Muito interessante a conversa entre Rui Miguel Tovar e Jorge Coroado, principalmente porque ficamos a saber uma coisa que desconhecíamos, os anjinhos da Luz antes de partirem os dentes a Pedro Proença e darem um cachaço no assistente José Ramalho, por exemplo, já tinham feito grandes tropelias anteriormente, ameaçaram de pistola e faca o éx-árbitro e agora comentador, Jorge Coroado, porque ele, vejam lá, teve o desplante de expulsar o jogador do Benfica, Claudio Caniggia. Numa altura que os peões de brega, chouriços, baleias, freteiros com calo e menos calo, reco-recos e afins, andam muito preocupados porque dois alegados adeptos do F.C.Porto foram à Maia mandar umas bocas, não é extraordinário saber-se que eles nos métodos de persuasão, estão muito mais avançados e há muito mais tempo? É, com certeza.
A azul as declarações de Coroado.
«Pastéis de Belém. Um para cada, só em jeito de início de conversa. Que isto vai demorar. Ai vai, vai. Jorge Coroado é um árbitro como poucos. Começa pelo currículo respeitável de mais de 200 jogos na 1.ª divisão portuguesa. É o primeiro de sempre a ultrapassar essa barreira. De 1986 a 2000, é um fartote. Como os pastéis. E é homem para grandes cometimentos, como expulsar três benfiquistas na Luz ou dois portistas no Bessa. Venha de lá o parlapiê.
Ò Rui, e esta conversa é para onde?
Observador, o site.
Conheço, sim. E papel, nada?
Era bom, não era?
Então não? Sabe, aprendi imenso nos jornais.
Eu também. A geografia, por exemplo. Quando havia o sorteio da 1.ª eliminatória das competições europeias, era uma maravilha. O Sporting em Timisoara, o Boavista em Marx-Stadt, o Belenenses em Mostar, o Vitória em Istambul, o Porto em Helsínquia, o Benfica em Budapeste. Ainda hoje, esse conhecimento de estabelecer relação entre as cidades e os países é dos desportivos.
Isso mesmo. Outros tempos. Aprendíamos imenso com os jornais. Muito mesmo. Olhe, aprendi a ler pelos jornais. Lia a Guidinha.
Era uma crónica do Luís de Sttau Monteiro no “Diário de Lisboa”. Também foi ele o autor d’A Mosca, no mesmo jornal. Aquilo era a minha leitura. Na escola, a professora pedia-nos para pontuar o texto. Sabe como é, incluir vírgulas, pontos finais, parágrafos, exclamações, interrogações.
Ainda bem que está aí. De onde é? Onde mora? O que faz?
Vivia ali na zona do Belenenses.
E ia ao Restelo?
Muitas, muitas vezes. E composto, bem composto. Não é como agora [e abana a cabeça em desaprovação pela média de 4 mil adeptos/jogos nos 11 jogos para o campeonato 2016-17].
Já queria ser árbitro?
Não, nem pensar. Se bem que me lembro perfeitamente de ter 9 anos de idade e ver milhares de pessoas a manifestarem-se contra um homem só, o árbitro. Para mim, aquilo tudo não tinha cabimento. Mas ainda não pensava nisso da arbitragem, até porque fui praticante de atletismo do Belenenses até aos 18 anos.
Eu li o anúncio Associação de Futebol de Lisboa n’A Bola, lembro-me como se fosse agora. Estava lá um quadradinho e, claro, aquilo espicaçou-me. Provocou em mim uma curiosidade infinita. Fui lá inscrever-me no curso e saber as regras.
E o futebol?
Exceção feita aos jogos propriamente ditos, sobretudo os dos grandes no Restelo, onde a festa era imensa, a minha memória mais forte é o dia seguinte.
As segundas-feiras?
Na barbearia debaixo da minha casa, discutia-se bola, bola e mais bola. Com o jornal A Bola ali ao lado, claro está.
Xiiiii, é o tempo dos tri-semanários desportivos.
Isso mesmo, A Bola à 2.ª, 5.ª e sábado, Record à 3.ª, 6.ª e domingo e ainda o Mundo Desportivo.
E quando nasce essa mania da arbitragem?
Vi o anúncio da Associação de Futebol de Lisboa n’A Bola.
Estavam à procura de árbitros?
Antes, era assim. Agora, o anúncio está na internet. Eu li o anúncio n’A Bola, lembro-me como se fosse agora. Estava lá um quadradinho e, claro, aquilo espicaçou-me. Provocou em mim uma curiosidade infinita. Fui lá inscrever-me no curso e saber as regras.
Lembra-se da sua estreia absoluta?
Fiscal-de-linha de António Ferreira, num Loures-Sacavenense em juniores.
Uau, boa memória. E o segundo jogo, já agora?
Em Algés, um jogo entre equipas do Casal Ventoso, novamente como fiscal-de-linha.
E como árbitro?
Fui o primeiro de sempre a passar os 200 jogos na 1.ª divisão.
E a estreia?
Vidal Pinheiro, outubro 1986, um Salgueiros-Farense. Acaba 2-0. Nesse jogo, marca o Mike Walsh, aquele que jogou no Porto. Era pai de quadrigémeos, que figura.
Repito-me, que memória.
Essa da estreia na 1.ª divisão é fácil: 1986 foi um grande ano para mim.
Então?
É o ano do meu casamento e da minha entrada no BCP [Banco Comercial Português].
Como foi essa viagem para o Salgueiros-Farense?
Viajei de véspera. Aliás, viajava sempre de véspera. Como os jogos eram sempre ao domingo, às 15 ou 16, dependia do horário de inverno ou verão, saía daqui com os meus fiscais-de-linha ao sábado. Dormia na cidade em questão e apitava tranquilamente no domingo.
E vinha quando?
Sempre a seguir ao jogo. E sem parar. Havia quem parasse em Águeda, onde havia um restaurante conhecido por receber este e aquele. Eu não. Sempre fui direto, sem parar.
Dava para chegar a casa e ver o Domingo Desportivo?
Dava para chegar a casa e jantar com a minha mulher.
Em 1986, a A1 dá até…
Só até ao Carregado. Daqui a Braga, eram sete horas. Daqui a Vila Pouca de Aguiar, para apitar em Chaves, eram umas 10 horas. Se saísse daqui às 13 horas, chegava às 23.
Quanto recebeu por essa primeira viagem ao Porto?
20 escudos.
Como?
Ainda dei 20 escudos da minha algibeira.
Como assim?
Entre despesas de deslocação, alimentação, hospedagem e pagamento da diária aos meus fiscais-de-linha, fiquei a dever 20 escudos a mim mesmo.
Outros tempos?
Meeesmo. Para começar, só recebíamos subsídio se viajássemos 150 km para fora de Lisboa, ida e volta. De 150 km a 250 km, recebíamos tanto. De 250 km a 500 km, outro tanto. Para cima de 500 km, mais um tanto.
E os hotéis?
Isso era à sorte. Havia bons, assim-assim e maus, muito maus. Melhorou muito a partir de uma certa altura em que o profissionalismo tomou, e bem, conta do futebol no seu todo.
Como era um hotel muito mau?
