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O que fazer com Hulk?


Nota: Jesualdo não muda e vai-se manter fiel ao sistema e ao modelo. Tenho um amigo que não gosta que eu lhe chame teimosia e prefere dizer que se trata de forte convicção num sistema e num modelo que são Tricampeões.
Nota: Hulk é um jogador jovem, com um grande talento e um enorme potencial. Tem técnica, tem força, tem velocidade, um pé esquerdo que remata muito forte e muitas vezes decide.
Nota: Hulk, que começou a época em grande plano, está, neste momento, muito abaixo daquilo que já mostrou ser capaz de fazer. Há quem diga que a chamada à selecção o deslumbrou e o fez perder a humildade - não me parece. Ainda na sexta-feira foi ao banco e não deu sinais de enfado...-; há quem diga que não leva uma vida compatível com um profissional de futebol - não sei, mas sei que esta conversa é sempre a mesma quando os jogadores não rendem; eu prefiro dizer que Hulk não está bem, mas é o principal prejudicado pelo 4x3x3 de Jesualdo. Hulk é vítima do sistema. Explico: no 4x3x3, do Professor, os avançados que jogam nas alas, para além de terem de atacar, têm de defender, não permitindo as subidas dos laterais adversários que são muitas vezes factores de desequilibrio e de golos sofridos. Foi assim na Madeira frente ao Marítimo, foi assim frente ao Chelsea. Hulk não acompanhou a subida de Zhirkov que colocou em Maluda com o francês a centrar para o golo de Anelka - enquanto jogou Varela o lateral-esquerdo da equipa inglesa nunca teve possibilidades de fazer essa jogada. Ora, este é que é o ponto. No sistema de Jesualdo, Varela na direita e Rodríguez, na esquerda, desde que em forma, como parece ser o caso, porque fazem o vai e vem - atacam e defendem -, vão jogar sempre. Mais, como se viu frente ao Vitória, com Varela, Belluschi tem mais liberdade para jogar perto da área contrária - o que não acontece quando joga o internacional brasileiro - onde é muito mais útil e tem um rendimento muito superior. Assim e como Hulk, no meio, não rende - não é capaz de jogar de costas para a baliza, nem tem bom jogo de cabeça, nem é um matador... -, temos um problema. Daí a pergunta: o que fazer com Hulk? Como Jesualdo não abdica das suas teimosias - convicções -, quem vai ter de mudar é o nº12. Será Givanildo capaz de mudar, mantendo as suas principais qualidades e características? Ou então, será Jesualdo capaz de enquadrar Hulk e fazer dele um jogador que não atrapalhe o sistema? Têm a palavra os dois. Seria muito mau para todos, que um jogador com tantas capacidades e tantos talentos, andasse a penar no banco do F.C.Porto!
Ah, já me esquecia: não ajuda nada que Hulk, como aconteceu na sexta-feira, entre de forma displicente, com toques e mais toques de calcanhar...Não, Hulk tem de entrar com tudo e mostrar outra atitude. Têm de ser dele os primeiros sinais de mudança...

