogadores motivado apenas pela Champions League»

«Depois de passar a eliminatória de qualificação, está focado nesta fase de grupos, porque é a primeira vez que está cá e sabemos o que isso significa. Por outro lado, jogou com Atlético Madrid e Chelsea e só sofreu um golo. Sabemos que nos vai criar problemas.»

«Há cinco ou seis dias, o Chipre jogou em Itália, perdeu 3-2 com a selecção italiana, com cinco jogadores do APOEL utilizados e um deles marcou um golo»

«O APOEL é uma equipa mais conhecida por nós do que pela imprensa, por isso, sabemos que é um adversário difícil e que nos vai obrigar a jogar nos limites, para ganhar o jogo»

Toma!, Guerra e isto é para não usar as expressões de Maradona...

Miguel Sousa Tavares: pesadelo azul.

"LEIO sempre com atenção o que Fernando Guerra aqui escreve – e ele escreve bem e pensa bem. Mas, terça-feira passada, creio que ele derrapou e cometeu o erro clássico que, a meu ver, sempre cometem os que, de fora, escrevem sobre Pinto da Costa: ficarem-se pelas aparências, pelos sinais exteriores de qualquer coisa mais funda e que não querem ou não alcançam entender. Eu, que julgo ser insuspeito de alinhar junto dos «que o seguem até de olhos fechados», como escreveu Fernando Guerra, fico sempre admirado por constatar que, após mais de vinte anos de liderança destacada no futebol português, o «fenómeno Pinto da Costa» (porque se trata mesmo de um fenómeno), continue a não ser decifrado por analistas, adversários e rivais.

Confesso que não segui com atenção as tais declarações que o presidente do FC Porto terá feito algures e que levaram Fernando Guerra a classificá-las como «resquício da pequenez que sempre caracterizou a sua política de conflitualidade, avessa à serenidade, à sensatez e à clareza» e decerto motivadas por um «pesadelo vermelho» que esta época estará a perseguir o líder azul. Que eu tenha visto, apenas registei umas declarações, no tom de ironia de que tanto gosta, agradecendo ao Benfica a contratação de Falcao. Se é a isso a que se referia Fernando Guerra, não me parece que justifique tamanho alarido. Basta recordar que o presidente do Benfica, esse sim, gastou os últimos três anos a visitar casas do Benfica pelo país inteiro e em todas elas tinha sempre um discurso de escárnio e ódio contra o FC Porto– com o qual visava desviar as atenções dos sucessivos falhanços desportivos da sua gestão (é, aliás, sintomático que esta época, em que o Benfica desatou enfim a vencer e a jogar futebol, Luis Filipe Vieira se tenha remetido a um silêncio inabitual).

Fernando Guerra diz que «Pinto da Costa não autorizou que o FC Porto crescesse quanto podia, transformando-o de um grande clube de implantação regional num outro de dimensão verdadeiramente nacional». Extraordinária afirmação esta! Que todos os factos, todos os números e toda a realidade desmentem, ano após ano! É verdade que Pinto da Costa sempre viveu amarrado a um discurso de cariz regional e regionalista, que lhe serviu no início para aglutinar todas as gentes portistas e fazer do FC Porto o grande clube do norte do país, símbolo perfeito do desafio do resto do país à hegemonia de Lisboa – no futebol, como no resto. Mas, ou porque tenha mudado de visão quando percebeu a dimensão imensa que o clube foi adquirindo, ou porque a criatura escapou ao criador, o facto é que isso hoje está longe de ser verdade e chamar ao FC Porto um clube regional sem dimensão nacional não cabe na cabeça de ninguém. O FC Porto é, neste momento, tetracampeão de futebol, depois de ter sido pentacampeão há pouco tempo. Conquista regularmente títulos nacionais em todas as modalidades profissionais (um ano houve em que chegou a acumular o título nacional nas cinco modalidades profissionais); foi, nos últimos três anos, o clube com mais assistências no estádio e tem hoje adeptos e seguidores de norte a sul, ilhas e emigração. Se isto não é um clube de dimensão nacional, o que será tal coisa?

