Populares Mês

Os defensores do pavão vermelho


Passada a brincadeira do 1º de Abril - funcionou como uma espécie de mini sondagem e deu para ficar a saber da sensibilidade dos adeptos portistas... -, a conclusão que se pode tirar é que, alguns, poucos, acham bem, outros, a maioria, nem pensar e que Paulo Bento já comprou duas casas, uma na Foz e outra em Espinho!... Mas o dia das mentiras já lá vai e é tempo de voltar à "luta" contra aqueles que, constantemente, se metem com o F.C.Porto - Foi também para isso que nasceu o "Dragão até à morte"...

Na Bola é um frenesim, eles multiplicam-se, atropelam-se, fazem fila...- Hoje é o meu dia de defender o Ricardo Costa? Grita o Neves. - É, avança...Ó Freteiro - desculpa ó Zé Manel, mas acho piada a essa do Freteiro... - junta a tua à voz do Neves. - E eu, quando me toca a mim? Pergunta o Guerra com aquela vozinha que Deus lhe deu. - Tu vais alinhar com o Bonzinho depois da Páscoa...

Patético, ridículo, mas não supreendente. A CD da Liga castiga Hulk com 23 jogos, castigo esse que o CJ da FPF reduz a 3. Naturalmente, o F.C.Porto reage perante tão grande injustiça, contra tão grande arbitrariedade, mas estes propagandistas, na ânsia que nada belisque os méritos do clube do regime, não fazem outra coisa senão defender o pavão vermelho, as suas decisões - espantoso, nunca lhe fizeram uma única crítica! - e atacar o F.C.Porto. São uns despudorados, uns sem vergonha, que se fosse ao contrário, tenho a certeza, desencadeariam uma guerra total, sem limites, contra as decisões do CD, colocariam tudo em causa e no mínimo diriam que o vencedor não tinha crédito, era o campeão do sistema...Não fizeram isso por muito menos, mesmo quando o F.C.Porto venceu a Taça UEFA e a C.League? Não apoiaram a tentativa, miserável, dos abutres da Luz, que, em 2008, queriam ir à Liga dos Campeões pela porta do cavalo? Claro que fizeram, fomos muito melhores, mas para estes "jornalistas" de sarjeta, havia sempre reticências a colocar aos triunfos do Dragão, ou era por isto, ou por aquilo, ou por aqueloutro, havia sempre qualquer coisa a manchar os triunfos do F.C.Porto. Esta gente, gente que faz um "jornalismo" faccioso, tendencioso, sectário, com a camisola do Benfica vestida, cachecol ao pescoço e bandeira na mão, não tem autoridade moral para criticar ninguém, muito menos o melhor clube português, uma Instituição Centenária, que tantos e tão relevantes serviços tem prestado ao desporto português e a Portugal. Esta gente, cheia de telhados de vidro, pensa que só porque a época tem corrido mal ao Dragão, pode cavalgar a onda do anti-portismo primário e fica sem resposta? Não, não pode. Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que lhes dá troco, há sempre alguém a por o nome aos bois, na mesma forma e no mesmo tom...mesmo que os meios sejam claramente desproporcionais.

Paulo Bento será o treinador do F.C.Porto na próxima época


Meus amigos, é com as lágrimas a caírem pela cara abaixo e a preparar o estômago para uma digestão difícil - vou ter de engolir um grande sapo -, que lhes anuncio, em primeiríssima mão, o treinador e a equipa técnica do F.C.Porto para a época 2010/2011.

Treinador:
Paulo Bento
Treinadores adjuntos: Pedro Emanuel e Leonel Pontes
Responsável pela parte física: João Aroso
Treinador dos guarda-redes: Wil Coort

Pinto da Costa na RTP:" Vou voltar a ganhar, não só cá, como lá fora "


Uma bela entrevista e um Pinto da Costa em muito boa forma, aquele que hoje vimos na Grande Entrevista. Anunciou a recandidatura, abordou todas as questões com uma grande frontalidade, foi esclarecedor, mostrou uma firmeza e uma convicção, que me leva a acreditar, que o ciclo vermelho vai durar apenas um ano... E vamos ter o Museu, que, não tenho dúvidas, será mais uma obra com a marca do Dragão.
De tudo o que foi dito, apenas uma pequena discordância e sobre Hulk: já o disse, repeti e isso para mim é claro, mesmo sem Hulk, tinhamos obrigação de fazer melhor, sem tirar a grande importância que o Incrível, um jogador de qualidade superior, tem na equipa do F.C.Porto.

