Populares Mês

Ó Vasconcelos, toma lá mais um!...


Se se recordam, há tempos atrás, tinha dito que o Trio D' Ataque para mim era finito... Mas ontem, porque ia lá o Prof.Marcelo e o benfiquista de Paredes ia apresentar o programa, abri uma excepção e vi o programa. Ainda bem que vi!
O Vasconcelos, que se diz grande amigo de Miguel Sousa Tavares - estas grandes amizades, com ignomínias para a frente e para trás, a mim metem-me uma grande confusão...- atirou-se ao jornalista/escritor de uma maneira que não lembra o diabo, só porque o Miguel, num artigo, ou melhor em vários artigos, tem defendido o F.C.Porto contra a prepotência e a saga persecutória do justiceiro de toga vermelha. Ora, se o realizador visse as figurinhas patéticas que faz na defesa do Benfica, que o tornam alvo de chacota em todos os programas, como ainda ontem aconteceu e tivesse a noção do ridículo, não criticava o Miguel, mas os benfiquistas estão apaixonados pelo justiceiro e chega a ser comovente, de ir às lágrimas, a forma como os seguidores de Vieira defendem o Pavão Vermelho, também conhecido por Speedy Gonzalez e desde ontem - obrigado Prof.Marcelo! -, por o Abstruso.- Entronizem o homem, façam-lhe uma estátua e coloquem-na ao lado da do Eusébio...Ah, como também se viu ontem, na defesa do presidente da CD da Liga, o benfiquista de Paredes, não deixa os seus créditos por mãos alheias...

Para o Vasconcelos não pensar que são apenas pessoas ligadas ao F.C.Porto que atacam o Abstruso, depois do António Simões, deixo-lhe aqui um artigo, notável, que subscrevo na íntegra, de Manuel Martins de Sá, jornalista da velha guarda, de quem sei muito pouco, apenas que está muito ligado a Itália e é, ou foi, correspondente da Gazzetta Dello Sport em Lisboa.
É às terças-feiras, no pasquim da Queimada e para mim é sempre de leitura obrigatória.
Para todos e em especial para o realizador, o "Sole Mio" desta semana, que tem como título,
" O problema":
«Tanto trovejou que por fim choveu granizo grosso. O cenário estava montado desde há dois meses e as profecias até eram bem mais apocalípticas: meses ou anos de suspensão para Hulk e Sapunaru! Tudo conjurou para que a pulsão justicialista da CD acabasse por ser aquela que foi, o que não dignifica ninguém: nem quem a fomentou nem quem a proferiu nem quem a aplaude. Para se compreender o alcanse desta farisaica sentença é preciso remexer no caldo de cultura do fanatismo clubístico, onde tudo vale: a radicalização do discurso e do confronto verbal; a teorização da legitimidade do ódio; o insulto e a injúria gratuitos sob a capa de humor barato. Em suma, a justiça desportiva está de rastos. Para fugir à controversa classificação dos stewards como agentes desportivos, o sr. comissário recorreu a um sofisma lexical, chamou-lhes intervenientes, como se agir e intervir não fossem sinónimos. É só consultar os dicionários. De bolso. Razão tem o magistrado da Procuradoria de Turim, Raffaele Guariniello: " O futebol? É mais omertoso ( cúmplice, conivente)do que a máfia."
Bem vistas as coisas, porém, o maior responsável por todos estes desconchavos é Hermínio Loureiro. Com efeito, não é ele o presidente e o principal responsável pelas decisões oriundas do seio da Liga? Então porque não as assume? Porque se refugia sempre na atitude pilatesca e camaleónica ( que ,de resto, lhe é proverbial) de fazer de conta que não é nada com ele? É claro que os regulamentos são maus e é inconcebível que sejam os clubes a elaborá-los. Mas - mesmo com maus regulamentos - é possível ditar veredictos justos se os juízes forem honestos e imparciais. Sensatos. Este é o problema. Em Itália, cuja justiça desportiva é convenientemente invocada a toda a hora, tanto os regulamentos das competições como os da disciplina, justiça e arbitragem são aprovados pela Federação que, além disso, controla a sua correcta aplicação e tem instâncias de recursos céleres.»

Os sublinhados são meus.

Para além de mais uma vez realçar a excelência do artigo, de alguém acima de qualquer fervor clubístico, ao contrário dos Guerras, Freteiros, Bonzinhos e afins, e de destacar o facto do autor tocar em vários pontos importantes... deixo de lado o Pavão e o Poncio Pilatos, Hermínio Loureiro e concentro-me no último paragráfo, sobre a Federação, para dizer que, Madaíl é um presidente omisso, que não é da Federação, mas da Selecção e não diz nada sobre esta matéria, quando a última decisão é do Conselho de Justiça, que, li algures, só reune no final de Março. Um vergonha!

PS - Ontem, ao ver o Trio D' Ataque, meteu-me uma certa confusão quando Rui Oliveira e Costa disse que tinha os mesmos documentos do António-Pedro de Vasconcelos, com todos os passos do processo sobre Hulk e o Sapunaru, documentos que o realizador utilizou na sua manobra, que foi desmascarada, para defender o Pavão Vermelho. Hoje, um passarinho que pousou no meu telhado, explicou-me o porquê. Os comentadores do Sporting e do Benfica, receberam da CD da Liga aquela documentação e, pasme-se, Rui Moreira o comentador do F.C.Porto, não recebeu nada.
Não há dúvidas, o Abstruso até nesta questão mostra a sua total antipatia e sanha persecutória, contra o F.C.Porto.

