Populares Mês

Como "descascar" um adversário, por André Villas-Boas


Porque hoje é Sábado e o dia vai ser longo... deixo-vos um relatório de André Villas-Boas, sobre o Newcastle, na altura em que era adjunto de José Mourinho no Chelsea e que me foi enviado há semanas atrás...
Bem, só falta dizer que o jogador A, coça o nariz ao minuto X, o jogador B, bebe água ao minuto Y, como respira o jogador C...

«RELATÓRIO DE JOGO de ANDRÉ VILLAS-BOAS:

Competição: Barclays Premiership.
Data: 19-11-2005.
Jogo: Chelsea vs Newcastle.

ORGANIZAÇÃO OFENSIVA:

Equipa organizada em 4x4x2 ou 4x4x2 losango. Esquema inconsistente, mas com bons resultados. Motivação + grande espírito. Muita vocação ofensiva e agressividade, sempre com pensamento de jogo atacante e de manter o ritmo alto. A construção de jogo é sempre rápida e objectiva, com momentos de posse explosiva ou jogo directo para Michael Owen em profundidade. Incrível eficiência na 4ª fase e poder de fogo tremendo com dois dos melhores avançados do mundo (cruzamentos!!!).

Construção de jogo curto tem o 1º passe para os centrais. São extremamente vulneráveis na 1ª fase quando sob pressão. Boumsong comete erros básicos ao fazer o 1º passe para Scott Parker ou Emre. Construção de jogo longo é uma ameaça. Shay Given põe a bola com precisão na cabeça do Alan Shearer. Objectivo é sempre servir o movimento de Owen (já está a correr quando a bola ainda está no ar). As segundas bolas são muito agressivas com Emre e Parker a reagirem rapidamente e a organizarem desde logo o jogo.

Da 2ª para a 3ª fase, há um padrão na construção do jogo. Normalmente envolve uma abordagem mista de jogo directo com posse de bola e jogo curto. Os centrais gostam de jogar nos laterais, para que estes corram com bola. Se o espaço for apertado, o Owen vai fugir para os flancos (normalmente o lado direito) para receber. Outro padrão é quando o Emre e o Parker descem para receber a bola e pô-la em profundidade nos avançados. (Ambos com boa visão de jogo – importante retirar profundidade).

Pela natureza do sistema de jogo, um dos médio-centro envolve-se em penetrações pela zona central. Normalmente é o Emre – importante estar atento ao lado direito.

Solano raramente abre na linha. Prefere actuar como 3º médio, entre linhas, atrás dos avançados. Chega com bom timing nas costas dos defesas, pelo que liberta os avançados, com passes perigosos entre as nossas posições. Quando não consegue fazer isso, por a defesa estar apertada, dá espaço para a entrada de Stephen Carr que vem de trás para cruzar (importante a acção do nosso extremo na cobertura).

No outro lado, N’Zogbia é um extremo puro. Dá largura, recebe a bola aberto na esquerda. Ataca os laterais. Incrível qualidade no 1x1. Domina todos os tipos de comportamento para um extremo. Grande qualidade nas diagonais quando Shearer desce até ao meio-campo. Aparece bem ao 2º poste para finalizar.

Esperar sempre combinações entre os 2 avançados, Shearer e Owen. Muita agressividade e velocidade.

Nos momentos em que Owen abre na linha, Shearer recua para lhe dar a bola. Eles dominam esta rotina, pelo que é importante para nós termos mecanismos de defesa (centrais a fechar bem por dentro) para as segundas bolas enviadas por Shearer(tanto de cabeça como segurando o defesa, virando-se e fazendo o passe). Os movimentos do Owen são imprevisíveis, porque tanto podem acontecer nas costas como na cara da defesa. É importante antecipar mas com certeza na decisão.

Cada cruzamento é uma situação perigosa. É por isso que devemos evitá-los. O movimento normal é de ataque diagonal. Owen surge ao 1º poste vindo do 2º (golos frente ao Blackburn e ao West Brom). Shearer gosta de atacar na marca do penalty (usa o corpo e a força para se libertar dos defesas).