Vitória S.C. 1 - F.C.Porto 4. O Campeão está de volta


Ainda não está no ponto, ainda comete erros que não pode cometer, mas já está bem melhor e em condições de lutar, agora sim, pelos objectivos de ser Penta.
Com Hulk no banco - surpresa de Jesualdo - e os regressos de Helton e Rolando, o F.C.Porto fez uma primeira-parte de qualidade superior, com a equipa muito compacta, a pressionar alto, atacando pelos dois flancos, criando vários lances de golo, marcando dois, mas ficando a dever a si própria, outros tantos, sem que o Vitória incomodasse minimamente o último reduto azul e branco. Era assim que o intervalo devia chegar, mas Belluschi, que estava a fazer um excelente jogo, quis fintar na saída para o ataque, perdeu a bola, Fernando em desespero fez falta e da falta, Andrézinho reduziu a diferença. O golo, contra a corrente do jogo, ressuscitou o Vitória e perturbou o F.C.Porto, que, no primeiro quarto de hora da etapa complementar não se encontrou, perdeu o controlo do jogo, passou por dificuldades e podia ter sofrido o golo do empate, que, por aquilo que tinha sido a partida até esse momento, seria injusto para o Tetracampeão. Passado esse período e com as substituições, principalmente a de Guarín, já que Hulk entrou mal, com toques de vedeta, inconsequentes, o F.C.Porto estabilizou, fez o 3-1 por Bruno Alves, controlou, marcou mais um belo golo e se podia ter sofrido outro, também podia, com mais calma, melhor aproveitamentos dos espaços e mais qualidade no último passe, ter aumentado a vantagem.
Resumindo: vitória justíssima - talvez o 5-3 espelhasse melhor o que foi o jogo - do conjunto de Jesualdo que está a consolidar os sinais de retoma que tinhamos detectado frente ao Chelsea e R.Ave. De saudar, por ser uma raridade, os dois golos de bola parada conseguidos esta noite. Tinha dito que nesta altura, onde não se ganha nada, mas muito se pode perder, era fundamental não perder mais pontos. Mais uma vez o Tetracampeão não vacilou e pode ficar a ver, tanquilamente, o que se vai passar com as duas equipas que seguem à sua frente. Tem piada, mas o pior Porto dos últimos anos - dizem os entendidos -, está nesta altura, com os mesmos pontos do melhor Benfica dos últimos vinte anos - dizem outros entendidos e apregoa, todos os dias, a máquina de propaganda vermelha. É, meus amigos amigos, temos de fazer pela vida, pois, diz um sportinguista que trabalha na Sad do Benfica, os vermelhos são o clube com mais apoio no Grande Porto e nós temos de reconquistar esse apoio. É óbvio que estou a ironizar, pois dali, do clube da freguesia de Benfica, já estamos habituados ao trauliteirismo, à demagogia e ao trogloditismo.

Os jogadores um a um:
Helton, regressou e para mim não devia ter regressado, apesar de o considerar o melhor dos três guarda-redes do F.C.Porto - Beto cumpriu e devia ter continuado. Na primeira-parte não teve que fazer e sofreu um golo em que me parece não podia fazer nada. Na segunda metade teve mais trabalho e evitou que o Vitória, primeiro por N.Assis e depois por Targino - tapou muto bem o ângulo -, chegasse ao empate.
Fucile, bom jogo, embora tenha tido algumas displicências e brincadeiras que não pode repetir.
Álvaro Pereira, esteve acima do seu colega do outro lado, já que não brincou e atacou muito mais. Ou melhor, desequilibrou muito mais.
Muito bem os dois centrais. Rolando, mais um regresso - parece que apanhou um jogo de castigo! -, esteve muito bem, muito seguro, concentrado e sem falhas. Fez-lhe bem a terapia de banco. Bruno, esteve imperial e marcou o golo da tranquilidade a coroar uma exibição sem falhas.
Fernando, voltou a jogar bem e não errou tantos passes - acho que não errou nenhum -, o que ajudou muito a melhorar a qualidade do jogo portista.
Meireles, foi o melhor a meias com Varela, com um jogo de qualidade e durante os 90 minutos o que é óptimo, quando vêm aí jogos muito importantes.
Belluschi, mais avançado do que é costume, o argentino fez, até aos 45 minutos, uma jogatana. Pena que no minuto de descontos borrasse a pintura, tivesse responsabilidade no 1-2 e depois acusando esse facto, já não parecia o mesmo, sendo bem substituído.
Guarín, entrou num período difícil e acusou esse facto, mas rapidamente melhorou, ganhou confiança, ajudou a estabilizar o jogo portista e fez dois excelentes remates, um dos quais obrigou Nilson a uma grande defesa.
Varela, para mim e junto com Meireles, o homem do jogo. Com ele o F.C.Porto ataca e defende, ganha profundidade, equilibrio, consistência e como até marca golos... Assim, e como do outro lado Rodríguez também fez uma partida em muito bom plano, como resolver o problema Hulk?
Falcao, um golo, muita generosidade, mas também muitas bolas perdidas em fintas e fintinhas que não levam a lado nenhum. Tem de jogar simples, tocar e ir...para a área, onde é fundamental.
Farías, entrou para passar tempo e quase não tocou na bola.
Hulk, é, neste momento, um problema e um barbicacho para Jesualdo. Se é difícil deixar de fora um jogador que pode decidir, também é natural que o treinador portista, teimoso e que não muda o sistema, nem o modelo, pense que com Varela e Rodríguez a equipa fica melhor. A partir daqui a Hulk resta jogar em jogos com menos responsabilidades defensivas, ou na frente do ataque, como hoje, mas onde não rende tanto. É, Hulk é a principal vítima do sistema...