Miguel Sousa Tavares e António Simões, arrasam o Pavão Vermelho


Miguel Sousa Tavares e António Simões, um portista, o outro jornalista, sem aspas, do pasquim da Queimada e uma pequena ilha no imenso charco de águas pestilentas que é a Bola, arrasam, cada um ao seu estilo, o Pavão Vermelho. No caso do Miguel, que tem formação jurídica, está muito bem explicada a forma como o justiceiro de toga vermelha faz justiça à lá carte...

Miguel Sousa Tavares, "Nortada"

 «Futebol é isto, o resto são Calabotes
ESCREVI no meu último texto que esta semana que passou iria ser decisiva para o futuro próximo do FC Porto, com os dois jogos contra o Arsenal de Londres e o de Braga e a iminente leitura da sentença que o Justiceiro congeminava para Hulk e Sapunaru. Mas acrescentei que é justamente nestas alturas que o clube e a equipa se agigantam. E assim foi: no que dependia da equipa, os resultados foram os melhores; no que dependia dos seus inimigos, foram maus, claro, bem piores do que a vergonha permitiria supor. Sigamos, então, a ordem destes cinco dias vertiginosos para os portistas.
Terça-feira: o Arsenal
FOI um jogo magnífico na primeira parte e terrível na segunda. O Arsenal, mesmo desfalcado de jogadores como Almunia, Arshavin ou Van Persie, é uma equipa fabulosa — como rapidamente se pôde ver no tapete do Dragão. E só foi pena que o FC Porto, mais uma vez, tenha começado por perder dois golos logo de entrada, porque não aparecem oportunidades assim contra equipas destas em todos os jogos. Mas, no resto, o FC Porto fez um jogo tremendo — de esforço, de bom futebol, de capacidade de resistência e de jogar a um ritmo que diz muito do profissionalismo com que se trabalha naquela casa: nenhuma outra equipa portuguesa, como se tem visto ao longo dos últimos anos, é capaz de sustentar um jogo a este nível e disputá-lo do primeiro ao último minuto.
O FC Porto acabou por ter a sorte do jogo na forma como obteve os seus dois golos (o segundo, digo--o contra nós, não deveria ser permitido — embora o Bayern também já nos tenha eliminado assim uma vez). Mas em campo esteve, pela primeira vez, aquele que considero, jogador por jogador, o melhor onze possível. Todavia, acusando e muito a debilidade física e falta de ritmo de jogo de alguns regressados: Raul Meireles, Fernando, Hulk. Para além disso, repetiu-se essa estranha debilidade no jogo aéreo estático do centro da defesa portista, a permitir o golo do Arsenal (como depois permitiria igualmente o do Braga): é muito estranho como é que Rolando e Bruno, imperiais no jogo aéreo em movimento, se tornam vulneráveis nas bolas paradas pelo ar…

Mas há ali à solta um trio de luxo neste FC Porto, que tem conseguido ultrapassar castigos e lesões, sobrecarga de jogos e ausência de um banco à altura: é o trio Álvaro Pereira, Ruben Micael, Silvestre Varela. Seguramente, que Carlos Queiroz está atento aos dois últimos; seguramente que o CD da Liga está atento a todos eles e mais o Falcao. Vai ser preciso ultrapassar sarrafadas, emboscadas em túneis e árbitros comanditados. Não vai ser fácil, não — assim como não vai ser fácil segurar esta débil vantagem em Londres, dentro de quinze dias. Mas, pelo menos, os outros que têm chegado à Liga dos Campeões quase sempre exclusivamente por mérito nosso, podem-nos agradecer mais dois pontos arrecadados para o ranking da UEFA. Vá lá, agradeçam, que só vos fica bem.
Quinta-feira:o justiceiro

APESAR de todo o seu gosto pelas encenações grandiosas, apesar da sua retórica pseudo-jurídica para parolos e ignorantes, o Dr. Ricardo Costa é demasiadamente previsível. O homem tem uma obsessão, que não há como esconder: perseguir o FC Porto, como ninguém mais. Debalde, se tentará embrulhá-la em sinuosas teses jurídicas, que a ignorância jornalística ou a má-fé militante consentem apadrinhar. Facto é que todas as suas teses de direito acabam derrotadas por quem de direito: quis pôr o FC Porto fora da Europa e da primeira Liga e acabou posto no lugar pelo Comité de Disciplina da UEFA; mandou silenciar Pinto da Costa por dois anos e acabou enxovalhado pelos tribunais, que reduziram a nada o suposto crime e os supostos factos pelos quais ele condenou o presidente do FC Porto; e agora, retirou a dois profissionais de futebol o direito ao trabalho por uma larga temporada, e mais tarde será, obviamente, desautorizado. O problema é que, enquanto pode e o deixam, enquanto inventa teses jurídicas e não é posto na ordem por quem o pode fazer, ele causa danos — e esse é o resultado prático da sua «justiça».

As teses jurídicas do Dr. Ricardo Costa fazem-me lembrar o que se contava na minha Faculdade de Direito de Lisboa, a propósito da tese de doutoramento do professor Soares Martinez. Contava-se (não sei se como lenda ou verdade) que, depois de o ouvir dissertar, o Professor Marcelo Caetano, arguente da tese, lhe disse: «A sua tese tem partes boas e partes originais. Infelizmente, as partes boas não são originais e as originais não são boas».

O mais original (e previsível) da última tese jurídica do Dr. Ricardo Costa é a doutrina que ele acaba de criar de que os seguranças contratados por um clube — sem acreditação da Liga nem sujeitos à sua alçada disciplinar — são «agentes desportivos». Porque, repito-o mais uma vez: A LEI NÃO DIZ QUEM SÃO OS AGENTES DESPORTIVOS. E, de forma alguma sugere ou permite concluir que os seguranças o sejam: quem o diz é o Dr. Ricardo Costa. E di-lo, porque essa sua original interpretação da lei é a única que permite retirar dos relvados por uma temporada absurda dois jogadores do FC Porto. Por isso, quando ele se escuda na «dura lex, sed lex» para justificar o injustificável, estamos perante um vulgar exercício de malabarismo: a lei não diz nem permite inferir aquilo que o Dr. Ricardo Costa afirma que ela diz. A lei não é ele e isto não é o Texas.

