Populares Mês

É deste contraponto que o F.C.Porto, o Porto e o Norte precisam...


As imagens, retiradas do pasquim da queimada, são as capas dos jornais de Madrid, As e Marca, e de Barcelona, Sport e Mundo Desportivo, e referem-se à expulsão de Cristiano Ronaldo, no jogo do último fim-de-semana, entre o R.Madrid e o Málaga. Enquanto os jornais de Madrid, são claramente pró-Real e defendem o jogador português, os de Barcelona arrasam o madeirense - o que acontece nos jornais, acontece na rádio e na televisão.

É este contraponto que não existe em Portugal, no Porto e no Norte, e tanta falta faz para que o F.C.Porto e o Norte, possam combater, com as mesmas armas, a máquina de propaganda que tanto mal lhes têm feito e no caso do Tetracampeão, tantos prejuízos internos e externos, têm causado à sua imagem de melhor clube português.

Clicar nas imagens para ler
Kléber volta a estar na ordem do dia. Espero que agora dê certo e Kléber possa ingressar no F.C.Porto. Sobre o Gladiador repito aquilo que escrevi, em post, no dia 3 de Agosto de 2009: «Não sei se a notícia tem algum fundo de verdade, mas oxalá que tenha, pois é um jogador que me agrada.
Não é um daqueles avançados fixos, parados na área à espera das sobras e que só rendem com dois extremos a cruzarem bolas, mas alguém versátil, habilidoso, que aparece bem...Não é um goleador como Jardel, mas tem capacidades para se adaptar bem ao 4x3x3 e num sistema de 4x4x2 ao lado de Hulk, parece-me uma óptima solução.


Até dá para imaginar: o Incrível Hulk e o Gladiador Kleber...saiam da frente!»

O pavão vermelho e os castigos a Hulk e Sapunaru


Meus amigos, AP, no dia 22 de Dezembro em post com o título:O justiceiro volta a atacar! , dava-se conta da decisão do Conselho de Justiça da F.P.Futebol (CJ), que deu provimento a um recurso do Director de Comunicação do F.C.Porto, Rui Cerqueira, com a seguinte argumentação: « Entendemos não poder assacar-se ao recorrente qualquer responsabilidade baseada no artigo 107.º, conjugado com o 87.º, do RD, uma vez que o ofendido é, no caso em apreço, um jornalista.
Ora, o CJ da FPF lembra que o artigo 107.º apenas faz referência a membros de órgãos da estrutura desportiva, elementos da equipa de arbitragem, dirigentes, jogadores, demais agentes desportivos e espectadores.»

O pavão vermelho não gostou nada desta decisão e através da sua caixa de ressonância, A Bola/Freteiro Delgado, logo deu nota do seu incómodo - no dia 29 de Dezembro, em post, eu perguntava: «PS 2- Porque será que o vermelho que preside à CD da Liga ficou possesso com a decisão do Conselho de Justiça, que revogou a pena ao Director de Comunicação do F.C.Porto, Rui Cerqueira?» - e as razões do incómodo são fáceis de entender: como os stwards não são intervenientes directos no jogo, logo não se enquadram no artigo 107.º conjugado com o artigo 87.º e por isso, tal como disse José Manuel Meirim, a moldura penal não é a que se tem dito e escrito, de seis meses a três anos, mas vai apenas até cinco jogos. Só que, e aí é que o pavão vermelho nos "matou", os jogadores estão suspensos preventivamente e vão cumprir mais de uma dúzia de jogos até haver decisão do CJ da Federação, depois do recurso que o F.C.Porto irá, só pode, apresentar.

Conclusão:
se o CJ for coerente e der provimento ao recurso, no mínimo, os jogadores cumprirão sete jogos a mais do que deviam ter cumprido, isto sem que o F.C.Porto e os profissionais portistas possam fazer nada, possam ser ressarcidos dos enormes prejuízos causados por esta decisão absurda e primária. Não é por acaso que o pavão, no caso do túnel de Braga, não suspendeu ninguém preventivamente. Como dizia num dos últimos posts, quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009: Uma coisa é a lei, outra é quem aplica a lei

Não cedas F.C.Porto!



No site da F.P.Futebol:
«Taça de Portugal
Quarta-Feira , 27 Janeiro 2010
Eis os dias, horas e transmissões televisivas dos jogos dos quartos-de-final da Taça de Portugal Millennium.
3ª feira, dia 2 de Fevereiro, 20h45 – TVI FC Porto – Sporting CP»

Já estava à espera disto. Só posso dizer o seguinte: espero que o F.C.Porto não ceda perante a incompetência, o amadorismo, a esperteza saloia, a ligeireza no tratamento de coisas sérias. No passado o meu Porto não cedia, fazia valer os seus direitos, ia à luta, não deixava que lhe pisassem os calos. No passado e no início da época, se não estou em erro, 1982/1983, marcaram uma final da Taça de Portugal para o Estádio das Antas. Depois e como o F.C.Porto foi finalista, frente ao Benfica, quiseram e fizeram todas as pressões para isso, alterar o local da final. O meu F.C.Porto disse que só jogava nas Antas. E a final foi nas Antas!

No site do F.C.Porto:
«O FC Porto teve acesso a um parecer do Conselho Deontológico do Sindicato de Jornalistas que todos os portistas devem ler, pois ajuda a reforçar aquilo que já sabemos acerca de José Manuel Delgado. A foto que aqui se reproduz também é elucidativa… Foi tirada em pleno camarote presidencial do Estádio da Luz, na última segunda-feira… O jornalista de A Bola está em segundo plano, ao centro.