Bem, uma vez apanhei um hotel que nunca mais. Tanto assim é que fiz queixa ao Turismo Cruzeiro, era assim que se chamava a companhia que nos marcava os hotéis. Foi lá em cima, em Trás-os-Montes: a cama não tinha uma perna, a banheira tinha mais surro que Deus me livre e se atirasse a carcaça do pequeno-almoço à cabeça de um dos meus fiscais-de-linha, pobre coitado, ficava inutilizado.
Benfica-Torreense. O que lhe diz este jogo?
Na Luz. O Torreense, que faz aí a sua última época na 1.ª divisão, era treinado pelo Manuel Cajuda. E onde errei foi não ter assinalado um penálti contra o Benfica, por falta do Neno. O próprio confirmou-me anos depois. Fez falta sobre um brasileiro chamado Bigu.
Uma vez apanhei um hotel que nunca mais. Tanto assim é
que fiz queixa ao Turismo Cruzeiro, era assim que se chamava a companhia
que nos marcava os hotéis. Foi lá em cima, em Trás-os-Montes: a cama
não tinha uma perna, a banheira tinha mais sarno que Deus me livre e se
atirasse a carcaça do pequeno-almoço à cabeça de um dos meus
fiscais-de-linha, pobre coitado, ficava inutilizado.
E mais, e mais?
Zero-zero e expulsei Paulo Sousa, na primeira parte, por falta. Depois, já no fim, o César Brito, por palavras, e o Pacheco, também por palavras. Aliás, a história do Pacheco tem piada.
Então?
O Mozer é que me contou, depois confrontei o Pacheco e ele confirmou-me. Ao minuto 90, há um lance na área do Torreense, gera-se uma confusão e é daí que sai o vermelho para o César Brito, por palavras. O Pacheco, que até nem estava ali, veio a correr na minha direção e disse-me na cara, neste português, ‘meu filho da puta, não tens colhões para me mostrar o vermelho’. Ainda ele não tinha terminado a frase e já lhe estava a exibir o vermelho, não por palavras, porque como lhe digo nem ouvi o que ele me disse, a forma de se dirigir a mim é que foi insultuosa e merecedora de expulsão. Conta o Mozer, e depois o Pacheco, que quando mostrei o vermelho, o Pacheco desabafou ‘tens mesmo colhões!’ Há mais, atenção.
Uyyyyy…
No final do jogo, o Gaspar Ramos convidou-me para ir à sala de imprensa e aceitei. Cheguei lá e não havia nem um jornalista, só sócios do Benfica. Saí logo, claro. Ainda nesse dia, fui convidado para ir à RTP. Foi uma experiência inesquecível e divertida.
Então?
Dividi estúdio com o Toni, então adjunto do Eriksson no Benfica, e ele saiu-se com uma boa: que a minha atuação foi uma vingança com 30 anos de atraso. [Jorge Coroado abana a cabeça a rir-se]
Trinta anos?
Como eu sou do Belenenses, o Toni lembrou-se daquele Benfica-Belenenses de 1970 em que o árbitro João Nogueira expulsou Torres e Malta da Silva antes do intervalo. A multidão da Luz invadiu o campo e interrompeu o jogo. O árbitro safou-se de boa, devidamente protegido pelo Toni, então capitão do Benfica. Cabe realçar o facto de estar um dia de chuva e a maior parte das pessoas estar munida de um guarda-chuva, uma apreciável arma para quem quer acertar contas.
Como saiu da Luz nesse dia?
Pelo outro lado.
Eram frequentes essas saídas pelas traseiras?
Não, raro, raro, muito raro.
E era de expulsar muitos?
Uma vez, em 1977, um jogo das distritais de Lisboa acabou mais cedo porque expulsei sete jogadores do Castelo e dois do Atlético de Algés. Estava no início da minha carreira e também ainda estávamos no PREC. Se hoje o respeito pela autoridade é diminuto, na altura era inexistente
Qual o seu pior momento?
Em 1991, um Gil-Farense em Barcelos, só me deixaram dois vidros intactos. Fiz queixa, claro, e pagaram-me os 300 contos de arranjo.
Qual era o carro?
Um portentoso Citröen BX.
Sobreviveu a Barcelos?
E ainda apanhou mais, coitado. Em Paços, ficou sem pára-brisas nem as tampas das jantes. E também levou um pontapé.
De quem?
Um fulano.
Ahhhhh, vá lá. Qual fulano?
Olhe, lembra-se daqueles debates de bola à 2.ª feira, na barbearia debaixo do meu prédio? Pois bem, era uma dessas pessoas. Sportinguista doente.
Olho para cima e um sujeito atira-me um cachecol do
Chelsea. Nunca tinha visto aquele sujeito. O cachecol foi comigo para o
balneário. Tomei banho e saí do estádio, com o cachecol na mão. Antes de
entrar no carro, em direção ao restaurante para o jantar, meti o
cachecol à volta do pescoço. Os adeptos do Chelsea que ainda andavam por
ali entraram em delírio e perseguiram-nos até ao restaurante.
Qual era o jogo?
Sporting-Benfica em juvenis.
Também apitava as camadas jovens?
Até ao fim da minha carreira, mesmo já internacional, apitava ao sábado e depois ao domingo. No meu último ano, apitei ainda 17 jogos de juniores da AF Lisboa.
Então apanhou grandes craques.
Siiiim. Lembro-me bem de Figo, Simão, Paulo Sousa e Rui Costa. Vi-os crescer.
Como internacional, qual foi o primeiro jogo?
Itália-URSS em La Caserta, perto de Nápoles. Um jogo do campeonato militar.
E o primeiro jogo de seleções senior?
Futebol feminino, um Espanha-Suécia. Em Barcelona. Lembro-me bem do quarto de hotel no Princesa Sofia, ao lado do Camp Nou. Um quarto de luxo, com uma diária a rondar os 80 contos. Desnecessário. Apanhei alguns quartos assim, luxuosos demais. Alguns deles, o quarto era gigante.
E chegou até onde, a nível internacional?
Em 11 anos, uma meia-final da Liga dos Campeões e outra da Taça das Taças.
Nunca foi a um Mundial ou a um Europeu?
Gostava de ter ido, claro que sim, mas a minha maior alegria é ter apitado a final da Taça, no Jamor. E repeti a dose. Um Porto-Braga em 1998 e um Porto-Marítimo em 2001. Aliás, essa foi a minha despedida. Não podia escolher melhor desfecho de carreira do que subir aquelas escadas e ser saudado pelo presidente da República. Mágico.
É falta sô árbitro: curiosa imagem a meio de um Sporting-Salgueiros em 2001
Dessas meias-finais da UEFA, qual a melhor história?
Sem dúvida alguma, o Chelsea-Saragoça. Estava em causa um lugar na final e o Saragoça entrou a todo o vapor. Aquele argentino, o Esnaider, fez uma entrada arrepiante. Virei-me para ele e disse-lhe ‘põe-te à tabela, ainda me lembro o que fizeste à seleção portuguesa no Mundial sub-20 em 1991.” Acalmou de imediato.
Quem ganhou?
