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Comissão para a justiça desportiva



«Governo cria Comissão para a Justiça Desportiva
O Secretário de Estado da Justiça, João Correia, e o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, presidiram hoje, dia 6 de Setembro, às 12 horas, à cerimónia de constituição da Comissão para a Justiça Desportiva. A iniciativa teve lugar no auditório do Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça (IGFIJ), no Campus de Justiça, em Lisboa.

Esta Comissão tem como objectivo primordial promover uma adequada conexão entre a justiça e o desporto e terá como tarefa a formulação de propostas de diplomas legais com vista a uma justiça desportiva especializada, uniformizada e simultaneamente mais célere e segura. Esta medida vai ainda de encontro a uma das premissas do programa do Governo, que prevê a simplificação e desburocratização da justiça, em nome do serviço público, do reforço dos valores da ética, da transparência, da legalidade e da equidade.

A Comissão é presidida pelo Juiz Conselheiro José Manuel Cardoso da Costa, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e composta por professores universitários e juristas de reconhecido mérito e elevado prestígio na justiça portuguesa.»

Discurso do Secretário de Estado da Justiça, Dr. João Correia
"Em Portugal, como em qualquer outro Estado de direito, uma justiça
uniforme, especializada, célere e efectiva, deve assumir-se como um pilar
fundamental da organização social.
A simplificação e desburocratização da justiça, em busca de uma maior
celeridade processual e de uma decisão mais uniformizada e especializada, traduzemse,
essencialmente, na criação de vias alternativas de resolução de litígios.
Por outro lado, a função social e educativa do fenómeno desportivo nos dias
que correm, bem como a sua vertente económica, exigem maior atenção aos valores
da ética, da transparência, da legalidade e sobretudo da especialização.
A justiça no desporto necessita, então, de uma maior aproximação e
adequação à sua dimensão social, indo necessariamente ao encontro do princípio da
auto-regulação, sem colocar em causa o princípio da ordem pública ou qualquer
outro princípio constitucional.
Na verdade, a justiça desportiva não pode ser associada à ausência de
soluções capazes de nos colocar perante um quadro transparente, organizado e
responsabilizado na resolução de conflitos desportivos.
Há que densificar o conceito “justiça desportiva” com a ideia de alcançar um
complexo de órgãos jurisdicionais, hierarquizados e coerentemente harmonizados
com competência material para interpretar e aplicar as normas legais, regulamentares
e convencionais oriundas do direito substantivo.
Desta forma, compete ao Governo colaborar com as instituições desportivas
na procura de soluções capazes de tornar a justiça mais enquadrada com o contexto
social do desporto, nomeadamente com as especificidades inerentes à prática
desportiva, harmonizando a interpenetração de competências jurisdicionais,
nacionais e supranacionais, públicas, semi-púbicas e privadas, formais e informais,
arbitrais e judiciais.
A Comissão agora constituída, composta por figuras de reconhecido mérito e
elevado prestígio, tem pela frente questões e tarefas de enorme complexidade como,
por exemplo:
- A clara identificação e consequente distinção dos conflitos emergentes da
prática desportiva, ou seja, da interpretação e aplicação das leis do jogo, face às
demais situações que determinam a aplicação do complexo normativo oriundo do
ordenamento legal, regulamentar e convencional do foro desportivo;
- A separação dos conflitos arbitráveis dos insusceptíveis de resolução por
via arbitral;
- A criação de um tribunal arbitral necessário para a resolução de todos os
conflitos arbitráveis e que não colidam com a competência exclusiva dos órgãos
jurisdicionais desportivos competentes para dirimirem as questões estritamente
desportivas, ou seja um verdadeiro tribunal de competência genérica para os
conflitos desportivos, composto por uma equipa de árbitros imparciais,
competentes, com experiência de longos anos no mundo do desporto.
- Um criterioso modelo de selecção dos juízes árbitros que integrarão o
tribunal;
- A escolha do direito adjectivo, que inclui em concreto as regras do processo
a aplicar aos casos submetidos ao tribunal arbitral;
- A harmonização dos vários ordenamentos legais que se cruzam com a
actividade desportiva;
Pelo exposto, a criação desta comissão é um acto de coragem por parte do
Governo Português, com o objectivo de promover a tão desejada conexão entre a
justiça e o desporto e encarregada de elaborar um ou vários diplomas legais que irão
dar corpo ao Tribunal Arbitral do Desporto.
Este é um enorme passo no sentido de se alcançar uma justiça desportiva
transparente, especializada, uniformizada e simultaneamente mais célere e segura.
À imagem do sucedido no plano internacional, tenho a certeza de que o
Tribunal Arbitral do Desporto será um sucesso, saudado por toda a comunidade
jurídica e desportiva.
Bem hajam, pois, os membros da comissão que, também por acto de civismo
e coragem, aceitaram o desafio do Governo."