«O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas considera que o jornalista José Manuel Delgado, não cumpriu com escrupuloso rigor as regras deontológicas do artigo 1º do Código Deontológico do Sindicato dos Jornalistas: (“O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público”).O autor do artigo ao encapotar as fontes, sem que justifique qualquer motivo que excepcione a sua citação, descredibilizou o seu trabalho, infringindo a primeira parte do preceituado do artigo 6º “o jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das suas fontes” e a última parte do mesmo artigo: “as opiniões devem ser sempre atribuídas”.»

Parecer 16/P/2009, Lisboa, 9 de Setembro de 2009, Caso «Felipes» do Século XXI/A Bola.

Está visto porque foi este o redactor que mais textos assinou para tentar excluir o FC Porto da UEFA Champions League e mais se «bateu» para condenar sumariamente Hulk e Sapunaru após o Benfica-FC Porto desta temporada...»

Andam estes vermes a falar de ética, de honestidade intelectual, de verdade desportiva...

Meus amigos, até podem dizer que no caso do jogo da Taça, estou a exagerar, seja, mas perante tantas e tantas provocações, perante tanta e tanta pouca vergonha, ou tomamos uma posição de força, ou nunca mais somos respeitados.
Vejam o que já se está a passar com o Braga...

O túnel, a F.P.Futebol, Lucílio e Hermínio


1 - Túnel da pouca vergonha.
Apesar de termos sido anjinhos e termos caído na esparrela, como se dizia nos meus tempos de puto; da organização portista ter falhado - os jogadores não podiam ter saído do balneário; há factos que são claros: o que aconteceu ao F.C.Porto em Dezembro do ano passado, não aconteceu por acaso, fruto de qualquer circunstância do momento, mas porque foi claramente premeditado. O vídeo que circula por aí e que mostra factos ocorridos na temporada anterior, é demonstrativo da forma como as coisas são preparadas no túnel da pouca vergonha. Mais, pelo que vemos, ouvimos e lemos, aquilo é o pão nosso de cada dia na casa do Benfica, mas nada acontece, ou melhor, só acontece com o F.C.Porto. E aí entra a "justiça" e nesta "justiça", tal como no passado, nós somos sempre pioneiros, as cobaias, aqueles a quem acontece tudo em primeiro lugar...Os regulamentos deviam ser iguais para todos, mas não são e as diferenças proliferam, com a argumentação a variar conforme dá jeito. Foi assim com Virgílio e Paulinho Santos no Século passado, foi assim com Benni, Lisandro e é agora com Hulk e Sapunaru.
Não faço ideia se o F.C.Porto vai recorrer para o Conselho de Justiça( CJ), mas o pavão vermelho ao suspender preventivamente os jogadores já tratou de fazer as coisas de forma que o F.C.Porto fosse altamente lesado e se, em caso de recurso, o CJ vier a dar provimento às nossas razões, apenas teremos uma vitória moral, pois os jogadores já terão cumprido, sei lá, mais de 12 jogos, seguramente.
Eles perderam a vergonha e já nem fazem as coisas por outro lado... Agora, meus amigos, é tudo à escâncara.
Espero, sinceramente, que o pavão vermelho não esteja a preparar outro show off à nossa custa...
2 - A "querida" F.P.Futebol do "querido" Gilberto Madaíl.
O Sporting só joga para a Liga Europa a 16 de Fevereiro e os jogos da Taça de Portugal estavam marcados para 3 do mesmo mês, mas o clube leonino pediu a antecipação do jogo, com essa argumentação e pasme-se, a F.P.F. aceitou sem procurar saber a opinião dos outros clubes. O F.C.Porto e a Naval jogam no sábado, mas o Paços de Ferreira, o Chaves e o Rio Ave jogam no domingo dia 31 de Janeiro. Se o sorteio em vez do F.C.Porto tivesse dado um Rio Ave - Sporting, por exemplo, como era? Espero que o F.C.Porto não ceda na data de 3 de Fevereiro. Mas, e já que estou na Federação, como é possível que neste momento, o F.C.Porto ainda não saiba quantos jogos apanhou C.Rodríguez, expulso num jogo que se disputou a 20 do corrente mês? Como pode o treinador portista preparar um jogo de importância crucial, sem saber, a três dias do jogo, se pode contar ou não, com um jogador fundamental? - Sr. Professor, atendendo a quem vai decidir é Arnaldo Marques da Silva, que tem relações privilegiadas com a casa do Benfica de Palmela, é melhor descartar o Cebola...
Chega de amadorismo. Chega de tratar destas coisas com ligeireza. Chega de só ter olhos para as selecções.
3 - Lucílio não vê, não ouve e não sente.
O pasquim da queimada, na página das notícias anónimas, trazia ontem, que, há depoimentos contraditórios entre o que disse o delegado da Liga, Carlos Lucas e o árbitro, Lucílio Baptista. Que novidade! Quando se trata do Benfica e do Sporting, o SLB ( senhor Lucílio Baptista), não vê - agressões, por exemplo a Anderson; P.Bento a fazer gestos que ele estava a "gamar"; um fora-de-jogo no Benfica-Porto; 4 penlatis a favor dos Dragões em Alvalade; etc. Não ouve, por exemplo Rui Costa a insultá-lo no túnel do Bessa. E não sente, porque, como mostra a imagem, não sentiu a peitada de Pedro Silva.
- Grande Lucílio! Na velha tradição dos árbitros de Setúbal, és o o melhor discípulo de Carlos Valente...
4 - Hermínio
Hermínio e obviamente o seu compincha, têm sido muito elogiados e aparecem como homens de coragem, que lutam pela melhoria e pela credibilidade do futebol português. Falso! O que Hermínio e o seu compincha fazem, é apenas tomar as decisões que agradam à maioria vermelha, as decisões mais fáceis, aquelas que nunca são criticadas e só merecem elogios. Fizessem, Hermínio e o seu compincha, aos vermelhos da Luz, o que fazem ao F.C.Porto, e aí eles iam ver...Não foi por acaso que o Taberneiro, mesmo tendo sido tratado da forma que foi por Vieira - podem ler num dos posts anteriores - e pelo pasquim da queimada, logo depois de tomar posse virou bico ao prego e se colocou de cócoras perante o Benfica e A Bola, com o Freteiro Delgado a ser a caixa de ressonância de tudo que a Liga e a C.Disciplinar, precisam de fazer passar cá para fora.
É sintomático, que o clube do regime, que foi o mais crítico e até ameaçou não participar, seja agora o mais fervoroso apoiante da Taça da Liga, também conhecida por Taça SLB ( senhor Lucílio Baptista), ou Taça Goal Average.

