A vergonhosa vassalagem de V.Pereira ao clube do regime

Com adeptos destes...
Meus caros amigos, vejam o vídeo... Já viram? Este é o benfiquista típico e é para esta gente que eles escrevem e falam; é para este tipo de adeptos, que deixam muito a desejar à inteligência, que o Pasquim da Queimada faz grandes parangonas e capas abjectas, como a de hoje; é para esta gentinha, que Vieira e os seus pares, fazem comunicados, absolutamente ridículos...; são este tipo de adeptos, que comem tudo, mas mesmo tudo e por isso precisam de ser alimentados por broncos como o Rui Gomes da Silva, hipócritas como Seara, paus mandados como Vasconcelos, freteiros como Delgado, ratos de esgoto como F.Guerra...
Deixemo-los pois, entretidos, na sua pobreza de espírito e na constante gritaria histérica, mas estejamos alerta, atentos, desconfiando de tantos elogios, que vão desde: "Porto imparável", passam por "Super-Porto" e acabam em "Villas-Boas a caminho de fazer história". Que exagero!
Claro que o F.C.Porto está bem, mas apenas normal, nada que já não tivesse acontecido no passado e ainda bem recente. Não que não gostemos de ser elogiados, mas quando a esmola é grande o pobre desconfia e nós que somos sistematicamente insultados, maltratados, boicotados, somos agora tão elogiados, curiosamente, pelos mesmos que colocam em grande destaque: "tabela classificativa adulterada", porquê? Pura hipocrisia!
Como disse há tempos atrás, eles não contavam connosco, já eram bi-campeões, este campeonato iria ser um passeio triunfal, a passadeira vermelha estava estendida, eram favas contadas... Azar, o Dragão não está de acordo!
Vídeo "sacado", com autorização presumida, do blog: http://bicampeoesdomundo.blogspot.com/Mais vale tarde que nunca!
Duas notas: na primeira e sobre o ponto 6, é curioso, o Miguel acha que a Bola devia dar explicações sobre o facto de ter publicado, de manhã, um comunicado saído de uma reunião, que aconteceu à noite...
- Miguel, não gozes com eles, que ingenuidade, como se não soubesses o que a casa gasta... E já agora, nem uma palavrinha acerca das presenças do Freteiro Delgado e Reco Guerra, na reunião que decidiu aquela "brilhante" tomada de decisão?
A segunda nota é sobre o PS, na parte que o autor do Equador confessa que não estava excepcionalmente optimista.
- Que é isso, efeito JJ, "tremideira", Miguel?
Já sobre o novo fetiche do jornalista/escritor, Fernando, sempre dá para Helton ter um bocadinho de tranquilidade - palavra que a partir de hoje, vai ser a mais ouvida em Portugal...
Clicar nas imagens para ler

SAD do F.C.Porto com razão no processo que lhe foi movido por Alexandre Magalhães.
«O Tribunal do Comércio do Porto comunicou hoje a absolvição da FC Porto SAD no processo interposto por Alexandre Magalhães, acionista que requereu a nulidade das deliberações aprovadas na assembleia geral de 28 de outubro de 2005.
Na sentença datada de 14 de setembro, a que a agência Lusa teve acesso, o 2.º Juízo do Tribunal do Comércio do Porto julgou a ação de Alexandre Magalhães improcedente "por não provada", recusando a argumentação do acionista de que a sessão magna não foi precedida "dos elementos de informação necessários à formação esclarecida da vontade social".
Alexandre Magalhães pediu que fossem "consideradas nulas ou anuladas as deliberações que aprovaram os relatórios e contas individual e consolidado do exercício de 2004/05 e a proposta de aplicação de resultados pelo Conselho de Administração da FC Porto SAD, de que os resultados negativos de 2.036.068 euros transitassem para 'resultados transitados'".
O tribunal entendeu improcedente os argumentos apresentados para a nulidade ou anulação das deliberações, por considerar que "é razoável supor, em face aos dados apresentados, discutidos e votados pelos acionistas na Assembleia Geral, que existia um entendimento inequívoco de que a atuação da administração e da fiscalização foi boa, ainda para mais num ano de sucessos desportivos e financeiros".
O sócio do FC Porto alegou também que a Comissão de Vencimentos "utilizou abusivamente os seus poderes e os seu direito de voto, em manifesto prejuízo dos acionistas e apenas no interesse dos beneficiários", considerando que era "ilegal a gratificação atribuída aos membros da Administração (presidente e administradores executivos) pela referida Comissão em 15 de outubro de 2004".