Palavras do Presidente da Comissão
Prof. José Manuel M. Cardoso da Costa
«Senhor Secretário de Estado da Justiça
Senhor Secretário de Estado da Juventude e do Desporto
Acabam V. Exas. de formalizar a constituição da Comissão para a Justiça Desportiva e de investir os respectivos membros no exercício da sua missão. E tendo-me V. Exas. cometido a honra de me designar para presidir à mesma Comissão, cabe-me desde logo o encargo de dizer neste acto algumas palavras.
Palavras que serão tão breves e que – pese mais uma vez o lugar-comum – não deverão nem poderão ser, neste momento, mais do que palavras de circunstância.
1. Há muito que a questão da justiça desportiva vem sendo entre nós objecto de discussão e de controvérsia. Não raro, e mesmo as mais das vezes, surge tal controvérsia a propósito de situações e casos concretos, cujas vicissitudes e cujas soluções dividem os interessados e os observadores e comentadores externos, dão azo a acaloradas paixões e encontram, no espaço público, enorme e intensa expressão mediática. O fenómeno não é de hoje, mas dele tem havido, nos últimos anos, abundantes e frequentes exemplos.
Têm essas situações contribuído, segura e determinantemente, para que, sobretudo no domínio desportivo, mas também no domínio jurídico, venha questionando-se, mais generalizadamente, o modelo organizatório vigente da justiça desportiva e os termos efectivos do seu funcionamento. A questão é, de resto, pertinente – mesmo para além do circunstancialismo ocasional em que tem aparecido envolvida. E, em torno dela, não têm faltado, sejam alvitres e sugestões e meritórios contributos doutrinários para o seu reequacionamento, sejam mesmo algumas iniciativas institucionais. (Entre estas não
gostaria de deixar de destacar a que, há algum tempo, tomou o Comité Olímpico de Portugal, e em que tive o aprazimento de participar, tendente à criação de um centro institucionalizado de arbitragem desportiva no espaço que o actual quadro legal possibilitasse.)
2. É, pois, neste contexto, que o Governo chamou a si a iniciativa de promover um amplo estudo e uma desenvolvida reflexão sobre o tema, que possa conduzir à formulação de propostas de revisão do actual enquadramento da justiça desportiva. Trata-se – como se lê no despacho cuja leitura ouvimos – de alcançar “uma justiça desportiva especializada, uniformizada, e simultaneamente, mais célere e segura”. É a tarefa de proceder a tal reflexão e de adiantar as propostas de solução legislativa que venha a julgar adequadas que ora se comete à Comissão que acaba de ser empossada.
Correndo o risco de alguma presunção e deselegância, não devo deixar de sublinhar a extensão, o relevo, e o melindre da tarefa.
Extensão e relevo da tarefa, porquanto são múltiplas as áreas ou domínios jurídicos que interferem com o fenómeno desportivo – do direito administrativo ao direito laboral, do direito civil e comercial ao direito sancionatório (incluindo, eventualmente, o próprio direito penal), para não falar já dos domínios mais imediatos do direito processual e do direito judiciário. Ora, creio que nenhum destes aspectos poderá deixar de vir à baila e de ser considerado – uns mais extensa ou intensamente, outros menos – no trabalho da Comissão.
Mas, sobretudo, melindre da tarefa, porquanto do que se trata é de encontrar soluções institucionais adequadas num domínio de fronteira, como é aquele que se situa na interconexão e mesmo na concorrência entre dois ordenamentos – o ordenamento da própria organização desportiva, expressão da autonomia específica do desporto e daquilo que o caracteriza como uma singular actividade humana (autonomia essa, de resto e como se sabe, insistente e avaramente reclamada pelas correspondentes instâncias internacionais); e o ordenamento estadual – o ordenamento de um Estado que há muito, e por razões múltiplas conhecidas, deixou de poder ser indiferente ao desporto, e um Estado que não pode demitir-se da tarefa de propiciar e garantir a resolução jurisdicional dos conflitos que se suscitem no espaço da sua soberania, em qualquer área da actividade humana e social não indiferente ao seu direito. Ora, num domínio de fronteira como este, não há soluções fáceis, e, por ventura, não há mesmo soluções sem compromisso.
3. Como quer que seja, nada me cumpre nem evidentemente poderei adiantar agora sobre as soluções a que a Comissão venha a chegar, seja em termos de reformulação, seja em termos de completamento do quadro geral vigente. O que neste momento posso e devo asseverar é que, no desempenho da tarefa que acaba de lhes ser acometida, os membros da Comissão porão a melhor da sua competência e todo o seu empenho, em ordem a dá-la por cumprida em tempo côngruo. É neste compromisso que, em nome de todos, agradeço a V. Exas., Senhores Secretários de Estado, a confiança que em nós depositaram.»

