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É Carnaval, mas os assuntos são sérios


Haverá maior desafio para uma equipa do F.C.Porto que quer limpar a imagem, resgatar o orgulho, tudo o que perdeu na noite de pesadelo frente ao Arouca, que ganhar em casa de um adversário lambido e bajulado até ao tutano pela imprensa do regime, onde os elogios vão de "Os insaciáveis", até a "Rolo compressor", passando por "Ataque demolidor", sem esquecer "Máquina de fazer golos"? Não! Seremos capazes? Como não sou de desistir, acredito que esta malta tem alguma fibra e ainda não atirou a toalha, tenho esperança que na Luz esteja um Dragão de chama alta e pronto a surpreender, a desculpar-se na prática e não na teoria de conversa de chacha. São estes jogos que dizem quem é quem, separam o trigo do joio. Quando entrarem no campo, olhem lá para cima, para o local onde estarão os adeptos do F.C.Porto e lembrem-se que eles têm dado muito mais que têm recebido. Lembrem-se que eles não vos obrigam a ganhar, mas exigem que vocês deixem o relvado com a certeza que fizeram tudo para ganhar.

Não vou caricaturar, insultar, abandalhar, Maicon, como já vi por aí, mas estou muito zangado com ele. Primeiro, porque o lance que esteve na origem do segundo golo do Arouca não foi um azar, um lance infeliz. Não, foi uma displicência, uma irresponsabilidade, um erro grosseiro que nos custou uma derrota e sabe Deus o que mais. Pior, não foi a primeira vez, Maicon é useiro e vezeiro em fazer aquelas gracinhas: podia arranjar mais exemplos, mas já em 29/09/2012, num Rio Ave 2 - F.C.Porto 2, fez exactamente a mesma coisa e isso custou-nos outro golo; como já referi anteriormente, o F.C.Porto só não foi obrigado a disputar um prolongamento em Santa Maria da Feira no jogo da Taça de Portugal frente ao Feirense, porque Helton fez um duplo milagre, defendeu o remate à queima e também a recarga - apesar da péssima abordagem, não confundo os lances citados, com o que esteve na origem do penalty contra o Tondela, a poucos minutos do fim e que Casillas conseguiu resolver, defendendo a grande penalidade e garantindo os três pontos.
Segundo, porque tentar passar, mesmo que por interposta pessoa, a ideia que o que aconteceu se deve a um problema físico que se arrasta há meses, é feio, injusto, não fica bem a ninguém, muito menos a quem usa a braçadeira de capitão do F.C.Porto.
Aqui chegados, há quem peça medidas drásticas, radicais e que vão no sentido de Maicon nunca mais jogar de Dragão ao peito. Sinceramente, a minha primeira reacção ia nesse sentido, mas mais a frio, acho-a excessiva e explico porquê: Maicon, como muitos outros, é um produto deste novo Porto, onde há valores que desapareceram, onde o SER PORTO significa pouco, dentro do campo e infelizmente e esse é o ponto, fora dele. Portanto, só concebo uma medida drástica, se isso significar um regresso ao passado, aos valores que nos ajudaram a conseguir grandes e históricos sucessos desportivos, onde o SER PORTO seja praticado e não apenas falado e banalizado.

Com a devida vénia ao autor, João Carlos, uma reflexão muito oportuna e um post que subscrevo.
«O Vitor Pereira e o FCP que foram campeões sem derrotas, não tiveram mérito na conquista desse campeonato. Diziam os articulistas, opinadores e outros artistas que não foi o FCP que ganhou esse campeonato mas sim o 5LB que o perdeu.
Agora que o 5LB chegou à liderança depois de já ter estado a 7 pontos, já ter perdido com os principais rivais e ter sido criticado o treinador pelos próprios adeptos, não há demérito dos adversários que já tiveram tantos pontos de avanço. É tudo mérito dos jogadores e do seu treinador.
É desta forma que o andor continua a funcionar, leva a água ao seu moinho principalmente porque consegue fazer com que adeptos dos clubes adversários entrem na onda.
Tantos e tantos portistas li eu a desvalorizar os campeonatos ganhos por Vitor Pereira mas nem um, nem um benfiquista tira mérito a esta liderança de Rui Vitória e isto meus senhores é que faz a mística crescer, defender sempre os nossos nos bons e maus momentos.
Escrevi muitas vezes naquela altura que mais cedo que tarde iríamos ter saudades de "só ganhar apenas o campeonato". Triste sina, aquela a quem o tempo dá sempre razão a quem a tem.

Os tempos são de tormentas mas desenganem-se aqueles que acham que os adeptos não têm um papel preponderante para dar a volta a isto. É preciso carregar este clube ao seu lugar de destino. É preciso fazer com que quem nos gere, assuma novamente o espírito guerreiro que sempre nos caracteriza e se já não tiver capacidade para isso, saber sair para poder aparecer um novo líder.
Desenganem-se aqueles que acham que é não respeitar o passado do presidente do nosso clube, achar que ele terá de saber sair, é exactamente o seu oposto, respeitar o passado de alguém é não querer ver esse alguém perder esse passado apenas porque não soube escolher o momento certo para deixar o legado. Tudo o que o presidente do nosso clube fez merece todo o meu respeito, a admiração que criou em muitos de nós faz com que queiramos continuar a admirar a sua obra para sempre mas a obra tem de continuar, pois já dizia o artista "The show must go on".»