As remunerações atribuídas aos membros da Administração da FC Porto SAD "ascenderam a 2,29 milhões euros, verificando-se um aumento em relação ao exercício anterior de 1,33 milhões de euros".»
É pá, deixei passar quase uma semana, sempre à espera que esta notícia tivesse algum desenvolvimento, algum impacto, mas nada! No início do julgamento tanta badalação e agora apenas uns leves murmúrios?
Assim fica difícil manter a calma e a serenidade

«Futebol: Liga (5.ª jornada) - FC Porto continua 100 por cento vitorioso, novamente com polémica
20 de Setembro de 2010, 21:37
Porto, 20 set (Lusa) -- O líder FC Porto manteve hoje o seu trajeto 100 por cento vitorioso na Liga portuguesa de futebol, ao vencer fora, novamente com polémica, o Nacional por 2-0, no fecho da quinta jornada.
Uma grande penalidade não assinalada, por mão na bola de Rolando, aos 22 minutos, com os portistas a vencer por 1-0, é mais um lance a entrar para a história neste início tumultuoso da temporada 2010/2011 em termos arbitrais.
Um golo na própria baliza de João Aurélio, um "excelente" cabeceamento após livre de Bellushi, aos 20 minutos, e Silvestre Varela, aos 56, servido por Hulk, após falha comprometedora de Stojanovic, selaram o triunfo.»
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/11541610.html
Os sublinhados são meus.
Colocaram-me na caixa de comentários esta "preciosidade" da Lusa, Agência de Notícias de Portugal, SA, mas porque me enganei e apaguei o comentário, nem me apercebi do que se tratava... Até que recebi um e-mail sobre o mesmo assunto, li a notícia e nem queria acreditar...
Depois da SIC, na quinta-feira, através desse pateta alegre, José Augusto Marques, que sonha com jogadores do seu Benfica e depois chama Gaitan ao Falcao, entre outras peripécias que deviam envergonhar Balsemão - tanta mediocridade, tanta incompetência, tanta falta de rigor e de profissionalismo, tira credibilidade e normalmente acaba mal...; depois de Valdemar Duarte, essa aberração de jornalista, não ter feito ontem, outra coisa, senão insinuar de forma torpe, rasca e baixa sobre o Nacional, jogadores e técnicos, passando 90 minutos a colocar em causa os méritos da justíssima vitória portista; hoje acontece este triste e lamentávelm episódio, esta forma vergonhosa de noticiar, com indícios claros de provocação, feitos pela agência de notícias do país, empresa com maioria de capitais públicos - dinheiro dos nossos impostos. Um aparte curioso: Joaquim Oliveira, através da Controlinveste, tem 23% da Lusa...- e que devia ter como regra a clareza e a objectividade na informação. Não tem, mas pior, ninguém é responsabilizado, ninguém é chamado a explicar-se, ninguém quer saber de nada. Será que só vão acordar no dia, em que, perante tantas faltas de respeito, alguém farto de ver o seu clube tão maltratado, tão achincalhado e tão provocado, reaja drasticamente? É que assim fica difícil manter a calma e a serenidade.
C.D.Nacional 0 - F.C.Porto 2. Olhamos para trás e que "tremideira!"


Pois é, premonitório, JJ, uma grande "tremideira" originou um jogo calmo, tranquilo, de controlo e domínio total do jogo, com uma posse de bola esmagadora, do F.C.Porto, que sem ser brilhante, justificou claramente a vitória, que se não fosse Bracali, podia ter sido por goleada.
Depois e até ao descanso, mais do mesmo, domínio, posse, mas pouca objectividade, pouca velocidade, muitas escorregadê-las, um ou outro remate e dois lances para quebrar a monotonia: a mão de Rolando - falarei desse lance mais à frente - e penalti, indiscutível desperdiçado por Falcao, que não estava nos seus dias.
Resumindo: vitória justa, indiscutível, do líder, que já vai em 9 vitórias consecutivas, em jogos oficiais.
Sapunaru: fez bem André Villas-Boas em manter o romeno, em detrimento de Fucile. O lateral-direito está bem, confiante, defende bem e hoje até atacou mais do que o costume.