TRANSIÇÃO OFENSIVA:

Mudança de atitude rápida e agressiva. Movimentação de Owen em profundidade é a principal ameaça. Da zona defensiva, preocupam-se em vê-lo e pôr a bola nas nossas costas imediatamente. Quando não podem começar logo o ataque, dão inicio à posse de bola, com Emre e Parker como referências para a organização.

Incrível dinâmica colectiva. Avançam rapidamente e com apoios. Particularmente o central que vem detrás, que sobe para meter a bola na área.

Na defesa, cometem erros e acusam tremendamente a pressão dos adversários – Momento ideal para matar a construção e explorar!

Transições do Guarda-Redes. Passe longo imediato para as costas ou contra-ataque para as alas ou para o central em jogo curto. Importante bloquear ou antecipar.

ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA

Equipa organizada como um bloco médio. Grande vocação ofensiva deixa-os expostos ou com desvantagem numérica – quando perdem a bola, há muitos jogadores fora das posições. Equipa que mistura agressividade com passividade, dependendo do opositor. Às vezes parece que dão iniciativa. Quando acreditam terem o jogo controlado, rapidamente mudam de atitude.

Podemos ser bem sucedidos na construção de jogo longo, se jogarmos pelas alas ou pelo centro antes da zona dos centrais, onde Parker e Emre estão. Estas situações permitem ganhar a 1ª bola no ar e tirar vantagem daí.

Pressão do meio-campo depende do sistema usado. Se jogarem no 4x4x2 clássico, o comportamento tem dois momentos distintos: 1) na 1ª e 2ª fase, se o opositor joga a bola pelo meio-campo, pressionam forte e obrigam a errar. 2) quando o opositor já está no ataque, não pressionam tanto e deixam ficar o bloco compacto, com muita gente no centro, à espera de erros. Se jogarem em losango, vão ser muito mais agressivos, o espaço no centro do terreno é menor e jogar pelo meio envolve mais riscos de perder a bola (por outro lado, os nossos centrais têm mais liberdade para jogar).

Defesa altamente inconsistente tanto em termos individuais (Boumsong principalmente!) como em termos de coordenação colectiva. Misturam marcação à zona com marcação individual do Boumsong. Por andar atrás dos avançados, raramente dá cobertura ao Babayaro, pelo que ficam mais fracos do lado esquerdo. Com o Babayaro importa usar o drible, ritmo e explosão nas mudanças de direcção, porque é lento a reagir. 1x1 fácil!

Given é inconstante. As segundas bolas de cruzamentos ou remates são frequentes, por isso é importante os avançados acreditarem e aparecerem ali.

TRANSIÇÃO DEFENSIVA - APÓS PERDER A POSSE DA BOLA:

Mudança de atitude média, mas a equipa está muito partida, principalmente do lado direito onde têm dois jogadores que não conseguem recuperar rapidamente as posições (Carr e Solano). Isto obriga o Parker a ser o único a cobrir as nossas transições, mas é muito espaço só para ele sozinho.

Na esquerda, N’Zogbia tem uma transição defensiva excelente e recupera rápido ou fecha no meio-campo- isto acentua a importância de matá-los no lado direito.

A defesa pode ser posicionada alta no campo. Há espaços nas costas, que podemos explorar. Podem tentar o fora-de-jogo, mas muitas vezes com maus timings e maus julgamentos por parte dos 2 centrais.

BOLAS PARADAS - A FAVOR:

Provável jogada estudada no pontapé de saída. Bola longa para os avançados ou extremos.

Livres laterais metidos na área pelo Emre, N’Zogbia ou Solano. Todos têm capacidade para cruzar bem. Normalmente 4 jogadores atacam a bola na diagonal + uma entrada mais tarde de um dos 2 jogadores que ficam à entrada da área. Movimentos perigosos de Owen e Shearer. Qualidade nas segundas bolas fora da área- remates imediatos – importante parar!

Muitas opções nos livres frontais (atenção às combinações também). Indirectos são um toque para o remate forte e preciso do Shearer. (atenção).

Emre pode meter a bola a contornar a barreira para o poste mais longe do GR e do lado esquerdo o Solano pode fazer o mesmo. Atenção ao Owen nas segundas bolas!