V.S.Clube - F.C.Porto. Tomar o castelo e trazer os 3 pontos


Ainda longe de um rendimento que transmita confiança ou entusiasme os seus adeptos, apesar das ligeiras melhorias nos dois últimos jogos - Chelsea e Rio Ave -, o F.C.Porto viaja até Guimarães onde o espera um jogo de grau de dificuldade elevada frente ao Vitória local. A equipa vitoriana, está bem, moralizada e já vai em quatro vitórias consecutivas, uma das quais, mandando para fora da Taça de Portugal e na Luz, o extratosférico Benfica, treinado por esse fenómeno da táctica, o vice-rei da pastilha elástica - o rei é A.Ferguson -, J.Jesus, também conhecido por exterminador implacável, o tal, que só queria sofrer 7 golos em todo o campeonato, mas já os sofreu e ainda não chegamos ao fim da 1ª volta...Com 5 pontos de atraso em relação ao líder, S. Braga - não parece, mas é a equipa de Domingos Paciência que lidera a Liga -, é fundamental que o Tetracampeão não perca mais pontos, numa fase da época onde não se ganha nada, mas se pode perder muito. Assim, para sair incólume da cidade berço, onde N.Assis, Desmarets e Tiago Targino são as estrelas, numa equipa muito bem orientada, tem de haver um Porto ao seu melhor nível. O Porto dos jogos anteriores não chega!

E como o sistema e o modelo não mudam - Jesualdo é demasiado teimoso...-, é necessário que mudem os jogadores na atitude, na ousadia, na vontade e, principalmente, no espírito com que vão encarar este difícil obstáculo. E quem serão os intérpretes? Acho que na defesa, guarda-redes incluído, não devem haver mudanças - apesar de Helton ter regressado aos convocados, deve jogar Beto...; acho que no meio-campo também não - apesar de Fernando estar abaixo do que pode e já mostrou saber, vai entrar de início. A alternativa, Prediger, ainda continua no laboratório a aprender o processo e só deve jogar nas Taças: da Liga e de Portugal; mas no ataque alguma coisa vai mudar. Como Hulk tem de jogar - mesmo quando não está no seu melhor é sempre um jogador que pode decidir - e Varela também - ataca e defende bem -, a dúvida gira à volta de Falcao ou C.Rodríguez... Aposto no Cebola.

Sendo assim, teremos: Beto, Fucile, Maicon, B.Alves e Álvaro Pereira, Fernando, R. Meireles e Belluschi, Varela, Hulk e Rodríguez.

O árbitro é Jorge Sousa, auxiliado por José Ramalho e por José Luís Melo

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes: Beto e Helton;
Defesas: Sapunaru, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Maicon e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, R. Meireles, Belluschi, Guarín e Valeri;
Avançados: Hulk, Farías, Falcao, Mariano, Varela e C.Rodríguez.

Grupo moralizado:
«A mensagem de optimismo que passei antes do jogo, reafirmando que iríamos ser melhores, confirmou-se. O próprio grupo moraliza-se e acredita mais no que trabalha e produz. Não será um jogo idêntico ao do Rio Ave, mas um jogo que terá um grau de competitividade maior, num terreno difícil, porque a chuva e o mau tempo tocam os terrenos todos. Os nossos objectivos são claros: é um jogo posicionado no calendário numa altura importante, que nos obriga a ser maiores».

Optimismo justificado:
«Ter o grupo todo significa uma maior capacidade e garante-nos melhores níveis de rendimento. O grupo está estável, é evidente que vão haver alternativas em relação à equipa e ao banco». O tempo passado em comum desde o início da época é outro factor positivo: «Os jogadores já se conhecem e entendem melhor, falam uma linguagem mais comum. Há um conjunto de aspectos que se reúnem para termos sucesso e tenho a certeza absoluta que o vamos ter».