C.D.Nacional - F.C.Porto. Ganhar, se necessário, contra Paixão




A procissão mal saiu do adro e ainda há um longo caminho a percorrer, mas já se joga muita coisa nesta jornada do campeonato - Liga Zon Sagres. Com os dois principais rivais na luta pelo título, Benfica e Sporting - continuo a pensar assim, apesar do excelente Braga de Domingos Paciência e do Guimarães de M.Machado estar a ter um início curioso... -, a defrontarem-se hoje e um ou até os dois, a poderem perder pontos, o jogo frente ao Nacional é muito importante para o F.C.Porto. É que em caso de vitória do líder, para além dos três pontos e da continuação de um percurso totalmente vitorioso, com tudo o que isso significa na moral e na motivação de uma equipa que é boa, esta jornada, pelas razões que referi anteriormente, pode significar o aumento, para números impensáveis, da vantagem portista e como nós sabemos, até pela experiência da época passada, correr atrás do prejuízo, é complicado, aumenta a pressão, tira descernimente e qualidade, conduz a percalços inesperados.
Mas se jogar na Choupana nunca é fácil - mesmo que as estatísticas mostrem que o saldo é francamente positivo para o Dragão... -, pelo valor do conjunto insular, pelas condições atmosféricas - muitas vezes, frio e nevoeiro -, desta vez temos um factor extra, Bruno Paixão - falarei dele mais à frente -, que ainda pode complicar mais e acrescentar dificuldades, às já esperadas dificuldades.
Assim e para concluir: um Dragão valente, coeso, com a atitude e o espiríto correctos, tem condições, porque é melhor, de continuar na senda das vitórias e conquistar a nona consecutiva, um feito, independentemente de tudo o resto...
Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Helton e Beto,
Defesas, Fucile, Sapunaru, Rolando, Maicon, Otamendi e Álvaro Pereira,
Médios, Fernando, Souza, Belluschi, J.Moutinho, C.Rodríguez e Ruben Micael,
Avançados, Varela, Falcao, Walter, Ukra e Hulk
Equipa provável: Helton, Fucile, Rolando, Maicon e Álvaro, Fernando, Belluschi J.Moutinho, Varela, Falcao e Hulk.

Porquê Bruno Paixão? Porquê, numa semana de histerismo vermelho, nomear um árbitro que tem um currículo, impressionante, de prejuízos ao F.C.Porto? É uma nomeação pouco cuidada e uma grande falta de bom senso de Vítor Pereira. Espero que o jogo decorra sem casos, que Paixão faça uma grande arbitragem e que as duas equipas acabem o jogo sem razões de queixa. Mas se a arbitragem for o costume, que a cada erro, por mais grosseiro que seja - até como o da foto! -, o F.C.Porto reaja, não se deixe abater, demonstre estôfo, responda com uma grande jogada e se necessário, seja capaz de ganhar, até contra Paixão!
Nada transcendente
«Temos oportunidade de ganhar pontos a, pelo menos, um adversário directo, mas convém lembrar que esta será apenas a quinta jornada. São oito vitórias consecutivas, mas são apenas quatro na Liga. Não há nada de transcendente nisso.»
Motivação e obrigação
«Pode ser uma boa oportunidade para aumentar a vantagem pontual em relação a um ou mais concorrentes, em caso de vitória na Madeira. Se isso pode funcionar como motivação extra? Acho que sim, acho que poderá ser, mas a obrigação desta equipa passa sempre por conquistar a vitória.»
Consolidar
«Os jogos fora com o Nacional e o Guimarães e, de permeio, com o Olhanense em casa, são importantes para nós, por se tratar de oportunidade para consolidarmos a liderança, até porque, nesta fase, registar-se-ão confrontos directos entre outros candidatos ao título.»
O melhor e o pior
«Parece-me muito cedo para tirar ilações definitivas sobre o Nacional, que tem alguns jogadores importantes lesionados. E, se o Nacional foi capaz do melhor e do pior em casa [venceu o Benfica e perdeu com o Guimarães], também apresentou um registo idêntico jogando fora, com uma vitória em Vila do Conde e uma derrota em Leira.»
Passar jornada na liderança
«O mais importante é sabermos que passamos esta jornada na liderança, queremos conquistar os três pontos, cimentando a liderança, e aproveitar os confrontos directos entre outros opositores nas próximas jornadas.»
