Sonho, delírio ou auto-motivação?


O meu diagnóstico: equipa mentalmente fraca...




Nota de abertura: ontem, em Alvalade, os únicos portistas que não fizeram falta de comparência foram os adeptos. Assim, nada mais justo para ilustrar este post, que fotos desses mesmos adeptos no estádio leonino.
- Parabéns pessoal, não foi por falta de apoio que as coisas correram como correram...
Pois é meus caros amigos, cá estou de novo - já tinha dito que não embandeiro em arco nas vitórias, por maiores que elas sejam, mas também não entro em depressões profundas após as derrotas, por mais dolorosas que sejam, como foi manifestamente o caso de ontem...
E cá estou para tentar, de forma clara e com a objectividade possível, dar a minha opinião sobre aquilo que acho que é um dos males deste F.C.Porto, versão 2009/2010.
O meu diagnóstico é este: a equipa do F.C.Porto é mentalmente fraca, inconstante, passa rapidamente do oitenta para o oito, lida mal com a pressão.
Vejamos, antes do jogo frente ao Braga, solidários com Hulk e Sapunaru, os profissionais do F.C.Porto, reuniram-se, soltaram sinais claros de unidade, de revolta, que depois transportaram para dentro do campo e como corolário, vimos uma exibição de qualidade com vitória por goleada. Só que, em vez de manterem a pressão, continuarem concentrados, determinados, alertados, pensaram que já tinham cumprido a sua missão, relaxaram, adormeceram e como consequência aconteceu o desastre de Alvalade. O Porto cheio de vontade, com alma, com crença, de "raiva", com o espírito correcto, frente à equipa bracarense, deu lugar a um Porto abúlico, amorfo, conformado, incapaz de lutar contra o destino, frente ao Sporting. Mas mais, há um Porto que se marca primeiro e se apanha em vantagem, é uma equipa capaz de conseguir resultados, alguns até surpreendentes, mas se sofre primeiro um golo, desorienta-se, desmorona-se e raramente tem capacidade anímica para dar a volta ao texto - esta época, sempre que o adversário se adiantou no marcador, não ganhamos, empatamos ou perdemos, com a excepção do jogo frente ao Apoel no Dragão. Ora, esta debilidade não tem só a ver com a dificuldade portista em jogar em ataque continuado, em pressionar alto, em ir para cima, mas mais com fragilidades psicológicas, de uma equipa mentalmente fraca e a quem falta liderança dentro e fora do rectângulo do jogo. No relvado, alguém que mantenha a calma, a lucidez, a frieza necessária para corrigir, motivar, alertar, enfim, ser a voz do treinador dentro do campo. Fora das 4 linhas um discurso ousado, "arrogante", de campeão, um discurso que mantenha sempre a pressão alta, que agite e mantenha sempre os jogadores em estado de alerta. Os tão falados "Mind Games".
Mais que as fraquezas deste ou daquele, da falta de qualidade do jogador A ou B, do sistema, do modelo, do conservadorismo de Jesualdo, etc., o grande problema deste F.C.Porto, para mim, são, sem dúvida, as suas fragilidades psicológicas.
Notas finais: ninguém mais do que eu denuncia as poucas vergonhas e os factores externos que têm condicionado, de alguma forma, o F.C.Porto desta temporada, mas e um mas muito grande, ninguém conte comigo para branquear as nossas responsabilidades. Bastava um Porto normal, não precisava de ser super, para estar melhor colocado e não encarar cada jogo sob grande pressão. Para isso bastaria termos ganho, em casa, ao Belenenses, último da Liga, ao Paços e em Matosinhos frente a um Leixões que não é nada. Um Porto normal, frente as estas equipas, até contra 14 tinha de ganhar. Não conseguiu e por isso assumamos a nossa cota de responsabilidades. Culpar só os árbitros, o sistema, o mau tempo, etc., é vulgarizar-mo-nos, sermos como os outros, sejam eles calimeros ou trauliteiros.
Aproveitemos este passo atrás, para tal como no passado - depois de grandes feitos, Taça dos Campeões, Taça UEFA, C.League, Campeões do Mundo, Supertaça europeia, Penta, tivemos sempre um ou outro ano mau -, dar dois à frente e não ponhamos tudo em causa. Digo isto porque considero perdido o grande objectivo da época, o Penta. Taças, para mim, são coisas menores e só a dos Campeões me afagaria o ego...Que querem, estou mal habituado...