Tinha pensado falar sobre a entrevista de Vieira, mas vi a gravação e não vale a pena. Não disse nada de novo, nada que mereça ser referenciado. Miguel Sousa Tavares pior, nitidamente pior, como entrevistador que Judite de Sousa...

Já sobre o Ricardo Speedy Gonzalez Costa é preciso dizer alguma coisa: foi um pavão vermelho irado, ressabiado, incapaz de esconder o incomodo, a frustração e a raiva que lhe causou a decisão do Conselho de Justiça. Foi um pavão vermelho na mesma linha de sempre, a fazer juz ao nome, pavoneando-se, elogiando o seu trabalho, as 40 páginas que pretenderam mostrar e defender uma tese que foi trucidada pelo orgão de recurso: os stewards não são intervenientes no jogo. Um justiceiro com uma lengalenga decalcada da conversa dos Freteiros/Recadeiros, Delgados, Guerras e afins, uma conversa que, como sempre, vai agradar apenas aos vermelhos e à sua máquina de propaganda, que o defendem e idolatram, o que não é de admirar, já que é a ele e em primeiro lugar que devem agradecer um título que está à mão de semear. Fica como resumo de toda a entrevista, a raiva já não disfarçada pelo F.C.Porto e por todos os que o servem... Pena que a jornalista Ana Lourenço, muito apagada, não o tenha confrontado com várias decisões que envolveram o Benfica, onde ele e os seus companheiros da CD, ao contrário do que aconteceu em relação ao F.C.Porto, teve sempre mão branda: túnel do Bessa; túnel da Luz, no Benfica-Nacional; castigos; invasão de campo pelo diabo vermelho; comportamento da claque ilegalizada; etc., etc.

Miguel Sousa Tavares, António Simões e uma rola que sonha substituir a águia



«1- Muito raras vezes vi um jogador de futebol fazer um percurso tão extraordinário quanto Bruno Alves. Quando, há uns anos, o então inofensivo Benfica quebrou um jejum de largos anos e ganhou no Dragão por 2-0, Bruno Alves estava praticamente a ensaiar os seus primeiros passos no FC Porto e a sua prestação foi má demais: teve culpas num golo, ofereceu outro e acabou expulso depois de agredir Nuno Gomes, num acesso de descontrolo. Achei então que não havia futuro para ele no FC Porto. Mas — e com Jesualdo Ferreira — ele soube contrariar um destino que parecia traçado: em dois ou três anos, transformou-se num dos melhores centrais do mundo. É inigualável em poder de impulsão e jogo aéreo, inultrapassável em entrega ao jogo e atitude competitiva, e brilhante na ocupação do espaço que defende e na leitura da construção do jogo de trás para a frente. É verdade que muitas vezes se excede na forma como entra às jogadas e aos adversários, mas só quem nunca jogou futebol e nada entende do jogo pode confundir isso com violência ou anti-jogo. Muitos outros que aí estão, bem menos exuberantes e generosos na entrega ao jogo, procuram, não a bola, mas as canelas dos adversários, à socapa, disfarçadamente, cobardemente — mas magoando e deixando mossas. Ele, não: nunca partiu a perna a um adversário (o Mossoró ou o Anderson que o digam…), nunca remeteu alguém para o estaleiro e passa jogos inteiros (que ninguém repara) sem cometer uma única falta. Sim, tem mau feitio a jogar — mas nisto, como em tudo o resto, eu prefiro mil vezes as pessoas com mau feitio e bom carácter do que o oposto. Também John McEnroe, que foi o maior tenista de todos os tempos, tinha mau feitio e era perseguido pela imprensa politicamente correcta — que hoje o venera como comentador e lenda viva do ténis que valia a pena ver.