Se, como ele sustenta, os seguranças (cuja única missão é vigiar o público, e não vigiar jogadores, fazer-lhes uma espera em atitude de desafio dentro do túnel e provocá-los quando eles vão para a cabina) são «intervenientes no jogo», então toda a gente que está no estádio é interveniente no jogo. Desde logo, os próprios espectadores — que, ao contrário dos seguranças (que passam o tempo todo de costas viradas ao jogo), puxam pela equipa da casa, vaiam os adversários, pressionam o árbitro, etc. E os apanha-bolas, que muitas vezes demoram ou apressam a reposição das bolas em jogo, conforme o interesse da equipa da casa. E os polícias, os arrumadores, os vendedores dos bares, os tratadores da relva, os que cuidam da iluminação, os jornalistas, os fotógrafos de campo.

Toda esta gente, segundo a brilhante tese do Dr. Ricardo Costa, são «intervenientes no jogo» e «agentes desportivos». Têm direito a um tratamento VIP, que até contempla um estatuto excepcional de direitos sem deveres: eles são intocáveis, para efeitos disciplinares de quem se atreva a tocar-lhes; mas são, simultâneamente, impunes e irresponsáveis, se forem para o túnel provocar desacatos ou até agredir jogadores e dirigentes. É isso que justifica que o Javi García, à vista de 50.000 pessoas no estádio e um milhão em casa, possa enfiar dois pontapés num adversário e continuar a jogar, enquanto espera pela decisão de um «sumaríssimo» que, na pior hipótese, o vai suspender por dois ou três jogos; mas o Hulk e o Sapunaru, que responderam a uma provocação num túnel e, no meio da confusão geral, terão dado respectivamente, um e dois murros num segurança, à vista de meia-dúzia de pessoas (e muito gostaria eu de saber como foi feita a prova…), esses, ficam preventivamente suspensos durante dois meses e depois levam 25 e 35 jogos de suspensão. Repito: quem permite isto não é a lei: é a interpretação que dela quis fazer o Justiçeiro. E que já se adivinhava desde o primeiro dia — bastando para tal ler o tom eufórico da imprensa desportiva lisboeta.

Porque isto é tão escandaloso, tão chocantemente evidente, julguei que, mesmo com as rivalidades e ódios exacerbados, quem quer que goste de futebol se indignaria. Mas, não: um tal Dr. Pragal Colaço, jurista, e um tal Araújo Pereira, humorista, ainda estranharam a benevolência e as «atenuantes» que o Dr. Ricardo Costa, compungidamente, enunciou. É assim, sem disfarce, que aspiram a ser campeões.
Domingo:o Braga

ELES jogam nos túneis, nós jogamos no campo. E, por isso, senhoras e cavalheiros, servimo-vos esta noite o melhor jogo de futebol a que este campeonato já assistiu. Porque, por mais que eles inventem apitos e carolinas e paixões e ricardos, nós respondemos sempre no campo, à vista de quem quer ver, à vista de quem gosta mesmo de futebol. Nestas ocasiões, é hábito deles sugerirem que vamos facilitar, só para dificultar a vida aos rivais. Assim foi há dois anos, quando o Guimarães era «amigo» e disputava uma vaga na Liga dos Campeões com o Sporting: fomos lá e demos-lhes cinco. Agora, também as Virgens da Verdade Desportiva insinuavam que iríamos facilitar contra o «amigo» Sporting de Braga: demos-lhes cinco e podiam ter sido sete ou oito.

Tenho tanto orgulho em ser portista!»
Também eu Miguel, também eu...ou melhor, também nós...
António Simões, "Com a bola ou talvez não"
Da (in)justiça
ALGUÉM descobriu que Shakespeare é o que é porque era capaz de atirar a alma para um corpo qualquer e de imediato possuir-lhe sentimentos, apanhar-lhe paixões, escrevê-los. Também acho. Talvez por isso tenham andado pela minha cabeça personagens suas, a cruzarem-se umas nas outras — enquanto o dr. Ricardo Costa falava, pomposo, na TV. Quando ele, altivo, desdramatizou os «35 dias úteis» da suspensão preventiva de Hulk e Sapunaru — e reafirmou que o processo até fora «célere e sem tempos mortos», lembrei-me da Violeta da Noite de Reis murmurar:
— Quem sabe brincar com as palavras, depressa as torna atrevidas...

Quando ele, enleante, embrulhou os stewarts no papel (esfíngico) de agentes desportivos, para moldar as penas que moldou, lembrei-me do Holofernes de Canseiras de Amor em Vão traçar Adriano em cínico trejeito:
— Ele puxa pelo fio da verborreia até o pôr mais fino do que a fibra do seu argumento...
Quando ele, em caramunha, admitiu que quatro e seis meses até poderiam ser penas desproporcionadas e injustas, mas que não fizera a lei, simplesmente a aplicara, lembrei-me do fragor da Constança de Rei João:
— Quando não pode a lei fazer justiça é legal impedir que seja injusta...
 
Quando parei a matutar: se a lei é desproporcionada e injusta e a responsabilidade dela é dos clubes, porque é que o dr. Ricardo Costa não se demitiu para não a aplicar — desproporpor- cionada e injusta? – ao fundo do pensamento, pareceu-me ver Bassânio de O Mercador de Veneza, a desenvencilhar-se numa nuvem de fumo:
— Em questões da justiça qual é a causa ruim e impura que uma voz persuasiva não possa salvar?