Para a Taça de Portugal goleamos o Sporting e ouviram-se olés no Dragão. Ontem foi ao contrário. É futebol e só mentecaptos não entendem isso. Pior que mentecaptos, são os vermes, certamente com gravíssimos problemas alcoólicos, que falam num futebol português mais saudável, menos conflituoso e depois criticam o facto dos presidentes do Sporting e do F.C.Porto verem o jogo lado a lado na Tribuna de Alvalade. Gente de mente suja, mas que aparece como gente "importante" neste Portugal cada vez mais sem futuro...
S.C.Portugal 3 - F.C.Porto 0. Despedida do título, sem honra nem glória

toquezinhos, desastrado e ataque inexistente. Uma equipa à deriva, sem alma, sem crença, sem raça, sem vontade, desorientada, um conjunto de primas donas, armadas em estrelas e incapazes de lutar contra o destino. Isto não é o F.C.Porto! No F.C.Porto podemos não ganhar, ninguém ganha sempre, mas temos de fazer tudo para ganhar e hoje não fizemos nada. Inacreditável a falta de atitude de uma equipa que tinha de conquistar os três pontos... nem réplica conseguiu dar, frente a um conjunto que estava mais desgastado e que não tinha tanto a ganhar como o F.C.Porto. É curioso, quando tivemos uma semana entre jogos, logo mais tempo de descanso e portantos deviamos entrar fortes, a pressionar um adversário mais cansado, foi o contrário...Está visto, somos uma equipa de fogachos, que faz uma ou outra exibição de qualidade, mas a maioria dos jogos são fracos, cinzentos... Agora, o título é uma ilusão matemática e a Liga dos Campeões, do próximo ano vai pelo mesmo caminho. Assim fica difícil lutar contra certas poucas vergonhas...Não temos um exército fiável...Espero que se comecem a tomar decisões e talvez seja altura de começar a poupar certas, "estrelas" para que cheguem fresquinhas ao Mundial!
Notas finais: nunca fui fã de Jesualdo, mas não esperem de mim, hoje, perante o descalabro de toda a equipa, que culpe o treinador. Não há técnico que resista a tantos erros individuais, tantas desconcentrações, tantos jogadores muito abaixo das suas possibilidades, tantas asneiras...Está visto, há meninos que não podem ser muito elogiados, ficam nas núvens, pensam que são os maiores e esquecem-se que os grandes jogadores são aqueles capazes de manter um nível acima da média, não num jogo ou outro, mas na grande maioria dos jogos.
Amanhã, de cabeça fria, até poderei achar que aqui e ali exagerei, que podia ser mais tolerante, mas que diabo, era o jogo que podia manter-nos na luta pelo Penta e falhamos redondamente. Aí meus amigos, não há paixão que nos obrigue a engolir a desilusão...
S.C.Portugal - F.C.Porto. Mantém a chama acesa, Dragão!




Mais um jogo sem qualquer margem para errar, de grande pressão, de "matar" ou "morrer", um teste de exigência máxima às nossas capacidades de equipa Tetracampeã e que quer ser Penta. Frente ao Sporting, que eliminou muito bem o Everton e com isso moralizou-se, subiu o astral, ficou mais forte e aumentou ainda mais as dificuldades de um jogo, que, apesar da crise leonina, já era difícil, esperam os portistas um F.C.Porto forte, com estofo de Campeão e capaz de conseguir o único resultado que lhe interessa, a vitória. Tem de ser um Porto coerente, consistente, capaz de manter regularidade na qualidade exibicional e nos resultados - não podemos voltar a passar do brilhantismo, com goleada, para o cinzentismo de ficar em branco. Pelo que ouvi de Carvalhal, eles, que estão desgastados, vão ficar atrás, na expectativa e tentar derrotar-nos utilizando o mesmo modelo em que nós somos fortes: transições ofensivas rápidas. Espero por isso, que o F.C.Porto não se deixe surpreender, não vá para a frente à tolinha e espero também, que apesar do mau tempo, do campo pesado, Jesualdo não altere a equipa que tão boa conta de si tem dado - como fez na Luz - e que a única excepção seja a entrada de T.Costa para o lugar do lesionado Fernando...