Adversário ao ataque:
«O Vitória de Guimarães não tem hipótese nenhuma de ser uma equipa defensiva connosco, porque o público não deixa e espero que não deixe. Vai ser um jogo em divisão permanente, no qual as transições defensivas e ofensivas serão fundamentais. Nos últimos dois anos em Guimarães conseguimos ter sucesso nisso e estou seguro de que, no próximo jogo, com muitas dificuldades, vamos conseguir de novo».

O 13º fascículo e uma recordação inesquecível



Neste fascículo vamos saber dos árbitros que não comiam quando o Sporting perdia; de Américo e o árbitro do...Sporting; dos 700 contos por ano para Pedroto; do avião e cerveja na taça de Pedroto; de Pinto de Magalhães que demitiu o "Zé do Boné" para dar mais calor humano aos jogadores???!!!; do mais negro ano da História portista; dos 4 golos de Lemos ao Benfica; e para finalizar, a morte de "Pavão".

Uma recordação inesquecível!


Quem vive de forma apaixonada a militância clubística, tem momentos marcantes, recordações inesquecíveis, daquelas que ficam gravadas para sempre na memória. Os adeptos do F.C.Porto, então, nem precisam de puxar muito pela cabeça, tantos e tão "recentes" são os feitos da sua equipa de futebol, principalmente a nível internacional - Tenho recordações inesquecíveis da grandiosa caminhada da Taça das Taças; da conquista da Taça dos Campeões em Viena; da Taça Intercontinental na neve do Japão; da Supertaça europeia frente ao Ajax; da Taça UEFA no "Inferno" de Sevilha; da C.League frente ao Mónaco; da vitória no desempate por penaltis - que sofrimento! - frente ao Once Caldas; do Tricampeonato até ao não menos histórico Penta; mas a minha mais marcante recordação, o momento dos momentos, aquele que nunca mais se esquece, foi o golo de Ademir frente ao Benfica, na época 1977/78, golo que praticamente garantiu o título e que pôs fim a um longo jejum de 19 anos sem ganhar a prova mais importante do calendário futebolístico português. É esse momento que vou partilhar, resumidamente, com todos os amigos, conhecidos e visitantes do "Dragão até à morte".

Andava na tropa, nos Comandos, feudo de benfiquistas, desde o comandante, Jaime Neves, passando pela maioria dos oficiais, sargentos e praças. Os portistas eram tão poucos, ou então tão clandestinos, que ainda me recordo dos seus nomes: o Bessa, o Conceição, o Nóbrega, transmontano de Vila Real e...mais ninguém. Estava de serviço, sargento de dia, das 9 horas de sábado, vésperas do jogo, até às 9 horas de domingo dia do decisivo Porto/Benfica. O que fazer para ver um jogo que não podia perder? Como naqueles tempos não havia as facilidades de transporte que existem hoje - a auto-estrada ainda não ligava as duas cidades; não havia tantos comboios e tão rápidos, entre Lisboa e Porto; poucos eram os jovens que tinham carro; e, pior não havia dinheiro! - não dava para viajar na manhã de domingo. Perante tantas dificuldades, só havia uma solução: arranjar alguém que me substituísse no serviço e convencer o oficial de dia a aceitar a troca. Arranjar alguém foi fácil - a amizade e a solidariedade, são, entre muitas outras coisas, algo que marcou a minha passagem pelo Regimento da Amadora. Que o digam o toureiro Joaquim Bastinhas ou o ex-internacional português e até há pouco tempo, treinador do Chaves, Ricardo Formosinho -, convencer o oficial de dia, mais difícil, mas lá conseguimos...às 9 da noite de sábado larguei o serviço e toca a abalar para Sta. Apolónia para apanhar o comboio da meia-noite, que, se tudo corresse bem, chegaria a Campanhã às 9 horas de domingo, dia do jogo. Chegou. Nem fui a casa, tomei o pequeno almoço junto à estação e ala para as Antas. O dia estava maravilhoso e a romaria em volta do Estádio já era grande. Comi qualquer coisa num dos muitos restaurantes da Av. Fernão de Magalhães e entrei a hora e meia do início do jogo - naquele tempo tinha de ser assim para arranjar um bom lugar. Bendito Dragão!...Começa o jogo e golo...do Benfica, Simões na própria baliza - os deuses devem estar loucos. Pensei eu e devem ter pensado todos os portistas, mas ainda falta muito...Depois foi tentar e tentar e o golo não entrava - ainda gelamos quando Humberto, egoísta, quis ficar glorificado e falhou enviando a bola à barra, com Nené em muito melhor posição para marcar...Até que, faltavam 7 minutos para o fim e livre à entrada da área contra os vermelhos - muitos já não acreditavam e sentados com a cabeça entre as pernas, já não queriam ver o livre. Cruzamento para  área, defesa do Benfica a cortar e recarga vitoriosa de Ademir - ainda me emociono muito ao recordar este momento. Bem...só quem viveu esse momento pode falar da mistura contraditória de sentimentos... Alegria esfusiante, choro, riso, abraços, beijos, aos amigos e a quem estava à volta e que não conheciamos de lado nenhum...Ainda sofremos no 0-0 de Coimbra, mas passados 15 dias desse momento fantástico, a glória aconteceu no último jogo do campeonato com os 4-0 ao Braga. O título, depois de uma longa travessia do deserto, voltava a ser do F.C.Porto. A partir daí, os triunfos têm sido tantos que, dizem, já nos aburguesamos. Dizem, mas no que me diz respeito, é mentira!