As virgens pudicas que por aí proliferam quiseram, uma vez mais, crucificar Bruno Alves pela sua actuação no Algarve. Eu vi e revi os tão citados quatro lances em que dizem que ele deveria ter sido expulso e em nenhum deles vi jogo subterrâneo e sujo, vontade deliberada de aleijar o adversário (excepto, no ultimo, uma tentativa de intimidação). Vi, sim, excesso de atitude e de entrega, raiva pelo decurso do jogo. Reacções condenáveis e decerto puníveis, mas não mais do que isso. Não mais do que o desespero de um vencedor perante a derrota, como quando apontou para o emblema do clube e mostrou os quatro dedos, um por cada campeonato que ele e os seus companheiros conquistaram — e que deveriam merecer mais respeito das indignadas virgens. Primeiro, diziam que ele já não se entregava à defesa da camisola que veste porque o clube o não deixou sair; mas depois, e afinal, é de excesso de entrega que é acusado. Mas em Junho próximo, quando ele estiver vestido com as cores da Selecção, o País vai torcer para que Bruno Alves seja igual a si próprio e para que todos os outros se entreguem ao jogo como ele. E se, depois do Mundial e como tantos desejam, ele sair mesmo para o estrangeiro, aí vira herói nacional e a mesma imprensa que agora o massacra vai passar a idolatrá-lo. Tão certo como eu me chamar Miguel. Força, Bruno, não se preocupe: ao contrário do que possa parecer, as vozes de virgens não chegam ao céu.

2- Numa noite cinzenta e chuvosa de Novembro de 2003, assisti ao vivo à inauguração do Estádio do Dragão e ao baptismo no futebol sénior de um miúdo argentino de 17 anos, chamado Lionel Messi, que nessa noite se estreou pelo Barcelona. Dois anos e meio depois, na antevisão do Mundial da Alemanha e respondendo a um inquérito da A Bola junto dos seus colunistas sobre quem iria ser o melhor jogador do Mundial, eu respondi Lionel Messi. Mas o seleccionador argentino não comungava do meu entusiasmo e deixou Messi sentado no banco, até a Argentina ser enviada para casa, sem honra nem glória. Em 2009, no auge da Ronaldofobia, atrevi-me a escrever aqui um texto ao arrepio da histeria patriótico-futebolística herdada do consulado de Scolari, dizendo que, perdoassem-me pelo crime de lesa-pátria, mas, apesar de achar que Cristiano Ronaldo era, indiscutivelmente, um fora-de-série, para mim, o melhor jogador do mundo chamava-se… Lionel Messi. Com um ano de atraso, finalmente, lá vi os crânios que entendem disto concordarem comigo. Foi preciso que Messi tenha marcado um «golo à Maradona» e que tenha ganho a Liga dos Campeões — porque parece que não pode haver títulos individuais sem títulos colectivos, o que julgo bastante redutor (foi assim que o banal Canavarro conseguiu ser eleito o melhor do mundo em 2007, só por ter sido campeão do mundo pela Itália).

Agora, que Messi assinou um segundo «golo à Maradona» e dois hat-tricks seguidos na Liga espanhola, intervalados por dois golos num jogo da Liga dos Campeões, discute-se se ele não será mesmo o melhor jogador de todos os tempos. Tem apenas 24 anos e muito tempo para manter viva a discussão. Mas, se é preciso responder já à pergunta, a minha resposta é que provavelmente sim. O melhor jogador que eu alguma vez vi jogar, o mais completo, o mais genial e regular na sua generalidade, foi Johan Cruyff. Maradona era mais espectacular, mas menos eficaz, Pelé e Eusébio mais instinto e talento bruto, mas menos inteligência de jogo. Mas, se pensarmos em como os espaços eram maiores, o ritmo mais lento e as marcações menos impiedosas, talvez nenhum deles conseguisse fazer o que Messi hoje faz. Ele integra-se no jogo a uma velocidade instantânea, que os defesas não conseguem acompanhar, e é capaz de decidir, em cada instante, se joga para a equipa ou se joga sozinho, direito ao golo. E, quando opta pela solidão e pela investida direito à baliza adversária, quando tira partido de cada centímetro vago e de cada subtil desequilíbrio do defesa à sua frente, o pequeno Messi cresce à dimensão de um dançarino de tango no bairro de Palermo, Buenos Aires. Parece empurrado pelos deuses, senhor de um destino que ninguém, nem ele mesmo, consegue já travar. Na verdade, não sei se algum dia voltaremos a ver um jogador como ele. Deus proteja Lionel Messi!