O árbitro é João Ferreira - que seja o melhor em campo e tenha o bom senso que faltou ao seu chefe, Vítor Pereira -, auxiliado por Luís Ramos e Nuno Roque.
Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes: Helton e Nuno;
Defesas: Bruno Alves, Fucile, Rolando, Alvaro Pereira, N.André Coelho e Miguel Lopes;
Médios: Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Tomás Costa, Valeri e Ruben Micael.
Avançados: Falcao, Mariano, C.Rodríguez e Varela.
Equipa provável: Helton, Fucile, Rolando, Bruno e Álvaro, T.Costa, Meireles e Rúben, Varela, Falcao e Mariano.
De Dragão para Dragão: http://videos.sapo.pt/gcDz2mPOhoNycJMNcriF
Coincidências e umas coisitas mais...


Época 2004/2005, só em sumaríssimos, alguns profissionais do F.C.Porto cumpriram mais de uma dúzia de jogos. Benni McCarthy, um dos melhores avançados dos Dragões e melhor marcador da temporada anterior, só à sua conta, cumpriu 9 jogos, repito, 9 jogos. Na Comissão Disciplinar da Liga dessa altura, fazia parte o Dr. Juíz Pedro Mourão, que podemos ver em amena cavaqueira, na tribuna do estádio da Luz, ao lado de Vieira e Joe Berardo.
Época 2009/2010, Hulk, jogador de qualidade indiscutível, capaz de fazer a diferença e decidir, foi castigado em 23 jogos por Ricardo Speedy Gonzalez Costa, justiceiro de toga vermelha.
Em 2004/2005 o Benfica foi campeão, ao colo das nojeiras referidas e de outras, como por exemplo o Estorilgate. Esta época, como eles só sabem ganhar dessa maneira, as coincidências na nojeira continuam. Compete a todo o Universo azul e branco do F.C.Porto, dentro e fora do campo, fazer tudo para que isso não aconteça. Nos jogos dando tudo até cair para o lado para vencer, fora do campo, denunciando a pouca vergonha sem medo de nada nem de ninguém.
Ontem, no Casino do Estoril, Vieira, também conhecido por Ventoínha e Khadafi dos pnéus, trauliteiro, populista e demagogo como sempre, falou em luta pela verdade, credibilidade, transparência e independência do futebol português. Mesmo não tendo culpa, porque não foi ele que escreveu o discurso, mas um Cunha Vaz qualquer, ouvir o presidente do Benfica utilizar essas palavras, dá vontade rir pelo ridículo da situação. Mesmo tendo uma boa equipa e estando a jogar bem; mesmo com o F.C.Porto, de quem eles têm um medo que se pelam, a dar várias abébias e a 6 pontos, o Benfica só com a conivência da CD da Liga e da C. de Arbitragem, lidera o campeonato neste momento. Por isso, Vieira, se tivesse vergonha estava calado... As palavras verdade, credibilidade, transparência e independência, na boca dele, soam mal...Notas finais:
1ª- O jornalismo de sarjeta, via Queimada, faz pimpim com a nomeação de João Ferreira para o clássico entre o Sporting e o F.C.Porto. Lá está o currículo do árbitro nos jogos entre leões e Dragões, a chamada a dizer que foi João Ferreira que relatou os incidentes no túnel da pouca vergonha, mas nada sobre isto:
«Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito... (...)Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!VL - E o Duarte?LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)VL - Talvez o Lucílio, pá!LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)VL - E o Proença?LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!VL - E o João Ferreira?LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.
Pinto de Sousa - A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: "Quem é que você está a pensar para a Taça?"... Eu disse: "Estou a pensar no Paraty"...VL - Bem, o gajo está f... (...) O Paraty então não consegues, não é?PS - O Paraty não pode ser. (...) Até para os árbitros restantes, diziam assim: "É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!". (...)VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (...) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!PS - É... Por acaso é verdade...VL - O Porto quer lá saber disso!PS - Se é o Lucílio... Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...VL - Ao Porto qualquer um serve!»
É, há tempos atrás e num jogo entre o F.C.Porto e um dos rivais de Lisboa, já não me lembro qual, o Juíz nomeado tinha sido um dos apanhados nas escutas. Isso valeu muitas críticas a Vítor Pereira da parte dos porcos da bola, mas agora, nada, calam-se muito caladinhos...A pouca vergonha não pára, mas nós também não paramos de a denunciar.