Agradeço ao Blog:http://bibo-porto-carago.blogspot.com/ e em particular ao "Lucho" que me enviou o e-mail com o vídeo do golo de Ademir, uma autêntica preciosidade.

F.C.Porto 2 - Rio Ave F.C.1. Justo, mas tão sofrido...


Da noite muito fria e muito chuvosa em que o Dragão registou uma das piores assistências, em jogos de campeonato, parece-me claro podermos concluir o seguinte: mesmo não tendo sido constante na qualidade exibicional, houve períodos onde os defeitos dos últimos jogos ainda se notaram - má qualidade de passe; incapacidade para, em vantagem, controlar a posse de bola; Hulk demasiado agarrado às laterais; demasiado desperdício na hora de finalizar...hoje até um penalty falhamos...-, o F.C.Porto mostrou que tinhamos razão quando dissemos que havia sinais de retoma na qualidade do jogo do Tetracampeão. Frente a uma boa equipa, que jogou bem, que nunca se deu por vencida e que procurou sempre que possível, discutir o jogo, o F.C.Porto demorou a engrenar e até marcou sem ter feito muito por isso, mas a partir do golo do empate do Rio Ave, num erro inadmíssivel, desde a facilidades dadas a quem cruzou até à forma como J.Tomás cabeceou sem quase nenhuma oposição, a equipa portista arrancou para um domínio que encostou a equipa de Carlos Brito às cordas, chegou à vitória e até foi capaz de mobilizar e virar para o seu lado os adeptos mais impacientes, que, escaldados de tantos maus jogos e pontos desperdiçados, estavam a ver que, mesmo depois de um empate entre os seus dois principais rivais, ainda não era hoje que o F.C.Porto ia aproveitar. Com uma vontade, uma determinação e uma pressão, que já não se via há muito no Dragão, claramente mais bem construída que, por exemplo, frente ao Belenenses - não chegou a ser preciso, em desespero, o chuveirinho para a cabeça de Bruno Alves - equipa de Jesualdo teve uma grande atitude e nunca desanimou na procura do golo da vitória, mesmo quando os deuses da fortuna e um guarda-redes inspirado, pareciam ter-se unido para tramar o conjunto azul e branco.
Resumindo: vencemos e vencemos com toda a justiça, mas apesar de termos feito o suficiente para não sofrer tanto, lá tivemos de vencer na amarra...Aguenta coração!
Há ainda, muito a melhorar e pormenores a corrigir. Por exemplo: Hulk tem que jogar no meio. Obrigar o Incrível a jogar agarrado às linhas e a ter de se preocupar em fechar os avanços dos laterais, é um crime de lesa F.C.Porto, que a teimosia de Jesualdo persiste em não alterar; também o 4X3X3 não me parece, pelas razões apontadas em relação a Hulk, mas também por Belluschi, o melhor para este plantel do F.C.Porto - então que se assuma, se deixe no banco um talento capaz de decidir e se jogue com Varela na ala-direita; mais, nenhuma grande equipa, que quer constuir um futebol de qualidade, resiste a um trinco, lugar importante e onde se inícia normalmente a construção de jogo, que defende bem, fecha bem as subidas dos laterais e dos centrais, mas que a passar, continua um desastre; outro pormenor a corrigir é o posicionamento de Falcao. O colombiano recua demasiado e depois, como não pode estar em dois sítios ao mesmo tempo, muitas vezes não está na área, onde é fundamental e onde pode fazer valer, como se viu na excelente cabeçada que Carlos defendeu muito bem, a diferença. Aproximam-se jogos em que muita coisa está em jogo, principalmente o de sexta-feira frente ao Guimarães e o de 20 de Dezembro na Luz. Que a equipa acentue os sinais de melhoria, que corrija o que está menos bem e seja capaz de chegar à interrupção do campeonato, vivinha da silva e pronta, com um ou outro acerto, a fazer uma segunda-volta melhor e que tal como aconteceu na temporada anterior a leve ao título. Vamos acreditar que vamos conseguir.