Os cantos são batidos pelo Emre, Solano ou N’Zogbia. Não só nas diagonais, há jogadores a aparecerem ao 2º poste (Titus Bramble principalmente)! O Owen tenta atrapalhar o GR, mas pode aparecer ao 1º poste também. Shearer é sempre ameaça. Atenção às combinações com o Carr. Ele fica atrás, mas se adormecermos ele aparece perto e cruza de primeira à procura da surpresa.

Lançamentos laterais longos são perigosos com o Carr a meter no Shearer, na área, que ou finaliza ou mete no Owen. Este sempre nas segundas bolas!

BOLAS PARADAS - CONTRA

Nos livres laterais eles põem dois jogadores na barreira (não saltam), N’Zogbia no espaço, não deixam ninguém na frente mas são rápidos no contra. Todos os outros marcam homem-a-homem.

Nos livres frontais põem 5 homens na barreira (não saltam). Põem um jogador livre, fora da área, para evitar combinações. Não fica ninguém na frente. Os outros marcam homem-a-homem.

Nos cantos, Carr no primeiro poste e Solano no outro. N’Zogbia fica no espaço entre o canto e o primeiro poste. Owen e Emre ficam fora da área. As transições começam com eles - importante controlar o movimento deles se perderemos a bola.

Se o Shearer for o homem a ficar no espaço, explorar menos um homem alto na marcação. Podemos tirar partido das bolas paradas!

Given fraco nos cruzamentos. Frequentemente soca a bola para limpar o lance.

OUTRAS OBSERVAÇÕES:

Luque está de fora agora, mas talvez ainda recupere (banco provável).

Equipa em bom momento. Motivado e finalmente a encontrar equilíbrio. Importante manter atenção à alta intensidade de jogo.

Muita rapidez e alerta nas segundas bolas – depois de ganharem a bola têm soluções e tentam meter no Owen em velocidade.

Más transições defensivas e bolas paradas. Deixam jogadores atrás para terem superioridade, mas não conseguem lidar com o contra-ataque no espaço. É ainda mais evidente do lado do Babayaro – podemos matá-los por aqui.

Substituições não implicam alteração do sistema. Mas o losango pode sempre ser opção para eles. Jogadores do banco têm qualidade técnica e podem decidir o jogo. Kieron Dyer e Lee Bowyer são dinâmicos e assumem sempre os papéis que fazem uso da mobilidade. Ameobi é uma ameaça no ar e bolas paradas. Luque tem técnica.

Owen persegue as bolas perdidas e os passes atrasados para o GR (grande perigo)!»

Texto: Tiago Pereira.

PS - Alô, é da Lavandaria da Queimada?
- É sim...
- Podiam fazer o favor de vir lavar o O.Cardozo?
- Com certeza e de borla. Vamos já mandar o Paralvas, pode ser esse?
- O Paralvas? Claro, é dos nossos...
- Ó amigo, aqui, salvo uma, sei lá duas excepções, é tudo gente nossa...queria dizer, vossa...

Carta aberta ao Pr. do Sindicato dos Jornalistas


Exmo. Senhor Presidente do Sindicato dos Jornalistas

No princípio do ano, dia 2 de Fevereiro, disputou-se no Estádio do Dragão e a contar para a Taça de Portugal, um jogo entre o F.C.Porto e o Sporting. Nessa partida, por variadíssimas razões, que quem acompanha o futebol português, tem um mínimo de isenção e rigor, facilmente perceberá, o F.C.Porto não permitiu a entrada no estádio a jornalistas do jornal A Bola. Perante as queixinhas, de quem, se tivesse um pingo de vergonha na cara, estava quietinho, o Sindicato achou por bem tomar posição, criticar e condenar o F.C.Porto e fê-lo no seguinte comunicado:

«O Sindicado dos Jornalistas (SJ), condena o novo incidente registado esta semana entre o Futebol Clube do Porto (FCP) e o diário desportivo "A Bola", que impediu o acesso dos jornalistas deste órgão de informação à cobertura de um jogo a contar para a Taça de Portugal, e anuncia que vai pedir à Entidade Reguladora para a Comunicação Social e à Procuradoria Geral da República que averiguem os factos e actuem em conformidade.»