PS 1 - Volto a repeti-lo: espero que o F.C.Porto não ceda no dia do jogo da Taça de Portugal. Se cederem e jogarem no dia 2 é muito mau sinal.

PS 2 - A pedido - não abusem - fica o vídeo com João pode ser o João, Ferreira, a ser "beijado" pelo Petit

PS 3 - Mais um vídeo, com eles a fazerem as coisas por outro lado


António Simões, sobre Rúben Micael e Miguel Sousa Tavares, no 700º post


Nota de abertura: - Meus amigos, o "Dragão até à morte" publica hoje o 700º post. É muita coisa!, dá muito trabalho, muita canseira, mas vale cada vez mais a pena. Quando o F.C.Porto não tem voz em lado nenhum e é boicotado, discriminado, insultado em tudo quanto é sítio na C.Social, na Internet e neste espaço que é a blogosfera, é reconfortante ver tantos e tantos portistas a fazerem tudo, para que, ao menos nesta nova realidade, o Tetracampeão não deixe os seus créditos por mãos alheias.

Depois desta pequena nota, vamos ao que interessa.
No meio daquele pantanal de cheiro nauseabundo, que é A Bola, há pequenas ilhas que são uma lufada de ar fresco. Para mim, uma dessas ilhas é o jornalista António Simões e a sua crónica semanal, "Com a bola ou talvez não", que hoje é sobre Rúben Micael e que podem ler em baixo. Subscrevo totalmente o artigo, mas acrescento o seguinte: Rúben é aquilo que chamamos um jogador à Porto: qualidade, raça, espírito de sacríficio, humildade e dizem, grande profissionalismo. É também um jogador, que, exagerando, até joga bem à baliza...Espero que Jesualdo não invente e não coloque o ex-Nacional encostado à direita como no Estoril. Rúben não é Guarín e mesmo ali mostrou serviço, mas não é ali que ele mostra o melhor serviço.

Rúben Micael
«SIM, é verdade – a primeira vez de Rúben Micael pelo FC Porto, no Estoril, não foi de sonho, estonteante. Estranho seria que fosse. Mas chegou para mostrar que com ele – o seu meio-campo pode ganhar outra respiração, deixar de andar, como tem andado, atormentado, convulso e tísico, divorciando a defesa do ataque em vez de uni-los, dramaticamente...

OK, já estou a ouvir o rumor:
– Deve pensar que é o Iniesta!

Sei que não é – mas sei que com ele no FC Porto tudo pode ser diferente. Porque Rúben Micael é daquele tipo de jogador que perturba as ordens estabelecidas – e num transe de magia é capaz de pôr o campo em alvoroço, no frenesim da bola que volta a ser redonda, do relvado que volta a ter espaço, do futebol que volta a parecer poema.

OK, já estou a ouvir o rumor:
– Deve pensar que é o Messi!

Sei que não é – mas sei que com ele no FC Porto tudo pode ser diferente. Porque Rúben Micael é daquele tipo de jogador que rompe linhas de combate para marcar, enleante, a sua presença em acção. Com cabeça de xadrezista faz jogar quem tem em seu redor, com pernas de agente solidário não estraga o que a táctica pede. Com fulgor ilumina jogadas – umas vezes abreviando-as, outras vezes demorando-as, fazendo o necessário, de quando em quando o deslumbrante, inventando golo no buraco da agulha.

OK, já estou a ouvir o rumor:
– Deve pensar que é o Ronaldo!

Sei que não é – mas sei que com ele no FC Porto tudo pode ser diferente. Porque Rúben Micael é daquele tipo de jogador sempre pronto a dar-nos a ideia de que no futebol a melhor forma de aplicar a inteligência ao jogo é revelar virtudes e esconder defeitos – e de que o êxito é um enigma que umas vezes se resolve com o génio e o talento e outras com a vontade e a fé, mas raramente se resolve com a arrogância no ar e a cabeça nas nuvens. E é por isso que eu sei que para ser tudo o que ele tem de ser – o Rúben Micael só tem de ser o Rúben Micael...»


Miguel Sousa Tavares, "Escuteiros"
«1 Parece que meio País não faz outra coisa que não escutar, deliciado, conversas alheias. Se conheço as escutas? Bem, eu não conheço outra coisa, fui criado com as escutas telefónicas. Quando eu era pequeno, em casa dos meus pais, todos nós sabíamos e sentíamos que a PIDE escutava todas as conversas. Era o tempo dos telefones fixos e a tecnologia das escutas não estava desenvolvida ao ponto sofisticado a que hoje está: nós ouvíamos distintamente os «cliques» das gravações, quando a fita chegava ao fim, e às vezes até conseguíamos ouvir a respiração do PIDE de escuta. Também a correspondência da casa era aberta e lida e, por vezes, roubada (apareceu depois nos arquivos da PIDE). A sensação de ter a toda a nossa correspondência e conversas privadas devassadas por outrem não é explicável: é preciso ter passado por isso para o entender.