Comissão para a Justiça Desportiva
Presidente da Comissão, Dr. José Manuel Cardoso da Costa,
Juiz Conselheiro e Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Dr. Júlio Manuel Vieira Gomes, Professor Associado da Escola de Direito no Porto da Universidade Católica do Porto
Dr. João Carlos Conceição Leal Amado, Professor Auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Dr. Alexandre Miguel Mestre, Advogado
Dr. Rui Botica Santos Advogado
Dr. José Luís Pereira Seixas Advogado
Dr. Luís Paulo Relógio, Advogado
Dr. Miguel Nogueira de Brito, Advogado e Professor Auxiliar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Dr. Pedro António Pimenta da Costa Gonçalves, Professor Auxiliar na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra

O meu comentário:
acho a ideia óptima, mas atendendo aos personagens que criaram esta comissão, João Correia - lembram-se quem é? Não, então vejam aqui: Vieira, a ética da promiscuidade - e Laurentino Dias, estou muito curioso sobre o que vai sair dali...

O "desanimado" volta a atacar e Jesualdo vai ficar calado?


Fiquei hoje a saber, pela pena do "desanimado", que durante 4 anos, os anos que esteve ao serviço do F.C.Porto, Jesualdo não foi um cidadão de plenos direitos... Espero que o Professor de Mirandela, não permita, pelo silêncio, que façam dele, nos tempos que esteve ao serviço do clube da Invicta, uma espécie de pau mandado, sem vontade própria, capaz de fazer e dizer coisas contra a sua vontade, contra a sua consciência, enfim, não foi um cidadão de plenos direitos! Seria muito mau que isso acontecesse... Jesualdo, aqui, no "Dragão até à morte", sempre foi respeitado, como profissional e como homem - mesmo que o autor do blog nunca tenha pertencido ao seu clube de fãs...-, mas já não tinha gostado nada que o Professor, que deixou de ir a várias conferências de imprensa, de antevisão dos jogos, por causa do Pasquim da Queimada, escolhesse precisamente esse Pasquim, para a primeira grande entrevista, depois de sair do F.C.Porto. Pareceu-me de mau tom... mas, mesmo tendo publicado a entrevista, não me "estiquei" nos considerandos, embora ainda hesitasse, sobre aquilo, que a certa altura da entrevista - ... também tenho a minha árvore para descascar -, me pareceu uma ameaça velada... Agora, depois de ler o "desanimado", só espero que no futuro, o actual treinador do Málaga, por acção ou por omissão, não permita ser usado como arma de arremesso contra o F.C.Porto, por parte deste e de outros "desanimados", vermelhos encardidos e anti-portistas primários. Lá se ia o respeito pelo homem e pelo profissional...

Valeu malta!



Quem dá o que tem, a mais não é obrigado e vocês deram tudo. O sonho da Champions terminou, por este ano, mas a vida continua e há mais coisas para ganhar...

