Populares Mês

O 14º fascículo, os adversários para os oitavos, o Platini e mais umas palavrinhas para o Mister



No 14º fascículo ficamos a conhecer as peripécias da contratação de Teófilo Cubillas - segundo melhor estrangeiro que vi jogar com a camisola do F.C.Porto. O primeiro foi Rabat Madjer; alguns factos sobre a morte de Fernando Pascoal das Neves, "Pavão"; a amnistia para Pedroto; o aparecimento - em boa hora, digo eu! - de Jorge Nuno Pinto da Costa; ter ou não ter estofo de Campeão e os roubos de Igreja, segundo o "Zé do Boné"; Campeões depois de um jejum de 19 anos; o Sporting que levou a árbitro à China; Seninho nos States; o Bi-campeonato; a "Santa-Aliança" e o golo na própria baliza do Manaca; o Verão quente de 1980; Hermann Stessl; e finalmente, o regresso dos heróis: Pedroto e Pinto da Costa.

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Acabou a fase de grupos e os possíveis adversários do F.C.Porto são: R.Madrid, Arsenal, Barcelona, Sevilha, Bordéus, Manchester United e Fiorentina.
São adversários muito complicados, mas há uns que são mais complicados que outros. A evitar: R.Madrid, Arsenal, Barcelona e Manchester United. Temos, teoricamente, mais hipóteses com: Bordéus, Fiorentina e Sevilha.

“O FC Porto não é batoteiro”

O presidente da UEFA, Michel Platini, diz que agora sabe que o FC Porto "não é batoteiro", encerrando em definitivo o caso que quase excluiu os tetracampeões nacionais da edição 2008/2009 da Liga dos Campeões em futebol."Agora sabemos que o FC Porto não é batoteiro. O caso ficou encerrado com os novos regulamentos da UEFA (de acesso às competições europeias). Tudo o que sucedeu até 2007 está encerrado e não prosseguimos as investigações", frisou o dirigente em entrevista à Agência Lusa.Na altura deste caso, depois do FC Porto ter sido condenado na justiça desportiva portuguesa por duas tentativas de corrupção, Michel Platini manifestou-se partidário da exclusão do clube português da Liga dos Campeões, afirmando que a competição deveria ser vedada aos clubes "batoteiros".Dois anos volvidos e com o caso definitivamente encerrado, Platini limita-se a dizer que a UEFA tem agora regulamentos que combatem a corrupção."Parámos as investigações e não sabemos mais. O caso foi encerrado. Temos regulamentos agora que combatem os batoteiros. Agora tenho a certeza que não é batoteiro".Sobre o recente escândalo das apostas desportivas, o presidente da UEFA assume a preocupação e pede ajuda dos estados europeus."Estamos a investigar três jogos das qualificações para a Liga dos Campeões e quatro das qualificações para a Liga Europa e vamos punir os prevaricadores. Estamos a lutar contra isso, mas não é fácil. Somos organizadores de provas, não somos polícias. Precisamos da ajuda dos governos nesta luta e puniremos totalmente todos os envolvidos".
«
Olhem caros portistas, o palhaço mor falou agora pois ja viu que o que ele chama batotice não e nada mais que competencia e uma excelente estrutura que reflecte ano apos ano em boas equipas, equipas essas que dão prestigio a este pais a beira mar plantado....» Orgulho Azul

Eu ia falar disto, mas como o(a) Orgulho Azul colocou tudo na caixa de comentários, fica assim, e apenas acrescento o seguinte: quando este traumatizado do Platini - ficou neste estado depois que foi enganado por um companheiro de equipa quando jogava no S.Etienne - prestou declarações em sentido contrário isso mereceu grandes parangonas na C.Social portuguesa. Agora, quase nada e alguns até ignoraram completamente as declarações do presidente da UEFA. Enfim...uma tristeza, mas nada a que não estejamos habituados.

Mais umas palavrinhas para o Mister...

- Senhor Professor, o senhor podia ter evitado o remoque aos críticos no final do jogo de Madrid frente ao Atlético... Sem ter a presunção, como é óbvio, de pensar que se estava a dirigir a mim - os alvos são outros -, mas como também fui daqueles que zurziu nas prestações da equipa há tempos atrás, deixe-me dizer o seguinte, do alto do meu portismo militante, à flôr da pele e à prova de bala: o F.C.Porto jogou mal frente à Académica; frente ao Belenenses; e horrivelmente na Madeira frente ao Marítimo. Queria o senhor, Sr. Professor, que nós portistas dissessemos o quê? O F.C.Porto jogou razoavelmente frente ao Chelsea - o adversário era muito forte e isso tem de ser levado em conta -, melhor frente ao R.Ave; bem melhor na 1ª parte do jogo de Guimarães; esteve em grande em Madrid; e aí, Sr. Professor, nós elogiamos. Tudo isto é futebol e, principalmente, tudo isto é F.C.Porto. Será que ao fim de quase 4 anos no Dragão, o senhor ainda não percebeu a nossa forma de estar e a nossa cultura de exigência? Desejo muito que o mau tempo já tenha passado e exibições tão fracas como as que referi anteriormente não voltem a acontecer. Mas se se repetirem, pode ter a certeza, meu caro Professor, que eu e os portistas vamos voltar a criticar. Foi assim que fomos educados e é assim que são as coisas no F.C.Porto. Pela parte que me toca quero dizer-lhe: na altura que eu não reagir e me conformar com exibições muito abaixo dos mínimos exigíveis a um Tetracampeão, é a hora de me reformar do futebol e deixar de o viver com esta intensidade e esta paixão...