Quis o destino que, anos mais tarde, o meu primeiro emprego fosse justamente na Comissão de Extinção da PIDE/DGS, onde estive poucos meses — até ter percebido que havia forças políticas que tinham tomado o controlo da Comissão e do Forte de Caxias e cujo objectivo não era o de fazer justiça aos abusos da PIDE e levá-los a julgamento, mas, sim, o de guardar o material explosivo que a PIDE tinha reunido sobre diversos cidadãos e aproveitá-lo eventualmente em proveito próprio. O que tornava esse material explosivo era exactamente o conteúdo das escutas a que diversas figuras da oposição tinham sido submetidas anos a fio. Bastou-me ler dois ou três exemplos do conteúdo de escutas (e mais já não consegui ler) para entender esta grande verdade: não há ninguém, absolutamente ninguém, que não tenha conversas privadas que não podem ser expostas em público. As escutas policiais são uma forma de devassa e de violência sobre a privacidade alheia, que só circunstâncias absolutamente excepcionais e sob apertadíssimo controle judicial é que podem justificar. Infelizmente e à revelia do que a Constituição democrática veio estabelecer sobre a inviolabilidade da correspondência e o direito à privacidade, as escutas estão hoje banalizadas na investigação criminal, ao ponto de se terem tornado na prova absoluta, quando não única. Como muito bem escreveu o «Times», a propósito da investigação do «caso Maddie», a investigação criminal em Portugal continua ainda refém da técnica única da auto-incriminação dos suspeitos: ou pelas escutas das suas conversas ou pela confissão dos próprios — espontânea ou «induzida». Mas não apenas as escutas se banalizaram como método de investigação: banalizou-se a divulgação do seu conteúdo para a imprensa, ao arrepio dessa anedota chamada «segredo de justiça», banalizou-se a falta de controlo sobre o destino das gravações e sobre a sua efectiva destruição, em caso de arquivamento ou sentença transitada, como manda a lei. Rio-me sempre que vejo o nosso PGR, o dr. Pinto Monteiro, a anunciar «rigorosos inquéritos» depois de consumadas as violações. Também agora ele anunciou mais um inquérito, que fatalmente acabará em nada, para saber como é que as escutas do Apito Dourado chegaram ao YouTube e à imprensa. Eu acho que o inquérito deveria ter outro objecto: saber por que é que o sr. procurador não se incomodou antes a certificar-se que as gravações tinham já sido destruídas, como manda a lei? Aposto que qualquer dia temos aí publicadas as escutas das conversas entre José Sócrates e Armando Vara, que, todavia, foram mandadas destruir por ausência de indícios incriminatórios. Eu aposto…

Pois então, parece que meio País anda ocupado a perder horas do seu tempo a escutar as conversas que outros escutaram a Pinto da Costa e Valentim Loureiro. E apesar de, ao que dizem, elas nada conterem de novo em relação àquilo que, a conta-gotas e oportunamente, foi sendo divulgado ao longo do Apito Dourado, o interesse popular não diminuiu, antes pelo contrário. Não me admira nada e por duas razões: primeiro, porque o «povo» quer fazer justiça por suas mãos e não se conforma que a Justiça, ela própria, o não tenha feito (foi comovedor o texto do José Manuel Delgado, anteontem, a pedir ao povo que não condene sumariamente a Justiça por esta não ter condenado Pinto da Costa, pois que os juízes, coitadinhos, andam assoberbados de trabalho e às vezes distraem-se…); em segundo lugar, porque o prazer das escutas está em ouvi-las e não em lê-las: é isso que satisfaz os desejos de voyeurismo e devassa alheia de um verdadeiro escuteiro — é melhor do que espreitar pelo buraco da fechadura. Não, a mim não me admira nada que a PIDE tenha escutado livremente durante cinquenta anos e que a Ditadura se tenha assim imposto ao respeito de um povo que é capaz de transformar a devassa da intimidade alheia em desporto nacional.

2 Como sempre escrevi, o que fez o Apito Dourado nascer torto desde o princípio foi o carácter selectivo dos seus alvos. O Apito Dourado não visou apurar, de cima a baixo, as eternas suspeitas que pairam, e continuam e hão-de continuar sempre a pairar sobre o futebol português. Se esse fosse o objectivo, haveriam de ter sido escutados não apenas dois alvos — Pinto da Costa e Valentim Loureiro — mas, sim, dezenas deles. E houve um episódio sintomático que veio confirmar isto mesmo. A certa altura do entusiasmo jornalístico com o Apito, o «Público» publicou, inesperadamente, o teor de uma escuta entre Valentim Loureiro e Luís Filipe Vieira (apanhado por arrasto no telefone de Valentim). E o seu conteúdo não podia ser mais óbvio: Vieira telefonara a Valentim a pedir-lhe o afastamento de um árbitro escalado para apitar um Belenenses-Benfica e os dois juntos foram desfilando nomes de árbitros, até que, ao quarto nome, Vieira se deu, enfim, por satisfeito. Mas não sem que antes, e no meio da conversa, tivesse deixado escapar esta frase intrigante: «Como sabe, tenho outras maneiras de resolver o assunto». A divulgação desta escuta caiu como uma bomba no terreno de batalha errado. Nesse mesmo dia, Vieira convocou uma conferência de imprensa, onde se limitou a dizer que não respondia a perguntas nem falava dos factos, apenas avisava os benfiquistas que estivessem alerta contra essas «manobras»; porque mais haveriam de aparecer. E sucederam, então, três coisas curiosas: uma, é que não apareceu mais nada, ao contrário do que ele tinha previsto; outra, é que ninguém, no CD da Liga, achou que uma combinação de árbitros entre o presidente de um clube e o presidente da Liga (que lá tinha sido posto por aquele) violasse a «verdade desportiva»; e a terceira, é que nem o CD nem o Ministério Público acharam que houvesse qualquer interesse em chamar o presidente do Benfica para que este explicasse o que queria dizer com aquela frase de que tinha outras maneiras de resolver assuntos daqueles.