Dois dias depois – percebi que continuava a haver futebol para lá de túneis e sofismas. Foi quando o FC Porto fez o que fez ao Braga, num jogo em que não jogou só no campo, jogou sobretudo na alma – começando logo a ganhá-lo nas palavras de Nuno Espírito Santo e nas lágrimas de Hulk...

Artigos surripiados do blog :http://portistaforever.blogspot.com/

Já passou...



Se quando as coisas correm mal a ressaca dura pouco e rapidamente estou preparado para outra, também quando as coisas correm bem, como foi manifestamente o caso de ontem, não entro em grandes euforias, nem embandeiro em arco. É que mesmo tendo realizado uma excelente exibição e conseguido uma vitória moralizadora, apenas conquistamos 3 pontos, continuamos numa situação complicada - não dependemos de nós! - e se não houver continuidade, já nem digo no nível exibicional, mas nas vitórias, de nada adiantou a goleada frente ao Arsenal Minhoto. De alguma forma relacionado com a passagem da depressão à euforia, não posso deixar de estranhar o facto da caixa de comentários, no post dos 5-1 ao Braga, ter tão poucos comentários...Quando as coisas correm mal, o F.C.Porto fica aquém das espectativas, empata ou perde, toda a gente comenta, manda bocas, muitos criticam e alguns crucificam, agora tudo calmo, tudo sereno... Dito isto vamos tratar de alguns assuntos da actualidade.

Diz-me quem te elogia e eu digo-te quem és.
Se por qualquer delírio mental, ainda tivesse qualquer dúvida sobre o Pavão Vermelho, Ricardo Speedy Gonzalez Costa, bastava ler o que diz dele esse exemplo acabado de "jornalista" faccioso, sectário, intelectualmente desonesto e freteiro ao serviço do Benfica, que é J.Delgado, para ficar a saber quem é o Pavão Vermelho. Diz o freteiro no pasquim da Queimada de hoje:« Decidido o caso do túnel, em tempo que não causou prejuízos aos acusados, o presidente da CD da Liga teve uma intervenção pedagógica que só por má consciência pode ser questionada.»
- Estamos esclarecidos, ó freteiro!

É preciso ter uma grande lata!
Não ter vergonha nenhuma na cara, fazer dos outros parvos, para alguns tipinhos virem dizer que o F.C.Porto, vítima das mais variadas injustiças, tem reagido mal para desviar as atenções e arranjar desculpas para o insucesso. É preciso ter lata, primeiro, porque isto ainda não acabou e nós estamos em todas. Segundo, porque nós portistas se há coisa que somos, é auto-críticos, exigentes e sabemos reconhecer o que é culpa nossa e o que é culpa alheia. Basta recuar apenas 5 anos para verificar o comportamento do F.C.Porto, quando perdemos o campeonato para o Benfica de Trapattoni. Mesmo tendo sido uma escandaleira, com o Estorilgate a ser o pico da pouca vergonha, o F.C.Porto, que perdeu 24 pontos!, em casa, assumiu as suas responsabilidades pelo insucesso e não andou a gritar aos quatro ventos contra aquela nojeira. Mas, em terceiro lugar, se o fizesse, não fazia mais nem menos que fazem todos os que não são portistas, em particular os vermelhos, que, mesmo perante a nossa clara superioridade interna e externa - Taça UEFA em 2003 e C.League em 2004 - nunca foram capazes de nos dar valor, reconhecer o nosso mérito, dar-nos os parabéns. Não, sempre associaram os nossos brilharetes, as nossa estrondosas vitórias, a métodos menos próprios e quando refiro esses, não me estou a referir a simples adeptos ou a bloggers, mas a pessoas com a maior responsabilidade no clube da Luz...Portanto, estejam caladinhos e não digam nada.

O que nós não queremos.
Que Jesualdo, depois de ter ganho 5-2 ao Sporting e 5-1 ao Braga, seja o Exterminador Implacável II.
Que Falcao, que se não fossem os 3 golos limpos que lhe foram anulados, ia à frente na luta pelo melhor marcador do campeonato, tenha tanto destaque como Cardozo.
Grandes parangonas, com títulos de máquina trituradora para a frente, super-Porto para trás, Porto agita o país para a frente, ou Porto de mão cheia para trás, etc.
Queremos apenas, como disseram os nossos jogadores e o nosso treinador, que nos deixem jogar à bola.

Notas finais: - ó Pavão Vermelho, como estamos em relação ao castigo do Javi Garcia, que apanhou um sumaríssimo em 2 de Fevereiro - 2 jogos de castigo - e continua jogar? É só para resolver quando estiver tudo decidido?

Hugo Morais, do Leixões, apanhou no jogo frente ao Guimarães, o 5º cartão amarelo e não joga frente ao Benfica. É mais um, mas claro, como é o Benfica, trata-se de coincidência, apenas coincidência...

Direivos?! Ai Jesus! - Ó homem, faz como o Vieira e pede ao outro que te escreva as coisas num papel...

F.C.Porto 5 - S.C.Braga 1. É deste Dragão que eles têm medo!


Tinha dito na antevisão do jogo que era tudo ou nada, ganhavamos ou "morriamos". Ganhamos, mas para além da vitória que era o mais importante, porque nos permite continuar na corrida pelo Penta, realizamos uma grande exibição e reduzimos o S.Braga a um mero figurante do espectáculo.

Foi um Dragão motivado, fortíssimo, que, principalmente depois do um a zero, foi soltando labaredas atrás de labaredas e obrigou, pela qualidade do seu jogo, a equipa bracarense a errar muito, a render pouco e a curvar-se perante a superioridade flagrante do Tetracampeão.