Só mais uma nota:
criticar, desde que com respeito, objectividade e espírito construtivo, é o dever de todos os bons portistas. Quem não for capaz de perceber isto e conviver com esta pressão, está no clube errado - já o disse muitas vezes, mas nunca me vou cansar de o repetir.

C. Atlético de Madrid 0 - F.C.Porto 3. Prestígio reforçado, dinheiro no bolso e confiança em alta


Um Porto quase na máxima força - podiam, vá lá, ter jogado Rolando no lugar de Maicon; Belluschi no lugar de Valeri; e Varela, se tivermos em conta o que mostrou Guimarães, no lugar de Hulk -, mostrou de forma clara e inequívoca que está a crescer a cada jogo e aparece, numa altura muito importante da época, já muito próximo do que pode fazer e agora sim, ao nível do que se espera de um Tetracampeão. Um Porto a consolidar os sinais de retoma que já vêm desde o jogo frente ao Chelsea... Com uma entrada fulgurante, tal como tinha acontecido frente ao Vitória, a equipa portista mostrou ao que ia e ao fim de 15 minutos tinha resolvido o jogo, reduzindo a equipa madrilena a uma equipa que pareceu vulgar - o que nem de perto, nem de longe, corresponde à realidade! Foi um Dragão com uma atitude e um espírito correctos, personalizado, eficaz, que aproveitou a tranquilidade de não ter de estar a lutar pelo apuramento - já garantido -, para evoluir, para ultrapassar etapas, para ganhar confiança, para melhorar a auto-estima, para dizer presente, para dizer em voz alta, contem connosco!

Resumindo:
excelente exibição do F.C.Porto e uma vitória justa, indiscutível, que reforça o prestígio do Campeão português no país vizinho. No entanto, apenas ganhamos um jogo e por isso não devemos embandeirar em arco. Fica a porém a certeza: até podemos não ganhar nada, mas temos gente para lutar por todas as vitórias.

Notas finais: de saudar mais um golo de bola parada - o terceiro em dois jogos.
Quando se joga desta forma, em que o colectivo funciona, não gosto de fazer apreciações individuais, apesar de ter havido quem tenha jogado muito bem.
Valeri é a excepção e para dizer o seguinte: acho que está ali um grande jogador, nota-se nos pormenores, mas preciso de ver mais. Acho que se tiver oportunidade de jogar três ou quatro jogos seguidos, vai ser ele e mais dez...

Ah...e viva o pior Porto dos últimos anos! Viva!


Mais uma ordinarice do Guerra!


O Guerra, esse exemplar do sectarismo e do facciosimo vermelho, sem vergonha e sem pudor, assina mais um miserável artigo em defesa do seu clube. Com a desfaçatez que o caracteriza, o "jornalista" atira-se a tudo e a todos na defesa do Benfica e de David Luiz, o "Impune". Ninguém escapa à sanha do vermelho encardido. Pinto da Costa, Bruno Alves, Jorge Costa, os profissionais do Olhanense e até o treinador da Académica, são os alvos de hoje, como outros - lembras-te Domingos? -, foram os alvos do passado recente. A Bola há muitos anos que deixou de ser um jornal credível, para passar a ser o jornal do Benfica, mesmo o mais fanático dos vermelhos o reconhecerá, mas o pasquim da Queimada, agora, vai mais longe e já não é apenas o jornal do Benfica, não, A Bola é o mais fanático dos blogs benfiquistas. Qual é a diferença entre os artigos do Guerra, do Freteiro Delgado, do Bonzinho e do moço de recados, Fernando Urbano, e os posts anti-F.C.Porto na blogosfera vermelha? Nenhuma diferença! Mas neste artigo transparece o medo que o F.C.Porto lhes causa, eles que esta época pensavam que iam ser favas contadas e a passadeira estava estendida. Não está! Vão ter de levar connosco e portanto, podem continuar a javardar à vontade!
Eu, que sou um adepto ferrenho do F.C.Porto, não sou jornalista, não tenho o dever de ser equilibrado, isento e não tenho um código deontológico para respeitar, nunca me passou pela cabeça fazer um post para me atirar a tudo e a todos, só porque o Álvaro Pereira tem 4 cartões amarelos e está à bica...mas o Guerra não teve pejo em fazê-lo em relação ao "Impune"...O cheiro que vem da lixeira da Queimada é cada vez mais nauseabundo...