2ª - O presidente do Conselho de Justiça da FPF, diz o JN, ameaçou demitir-se por estar a sofrer muitas pressões. Era bom que o senhor dissesse de onde partem e porquê, essas pressões.
3ª - Vai uma aposta, como o Atlético de Madrid vai passar de equipa fraquita a adversário poderoso?
4ª - A nova camisola da selecção, que vi hoje no peito de Nani, parece publicidade à Sicasal. Só falta a salsicha!
5ª - Rúben Micael não foi convocado para a selecção A, que quarta-feira da próxima semana, em Coimbra, defronta a China. Com Deco lesionado, a não convocatória do médio do F.C.Porto, significa de facto, que temos uma grande selecção! Agora sim, acredito que vamos ser campeões do Mundo!
6ª- Ah, ah, ah, ah!...É de partir o côco a rir este comunicado Benfica sobre o caso do túnel. Leiam em baixo e preparem-se para rir muito.
«Esta Sociedade decidiu que não apresentará recurso das sanções aplicadas pela Comissão Disciplinar no âmbito do processo em causa. Porque:b) A eventual procedência do nosso recurso poderia significar o agravamento das sanções já aplicadas aos atletas do F.C Porto.»
Cinco em onze?! Pelo que se vê por aí, até nem é mau!...

Enquanto a imprensa rasca, de sarjeta, que vive da porcaria que inventa e depois, explora até à exaustão, seja na política ou seja no futebol e aqui, como se viu hoje, Pinto da Costa e o F.C.Porto são o alvo preferencial e ao Presidente até inventaram mais um irmão, com quem se incompabilizou, de nome Alexandre...?! É, há laranjas podres, que já deviam estar no lixo da Comunicação Social, mas continuam por aí a fazer este "jornalismo"...
Enquanto no pasquim da Queimada, o ( ou a) colunista das quintas-feiras, na sua obsessão doentia contra tudo que seja azul e branco, também abordava o assunto para delírio dos barbas e máximos benfiquistas e nem Rui Moreira escapou...
Enquanto o anão geloso julgava que dizia o que queria, escrevia o que lhe apetecia e nada lhe acontecia, vai sentar o cú no mocho - só não sentou ontem porque, e não se riam, tinha uma reunião no Parlamento. Como?! Ai Portugal, Portugal...- e anda à cata de todos os que têm más relações com Pinto da Costa para serem suas testemunhas, uma das quais é Alexandre Magalhães - será que este portista que merece o meu respeito, mesmo tendo questões de índole pessoal com o compadre, aceita sem contestar, ser testemunha desse nojento do Rui Santos?...
Enquanto tudo isto acontece, ontem, ao ver o Inter frente ao Chelsea - apesar da vitória a equipa de Mourinho não jogou mais que o F.C.Porto frente à equipa de C.Ancelotti...-, chamou-me a atenção o comentário do António Tadeia sobre o facto do Inter ter jogado sem nenhum italiano e os ingleses com apenas dois naturais da pátria de Sua Majestade.
Ó Vasconcelos, toma lá mais um!...

Se se recordam, há tempos atrás, tinha dito que o Trio D' Ataque para mim era finito... Mas ontem, porque ia lá o Prof.Marcelo e o benfiquista de Paredes ia apresentar o programa, abri uma excepção e vi o programa. Ainda bem que vi!
O Vasconcelos, que se diz grande amigo de Miguel Sousa Tavares - estas grandes amizades, com ignomínias para a frente e para trás, a mim metem-me uma grande confusão...- atirou-se ao jornalista/escritor de uma maneira que não lembra o diabo, só porque o Miguel, num artigo, ou melhor em vários artigos, tem defendido o F.C.Porto contra a prepotência e a saga persecutória do justiceiro de toga vermelha. Ora, se o realizador visse as figurinhas patéticas que faz na defesa do Benfica, que o tornam alvo de chacota em todos os programas, como ainda ontem aconteceu e tivesse a noção do ridículo, não criticava o Miguel, mas os benfiquistas estão apaixonados pelo justiceiro e chega a ser comovente, de ir às lágrimas, a forma como os seguidores de Vieira defendem o Pavão Vermelho, também conhecido por Speedy Gonzalez e desde ontem - obrigado Prof.Marcelo! -, por o Abstruso.- Entronizem o homem, façam-lhe uma estátua e coloquem-na ao lado da do Eusébio...Ah, como também se viu ontem, na defesa do presidente da CD da Liga, o benfiquista de Paredes, não deixa os seus créditos por mãos alheias...