Contra o bloqueio mental
«As deslocações à Madeira, pela regularidade com que se regista o tropeção, tornou-se um bloqueio mental. São sempre jogos complicados e é fundamental afastar esse bloqueio. A equipa está forte e vamos à Choupana para jogar na máxima força.»
Lado imprevisível
«Toda esta alternância que temos feito, mais a variabilidade de jogo que temos evidenciado, mais o que cada jogador é capaz de oferecer ao colectivo e esse factor surpresa permitem-nos encarar todo este leque de opções com extremo agrado, pelo que é possível que possa haver alterações no onze, embora o mais importante seja sublinhar esse lado imprevisível daquilo que o FC Porto pode fazer.»
Competitividade interna
«A estreia do Otamendi é tão importante como a estreia do Sereno ou a titularidade do Rolando e do Maicon. O Sereno e o Otamendi têm um desafio pela frente e o Rolando e o Maicon têm-se revelado uma dupla segura dentro de um colectivo forte. Trata-se de competitividade interna. Sinto que todos os jogadores têm sido competitivos e que todos ameaçam ser convocados. A alternância na convocatória revela isso mesmo.»
Velocidade de adaptação
«O Falcao é um jogador de grande prestígio e o Walter também. Creio que há adaptações mais bem sucedidas do que outras ao jogo europeu e ao futebol português. E o Walter teve um período de inactividade antes de chegar ao FC Porto. O facto de estar presente com regularidade nas convocatórias revela um jogador disponível para ameaçar a titularidade.»
Mensagem perigosa
«A mensagem de vitória e de sucesso é perigosa, porque permite o frenesim e um determinado tipo de elogios que podem levar a um tropeção. O frenesim do elogio máximo e do FC Porto bestial pode passar rapidamente ao outro extremo. Esta é a continuação de um percurso de 12 vitórias consecutivas iniciado na época passada. Não é nada de anormal para o FC Porto, que tem de manter-se numa dinâmica de vitórias.»
Nova ordem
«Temos um grande percurso pela frente. A mim e aos jogadores, entusiasma-nos uma nova ordem, uma nova organização. Sem criticar a anterior, que tantos êxitos conseguiu, creio que a nova organização estimula outro tipo de qualidades gerais nos jogadores, tanto tácticas como técnicas, além da liberdade que têm em jogo para decidir. Essa liberdade, que é condicionada, traz um novo estímulo aos jogadores, permitindo-lhes reencontrar novas soluções neles próprios, que eles mesmos desconheciam, o que conduz a um tipo de jogo imprevisível. Fundamental é impedir que esta onda de elogios conduza ao relaxamento.»
Cadeira de sonho
«Não aceitaria conduzir a selecção portuguesa em dois jogos, porque, como sabem, estou sentado na minha cadeira de sonho e não abdico dela por nada.»
PS - Ai o Kléber, do Marítimo, foi expulso e não pode jogar frente ao Benfica, na próxima jornada! Curioso, muito curioso! Não andavam já por aí, uns anormais, a especularem que, pelo facto do Marítimo ter inviabilizado a transferência do jogador para o F.C.Porto, estava a ser penalizado? Afinal...
Como "descascar" um adversário, por André Villas-Boas

«RELATÓRIO DE JOGO de ANDRÉ VILLAS-BOAS:
Competição: Barclays Premiership.
Data: 19-11-2005.
Jogo: Chelsea vs Newcastle.
ORGANIZAÇÃO OFENSIVA:
Equipa organizada em 4x4x2 ou 4x4x2 losango. Esquema inconsistente, mas com bons resultados. Motivação + grande espírito. Muita vocação ofensiva e agressividade, sempre com pensamento de jogo atacante e de manter o ritmo alto. A construção de jogo é sempre rápida e objectiva, com momentos de posse explosiva ou jogo directo para Michael Owen em profundidade. Incrível eficiência na 4ª fase e poder de fogo tremendo com dois dos melhores avançados do mundo (cruzamentos!!!).
Construção de jogo curto tem o 1º passe para os centrais. São extremamente vulneráveis na 1ª fase quando sob pressão. Boumsong comete erros básicos ao fazer o 1º passe para Scott Parker ou Emre. Construção de jogo longo é uma ameaça. Shay Given põe a bola com precisão na cabeça do Alan Shearer. Objectivo é sempre servir o movimento de Owen (já está a correr quando a bola ainda está no ar). As segundas bolas são muito agressivas com Emre e Parker a reagirem rapidamente e a organizarem desde logo o jogo.