Os jogadores:
Beto, não teve culpas no golo e também não teve muito que fazer. Parece ter conseguido a titularidade...Como não quero fazer juízos precipitados, vou esperar um jogo em que seja chamado a mais trabalho para dizer de minha justiça.
Os laterais: gostei de ambos, embora Fucile, na primeira-parte não tivesse estado bem, o que é natural em quem esteve tanto tempo parado. Defenderam razoavelmente, atacaram sempre e deram muita profundidade ao jogo, obrigando a defesa vilacondense a desequilibrar-se e a cometer vários erros. Foi sobre Fucile o penalty desperdiçado por Falcao e foi o lateral-direito a dar de cabeça para o remate vitorioso de S.Varela.
Os centrais: não gostei muito de Bruno Alves que sentiu demasiadas dificuldades para travar J.Tomás, junto a algumas displicências de vedeta, que não me agradam nada. Maicon, não comprometeu, mas como foi o primeiro jogo e, por isso, é natural um certo nervosismo, aguardemos...
De Fernando, penso que já está tudo dito.
Meireles, não há dúvidas que está em crescendo, embora ainda não esteja no nível que atingiu no passado e há pouco tempo na selecção. Falhou um golo feito. Contra equipas que defendem muito e raramente saem para jogar, na minha opinião, devia ser o trinco.
Belluschi, demasiado recuado para o meu gosto. Sempre que joga mais próximo da área adversária o seu rendimento melhora e é mais útil à equipa. Vítima do sistema...
Guarín, entrou na parte final e não comprometeu.
Rodríguez, foi o melhor da primeira-parte. Correu muito, carrilou muito jogo pela esquerda, cruzou muitas bolas, mas faltava gente na área para concretizar. Na etapa complementar perdeu gás e foi bem substituído.
Farías, entrou bem e ajudou com a sua presença a desmobilizar uma defesa que estava a dar conta do recado.
Varela, entrou muito bem, alargou a frente de ataque, foi sempre perigoso e foi decisivo. Regressa na melhor altura e vai ser muito importante nos próximos tempos.
Falcao, sem dúvida, muito generoso, mas para além de perdulário, demasiado recuado, o que não ajuda a potenciar as suas melhores qualidades. Penso que, definitivamente, não sabe marcar penaltis - espero que Jesualdo tenha visto da mesma forma que eu!
Hulk, penso que, atrás, já disse muito do que penso sobre Givanildo. No meio e atrás de Falcão ou Farías ou com outro avançado de características diferentes, é o lugar ideal para o recém internacional brasileiro. Pena que Jesualdo não pense assim e como ele é que manda...

F.C.Porto - Rio Ave F.C.. Consolidar a retoma e ganhar


Frente ao Rio Ave nem vale a pena dizer que é preciso fazer isto ou aquilo; que a equipa de Vila do Conde está a fazer um bom campeonato; que vem jogar assim ou assado; que devemos jogar com este ou com aquele; que temos de ter cuidado com o Tomás ou com outro qualquer...Não, frente à equipa treinada por Carlos Brito só temos é de ganhar e de preferência fazendo um bom jogo. Mas de não jogarmos bem, paciência, o que temos é de ganhar na mesma...

O árbitro é Paulo Costa, auxiliado por João Santos e por Nuno Manso

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes:
Beto e Nuno;
Defesas: Sapunaru, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Maicon e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, R. Meireles, Belluschi, Guarín e Valeri;
Avançados: Hulk, Farías, Falcao, Varela e C.Rodríguez.