3- Ouvi o António-Pedro Vasconcelos falar do «começo do hooliganismo» a propósito dos incidentes com os Super Dragões no Algarve. Deve estar a brincar: se há algum marco histórico para isso, o hooliganismo por cá começou quando um adepto do Benfica matou um do Sporting numa final da Taça, lançando um very-light direito à claque sportinguista. Continuou quando uma das claques benfiquistas foi buscar o material armazenado no Estádio da Luz e invadiu um autocarro com a equipa de hóquei em patins do FC Porto lá dentro, agredindo os jogadores com bastões e tacos de basebol e deixando um jogador em coma. E continuou ainda quando dois adeptos sportinguistas morreram quando desabou um varandim de Alvalade onde estavam a apedrejar o autocarro do FC Porto — continuando depois a apedrejar o médico do FC Porto que assistia os adeptos sportinguistas caídos no chão. Ou quando o carro do presidente do FC Porto e o autocarro do clube foram emboscados e apedrejados há poucas semanas, num viaduto da A-5, a caminho do Estoril, para um jogo da Taça da Liga. Por onde tem andado o António-Pedro?

4- O «jogo do título» foi previsivelmente táctico e fraco do ponto de vista futebolístico. Ganhou a única das duas equipas que tem cultura de futebol de ataque — e, sem atacar, dificilmente se voa até ao topo. O melhor de tudo foi, de longe, a arbitragem de Pedro Proença e os seus auxiliares: firme mas tranquila, isenta, personalizada, sem alardes. Um único senão: a falta de um amarelo a Di María, por tantas e tão impudicas simulações de faltas e agressões, iniciadas logo aos 4 minutos.

5-Hulk voltou em grande estilo: um golo e três assistências para golo — a última das quais anulada sem motivo sequer aparente (e já lá vão quatro golos limpinhos anulados ao Falcão — assim é difícil ganhar a Bola de Prata!).

Já disse, e não volto atrás, que seria injusto e até pouco sério especular sobre o que teria sido o campeonato se o dr. Ricardo Costa não tem resolvido ser parte decisiva nele: o melhor futebol visto ao longo do ano foi do Benfica e ponto final. Mas não posso deixar de dizer que acho simplesmente indecoroso que tantos arautos da «verdade desportiva» tenham gasto tanta energia e tanta inteligência a tentar convencer-nos que um pontapé no traseiro de um steward infiltrado no túnel da Luz, como agente provocador, merecesse quatro meses de suspensão daquele que é (para quem gosta de futebol…) um dos jogadores emocionantes do nosso tão pouco emocionante campeonato. Espero voltar ao tema em breve, mas, por ora, só queria registar isto: a prestação de Hulk no Restelo foi a única coisa que correu mal ao Benfica, no fim-de-semana passado. Agradeçam ao dr. Ricardo Costa.»

Do poeta morto
, por António Simões

«Meu caro Hulk:
OI! Você me conhece, sou Carlos Drummond de Andrade, o poeta. Não estranhe: mesmo morto continuo vendo futebol. Deixe que conte um troço para você: uma noite, entre o fio de cachaça e a nuvem de fumo, amigo meu me revelou, torcido:
– Tenho remorso antigo. Quando era garoto, adorava futebol de botão. Um dia, acabei com os botões do quarto de costura de mamãe, e não havia outros em casa. Fui ao guarda-roupa de vovô e saqueei-o. Coitado, o velhinho vivia na cadeira de rodas, e praticamente só usava pijama. No dia em que ele morreu, a família ficou atrapalhada para vestir-lhe um terno escuro: estava tudo sem botão...