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C. Atlético de Madrid - F.C.Porto. Não vem nada a calhar...



Disse-o Jesualdo no final do jogo de Guimarães e eu concordo em absoluto. Com a qualificação garantida e sem poder ambicionar mais que o 2º lugar - o primeiro já é do Chelsea -, resta ao F.C.Porto jogar pelo prestígio e pelo dinheirinho que faz sempre jeito. Quando parece ter encontrado o rumo certo; quando os indíces de confiança estão a subir; quando a qualidade do futebol já é melhor; que F.C.Porto no Vicente Calderón, num jogo sem a pressão de lutar por mais nada que não seja o que referimos anteriormente, se aproximam jogos muito importantes para a Liga Sagres, sem esquecer, que, do outro lado, temos uma equipa em crescendo, que vem de duas vitórias seguidas, que procura reconquistar a sua fiel, mas exigente massa adepta e que ainda não tem garantida a passagem à Liga Europa? Teremos um F.C.Porto a jogar na máxima força, com os mesmos que tão boa conta deram no jogo da cidade-berço - apenas com Maicon no lugar do constipado Rolando - com o consequente desgaste que isso representa? Ou aproveitará Jesualdo para fazer a rotatividade e colocar à carga jogadores menos utilizados de quem temos boas referências, mas que praticamente não têm jogado - como Valeri e Miguel Lopes, por exemplo? Tem a palavra o técnico portista, mas era importante que o F.C.Porto saísse de Madrid sem qualquer dano físico e moral, numa altura que se aproxima a hora da ver quem é quem no campeonato português.

O árbitro é o francês Stéphane Lannoy, auxiliado pelos seus compatriotas, Eric Dansault e Laurent Ugo.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes:
Beto e Helton;
Defesas: Sapunaru, Fucile, Miguel Lopes, Bruno Alves, Maicon e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, R. Meireles, Belluschi, Guarín e Valeri;
Avançados: Hulk, Farías, Falcao, Mariano, Varela e C.Rodríguez.

Equipa provável, ou melhor, o meu palpite: Beto, Sapunaru, Maicon, Bruno e Álvaro, Fernando, Guarín e Valeri, Mariano, Farías e Hulk.

Antevisão de Jesualdo:
Responsabilidade do costume
«Um jogo da UEFA Champions League tem sempre a mesma responsabilidade quando o FC Porto entra em campo. Creio até que este tem responsabilidades acrescidas, pois estamos a falar do FC Porto, do prestígio do clube, do prestígio do país, do prestígio dos jogadores e, claro, de questões relacionadas com dinheiro»

Atlético está a crescer
«O Atlético de Madrid é uma equipa em ascensão e que luta por uma qualificação para a Liga Europa. Creio que teremos um clima diferente daquele que encontrámos na temporada passada, o que pode ser o prenúncio de um bom jogo, sem muitos nervos, mas com muita qualidade e com um ambiente excelente por parte dos adeptos das duas equipas»

Meia equipa anunciada
«Jogam Hulk, Varela, Fernando, Helton, Maicon e Fucile… Mais não digo. O Fucile é a minha única dúvida, porque tanto pode jogar na direita como na esquerda da defesa»

O "Impune"
Já sabiamos que a David Luiz, o "Impune", era permitido agredir, agarrar, bater em tudo que mexe. Agora, ficamos a saber, também, que o "Impune" pode fazer penaltis à vontade que os árbitros não marcam...

O que fazer com Hulk?