O Chelsea ganhou o jogo, 3-1. O Saragoça passou à final, 4-3 no conjunto das duas mãos. Há um recuerdo engraçado. No final do jogo, encaminhei-me para o balneário e, à entrada do túnel, há alguém que diz insistentemente referee. Olho para cima e um sujeito atira-me um cachecol do Chelsea. Nunca tinha visto aquele sujeito. O cachecol foi comigo para o balneário. Tomei banho e saí do estádio, com o cachecol na mão. Antes de entrar no carro, em direção ao restaurante para o jantar, meti o cachecol à volta do pescoço. Os adeptos do Chelsea que ainda andavam por ali entraram em delírio e perseguiram-nos até ao restaurante.
E depois?
Entraram no restaurante, sempre a cantar. O dono do restaurante estava para expulsá-los, só que percebeu a cena e deixou-os ficar a beber uma cerveja connosco. Foi um exemplo de desportivismo exemplar. Aquilo é diferente, lá em Inglaterra.
Também deve ter apanhado uns sustos valentes, não?
Nem me diga nada: Sigma Olomouc-Fenerbahçe. Acabou 7-1 [Novembro 1992].
Para o Fenerbahçe?
Para o Sigma. Expulsei três jogadores do Fenerbahçe.
Três?
Inclusive o capitão. Esse atirou-me a bola com um pontapé. Vermelho sem hesitação.
E depois?
O Fenerbahçe descontrolou-se em absoluto. A equipa tinha cinco ou seis jogadores agenciados pelo Valter Ferreira [responsável pela vinda de zairenses em massa nos anos 80: N’Dinga, N’Kama mais Basaúla] e foi uma cegada total. Perderam e foram eliminados. À porta do balneário, um fotógrafo turco estava como intruso e dei um pontapé na máquina. Aquilo descarrilou por completo. Só para ver, disseram-me em francês que ia chegar a Portugal com um sobretudo de quatro tábuas. Durante umas semanas, largas, tanto a GNR como a PSP vigiaram os meus filhos, da escola para casa e de casa para a escola. Todos os meus movimentos e os da minha mulher também eram observados a rigor pelas forças de segurança. Enfim, o futebol tem disto.
Qual é o outro lado?
Um Kaiserslautern-Ajax só com oito faltas, por exemplo [Dezembro 1992]. Saí do jogo fresquinho que nem uma alface. Desengane-se quem pensa que esses jogos são danados para os árbitros. Os do pára-arranca é que são uma chatice pegada. Quando as equipas não jogavam um terço do tempo, saía todo roto do campo.
Apanhou algum português lá fora?
Uma vez, sim. O Rui Costa [Setembro 2000]. Entrou em campo a dizer-me ‘Jorge, somos portugueses, não somos?’
Como acabou?
A Fiorentina perdeu 3-1 na Áustria, com o Tirol.
Disseram-me em francês que ia chegar a Portugal com um sobretudo de quatro tábuas. Durante umas semanas, largas, tanto a GNR como a PSP vigiaram os meus filhos, da escola para casa e de casa para a escola. Todos os meus movimentos e os da minha mulher também eram observados a rigor pelas forças de segurança.
E cá, alguém o tirou do sério?
Olhe, um Paços-Varzim da 2.ª divisão. Eu dizia sempre aos meus fiscais-de-linha para não agitarem a bandeirola na marcação de um golo e que andassem sempre de um lado para o outro, na linha lateral. Assim, os adeptos não fixavam o alvo. Nessa tarde, o Varzim marca na sequência de um canto. É um golo em que a bola entra e um defesa corta para lá da linha. Eu valido o golo e o meu fiscal agita a bandeira. Está a ver, não está? Um golo polémico e os adeptos atiram-se ao árbitro. Como o árbitro está longe, o alvo é o fiscal-de-linha. Em vez de se mexer, ele ficou quieto junto à linha que liga o meio-campo e a lateral. De repente, levou com uma garrafa partida junto ao olho. Se aquilo lhe acertasse mais abaixo, ficava cego. O jogo foi interrompido e ele foi socorrido na cabina, pelo médico do Paços. Um senhor cinco estrelas, a quem me curvo mais uma vez.
Quem atirou a garrafa?
Vi-o pelo canto do olho e sabia quem era, só que fugiu. Ainda trepei a vedação naquele primeiro instinto de o apanhar, mas era urgente acompanhar o fiscal-de-linha para o balneário e suturá-lo. Ainda bem. Naquela tarde, era capaz de me atirar ao homem e sei lá o que lhe fazia.
E o jogo foi reatado?
Aquilo era sangue e mais sangue no balneário. O médico coseu o sobrolho do fiscal-de-linha e ele estava aparentemente bem, só que não havia condições para prosseguir. O público estava completamente irado e nós não sentíamos bem em voltar a jogar. Para tal, era preciso esperar por 30 minutos para acabar com o jogo. Agora, imagine a cena: o fiscal-de-linha deitado, virado para mim, e o médico do Paços, de costas para mim.
E agora?
Pergunto-lhe: ‘Sentes-te em condições?’ E ele a dizer que sim. Eu estava a ir aos arames. Pela segunda vez nessa tarde. Às tantas, pisei-lhe a mão para ele perceber que não podia querer ir a jogo, não havia condições. O médico do Paços só se ria. Tinha percebido a ideia. E também me disse que o fiscal-de-linha não estava em condições de reassumir as funções. A meia-hora passou, o perigo também.
Há histórias dessas na 1.ª divisão?
Nãããããão.
Vejo aqui que expulsou o João Pinto aos 20 minutos de um Porto-Vitória SC.
[Jorge Coroado esboça um sorriso engraçado] Bem lembrado, foi duplo amarelo. E esse lance foi o penálti do 1-1, se não me engano. O Porto perdeu 3-2 nas Antas [Abril 1996]. No fim, o Pinto da Costa veio ter comigo e perguntou-me ‘como é que tinha visto penálti?’.
Então, porquê?
Foi um lance no outro lado da área e o sol, por trás da tribuna, encadeava-me. Só que, mesmo assim, vi o gesto manhoso do João Pinto. Ele esperava que me enganava, só que isso não era assim tão fácil.
Não?
Há certos movimentos físicos possíveis e outros impossíveis. Esse do João Pinto era impossível. Só se fosse falta, digo. O Pinto da Costa também me disse que tinha sido corajoso com o penálti mais a expulsão, ainda por cima do capitão. E deu-me os parabéns pela arbitragem.
Outra desse género?
Outra? [pensa alto] Ahhhh, um Braga-Porto para a Supertaça. Está 1-1, expulso Zahovic com vermelho direto, antes do intervalo, e apito penálti para o Braga aos 80-e-muitos minutos. Na marcação, o Kralj defende o remate do Silva. Acaba 1-1 e o Pinto da Costa pergunta-me: ‘Que sangue lhe corre nas veias para marcar um penálti contra o Porto no fim?’.
E há sempre aquele Benfica-Sporting de 1995.
Que processo, esse. Bem kafkiano.
O vermelho ao Caniggia, porquê?
A ideia é dar um amarelo ao Caniggia e outro ao Sá Pinto, por troca de empurrões na sequência de uma falta perto da área do Benfica. Só que o Caniggia insulta-me. Chama-me ‘filho da puta’ e manda-me para a ‘puta que te pariu’. Dei-lhe o amarelo. Depois ouvi isso e dei-lhe vermelho direto. O que as pessoas pensaram foi que eu me tinha enganado. Que eu julgava que ele já tinha amarelo e que portanto foi segundo amarelo. Nada disso. Foi amarelo, o primeiro dele naquele jogo, e depois o vermelho direto, porque não aceito insultos de ninguém. Seja em português ou em castelhano.