Da 2ª para a 3ª fase, há um padrão na construção do jogo. Normalmente envolve uma abordagem mista de jogo directo com posse de bola e jogo curto. Os centrais gostam de jogar nos laterais, para que estes corram com bola. Se o espaço for apertado, o Owen vai fugir para os flancos (normalmente o lado direito) para receber. Outro padrão é quando o Emre e o Parker descem para receber a bola e pô-la em profundidade nos avançados. (Ambos com boa visão de jogo – importante retirar profundidade).
Pela natureza do sistema de jogo, um dos médio-centro envolve-se em penetrações pela zona central. Normalmente é o Emre – importante estar atento ao lado direito.
Solano raramente abre na linha. Prefere actuar como 3º médio, entre linhas, atrás dos avançados. Chega com bom timing nas costas dos defesas, pelo que liberta os avançados, com passes perigosos entre as nossas posições. Quando não consegue fazer isso, por a defesa estar apertada, dá espaço para a entrada de Stephen Carr que vem de trás para cruzar (importante a acção do nosso extremo na cobertura).
No outro lado, N’Zogbia é um extremo puro. Dá largura, recebe a bola aberto na esquerda. Ataca os laterais. Incrível qualidade no 1x1. Domina todos os tipos de comportamento para um extremo. Grande qualidade nas diagonais quando Shearer desce até ao meio-campo. Aparece bem ao 2º poste para finalizar.
Esperar sempre combinações entre os 2 avançados, Shearer e Owen. Muita agressividade e velocidade.
Nos momentos em que Owen abre na linha, Shearer recua para lhe dar a bola. Eles dominam esta rotina, pelo que é importante para nós termos mecanismos de defesa (centrais a fechar bem por dentro) para as segundas bolas enviadas por Shearer(tanto de cabeça como segurando o defesa, virando-se e fazendo o passe). Os movimentos do Owen são imprevisíveis, porque tanto podem acontecer nas costas como na cara da defesa. É importante antecipar mas com certeza na decisão.
Cada cruzamento é uma situação perigosa. É por isso que devemos evitá-los. O movimento normal é de ataque diagonal. Owen surge ao 1º poste vindo do 2º (golos frente ao Blackburn e ao West Brom). Shearer gosta de atacar na marca do penalty (usa o corpo e a força para se libertar dos defesas).
TRANSIÇÃO OFENSIVA:
Mudança de atitude rápida e agressiva. Movimentação de Owen em profundidade é a principal ameaça. Da zona defensiva, preocupam-se em vê-lo e pôr a bola nas nossas costas imediatamente. Quando não podem começar logo o ataque, dão inicio à posse de bola, com Emre e Parker como referências para a organização.
Incrível dinâmica colectiva. Avançam rapidamente e com apoios. Particularmente o central que vem detrás, que sobe para meter a bola na área.
Na defesa, cometem erros e acusam tremendamente a pressão dos adversários – Momento ideal para matar a construção e explorar!
Transições do Guarda-Redes. Passe longo imediato para as costas ou contra-ataque para as alas ou para o central em jogo curto. Importante bloquear ou antecipar.
ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA
Equipa organizada como um bloco médio. Grande vocação ofensiva deixa-os expostos ou com desvantagem numérica – quando perdem a bola, há muitos jogadores fora das posições. Equipa que mistura agressividade com passividade, dependendo do opositor. Às vezes parece que dão iniciativa. Quando acreditam terem o jogo controlado, rapidamente mudam de atitude.
Podemos ser bem sucedidos na construção de jogo longo, se jogarmos pelas alas ou pelo centro antes da zona dos centrais, onde Parker e Emre estão. Estas situações permitem ganhar a 1ª bola no ar e tirar vantagem daí.
Pressão do meio-campo depende do sistema usado. Se jogarem no 4x4x2 clássico, o comportamento tem dois momentos distintos: 1) na 1ª e 2ª fase, se o opositor joga a bola pelo meio-campo, pressionam forte e obrigam a errar. 2) quando o opositor já está no ataque, não pressionam tanto e deixam ficar o bloco compacto, com muita gente no centro, à espera de erros. Se jogarem em losango, vão ser muito mais agressivos, o espaço no centro do terreno é menor e jogar pelo meio envolve mais riscos de perder a bola (por outro lado, os nossos centrais têm mais liberdade para jogar).