Na altura, porque achei que o Sindicato se limitava a agir a jusante e não estava preocupado com as origens do problema, do que tinha levado o F.C.Porto a tomar aquela decisão, enviei-lhes um pequeno e-mail que rezava assim:

«Se vocês, antes de tomarem essa posição, chamassem à pedra e denunciassem a pouca vergonha sectária, facciosa e pró-Benfica do jornal A Bola, se calhar as coisas nunca chegariam a este ponto.»

Poís é, Senhor Presidente, os tempos passaram e sobre o tipo de jornalismo que se pratica no jornal, com sede na Travessa da Queimada, nada, o Sindicato não tuge nem muge, mesmo perante factos que comportam violações grosseiras da ética e da deontologia profissional, como se pode demonstrar num comunicado do F.C.Porto, que alude à presença de dois jornalistas de A Bola, J.Delgado e F.Guerra, num jantar que esteve na origem da famosa declaração de guerra do Benfica, contra tudo e contra todos.

Assim, perante estes factos concretos e como os portistas são filhos de boa gente, concluo, deixando-lhe a seguinte pergunta: como A Bola persiste em fazer um jornalismo faccioso, sectário, vermelho, passando, sistematicamente a ideia, falsa, que só há verdade desportiva quando o Benfica ganha e ao contrário, quando o F.C.Porto é mais forte, melhor e domina, é tudo à custa de manobras reprováveis, vai o Sindicato ter a mesma atitude, se, no futuro, expressando o sentir da sua imensa massa adepta, o F.C.Porto tomar uma posição igual à que mereceu os vossos reparos?

Esta carta foi enviada ao presidente do Sindicato dos Jornalistas

Esta questão, foi tratada neste post:
O plantel, a equipa, os sistemas, os intérpretes, mais A Bola, fora do Dragão

F.C.Porto 3 - Rapid de Viena 0. Maestro João, na oitava dança do Dragão


Apetecia-me falar só dos últimos vinte minutos, curiosamente, depois da saída de Hulk, pois foi, de longe, o melhor período do F.C.Porto. Foi com a saída do "Incrível" - no Estádio não me apercebi, mas disseram-me que saiu mal disposto e sendo assim, aconselho-o a tomar Rennie ou Kompensan, que a azia passa logo. Estava complicativo, cansado, trapalhão e foi muito bem substituído! - e a entrada de Belluschi, que o F.C.Porto começou a jogar melhor, de uma forma mais consistente, mais organizada, com jogadas bonitas e o terceiro golo, belíssimo, foi uma espécie de cereja em cima do bolo. Não que durante o restante período do jogo, os austríacos tivessem causados muitos problemas, não, não causaram, apenas dois lances perigosos a acabar a primeira-parte e ficou por aí o Rapid, mas porque o conjunto de Villas-Boas, principalmente e de forma notória, na etapa inicial, embora dominasse, jogava devagar, muito pelo meio, complicava, queria resolver individualmente e o jogo arrastava-se, era pouco atractivo, sonolento, enfim, não entusiasmava os cerca de 30 mil espectadores que se deslocaram ao Dragão. Melhor na segunda-parte, melhor ainda, como referi, nos últimos vinte minutos. Aí sim, o futebol praticado já teve qualidade, já entusiasmou, já esteve dentro dos níveis exigíveis à equipa portista e mudou o estado de espírito dos adeptos, pois as últimas impressões é que ficam.

Resumindo:
compreendo que seja preciso poupar - o próximo jogo do campeonato, por muitas razões que falarei na altura própria, é dificílimo...; aceito que o facto do adversário nunca ter mostrado grandes argumentos, também ajude a uma atitude mais relaxada, mais confiante; mas, atenção, só se consegue motivar e levar público ao Dragão, juntando, já não digo sempre, às vitórias, bons jogos. Se as boas exibições forem apenas de forma esporádica, a motivação e mobilização fica mais difícil. Para que o estado de graça se mantenha, é preciso ter sempre presente o passado recente: também ganhamos, conquistamos títulos, mas o entusiasmo...