E depois?
Na cabina do árbitro, o Gaspar Ramos [dirigente do Benfica] estava muito nervoso e incontrolável. Pedi-lhe então que se retirasse. É verdade que aquela casa [Estádio da Luz] era dele, e ele até era delegado ao jogo, pelo que podia estar ali mas não naquele estado, mas aquele espaço era meu.
A verdade é que a FPF instaurou-lhe um processo?
Já lhe disse que foi kafkiano, não já?
Então?
Mal entrei na sala para depor, o relator do processo [Sampaio Nora, do Conselho de Justiça da FPF, pertencente à lista de Vale e Azevedo para as presidenciais do Benfica uns anos depois] disse-me para estar tranquilo porque não gostava de mim.
Entrada a pés juntos?
É como lhe digo: já se passaram tantos anos que ainda nem sei se hei-de rir ou de chorar. Foi um processo kafkiano.
E os jogadores, colaboraram?
Os do Benfica defenderam a sua dama. Do Sporting, só houve um que me defendeu e disse o que tinha ouvido. Foi o Sá Pinto. Os outros encolheram-se. Como o Marco Aurélio, aquele central. [Jorge Coroado começa a falar com sotaque brasileiro]. ‘Eu até ajudava você, Coroado, mas não sei o dia de amanhã, né?’ Em resumo: eles tinham medo de dizer o quer que fosse porque isso hipotecava o futuro deles. Conclusão: a FPF anulou esse jogo e promoveu um outro, de repetição, no Restelo, que a FIFA desvalorizou. Nas contas finais desse campeonato 1994-95, o jogo que conta é o meu.
Mal entrei na sala para depor, o relator do processo
[Sampaio Nora, do Conselho de Justiça da FPF, pertencente à lista de
Vale e Azevedo para as presidenciais do Benfica uns anos depois]
disse-me para estar tranquilo porque não gostava de mim.
Olhe, e o Caniggia?
Vi-o só mais uma vez, na minha despedida internacional. Para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões, num jogo entre Rangers e Maribor, em Glasgow [Agosto 2001]. Ele viu-me e deu-me a sensação de estar assustado. Falámos um pouco, ele disse-me que nunca quis criar problemas e eu disse-lhe para estar tranquilo. Nessa noite, ele marcou dois golos [3-1] e não o expulsei. Assunto arrumado.
Arrumado? Sei de uns episódios estranhos por conta do vermelho ao Caniggia.
Nada de especial. Fui ameaçado de morte com uma pistola e depois com uma faca, à porta do meu emprego, ali na José Malhoa.
O quê?
De manhãzinha, ainda antes da 8h30. Foram pequenos-almoços diferentes. Eram adeptos de cabeça perdida que queriam fazer justiça com as próprias mãos. O da pistola só me queria assustar, o da faca do mato tentou atingir-me só que falhou o alvo e estragou-me o casaco. A sorte dele é que conseguiu fugir. O azar é que lhe fiquei com faca.
Ainda a tem?
Para a posteridade.
Qual o jogador por quem sente mais admiração nos anos de arbitragem?
A essa pergunta tenho de responder Paco Fortes. Sem pestanejar, o Paco.
O Paco, grande homem.
Pode crer. Lamento imenso a situação que ele viveu recentemente, em Barcelona, quando andou para aí aos tombos. Ainda bem que a comissão dos antigos jogadores do Barcelona agarrou nele e deu-lhe trabalho e comida. Houve um tempo em que o Paco significava Farense, São Luís, Algarve. Grande, grande homem.
E porquê essa adoração toda?
Estávamos em 1993 e fui apitar o Salgueiros-Farense, uma semana depois da morte da minha mãe. Às tantas, assinalo uma falta e o Stefan, um defesa luso-brasileiro do Farense, passa-se. Acto contínuo, insulta a memória da minha mãe. Bem, aí fui eu quem se passou. Expulsei-o.
…
No fim do jogo, a caminho do balneário, o Paco Fortes está acompanhado pelo Stefan no cimo das escadas e pergunta-me o porquê de o ter expulsado. Digo-lhe de minha justiça e sabe o que faz o Paco?
Nem ideia.
Dá um murro ao Stefan. No primeiro treino do Farense depois desse episódio, o Paco está à espera do Stefan à entrada do estádio e voltam-se a embrulhar-se.
Por falar nisso, embrulhe lá mais seis pastéis se faz favor.»


O Maior símbolo deles recusou-se a chutar à baliza, outro grande símbolo é isto:
ResponderEliminarApanhou algum português lá fora?
Uma vez, sim. O Rui Costa [Setembro 2000]. Entrou em campo a dizer-me ‘Jorge, somos portugueses, não somos?’
Mentalidade de quem é criado ou cresce no clube do regime...
Abraço
Esta entrevista devia ser entregue ao José Guilherme Aguiar para ele esfregar nas trombas do chouriço encarnado.
ResponderEliminarEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarO Guilherme Aguiar fazer o quê ?!
ResponderEliminarO chouriço é nojento naquele programa mas tem o mérito de defender de todas as maneiras a sua dama, agora o (nosso) Guilherme Aguilar...
Que tachista !
O curioso da coisa é que os factos passam-se, maioritariamente, com os vermelhos como protagonistas, nos anos 90, década classificada pelos corruptos como tenebrosa, principalmente esse zarolho farmaceutico de quem, não me admirava nada, suspeito ter sido o fornecedor daquelas coisas magicas, que fazem dos medíocres muito bons, da colectividade corrupta.
ResponderEliminarSim, eu penso que a dita é a precursora da batota desportiva em Portugal com óbvias vantagens.
Não foi só ameaça, tentaram mesmo dar uma facada no Coroado. Tanto assim foi que ele ainda hoje tem a faca, valeu-lhe na altura ter visto os episódios do Ranger do Texas.
ResponderEliminarSilvestre
ResponderEliminarBoa tarde Vila Pouca, realmente são surreais os episódios relatados por Jorge Coroado e isso apenas confirma que os lampiões de anjinhos nada têm, bem como que para ganhar não olham a meios e quando perdem ou são contrariados nem respeitam a vida do próximo,portanto que moral tem essa gente para apontar o dedo ou insinuar o quer que seja acerca do FC Porto, era bom que esta entrevista de Jorge Coroado fosse esmiuçada amanhã no Porto Canal e hoje entregue tanto ao Rui Gomes da Silva como ao Pedro Guerra, pois esses asquerosos merecem ser confrontados com a realidade acerca do clube do regime e devem parar de inventar fantasias acerca do FC Porto.
Abraço
Silvestre
Há pouco não saía o texto vergonhoso deste pulha a 6 de Janeiro, apaguei o comentário e aqui vai a versão corrigida. Saudações portistas.
ResponderEliminarEstes lampiões não têm vergonha nenhuma, vejamos a moral e a propaganda que uma imprensa atada e manipulada promove:
Dos autores de " o Gaspar Ramos convidou-me para ir à sala de imprensa e aceitei. Cheguei lá e não havia nem um jornalista, só sócios do Benfica. Saí logo, claro." nada como uma grande lata para depois vir afirmar isto
"Em declarações à TSF, Gaspar Ramos foi instado a comentar as queixas do FC Porto sobre as arbitragens, e não teve dúvidas ao afirmar que o emblema portista 'é o clube que tem menos moral para falar' sobre o assunto.