Defesa altamente inconsistente tanto em termos individuais (Boumsong principalmente!) como em termos de coordenação colectiva. Misturam marcação à zona com marcação individual do Boumsong. Por andar atrás dos avançados, raramente dá cobertura ao Babayaro, pelo que ficam mais fracos do lado esquerdo. Com o Babayaro importa usar o drible, ritmo e explosão nas mudanças de direcção, porque é lento a reagir. 1x1 fácil!
Given é inconstante. As segundas bolas de cruzamentos ou remates são frequentes, por isso é importante os avançados acreditarem e aparecerem ali.
TRANSIÇÃO DEFENSIVA - APÓS PERDER A POSSE DA BOLA:
Mudança de atitude média, mas a equipa está muito partida, principalmente do lado direito onde têm dois jogadores que não conseguem recuperar rapidamente as posições (Carr e Solano). Isto obriga o Parker a ser o único a cobrir as nossas transições, mas é muito espaço só para ele sozinho.
Na esquerda, N’Zogbia tem uma transição defensiva excelente e recupera rápido ou fecha no meio-campo- isto acentua a importância de matá-los no lado direito.
A defesa pode ser posicionada alta no campo. Há espaços nas costas, que podemos explorar. Podem tentar o fora-de-jogo, mas muitas vezes com maus timings e maus julgamentos por parte dos 2 centrais.
BOLAS PARADAS - A FAVOR:
Provável jogada estudada no pontapé de saída. Bola longa para os avançados ou extremos.
Livres laterais metidos na área pelo Emre, N’Zogbia ou Solano. Todos têm capacidade para cruzar bem. Normalmente 4 jogadores atacam a bola na diagonal + uma entrada mais tarde de um dos 2 jogadores que ficam à entrada da área. Movimentos perigosos de Owen e Shearer. Qualidade nas segundas bolas fora da área- remates imediatos – importante parar!
Muitas opções nos livres frontais (atenção às combinações também). Indirectos são um toque para o remate forte e preciso do Shearer. (atenção).
Emre pode meter a bola a contornar a barreira para o poste mais longe do GR e do lado esquerdo o Solano pode fazer o mesmo. Atenção ao Owen nas segundas bolas!
Os cantos são batidos pelo Emre, Solano ou N’Zogbia. Não só nas diagonais, há jogadores a aparecerem ao 2º poste (Titus Bramble principalmente)! O Owen tenta atrapalhar o GR, mas pode aparecer ao 1º poste também. Shearer é sempre ameaça. Atenção às combinações com o Carr. Ele fica atrás, mas se adormecermos ele aparece perto e cruza de primeira à procura da surpresa.
Lançamentos laterais longos são perigosos com o Carr a meter no Shearer, na área, que ou finaliza ou mete no Owen. Este sempre nas segundas bolas!
BOLAS PARADAS - CONTRA
Nos livres laterais eles põem dois jogadores na barreira (não saltam), N’Zogbia no espaço, não deixam ninguém na frente mas são rápidos no contra. Todos os outros marcam homem-a-homem.
Nos livres frontais põem 5 homens na barreira (não saltam). Põem um jogador livre, fora da área, para evitar combinações. Não fica ninguém na frente. Os outros marcam homem-a-homem.
Nos cantos, Carr no primeiro poste e Solano no outro. N’Zogbia fica no espaço entre o canto e o primeiro poste. Owen e Emre ficam fora da área. As transições começam com eles - importante controlar o movimento deles se perderemos a bola.
Se o Shearer for o homem a ficar no espaço, explorar menos um homem alto na marcação. Podemos tirar partido das bolas paradas!
Given fraco nos cruzamentos. Frequentemente soca a bola para limpar o lance.
OUTRAS OBSERVAÇÕES:
Luque está de fora agora, mas talvez ainda recupere (banco provável).
Equipa em bom momento. Motivado e finalmente a encontrar equilíbrio. Importante manter atenção à alta intensidade de jogo.
Muita rapidez e alerta nas segundas bolas – depois de ganharem a bola têm soluções e tentam meter no Owen em velocidade.
Más transições defensivas e bolas paradas. Deixam jogadores atrás para terem superioridade, mas não conseguem lidar com o contra-ataque no espaço. É ainda mais evidente do lado do Babayaro – podemos matá-los por aqui.