Mas, nos últimos vinte anos, o FC Porto fez mais, bem mais do que isso: transformou-se no único clube português de dimensão internacional, duas vezes campeão europeu e campeão do mundo, segundo clube com mais presenças na Champions, fundador do G-14, onde sediavam os maiores da Europa, conhecido no mundo inteiro e com os seus principais jogadores cobiçados todos os anos pelos potentados europeus. Atendendo à dimensão crítica do nosso futebol, o que o FC Porto conseguiu é um verdadeiro «case study»: não conheço nenhuma empresa portuguesa que tenha adquirido uma dimensão além-fronteiras comparavel à do FC Porto. Que outra empresa portuguesa já foi considerada a melhor da Europa ou a melhor do mundo no seu ramo de negócio? Que outra levou o nome de Portugal aos confins do planeta, como o FC Porto o fez e faz?

Não ver isto, insistir em que tudo foi conseguido pela «pequenez» ou «conflitualidade» (ou por batota, como diz o disco rachado dos rivais vencidos) ou é cegueira em adiantado estado ou é má-fé. Não querer perceber que um êxito continuado só acontece a quem é melhor no planeamento, na organização, no profissionalismo e na motivação, a quem tem como filosofia de vida um grau de exigência e de competitividade acima dos demais, é uma caracteristica bem portuguesa. O sucesso que se destaca é sempre muito mal visto pelo comum dos portugueses e a reacção habitual não é a de tentar perceber as razões do sucesso e imitá-las, mas sim tentar destruí-lo, insinuando razões obscuras para o triunfo. Desde Alfarrobeira que essa é a nossa história. E a razão do nosso atraso sem remédio.

Muito na linha dos adversários portistas, Fernando Guerra acha que tudo foi obra de um homem só e profetiza tranquilamente que tudo se há-de desmoronar, no dia em que Pinto da Costa passar à reforma. Pois, quem viver, verá. Mas se espera, como escreveu, que o resultado das últimas autárquicas (ou das anteriores) na cidade do Porto já é um prenúncio seguro do fim iminente de Pinto da Costa e da hegemonia nacional dos portistas no futebol, o melhor é esperar sentado, porque de novo não percebeu. Não deixa, aliás, de ser eloquente que, enquanto que os cidadãos do Porto distinguem bem o voto muncipal do voto clubistico, sejam os analistas a proceder entusiasticamente a essa confusão. Segundo eles, se Rui Rio, inimigo confesso do FC Porto, ganha as eleições no Porto, é porque o clube está a perder adeptos na sua própria cidade. Do mesmo modo que quando os sportinguistas Jorge Sampaio e Pedro Santana Lopes ganharam a Câmara de Lisboa, isso só podia significar que o Benfica estava a perder adeptos na capital…É certo que eles não hostilizaram o Benfica, como Rui Rio, numa atitude de arrogância gratuita e ridícula, resolveu fazer com o FC Porto. E se também é certo que Rui Rio tem vencido as eleições apesar da sua hostilidade declarada ao maior clube e maior símbolo da cidade, também o F.C.Porto tem vivido muito bem com essa hostilidade: tem ganho títulos nacionais e internacionais e a única consequência é que agora não os festeja frente aos Paços do Concelho, conforme era tradição.

Enfim, para acabar e em abono da verdade histórica, é preciso dizer que não é verdade que o clube (isto é, Pinto da Costa), ao vencer a Liga dos Campeões, «em lugar de festejar com a exuberância justificada… tenha optado por destapar desavenças internas com o objectivo de desvalorizar o trabalho do treinador, José Mourinho, o qual, no regresso da Alemanha, abandonou o aeroporto pela porta do lado, por forma a evitar encontros indesejáveis com a facção mais descontrolada da obediente claque». Não é verdade, simplesmente. Eu estava lá e vi- no estádio, no avião, no aeroporto. Não havia ninguém, do presidente ao mais simples adepto, que quisesse desvalorizar o trabalho de Mourinho e que não quisesse a sua continuação: foi ele que, legitimamente aliás, quis voar outros voos. E foi ele quem optou por não festejar exuberantemente o título europeu – nem no estádio, nem no avião, nem depois, no Dragão. Conforme é mais do que sabido, Mourinho teve um problema de natureza pessoal com parte da claque portista e foi por isso que escolheu sair por uma porta lateral e desaparecer dos festejos. Não discuto se tinha ou não razão para proceder assim: limito-te a corrigir a versão de Fernando Guerra porque ela não é verdadeira e não serve de exemplo à sua tese.