"É o que tem menos moral. Esquece-se de tudo aquilo que fez e eu sou testemunha disso, sofri na pele como dirigente tudo aquilo que foi feito por esse clube liderado por Pinto da Costa. A escola está já lá, é a mesma. No passado havia o guarda Abel e agora é um Fernando Madureira. Está a criar-se uma situação que já aconteceu no passado. "
Segundo texto sacado daqui, no dia 6 de Janeiro deste ano de 2017
http://desporto.sapo.pt/futebol/primeira_liga/artigo/2017/01/06/gaspar-ramos-no-passado-havia-o-guarda-abel-agora-e-o-fernando-madureira
"Esta é para os pseudo-estadistas e para as virgens vermelhas ofendidas deste país.
ResponderEliminarTudo boa gente!!!" - escrevi isto aqui há dois dias atrás num comentário a um post do Grande Vila Pouca.
Este ex-árbitro teve a coragem de falar. Isto deve ser só a pontinha do iceberg.
Bafio nunca mais.
Temos que denunciar este bafio nauseabundo que ainda perdura nos dias de hoje.
condenados pela justiça, macacos com calo no cú, chouriços avençados, baleias desgovernadas, ide tomar banho que o cheiro a bolor é insuportável!
O futebol português está repleto de episódios que a comunicação social esconde em favor do Benfica fazendo em contrapartida os seus rivais nortenhos feios porcos e maus. Assim, ano após ano, se vêm fazendo benfiquistas que são campeões mesmo não o sendo, enquanto por outro lado se insiste na imagem do árbitro Zé Pratas a fugir dos jogadores do Porto, na fruta do apito dourado e nos campeonatos atribuídos ao controlo da arbitragem. Ironicamente o que tem vindo a ser repetidamente publicado e argumentado contra o Porto é praticamente nada em comparação com o que o clube do regime vem fazendo e escondendo ao longo dos anos. Coroado conta apenas umas coisinhas mas sempre diz que os jogadores tinham medo de dizer o quer que fosse porque isso lhes hipotecava o futuro. Portanto, o Polvo faz parte da história das nossas vidas. É por isso [Anónimo das 18:29] que José Guilherme de Aguiar se inibe de desfazer o pateta chouriço encarnado para não perder eleitores benfiquistas nas suas andanças autárquicas.
ResponderEliminarSaci, o Gaspar Ramos, também conhecido pelo Zarolho, é um ressabiado armado em boa gente. Pena que alguns segredos não possam ser contados...
ResponderEliminarpor estas e por outras dá muito jeito aos vermelhos colar o rótulo de corruptos ao porto. eles fazem do mau e do piorio mas os maus são outros. o apito dourado foi uma festa para eles
ResponderEliminarpedro neves
ResponderEliminarPORTISTAS, DIVULGAI AO MÁXIMO ESTA ENTRADA DO DICIONÁRIO
(a Língua Portuguesa é a pátria de mais de 280 milhões de cidadãos)
http://www.dicionarioinformal.com.br/calabotice/
1. Calabotice
Significado de Calabotice Por Advíncula Nobre (PB) em 06-04-2009
•
Ato de um árbitro de futebol roubar um time em favor de outro.
De 1951 a 1959 um árbitro português de nome Inocêncio Calabote foi acusado de prejudicar os outros times em favor do Benfica, passando a palavra no português futebolístico de Portugal a siginifcar roubo furto, etc. Exemplo: o árbitro Inocêncio (Calabote) cometeu mais uma calabotice em favor do Benfica.
Link: http://www.dicionarioinformal.com.br/calabotice/
Cumprimentos,
Pinga
O zarolho é uma galinha.
ResponderEliminarAs galinhas são galinhas.
Ó zarolho, vai levar onde levam as galinhas!
Isto vale para todas as galinhas deste país - delgados, chouriços, condenados, desgovernados, cetáceos e afins.
Bom, acabando por entroncar neste tema, no passado fim de semana a expulsao do Ederson foi um lance muito escrutinado. Observando a avaliação dos especialistas e ex arbitros, todos foram unânimes, bem expulso por indicação do auxiliar, mas... com uma excepção, o avençado da BieiraTV o inefavel Rola que acumula também na TVI uma penosa participação, a avaliar as arbitragens da Jornada, considerou incorrecta a expulsao do Ederson!
ResponderEliminarDois exemplos, dois lances ontem avaliados na TVI que confirmam a "coerencia" do Rola:
Moreirense Sporting, Andre Micael tem uma entrada grosseira por tras a Bas Dost. Viu amarelo, e questionou-se, seria lance para vermelho? Opinou o Rola : "uma entrada dura por tras, mas nao se justifica o vermelho porque não foi uma entrada de sola,,,"
Benfica Arouca, Ederson, bem ou mal expulso? E eis a resposta do Rola : "O Ederson joga primeiro na bola, e depois há o inevitavel contacto, apenas se justificava o amarelo..."
Bom, com as imagens do Ederson a entrar de sola, a pisar a coxa do Mateus (até arrepia só de olhar), o Rola nem vislumbrou o que todos vimos, e se o A Micael não devia ter sido expulso por nao ter entrado de sola, como é que entrou o Ederson? Não foi de sola? Não atingiu o adversário de forma ostensiva?
Se o Rola tem estas avaliações na TVI, imaginam essas avaliações da arbitragem na Bieira TV? ( como também não se entende o critério da TVI, ter um Rola no painel...)
Vi na sexta feira o Benfica Arouca num Bar/Restaurante (não tenho Bieira TV), e voltei a confirmar a forma inclinada como a BieiraTV amplia ou omite imagens é vergonhosa, terceiro mundista mesmo, uma televisão de um clube, transmitir os seus jogos e edita as imagens a seu bel prazer sem um critério editorial equitativo e independente, não é entendível, se acrescentarmos os Rolas e quejandos, só questiono : Onde é que anda a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC)? Onde é que anda esse orgão que garante a independência dos meios de comunicação social?
PT
Eu também vi isso na tvi, mas verdade seja o dita também vi o Marco Ferreira virar-se para o rola a dizer que pode falar á vontade que não estava noutra estação.
EliminarAbraço
Miguel S
Lembro-me perfeitamente do jogo em questão , se não estou em erro o jogo até foi repetido por causa da expulsão do Caniggia , enfim , apesar de terem passado mais de 20 anos , há outros episódios recentes ainda mais tristes com os lampiões ao barulho , agressões a árbitros e a fiscais de linha (murraça ao Proença e o caduço ao juiz de linha num jogo na luz) e sobretudo o Estorilgate , espero que algum dia alguém abra a boca sobre o que realmente se passou naquele que foi um dos dias mais negros do futebol Português , estou certo que vontade não faltaria por exemplo ao treinador do Estoril na altura , o Litos , que foi ameaçado de morte quando este estava a por a boca no trombone , ou então quando nos privaram do Hulk no primeiro ano do Jesus no Benfica , no famoso túnel da luz que não foi mais do que uma armadilha nojenta e cobarde por parte dos lampiões , ficamos sem o nosso melhor jogador durante 3 meses , tudo porque um labrego chamado Ricardo Costa consegui ver o que ninguém viu naquelas imagens de camera ,esses e outros episódios tristes que são escamoteados e branqueados pela CS e autoridades deste país .