Aos adeptos, principalmente aos que estiveram no Dragãozinho, os três dias, uma palavra de parabéns, vocês também deram tudo e não foi por falta de apoio que a equipa não conseguiu os seus objectivos.

Aos dirigentes, meus senhores, é muito bonito ter um plantel 100% português, mas a este nível isso tem consequências. Não podemos bater-nos frente a equipas desta qualidade, sem ter um banco à altura, com jogadores capazes de subsituirem, bem, os que já estão cansados. Esta equipa, este grupo fantástico, merecia da vossa parte um esforço para reforçar o plantel, não, apenas, com jovens promessas, mas com jogadores capazes de ajudarem, efectivamente. Até porque, mesmo para a liga interna, os nossos principais rivais apresentam novos reforços todos os dias...

3 Setembro (sexta-feira)
18h30 – ZTR Zaporozhye (Ucrânia) 20 vs. FC Porto Vitalis 27
20h30 – HC Metalurg (Macedónia) 21 vs. HC Dinamo Minsk (Bielorrússia) 27

4 Setembro (sábado)
15h00 – FC Porto Vitalis 24 vs. HC Metalurg 24
17h00 – HC Dínamo Minsk 29 vs. ZTR Zaporozhye 28

5 Setembro (domingo)
15h00 – HC Metalurg 23 vs. ZTR Zaporozhye 25
17h00 – HC Dínamo Minsk 23 vs. FC Porto Vitalis 23

Classificação final:
HC Dinamo Minsk 5 pontos
F.C.Porto 4
ZTR Zaporozhye 2
HC Metalurg 1

Ljubomir Obradovic
«Em primeiro lugar, sou um homem muito orgulhoso dos meus jogadores e dos adeptos, que apoiaram a equipa do princípio ao fim. Tacticamente e fisicamente aguentámos tudo. Mais uma vez, não compreendo quando se marca ou não dois minutos, quando é jogo passivo e falta, de um lado e do outro. Por outro lado, estou muito triste, porque esta equipa é muita séria, treina todos os dias quatro horas ou mais. O Dinamo Minsk é uma equipa muito séria, muito boa, que sabe o que quer em cada momento, na defesa e no ataque. Quero dar-lhes os parabéns pela entrada na Champions League e desejar-lhes muita sorte.»

Nós também estamos muito orgulhosos de vocês, Mister...


Entrevista de Hulk ao Jogo

"Ano de raiva? Não, ano de felicidade"Em quatro jogos, marcou seis golos. Juntou-lhes exibições convincentes e, devidamente contextualizada, a imagem parecia encaixar que nem uma luva: este é um Hulk de raiva, a explodir nos relvados e a vingar o castigo da última época. A conclusão fazia sentido até Hulk garantir que não é bem assim. Sem esconder que lhe foi difícil engolir os meses de afastamento a que esteve sujeito, o brasileiro diz que se tem visto apenas prazer puro de jogar à bola. Sem ressentimentos e com várias coisas boas atreladas: confiança, motivação, a nova convocatória para a selecção e os tais golos. Muitos. Ele quer marcar mais e quer também recuperar o título de campeão.

Começou a época em grande forma. Este é um ano de raiva por causa do que lhe aconteceu no ano passado?Nada disso, é um ano de grande felicidade. Quem me conhece sabe que a melhor coisa que me pode acontecer é jogar à bola. Adoro o meu trabalho. Infelizmente, na época passada fiquei muito tempo sem poder jogar, e isso prejudicou-me bastante. Fiquei muito triste por não fazer aquilo de que gosto e também porque não podia ajudar a equipa. Mas isso já passou…

E o que lhe passou pela cabeça nessa altura?Foi um momento muito complicado, foi uma barra [situação difícil]. É em momentos como aqueles que vemos realmente com quem podemos contar; os meus amigos, a minha família. Houve muito gente que me motivou, que me aconselhou a não deixar de trabalhar da mesma forma, porque sabia que a verdade acaba sempre por prevalecer. Foi difícil, mas foi também um momento de superação a nível individual. Aliás, ainda na época passada o Jesualdo Ferreira deu-me os parabéns pela forma como trabalhei durante esse período. Mesmo sem jogar, nunca deixei de treinar forte, era sempre o primeiro a entrar no campo e o último a sair, porque sabia que tinha de regressar bem, como regressei. Foi duro, mas passou, e agora só quero pensar nas coisas boas.