Uma noite inolvidável do conjunto de Jesualdo, alicerçada numa defesa segura, que chegou sempre para as encomendas e onde os laterais tiveram um papel preponderante na profundidade que deram ao jogo, um meio-campo dinâmico, consistente, bem a defender e rápido a organizar as transições ofensivas e um ataque inspiradíssimo, com Varela demolidor, Falcao matador, sem esquecer o contributo precioso de Mariano, que não quis ficar atrás dos seus companheiros e jogou também muito bem.

Apesar do contratempo da última jornada, em Matosinhos, em que perdemos ingloriamente dois preciosos pontos, penso que já ninguém tem dúvidas que este Porto está muito melhor, recomenda-se e promete um resto de campeonato ao seu melhor nível.
É deste Dragão, que soltou o grito do Ipiranga, que eles têm medo e os leva a fazerem tudo pelo outro lado.

Mas este jogo demonstrou também, para tranquilidade de alguns propagandistas que pululam por aí, a razão porque alguns jogadores bracarenses, que o F.C.Porto não quis, não tem capacidade para jogar de Dragão ao peito... com todo o respeito e sem retirar mérito ao excelente campeonato que estão a fazer.

Apesar de muitas estrelas terem iluminado o céu do Dragão, não vou fazer uma apreciação individual, para além das referências que fiz atrás. Hoje, o grande destaque é o conjunto, foi a equipa em conjunto que destroçou o Braga...
Notas finais: uma grande casa no Dragão, mais de 46 mil espectadores disseram presente e estiveram com a equipa, manifestando todo o apoio numa hora difícil e decisiva. Juntos, unidos, todos a puxarem para o mesmo lado, vamos conseguir...

O rumo é este, o caminho está traçado e não pode haver retorno. Nós somos o Porto, o que não nos abate reforça-nos e vão ter de levar connosco até ao fim.

Na pessoa do nosso jogador Rúben Micael, um madeirense, manifesto toda a solidariedade para com o povo da Madeira e associo-me à dor das famílias que perderam alguns dos seus entes queridos.

F.C.Porto - S.C.Braga. Ganhar ou "morrer"


Depois de termos ganho ao Arsenal e quando podiamos capitalizar mais uma vitória, porque foi, não nos esqueçamos, uma vitória e prestigiante - mesmo que a exibição não fosse deslumbrante e o resultado seja muito perigoso... -, apareceu mais uma nojeira para desviar as atenções, perturbar a nossa tranquilidade e a nossa concentração no essencial: o jogo frente ao Sporting de Braga, jogo que, ou ganhamos e continuamos a respirar, ou "morremos"... Frente a uma equipa que está a fazer um campeonato de excelência, é preciso um Porto à Porto - esse Porto que falou Nuno na C. de Imprensa de hoje -, capaz de assumir, sem medo, a sua condição de Tetracampeão, de melhor equipa e com melhores jogadores, ousado, com respeito pelo adversário, mas sem receio, nem nervosismos injustificados. Um Porto que, estou certo, contará com um grande apoio nas bancadas por parte dos seus adeptos, que só têm um clube e nunca estarão divididos, mesmo que do outro lado esteja um treinador com história, como jogador, no F.C.Porto. Amigos, amigos, negócios à parte e Domingos amanhã, durante os 90 minutos, é o rival, o inimigo, que temos de derrotar...

Como alguém disse, o que não nos mata, fortalece-nos e por isso vamos a eles com todo o fogo do Dragão...É que, por maior que seja a nossa razão fora das quatro linhas - isso é inquestionável! -, se não formos capazes de dentro, fazer a nossa obrigação, não adianta nada manifestações, revoltas e afins, digo-o eu que tenho por lema, quem toca no F.C.Porto leva...

O árbitro é Olegário Benquerença, auxiliado por Bertino Miranda e José Cardinal.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes: Helton e Beto;
Defesas: Bruno Alves, Fucile, Rolando, Alvaro Pereira, Maicon, Tomás Costa e Miguel Lopes;
Médios: Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Fernando, Valeri e Ruben Micael.
Avançados: Falcao, Mariano e Varela.

Equipa provável: Helton, Fucile, Rolando, Bruno e Álvaro, Fernando, Meireles e Rúben, Varela, Falcao e Mariano.

PS 1 - Deus...anteriormente conhecido como... disse, em comentário no post anterior:
« O que espero é que a partir deste momento o FCP proceda da mesma forma sempre que recebermos os encornados em nossa casa...20 stewards no túnel, recrutados nas claques do clube, para podermos desta forma "indicarmos" através de palavras bem escolhidas o caminho dos balneários aos jogadores encornados. Penso que serão euros mt bem gastos na multa posterior...»
Eu respondi-lhe assim:«meu caro, para não acontecer o que tu estás a propor, é que eu acho que o Conselho de Justiça vai dar provimento ao recurso do F.C.Porto. É que se não der, vai ser o fim da picada...»

PS 2 - Toda a solidariedade para as amigas e amigos madeirenses, em particular para Ana Ferreira, o Silvestre e a Ana Andrade. Espero que esteja tudo bem com eles, com todos os seus familiares e amigos.


Com todo o respeito pelos promotores da iniciativa, mas para não "cheirar" a anão geloso, prefiro assim...

Ricardo Speedy Gonzalez Costa, o celeridade à lá carte



- Olha lá ó celeridade, Speedy Gonzalez da "justiça", o sumaríssimo a Javi Garcia é só para decidir quando tudo estiver resolvido? A tua celeridade é à lá carte, conforme dá jeito, sempre no interesse do mesmo, o teu amadíssimo clube, SLB, o tal que nos túneis é glorioso?

Eu não sou jurista, mas ontem vi o debate entre Carlos Abreu Amorim, que é, e Manuel perdeu o tacho dos Santos e fiquei esclarecido. O raciocínio do jurista é o que podem ler em baixo e não deixa dúvidas a ninguém.