Respostas de Pedroto e Pinto da Costa, à entrevista de Mário Wilson à Bola de ontem



J.M.Pedroto:"Quando disse que Mário Wilson, como treinador, era um palhaço, não tive a intenção de ofender os palhaços"

Pinto da Costa:"Pedroto, mesmo longe de nós, é grande de mais para ser atingindo por um coice de um burro qualquer".

Caro Fernando Moreira, o prometido é devido.



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F.C.Porto 4 - Sertanense 0. 10 minutos de bom futebol, Hulk e o histórico Sérgio Oliveira



Não vale a pena dizer muito sobre o jogo que foi fácil, tão fácil que aos 10 minutos estava resolvido. Uma entrada forte do Campeão, um golo de um livre, exemplarmente marcado por Hulk - que pela forma como veio festejar junto de Jesualdo, deve ter sido muito treinado...- e outro, num penalti claro, a que se seguiu uma expulsão justa, do defesa do Sertanense, acabaram com o jogo. Jesualdo, ao reclamar da saída do jogador adversário, parecia que já estava a adivinhar, que daí para a frente, a qualidade ia baixar... O colectivo deu lugar ao individualismo e até ao fim, nunca mais o jogo teve o brilhantismo dos primeiros 10 minutos.
Depois foi deixar passar o tempo...Uns pormenores deliciosos de Hulk, que abusou do individualismo, mas sempre que tem a bola a qualidade dispara; o oportunismo de Farías, destinado a marcar à equipa da Sertã; um "Cebola" pesado e a precisar de jogar; Beto, mero espectador; Maicon, tem capacidades e só precisa de tempo de jogo para as mostrar; idem para N.André Coelho; Valeri, que vê-se tem talento, mas precisa de ser testado em outros andamentos; Mariano, o capitão, esforçado, mas complicativo; Fernando, que não brinca em serviço e em caso de necessidade, mostrou que podem contar com ele ali, no lugar de defesa-direito; de Prediger, quero ver mais e em outras circunstâncias, mas gostei. Embora muito fixo e com pouco raio de acção - terão sido ordens de Jesualdo por causa dos, apenas, três defesas? -, o trinco argentino, mostrou que sabe o que quer e também mostrou que sabe jogar, sabe passar e principalmente, que se sabe colocar, o que naquele lugar é a base do sucesso. Aguardemos novas oportunidades. Ah, parece-me diferente do Bolatti; e os miúdos sub-19... Alex, jogou pouco e como tal aproveitou o escasso tempo para fazer umas habilidades e dar nas vistas. Deu!; Dias, também jogou pouco, mas foi mais discreto; Yero, que era o mais badalado e por isso, quando entrou a plateia entusiasmou-se, mostrou que é melhor por cima que por baixo, mas e é pena, teve mais jogo por baixo que por cima e não pôde brilhar. Precisa de mais laboratório;
finalmente, o histórico Sérgio Oliveira - passou a ser o mais jovem jogador a vestir a camisola do F.C.Porto em jogos oficiais: 17 anos, 4 meses e 15 dias. Tem um talento e um potencial que não engana. Só precisa de treinar, treinar, treinar e jogar, jogar, jogar...nos séniores! A qualidade, a maturidade e o à vontade, deste jovem, já são de mais para outro escalão que não seja a equipa principal. Foi assim, apostando sem medo, que apareceram o F.Gomes, o João Pinto, o Jaime Magalhães, Vítor Baía, Domingos e tantos outros. Toca a fazer o mesmo com Sérgio Oliveira!