A propósito de coisas boas: marcou seis golos em quatro jogos. Significa que vamos ter um Hulk goleador?Antes de falar dos golos, vou falar do meu principal objectivo para esta época: quero voltar a ser campeão pelo FC Porto. É isso que me interessa depois de um ano em que não conseguimos vencer o campeonato e durante o qual estive muito tempo sem competir. Quero trabalhar bem para estar sempre à disposição do treinador. Mas, sem dúvida, sinto ter condições para marcar mais golos do que nas épocas anteriores. Vou caprichar para marcar mais. Quando se ganha, a sensação é muito boa, mas quando se ganha com um golo marcado, sabe ainda melhor.

E acha que pode rivalizar com Falcao nos golos?Isso não é muito importante para nós; o que interessa é que a equipa vença e esteja sempre no primeiro lugar do campeonato. Depois, se for eu a marcar, o Falcao, o Rolando ou o Varela, é igual. Aliás, até pode ser o Helton a marcar os golos, desde que a equipa vença.

Tem rematado melhor: é jeito ou é a bola que ajuda?A bola é diferente das outras, e os guarda-redes falaram muito sobre o assunto durante o Campeonato do Mundo. É uma bola boa para rematar, mas também é preciso trabalhar para rematar bem, porque sem trabalho não há bola que ajude. Tenho treinado muito os lances de bola parada, porque são cada vez mais importantes no futebol, mas tenho de reconhecer que a bola também ajuda ao sucesso dos avançados.

Para quando um golo de cabeça? No Japão, ainda cheguei a marcar dois golos de cabeça, mas não sou um jogador de área, por isso não tenho muitas oportunidades para concluir no ar. Apesar disso, estou a trabalhar nisso e espero marcar pelo menos um golo de cabeça durante esta época, nem que seja para variar um pouco [risos].

Que expectativas alimenta neste regresso à selecção brasileira?Neste momento são as melhores possíveis. O meu objectivo é chegar aqui e fazer um bom trabalho para convencer o seleccionador. Tenho de agarrar esta oportunidade com as duas mãos, não a posso deixar escapar. Felizmente está tudo a correr bem, até porque o ambiente na selecção é muito bom.

A concorrência é forte...Quando se fala da selecção brasileira, fala-se dos melhores jogadores do mundo. Estou feliz por ter sido chamado e acho que tenho qualidades para continuar por cá, apesar de reconhecer que existe uma grande concorrência para tão poucos lugares.

Objectivo a longo prazo: Mundial'2014, que será no Brasil. Já se imaginou nessa convocatória?Sem dúvida que sim, mas ainda falta muito e, em quatro anos, tudo pode mudar. Não posso pensar no amanhã sem trabalhar no dia de hoje. O que me interessa é o momento actual e, felizmente, este início de época está a correr da melhor forma possível tanto para mim como para o FC Porto. Vou dar o melhor em todos os momentos no FC Porto, até porque sei que só assim poderei continuar na selecção.

Tem, como objectivo a longo prazo, experimentar outros campeonatos?Todos os jogadores pensam em subir na carreira. No ano passado, o facto de ter estado muito tempo sem jogar prejudicou-me. Tinha o objectivo de jogar o Mundial; sei que era difícil lá estar, mas não era impossível. Com o castigo, acabou o sonho. Por isso, agora o que me interessa é estar sempre a jogar, e vou esperar pelo momento certo para dar um passo em frente. Espero dar o meu melhor no FC Porto para sermos campeões, e depois logo se vê. Se não sair, ficarei na mesma feliz no FC Porto.

Como têm sido os primeiros tempos de Villas-Boas? É muito diferente de Jesualdo?Cada treinador tem a sua forma de trabalhar, mas, como já referi várias vezes, sempre me dei muito bem com o professor Jesualdo. Quanto ao André Villas-Boas, sente-se que é um grande treinador e, apesar de ser novo, é muito experiente no que faz. É um treinador que procura dar sempre atenção a todos os jogadores, independentemente de quem seja. Ele não olha a nomes e conversa com todos da mesma forma.