Mas este rafeiro, este Reco-reco anormal pensa que os portistas  - e aqui portistas, leia-se a sua esmagadora maioria - são da sua laia, vão culpar José Peseiro pelo que de mau possa acontecer no futuro a curto prazo do F.C.Porto? Este Reco-reco acha que os portistas não sabem de futebol, das dificuldades que o actual técnico do F.C.Porto tem pela frente, dos graves problemas que tem para resolver? Não, os portistas têm consciência do enorme desafio que se coloca ao seu treinador, sabem que é Peseiro,  não é milagreiro, que as culpas serem apenas de quem está mais em pé que sentado na cadeira de sonho, foi chão que já deu uvas, mas dá cada vez menos.

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Acordem, carago!!!


Quando já parecia que tudo ia pelo bom caminho, as cabeças estavam mais limpas, a tranquilidade e a confiança de volta, a qualidade de jogo só podia melhorar, pumba!, em vésperas de dois jogos importantíssimos - Benfica e B.Dortmund -, uma recaída com estrondo, mais uma vez - quantas são, quantas são? - tudo volta ao princípio.

Não concordo quando se diz que fizemos um bom jogo na primeira-parte, porque em relação à segunda foi muito má, uma equipa sem cabeça e sem aquela pica necessária para virar os acontecimentos. É verdade que reagimos bem àquele soco que significou o golo do Arouca logo aos 20 segundos, até criamos oportunidades, mas fomos sempre uma equipa pouco esclarecida, desorganizada, desequilibrada, o adversário encontrou sempre espaço para sair com perigo para o contra-ataque, também teve duas chances flagrantes para marcar. Mesmo com o golo anulado, era preciso fazer mais até esse lance, também era preciso outra raça e outra alma após a oferta de Maicon.
Mas para além disto, choca-me e pergunto: porquê só agora, após uma derrota que pode ter significado o golpe final e depois de uma derrota em casa frente ao "poderoso" Arouca, é que o F.C.Porto vem queixar-se dos árbitros, falar de cumplicidades, coincidências e critérios? Tenham dó! Nós andamos a falar disto há vários anos e do Dragão apenas silêncio. Só reagem ao retardador e quando a casa já veio abaixo.
Mais, então há uma nova recomendação para os árbitros estarem atentos ao comportamento dos treinadores no banco e ninguém do F.C.Porto chama a atenção do árbitro e do quarto árbitro para a postura do treinador do Arouca? 90 minutos fora da zona delimitada, sempre a reclamar, a pressionar, várias vezes dentro do campo, até chegou a mandar o guarda-redes atirar-se para o chão e nós nada, na nossa casa?
Então o árbitro invalida um golo limpo, o banco tem a informação no imediato e ninguém salta logo, faz sentir a revolta pela anulação de um golo que podia ter mudado a história do jogo? Não há pressão nenhuma no Dragão, enquanto nos estádios dos nossos principais rivais quase que os comem? Mas alguma vez isto é o nosso F.C.Porto? Não, o F.C.Porto que construiu uma história de sucesso nos últimos 30 anos, não é este F.C.Porto aburguesado, acomodado, calado, sem alma, sem mística e com muitas razões para críticas, desde a política desportiva até a uma comunicação que nem cócegas faz.
Acordem, carago! Sejam Porto ou então dêem a vaga!

O Sporting foi prejudicado no jogo frente à Académica, mas o golo mal validado que deu o 2-2, podia ter, mas não teve qualquer influência no resultado.
Título de capa nos rafeiros da queimada: "Monteiro derrota escândalo".
F.C.Porto é claramente prejudicado, viu ser-lhe mal anulado um golo que teve influência no resultado, para além de outras influências que só no futuro serão avaliadas - embora não seja difícil de imaginar neste momento as consequências... Título de capa do pasquim: "Desnorte", nenhuma referência ao golo anulado. Mais, como é preciso por o nome aos bois, põe-se, um "jornalista" chamado Paulo Jorge Santos, analisou o lance pela televisão, não no campo, note-se e diz que é um lance de difícil avaliação, mesmo que o jogadores do F.C.Porto, primeiro André André e depois Brahimi, estejam em jogo e a FIFA recomende que na dúvida, quando é o caso e não foi, beneficia-se o atacante. Fazer esta análise, como fizeram todos que analisaram o lance, é pedir demasiado a esta gentalha da queimada. Mas pior, o mesmo carrapato não viu a primeira falta de Walter González sobre Indi, na parte final do jogo, só viu a do jogador do F.C.Porto e concluiu que ficou um penalty por marcar contra os Dragões. É preciso ter muita lata, é preciso ser muito desavergonhado, muito desonesto. Mas o que me tira do sério e me custa custa muito, é saber que esta escumalha sempre foi assim, portanto, nenhuma novidade neste jornalismo faccioso, sem critério, desequilibrado, com dois pesos e duas medidas. A única diferença é que no passado esta gente era combatida sem contemplações, agora é bem tratada, até é convidada para as nossas galas mais importantes. Não foram eles que mudaram, fomos nós. Lamentavelmente!
Também nesta matéria é caso para dizer: acordem, carago!!!

Notas finais:
Sempre tive em boa conta o departamento médico do F.C.Porto chefiado pelo Doutor Nélson Puga que junta a competência a um portismo que pede meças aos melhores Dragões. Agora esse departamento é colocado em causa por um jogador que tem cometido erros graves e ontem não foi a primeira, nem segunda, nem terceira vez.... porque não anda bem de saúde há quatro meses!
- Maicon, queres um conselho? Joga simples, não inventes e vais ver que ficas logo bom de saúde.
 