Duas notas finais: uma para dizer que se cumpriu a tradição e o Sertanense, que já defrontamos há 3 anos consecutivos, foi eliminado pelo F.C.Porto e com o pormenor do resultado ser o mesmo: 4-0. Que se cumpra também a tradição, de cada vez que defrontamos a equipa da Sertã, estarmos na final do Jamor...

A outra nota é para dizer que me apetecia desancar o treinador do Sertanense. Mas é domingo, o sol brilha e vou ser condescendente... até porque aquilo tem mais a ver com azia vermelha que o jogo de ontem.

Atletismo do F.C.Porto



Expliquem-me como se eu fosse muito burro: então o F.C.Porto, no Atletismo, tinha vários atletas contratados - um exemplo retirado do Site do Clube:"António Vital Silva assinou por dois anos. O lançador António Vital Silva, de 21 anos, assinou um contrato de dois anos com o FC Porto, regressando assim ao clube onde iniciou a carreira. O atleta, que vai dedicar-se prioritariamente ao lançamento do peso, também vai competir nas provas de disco e martelo. No seu currículo, destacam-se os títulos de vice-campeão europeu de juniores (peso), em 2007, e de campeão nacional de sub-23 (peso e martelo), em 2006.
«É um momento de grande felicidade, já que regresso ao clube onde iniciei a actividade desportiva, aos 12 anos, depois de ter passado quatro anos fora», afirmou o atleta. O Campeonato Europeu de Atletismo, que vai decorrer em Barcelona, em 2010, é o grande objectivo a nível individual. A nível colectivo, o lançador pretende conquistar o maior número de pontos possível na fase final do campeonato nacional de clubes, onde o FC Porto pretende discutir os primeiros lugares
." - e depois, por falta de verbas, não só teve de os libertar dos compromissos, como acabou com a equipa masculina?!

Como é possível contratarem-se atletas sem ter garantias de se ter possibilidades de lhes pagar? E de que verbas estamos a falar? Não é certamente de milhões, mas de tostões e mesmo assim não foi possível resolver o problema?


O clube chama-se Futebol C. do Porto e obviamente o futebol é a modalidade rainha, a pioridade das prioridades, mas o ecletismo é fundamental e depois, que diabo, eram apenas trocos...

Será que alguém é capaz de explicar isto?

F.C.Porto - Sertanense. Para ver Valeri, Prediger e os outros...



O titular da Taça de Portugal, F.C.Porto, começa amanhã a defesa do título, defrontando o seu crónico adversário, Sertanense, que pelo 3º ano consecutivo defronta o Campeão, agora na 3ª eliminatória da segunda mais importante prova do calendário futebolístico português e pela 1ª vez no Estádio do Dragão. Espera o grande universo azul e branco, que tal como na época passada, este seja o início de uma caminhada que termine com os Dragões no Jamor e a levantarem a Taça.

Algumas notas sobre o jogo: a primeira para lamentar a hora tardia a que se realiza. Mais uma vez os adeptos do futebol, que aposto, na sua esmagadora maioria preferiam que o encontro fosse à tarde - até para recordar os velhos tempos -, vão ter de ir ao Estádio a horas que caiem em cima do jantar, vítimas da escravatura televisiva. Até quando vamos permitir, sem reagir, que estas situações aconteçam? Leio e oiço, que o Estádio está quase esgotado. Mesmo com preços tão acessíveis não acredito e acho que muitos dos detentores do lugar anual, por causa da hora, não vão lá por os pés. Eu vou, mas conheço alguns que não vão...

A segunda nota é para dizer que espero que não hajam facilistismos e os que têm jogado menos aproveitem a oportunidade para mostrar que têm valor e estão preparados para serem alternativas. O mesmo para alguns sub-19 que estão na convocatória.

A terceira nota é para dizer que estou curiosíssimo para ver Valeri, que já mostrou, no pouco tempo que tem jogado, pormenores de qualidade. Embora num conjunto que não tem nada a ver com a melhor equipa portista, acho que vai dar para ver mais qualquer coisa do médio argentino. A mesma curiosidade para ver Prediger, que é uma incógnita total. Fernando está na convocatória e para a mesma posição. Será que ainda não é amanhã que vamos ver um jogador que, até pelo que custou - 4, 2 milhões de euros -, provoca tantas expectativas e algumas especulações?