ResponderEliminarEsses batoteiros vermelhos já o são desde tempos imemoriais em que o caso mais gritante foi o do Calabote. Campeonato dos túneis, do Estorilgate do colinho etc. Fazem tudo a coberto de uma CS facciosa e doentia em que o expoente máximo é essa lixeira do jornalismo desportivo que é aquele jornal do qual nem digo o nome mas que tem nos seus quadros um ser nojento e de uma desonestidade intelectual sem limites cujo nome é o vulgarmente conhecido por freteiro com calo no cú. Num campeonato onde imperasse a verdade desportiva e onde não houvesse coação sobre os árbitros esse dito clube não tinha nem metade dos títulos,assim são os maiores do mundo e arredores.Pobre país desportivo este!
ResponderEliminarVou dizer aqui e peço desculpa se ofendo alguém..mas tenho vergonha dos comentadores que defendem o nosso clube..vergonha..agora que isto vai pegar fogo parecem uns anjinhos..dos programas que vejo só o Bernardino tem unhas para tocar a guitarra..o serrao e o Guilherme Aguiar..pelo amor da Santa..vocês não representam o porto nem os portistas..acho que até eu ia melhor preparado para um programa desses..o serrao não consegue fazer um ataque ao Benfica.. agora é hora de defender e contra atacar..
ResponderEliminarConcordo em absoluto com o Comandante, o Sr. Manuel Serrão é o pior de todos os comentadores afectos ao PORTO que passam ou passaram nas tvs, chega a ser patético, o Dr. Guilherme Aguiar é demasiado polido para aquele salafrário.
ResponderEliminarUm off topic:
ResponderEliminarMarcano, Alex Telles e Danilo, hoje não treinaram. Medida preventiva, isto porque, excesso de competiçao, aumenta exponencialmente o risco de lesão. O Danilo, ou o Marcano tem vindo a fazer nas ultimas semanas treino de recuperação activo!
Se bem se lembram, no Mundial do Brasil, na nossa Selecção que chegou ao Mundial "podre", surgiu uma nova expressão no futebolês : "O índice de suspeição lesional", quem vulgarizou a expressao foi Henrique Jones, o médico que perdeu o seu lugar na FPF. Naturalmente, excesso de carga competitiva, aumenta o tal índice de suspeição lesional!
Vejamos, no FC Porto, em 7 meses de competição, e com 34 jogos oficiais disputados, há 6 Atletas (mais de meia equipa) com um acumulado acima dos 2500 minutos de competição : Casillas, Marcano, Felipe, Telles, Danilo e André Silva. Por exemplo, o jovem André, dá sinais que apesar dos seus 21 anos, revela sinais de fadiga!
Neste momento decisivo, essa gestão tem de ser gerida com pinças, sob pena de surgir por exemplo uma lesão muscular, e obrigar a uma paragem de 4/6 semanas. Observando atentamente os Atletas com mais carga competitiva, eles estão no sector defensivo, o Marcano e o Felipe juntam 32 jogos (apenas falharam 2 partidas), ou o Telles com 31 jogos (não jogou 3 desafios). Opções no plantel? Layun e Boly, este ultimo junta apenas 4 jogos disputados, e precisa pela sua morfologia de jogar, para, se necessário, manter o nível competitivo elevado do Marcano ou do Felipe. Como em cima referi, esta gestão terá de ser gerida com pinças!
Até 19 de Março quando se joga o FC Porto V Setubal, e posterior paragem das Selecções, o FC Porto disputará 5 jogos para o Campeonato, e 2 partidas na Champions, totaliza 7 partidas em cerca de 30 dias, e nem será desajustado equilibradamente levar a jogo, ora o Layun, ora o Boly. Por exemplo, no FC Porto Juventus da próxima semana, se o Felipe vir um amarelo, não jogará em Turim na 2ª mão, e forçosamente o Boly terá de ir a jogo, numa partida de enorme intensidade competitiva.
Mourinho, habitualmente dá férias a meio da competição (nas paragens), a Atletas com boas prestações colectivas e individuais, e que tenham acumulado muitas partidas nas pernas, uma forma de premiar esses Atletas, mas não só. Nesse sentido, e quando as competições em meados de Março irão parar, Casillas (os G redes também se lesionam), o Marcano, o Felipe, e o Telles, bem mereciam uma semana de "dolce fare niente", também para ajudar a prevenir possiveis lesões! (em contraste, o Danilo e o André Silva terão de "descansar" na Selecção A).
Bom, mas nessa area da Medicina Desportiva, o FC Porto tem um verdadeiro crack, falo no Nelson Puga, alia uma insuspeita competência, ao facto de ter sido Formado no FC Porto (só não pode ser inscrito na lista B para a Champions), um grande "chapeau" para o grande Portista Nelson Puga, sobretudo porque merece, e raramente tem um pequeno destaque, por exemplo, quantas lesões musculares acumula o FC Porto em 7 meses de competição? Ruben Neves... Bem, mas vou também bater três vezes na madeira, não vá o Diabo tecê-las ...
PT
Comandante,
ResponderEliminarO Ex Vice Silva ou o nº 2 Lisandro Silva, faz o que quer na SIC, vocifera, grita, manipula, modera e comanda o programa, não, o Paulo Garcia não é o moderador, aliás, quando tenta cumprir essa função, é habitualmente condescendente com o nº 2 Lisandro Silva. Infelizmente o Rogério Alves já não está no Dia Seguinte, era aliás o unico participante que o colocava no seu lugar, com fina ironia e inteligencia humilhava literalmente o execravel Silva!
Como eu já suspeitava, o Aguiar relativamente ao tema Soares, seria demasiado macio para o ex Vice Silva, como foi. Quando ontem questionaram o Silva sobre o Soares, o nº 2 disparou para o Sporting, disparou para as arbitragens, ou para o JJ, e ninguem teve a coragem de o desmascarar nesse processo Soares?
Já o disse, e repito, pese embora discordar algumas vezes da opinião do Pedro Marques Lopes, este até "mora" na SIC, mas seria o PML o melhor representante do FC Porto no Dia Seguinte, porque o nº2 Lisandro Silva merece uma oposição de qualidade, e o Aguiar é tudo, menos isso. Sobre o Serrão, não tenho expectativas algumas, enfim, Circo Chen e ORIOP!
PT
Excepção feita a Bernardino Barros, também tenho vergonha do comportamento dos comentadores do Porto [Comandante às 11:27] . Só lá estão para ganhar o deles, vão mal preparados e passam o tempo a contemporizar com as provocações e mentiras contra o FC Porto, a bajular o poder central e a atirar o nosso Clube para baixo. Depois aparecerem nos Media como grandes portistas. Livra!...
ResponderEliminarCaro PT,
ResponderEliminarEu também reparei na forma como a BoiTv manipula e esconde os lances. Até naquele lance do penalti do Eliseu sobre o Mateus foram depois, passados minutos a seguir inventar, forjar um fora de jogo manipulando as imagens. Os mesmos que aos 19' não deram a repetição duma cotovela do Pizzi sobre um jogdaor do Arouca.