Para o Vasconcelos não pensar que são apenas pessoas ligadas ao F.C.Porto que atacam o Abstruso, depois do António Simões, deixo-lhe aqui um artigo, notável, que subscrevo na íntegra, de Manuel Martins de Sá, jornalista da velha guarda, de quem sei muito pouco, apenas que está muito ligado a Itália e é, ou foi, correspondente da Gazzetta Dello Sport em Lisboa.
É às terças-feiras, no pasquim da Queimada e para mim é sempre de leitura obrigatória.
Para todos e em especial para o realizador, o "Sole Mio" desta semana, que tem como título,
" O problema":
«Tanto trovejou que por fim choveu granizo grosso. O cenário estava montado desde há dois meses e as profecias até eram bem mais apocalípticas: meses ou anos de suspensão para Hulk e Sapunaru! Tudo conjurou para que a pulsão justicialista da CD acabasse por ser aquela que foi, o que não dignifica ninguém: nem quem a fomentou nem quem a proferiu nem quem a aplaude. Para se compreender o alcanse desta farisaica sentença é preciso remexer no caldo de cultura do fanatismo clubístico, onde tudo vale: a radicalização do discurso e do confronto verbal; a teorização da legitimidade do ódio; o insulto e a injúria gratuitos sob a capa de humor barato. Em suma, a justiça desportiva está de rastos. Para fugir à controversa classificação dos stewards como agentes desportivos, o sr. comissário recorreu a um sofisma lexical, chamou-lhes intervenientes, como se agir e intervir não fossem sinónimos. É só consultar os dicionários. De bolso. Razão tem o magistrado da Procuradoria de Turim, Raffaele Guariniello: " O futebol? É mais omertoso ( cúmplice, conivente)do que a máfia."
Bem vistas as coisas, porém, o maior responsável por todos estes desconchavos é Hermínio Loureiro. Com efeito, não é ele o presidente e o principal responsável pelas decisões oriundas do seio da Liga? Então porque não as assume? Porque se refugia sempre na atitude pilatesca e camaleónica ( que ,de resto, lhe é proverbial) de fazer de conta que não é nada com ele? É claro que os regulamentos são maus e é inconcebível que sejam os clubes a elaborá-los. Mas - mesmo com maus regulamentos - é possível ditar veredictos justos se os juízes forem honestos e imparciais. Sensatos. Este é o problema. Em Itália, cuja justiça desportiva é convenientemente invocada a toda a hora, tanto os regulamentos das competições como os da disciplina, justiça e arbitragem são aprovados pela Federação que, além disso, controla a sua correcta aplicação e tem instâncias de recursos céleres.»
Os sublinhados são meus.
Para além de mais uma vez realçar a excelência do artigo, de alguém acima de qualquer fervor clubístico, ao contrário dos Guerras, Freteiros, Bonzinhos e afins, e de destacar o facto do autor tocar em vários pontos importantes... deixo de lado o Pavão e o Poncio Pilatos, Hermínio Loureiro e concentro-me no último paragráfo, sobre a Federação, para dizer que, Madaíl é um presidente omisso, que não é da Federação, mas da Selecção e não diz nada sobre esta matéria, quando a última decisão é do Conselho de Justiça, que, li algures, só reune no final de Março. Um vergonha!
PS - Ontem, ao ver o Trio D' Ataque, meteu-me uma certa confusão quando Rui Oliveira e Costa disse que tinha os mesmos documentos do António-Pedro de Vasconcelos, com todos os passos do processo sobre Hulk e o Sapunaru, documentos que o realizador utilizou na sua manobra, que foi desmascarada, para defender o Pavão Vermelho. Hoje, um passarinho que pousou no meu telhado, explicou-me o porquê. Os comentadores do Sporting e do Benfica, receberam da CD da Liga aquela documentação e, pasme-se, Rui Moreira o comentador do F.C.Porto, não recebeu nada.
Não há dúvidas, o Abstruso até nesta questão mostra a sua total antipatia e sanha persecutória, contra o F.C.Porto.