Os jogadores: ninguém jogou tão mal que mereça nota negativa - nem Hulk, apesar do que referi. O brasileiro, longe do fulgor do jogo frente ao Braga, teve bons momentos, mas quando começou a perder bolas, a discutir mais que a jogar, a complicar e como o resultado estava encaminhado, saiu e saiu bem.
Mas há muitas notas positivas a assinalar, desde logo, João Moutinho. O ex-leão encheu o campo, fez a melhor exibição com a camisola do F.C.Porto e foi o homem do jogo. Ainda sem grande frescura, o que é natural, esteve bem J.Fucile. Idem os centrais, com Rolando ao nível do parceiro do lado, porque marcou um golo, já que Maicon esteve um pouco acima, a cortar e a passar.
Álvaro Pereira, parece que na primeira-parte e principalmente no início dos jogos, entra mal, desconcentrado, a facilitar. Depois acorda e parece outro...
Bem Fernando. R.Micael, bastante melhor que no jogo de sábado. Castro, sempre cheio de vontade, não desperdiçando nenhuma oportunidade e no final do jogo, teve um discurso à Porto, cheio de humildade, que só lhe fica bem. Belluschi, está fantástico, com ele a equipa cresce... Rodríguez, aproveitou bem a oportunidade, ele que precisa de jogar, jogar... Falcao, espero que agora que marcou um golo, acalme, ele que me pareceu sôfrego de mais...Walter, pouco tempo em campo e por isso não teve grandes possibilidades de mostrar serviço.

Uma palavra final para a extraordinária claque do Rapid de Viena... Que belo exemplo de fair-play deram os austríacos, apoiando sempre, mesmo que a derrota, desde muito cedo, se adivinhasse... Muito bem!

Pobre Portugal, nunca mais ultrapassas o trauma da morte de D.Sebastião... E o Mourinho vai nisso?!...

F.C.Porto - Rapid de Viena. Manter a atitude e o espírito dos últimos jogos


Inicia-se amanhã, 20:05 - hora curiosa! -, no belíssimo Estádio do Dragão, a participação do F.C.Porto na Fase de Grupos da Europa League - como alguém disse, fica mais chique! O adversário é o desconhecido, para mim, Rapid de Viena. Sei que para estarem aqui, eliminaram os ingleses do Aston Villa, o que é um bom cartão de visita; que são uma boa equipa, mas de um país que tem estado afastado das grandes competições internacionais - a excepção dos últimos anos, foi o Euro 2008, mas só participaram porque, juntamente com a Suiça, foram co-organizadores; que o treinador se chama Pacult; que perderam, em casa, no último fim-de-semana, frente ao grande rival, Austria de Viena; e que têm no plantel aquele jogador, de nome esquisito, que Co Adriaanse queria trazer, à força, para o F.C.Porto...
Assim, apesar de saber pouco, creio que não exagerararei, nem merecerei muitas críticas se disser: porque temos melhor equipa, mais experiência e jogamos em casa, somos naturalmente favoritos. Mas para não haver surpresa é preciso, primeiro, respeitar o adversário e não pensar que são favas contadas; segundo, encarar o jogo com atitude, determinação e espírito de vitória, entrando com tudo, a pressionar e a mostrar, na prática, que somos mais fortes; terceiro, pensar exclusivamente neste jogo e não estar com a cabeça no próximo, por muito que ele seja, como é, importante; se for assim, conquistaremos a 8ª vitória consecutiva e manteremos o estado de graça, para desespero de algumas baratas tontas...

O árbitro é o escocês Douglas Mc Donald, auxiliado pelos seus compatriotas, Francis Andrews e Graham Chambers

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes,
Helton e Beto,
Defesas, Fucile, Rolando, Maicon, Otamendi e Álvaro Pereira,
Médios, Fernando, Souza, Belluschi, J.Moutinho, Castro, C.Rodríguez e Ruben Micael,
Avançados, Varela, Falcao, Walter e Hulk

Equipa provável: Helton, Fucile, Rolando, Maicon e Álvaro, Fernando, Belluschi J.Moutinho, Varela, Falcao e Hulk.