No passado houve um jogador do F.C.Porto que mais tarde viria a ser um grande capitão, que uma vez partiu um dedo do pé, mas como tinha fibra, raça, vamos a eles cara...!, continuou a jogar nos jogos seguintes. Cortaram-lhe a bota para o dedo não estar pressionado, pintava a meia da cor da bota e jogava e que bem jogava! O mesmo jogador rompeu a pleura, foi operado uns meses antes do Mundial de 1986, o médico disse-lhe: esqueça o futebol! Resposta pronta: Você está a brincar comigo, doutor, não só vou continuar a jogar futebol, como ainda vou ao Mundial. E foi ao Mundial.

F.C.Porto 1 - F.C.Arouca 2. Há limites que não podem ser ultrapassados e hoje foram


Porque há limites que não podem ser ultrapassados e hoje foram, não vou falar muito do jogo, vou deixar apenas algumas notas.
Primeira:
O F.C.Porto pode perder em casa com o Arouca, a uma semana de ir à Luz disputar um jogo que seria decisivo? Pode. Mas não é jogar desta maneira, sem alma, sem raça, sem qualidade e pior que isso, oferecendo duas casas que não se admitem nem aos putos dos iniciados, quanto mais a jogadores seniores.
Segunda:
O FC.Porto pode queixar-se dos árbitros quando é prejudicado? Pode. Mas se isso significar uma atitude  coerente, apontando as sistemáticas dualidade de critérios que o têm penalizado e não, como aconteceu hoje, em que a exibição foi demasiado má para se arranjarem desculpas. Alguém protestou, mostrou um sentimento de revolta, mais que justo, quando Rui Costa e o seu auxiliar invalidaram um golo limpo?
Terceira:
Lopetegui não era o melhor treinador do mundo, mas a culpa não era apenas dele, como hoje ficou claramente demonstrado. Porque só não o óbvio quem é cego, disse que iríamos por mau caminho se porque houve uma bela vitória no Estoril, julgássemos que dali para a frente tudo ia ser um mar de rosas, podíamos atirar com Peseiro a Lopetegui.
Quarta:
Um treinador e os jogadores do adversário, não podem passar noventa minutos a gozar com a nossa cara em nossa casa, no caso de Lito Vidigal, sempre fora de zona regulamentar do treinador, várias vezes entrando em campo, reclamando de tudo e mais alguma coisa, pressionando cada decisão da equipa de arbitragem; o guarda-redes passou o tempo todo a queimar tempo, caiu e ficou deitado várias vezes, nunca o banco do F.C.Porto protestou ou os jogadores fizeram ver a Rui Costa que aquilo não era futebol. É um sintoma nítido que nos perderam totalmente o respeito, se sentem no Dragão tanto ou mais confortáveis que em sua casa. Demoramos muito a conseguir uma posição cimeira no futebol português, estamos a perder essa posição e essa força todos os dias. Hoje o F.C.Porto é um clube onde não se sente o Líder. Porque hoje era o momento do Líder dizer alguma coisa... Talvez amanhã o senhor Tavares diga ao Chico Marques para fazer uma gracinha no Dragões Diário.
Quinta:
Um jogador pode errar, pode até errar muito, não pode, é tentar disfarçar o erro com um atitude lamentável, tentando fazer de quem estava no estádio, parvo. Muito pior se é o capitão, se erros daqueles não são originais. Recordo o que escrevi sobre Maicon no jogo da Taça de Portugal disputado em Santa Maria da Feira: «É verdade, ao minuto 87 e claramente contra a corrente do jogo, o senhor Maicon abordou o lance de sapatos de tacão alto, encolheu-se para não estragar os tacões, o jogador do Feirense isolado só não empatou pelas razões referidas anteriormente - Helton fez um milagre.» Umas vezes as brincadeiras não dão golo, outras dão, como foi o caso de hoje. Para mal dos nossos pecados o jogador que está directamente ligado ao golo da derrota que pode ter afastado definitivamente o F.C.Porto do título e até do segundo lugar, não aprende e faz sempre as mesmas asneiras. Não gosto de arranjar bodes expiatórios, mas também não posso deixar passar coisas desta gravidade sem apontar de forma veemente, o que esteve mal.
Sexta:
Os problemas que afectam o F.C.Porto vão muito para além de mais uma derrota, dos primeiros pontos perdidos frente ao Arouca, de mais uma época em que só um milagre nos levará ao topo do campeonato. Mas o pior é não saber como vamos sair daqui, não se ver nem uma pontinha de claridade no fundo do túnel, um pequeno indício que no futuro as coisas vão mudar.

F.C.Porto - F.C.Arouca. Ganhar para manter a chama acesa


Antes da ida à Luz para um jogo importantíssimo, o F.C.Porto recebe o Arouca e não pode dar-se ao luxo de não ganhar. Sem Maxi e sem Marcano, habituais titulares e frente a um adversário que é a cara do seu treinador, Lito Vidigal: competente, determinado e que não dá nada de barato, o F.C.Porto para ganhar tem de se concentrar apenas no conjunto da Serra da Freita, fazer um jogo sério, com atitude e qualidade de jogo nivelada por cima. José Peseiro, mesmo com pouco tempo de trabalho e para trabalhar, já conseguiu coisas positivas: limpou a cabeça dos jogadores; melhorou o nível exibicional e a tranquilidade da equipa; transmitiu confiança, criou novas expectativas e um novo ânimo junto dos adeptos. Para que seja dado mais um passo em frente, não volte a haver retrocessos, é importante que o público do Dragão esteja com a sua equipa, ajude, apoie e guarde os assobios para os adversários e para os homens do apito...