Pois é: há escutas e escutas. Ora, divirtam-se com estas!

3 Também parece que o célebre túnel da Luz tem incidentes gravíssimos e incidentes banais. Os do passado dia 20 de Dezembro foram gravíssimos, embora ainda não julgados. Já os do Benfica-Porto da época passada, parece que estão prescritos ou que não há prova ou que na altura não foram tidos como nada de mais — tal como outros que consta por lá terem acontecido. Sempre, sempre, nesse misterioso túnel da Luz, transformado em território decisivo para o desfecho do campeonato.

4 Na última página da edição de domingo de «A Bola» li um curiosíssimo artigo, que me deixou a meditar. Embora o mesmo seja anónimo (o que não é prática da casa), o seu teor aponta para alguém dentro do próprio CD da Liga (a menos que o autor seja um desses «fretistas» de que falava o texto de Rogério Azevedo na mesma edição). De facto, só alguém dentro do CD pode revelar um tão íntimo conhecimento do processo de averiguações aberto a Hulk e Sapunaru, ao ponto de falar na «abundante prova testemunhal» recolhida contra eles e acrescentar que, embora a lei não permita a incriminação com base nas célebres imagens nunca vistas mas já sobejamente conhecidas, o CD encontrará o expediente para se aproveitar delas. Mais curioso ainda é quando, para tentar justificar o injustificável escândalo de uma suspensão prévia que vai já em cinco jogos, se escreve que essa demora está «plenamente dentro de uma média que tem oscilado entre as quatro e as oito semanas, o que esmaga por completo a tese da extraordinária morosidade deste processo». Eu li e confesso que quem ficou esmagado fui eu. Primeiro, porque não é normal este jornal tomar uma posição de princípio, e tão veemente, sobre processos disciplinares em que nem sequer a acusação é ainda conhecida. Depois, porque bem gostaria que me dissessem quais foram os outros casos de suspensão prévia de jogadores por um período de quatro a oito semanas. E, enfim, porque em abono da tão invocada verdade desportiva e da verdade do futebol jogado em campo, eu acharia que «A Bola» mais depressa se bateria para que um jogador como Hulk não ficasse de fora do jogo dois meses, apenas à espera da sentença. E se, em vez do Hulk, fosse o Saviola?»

Um excelente artigo, com o Miguel a atingir a suprema ironia na parte do artigo - a azul -, com a pergunta: "e se, em vez do Hulk, fosse o Saviola?" - Miguel, tinha-lhe acontecido o mesmo que ao Cardozo, dois jogos de castigo, em vez dos sete e não cinco, que Hulk já cumpriu...

Sorteio da Taça da Liga: F.C.Porto - Académica e Sporting - Benfica

Com a devda vénia à Ana Ferreira do Blog:http://portistaforever.blogspot.com/

A boa e a má justiça e os talibãs


Um invertebrado é um invertebrado, um verme e por isso, há quem ache que não se devia perder muito tempo e dar muita importância ao Freteiro Delgado. Não penso assim. Muito do que se está a passar neste momento, refiro-me às vergonhosas campanhas contra o F.C.Porto, seu Presidente e seus profissionais, que depois têm consequências, como se viu ontem, quando a comitiva do Tetra-campeão foi atacada à pedrada a caminho do Estoril, têm origem em locais bem determinados. Desde logo no pasquim da queimada, e aí, o Freteiro leva a bandeira. Para o faccioso e sectário "jornalista", há a boa e a má justiça: a boa justiça é a que a que condena o F.C.Porto, seus dirigentes, técnicos e jogadores. A má é que decide em sentido contrário. Há semanas o Freteiro, enquanto fazia mais um dos muitos artigos elogiosos em relação à C.Disciplinar da Liga - pudera! -, dizia entre outras coisas: tudo começou a melhorar na Liga, disciplinarmente falando, com o Juíz Pedro Mourão na presidência do orgão disciplinar. Ora, a primeira foto, mostra o homem que começou a mudança, o dito Juíz Pedro Mourão, onde?... Pois é, meus amigos, na Luz, na Tribuna da Luz e em amena cavaqueira com quem? Com o Joe Berardo e Luís Filipe Vieira! Este é um exemplo concreto de uma boa justiça, para o Freteiro, pois na Tribuna da "Catedral" não há promiscuidade, nem relações perigosas... é tudo gente boa! Até apetece perguntar: será que no futuro o pavão vermelho, depois de sair da CD, também vai frequentar a Tribuna da Luz? Que acham?

Mas outro dos responsáveis por este clima, é o petição pela vergonha desportiva, o anão Rui Santos - é curioso, mas o Benfica até é capaz de unir pessoas que nem se podem ver, como é o caso do Anão e do Freteiro... Este artista, que deu uma cambalhota de 180 graus e de crítico feroz de Vieira, passou a ser um dos que mais elogiam o presidente do Benfica - porque será? -, semanalmente, sozinho e durante uma hora não faz outra coisa senão atacar o F.C.Porto, sem pudor, sem vergonha e principalmente, sem contraditório - o jornalista da SIC que o acompanha, ridiculamente, só faz figura de corpo presente.