Antevisão de Villas-Boas:

"É uma equipa como o Sp. Braga, que consegue explorar bem os erros dos adversários e sair para o contra-ataque com grande agressividade. Podem causar-nos problemas se não formos rigorosos".

"A nível individual destaca-se a capacidade de [Steffen] Hofmann, que pode jogar na direita e atrás do ponta-de-lança".

"Eliminou o Aston Villa, vencendo fora de casa, e teve de disputar três eliminatórias".

"Vamos ter de ser pacientes, sem nos expormos demasiado".

"Entramos em qualquer prova para ganhar. Temos de defender a nossa história".

Acho extraordinário, numa prova que tem por exemplo Juventus, Liverpool, Manchester City, Sevilha e o que mais para a frente se verá, com a entrada das equipas que vão transitar da Champions League, colocar sobre os ombros do F.C.Porto a pressão suplementar de o considerar favorito.
Tenham dó!

Não é uma surpresa, mas é uma vergonha!


«Sabia desta, Vítor Serpa?

A mais recente e efusiva posição dos órgãos sociais do Benfica, afinal, não foi delineada na passada segunda-feira, mas sim num almoço em pleno Estádio da Luz, um dia antes. Ficámos a saber desta realidade ontem, num debate televisivo, confirmada por António-Pedro Vasconcelos, um dos comensais. Ou seja, aquilo que foi anunciado com pompa e circunstância pelo presidente da assembleia-geral encarnada, e que ainda hoje tem direito a páginas pagas nos jornais, estava previamente definido!

No decorrer do «Trio de Ataque» desta terça-feira foi divulgado, pela voz de Rui Moreira, que Luís Filipe Vieira, Luís Nazaré, Rui Gomes da Silva, Manuel dos Santos e António-Pedro Vasconcelos tinham reunido no domingo para debater o tema. Só assim, de resto, se justifica por que é que, na manhã seguinte e muitas horas antes da reunião e do comunicado dos órgãos sociais do Benfica, o jornal A Bola já trazia a súmula das deliberações que seriam mais tarde debitadas por Luís Nazaré.

O Labaredas tem algo a acrescentar sobre o episódio: não se tratou de qualquer fuga de informação e A Bola não soube dos tópicos do protesto descabelado por terceiros. Isto porque Fernando Guerra e José Manuel Delgado estiveram presentes no repasto. Está explicada a antecipação! Sabia desta, caro Vítor Serpa? Onde é que fica a isenção jornalística nesta nítida colagem de elementos de A Bola ao Benfica?»

Afinal o "Dragão até à morte" foi premonitório, quando aqui Sempre alerta, prontos a combatê-los e a denunciá-los, deu conta de uma conversa entre o Desanimado e Vieira.
A pouca vergonha é tanta, o director da Bola faz figurinhas tão tristes, que era para publicar um e-mail que lhe enviei, ontem de manhã, mas já nem publico. Tenho pena, muita pena dele e como não gosto de bater em céguinhos...

A pedido de várias famílias, M.S.Tavares, mas também António Simões




Sobre o artigo do Miguel, na minha opinião, se não tivesse o infeliz ponto 7, estaria bem melhor.

- Bravo!, António Simões, na mouche. Você é uma gota de água de isenção e credibilidade, num Oceano de sectarismo, facciosismo e fanatismo vermelho.

Hoje os adeptos do Benfica ridicularizaram os seus Orgãos Sociais.
Quando, após vários anos de ausência, os vermelhos regressam à C.League, o que vemos? Pois é, meia casa na Luz... Expliquem lá isso? A prova rainha da UEFA, também não tem verdade desportiva?