Nota: Jesualdo não muda e vai-se manter fiel ao sistema e ao modelo. Tenho um amigo que não gosta que eu lhe chame teimosia e prefere dizer que se trata de forte convicção num sistema e num modelo que são Tricampeões.
Nota: Hulk é um jogador jovem, com um grande talento e um enorme potencial. Tem técnica, tem força, tem velocidade, um pé esquerdo que remata muito forte e muitas vezes decide.
Nota: Hulk, que começou a época em grande plano, está, neste momento, muito abaixo daquilo que já mostrou ser capaz de fazer. Há quem diga que a chamada à selecção o deslumbrou e o fez perder a humildade - não me parece. Ainda na sexta-feira foi ao banco e não deu sinais de enfado...-; há quem diga que não leva uma vida compatível com um profissional de futebol - não sei, mas sei que esta conversa é sempre a mesma quando os jogadores não rendem; eu prefiro dizer que Hulk não está bem, mas é o principal prejudicado pelo 4x3x3 de Jesualdo. Hulk é vítima do sistema. Explico: no 4x3x3, do Professor, os avançados que jogam nas alas, para além de terem de atacar, têm de defender, não permitindo as subidas dos laterais adversários que são muitas vezes factores de desequilibrio e de golos sofridos. Foi assim na Madeira frente ao Marítimo, foi assim frente ao Chelsea. Hulk não acompanhou a subida de Zhirkov que colocou em Maluda com o francês a centrar para o golo de Anelka - enquanto jogou Varela o lateral-esquerdo da equipa inglesa nunca teve possibilidades de fazer essa jogada. Ora, este é que é o ponto. No sistema de Jesualdo, Varela na direita e Rodríguez, na esquerda, desde que em forma, como parece ser o caso, porque fazem o vai e vem - atacam e defendem -, vão jogar sempre. Mais, como se viu frente ao Vitória, com Varela, Belluschi tem mais liberdade para jogar perto da área contrária - o que não acontece quando joga o internacional brasileiro - onde é muito mais útil e tem um rendimento muito superior. Assim e como Hulk, no meio, não rende - não é capaz de jogar de costas para a baliza, nem tem bom jogo de cabeça, nem é um matador... -, temos um problema. Daí a pergunta: o que fazer com Hulk? Como Jesualdo não abdica das suas teimosias - convicções -, quem vai ter de mudar é o nº12. Será Givanildo capaz de mudar, mantendo as suas principais qualidades e características? Ou então, será Jesualdo capaz de enquadrar Hulk e fazer dele um jogador que não atrapalhe o sistema? Têm a palavra os dois. Seria muito mau para todos, que um jogador com tantas capacidades e tantos talentos, andasse a penar no banco do F.C.Porto!
Ah, já me esquecia: não ajuda nada que Hulk, como aconteceu na sexta-feira, entre de forma displicente, com toques e mais toques de calcanhar...Não, Hulk tem de entrar com tudo e mostrar outra atitude. Têm de ser dele os primeiros sinais de mudança...

Vitória S.C. 1 - F.C.Porto 4. O Campeão está de volta


Ainda não está no ponto, ainda comete erros que não pode cometer, mas já está bem melhor e em condições de lutar, agora sim, pelos objectivos de ser Penta.
Com Hulk no banco - surpresa de Jesualdo - e os regressos de Helton e Rolando, o F.C.Porto fez uma primeira-parte de qualidade superior, com a equipa muito compacta, a pressionar alto, atacando pelos dois flancos, criando vários lances de golo, marcando dois, mas ficando a dever a si própria, outros tantos, sem que o Vitória incomodasse minimamente o último reduto azul e branco. Era assim que o intervalo devia chegar, mas Belluschi, que estava a fazer um excelente jogo, quis fintar na saída para o ataque, perdeu a bola, Fernando em desespero fez falta e da falta, Andrézinho reduziu a diferença. O golo, contra a corrente do jogo, ressuscitou o Vitória e perturbou o F.C.Porto, que, no primeiro quarto de hora da etapa complementar não se encontrou, perdeu o controlo do jogo, passou por dificuldades e podia ter sofrido o golo do empate, que, por aquilo que tinha sido a partida até esse momento, seria injusto para o Tetracampeão. Passado esse período e com as substituições, principalmente a de Guarín, já que Hulk entrou mal, com toques de vedeta, inconsequentes, o F.C.Porto estabilizou, fez o 3-1 por Bruno Alves, controlou, marcou mais um belo golo e se podia ter sofrido outro, também podia, com mais calma, melhor aproveitamentos dos espaços e mais qualidade no último passe, ter aumentado a vantagem.
Resumindo: vitória justíssima - talvez o 5-3 espelhasse melhor o que foi o jogo - do conjunto de Jesualdo que está a consolidar os sinais de retoma que tinhamos detectado frente ao Chelsea e R.Ave. De saudar, por ser uma raridade, os dois golos de bola parada conseguidos esta noite. Tinha dito que nesta altura, onde não se ganha nada, mas muito se pode perder, era fundamental não perder mais pontos. Mais uma vez o Tetracampeão não vacilou e pode ficar a ver, tanquilamente, o que se vai passar com as duas equipas que seguem à sua frente. Tem piada, mas o pior Porto dos últimos anos - dizem os entendidos -, está nesta altura, com os mesmos pontos do melhor Benfica dos últimos vinte anos - dizem outros entendidos e apregoa, todos os dias, a máquina de propaganda vermelha. É, meus amigos amigos, temos de fazer pela vida, pois, diz um sportinguista que trabalha na Sad do Benfica, os vermelhos são o clube com mais apoio no Grande Porto e nós temos de reconquistar esse apoio. É óbvio que estou a ironizar, pois dali, do clube da freguesia de Benfica, já estamos habituados ao trauliteirismo, à demagogia e ao trogloditismo.