Isto, não vai lá com a ERC.. ISTO devia ser proibido, interdito pela AR, pelos Tribunais competentes. Somos o único País no Mundo em que um clube pode transmitir os seus próprios jogos no seu próprio canal privado de Tv.
Únicos no Mundo - Onde chega a impunidade.
Boas,
ResponderEliminartirando o Bernardino Barros os outros paneleiros do FCP são uns andrades, bons moços...em suma morcões.
Também gosto da Joana Marques na tv do maistabaco.
Saudações Portistas
Carlos Torres
Boa tarde caro DVP. Fui colega do Jorge Coroado, quando ele entrou para o BCP na Rua Augusta, para chofer do Engº Jardim Gonçalves. Depois passou para pessoal de carteira visto a arbitragem lhe ter começado a tomar muito tempo de ausência ao serviço, o que era incompatível com o horário de um chofer do Presidente do BCP. Podia com facilidade provar que ele tinha ( vou ser simpático)"ódio" ao Benfica.
ResponderEliminarSempre foi vaidoso. E arranjou muitos anticorpos no mundo do futebol. Penso que a política também o "ajudou". Ser PS dava algum estatuto. Mas gostei de ler a entrevista, onde muito do dito eu conheci.
Carlos Moura - Lagos
Caro DVP. Permita que lhe lembre que este é o mesmo homem que disse que houve uma penalidade contra o Benfica na área adversária. E consta que tentou trabalhar no Porto Canal. Só que alguém se opôs.
ResponderEliminarCarlos Moura - Lagos
Pessoal,
ResponderEliminarOs comentadores de um modo geral afetos ao porto são uns bananas a exceção do Bernadino Barros, aliás gostava de ver este ultimo no prolongamento com a baleia guerra, mas do resto são limitados e pouco preparados.
Mas sinceramente pouco ou nada interessa, o que nos interessa a nós portistas, é fazer barulho em nossa casa, seja contra quem for, isso sim é que vale, agora dar audiência a quem ganha dinheiro a nossa custa tenho dó de mim.......não contem comigo.
No dragão e não só, contem comigo para fazer barulho, gritar, defender, o nosso clube, agora o resto não me atrabalha e sobretudo não afetará quer pela negativa quer pela positiva os nosso jogadores, a postura dos paineleiros
Abraço
Carlos Moura, vá lá, você consegue melhor. Não sei se o Coroado tinha ódio ao Benfica, se tinha não parecia, lembro-me de marcar um penalty contra o FCP na Luz, em que o VB nem toca no Poborsky e ele apontou para a marca. Mas acho curiosa essa tentativa de descredibilizar o Coroado, não porque disse alguma mentira, mas porque até esteve para comentar no PC e tinha ódio ao Benfica.
ResponderEliminarCaro DVP. Longe de mim descredibilizar o Coroado. Ele próprio trata de o fazer. Convivi como colega com ele e falamos muitas vezes de arbitragens à segunda feira, e sei o que digo. Pistolas, facas e outros meios de amedrontar existem nas " zonas obscuras" de todos os clubes. Acho que nisto concordamos.
ResponderEliminarCarlos Moura - Lagos
Carlos Moura,
ResponderEliminarSe me permite, pergunto-lhe, como avalia as intervenções do Rola na TVI? (recordo-lhe que o Rola é um avençado da BTV).
Já dou de barato as avaliações do Rola na BTV, sempre "inclinadas", considera que essas sejam boas práticas Editoriais (justas e equitativas), e num canal que transmite os seus jogos em casa? (sobretudo por respeito a todos aqueles que são assinantes da BTV, e não são benfiquistas).
Sobre o Coroado, tenho uma opinião formada, tem ali uns traços relativos de esquizofrenia, é meio "atolambado", fez sempre alarde de ser justo/imnparcial enquanto árbitro, nem ao seu Belem perdoava. Por vezes tomava decisões polémicas, e creio que de forma propositada, justamente para reforçar a sua independencia. Por exemplo, em Chaves (cidade de onde é natural a mulher), tomou decisões incompreensiveis, ora a prejudicar o Chaves, ora a favorecer, como foi aquele D Chaves Sporting!
A talhe de foice, tenho um amigo que foi arbitro auxiliar Internacional, e confessou-me que em alguns jogos mornos, ou insossos com um publico amorfo e apagado, tomava propositadamente decisões erradas e contrárias, nomeadamente nos lançamentos laterais, justamente para acicatar os animos, e elevar os seus niveis de concentração, o Coroado creio que teria também esse perfil!
Opiniao pessoal, o adepto comum, sabe ler o jogo, conhece bem o jogo, mas é um "iletrado" quando o tema é a arbitragem. Se "vestirmos" a pele do arbitro, teremos com certeza uma visão bem distinta da arbitragem, que, como em todos os sectores, tem gente honesta, como outra menos recomendada, assim como há também gente competente e outros com pouco talento para a coisa. Tinha o Coroado como um bom árbitro e honesto!
Por exemplo, hoje, tudo e todos abordam o protagonismo dos Observadores, mas estes, desde sempre tiveram um papel determinante na arbitragem, já há 20 ou 30 anos atras, na I Divisão, Divisões secundarias, ou nas Distritais, no alinhamento inicial de saudação ao publico, os árbitros já olhavam fixamente os camarotes para reconhecerem qual o Observador que tinham em determinado jogo! (quem é do sector da arbitragem, pode confirmá-lo).
PT
Jorge Coroado diz que presenciou o Benfica a oferecer "fruta" a árbitros internacionais
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=Uh2h4PLEZmE
Claro, credível é o Rola, esse comentador isento e equidistante, comenta na BTV, nada contra e na TVI tudo contra, e trata o LFV pelo nosso presidente. O problema de alguns benfiquistas é mesmo esse, são uns santinhos, o clube dos "seis milhões", a locomotiva financeira do desporto português, mas depois vai-se a ver e são os que têm os telhados de vidro mais frágil. A sorte do Benfica é que neste país há uma comunicação social maioritariamente desonesta, desequilibrada, que extrapola ou branqueia sempre ao sabor dos interesses do clube do regime. Ai se o Estorilgate, o caso dos túneis, os vouchers, porta 18, etc., fosse com o FCP... caía o Carmo e a Trindade.
ResponderEliminarUMA INVASÃO DE CAMPO PÔS TERMO AO BENFICA-BELENENSES EM JANEIRO DE 1970
ResponderEliminarDo seu memorial consta um bem triste e lamentável, ocorrido na tarde do longínquo dia 25 de Janeiro de 1970, num célebre Benfica-Belenenes, no qual se registou uma invasão de campo em que estiveram envolvidas entre duas e três mil pessoas que se preciptaram em direcção ao árbitro da partida, João Nogueira, com o intuito de o linchar.
Faltavam dois minutos para o intervalo e o fósforo que acendeu o rastilho foi a expulsão de Malta da Silva, na sequência de uma entrada violenta sobre o belenense Saporiti. Acto contínuo, uma primeira vaga de dezenas de espectadores em fúria, saída do 3º anel, seguida de outras provenientes de outros sectores do estádio, precipitaram-se sobre o árbitro, muitos deles de guarda-chuvas em riste, perante a impotência da polícia.
