terça-feira, 26 de maio de 2026
1 - Não conheço um, um único portista e conheço muitos, que pretenda reescrever ou apagar a história de JNPC à frente dos destinos do FCP. E se houvesse não conseguiria, JNPC tem o seu nome gravado a letras de ouro na história do FCP.
2 - Só por má-fé alguém pode acusar o actual presidente, AVB, eleito pela esmagadora maioria dos sócios do FCP de não fazer tudo para honrar o legado e homenagear JNPC. Mesmo tendo toda a legitimidade democrática para não o fazer, mesmo quando tudo o que faz é sempre criticado por uma minoria cada vez mais pequenina, cada vez mais insignificante. Até se pode considerar que é preso por ter cão e preso por não ter.
3 - Se a maioria dos portistas usasse no passado o mesmo critério e a mesma tolerância para com JNPC que a minoria, repito, cada vez mais pequenina e insignificante, tem para com AVB, criticando até as coisas mais simples, JNPC ficaria pouco tempo à frente dos destinos do FCP e muito provavelmente estaríamos a falar de outra história para o nosso clube.
4 - O FCP somos nós, sócios, adeptos e simpatizantes, somos nós a sua essência, a sua razão de existir. Foi para nós que foi fundado, foi com nós que foi crescendo, cimentando, chegando a um patamar de clube de excelência e de topo do futebol mundial. E o FCP, melhor clube português, está sempre acima de tudo e de todos. E quando não estiver, os sócios, como o demonstraram num passado recente, indicarão a quem de direito que esse não é o caminho...
- Rui Alves, só quem anda muito desatento é que não percebe que neste país maioritariamente antiportista atacar o FCP ou o seu líder, da popularidade, direito a destaque, palanque. Isso tem barbas, essa tirada a atacar AVB é mais um episódio com intenso cheiro a bafio. Nem perco um segundo a comentar a parte em que Rui Alves diz: «O Sr. André Villas-Boas percebe muito pouco de futebol para saber o que é a sustentabilidade de uma competição profissional. Do seu ponto de vista assenta só nos interesses do FC Porto, do Benfica e do Sporting.»
Feita a introdução, importa dizer o seguinte: acho muito bem que haja uma melhor distribuição das receitas televisivas. Teoricamente, isso gera mais equilíbrio e, em princípio, melhora a competitividade do futebol português o que traz benefícios em particular para as equipas que participam nas provas europeias. Mas com os grandes - a excepção é o Benfica que ainda vive embalado pela teoria dos não sei quantos milhões, do mais, maior, melhor grande, do Benfica a marca, o produto, sem o Benfica não existe futebol em Portugal -, a aceitar a perda de receita televisiva, era o que faltava que um clube sem qualquer expressão, com receitas diminutas, praticamente sem nenhum valor acrescentado para o futebol português, pudesse limitar ou condicionar o processo de centralização dos direitos televisivos.
Editorial do presidente na Revista Dragões... Sou um portista tranquilo e sem medo do futuro.