Miguel Sousa Tavares e António Simões, arrasam o Pavão Vermelho
Miguel Sousa Tavares e António Simões, um portista, o outro jornalista, sem aspas, do pasquim da Queimada e uma pequena ilha no imenso charco de águas pestilentas que é a Bola, arrasam, cada um ao seu estilo, o Pavão Vermelho. No caso do Miguel, que tem formação jurídica, está muito bem explicada a forma como o justiceiro de toga vermelha faz justiça à lá carte...
O FC Porto acabou por ter a sorte do jogo na forma como obteve os seus dois golos (o segundo, digo--o contra nós, não deveria ser permitido — embora o Bayern também já nos tenha eliminado assim uma vez). Mas em campo esteve, pela primeira vez, aquele que considero, jogador por jogador, o melhor onze possível. Todavia, acusando e muito a debilidade física e falta de ritmo de jogo de alguns regressados: Raul Meireles, Fernando, Hulk. Para além disso, repetiu-se essa estranha debilidade no jogo aéreo estático do centro da defesa portista, a permitir o golo do Arsenal (como depois permitiria igualmente o do Braga): é muito estranho como é que Rolando e Bruno, imperiais no jogo aéreo em movimento, se tornam vulneráveis nas bolas paradas pelo ar…
Mas há ali à solta um trio de luxo neste FC Porto, que tem conseguido ultrapassar castigos e lesões, sobrecarga de jogos e ausência de um banco à altura: é o trio Álvaro Pereira, Ruben Micael, Silvestre Varela. Seguramente, que Carlos Queiroz está atento aos dois últimos; seguramente que o CD da Liga está atento a todos eles e mais o Falcao. Vai ser preciso ultrapassar sarrafadas, emboscadas em túneis e árbitros comanditados. Não vai ser fácil, não — assim como não vai ser fácil segurar esta débil vantagem em Londres, dentro de quinze dias. Mas, pelo menos, os outros que têm chegado à Liga dos Campeões quase sempre exclusivamente por mérito nosso, podem-nos agradecer mais dois pontos arrecadados para o ranking da UEFA. Vá lá, agradeçam, que só vos fica bem.
APESAR de todo o seu gosto pelas encenações grandiosas, apesar da sua retórica pseudo-jurídica para parolos e ignorantes, o Dr. Ricardo Costa é demasiadamente previsível. O homem tem uma obsessão, que não há como esconder: perseguir o FC Porto, como ninguém mais. Debalde, se tentará embrulhá-la em sinuosas teses jurídicas, que a ignorância jornalística ou a má-fé militante consentem apadrinhar. Facto é que todas as suas teses de direito acabam derrotadas por quem de direito: quis pôr o FC Porto fora da Europa e da primeira Liga e acabou posto no lugar pelo Comité de Disciplina da UEFA; mandou silenciar Pinto da Costa por dois anos e acabou enxovalhado pelos tribunais, que reduziram a nada o suposto crime e os supostos factos pelos quais ele condenou o presidente do FC Porto; e agora, retirou a dois profissionais de futebol o direito ao trabalho por uma larga temporada, e mais tarde será, obviamente, desautorizado. O problema é que, enquanto pode e o deixam, enquanto inventa teses jurídicas e não é posto na ordem por quem o pode fazer, ele causa danos — e esse é o resultado prático da sua «justiça».
As teses jurídicas do Dr. Ricardo Costa fazem-me lembrar o que se contava na minha Faculdade de Direito de Lisboa, a propósito da tese de doutoramento do professor Soares Martinez. Contava-se (não sei se como lenda ou verdade) que, depois de o ouvir dissertar, o Professor Marcelo Caetano, arguente da tese, lhe disse: «A sua tese tem partes boas e partes originais. Infelizmente, as partes boas não são originais e as originais não são boas».
O mais original (e previsível) da última tese jurídica do Dr. Ricardo Costa é a doutrina que ele acaba de criar de que os seguranças contratados por um clube — sem acreditação da Liga nem sujeitos à sua alçada disciplinar — são «agentes desportivos». Porque, repito-o mais uma vez: A LEI NÃO DIZ QUEM SÃO OS AGENTES DESPORTIVOS. E, de forma alguma sugere ou permite concluir que os seguranças o sejam: quem o diz é o Dr. Ricardo Costa. E di-lo, porque essa sua original interpretação da lei é a única que permite retirar dos relvados por uma temporada absurda dois jogadores do FC Porto. Por isso, quando ele se escuda na «dura lex, sed lex» para justificar o injustificável, estamos perante um vulgar exercício de malabarismo: a lei não diz nem permite inferir aquilo que o Dr. Ricardo Costa afirma que ela diz. A lei não é ele e isto não é o Texas.