No meio do comportamento colectivo desvairado e irracional que se apossou da turba emergiu a atitude de um jogador do Benfica, o jovem Toni, o qual, apercebendo-se que o árbitro corria o risco se ser lichado em pleno relvado, não hesitou em protegê-lo com o próprio corpo fuga em pânico daquele em direcção à escadaria que dava acesso aos balneários. Nessa louca correria, o jogador do Belenenses, Estevão também se juntou a Toni na tentativa de proteger o árbitro.
Foi por um triz que escapou porque, entretanto, já muitos espectadores tinham saltado da bancada central, mais próxima dos balneários, e brandiam os guarda-chuvas a escassa distância da cabeça de João Nogueira, cujo triplo salto que empreendeu antes de se estatelar e sumir escadas abaixo pelo túnel de acesso às cabinas, correspondeu à sua salvação. Com um braço e uma perna maltratados, mas vivo. Numa tarde de má memória para o estádio da Luz, prevaleceu, apesar de tudo, a nobreza do gesto de Toni, revelador do seu cáracter como homem e desportista, do qual continuou a dar exemplos ao longo da carreira como jogador e treinador. Nem sempre amado na Luz, muitas vezes incompreendido, mas, indiscutivelmente, uma figura emblemática e incontornável da história do Benfica das últimas três décadas.
"O autor não está identificado nesta edição de Janeiro de 1970 da revista Flama onde encontro a fotografia, mas ela é notável a todos os títulos: ao fundo, os velhos autocarros de dois andares, e em primeiro plano os cavalos da guarda e o carocha “creme nívea”, nome que então se dava aos carros da polícia, por terem as cores do clássico creme e serem igualmente arredondados como as latas azuis e brancas...
Mas o mais engraçado é saber o que esta fotografia ilustra: dentro do carro da polícia vai o árbitro João Nogueira, que só devidamente protegido pela PSP escapou à fúria dos benfiquistas que, num encontro com o Belenenses, invadiram o campo depois da expulsão de dois jogadores encarnados. Valeu ao árbitro o então médio Toni, que o escoltou até aos balneários. Eusébio terá comentado: “este árbitro só sai daqui disfarçado de polícia”. Não foi disfarçado, foi escoltado.
Mas ainda alguém tem duvidas das trafulhices, coerções, coações condicionamentos, compadrios e velhacarias do clube do regime já há muitos anos a esta parte?
ResponderEliminarUm clube que:
-Mudou um jogo para o Algarve para lhe facilitar a vitória e põs um árbitro com as (suas) botas vermelhas calçadas a apitar esse mesmo jogo
-Foi diversas vezes apanhado nas malhas do doping quando os jogadares em questão atingiram picos de forma que jamais voltaram a atingir, e precisamente em anos em que foram campeões (Veloso, Calado, Hernani, Nuno Assis)
-Colocou "gente" de confiança no CD da Liga para prejudicar o FCP. Vide, Ricardo Costa e outros "escroques" que prejudicaram deliberadamente os clubes do Norte, o FCP, o Boavista, e antes, no Caso Mateus fabricando um incidente pseudo desportivo para baixar o Gil Vicente e subir o Belenenses que tinha sido despromovido.
-Arma emboscada ao FCP num tunel, com auxilio do seu arbitro de confiança, João Pode Ser, para prejudicar o FCP e a verdade desportiva
-Do que resultou a suspensão sem data marcada de vaŕios jogadores cruciais do FCP, como Hulk
-Ganhou campeonatos a jogar contra 9 e 10 em quase 40 % dos jogos
-Tem adeptos que agridem e coagem árbitros (atual Presidente da Liga e o fiscal de Linha em pleno jogo)
-Tem adeptos incendeiam autocarros, agridem outros jogadores com tacos de baseball, matam outros adeptos com verylights,
-Tem presidentes cadastrados e com passado e fortunas de proveniência duvidosa
-Têm árbitros (amigos) com carreiras feitas a beneficiá-los direta e indiretamente e a prejudicar o FCP, vide Lucílio Batista, Bruno Paixão, João Ferreira, Helmano Santos...)
-Promovem a escritura de livros e filmes baseados em factos forjados, com vista a criar provas (falsas) para incriminar o FCP e PC
-Conseguem que a justiça proteja uma criminosa com Carolina Salgado, para garantir que as " falsas provas" sejam colocadas no livro e sirvam como base para acusação em tribunal.
-Pagam dividas com títulos falsos
-Fazem negociatas com as Camara Municipais que lhes doaram terrenos que mais tarde vieram a compra-lhes (as Mesmas Camaras Municipais, CML) por milhões, ao mesmo tempo que o FCP é processado e levado a tribunal por suposto prejuízo na permuta de terrenos seus com os da CMP, de que veio a ser completamente ilibado.
-Têm toda a imprensa e o regime a apoiá-lo e a branquear as suas velhacarias e esquemas.
Um clube destes não tem qualquer moral para falar ou apontar o dedo contra quem quer que seja. É exatamente o espelho da nação, à laia de pessoas como alguns dos nossos dirigentes políticos que se julgam e agem como se a lei não se lhes aplicasse.
Pena que o nosso clube não tenha enumerado até à exaustão todos estes, e outros, factos quando foi (e ainda é) bombardeado diáriamente com o AD, a fruta e as escutas.
Mencionei o Caso Mateus, não porque o SLB tenha tido intervenção no mesmo, mas para, afirmar o conluio das instituições do futebol em favor dos clubes de Lisboa, neste caso o Belenenses
ResponderEliminarSilvestre
ResponderEliminarBoa tarde Vila Pouca é incompreensível que o nosso futebol seja um manto de corrupção coordenado ou orientado pelos lampiões sem que nada suceda,por isso e apesar de algumas evidências ainda acredito na justiça portuguesa. como tal espero que tanto o Ministério Público como a Policia Judiaria actuem de forma a parar as diversas extensões do Polvo, dado que é premente termos um futebol limpo e credível, sem por exemplo personagens como Luís Filipe Vieira.
Abraço
Silvestre
COSTA DO CASTELO.
ResponderEliminarNada de espantar destes Arruaceiros, Batoteiros, Manipuladores. Até os milhafres que fazem o circo antes dos jogos, são mal tratados. São túneis, droga, verylaites, tacos de basebol, cachaços murros aos árbitros, papel para pagar ao fisco s/cotação na bolsa, infiltrados em todas a repartições ligadas a desporto a bem da nação, é uma alegria, ainda têm a lata de discutir o caso do cão que mordeu ao dono.
Entrevista a Jorge Coroado (Correio Sport) – 2006
ResponderEliminarNo entanto, Jorge Coroado é claro ao afirmar que as maiores pressões que sofreu foi sempre de dirigentes do SL Benfica, nomeadamente da parte de Luís Filipe Vieira e de Gaspar Ramos.
Relativamente a este último dirigente Jorge Coroado revela mesmo ter sido ameaçado por ele no final de um jogo com o Torrense no Estádio da Luz. Gaspar Ramos ao berros disse-lhe que ia acabar com a sua carreira.
cá na santa terrinha é tudo boa gente! Excepto nós, que somos o mal de toda a desgraça. Até o presidente é arguido porque foi a uma loja que não tinha alvará. Nada que me espante, pois já tivemos um presidente irradiado, porque os jogadores do Benfica e do Sporting perderam o avião...
ResponderEliminar