O árbitro é Rui Costa, auxiliado por Tiago Leandro e Miguel Aguilar

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Helton e Casillas;
Defesas, Chidozie, Martins Indi, Maicon, José Ángel e Layún;
Médios, Danilo, Herrera, Sérgio Oliveira, André André e Rúben Neves;
Avançados, Brahimi, Aboubakar, Marega, Varela, Suk e Corona.

Equipa provável:
Casillas, Layún, Maicon, Martins Indi e José Ángel, Danilo e Herrera, Corona, Brahimi e André André, Aboubakar.

Antevisão de José Peseiro:
«Convém recordar que o Arouca tem dez jogos feitos fora de casa e tem apenas duas derrotas nesses dez jogos. É uma equipa que se vai fechar, como disse o Nuno Coelho, têm geralmente essa estratégia, querem reduzir espaço e envolver-se no processo defensivo com todos os jogadores»

«Nós temos consciência disso, mas também temos noção da nossa qualidade, do poder que temos e do que devemos fazer para vencer o Arouca. Temos de jogar nos limites da concentração e nos limites do empenho.»

«Um plantel tem que ter soluções e qualidade. É normal que não joguem alguns jogadores. Não estou nada preocupado com os jogadores que não vão jogar. Estou confiante com os que vão jogar. Se aqui estão é porque têm qualidade»

«Tenho inteira confiança em todos eles. Eles próprios responderam a isso. Conto com todos. Uma equipa faz-se das 20 e tal opções. A utilização deles por jogo tem que ver com o momento deles e da equipa.» 

«Percebo o vosso interesse, é o vosso trabalho, mas não é por aí. Estamos concentrados no jogo de amanhã e é para isso que estamos a trabalhar. O resto a seu tempo irei falar.»
 
«Nenhuma dificuldade em concentrar a equipa no jogo do Arouca»

O histórico de FC.Porto versus F.C.Arouca, no Dragão, é curto, apenas relativo a duas épocas.
Época 2013/14 - FC Porto 4 - Arouca 1, golos de Quaresma 2, Jackson e Carlos Eduardo. 
Época 2014/15 - FC Porto 1 - Arouca 0, golo de Aboubakar. 

Afonso Pinto de Magalhães, Presidente do F.C.Porto entre 1967 e 1972, era natural de Arouca.

Factos:
Benfica 6 - Belenenses 0.
Belenenses 0 - Benfica 5 - mais valia terem feito falta de comparência, só perdiam per 3-0.
Vários golos do Benfica foram autênticas ofertas a que só faltou juntar uma caixinha de pasteis de Belém.
O treinador do Belenenses, que está cada vez mais orgulhoso???, estendeu um a passadeira azul para os vermelhos passarem.
Rui Pedro Soares, presidente da SAD do clube do Restelo, é sócio do F.C.Porto, já recebeu um Dragão de Ouro para o Sócio do Ano.
Imagine-se que era o F.C.Porto e não o Benfica que estava em causa nesta linda história de amor?


Factos:
Gaitán deu um bofetão num jogador do Moreirenses.
Renato Sanches outro num jogador do Belenenses.
Nada lhes aconteceu, nem um amarelozinho para disfarçar, sendo que no último caso, o árbitro nem falta marcou e da jogada resultou o segundo golo do Benfica.
O que se teria passado se estes factos fossem com jogadores do F.C.Porto?

PS - Ainda sobre o post anterior, tenho um amigo que ao ler no Dragões Diário de ontem os elogios ao Benfica, ficou incomodado e enviou um email de revolta ao Francisco J.Marques. Na resposta e na parte que importa, foi-lhe transmitido que tudo foi validado superiormente. Portanto, o OK só pode ser da responsabilidade do Director Geral da F.C.Porto Média, Manuel Tavares, que reporta à SAD e ao Presidente Pinto da Costa. 
Resumindo, esta estratégia de comunicação, para o bem e para o mal, para mim, para o mal, é a estratégia do F.C.Porto - Futebol, SAD. Isto se alguém ainda tinha dúvidas...

Elogiar o Benfica? Jamé! Tenho memória, não esqueço nem perdoo

















 
Institucionalmente, o F.C.Porto pode dizer o que quiser, dar-se com quem quiser, perder a memória, passar do silêncio ao elogio, até de uma atitude que não passou uma obrigação, óbvia, quiçá - como diz o meu amigo Adriano Freire -, determinada pelo medo de uma qualquer atitude por parte da UEFA, lavada a cabo pelo Benfica na sequência dos lamentáveis acontecimentos de Londres e já ontem aqui falados. Eu que tenho memória e lembro-me do que o Benfica de Vieira fez no passado contra o F.C.Porto e quem o dirige e onde valeu tudo, desde a tentativa miserável do nos afastar da Champions League, até aos insultos mais ordinários contra o F.C.Porto e o seu líder, sem esquecer os apelos às armas contra adeptos do F.C.Porto; porque sei que aquela gente não presta - basta ver o que o "Chouriço" Rui Gomes da Silva, semanalmente diz e escreve sobre o F.C.Porto, ele que é vice-presidente do clube do regime - e que se agora colocam esta máscara de "boa gente", é porque as coisas lhes têm corrido bem, os seus peões de brega espalhados pela arbitragem e justiça, capricham nos serviços que prestam ao lema, mais vale ter gente nossa nos orgãos da federação e da liga, que bons jogadores; e que se as coisas mudarem, a máscara cai e voltará o Benfica trauliteiro, rasca, sem fair-play nem respeito, dos gabis, cervans, guerras, figueiredos, gaspares e tantos outros; não esqueço nem perdoo e lamento que o F.C.Porto, também nesta matéria, tenha mudado.