É, eu sei que houve gente aí que andou fazendo de você botão, agarrado não para jogar – mas para esconder, estragar, queimar talvez. (E acho que não tem remorso, não...) Por isso, quando, domingo, o vi, vibrando louco com aquele gol, sabe que pensei?:
– O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer...

Esse seu gol foi gol como só Pelé fazia, acredite – contra o destino e a revolta, um desses lances que levam vocês, os jogadores de bola, para lá da humanidade. Pois é, ainda estava com aquela sua festa em Belém nos olhos - e um cara aqui, lembrou que fui eu que descobri que no futebol a imparcialidade do juíz é uma virtude que desejaríamos se voltasse para o nosso lado. Percebi a insinuação dele, rebati: não tem nada a ver. E não. E lembrei de lhe escrever – para dizer que seu gol não foi o ponto mágico onde há-de começar tudo a nascer do perdido, lentamente - foi a prova de que crime mesmo é deixar alguém como você fora da grama sem dar para nós sua poesia. Quem ganhou com seu drama? Não sei - nem importa. Quem perdeu, isso sei - foi o futebol. (Ah! Pecou? Tinha de pagar! Mas justo era pagar em dinheiro, jogando, né?! Fala isso aí...)»

Meus caros, vocês até poderão perguntar: o que faz uma rola no meio de dois excelentes artigos? Faz-nos perguntar, como é possível, um jornal desportivo dito portista, o Jogo, ter como "analista" de assuntos de arbitragem, uma rola que sonha substituir a águia, como atracção na catedral da cerveja, ou como diz o povo portista, no galinheiro.

Para ler o que diz o Rola, basta clicar nas imagens.

Agradeço à Ana Ferreira, dos blogs: http://luacintilante.blogspot.com/ e http://portistaforever.blogspot.com/ a colaboração.

Força F.C.Porto, eles têm de pagar...


«A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD vem comunicar, nos termos e para os efeitos do art. 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, e na sequência do comunicado do dia 29 de Março informando da notificação do Acórdão proferido pela Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), relativo ao processo disciplinar instaurado ao seu jogador profissional Givanildo Vieira de Sousa (“Hulk”), tendo sido sancionado numa pena de suspensão por 4 meses e multa de 2.250€, ter o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, reduzido esta sanção para três jogos e uma multa de 2.500.

Mais se informa que o Conselho de Administração deu as instruções necessárias para o Departamento Jurídico promover o ressarcimento dos danos, patrimoniais e não patrimoniais, sofridos.

O Conselho de Administração Porto, 29 de Março de 2010.»

- É isso mesmo, força Porto, eles têm de pagar tudo e até ao último cêntimo...

Já sobre as notícias, falsas, caluniosas, difamatórias, que o rolo de papel higiénico, usado, do grupo Cofina, trouxe à estampa e que o Rui seboso utilizou para agradar ao "dono", espero que os membros do CJ e a direcção da FPF, não fiquem apenas pelo comunicado que podem ler em baixo e os levem, também, a sentar o cú no mocho.

«Comunicado do CJ
Domingo , 28 Março 2010


Na sequência de um texto publicado no Correio da Manhã de domingo, dia 28 de Março, assinado pelo jornalista Octávio Lopes, com o título “Vice do CJ altera decisão sobre Hulk”, vêm os membros do Conselho de Justiça (CJ) da FPF emitir o seguinte comunicado:

1 - É falso que o Sr. Juiz Conselheiro Jubilado, Dionísio Alves Correia, tenha alguma vez dito que era impossível não entender os “stewards” como intervenientes no jogo com acesso ao recinto desportivo.

2 - É falso que alguma vez tenha dito que “iria rejeitar todas as pretensões do FC Porto”.

3 - É, aliás, falso que tenha falado sobre este processo fora do restrito âmbito do Conselho de Justiça.