Quarta e última nota para saudar a equipa e os adeptos do Sertanense, que em em grande número se deslocam ao Porto. Desejando, obviamente, que percam, espero que disfrutem da Cidade, do Dragão e do espectáculo da Taça.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes: Nuno e Beto;
Defesas: Alex, Bosingwa, Adboulaye, David, Nuno André Coelho e Maicon;
Médios: Sério Oliveira, Dias, Valeri, Fernando, Prediger e Mariano;
Avançados: Claro, Yero, Hulk, Farías e Rodriguez.

Equipa provável:
Nuno, Bosingwa, Maicon, N.A.Coelho e Abdoulaye, Prediger, Mariano e Valeri, Hulk, Farías e Rodríguez.

O árbitro é João Capela - no site da F.P.F só consta o árbitro, o 4º árbitro e o observador. Os árbitros auxiliares não têm direito a nada!

Antevisão de Jesualdo:
Sobre Rodríguez:«Só há uma verdade. O Cristian Rodriguez tem estado lesionado. Uma semana antes, fez uma lesão do ligamento lateral interno que o impediu de jogar com At. Madrid e Olhanense. Das avaliações que foram feitas, o departamento médico do F.C. Porto entrou em contacto com o departamento médico do Uruguai».

«A nossa relação com os responsáveis do Uruguai é boa. Dentro desse entendimento, com contactos diários, percebeu-se que o Rodriguez não tinha condições para alinhar no primeiro jogo», prosseguiu: «Entendemos todos que, não jogando o primeiro jogo, fazia todo o sentido recuperar aqui, colocando a hipótese de, recuperando, seguir para a selecção do Uruguai, ficando à consideração deles a utilização do jogador. A partir do momento em que ele chegou ao Uruguai, ficou à responsabilidade deles.»

O treinador revelou depois já ter falado com Rodríguez sobre o tema. «As declarações, só as posso encarar com um mal-entendido. Eu quero muito que os meus jogadores estejam no Campeonato do Mundo. Foi sempre esse o nosso espírito em relação às selecções nacionais: impedir um jogador de ir à selecção é algo muito grave»

«Eu falei com o Cristian. O que vos tenho a dizer é que não há duas verdades. Nós estamos tranquilos», acrescenta, pretendendo dar assim o assunto por encerrado: «Não há qualquer possibilidade de castigo. Na vida, temos de ser profissionais e honestos. O F.C. Porto foi até ao momento em que ele partiu. Ele voltou e voltou bem. Jogou 20 minutos, não comprometeu nem deu sinais de incapacidade.»

Sobre o jogo e o lançamento dos jovens dos juniores:
«Teremos as dificuldades normais de uma prova a eliminar, com as características da Taça de Portugal. Exige empenho de todos e, nessa perspectiva, o jogo acarreta dificuldades, se não estivermos ao nível que o compromisso exige. Voltamos a defrontar o Sertanense mas, desta vez, é no Dragão. Pelas características que o jogo tem, e porque sentimos que o estádio estará cheio, é um regresso à festa da Taça. Isso obriga-nos a ser sérios e responsáveis»

Os compromissos das selecções nacionais e os próximos compromissos do F.C. Porto reforçam a necessidade de mudanças no onze:
«Há dois factores decisivos para a forma como encaramos o jogo. Temos de ter em conta os compromissos das selecções nacionais e os compromissos do F.C. Porto no futuro. Há jogadores muito fatigados aqui, outros ainda nem chegaram. Se fosse outro jogo, seria igualmente um contexto diferente, mas igualmente com alterações. Há jogadores que vão chegar apenas ao final do dia, há avaliações médicas por fazer.»