Chamem-me fundamentalista, qualquer outro mimo semelhante, mas ainda vai ter de passar muita água debaixo das pontes do Porto, para que eu esqueça e perdoe. Lamento, mas não tenho o espírito cristão, capaz de dar a outra face, que se apoderou dos responsáveis do F.C.Porto.

Esta gente merecia da parte de quem dirige o F.C.Porto uma atitude e uma postura bem diferente. Esta gente entrou tarde no estádio, não por culpa deles, mas por culpa de um fiúza qualquer que não criou as condições necessárias para que pudessem entrar mais cedo. E isso devia ser condenado pelos responsáveis do F.C.Porto. Não devia ter ficado no espírito de ninguém que a culpa da entrada tardia no estádio foi dos adeptos portistas.

Esta gente que teve um gesto de grande nobreza ao convidar o jovem a quem roubaram o cachecol e a camisola, mais os seus pais, a visitarem o Dragão e verem o jogo frente ao B.Dortmund, tudo a expensas da claque Super-Dragões.

Nuno Almeida, um artista travestido de árbitro e que no jogo Boavista-F.C.Porto expulsou Imbula por vermelho directo, hoje em Belém, permitiu que Renato Sanches agredisse um jogador do Belenenses, nem amarelo mostrou e a jogada terminou com o Benfica a marcar o segundo golo. Os escândalos sucedem-se, vale tudo, a pouca vergonha não tem limites. 

No 4x2x3x1 de José Peseiro, Brahimi tem de ser a solução e não o problema


Nesta fase de transição entre um modelo de posse, muitas vezes excessiva, onde a ordem era correr poucos riscos e jogar pelo seguro - com o lema a ser: se só há uma bola, enquanto ela estiver em nosso poder não sofremos golos e podemos sempre marcar. O problema do F.C.Porto de Lopetegui era mais ofensivo que defensivo, não sendo por acaso que a defesa do F.C.Porto, apesar de tudo, é a menos batida do campeonato - e outro de um futebol mais vertical, mais virado para a frente e de maior risco; sem que haja tempo para ter tempo; não sendo a única qustão a resolver, há um lugar fundamental na estrutura desenhada por José Peseiro: o médio que joga no meio do trio que apoia o jogador mais adiantado. O técnico do F.C.Porto já lá colocou André André - jogo com o Marítimo -, Varela - jogo com o Feirense -, novamente André André, embora depois tenha passado o caxineiro para uma ala e Brahimi para o meio - jogo do Estoril -, ontem novamente o internacional argelino pelo meio. E esta é, para mim, uma questão importante neste período em que o modelo ainda não está consolidado, os automatismos ainda estão por apurar, as compensações ainda precisam ser trabalhadas. Se Peseiro conseguir "domesticar" Brahimi e sem lhe cortar o génio, criatividade e liberdade, lhe fizer ver que tem de ser mais disciplinado tacticamente, há momentos para ir para cima, abusar nas fintas, rodopiar, demorar a soltar e outros, quando a equipa está virada para a frente e nesta altura ainda desequilibrada, esses excessos podem ser fatais, não pode arriscar, então estaremos melhor e podemos encarar o futuro, mesmo a curto prazo, com alguma tranquilidade.

É óbvio para mim e para muitos portistas, que há muitas razões para o F.C.Porto falar de arbitragens. Não, como acontece noutras latitudes em que impera o populismo e a demagogia, só se coça para dentro, queixam-se sempre, quer tenham ou não razão, mas por razões objectivas. E que não são só no que toca às classificações, são também e fundamentalmente, acerca dos critérios disciplinares e técnicos na avaliação dos lances. Por exemplo, com o Gil Vicente e primeira-parte, houve um lance sobre Suk muito parecido com o de Martins Indi no jogo com o Boavista para a Taça de Portugal. No Bessa, o árbitro assinalou penalty contra o F.C.Porto,  ontem em Barcelos, nada, siga a marinha. Mas sendo isto claro e concreto, que adianta estar sempre a falar do mesmo, se depois quem de direito não faz nada ou limita-se a uma pequena nota no Dragões Diário?

Notas soltas:
Jackson Martínez vai jogar para a China, no Guangzhou Evergrande. Se compreendo a saída para do F.C.Porto para o Atletico de Madrid - desportivamente, foi para um campeonato com maior visibilidade -, já a saída para o Extremo Oriente, essa só se compreende porque as verbas que lhe vão pagar - fala-se em 12,5 milhões/ano, durante os quatro anos de contrato -, são obscenas e dão que pensar. Jogadores que não são estrelas de primeira grandeza, como o colombiano ou o brasileiro Ramires - 12 milhões/ano -, a ganharem tanto ou mais que as grandes estrelas do futebol europeu, o melhor do mundo, é algo que merece ser olhado com toda a atenção. Sim, porque os clubes a que pertenciam, Atletico e Chelsea, também receberam uma pipa de massa - 42 e 30 milhões - e isso pode fazer toda a diferença no futuro. Principalmente para clubes como o F.C.Porto, como sabemos, um clube que precisa de vender para compensar desequilíbrios orçamentais.