4 - Noutra mentira dada à estampa por Octávio Lopes diz-se que o Sr. Juiz Conselheiro Jubilado António de Sousa Lamas é “visto frequentemente na tribuna presidencial do Dragão com cachecol do Futebol Clube do Porto”. Ora, o Dr. Sousa Lamas entrou pela primeira e única vez no Estádio do FC Porto no dia 28 de Março de 2009 para ver, acompanhado de todos os outros membros do Conselho de Justiça, o jogo Portugal – Suécia a contar para a fase de qualificação do Mundial 2010 sem que tenha levado, como é óbvio, qualquer símbolo clubístico.

5 - Os membros do CJ reiteram, ainda, o carácter unânime da decisão que mereceu análise cuidada de todos, como acontece em qualquer caso sobre o qual tenham que decidir, pelo que é absolutamente falsa a afirmação de que Alexandra Pessanha, Maria Dulce Ferreira e Sarmento Botelhoestivessem contra a equiparação dos "stewards" a espectadores. É igualmente falso que exista ou alguma vez tenha existido um pacto de apoio de todos os conselheiros a qualquer decisão CJ, que sempre decidiu e decidirá com salvaguarda da total independência de cada um dos seus membros.

6 - O CJ entende que o exercício das suas funções deve primar pela seriedade, imparcialidade, rigor e reserva de intervenções públicas mas o teor do texto panfletário divulgado pelo Correio da Manhã é de tal forma inquinado que tem que merecer o mais veemente repúdio e categórico desmentido.

7 - O Conselho de Justiça lamenta que alguma comunicação social se deixe manipular ao sabor de interesses aos quais é absolutamente alheio. Não está em causa o respeito que merece a função dos “media” na sociedade mas os membros do CJ têm o direito, como qualquer cidadão, de exigir rigor e seriedade no tratamento das matérias publicadas.

8 – São e devem ser raras as intervenções públicas deste órgão jurisdicional mas os membros do CJ fazem questão de deixar claro que não são pressionáveis e que, até ao fim do período a que se propuseram, continuarão a cumprir o seu dever de julgar com rigor e imparcialidade, tendo sempre a consciência tranquila de quem decide com base na melhor das suas capacidades e no que julgam ser o melhor entendimento dos regulamentos, da Lei e do Direito.»

C.F. os Belenenses 0 - F.C.Porto 3. Regresso da Hulkmania


No regresso do injustiçado, o F.C.Porto conseguiu uma vitória natural, tranquila, sem discussão, numa exibição que não foi brilhante, muito longe disso, mas teve períodos razoáveis, principalmente quando o protagonista era Hulk. Depois de uma vitória em Vila do Conde, para a Taça, que nos colocou com pé e meio no Jamor, agora mais uma vitória que permite encurtar distâncias para o segundo lugar e acalentar esperanças na luta por um lugar na Champions. É pouco, estamos habituados a muito mais, mas nesta altura temos de ser realistas e fazer tudo de maneira que, se esse objectivo não for conseguido, não seja por não termos feito a nossa obrigação.

Frente a um Belenenses fraquinho, tenrinho, com a moral pelas ruas da amargura, quase condenado e que nos faz questionar, como foi possível esta equipa nos ter "roubado" 2 pontos no Dragão e nos levar a um prolongamento no jogo da Taça da Portugal, o F.C.Porto manteve a mesma base que vençeu a equipa vilacondense, apenas com três alterações: Helton no lugar de Beto, M.Lopes no lugar de Fucile e Hulk em vez de Belluschi. E foi um Porto para pior do que aquele que derrotou o Rio Ave, um Porto como quase sempre esta época: ritmo lento, pouca criatividade, pouca intensidade, meio-campo que aparece pouco na frente, pouca ligação, algumas desconcentrações, que hoje deu para vencer, mas nos próximos jogos, que terão um grau de dificuldade muito superior, não sei se chegará. Fica o aviso.