Os jogadores um a um:
Helton, regressou e para mim não devia ter regressado, apesar de o considerar o melhor dos três guarda-redes do F.C.Porto - Beto cumpriu e devia ter continuado. Na primeira-parte não teve que fazer e sofreu um golo em que me parece não podia fazer nada. Na segunda metade teve mais trabalho e evitou que o Vitória, primeiro por N.Assis e depois por Targino - tapou muto bem o ângulo -, chegasse ao empate.
Fucile, bom jogo, embora tenha tido algumas displicências e brincadeiras que não pode repetir.
Álvaro Pereira, esteve acima do seu colega do outro lado, já que não brincou e atacou muito mais. Ou melhor, desequilibrou muito mais.
Muito bem os dois centrais. Rolando, mais um regresso - parece que apanhou um jogo de castigo! -, esteve muito bem, muito seguro, concentrado e sem falhas. Fez-lhe bem a terapia de banco. Bruno, esteve imperial e marcou o golo da tranquilidade a coroar uma exibição sem falhas.
Fernando, voltou a jogar bem e não errou tantos passes - acho que não errou nenhum -, o que ajudou muito a melhorar a qualidade do jogo portista.
Meireles, foi o melhor a meias com Varela, com um jogo de qualidade e durante os 90 minutos o que é óptimo, quando vêm aí jogos muito importantes.
Belluschi, mais avançado do que é costume, o argentino fez, até aos 45 minutos, uma jogatana. Pena que no minuto de descontos borrasse a pintura, tivesse responsabilidade no 1-2 e depois acusando esse facto, já não parecia o mesmo, sendo bem substituído.
Guarín, entrou num período difícil e acusou esse facto, mas rapidamente melhorou, ganhou confiança, ajudou a estabilizar o jogo portista e fez dois excelentes remates, um dos quais obrigou Nilson a uma grande defesa.
Varela, para mim e junto com Meireles, o homem do jogo. Com ele o F.C.Porto ataca e defende, ganha profundidade, equilibrio, consistência e como até marca golos... Assim, e como do outro lado Rodríguez também fez uma partida em muito bom plano, como resolver o problema Hulk?
Falcao, um golo, muita generosidade, mas também muitas bolas perdidas em fintas e fintinhas que não levam a lado nenhum. Tem de jogar simples, tocar e ir...para a área, onde é fundamental.
Farías, entrou para passar tempo e quase não tocou na bola.
Hulk, é, neste momento, um problema e um barbicacho para Jesualdo. Se é difícil deixar de fora um jogador que pode decidir, também é natural que o treinador portista, teimoso e que não muda o sistema, nem o modelo, pense que com Varela e Rodríguez a equipa fica melhor. A partir daqui a Hulk resta jogar em jogos com menos responsabilidades defensivas, ou na frente do ataque, como hoje, mas onde não rende tanto. É, Hulk é a principal vítima do sistema...

V.S.Clube - F.C.Porto. Tomar o castelo e trazer os 3 pontos


Ainda longe de um rendimento que transmita confiança ou entusiasme os seus adeptos, apesar das ligeiras melhorias nos dois últimos jogos - Chelsea e Rio Ave -, o F.C.Porto viaja até Guimarães onde o espera um jogo de grau de dificuldade elevada frente ao Vitória local. A equipa vitoriana, está bem, moralizada e já vai em quatro vitórias consecutivas, uma das quais, mandando para fora da Taça de Portugal e na Luz, o extratosférico Benfica, treinado por esse fenómeno da táctica, o vice-rei da pastilha elástica - o rei é A.Ferguson -, J.Jesus, também conhecido por exterminador implacável, o tal, que só queria sofrer 7 golos em todo o campeonato, mas já os sofreu e ainda não chegamos ao fim da 1ª volta...Com 5 pontos de atraso em relação ao líder, S. Braga - não parece, mas é a equipa de Domingos Paciência que lidera a Liga -, é fundamental que o Tetracampeão não perca mais pontos, numa fase da época onde não se ganha nada, mas se pode perder muito. Assim, para sair incólume da cidade berço, onde N.Assis, Desmarets e Tiago Targino são as estrelas, numa equipa muito bem orientada, tem de haver um Porto ao seu melhor nível. O Porto dos jogos anteriores não chega!