Clicar nas imagens para ler

Exclusivo "Dragão até à morte"


Meus caros amigos, todos sabem que L.F.Vieira, no final do jogo de Guimarães e o Benfica, depois da reunião dos seus orgãos sociais, atiraram-se à homenagem levada a cabo pela Associação de Futebol do Porto, ao árbitro Olegário Benquerença e aos árbitros assistentes, que, diga-se, pertencem à Associação nortenha, José Cardinal e Bertino Miranda. O que não sabem, mas ficam a saber, é que Vieira, depois, telefonou a Lourenço Pinto, presidente da AFP, a pedir desculpas e a dizer que tudo aquilo não era para ele, não tinha nada contra ele e não suspeitava dele.

Penso que não é preciso acrescentar mais nada, fazer qualquer juízo de valor, apenas dizer, que os actos e as atitudes ficam com quem as pratica.

A juntar a isso, a ser verdade o que diz o insuspeito Correio da Manhã, que as razões do Benfica ter considerado Laurentino Dias persona non grata, têm a ver com o facto do Sec. de Estado do Desporto, ter vetado o nome de Ricardo Costa, sim o Pavão Vermelho, para a recém criada Comissão para a Justiça Desportiva, está quase tudo dito acerca do que faz mover o clube do regime...

Vamos avivar-lhes a memória, outra vez



O comunicado do Benfica é tão risível, tão abstruso, tão sem jeito, que faz lembrar os básicos na tropa: disparam para todos os lados, mas não acertam em nada. No entanto, há uma nota do comunicado que não posso, como portista e portuense, deixar passar em claro e que é a parte que diz o seguinte:"Solicitar ao Senhor Ministro da Administração Interna uma audiência para debater a violência de que a equipa do Benfica tem sido alvo cada vez que se desloca ao Porto."
Primeiro e como se pode verificar pela foto, não é preciso pedir audiência ao Ministro, ele é visita frequente da tribuna da Luz e portanto, poupem-se ao trabalho.
Depois, para ajudar e como o "Dragão até à morte" gosta de colaborar com o Benfica, deixo à disposição de Vieira e seus pares, algumas provas demonstrativas do exemplo de desportivismo, fair-play e urbanidade dado pelos meninos de côro do clube do regime.

Foto nº 1, em baixo da esquerda para a direita: instrumentos utilizados pelos bem corportadinhos adeptos encarnados
Foto nº 2, autocarro que transportou a claque do F.C.Porto a Lisboa, para um jogo de Hóquei em Patins, no pavilhão da Luz, incendiado...
Fotos nº 3 e nº 4, adepto do Benfica, em pleno estádio da Luz, invade o campo e agride o árbitro auxiliar...
Fotos nº5 e nº 6, carro do Presidente Pinto da Costa e camioneta do F.C.Porto, apedrejados quando da visita ao Estoril.
Foto nº 8, local do Estádio do Jamor, em Oeiras, onde um adepto do Sporting morreu atingido por um very light, vindo do lado dos adeptos do Benfica, num jogo entre leões e águias...

Duas notas finais:
faltam-me imagens das agressões, bárbaras, à equipa de Hóquei em Patins do F.C.Porto, depois de um jogo disputado no Pavilhão da Luz e que só por milagre não resultou na morte do capitão portista, Filipe Santos.

David Luiz: «Golo em fora-de-jogo ao Braga foi o mais marcante». Ora aí está, belo exemplo de desportivismo...



PS - Aos freteiros, vendilhões do templo, do Pasquim da Queimada, só lhes digo, aqui, vocês não vão perder pela demora...

Vídeo com reacção ao comunicado do Benfica

Vamos avivar-lhes a memória...



Meus caros amigos, estas fotos, todas relativas à época passada, mostram sem qualquer margem para dúvida, alguns dos benefícios que o clube do regime teve durante a temporada 2009/2010.
E é tudo tão claro, tão nítido que não vou aprofundar o caso do túnel, dos castigos, vergonhosos a Hulk e Sapunaru, dos golos mal invalidados a Falcao, do facto do Benfica ter batido um recorde, porventura mundial, de tempo de jogo em superioridade numérica ao longo de uma temporada, chegando a 421 minutos (sete horas e 01 minutos de jogo) com mais um (por vezes, dois) jogador em campo - o que corresponde a 15% do tempo total da competição. Nem dos 18 jogadores adversários que viram o cartão vermelho em partidas do líder, etc. Não vale a pena, tratei disso em tempo oportuno, aqui: Resumo alargado da pouca vergonha e como disse, nós os Dragões, gostamos pouco de olhar para trás. Só que, perante a gritaria que vai por aí, era fundamental avivar-lhes a memória e dizer-lhes que quem tem estes telhados de vidro, devia meter a viola no saco, estar calado, ter vergonha na cara. Mas seria pedir de mais, eles não têm e como tal temos de ser nós a dizer-lhes de forma clara: - Vocês não têm moral para atacarem, nem criticarem ninguém. Muito menos para ameaçarem, chantagearem ou intimidarem alguém.