Carlos Abreu Amorim
"Interpretação da CD é falaciosa e de má-fé"

O jurista Carlos Abreu Amorim considera que as justificações de Ricardo Costa, ontem, no anúncio dos castigos aplicados pela CD da Liga a Hulk e Sapunaru, não passam de uma "falácia". E vai mais longe quando afirma que o resultado final deste processo do "caso do túnel da Luz" é "uma vergonha do ponto de vista jurídico", não poupando críticas ao organismo de disciplina da Liga.

"O delito dos dois jogadores foi mal qualificado, com a CD a aplicar erradamente os regulamentos desportivos, daí resultando um castigo mais grave do que a infracção merecia", começou, dando ênfase àquilo que entende ter sido um erro crasso: "Considerar os stewards intervenientes do jogo, quando são elementos de segurança privada que estão lá para proteger os elementos do jogo de eventual violência ou indisciplina do público, vai contra tudo o que está estabelecido, quer na Lei Geral de Segurança Privada quer na Lei de Bases do Desporto ou da Violência, as quais definem quem são e quem não são os intervenientes do jogo. Mas o dr. Ricardo Costa agiu no sentido contrário, ou porque não sabe nada de Direito, o que eu desconfio, ou porque estava de má-fé, situação para a qual eu me inclino".

Carlos Abreu Amorim pormenorizou, logo de seguida: "Ao considerar os stewards intervenientes do jogo, contrariando as leis, está a colocar a infracção como muito grave, cuja pena vai de 6 meses a 3 anos de suspensão. O presidente da CD da Liga surgiu na TV com ar benevolente, como se estivesse no papel de protector das vítimas e até me fez lembrar um velho ditado do Direito: 'mal do juiz que tenta justificar uma boa decisão com uma lei errada!' É que o dr. Ricardo Costa veio dar a entender que muito embora considere a lei má, a pena até foi boa. Aliás, se um jogador agride outro, pode levar entre 1 a 5 jogos de castigo e por aqui se vê a desproporção da pena aplicada. O problema não está no Regulamento Disciplinar da Liga, mas sim na CD que aplicou erradamente a pena".

E este jurista lembrou, a propósito, o caso de Pepe, ocorrido na época transacta, ao serviço do Real Madrid, interrogando: "Cabe na cabeça de alguém que a pena de agressão a um steward seja substancialmente maior do que a um jogador? O Hulk acaba por ser castigado com 23 jogos, quando se tivesse protagonizado, por exemplo, uma atitude idêntica à do Pepe, que agrediu um adversário, em Portugal apenas teria de cumprir 5 jogos? Essa desproporção não está nos regulamentos, mas na interpretação errada, falaciosa, e que tresanda a má-fé da CD da Liga".

E, a finalizar, Carlos Abreu Amorim foi peremptório - "A Justiça Desportiva em Portugal tem um problema e um nome: Ricardo Costa. O desfecho deste processo é uma vergonha do ponto de vista jurídico". In O Jogo

«Não há injustiça nenhuma que nos tire a união»

A pouca vergonha não tem limites...



Este comissário benfiquista, justiceiro de toga vermelha e fiel intérprete da velha máxima do trauliteiro que preside aos destinos do Benfica, "Mais vale ter gente na Liga que bons jogadores", aplicou um castigo a Hulk de 4 meses, que, em termos de jogos, dá mais que uma volta de campeonato - 15 jogos -, concretamente 23 jogos de castigo. Mas este ordinário, não contente com esta pouca vergonha sem limites, resolve pavonear-se e ter protagonismo às custas do F.C.Porto, marcando uma C. de Imprensa para espalhar a sua vaidade e gozar com uma Instituição Centenária que tantos e tantos bons serviços tem prestado ao desporto e em particular ao futebol português. Vandinho, do Braga, foi castigado com 3 meses e o Pavão Vermelho limitou-se a colocar o acordão no site da Liga, agora convoca a C.Imprensa e se calhar, como quando do Apito Final, vai andar de televisão em televisão a explicar o castigo, que até pode merecer todos os elogios da máquina de propaganda vermelha - deve estar eufórica -, mas para mim e acho que posso dizê-lo, para todos os portistas, não passa de uma provocação que não vai ficar sem resposta. Eu pelo menos espero que não fique...

Para além disso, o F.C.Porto vai certamente recorrer para o C. de Justiça..., se houver coerência - tendo por base a decisão tomada no recurso do Director de Comunicação do F.C.Porto, Rui Cerqueira. Ver post:O pavão vermelho e os castigos a Hulk e Sapunaru - e como dizem vários pareceres de pessoas que conhecem a matéria - que não têm nada a ver com o F.C.Porto - a moldura penal nunca podia ser esta, porque e ao contrário do que diz o Pavão Vermelho, os stwards não são intervenientes no jogo. Se o orgão máximo da justiça no futebol em Portugal, tal como no caso de Rui Cerqueira, vier a dar provimento ao recurso do F.C.Porto e os jogadores cumprirem muitos mais jogos de castigo do que deviam, espero que o F.C.Porto tome todas as posições necessárias para ser ressarcido dos prejuízos e tal como no passado, diga sem medo e sem receio, tudo o que tem a dizer destes comissários, que estão, fora das quatro linhas, a decidirem o campeonato.