E como o sistema e o modelo não mudam - Jesualdo é demasiado teimoso...-, é necessário que mudem os jogadores na atitude, na ousadia, na vontade e, principalmente, no espírito com que vão encarar este difícil obstáculo. E quem serão os intérpretes? Acho que na defesa, guarda-redes incluído, não devem haver mudanças - apesar de Helton ter regressado aos convocados, deve jogar Beto...; acho que no meio-campo também não - apesar de Fernando estar abaixo do que pode e já mostrou saber, vai entrar de início. A alternativa, Prediger, ainda continua no laboratório a aprender o processo e só deve jogar nas Taças: da Liga e de Portugal; mas no ataque alguma coisa vai mudar. Como Hulk tem de jogar - mesmo quando não está no seu melhor é sempre um jogador que pode decidir - e Varela também - ataca e defende bem -, a dúvida gira à volta de Falcao ou C.Rodríguez... Aposto no Cebola.

Sendo assim, teremos: Beto, Fucile, Maicon, B.Alves e Álvaro Pereira, Fernando, R. Meireles e Belluschi, Varela, Hulk e Rodríguez.

O árbitro é Jorge Sousa, auxiliado por José Ramalho e por José Luís Melo

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes: Beto e Helton;
Defesas: Sapunaru, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Maicon e Álvaro Pereira;
Médios: Fernando, R. Meireles, Belluschi, Guarín e Valeri;
Avançados: Hulk, Farías, Falcao, Mariano, Varela e C.Rodríguez.

Grupo moralizado:
«A mensagem de optimismo que passei antes do jogo, reafirmando que iríamos ser melhores, confirmou-se. O próprio grupo moraliza-se e acredita mais no que trabalha e produz. Não será um jogo idêntico ao do Rio Ave, mas um jogo que terá um grau de competitividade maior, num terreno difícil, porque a chuva e o mau tempo tocam os terrenos todos. Os nossos objectivos são claros: é um jogo posicionado no calendário numa altura importante, que nos obriga a ser maiores».

Optimismo justificado:
«Ter o grupo todo significa uma maior capacidade e garante-nos melhores níveis de rendimento. O grupo está estável, é evidente que vão haver alternativas em relação à equipa e ao banco». O tempo passado em comum desde o início da época é outro factor positivo: «Os jogadores já se conhecem e entendem melhor, falam uma linguagem mais comum. Há um conjunto de aspectos que se reúnem para termos sucesso e tenho a certeza absoluta que o vamos ter».

Adversário ao ataque:
«O Vitória de Guimarães não tem hipótese nenhuma de ser uma equipa defensiva connosco, porque o público não deixa e espero que não deixe. Vai ser um jogo em divisão permanente, no qual as transições defensivas e ofensivas serão fundamentais. Nos últimos dois anos em Guimarães conseguimos ter sucesso nisso e estou seguro de que, no próximo jogo, com muitas dificuldades, vamos conseguir de novo».

O 13º fascículo e uma recordação inesquecível



Neste fascículo vamos saber dos árbitros que não comiam quando o Sporting perdia; de Américo e o árbitro do...Sporting; dos 700 contos por ano para Pedroto; do avião e cerveja na taça de Pedroto; de Pinto de Magalhães que demitiu o "Zé do Boné" para dar mais calor humano aos jogadores???!!!; do mais negro ano da História portista; dos 4 golos de Lemos ao Benfica; e para finalizar, a morte de "Pavão".

Uma recordação inesquecível!


Quem vive de forma apaixonada a militância clubística, tem momentos marcantes, recordações inesquecíveis, daquelas que ficam gravadas para sempre na memória. Os adeptos do F.C.Porto, então, nem precisam de puxar muito pela cabeça, tantos e tão "recentes" são os feitos da sua equipa de futebol, principalmente a nível internacional - Tenho recordações inesquecíveis da grandiosa caminhada da Taça das Taças; da conquista da Taça dos Campeões em Viena; da Taça Intercontinental na neve do Japão; da Supertaça europeia frente ao Ajax; da Taça UEFA no "Inferno" de Sevilha; da C.League frente ao Mónaco; da vitória no desempate por penaltis - que sofrimento! - frente ao Once Caldas; do Tricampeonato até ao não menos histórico Penta; mas a minha mais marcante recordação, o momento dos momentos, aquele que nunca mais se esquece, foi o golo de Ademir frente ao Benfica, na época 1977/78, golo que praticamente garantiu o título e que pôs fim a um longo jejum de 19 anos sem ganhar a prova mais importante do calendário futebolístico português. É esse momento que vou partilhar, resumidamente, com todos os amigos, conhecidos e visitantes do "Dragão até à morte".