Acho o máximo ver Bruno de Carvalho, numa altura em que vê sair a custo zero um activo que, no mínimo, faria entrar nos cofres leoninos 10 milhões, fazer piadinhas com o negócio Imbula.

Ontem a equipa B do F.C.Porto venceu a sua congénere do Benfica por 1-0 e apurou-se para as meias-finais da Premier League Internacional Cup, jogo disputado em Londres. No final, uns energúmenos e grandes valentões, identificados como adeptos do clube do regime, atacaram um miúdo portista que estava em cadeira de rodas, tendo-lhe roubado a camisola que lhe tinha sido oferecida por Raúl Gudiño - aqui.
Lamentável, mas infelizmente há gente desta em todos os clubes. A grande questão é a forma como se tratam estes casos. Uns são extrapolados até à náusea, outros merecem umas pequenas notas de rodapé. Já por várias vezes denunciei as vergonhas do clube da Luz, sempre que eles tentaram fazer passar a ideia que a Sul só há anjos e a Norte demónios - aqui - aqui - aqui, estão alguns exemplos tratados no Dragão até à morte.

José Veiga está a problemas com a justiça. Não vou fazer grandes comentários sobre isso, julgá-lo e condená-lo antecipadamente, como fazem alguns carrapatos quando se trata de alguém com ligações com o F.C.Porto. Mas Veiga foi o homem forte do futebol do Benfica durante três anos, estava ao mesmo tempo na Luz e no Estoril - era o sócio maioritário da SAD do clube da Linha e isso diz muito do que foi aquela nojeira -, no célebre campeonato da pouca vergonha, conhecido como campeonato Estorilgate. Imagine-se que Veiga, em vez de ser no Benfica, tinha essas relações com o F.C.Porto? Pergunto: como seria tratado o assunto por alguns pasquins da nossa praça? Seria tratado com uma pequena peça na última página ou mereceria honras de capa?

Levanta-te, rapaz! Pensas que isto é o Vitória F.C. e quando eras derrubado na área o árbitro marcava penalty? Isto é o F.C.Porto! Penalties a favor dos Dragões são uma espécie em vias de extinção, só se te partirem uma perna.

Gil Vicente 0 - F.C.Porto 3. Dragão come o galo e encomenda as bifaninhas


Sem ter feito uma exibição brilhante, o Dragão cumpriu a sua obrigação, venceu naturalmente e claramente, comeu o galo e encomendou as bifaninhas. Passados 5 anos o Jamor é já ali. Preparem o farnel.

Entrando no jogo pouco esclarecido, trapalhão, o F.C.Porto teve posse, dominou, mas a durante a primeira-parte, a qualidade de jogo não foi famosa. O conjunto de José Peseiro esteve desligado, preso, raramente encontrou as melhores soluções, os caminhos para baliza do Gil com possibilidades de marcar, teve uma ou outra oportunidade que desperdiçou. Para além disso, permitiu à equipa de Barcelos algumas chegadas com perigo à área de Helton, quando marcou, num excelente remate de fora de Rúben Neves, já o intervalo estava à vista e o nulo não escandalizaria.

Na segunda-parte e nos primeiros 10 minutos, o jogo foi muito semelhante, mas a partir daí e em particular após Suk ter feito o segundo - iam decorridos 58 minutos, de cabeça e após mais uma bela assistência de Layún -, o F.C.Porto tomou conta do jogo, foi claramente superior, nunca mais permitiu qualquer veleidade ao conjunto da casa, fez o terceiro por Sérgio Oliveira - mal entrou e num livre exemplarmente marcado -, beneficiou da equipa de Barcelos ficar reduzida a 10, podia ter marcado mais um ou dois. Não marcou e o o jogo terminou com a vitória justa da melhor equipa, que colocou os dois pés na final da Taça de Portugal.

Notas finais:
Gostei mais de Marega que de Suk, apesar do sul-coreano ter marcado um golo. Para estreia, Marega deixou boas indicações. É um jogador forte a arrancar, rápido, leva a bola com critério, é solidário na ajuda, aparece bem no espaço, com mais jogos ainda vai melhorar. Espero que o golo - excelente a desmarcação e o golpe de cabeça -, ajude Suk a deixar a ansiedade de lado, de forma que no futuro esteja mais assertivo, não seja a penas um jogador que trabalha muito, esforçado.

Quem esteve pouco feliz, prendeu e enrolou demasiado, andou meio perdido, foi Brahimi. Não gostei dele naquela posição, espero que no futuro encontre o seu espaço, seja mais rápido a executar, a definir, não se agarre tanto à bola. Este futebol de Peseiro, com muita gente e lançar-se para a frente, não pode ter um jogador que ali perde muitas bolas, dá origem a saídas rápidas ao adversário. Corre-se o risco da equipa ficar desequilibrada e em jogos de grau de dificuldade mais elevado, isso pode ser um problema.

É isto que espero de Sérgio Oliveira...  Rúben depois do golo, foi outro, para muito melhor. Até aí parecia um jogador que tinha desaprendido de jogar.

Uma vergonha, alguém travestido de jornalista, teve o desplante de perguntar a Nandinho, técnico do Gil, se tinha queixa do árbitro.