Nota final: a C. de Imprensa foram auto e mais auto-elogios - a C.Disciplinar trabalha muito, fez isto e mais aquilo, é muito célere a tomar decisões, etc., etc.
Ah, o Pavão apareceu de gravata azul e o Benfica foi castigado...com uma multa de 1500 euros!
Comunicado da FC Porto – Futebol, SAD
Após visionamento da lauta conferência de Imprensa do presidente da Comissão Disciplinar da LPFP, vem a Administração da FC Porto – Futebol, SAD salientar o seguinte:

1 – O show off televisivo promovido, uma vez mais a expensas exclusivas do FC Porto, é um procedimento folclórico. Regista-se que só quando a CD da LPFP emite acórdãos que envolvam directa ou indirectamente o clube, sinta a necessidade de prestar contas ao mundo do futebol. Sigmund Freud já explicava esta expiação no início do século passado;

2 – No decorrer desse circo mediático, o presidente da CD da LPFP sublinhou o seu dever de neutralidade, desdizendo a parcialidade apregoada em entrevista recente ao jornal Record, escudando-se em regulamentos e esquecendo a boa ou má fé de quem tem o dever de os interpretar;

3 – O seu discurso, aparentemente sério e objectivo, não ilude a sua antiga atracção pelas câmaras. Apesar da verborreia elaborada, o essencial ficou por abordar: o que é um interveniente no jogo? E porque não comentou o parecer, junto aos autos, de reputado especialista em Direito Desportivo, Prof. Dr. Leal Amado, nem a opinião escrita e falada do Dr. José Manuel Meirim, que asseveram que os Assistentes de Recinto Desportivo não são intervenientes no jogo;

4 – Dissipada esta cortina de fumo, que esconde a questão basilar, resta perguntar ao presidente da CD da LPFP se os maqueiros, os bombeiros, os apanha-bolas, os jornalistas e, até, os vendedores de gelados e de algodão doce, são igualmente intervenientes no jogo, tal como os treinadores, adjuntos, médicos e dirigentes;

5 – Se convocou a Comunicação Social para dizer ao país aquilo que toda a gente já sabia - os atletas do FC Porto reagiram como qualquer bom chefe de família, depois de verbalmente provocados e fisicamente empurrados como gado, por seguranças privados travestidos com um colete -, mais valia que tivesse trancado a vaidade no gabinete, cingindo-se ao recato de um julgador;

6 – Se esta moda pega…;

7 – A louvada autonomia e celeridade apenas serve para mascarar a evidência, sancionada por todos os especialistas em direito: os ARD não são intervenientes no jogo, com reflexos abissais na moldura disciplinar acabada de aplicar;

8 – A consequência prática deste malabarismo é transformar uma moldura penal de um a quatro jogos em degredo desportivo (quatro e seis meses);

9 – A verdade desportiva também não passou por aqui…;

10 – Obviamente, os jogadores Givanildo Vieira de Sousa (Hulk) e Cristian Ionut Sapunaru vão recorrer ao Conselho de Justiça da FPF para reparação de tão grosseira leviandade;

11 – Quanto ao «rebuçado» do Helton, o futebol português, estamos certos, não o vai desembrulhar…

Porto, 19 de Fevereiro de 2010O Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD

Concordo, é uma porcaria, mas eu leio...


Quando recebi esta e outras fotomontagens sobre o pasquim da Queimada, hesitei se as devia utilizar, para não ser acusado de radicalismo, de usar imagens inapropriadas, de abandalhar o blog... Mas perante tanta nojeira, tanto sectarismo, tanta má-fé encontrada no artigo em cima, que podem ler, clicando sobre as imagens, em que Cruz dos Santos e a propósito do lance da grande penalidade não assinalada sobre Rúben Micael, no jogo do F.C.Porto frente ao Leixões de sábado passado, diz:" Nem a TV, com repetições de vários ângulos, me deu a certeza de ter havido penalty por assinalar no Leixões - F.C.Porto", lá se foram as dúvidas e eles até mereciam pior... quem não gostar... E aqui está a foto para dizer o seguinte: concordo que por uma questão de higiene mental, não devia ler, mas se não lesse, como podia saber até onde vai a lata deste "jornalista", que perante a clareza das imagens que mostram a falta indiscutível de Joel - toda a C.Social o reconheceu ...-, diz que nem com várias repetições teve a certeza de ter havido penalty? Se não lesse como podia retorquir, dizer que ele viu, mas o objectivo do artigo é apenas branquear o trabalho de um árbitro com um longo historial de prejuízos ao F.C.Porto? - Convém que Paixão não seja muito penalizado, ele é novo e ainda tem mais "missões" a cumprir... Mas se não lesse, como podia ver até onde vão os fretes do Delgado, as crónicas sem pudor e sem vergonha do Guerra, que se atira a tudo que mexe contra o Benfica, esquecendo que, por exemplo, M.Sousa Tavares e Rui Moreira, são colunistas, confessos adeptos do F.C.Porto e não têm, ao contrário do Guerra o dever da isenção, do equilibrio, da equidistância, nem têm um código deontológico a respeitar? Ou como podia conhecer o editorial de hoje de Vítor Serpa, "director do jornal", que ao fim de dois meses - porquê só agora? Terá a ver com o facto do F.C.Porto já estar longe do título? -, veio criticar a paragem de Hulk, mas elogiando a C.Disciplinar - pudera! -, dizendo que a culpa é das leis e esquecendo que uma coisa são as leis, outra é quem as aplica, o que no caso de Hulk, mostra, em relação ao que aconteceu com outros jogadores, dois pesos e duas medidas? Se não lesse, como podia saber da "cegueira" que tomou conta dos montes, casas velhas e afins, que se juntaram ao andor e são mais alguns a engrossar a propaganda vermelha? É, meus caros amigos, só lendo podemos contestar, dar troco e dentro das nossas modestissímas possibilidades, defender o nosso clube...