Equipa provável: Beto, Fucile, Rolando, B.Alves e Álvaro Pereira, Fernando, R. Meireles e Belluschi, Hulk, Falcao e Rodríguez.

Antevisão de Jesualdo:
«Estão recordados de que disse que o FC Porto apareceria melhor após a paragem das selecções. O Rio Ave é o jogo do momento, aquele que nos interessa. O Chelsea já passou, analisámos o que fizemos e queremos mais, ser melhores do que fomos nos melhores momentos desse desafio, e foram bastantes», frisou.

Crescimento da equipa
Convencido de que a equipa vai fazer «um bom jogo» e «passar a mensagem de crescimento» para os adeptos, o treinador reforçou as metas do clube: «Queremos ganhar jogos e estabilidade. Temos um objectivo claro: sermos campeões. Temos menos golos sofridos e mais marcados, mas isso também não nos dá especial satisfação». Na opinião de Jesualdo Ferreira, pormenores como o «último toque» fazem toda a diferença: «Traduz-se tudo num conjunto de momentos no futebol. Todas as equipas têm um momento de lesões, uma série de jogos menos bons. Outros dias virão e as bolas que batem na trave vão entrar».

Adversário perigoso
O técnico alertou ainda para a valia do adversário de domingo: «O Rio Ave tem grande qualidade e só perdeu um jogo. Nota-se perfeitamente o trabalho do Carlos Brito, que apresenta sempre boas equipas. Isso anuncia o que serão as nossas dificuldades. Acho que o Rio Ave vem ao Dragão fazer um jogo positivo, até porque seria uma grande desilusão para nós se isso não acontecesse».

Ah, ah, ah, ah...a águia "expeliu" em cima do Silviozinho Cervan...


In pasquim da Queimada:
"(...) Nem faltou um palanque personalizado para a águia Vitória que, com o seu tratador, Juan Bernabé, abrilhantaram a cerimónia. O magote de gente era tamanho e o metro quadrado tão inflaccionado que, quando a ave fez a sua entrada, também o vice-presidente encarnado Sílvio Cervan, Senador de A BOLA, chegou à cerimónia. O animal bem avisou: começou a dar às asas, era demasiada confusão...e ela não quis esperar mais. Era hora de ir à casa de banho, satisfazer necessidades. E foi logo ali. Azar de Cervan, que ia a passar e foi brindado com uma valente descarga sólida (...)"

Ah, ah, ah, ah, ah...fez dele casa de banho...ah, ah, ah, ah, nem os bicharocos respeitam o " Senador Paineleiro"...

Exigência, sim!, mas com realismo



Como na caixa de comentários do post sobre o Porto / Chelsea há opiniões diversas, com uns a concordarem que já se viram sinais de retoma e outros não, resolvi dizer qualquer coisa no sentido de clarificar o meu pensamento. E então é assim: desde que com respeito e objectividade, coisa que procuro sempre, ter em conta, é importante e só ajuda, que nós critiquemos e até não poupemos nos adjectivos, quando não gostamos das exibições do F.C.Porto. Assim, quando depois dos jogos frente à Académica, Belenenses e Marítimo dissemos que as exibições foram abaixo dos mínimos exigíveis a uma equipa com as responsabilidades da equipa portista, só dissemos o que deviamos dizer e só dissemos a verdade! Mesmo com algumas atenuantes, lesões, jogos das selecções, etc., o conjunto Tetracampeão tinha que ter outra atitude, outro rendimento e mesmo jogando mal, tinha de dar tudo para ganhar e não vimos nada disso nos jogos frente à equipa de Belém, ou pior ainda, frente à equipa da Madeira. Mas, se nisso estamos todos de acordo, já é outra coisa mantermos o mesmo grau de exigência frente a uma equipa, que, não tenhamos dúvidas, é, individual e colectivamente superior ao F.C.Porto - uma equipa que neste momento, é, a par do Barcelona, a melhor equipa da Europa e que domina a fortíssima Liga inglesa a seu belo prazer. Mais, não se podia pedir ao F.C.Porto que, depois dos três fraquíssimos desempenhos na Liga Sagres e de três semanas sem competir, como por artes mágicas, passasse do Inferno ao Céu! Dito isto e como dizia no post anterior, espero que frente ao Rio Ave os sinais de retoma se acentuem e daqui para a frente não voltem as exibições do passado recente que tanto nos irritaram, exibições que dão cabo da paciência, mesmo ao mais calminho dos adeptos, o que não é manifestamente o meu caso. Seria muito mau que, tal como aconteceu após Londres - pensavamos que estavamos no caminho certo e despois foi o que se viu -, agora, depois de um jogo razoável frente a uma grande equipa e em que não mereciamos perder - acho especulativo dizer-se que se o F.C.Porto marcasse o Chelsea ia fazer isto ou aquilo...-, voltassemos ao mesmo Portinho de semanas atrás. Não, eu acredito que embora sem ser brilhante - com Jesualdo isso nunca vai acontecer... - o F.C.Porto vai entrar no rumo certo e vai conseguir o Penta.
Um Dragão só deixa de acreditar quando matematicamente já não for possível...