Como já disse, o melhor deste jogo foi Hulk, que, mesmo depois de uma longa paragem e acusando, naturalmente, falta de competição, foi o responsável pelo que de melhor o Tetracampeão fez esta noite. O nº12 portista, correu, marcou - e que golo! - assistiu, não se agarrou muito à bola e melhor que tudo, não discutiu, mesmo quando as decisões do árbitro, foram de bradar aos céus - mais um golo mal invalidado a Falcao, já é o quarto. Assim o paraguaio ganha o bola-de-prata, pudera!... Depois dele, gostei de Álvaro Pereira, Fernando - tirando uma ou outra falta, sem necessidade -, de Falcao - embora o cansaço, que se nota, o leve a agarrar-se de mais à bola - de Ruben Micael e de Guarín - só na segunda-parte. Gostei menos dos centrais - estiveram melhor a atacar que a defender, o que não os abona -, de Meireles - nitidamente sem força -, de Helton - teve algumas desconcentrações que não pode repetir -, de Miguel Lopes - faz coisas que às vezes custam caro -, de Belluschi - entrou mal e ainda ficou pior depois da bolada que apanhou - e Valeri - apesar de só ter jogado 5 minutos...

Nota final: não vou entrar na onda da discussão especulativa, se com Hulk estariamos mais à frente ou mais atrás, se com ele tinhamos menos pontos ou mais, até porque como já disse, a falta de Hulk não justifica tudo. Isso agora não interessa, já não adianta, é assunto para ser tratado por quem de direito e só espero que quem tão mal nos tratou, tanto nos prejudicou, pague, mas pague tudo o que tem de pagar.

Goals + Interview Hulk

Freekicker | MySpace Video

Pinto da Costa resolve falar e é um corrupio...


É espantoso, o Homem, Jorge Nuno Lima Pinto da Costa, o tal que, dizem alguns, está acabado, já não é o que era, já não manda nada, etc., tem estado calado, mas resolve falar - terça-feira, depois do Telejornal, na RTP 1 - e é um corrupio, um ver se te avias...O pavão vermelho, comissário ao serviço do Benfica, na CD da Liga, fala na terça-feira, às 22 horas, na SIC Notícias... Antes, na SIC generalista e excepcionalmente na terça-feira - costuma ser na segunda... -, no Sinais de Fogo, Miguel Sousa Tavares entrevista Vieira, o populista, trauliteiro e demagogo presidente do clube do regime. E aqui, chegou-me aos ouvidos - vendo-a como a comprei - que o jornalista que tem o bom gosto de ser portista, já está a tirar um curso intensivo, no sentido de perceber o português, sempre muito bem elaborado e erudito do presidente do SLB...- Não se riam...estou a falar a sério!

C.F. os Belenenses - F.C.Porto. Capitalizar o factor Hulk


Enquanto fora do campo os juristas tratam das coisas, de forma que aqueles que tantos danos causaram ao F.C.Porto e aos seus profisionais, não fiquem impunes, dentro do campo o Tetracampeão viaja até Belém, onde o espera uma equipa abaixo da linha de água, em situação muito difícil e que joga em cada partida a possibilidade de se manter no primeiro escalão do futebol português. Depois de Vila do Conde, boa vitória e exibição, que não sendo brilhante, foi acima das expectativas, só resta ao F.C.Porto continuar nesse caminho, ganhar, ganhar e continuar a ganhar, de forma que o final de época seja mais de acordo com as responsabilidades de uma equipa, que, mesmo com todas as atenuantes conhecidas, ficou muito aquém do perspectivado. Isso é indiscutível, está assumido, diagnosticado e com as terapias preparadas, para que no futuro próximo não volte a acontecer. Regressa Hulk e com ele regressa mais uma solução, que espero, seja rentabilizada duplamente: pelo seu valor como jogador e no aspecto psicológico. Que a injustiça de que foi vítima funcione como um grito de revolta e sirva para mostrar em campo, que com Hulk, somos muito mais fortes...

O árbitro é Paulo Baptista, auxiliado por José Braga e João Pedro Ferreira.