O fecho do mercado e o Gil Vicente - F.C.Porto


O mercado fechou e como sempre acontece nestas ocasiões, é a altura para dizer alguma coisa.
Eu também gostaria que o F.C.Porto tivesse contratado um central, num dos posts anteriores até lhe tracei o perfil, ao mesmo tempo que tentei explicar que não se pode separar a parte individual da colectiva. Segundo fui lendo e ouvindo, tentamos dois jogadores que dizem são bons e com bom futuro, mas jovens, ainda longe de terem um estatuto que garantisse sucesso imediato: um no Verão, Rudiger e outro no Inverno, Jemerson. O primeiro estava com problemas físicos, era caro, mas só não veio porque preferiu a Roma e o campeonato italiano, ao F.C.Porto e ao pouco visível campeonato português. O segundo não veio, não sei porquê, mas sei que também não era barato e sei que no Mónaco, por exemplo, 2 milhões de euros/ano, brutos, são quase 2 milhões, em Portugal seriam menos de 1 milhão. Não veio um, não veio outro, devíamos ter outra alternativa. Pois, mas sinceramente, quando vejo clubes com um poderio económico muito superior, andarem como baratas tontas a tentar contratar centrais - o Barcelona anda há duas épocas a tentar Marquinhos, o Chelsea ofereceu 50 milhões por John Stones e nada, não vejo onde possa estar o tal central... Sim, porque contratar por contratar, mais vale ficar quieto. Portanto, temos Maicon, Martins Indi e Marcano, num caso de necessidade, podemos sempre recorrer à equipa B - é para isso que ela serve e no futuro tem de ser por aí -, ou uma adaptação, não vira daí mal ao mundo, já aconteceu muitas vezes.

Também acho que um médio que juntasse aquilo que têm alguns médios do F.C.Porto, um poder de tiro de fora, importante para desbloquear alguns jogos, seria óptimo. Mas um médio desses, não é fácil de encontrar e os que existem os seus clubes não os vendem ou pedem muito dinheiro. Sérgio Oliveira tem algumas das características necessárias para ser esse médio, ficou no plantel, é a hora do vai ou racha.

Finalmente, um ponta-de-lança mais eficaz dos que temos, alguém que precisasse apenas de meia oportunidade para marcar um golo e não três ou quatro. Para mim, esta era a grande prioridade, era para aí que devíamos canalizar todas as nossas fichas. Veio Suk, espero que os sul-coreano no futuro próximo, seja o ponta-de-lança simpático de Famalicão e não o carrancudo de Santa Maria da Feira.

Portanto e resumindo: do plantel que iniciou a época, saíram Cissokho, ficaram Layún e José Angel. Não creio que por aqui o gato vá às filhoses. Cissokho não correspondeu, foi uma sombra daquele que tanto tinha brilhado quando chegou ao F.C.Porto vindo do Vitória F.C.. Osvaldo deu lugar a Suk. Se me perguntassem antes de ver o rendimento do italo/argentino, quem eu queria, a resposta era óbvia: Osvaldo. Mas até o pior Suk é melhor que aquele Osvaldo. Saiu Tello e entrou Marega. Raciocínio idêntico ao anterior. Teoricamente, Tello, mas este Tello amorfo, sem raça, sem alma e sem chama, desta época, pode ser bem substituído por Marega, isto se o maliano corresponder, mostrar as capacidades que mostrou ao serviço do Marítimo. Também saiu Lichnovsy, era o quarto central, como referi anteriormente, em caso de necessidade não será difícil resolver o problema. Não estamos a falar de um titular indiscutível, do patrão da defesa.

Assim, temos:
Guarda-redes: Casillas, Helton, Gudiño e José Sá;
Defesas: Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano, José Ángel e Layún;
Médios: Rúben Neves, Danilo, Sérgio Oliveira, Evandro, Herrera, André André e Bueno;
Avançados, Varela, Corona, Marega, Suk, André Silva, Aboubakar e Brahimi.

Para a UEFA, depois das saídas de Osvaldo, Imbula, Cissoko e Tello, tudo indica que entram Marega, Suk e José Ángel.

Notas finais:
Se o F.C.Porto, for como espero, uma equipa colectivamente forte, dinâmica, organizada, equilibrada, compacta, solidária, capaz de atacar bem, mas também de defender bem e a defesa começa logo no ataque, uma equipa que reaja bem à perda de bola, então as coisas ficam bem mais fáceis, até aqueles que são mais fracos, parecem grandes craques.
Já dei este exemplo no blog, mas vou repeti-lo:
Na década de setenta do Século passado, eu era um dos muitos portistas que ao sábado ia ver o Boavista de Pedroto e ao domingo o F.C.Porto. Naquele Boavista, só havia um craque, João Alves, mas era uma grande equipa, onde até um jogador banalíssimo como Trindade, parecia o melhor lateral-direito do mundo.
Estou a exigir muito a José Peseiro? Talvez. Mas como acredito nas suas capacidades para formar uma grande equipa...

Vieram alguns miúdos para a equipa B, Erik Palmer-Brown, Haykeul Chikhaoui e Nassim Zitouni. Não os conheço, portanto não vou dar palpites... até para não fazer as figurinhas que fazem alguns que logo mandaram bitaites contra a vinda de Ismael, Omar Govea, Otavinho, etc. - sim, lembro-me bem do que li sobre o jovem brasileiro que está emprestado ao Vitória... - e agora já mudaram de opinião.