Andava na tropa, nos Comandos, feudo de benfiquistas, desde o comandante, Jaime Neves, passando pela maioria dos oficiais, sargentos e praças. Os portistas eram tão poucos, ou então tão clandestinos, que ainda me recordo dos seus nomes: o Bessa, o Conceição, o Nóbrega, transmontano de Vila Real e...mais ninguém. Estava de serviço, sargento de dia, das 9 horas de sábado, vésperas do jogo, até às 9 horas de domingo dia do decisivo Porto/Benfica. O que fazer para ver um jogo que não podia perder? Como naqueles tempos não havia as facilidades de transporte que existem hoje - a auto-estrada ainda não ligava as duas cidades; não havia tantos comboios e tão rápidos, entre Lisboa e Porto; poucos eram os jovens que tinham carro; e, pior não havia dinheiro! - não dava para viajar na manhã de domingo. Perante tantas dificuldades, só havia uma solução: arranjar alguém que me substituísse no serviço e convencer o oficial de dia a aceitar a troca. Arranjar alguém foi fácil - a amizade e a solidariedade, são, entre muitas outras coisas, algo que marcou a minha passagem pelo Regimento da Amadora. Que o digam o toureiro Joaquim Bastinhas ou o ex-internacional português e até há pouco tempo, treinador do Chaves, Ricardo Formosinho -, convencer o oficial de dia, mais difícil, mas lá conseguimos...às 9 da noite de sábado larguei o serviço e toca a abalar para Sta. Apolónia para apanhar o comboio da meia-noite, que, se tudo corresse bem, chegaria a Campanhã às 9 horas de domingo, dia do jogo. Chegou. Nem fui a casa, tomei o pequeno almoço junto à estação e ala para as Antas. O dia estava maravilhoso e a romaria em volta do Estádio já era grande. Comi qualquer coisa num dos muitos restaurantes da Av. Fernão de Magalhães e entrei a hora e meia do início do jogo - naquele tempo tinha de ser assim para arranjar um bom lugar. Bendito Dragão!...Começa o jogo e golo...do Benfica, Simões na própria baliza - os deuses devem estar loucos. Pensei eu e devem ter pensado todos os portistas, mas ainda falta muito...Depois foi tentar e tentar e o golo não entrava - ainda gelamos quando Humberto, egoísta, quis ficar glorificado e falhou enviando a bola à barra, com Nené em muito melhor posição para marcar...Até que, faltavam 7 minutos para o fim e livre à entrada da área contra os vermelhos - muitos já não acreditavam e sentados com a cabeça entre as pernas, já não queriam ver o livre. Cruzamento para  área, defesa do Benfica a cortar e recarga vitoriosa de Ademir - ainda me emociono muito ao recordar este momento. Bem...só quem viveu esse momento pode falar da mistura contraditória de sentimentos... Alegria esfusiante, choro, riso, abraços, beijos, aos amigos e a quem estava à volta e que não conheciamos de lado nenhum...Ainda sofremos no 0-0 de Coimbra, mas passados 15 dias desse momento fantástico, a glória aconteceu no último jogo do campeonato com os 4-0 ao Braga. O título, depois de uma longa travessia do deserto, voltava a ser do F.C.Porto. A partir daí, os triunfos têm sido tantos que, dizem, já nos aburguesamos. Dizem, mas no que me diz respeito, é mentira!

Agradeço ao Blog:http://bibo-porto-carago.blogspot.com/ e em particular ao "Lucho" que me enviou o e-mail com o vídeo do golo de Ademir, uma autêntica preciosidade.

F.C.Porto 2 - Rio Ave F.C.1. Justo, mas tão sofrido...