Sente que o FC Porto está mais forte e vai ser campeão?É o que eu mais quero. Apesar de estarmos no primeiro lugar, não podemos abrandar, porque se o fizermos, vamos perder pontos. Temos de continuar a trabalhar da mesma forma, não podemos relaxar, porque há grandes equipas no campeonato português. Sinto que temos tudo o que é necessário para sermos campeões novamente.

As saídas de Meireles e Bruno Alves não fragilizam?Estamos a falar de dois grandes jogadores, do mais alto nível. O Bruno Alves é um dos melhores defesas-centrais do mundo, mas o Maicon também está a trabalhar bem e tem feito uma grande dupla com o Rolando. Espero que mantenha esse nível. No meio-campo, veio o João Moutinho, temos o Belluschi, que está muito bem, o Souza, que se adaptou muito rápido, e ainda há o Rúben Micael. Temos muitas soluções. É lógico que o Raul era importante, até pela experiência que tem, mas acho que estamos bem servidos, tanto para o lugar dele como no do Bruno Alves. Desejo-lhes toda a sorte do mundo e não me esqueço de que o Bruno Alves foi como um irmão para mim, que me ajudou muito ao longo destes anos.

Ficou surpreendido com a contratação de João Moutinho?Fiquei. Ninguém tinha comentado essa possibilidade, e ele acabou por assinar de um momento para o outro. No início fez-me um pouco de confusão, porque não estava à espera. O Sporting teve uma grande perda, e o FC Porto ganhou um jogador de grande qualidade. Foi muito bom, e ficámos muito felizes, porque queremos ter os melhores jogadores do nosso lado. A administração está de parabéns por esta contratação.

Saiu Ramires, Di Maria e até Quim. Sente que o Benfica está mais fraco?Eles também têm um grande plantel, mas acho que o Ramires era o melhor jogador do Benfica. No entanto, não gosto muito de falar dos outros e prefiro concentrar-me no FC Porto. Não me interessa que o Benfica esteja mais ou menos forte; o que me interessa é que o FC Porto consiga ser mais forte do que na época passada.

Desde que regressou, o FC Porto só tem vitórias. Há dependência de Hulk?Não. O FC Porto é uma equipa muito grande, e as equipas como a nossa nunca dependem apenas de um jogador. É lógico que quando temos todos os jogadores à disposição do treinador, ficamos bem mais fortes, mas isso não quer dizer que a equipa seja dependente de alguém. Fico feliz por ajudar bastante o FC Porto.

Jesualdo Ferreira disse que, com Hulk, o campeonato teria sido diferente. Concorda?É difícil saber isso. Também não podemos retirar o mérito às equipas que ficaram à nossa frente. O Benfica foi campeão, o Braga também fez uma grande época… Não se pode retirar o mérito a estas equipas, porque elas também somaram muitos pontos. Apesar disso, aconteceram muitas coisas más na última época, e não foi apenas o meu castigo, porque também tivemos jogadores importantes que estiveram muito tempo lesionados. E se somarmos todos estes factores, percebemos que não era fácil vencer. Por isso, o que espero é que esta temporada o treinador tenha sempre todos os jogadores disponíveis para depois poder escolher os melhores.

Na Liga Europa, o FC Porto está entre os favoritos?Todas as pessoas colocam o FC Porto entre os favoritos à conquista da Liga Europa; eu também acho que somos um dos favoritos. A responsabilidade aumenta, mas é uma pressão boa, porque partimos para uma competição que sabemos que podemos vencer. Se trabalharmos bem e tivermos um pouco de sorte, penso que podemos vencer a Liga Europa.

Sente saudades da Liga dos Campeões?Sim, sem dúvida… É o principal campeonato de clubes. Para o próximo ano temos de ser campeões, até porque também queremos regressar à Champions.