Finalmente, temos a Benfica Talibã TV, onde todos os dias se viola a lei e se promove o ódio que gera violência contra o F.C.Porto. Alguém conhece alguma TV de clube, no mundo, mesmo onde existem grandes rivalidades, que faça uma coisa igual? Não há de certeza absoluta! Mas o curioso é que ninguém diz nada, no entanto, se as claques do F.C.Porto cantam "SLB...filhos da p...SLB", aí, lá vêm as virgens ofendidas, algumas das quais assentam arraiais no Dragão, clamar, dizer que não há direito, que isto, e mais aquilo...Deixem-se de tangas, de conversa, não vêem o que está a acontecer? Não vêem que vale tudo, que eles deitam mão a tudo, para nos derrubar? Vamos agora fazer figura de anjinhos e dar a outra face? Há anos a nossa equipa de Hóquei em Patins foi violentamente agredida à saída do Pavilhão da Luz e só por acaso, por mero acaso, o nosso capitão, Filipe Santos, não morreu; o autocarro da nossa claque foi incendiado em Lisboa; o nosso Presidente é insultado; e ontem, fomos agredidos à pedrada. O que mais será preciso acontecer neste país para que o F.C.Porto seja tratado com o respeito que merece? Parem de nos provocar. A nossa paciência tem limites!

Zita Seabra no JN de hoje


Enquanto alguns delíram, babam-se todos e só não digo que têm orgasmos, porque eles não são disso, eis um artigo que merece ser lido e só não digo meditado, porque neste país cada vez mais pobre, em todos os sentidos, para atacar o F.C.Porto e o seu líder vale tudo...

«Escutas a Pinto da Costa

As escutas telefónicas transformaram-se repentinamente na grande notícia que com regularidade entra na Comunicação Social. Agora são as conversas gravadas e privadas de Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto. Até há pouco tempo eram as conversas privadas telefónicas do primeiro-ministro José Sócrates com Armando Vara. Antes tinham sido as da Casa Pia e outras que não recordo.

Eu não gosto de futebol, não tenho nenhuma simpatia por presidentes de nenhum clube e mudo de sala quando lá em casa os homens da família se sentam à frente da televisão a olhar para aqueles homens a correr atrás de uma bola. No fim dos jogos, quando então discutem e teorizam o que viram durante um tempo infinito eu mudo-me para o outro lado da casa.

Mas daí a verificar que circulam na net as conversas privadas do senhor Pinto da Costa com não sei bem quem, choca-me profundamente e não pode deixar de colocar sérias questões aos cidadãos deste país que quer ser um Estado de Direito. O direito à privacidade é um dos direitos fundamentais dos cidadãos. A certeza de que a nossa correspondência não é violada e divulgada, o direito a que os telefones e os telefonemas não são escutados e divulgados, faz certamente parte da nossa vivência em democracia e em sociedade. Mesmo em família. Ensina-se às crianças que não se lê a correspondência dos outros ou os SMS, ou os diários dos irmãos, que não se ouvem conversas atrás da porta e que não se deve espreitar pelos buracos das fechaduras. Ou serão regras antiquadas que não fazem sentido num mundo mediático e transformado num gigante Big Brother?

Talvez por ter vivido em regime de ditadura no tempo de Salazar e de Marcelo Caetano e ter lutado com grandes sacrifícios pessoais pela liberdade - seja particularmente sensível a esta questão das escutas. É bom recordar que uma das formas mais brutais de repressão na ditadura era precisamente as escutas. Os "bufos" serviam para escutar e transmitir conversas ouvidas. Toda a minha geração se lembra dos "bufos" sentados numa mesa dos cafés dos associativos, horas a fio a lerem o mesmo jornal, para poderem ouvir conversas, as nossas conversas. Recentemente, nas obras do prédio onde esteve a PIDE em Lisboa, na António Maria Cardoso, contou-me um dos engenheiros que andava na obra, que encontraram um fio de telefone que certamente servia para espiar alguém. Seguiram o fio e ele ia ter ao Governo Civil! Alguém escutava, pelo sim pelo não, o que lá se passava.

Presentemente não temos pides, nem "bufos" oficiais, mas podem os tribunais julgar, decidir com base nas leis da República que os cidadãos são em simultâneo ou a posteriori julgados por partes dos processos publicados e comentados na net e na Comunicação Social. Pode o cidadão ser eventualmente absolvido que continua a ser julgado e condenado por quem ouve ou lê bocados do processo de que foi absolvido, ou mesmo condenado.

Vinha eu de viagem e num debate numa estação de rádio comentavam-se as escutas que parece constarem do processo. Comentava-se a linguagem, o tom, o conteúdo, fazia-se graça, diziam-se piadas, julgava-se e condenava-se. Senti-me numa espécie de arena romana, num julgamento público em que vale dizer tudo para atirar achas para a fogueira onde alguém arde sem defesa.

Eu não sei se alguém comprou árbitros, ou vendeu favores. Sei apenas que todo este tratamento de pessoas, sejam quem forem, tenham feito o que quer que seja, nada tem a ver com um Estado de Direito democrático com regras, leis e direitos.

Quando há tempos vi debates seguidos nos jornais e televisões exigindo a divulgação pública das conversas do primeiro-ministro com Armando Vara não parei de me interrogar qual o verdadeiro objectivo dessa exigência. Para quê? Para que cada português além de médico seja um juiz? Cada português julgue e condene pessoas? Por entretenimento e diversão com as conversas privadas das figuras públicas? E quando isso se tornar arma de vingança pessoal nos julgamentos que se percam… Perdi o julgamento mas meto as escutas no jornal da terra.

As escutas são em muitos casos importante forma de prova de crimes terríveis. Mas daí a qualquer polícia, juiz, funcionário, advogado, ou pessoas da limpeza poder publicar as escutas, ou vender as escutas, vai um passo dramático.