Convocados do F.C.Porto:

Guarda-redes: Helton e Beto;
Defesas: Bruno Alves, Rolando, Alvaro Pereira, Fucile, Maicon, D.Addy e Miguel Lopes;
Médios: Guarín, Belluschi, Fernando, Valeri, Ruben Micael e Raúl Meireles.
Avançados: Falcao, Hulk, Farías e Orlando Sá.

Equipa provável: Helton, Fucile, Rolando, Bruno e Álvaro, Fernando, Meireles, Rúben e Belluschi, Hulk e Falcao.

PS - O pasquim da Queimada, que é mais pró-Benfica que o próprio jornal do Benfica, resolveu fazer uma sondagem online com a seguinte pergunta: «F.C.Porto merece ser indemnizado pelo castigo de Hulk?» As respostas foram: sim - 34%; não - 64%. Extraordinário, surpreendente, não? Não há dúvida, esta gentinha perdeu completamente a noção do ridículo, são patéticos, tornaram-se alvo de chacota, mas devem gostar...Quo vadis, Kasparov?

Assembleia Geral do F.C.Porto


Ontem, como sempre e desde há muitos anos - só falto quando me é manifestamente impossível ir -, fui à Assembleia Geral do F.C.Porto. Para além das razões que têm a ver com o facto, de ali, ser o local indicado para discutir os problemas do clube e essa ser a obrigação de qualquer associado, confesso, tive a vaga esperança de ver aparecerem lá, aqueles que por aí, são muito rápidos nas críticas, aqueles que dizem: "O F.C.Porto bateu no fundo"; "Pinto da Costa é uma figura com pés de barro"; "Continuamos a dar carta branca a Pinto da Costa e aos seus lacaios"; "somos administrados por ladrões"; "Obrigado presidente, mas por favor saia que a velhice não perdoa"; etc., etc. Mas esta gente não apareceu, ficou em casa, atrás do computador, a dar lições de retórica sobre o F.C.Porto, como grandes iluminados, uma espécie rara de gente, que nunca se engana e raramente tem dúvidas. Uns, portistas da net e da blogosfera, que têm soluções para tudo, mas não têm coragem para nada. Outros falam, falam, falam, questionam tudo e todos, criticam tudo e todos, mas nunca aparecem, seja no Dragão, seja no Dragão Caixa, seja nas A.Gerais e até já nem digo, que nunca aparecem por esses campos onde joga o F.C.Porto. É, meus caros, como diz um amigo meu: "deixa lá, não ligues, é o novo portismo, o portismo Jet 8"

Voltando à Assembleia Geral, uma sala bem composta de associados, com gente jovem, alguns que apareceram pela 1ª vez - amigos que conheci através destas andanças na blogosfera e são dos que estão em todas, esses sim, gente que tem autoridade para falar... -, ouviram o Dr. Fernando Gomes apresentar e defender em nome da Direcção o Relatório e Contas que foi, pasme-se!, aprovado por unanimidade. Na meia-hora para tratar de assuntos de interesse do clube, várias intervenções que convergiram em dois sentidos: repúdio pela forma como o F.C.Porto tem sido tratado na C.D.da Liga e pelo mau momento da equipa de futebol. Respondeu o Presidente, que agradeceu a confiança dos associados, as questões colocadas e em resposta a um associado de nome Hugo, que colocou perguntas pertinentes, disse e cito de cor: "Hugo, para o ano, não sei quem aqui estará, mas podes ter a certeza que será uma grande equipa, uma equipa à Porto". - Para mim, Sr.Presidente, chega. Eu confio, eu acredito, não por seguidismo, não por falta de coragem para criticar, não por achar que está tudo bem e nada deverá ser alterado, mas porque tenho a convicção, absoluta, que tal como no passado e sempre que as coisas não correram bem, o Senhor saberá dar a volta e voltar a colocar o F.C.Porto no caminho certo. A A.Geral terminou com o discurso, como quase sempre, brilhante de Sardoeira Pinto, o sócio nº15!!!, que brevemente fará 75 anos de filiação ao clube.

O portismo não se apregoa, pratica-se.

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