PS 1- Não tem nada a ver com o post, mas não posso deixar de dizer o seguinte: esta época o F.C.Porto contratou Varela, Maicon, Falcao, Álvaro Pereira, Beto, Miguel Lopes, Valeri, Orlando Sá, D.Addy, Prediguer, Belluschi, Rúben Micael e fez regressar N.André Coelho. Se alguns, Valeri, Orlando Sá - é um jovem internacional A português - e Prediguer, ficaram aquém das expectativas, Miguel Lopes, depois de ter tido azar com lesões na pré-temporada, está a mostar qualidades que no futuro o vão colocar como alternativa e D.Addy é uma incógnita, não tenho dúvidas que todos os outros são valores que não enganam, alguns dos quais, ou me engano muito, ou ouviremos falar muito deles no futuro próximo. Assim e como conclusão, não foi por más contratações que o F.C.Porto, a nível interno, Liga Sagres, não está no lugar habitual...

PS 2- O palhaço, sem ofensa para os palhaços, do Pavão Vermelho, prepara-se para mais uma vez e à custa do F.C.Porto, ter todo o protagonismo e andar de televisão em televisão a explicar os castigos a Hulk e a Sapunaru. Daqui digo-lhe o seguinte: - Podes, meu justiceiro de toga vermelha, dizer o que quiseres e arranjares os argumentos que quiseres, que a mim ( e duvido que a algum portista ) nunca vais convencer de que as tuas razões não foram apenas e tão só, cumprires a missão de fazer as coisas por outro lado. A vermelhada e a máquina de propaganda, tratará de te elogiar, de te idolatrar, de te agradecer e no final da época se forem campeões, de te oferecer a faixa de campeão. Ninguém mais do que tu a merece...

Hulk 4 meses, Sapunaru 6 meses.

F.C.Porto 2 - Arsenal F.C 1. Uma vitória, é uma vitória...


No regresso da C.League e também de Hulk, que teve uma saída precária do longo cativeiro onde está a penar, vítima do despudor de um Pavão Vermelho que não tem vergonha e já faz as coisas à escâncara, os mais de quarenta mil espectadores que esta noite se deslocaram ao Dragão não devem ter dado por mal empregue o tempo perdido, já que assistiram a um excelente espectáculo, repartido, com lances de perigo, ora numa, ora noutra área e duas equipas a lutarem pela vitória, que sorriu ao Dragão, mas e verdade seja dita, podia ter dado um empate, que talvez fosse o resultado mais justo.
Gostei do Porto que se apresentou esta noite no belíssimo anfiteatro portista, frente a uma equipa que tem um futebol que me encanta e me traz grandes recordações - foi assim, com um futebol semelhante, apoiado, de toque em progressão, com a bola sempre redonda, que o F.C.Porto conquistou a Europa e o Mundo. Melhor, mais equilibrado, mais consistente, na segunda-parte, mais trapalhão, mais nervoso, menos equipa na primeira. No entanto, o jogo até teve um início forte do Tetracampeão, que entrou muito bem, dinâmico, rápido a sair para o ataque e que nos dois primeiros lances do encontro criou duas chances de golo, golo que viria a surgir logo a seguir por Varela, embora muito ajudado pelo guarda-redes dos gunners... Não durou muito esse bom período azul e branco, já que, rapidamente, o Arsenal reagiu, equilibrou, ameaçou e chegou ao empate, num lance de bola parada e com a colaboração da defesa portista, centrais em particular, que não quiseram ficar atrás do polaco que defendeu a baliza da equipa londrina e retribuiram o brinde. A partir daí e porque o meio-campo portista não se encontrava -Fernando perdido e Meireles sem ritmo e a acusar a paragem prolongada -, a equipa de Arsène Wenger foi mais perigosa, teve um ligeiro ascendente e valeu Helton para que o F.C.Porto tivesse chegado ao intervalo empatado. Na segunda-parte e em particular depois da saída de Meireles, melhorou a equipa azul e branca, foi mais equilibrada, mais consistente, fechou melhor os espaços e chegou ao golo da vitória, por Falcao, aproveitando a inteligência de Rúben Micael que marcou rapidamente a falta. Depois defendemos bem, embora, frente a uma equipa de nível superior, com grandes jogadores e com um ritmo de jogo que a nossa Liguinha não dá, o perigo estivesse sempre à espreita, com particular incidência na parte final do jogo, onde eram notórias as dificuldades físicas de alguns jogadores do Campeão e não me refiro apenas a Hulk, que tem atenuantes... É muito complicado aguentar fisicamente um adversário que joga um futebol que desgasta, que obriga a correr muito, a marcar bem e a fazer compensações sistemáticas, um futebol servido por jogadores de qualidade superior, com uma técnica e uma capacidade de executar em velocidade, que à mínima distração, é a morte do artista. Já nem falo do árbitro, ou melhor dos árbitros, que na C.League deixam jogar, não páram o jogo por tudo e por nada e isso, também pesa em jogadores que não estão habituados a tão poucas paragens.

Conclusão:
uma vitória, mesmo que pela diferença mínima e com um golo sofrido é uma vitória. Mas para que essa vantagem permita a passagem da eliminatória, vai ser preciso um Porto como em Manchester e em Madrid.
Eu acredito, mesmo tendo consciência do enorme obstáculo que temos de ultrapassar...

Gostei muito de Helton, da defesa, com excepção do golo do Arsenal e aí, mais culpa dos centrais, de Rúben Micael, de T.Costa que entrou muito bem, de Varela e de Falcao. Gostei menos de Meireles, mesmo com a atenuante da paragem e de Fernando, embora tenha acabado muito bem. Hulk, mal na primeira-parte, muito agarrado à bola, melhor, bem melhor na segunda. Acabou com cãibras, porque devia ter saído mais cedo, digo eu...
Mariano e Belluschi, o pouco tempo que jogaram não permitia grandes feitos, embora o patinho feio ainda tivesse uma ou duas boas iniciativas...

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