E quando passarmos das escutas telefónicas para as escutas de conversas como já é tecnicamente possível e cada um de nós se puser a ouvir as conversas dos outros, transformando o país naquele mundo que Orwel tão lucidamente descreveu e adivinhou?»

C.D.Estoril Praia 0 - F.C.Porto 2. Ganhamos e jogamos as meias-finais em casa


Enquanto não começa o futebol, festejemos a conquista da Supertaça de Andebol, depois de batermos na final e após prolongamento, o Belenenses, por 29-28. Parabéns a todos, na pessoa do meu particular amigo João Moreira.

Enquanto o Andebol vai ganhando o Basquetebol vai perdendo...agora até com um dos últimos o Barreirense por 96-90. É como eu digo: muito staff, mas depois, na prática e dentro do campo, acontecem estas coisas...


Numa altura, em que mais importante que jogar bem, era fundamental ganhar, o F.C.Porto conseguiu-o com toda a justiça, mesmo que a exibição não tenha sido famosa, mais na primeira-parte, que na segunda. Com uma equipa, que, com a excepção de Rolando, ultimamente T.Costa e Belluschi, era constituída à base de jogadores suplentes, pouco rodados e sem ritmo, a equipa portista teve períodos simpáticos - estou a dar moral! - dominou todo o jogo e quando passou a ter mais gente na frente, com a entrada de Falcao, conseguiu marcar e ganhar, que é o que esta equipa precisa. Ganhar, um, dois, três jogos seguidos, mesmo que as exibições não sejam famosas, é fundamental para que a confiança volte e para que alguns jogadores azuis e brancos, que não são tão maus como têm parecido, possam mandar cá para fora mais do que têm mostrado - não é o caso de Guarín, que está visto, não consegue lá ir e irrita mais que a potassa...

E, nesta Taça, que parece não aquecer nem arrefecer para os responsáveis portistas - viagem para Lisboa, de autocarro, em dia de jogo, é passar a mensagem que não dá para chatear muito. Depois também não se pode exigir muito... -, não vale a pena falar muito mais, a não ser para dizer que vamos jogar as meias-finais em casa e até podemos jogar frente aos vermelhos, o que seria muito, mesmo muito, curioso...Pelo menos o Ministro da Administração Interna era capaz de se preocupar com a segurança da equipa do seu clube de coração, já que no que diz respeito ao F.C.Porto ninguém quer saber de nada - depois da agressão que foram vítimas os nossos hóquistas, em que só por sorte não morreu ninguém; o incêndio do autocarro da claque; as pedradas no carro do Presidente e no autocarro que transportava a equipa; o que mais nos irá acontecer quando voltarmos à capital do império?

Sr. Ministro, se nós fizermos a mesma coisa somos os maus da fita?


Uma, muitas, palavras para o estreante Ruben Micael: sempre em jogo; sempre virado para a frente; sempre a receber e a controlar a bola, mesmo que o relvado não ajudasse e os passes não fossem os melhores; mesmo encostado à direita - espero que Jesualdo não repita e não invente...-, o madeirense não engana logo no primeiro jogo com a camisola azul e branca, marcou terreno. Este não vai precisar de laboratório, nem de muitos cochichos entre o professor e o seu adjunto...