Nota final:
mesmo sendo do tempo em que as camisolas do F.C.Porto só tinham azul e branco, ou em alternativa só branco ou só azul, não me choca nada que agora, sinais dos tempos, o equipamento alternativo, até seja laranja! Mas, e um grande mas, para mim o alternativo só deve ser usado a título excepcional...e se o Chelsea jogou de branco, porque não jogou o Campeão com o equipamento tradicional?

F.C.Porto 0 - Chelsea F.C. 1. Sinais de retoma


Apesar de já ter a qualificação para os oitavos-de-final garantida e portanto, sem a pressão que isso representa, este era um jogo muito importante para o Tetracampeão português. Embora a conquista do lugar no grupo, o prémio que uma vitória garante, ou o prestígio que se consegue quando se vence uma equipa de grande qualidade e recheada de jogadores do melhor que há no mundo, sejam sempre de considerar, havia um factor que estava na cabeça de todos: como se iria apresentar o F.C.Porto depois de três jogos em que a qualidade exibicional deixou muito a desejar e que, no campeonato, lhe custou a perda de 5 pontos? E a equipa portista apresentou-se bem. Melhor, é certo, na primeira que na segunda-parte, mas no conjunto dos 90 minutos a equipa hoje de laranja - PORQUÊ??? -, fez uma exibição muito agradável e não merecia perder. Viram-se na noite do Dragão sinais de retoma, mas para que a retoma não seja apenas um fogacho e se consolide, é necessário que, entre outras coisas, a qualidade de passe melhore substancialmente - não há equipa que resista a tantos passes errados e se essa equipa ainda por cima basear o seu futebol nas transições rápidas, então muito pior! É importante também, que Jesualdo não tenha mais hesitações sobre o meio-campo que deve jogar, meio-campo em que Belluschi é fundamental, mesmo que tenhamos ficado mais uma vez com a sensação que o argentino podia render muito mais se jogasse atrás dos avançados, na posição 10 e não do lado direito do meio-campo, na posição 8 - que pena o treinador portista ser tão agarrado ao 4x3x3!...Que Falcao seja avançado, que jogue simples e não médio que só complica, com fintas e mais fintas em que muitas vezes perde bolas fáceis. Que Rolando esteja sempre atento, concentrado e não receoso, nervoso e incapaz de de ter as melhores soluções, mesmo nas jogadas mais simples. Que Fernando se convença que o trinco não é só defender e desarmar, mas também jogar e passar - numa equipa como o F.C.Porto um jogador que joga na posição 6 e erra mais de 50% dos passes...coloca em causa a qualidade de jogo e ou muda ou sai! Se resolvermos estes problemas, com Cebola já mais próximo do que pode fazer, idem em relação a Raúl Meireles, o regresso de Varela e um Hulk ao seu melhor nível, a retoma será uma certeza que esperamos ver confirmada já no Domingo frente a um adversário mais fraco, mas que não vai dar tanto espaço para jogar.

Notas finais: Deco teve no Dragão o justo reconhecimento que os adeptos portistas dedicam a quem serve o F.C.Porto com dedicação, competência e profissionalismo.

Pena que o Sr.Gilberto, portista dos sete costados e que hoje fez anos, não tenha tido mais uma prenda com uma vitória do seu clube de coração...

Irritante até dizer basta, o árbitro sueco...

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