F.C.Porto ao domicílio


Mesmo que o processo de reestruturação do Grupo F.C.Porto, ainda só vá a meio, há sinais que permitem dizer que o clube do Dragão, não sendo perfeito, quando depende exclusivamente dele e não está amarrado a compromissos, funciona bem, é vanguardista.
Entre as várias medidas já tomadas, uma, que se passou directamente comigo, surpreendeu-me positivamente e por isso resolvi partilhá-la com quem visita o "Dragão até à morte".
Quando há tempos atrás o meu Cobrador das quotas, Sr. Magalhães, se reformou, recebi uma chamada do F.C.Porto para saberem o que quereria fazer no fututo: pagar no Estádio, por multibanco ou novo Cobrador. Optei por pagar na Loja do Associado, mas esta semana apareceu-me à porta uma jovem, que se apresentou como a nova Cobradora - agora, Vendedora F.C.Porto - para aquela zona, a perguntar se não queria regressar à primeira forma, continuar a pagar as quotas em casa. Aceitei. Até aqui, nada de mais, tudo normal, mas quando ela, munida de um pequeno computador?!, me explicou, que se quisesse, no futuro, renovar o Dragon Seat, comprar bilhetes para os jogos, de todas as modalidades ou qualquer assunto relacionado com o F.C.Porto, podia fazê-lo ali, bastando para isso contactá-la - deixou-me um cartão, com o número de telefone - e lhe podia pagar por multibanco, não pude deixar de manifestar a minha surpresa, mas também a minha satisfação, por este passo à frente, está espécie de F.C.Porto ao domicílio. Não sei em que termos este novo modelo de contactos com os sócios funciona, faltam-me dados, se é apenas no Grande Porto, se está ou vai estar disponível em toda a parte onde existam sócios do clube, junto das casas, etc., mas e baseando-me no meu caso pessoal, que é uma excelente medida, ai isso é.

Nota final:
tirar os empecilhos da frente, pressionar, exigir até, que os seus parceiros de negócio estejam à altura de um nível elevado, de excelência, no serviço que prestam ao universo portista, é o desafio que se coloca aos responsáveis portistas, que os responsáveis do F.C.Porto têm de vencer.
Com o Quim ou contra o Quim!


Grandes malucos!

Entrevista de Jesualdo à Bola: insossa...





O destaque da capa, como não podia deixar de ser, é uma benficada, o resto, sinceramente, insosso, irrelevante, não deixa marca. Jesualdo igual a Jesualdo...

Clicar nas imagens para ler



3 Setembro (sexta-feira)
18h30 – ZTR Zaporozhye (Ucrânia) 20 vs. FC Porto Vitalis 27
20h30 – HC Metalurg (Macedónia) 21 vs. HC Dinamo Minsk (Bielorrússia) 27

4 Setembro (sábado)
15h00 – FC Porto Vitalis vs. HC Metalurg
17h00 – HC Dínamo Minsk vs. ZTR Zaporozhye

5 Setembro (domingo)
15h00 – HC Metalurg vs. ZTR Zaporozhye
17h00 – HC Dínamo Minsk vs. FC Porto Vitalis

Os Bicampeões agradecem!

Parabéns, Rui Oliveira e Costa



Com a cumplicidade das marionetes ao serviço do benfiquista de Paredes, esta semana foi Manuel Fernandes Silva - o tal que na análise a um F.C.Porto/Trofense, disse que o árbitro esteve bem ao invalidar um golo ao F.C.Porto, porque Rodríguez não tocou com a bola na mão, mas teve intenção de tocar... -, mas já aconteceu com Hugo Gilberto - como se poderá confirmar mais lá para a frente -, o Trio D' Ataque transformou-se numa extensão da Benfica TV. O que se passou na terça-feira, é uma vergonha, um escândalo, ultrapassa todos os limites da decência e por isso, esteve muito bem e merece os parabéns, Rui Oliveira e Costa ao denunciar a situação, que no entanto, não é inédita. Em 19 de Janeiro deste ano, como podem ver no vídeo, clicando neste link em baixo http://tv1.rtp.pt/multimedia/progVideo.php?tvprog=17798&idpod=34530, já tinha acontecido o mesmo, já o Trio D' Ataque tinha passado imagens do canal do clube do regime, a pedido do realizador - há quem diga, subsídio-dependente, mas eu não acredito! - e para que o Vasconcelos limpasse a face. Nessa altura, neste post O Trio D' Ataque para mim é finito , denunciei a pouca vergonha, mas tudo continua na mesma. Lamentavelmente a RTPN é uma quintinha do benfiquista de Paredes, que vai manipulando ao sabor dos seus interesses vermelhos, tratando o Benfica e o paineleiro benfiquista com as todas as deferências, permitindo tudo e mais alguma coisa, desde que seja para bem do seu clube de coração... Esta semana, valeu a frontalidade e a coragem de Rui Olveira e Costa, que por isso merece, mais uma vez, os parabéns.
Para verem o vídeo do Trio D' Ataque desta semana, clicar neste link http://ww1.rtp.pt/multimedia/progVideo.php?tvprog=17798&idpod=