Dito isto, há dois caminhos: um, dizemos agora o que precisa de ser dito, mas amanhã acabou, são estes os que temos, são estes que vamos apoiar e é com estes que vamos à luta; outro, vamos continuar a zurzir, sempre à espreita de motivos para críticas fáceis, dizer que devia vir este mais aquele, esta política desportiva não faz sentido nem tem lógica, etc.. O meu caminho é o primeiro. Quem quiser seguir o segundo, OK, tem esse direito, mas poupem-me a pessimismos e principalmente, à conversa, não temos hipóteses, vai ser um desastre, é mais uma época perdida, etc.

PS - Não sei se as notícias que o F.C.Porto ofereceu 16 milhões de euros por Rafa são verdadeiras, mas se são, fico preocupado. É um sinal que vamos continuar a cometer loucuras. Para mim, valores desses, só excepcionalmente e só por craques de créditos firmados e daqueles que a priori, garantam golos e muitos por época. Posso vir a engolir o que estou a dizer, mas Rafa, sendo um bom jogador, para mim, não vale nem metade. António Salvador tem todo o direito de defender os interesses do seu clube e de não facilitar, mas se é assim, já disse antes, mas repito agora: não compreendo o empréstimo de Josué. Até porque este não é o primeiro caso do género... Facilitamos a vida a quem não nos facilita nada?

Gil Vicente - F.C.Porto. Queremos voltar a ganhar a Taça de Portugal

Queremos muito voltar a ganhar a Taça de Portugal e para isso temos primeiro de eliminar o Gil Vicente. É uma eliminatória a duas mãos, somos claramente favoritos, mas não podemos pensar que só por isso, a vitória a passagem ao Jamor, está garantida. Como se viu nos jogos em Famalicão e Santa Maria da Feira, frente a equipas que tal como o Gil pertencem ao segundo escalão do futebol português e em que averbamos duas derrotas, agora não há equipas fáceis, é preciso dar ao litro, ter respeito pelo adversário, jogar a um nível alto. Espero um Porto com esse espírito amanhã em Barcelos. A convocatória é um bom sinal.

O árbitro é Manuel Mota, os auxiliares não são conhecidos.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Helton e José Sá;
Defesas, Maxi, Martins Indi, Marcano, Maicon, José Ángel e Layún;
Médios, Danilo, Herrera, Sérgio Oliveira e Rúben Neves;
Avançados, Brahimi, Aboubakar, Marega, Varela, Suk e Corona.

Equipa provável:
Helton, Maxi, Marcano, Maicon e José Ángel, Rúben Neves, Sérgio Oliveira e Herrera, Marega, Suk e Varela.

Antevisão de José Peseiro:
“O Gil Vicente ainda não perdeu em casa e eliminou duas equipas da Primeira Liga, o Tondela e o Nacional. Sabemos disso, temos a noção e a certeza de que vão querer estar no Jamor, mas nós também temos esse pensamento. Há quatro anos que não estamos na final, queremos lá estar e para que isso se concretize é importante vencermos amanhã, sermos competentes e termos noção da responsabilidade e da força do adversário”

“Queremos apresentar-nos no máximo das nossas capacidades. Vamos apresentar o nosso melhor onze amanhã. Sabemos que a eliminatória se disputa em dois jogos e temos a ambição de estar na final no fim do segundo jogo, mas queremos já deixar a nossa marca, de forma convicta”

“É outro jogo, com outro enquadramento e contexto, não tem nada a ver com Famalicão e Feirense. Não estamos focados no que fizemos noutros jogos, mas a pensar nas tarefas que temos que cumprir, com determinação, empenho, solidariedade e a ambição tremenda que temos de estar no Jamor. É isso que nos vai orientar”

“Sobre o mercado de Inverno, o que me apraz dizer é dar as felicidades aos que saíram e ainda mais aos que entraram. Temos muitas competições, o que é um bom sinal, vários objetivos e plena confiança nos jogadores e no seu potencial. São mais do que bastantes e a densidade competitiva não nos amedronta nem atemoriza”.

Só a saída de Imbula animou um mercado frouxo

 Foto, panfleto da queimada

Confirma-se, o Ferrari vai passar a circular por ruas e estradas inglesas. Tenho pena que nunca tenhamos visto o verdadeiro potencial deste carrão, que foi caro, mas do mal o menos, apesar de estar mais vezes parado que em movimento, ainda assim deu lucro ao seu proprietário.

Falando sério, tenho pena que não tenhamos visto o verdadeiro Imbula. Tenho pena, também, que não fosse possível a sua continuidade, porque me parece que o modelo de José Peseiro está mais talhado para as características do ex-Marselha que o modelo anterior. Mas pronto, o que não tem remédio, remediado está, agora não vale a pena estar a escalpelizar as razões porque não deu certo. E como a partir de determinada altura o jogador começou a interiorizar que queria sair e nem a mudança de treinador alterou esse estado de espírito, tínhamos de resolver, arranjando uma solução que não prejudicasse o F.C.Porto. Arranjou-se uma boa solução, Imbula vai para o Stocke City que paga 24 milhões de euros e os Dragões ficam ainda com 15% da mais valia numa futura transferência do jogador - aqui
E assim, com as entradas de Suk, José Sá e Marega e as saídas de Cissokho, Osvaldo, Tello e Lichnovsky, fechou o mercado de Janeiro para o plantel principal.

Chegaram para a equipa B, os jovens Erik Palmer-Brown, ex- Sporting Kansas City; Haykeul Chikhaoui, ex-Sochaux; e Nassim Zitouni, ex- Vitória S.C.

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