Substituições não implicam alteração do sistema. Mas o losango pode sempre ser opção para eles. Jogadores do banco têm qualidade técnica e podem decidir o jogo. Kieron Dyer e Lee Bowyer são dinâmicos e assumem sempre os papéis que fazem uso da mobilidade. Ameobi é uma ameaça no ar e bolas paradas. Luque tem técnica.
Owen persegue as bolas perdidas e os passes atrasados para o GR (grande perigo)!»
Texto: Tiago Pereira.
PS - Alô, é da Lavandaria da Queimada?
- É sim...
- Podiam fazer o favor de vir lavar o O.Cardozo?
- Com certeza e de borla. Vamos já mandar o Paralvas, pode ser esse?
- O Paralvas? Claro, é dos nossos...
- Ó amigo, aqui, salvo uma, sei lá duas excepções, é tudo gente nossa...queria dizer, vossa...
Carta aberta ao Pr. do Sindicato dos Jornalistas

Exmo. Senhor Presidente do Sindicato dos Jornalistas
No princípio do ano, dia 2 de Fevereiro, disputou-se no Estádio do Dragão e a contar para a Taça de Portugal, um jogo entre o F.C.Porto e o Sporting. Nessa partida, por variadíssimas razões, que quem acompanha o futebol português, tem um mínimo de isenção e rigor, facilmente perceberá, o F.C.Porto não permitiu a entrada no estádio a jornalistas do jornal A Bola. Perante as queixinhas, de quem, se tivesse um pingo de vergonha na cara, estava quietinho, o Sindicato achou por bem tomar posição, criticar e condenar o F.C.Porto e fê-lo no seguinte comunicado:
«O Sindicado dos Jornalistas (SJ), condena o novo incidente registado esta semana entre o Futebol Clube do Porto (FCP) e o diário desportivo "A Bola", que impediu o acesso dos jornalistas deste órgão de informação à cobertura de um jogo a contar para a Taça de Portugal, e anuncia que vai pedir à Entidade Reguladora para a Comunicação Social e à Procuradoria Geral da República que averiguem os factos e actuem em conformidade.»
Na altura, porque achei que o Sindicato se limitava a agir a jusante e não estava preocupado com as origens do problema, do que tinha levado o F.C.Porto a tomar aquela decisão, enviei-lhes um pequeno e-mail que rezava assim:
«Se vocês, antes de tomarem essa posição, chamassem à pedra e denunciassem a pouca vergonha sectária, facciosa e pró-Benfica do jornal A Bola, se calhar as coisas nunca chegariam a este ponto.»
Poís é, Senhor Presidente, os tempos passaram e sobre o tipo de jornalismo que se pratica no jornal, com sede na Travessa da Queimada, nada, o Sindicato não tuge nem muge, mesmo perante factos que comportam violações grosseiras da ética e da deontologia profissional, como se pode demonstrar num comunicado do F.C.Porto, que alude à presença de dois jornalistas de A Bola, J.Delgado e F.Guerra, num jantar que esteve na origem da famosa declaração de guerra do Benfica, contra tudo e contra todos.
Assim, perante estes factos concretos e como os portistas são filhos de boa gente, concluo, deixando-lhe a seguinte pergunta: como A Bola persiste em fazer um jornalismo faccioso, sectário, vermelho, passando, sistematicamente a ideia, falsa, que só há verdade desportiva quando o Benfica ganha e ao contrário, quando o F.C.Porto é mais forte, melhor e domina, é tudo à custa de manobras reprováveis, vai o Sindicato ter a mesma atitude, se, no futuro, expressando o sentir da sua imensa massa adepta, o F.C.Porto tomar uma posição igual à que mereceu os vossos reparos?
Esta carta foi enviada ao presidente do Sindicato dos Jornalistas
Esta questão, foi tratada neste post:
O plantel, a equipa, os sistemas, os intérpretes, mais A Bola, fora do Dragão
F.C.Porto 3 - Rapid de Viena 0. Maestro João, na oitava dança do Dragão
Resumindo: compreendo que seja preciso poupar - o próximo j
Os jogadores: ninguém jogou tão mal que mereça nota negativa - nem Hulk, apesar do que referi. O brasileiro, longe do fulgor do jogo frente ao Braga, teve bons momentos, mas quando começou a perder bolas, a discutir mais que a jogar, a complicar e como o resultado estav
Pobre Portugal, nunca mais ultrapassas o trauma da morte de D.Sebastião... E o Mourinho vai nisso?!...