«Vamos conquistar o que estamos a investir agora»

«Vou convocar sete ou oito jogadores que, há dias, jogaram contra o Vitória de Guimarães na Liga Intercalar. Isso faz sentido no nosso projecto, para fazer crédito do nosso trabalho. Se vai jogar algum de início? Sim, estou a pensar nisso»

O treinador do F.C. Porto acabou por falar uma análise prolongada aos benefícios da aposta na formação.
«Nos últimos três anos, progressivamente, houve jogadores que foram integrados na equipa principal. Existe, neste momento, uma linha contínua de funcionamento. Cada treinador têm competências para dirigir o trabalho no seu escalão, mas eu tenho conhecimento de todo o futebol do clube. Isso explica a vinda, com mais regularidade, de jogadores dos sub-18 e sub-19 ao plantel principal, bem como o facto de termos um plantel mais curto esta época.»

Jesualdo Ferreira está ciente dos riscos da sua aposta, já foi confrontado com desilusões inesperadas no passado, mas considera que este é um passo necessário. «Deixem-me lembrar-vos que o F.C. Porto foi o primeiro clube a forçar a criação da Liga Intercalar. Depois, terminar com as equipas B, foi um erro de trajecto. Portugal é um país sem capacidades financeiras, mas com condições boas para ter um bom futebol. Acho que o F.C. Porto tem, neste momento, as condições criadas para conquistar no futuro tudo o que está a investir agora. Isso tem riscos, naturalmente, e amanhã o risco vai ser para nós»

Serviço público portista: 7º fascículo, as contas e M.Bolatti



Mais um fascículo, 16 páginas da História do melhor clube português. Neste fascículo vamos de Acácio Mesquita, um símbolo eterno do F.C.Porto, passamos por Szabo de chicote na mão e terminamos em Waldemar Mota, galã da tela, com Beatriz Costa.

Não vou analisar as contas do F.C.Porto Sad, por duas razões: faltam-me conhecimentos técnicos para o fazer e porque confio em quem gere o clube - estamos a falar de pessoas que ao longo de quase três décadas têm dado sucessivas provas de saber o que estão a fazer. Foi assumindo riscos, ousando ser muito grande, num país de anões, que Pinto da Costa colocou o F.C.Porto no cimo da montanha. Se o Líder portista se deixasse tolher por medos e por receios, nunca o F.C.Porto teria chegado a onde chegou! Não estamos a fazer fugas para a frente para ganhar a qualquer preço, mas estamos a fazer a única política que permite ao F.C.Porto competir ao mais alto nível em Portugal e na Europa. Concerteza que se cometem erros e nem tudo é perfeito, mas numa análise global, há muito mais a aplaudir que a criticar.

Claro que olho para o passivo e fico preocupado, mas depois leio as declarações de Fernando Gomes o responsável pelas finanças e que vejo? «Mais importante do que o valor do passivo, é avaliar a capacidade do clube para fazer face às suas obrigações e a esse nível o FC Porto está mais do que tranquilo» Vou questionar isto?

Claro que olho para o aumento com o pessoal e fico preocupado, mas depois leio a explicação: « prémios de vitória; aumento de salários a jogadores; renegociação de contratos» Vou questionar isto, sabendo que mesmo assim, qualquer clube do meio da tabela de Espanha, ou França, oferece muito mais aos nossos jogadores que aquilo que o F.C.Porto paga? Se mesmo assim, temos dificuldades...onde estariamos se não fizessemos o que fizemos?

Claro que olho para 10 milhões de euros em comissões a empresários e fico preocupado, mas é só o F.C.Porto que paga comissões? Não, não é, infelizmente, são as regras do jogo e nós temos de jogar...

Sobre os salários dos Administradores, prémios e afins, remeto-os para um post que fiz sobre o assunto em 1 de Novembro do ano passado e que é muito claro: Para que não restem dúvidas.

Bolatti
, que tem feito parte das escolhas de Maradona de há tempos a esta parte, marcou ontem, o golo da vitória que colocou a Argentina no Mundial da África do Sul. Quando já se questiona se Prediger não será um novo Bolatti, não será caso para perguntar: o defeito é do cú - quem contratou os jogadores -, ou das calças - Jesualdo Ferreira?

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