Notas finais: quanto ao histerismo vermelho contra Olegário Benquerença, é preciso dismistificar essa ideia, falsa, que a propaganda, usando os métodos da máquina de propaganda de Hitler - uma mentira muitas vezes repetida, passa a ser verdade... -, tenta passar e que vai no sentido do Benfica ter razões de queixa do árbitro de Leiria e portanto, a nomeação ter sido inoportuna, não ter tido, Vítor Pereira, bom senso - dou de barato, o silêncio, que alguns, por exemplo, o Neves da Bola, fez, quando SLB (Senhor Lucílio Baptista), com um histórico, impressionante, de prejuízos ao F.C.Porto, foi nomeado para um jogo que era fundamental para a luta pelo título, o Benfica/F.C.Porto, que culminou na derrota por 1-0, dos Dragões, com o golo em fora-dejogo, como a 1ª foto mostra de forma que não admite qualquer dúvida.

Vejamos quais são as queixas vermelhas: o golo de Petit, no jogo da Luz, época 2004/2005, que Benquerença, porque não teve indicação do auxiliar, não validou. Não há e desafio quem quiser a provar-me o contrário, nenhuma imagem, ou vídeo, que demonstre que a bola entrou. Aqui, também, valeu a mentira muitas vezes repetida, pela propaganda, que tinha sido golo e passou a ser golo, mesmo que ninguém consiga provar que a bola entrou - atenção!, foi golo para os benfiquistas... E o jogo de sexta-feira em Guimarães. Nesse jogo admito um penalty, sobre C.Martins, por assinalar, mas é preciso ter lata para clamarem contra Benquerença, nos outros lances.

Vejam as fotos 2, 3 e 4 - em cima e acontar da esquerda
Foto 2: Luisão
agride, a pontapé um jogador do Nacional, o árbitro, pois é, Benquerença, está a dois metros e que faz?... - Amarelo!, como é possível?
Foto 3: mas o que é isto? Maxi Pereira "prega" um pontapé no jogador madeirense... suspense... nada?! Amigão, o Olegário, não?
Foto 4: deixa ver bem...mas o jogador do Nacional está em jogo... não posso acreditar, como se pode invalidar um golo daqueles? "Olegário, amigo, o Benfica está contigo", gritou-se na Luz.
Podia dar tantos mais exemplos, mas queixas de Olegário?, tenham um bocadinho de pudor...

Outra nota, vai para a RR, programa Bola-Branca, editado e apresentado por Pedro Sousa. Ir ouvir Devesa Neto, benfiquista doente, ex-árbitro auxiliar de P.Paraty e que, como se devem lembrar, era uma espécie de relações públicas, no "famoso" restaurante Sapo, na célebre época 2004/2005, não lembra ao Diabo. Está assim o jornalismo em Portugal...

PS 1 -
Meus caros amigos, como podem verificar pela capa do Pasquim da Queimada, de hoje - basta verem em baixo, à esquerda -, eles são tão previsíveis, tão patéticos, tão ridículos, que nem sinto particular satisfação em ter previsto o que vinha aí...
PS 2 - Essa dos adeptos do Benfica boicotarem os jogos fora, é de rir às gargalhadas. Ainda não tinha acontecido nada e no Afonso Henriques estava apenas pouco mais de meia casa... Definitivamente, em Portugal não existem só benfiquistas, portanto, por uma questão de higiene mental, poupem-nos!

- Copyright © Dragão até à morte. F.C.Porto, o melhor clube português- Edited by andreset