Da noite muito fria e muito chuvosa em que o Dragão registou uma das piores assistências, em jogos de campeonato, parece-me claro podermos concluir o seguinte: mesmo não tendo sido constante na qualidade exibicional, houve períodos onde os defeitos dos últimos jogos ainda se notaram - má qualidade de passe; incapacidade para, em vantagem, controlar a posse de bola; Hulk demasiado agarrado às laterais; demasiado desperdício na hora de finalizar...hoje até um penalty falhamos...-, o F.C.Porto mostrou que tinhamos razão quando dissemos que havia sinais de retoma na qualidade do jogo do Tetracampeão. Frente a uma boa equipa, que jogou bem, que nunca se deu por vencida e que procurou sempre que possível, discutir o jogo, o F.C.Porto demorou a engrenar e até marcou sem ter feito muito por isso, mas a partir do golo do empate do Rio Ave, num erro inadmíssivel, desde a facilidades dadas a quem cruzou até à forma como J.Tomás cabeceou sem quase nenhuma oposição, a equipa portista arrancou para um domínio que encostou a equipa de Carlos Brito às cordas, chegou à vitória e até foi capaz de mobilizar e virar para o seu lado os adeptos mais impacientes, que, escaldados de tantos maus jogos e pontos desperdiçados, estavam a ver que, mesmo depois de um empate entre os seus dois principais rivais, ainda não era hoje que o F.C.Porto ia aproveitar. Com uma vontade, uma determinação e uma pressão, que já não se via há muito no Dragão, claramente mais bem construída que, por exemplo, frente ao Belenenses - não chegou a ser preciso, em desespero, o chuveirinho para a cabeça de Bruno Alves - equipa de Jesualdo teve uma grande atitude e nunca desanimou na procura do golo da vitória, mesmo quando os deuses da fortuna e um guarda-redes inspirado, pareciam ter-se unido para tramar o conjunto azul e branco.
Resumindo: vencemos e vencemos com toda a justiça, mas apesar de termos feito o suficiente para não sofrer tanto, lá tivemos de vencer na amarra...Aguenta coração!
Há ainda, muito a melhorar e pormenores a corrigir. Por exemplo: Hulk tem que jogar no meio. Obrigar o Incrível a jogar agarrado às linhas e a ter de se preocupar em fechar os avanços dos laterais, é um crime de lesa F.C.Porto, que a teimosia de Jesualdo persiste em não alterar; também o 4X3X3 não me parece, pelas razões apontadas em relação a Hulk, mas também por Belluschi, o melhor para este plantel do F.C.Porto - então que se assuma, se deixe no banco um talento capaz de decidir e se jogue com Varela na ala-direita; mais, nenhuma grande equipa, que quer constuir um futebol de qualidade, resiste a um trinco, lugar importante e onde se inícia normalmente a construção de jogo, que defende bem, fecha bem as subidas dos laterais e dos centrais, mas que a passar, continua um desastre; outro pormenor a corrigir é o posicionamento de Falcao. O colombiano recua demasiado e depois, como não pode estar em dois sítios ao mesmo tempo, muitas vezes não está na área, onde é fundamental e onde pode fazer valer, como se viu na excelente cabeçada que Carlos defendeu muito bem, a diferença. Aproximam-se jogos em que muita coisa está em jogo, principalmente o de sexta-feira frente ao Guimarães e o de 20 de Dezembro na Luz. Que a equipa acentue os sinais de melhoria, que corrija o que está menos bem e seja capaz de chegar à interrupção do campeonato, vivinha da silva e pronta, com um ou outro acerto, a fazer uma segunda-volta melhor e que tal como aconteceu na temporada anterior a leve ao título. Vamos acreditar que vamos conseguir.

Os jogadores:
Beto, não teve culpas no golo e também não teve muito que fazer. Parece ter conseguido a titularidade...Como não quero fazer juízos precipitados, vou esperar um jogo em que seja chamado a mais trabalho para dizer de minha justiça.
Os laterais: gostei de ambos, embora Fucile, na primeira-parte não tivesse estado bem, o que é natural em quem esteve tanto tempo parado. Defenderam razoavelmente, atacaram sempre e deram muita profundidade ao jogo, obrigando a defesa vilacondense a desequilibrar-se e a cometer vários erros. Foi sobre Fucile o penalty desperdiçado por Falcao e foi o lateral-direito a dar de cabeça para o remate vitorioso de S.Varela.
Os centrais: não gostei muito de Bruno Alves que sentiu demasiadas dificuldades para travar J.Tomás, junto a algumas displicências de vedeta, que não me agradam nada. Maicon, não comprometeu, mas como foi o primeiro jogo e, por isso, é natural um certo nervosismo, aguardemos...
De Fernando, penso que já está tudo dito.
Meireles, não há dúvidas que está em crescendo, embora ainda não esteja no nível que atingiu no passado e há pouco tempo na selecção. Falhou um golo feito. Contra equipas que defendem muito e raramente saem para jogar, na minha opinião, devia ser o trinco.
Belluschi, demasiado recuado para o meu gosto. Sempre que joga mais próximo da área adversária o seu rendimento melhora e é mais útil à equipa. Vítima do sistema...
Guarín, entrou na parte final e não comprometeu.
Rodríguez, foi o melhor da primeira-parte. Correu muito, carrilou muito jogo pela esquerda, cruzou muitas bolas, mas faltava gente na área para concretizar. Na etapa complementar perdeu gás e foi bem substituído.
Farías, entrou bem e ajudou com a sua presença a desmobilizar uma defesa que estava a dar conta do recado.
Varela, entrou muito bem, alargou a frente de ataque, foi sempre perigoso e foi decisivo. Regressa na melhor altura e vai ser muito importante nos próximos tempos.
Falcao, sem dúvida, muito generoso, mas para além de perdulário, demasiado recuado, o que não ajuda a potenciar as suas melhores qualidades. Penso que, definitivamente, não sabe marcar penaltis - espero que Jesualdo tenha visto da mesma forma que eu!
Hulk, penso que, atrás, já disse muito do que penso sobre Givanildo. No meio e atrás de Falcão ou Farías ou com outro avançado de características diferentes, é o lugar ideal para o recém internacional brasileiro. Pena que Jesualdo não pense assim e como ele é que manda...

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