PS-
Um amigo disse-me que no programa da Antena 1, Grandes Adeptos, do dia 23 de Agosto último, foram feitas declarações insultuosas para com o F.C.Porto e seus dirigentes, por parte do sócio do Benfica, Manuel dos Santos, que estava no programa em substituição de Medeiros Ferreira. Curiosamente, no site da rádio pública, tem todos os programas transmitidos de há alguns meses a esta parte, mas não tem esse. Se alguém me puder arranjar esse som, ficam desde já, os meus agradecimentos.

Saltou a "tampa" à "Rainha de Inglaterra"




Mesmo que o assunto, Pasquim da Queimada, já tenha sido muito "trabalhado", o vermelhices.com, está muito bom, não resisto a contar uma história, que me foi "passada" pelo agente infiltrado junto da "Bíblia Vermelha".

Farto de ser gozado, ridicularizado, alvo das mais variadas piadas, Vítor Serpa, director de A Bola, ou se quiserem, Pasquim da Queimada e que dizem ser uma espécie de "Rainha de Inglaterra", perdeu a calma, teve um ataque de fúria, entrou em parafuso, deu um murro na mesa e gritou: "basta, todos ao meu gabinete, já!"
- Que se passa Vítor? Disseram em côro, Freteiro Delgado, Bonzinho, Reco-Reco, Peralvas, Baninho e mais alguns, que o meu "homem" não conseguiu identificar.

Com as capas dos jornais, que emolduram o post, na mão, Serpa a transpirar por todos os póros, gritou: - meus amigos, isto não pode continuar! Não pode valer tudo, não quero voltar a ser alvo de chacota e pior, não quero ser apelidado de comerciante de papel. Sabem o que já me disseram, sabem? Não sabem, mas eu digo-vos: «Ó Vítor, estás para o jornalismo, como os alentejanos para as anedotas...»
Eu sou jornalista, carago! - Disseste carago!, sussurraram em côro os vermelhos que assistiam à reprimenda. - Não disse nada, quem diz que eu disse carago, que ponha a mão no ar! Pergunta Serpa com cara de mau. Todos levantaram a mão...

Toque, toque, toque, batem à porta. - Quem é? Pergunta Serpa, quase rouco. - Sou eu, chefe, o Cruz dos Santos. - Entre, entre que não perde pela demora. Oiça lá, então nós publicamos no jornal, uma foto, com legenda, a mostrar que o Falcao está em jogo, quando do remate do Hulk, dizemos que o contacto com o guarda-redes é depois da bola ter passado e você vem dizer que o colombiano estava em fora-de-jogo e choca com o M.Felgueiras, antes? Você não lê A Bola, ó Cruz?

Bem, por hoje ficamos por aqui, mas muito cuidado, espero que esta bandalheira acabe. Somos a "Bíblia Vermelha", mas o que é demais é moléstia.

Agora fala o Vila Pouca: - meus amigos, quando em 5 de Junho do ano passado, se passou o que podem ver aqui Jesualdo, Maicon, Álvaro Pereira, Pedro Gil e A Bola, cada vez mais ridícula... , pensei que A Bola tinha batido no fundo, mas enganei-me: o Pasquim da Queimada, ainda consegue cavar mais e o poço não tem fundo.

Notas Soltas:
Drenthe: «Benfica?! Prefiro ir para esse grande clube espanhol, o Hércules de Alicante.»
Hleb: «Benfica?! Prefiro essa grande potência do futebol britânico, o Birmingham City»
Morientes: «Sporting?! Prefiro reformar-me!»

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