Contra a pouca vergonha... todo o fogo do Dragão


A publicação das escutas envolvendo entre outros o Presidente do F.C.Porto, J.N.Pinto da Costa, são uma violação grosseira da lei, mais uma, numa justiça ao Deus dará e que até obrigou, pasme-se!, o Procurador Geral da República, mais o Secretário de Estado da Justiça, João Correia, ex-advogado do Benfica e defensor do clube da Luz, contra o F.C.Porto, na ida ou não ida à C.League, a sairem a terreiro e a condenarem o facto. Mas e apesar dessa pouca vergonha, há quem aplauda, entre em delírio e se babe, perante aquela gravíssima violação da lei - aliás, o mesmo acontece em relação às violações da lei no canal pimba da Meo... É o caso, entre muitos outros, do jornalista João Boizinho na Bola de ontem. Disse Boizinho?... Desculpem, enganei-me, não é Boizinho, é Bonzinho, repito Bonzinho, que faz a apologia da violação da lei e diz:« Ouvindo as escutas (em boa hora colocadas à mão de semear no You Tube)...» Ora, se é assim, se vale tudo, mesmo pisar a lei, só porque é preciso cavalgar em cima do líder portista, então, meus amigos do F.C.Porto, porque esperam vocês para fazer o mesmo em relação ao jornal A Bola? Mesmo sendo insultados, achincalhados, boicotados, recebe-mo-los na nossa casa para cumprir a lei, agora, se é assim, têm de ser impedidos de entrar. Se se forem queixar?... Deixá-los ir... Se for preciso ir a Tribunal por isto?... Vamos e apresentamos as nossas razões para agirmos assim...Alguém nos condenará? Não creio! Encerrado este assunto, vamos a outro a que chamarei: A "justiça" à moda do pavão vermelho. O vídeo que a Lusa ontem trouxe a público e que demonstra claramente, que, confusões no túnel da pouca vergonha já não são deste ano - basta lembrar-nos do que aconteceu a Pedro Henriques no mesmo local e depois do Benfica/Nacional -, despoletou em alguns portistas um sentimento de perplexidade, pelo facto do F.C.Porto não ter denunciado os acontecimentos à C.Disciplinar, com o argumento, que, com esta CD não vale a pena. Eu acho que não vale mesmo a pena, embora tornar públicas as situações não trouxesse nenhum mal ao mundo...Vou procurar, com exemplos, demonstrar porque entendo que seria tempo perdido, o F.C.Porto queixar-se.
Exemplo 1: Lisandro,
primeiro - nestas questões de castigos "esquisitos", somos sempre pioneiros...- jogador a ser castigado por, dizem eles, claro, simular um penalty. Quantos penaltis iguais houveram antes e depois?...
Exemplo 2:
Nélson, na altura no Benfica, foi o único jogador da época 2007/2008, que expulso por vermelho directo, só levou um jogo. No post:A coincidência da excepção! eu denunciava isso mesmo e apresentava todos os jogadores que levaram dois ou mais jogos:«Luís Miguel ( U.Leiria), Nuno Silva ( Leixões), R.Fernandes ( Nacional), B.Pinheiro ( Boavista), H.Alcântara ( Belenenses), Marcelo ( Naval), Bruno ( Marítimo), Alonso ( Nacional), Fajardo ( Guimarães), Roberto (Leixões), Radanovic ( Guimarães), Litos ( Académica), Rodrigo Silva ( Nacional), Diakité ( Boavista), Mendonça ( Estrela), Harison ( Leiria), M.González ( F.C.Porto), Rissutt ( Boavista), Faria ( Leiria) e J.Manuel ( S.Braga).»
Exemplo 3:
As claques do Benfica, que estavam e parece que ainda estão, fora-da-lei - não estão legalizadas -, em Guimarães e no Vitória/Benfica, atiraram tochas para o campo, quando do golo do Benfica e o jogo esteve interrompido. O que aconteceu? Inquérito, que durou vários meses - no mesmo post eu perguntava ao pavão vermelho como estava o processo: «Já agora que estou com a mão na massa, perdoe-se-me a expressão, quer ter também a maçada de nos dizer, em que ponto se encontra o Processo Disciplinar nº 176,2, RD, instaurado ao Benfica pelos incidentes no jogo Guimarães-Benfica?- e multa, apenas multa!
Exemplo 4:
túnel do Bessa, ainda no mesmo post, um "diálogo" curioso entre Rui Costa e Lucílio Baptista e mais um pergunta a Ricardo Costa: «- Rui Costa vs. Lucílio Baptista após entrada no túnel: Rui Costa para o árbitro: "És um filho da puta…És sempre a mesma merda…Trazes a camisola vestida…Despe a camisola…filho da puta…boi."(este tipo de insultos foi também proferido pelo Petit mas este quase sempre de costas para o árbitro) - Rui Costa segue Lucílio para uma zona próxima do balneário do árbitro e interpõe-se Manuel Barbosa. - O dirigente do Boavista diz: " não estás em tua casa, aqui não fazes o que queres."Rui Costa responde: "Falas comigo quando falar contigo"…e afasta-o. Entre empurrões chega a polícia.- Rui Costa afasta um agente da autoridade com um empurrão.- Continuam os insultos…- Um segurança do Boavista segura em Rui Costa e empurra-o para o balneário. O delegado da Liga, Braga da Cruz, que estava no local, assistiu a tudo.» Consequências de tudo isto? Nada!
Exemplo 5: Diabo Louco
agride árbitro auxiliar no Benfica /Porto. Em post com o título:O JN, o Diabo Louco e a C.Disciplinar da Liga. , explica-se a tentativa, ridícula, do pavão vermelho, para apenas ter castigado o Benfica com uma multa e não com a interdição do estádio, ou, pelo menos, um jogo à porta fechada, que era o Benfica/Sporting...:«Liga pede parecer sobre as infrações dos adeptos.
A Comissão Disciplinar da Liga de Clubes pretende dissipar definitivamente as dúvidas em relação à regulamentação sobre a responsabilidade dos clubes pelos comportamentos dos seus sócios, adeptos e simpatizantes. Desta forma, requereu ao presidente Hermínio Loureiro que enviasse o regulamento disciplinar do organismo ao Conselho Nacional do Desporto, para que este, através do Conselho para a Ética e Segurança no Desporto, formule um parecer sobre a conformidade das punições previstas para as infracções cometidas pelos espectadores.Quando a Liga tiver à sua disposição o parecer solicitado, passará a informar os clubes, para que estes tomem as medidas adequadas para com os seus adeptos. De recordar que esta polémica surgiu depois de no clássico Benfica-FC Porto, na segunda jornada do campeonato, um adepto encarnado ter entrado no relvado e agredido um dos árbitros assistentes.»
Meus amigos, comparem todos estes casos, grandes casos e que não deram nada, apenas multas, com o que está acontecer com Hulk e Sapunaru - já vão em 7 ( sete) jogos de castigo - e digam-me o que se pode fazer contra esta gente? Sabem, eles mesmo contra o pior Porto dos últimos anos - dizem cada vez mais portistas - e tendo uma superequipa, continuam a não acreditar e daí, toca a fazer as coisas por outro lado, numa campanha vergonhosa em que vale tudo, mesmo ir contra a lei, em nome de uma vitória no campeonato.
PS-
Perante esta escandaleira, esta pouca vergonha, que se está a passar com dois profissionais do F.C.Porto, Hulk e Sapunaru, que cumprem amanhã o 7º (sétimo) jogo de castigo e segundo a C.Disciplinar da Liga faz constar, o processo só estará concluído em finais de Fevereiro, o terá como consequência, que, no mínimo, os jogadores cumpram mais de 10 jogos de castigo, temos todo o direito à indignação e uma forma de manifestarmos a nossa indignação, por exemplo, é enchermos a caixa de comentários do blog do presidente da liga, dizendo-lhe o que pensamos dele e do seu compincha. O blog tem o link: http://www.4linhas.com/. Ele não publica os comentários, mas ao menos fica a saber que o descontentamento alastra e não vai parar.

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