Se, como ele sustenta, os seguranças (cuja única missão é vigiar o público, e não vigiar jogadores, fazer-lhes uma espera em atitude de desafio dentro do túnel e provocá-los quando eles vão para a cabina) são «intervenientes no jogo», então toda a gente que está no estádio é interveniente no jogo. Desde logo, os próprios espectadores — que, ao contrário dos seguranças (que passam o tempo todo de costas viradas ao jogo), puxam pela equipa da casa, vaiam os adversários, pressionam o árbitro, etc. E os apanha-bolas, que muitas vezes demoram ou apressam a reposição das bolas em jogo, conforme o interesse da equipa da casa. E os polícias, os arrumadores, os vendedores dos bares, os tratadores da relva, os que cuidam da iluminação, os jornalistas, os fotógrafos de campo.
Toda esta gente, segundo a brilhante tese do Dr. Ricardo Costa, são «intervenientes no jogo» e «agentes desportivos». Têm direito a um tratamento VIP, que até contempla um estatuto excepcional de direitos sem deveres: eles são intocáveis, para efeitos disciplinares de quem se atreva a tocar-lhes; mas são, simultâneamente, impunes e irresponsáveis, se forem para o túnel provocar desacatos ou até agredir jogadores e dirigentes. É isso que justifica que o Javi García, à vista de 50.000 pessoas no estádio e um milhão em casa, possa enfiar dois pontapés num adversário e continuar a jogar, enquanto espera pela decisão de um «sumaríssimo» que, na pior hipótese, o vai suspender por dois ou três jogos; mas o Hulk e o Sapunaru, que responderam a uma provocação num túnel e, no meio da confusão geral, terão dado respectivamente, um e dois murros num segurança, à vista de meia-dúzia de pessoas (e muito gostaria eu de saber como foi feita a prova…), esses, ficam preventivamente suspensos durante dois meses e depois levam 25 e 35 jogos de suspensão. Repito: quem permite isto não é a lei: é a interpretação que dela quis fazer o Justiçeiro. E que já se adivinhava desde o primeiro dia — bastando para tal ler o tom eufórico da imprensa desportiva lisboeta.
Porque isto é tão escandaloso, tão chocantemente evidente, julguei que, mesmo com as rivalidades e ódios exacerbados, quem quer que goste de futebol se indignaria. Mas, não: um tal Dr. Pragal Colaço, jurista, e um tal Araújo Pereira, humorista, ainda estranharam a benevolência e as «atenuantes» que o Dr. Ricardo Costa, compungidamente, enunciou. É assim, sem disfarce, que aspiram a ser campeões.
Tenho tanto orgulho em ser portista!»
Da (in)justiça
ALGUÉM descobriu que Shakespeare é o que é porque era capaz de atirar a alma para um corpo qualquer e de imediato possuir-lhe sentimentos, apanhar-lhe paixões, escrevê-los. Também acho. Talvez por isso tenham andado pela minha cabeça personagens suas, a cruzarem-se umas nas outras — enquanto o dr. Ricardo Costa falava, pomposo, na TV. Quando ele, altivo, desdramatizou os «35 dias úteis» da suspensão preventiva de Hulk e Sapunaru — e reafirmou que o processo até fora «célere e sem tempos mortos», lembrei-me da Violeta da Noite de Reis murmurar:
— Ele puxa pelo fio da verborreia até o pôr mais fino do que a fibra do seu argumento...
— Quando não pode a lei fazer justiça é legal impedir que seja injusta...
— Em questões da justiça qual é a causa ruim e impura que uma voz persuasiva não possa salvar?
Dois dias depois – percebi que continuava a haver futebol para lá de túneis e sofismas. Foi quando o FC Porto fez o que fez ao Braga, num jogo em que não jogou só no campo, jogou sobretudo na alma – começando logo a ganhá-lo nas palavras de Nuno Espírito Santo e nas lágrimas de Hulk...
Artigos surripiados do blog :http://portistaforever.blogspot.com/
Já passou...


Direivos?! Ai Jesus! - Ó homem, faz como o Vieira e pede ao outro que te escreva as coisas num papel...

