Populares Mês

O problema que causou estranheza à BBC tem décadas...

 
De repente, porque um orgão de comunicação social - BBC  - de um país - Inglaterra -, onde a comunicação social tem rigor, isenção, ética e deontologia - aqueles que não têm, quando mentem descaradamente, difamam e caluniam, pagam um preço alto -, estranhou que o destaque de capa de um jornal desportivo português, concretamente A Bola - aqui carinhosamente tratada por panfleto da queimada ou pasquim da queimada -, em vez de destacar a goleada do F.C.Porto ao campeão inglês, optasse por dar destaque ao fracasso do Sporting, houve muita gente a despertar para uma realidade que tem décadas. E o problema mais grave até nem são casos como o que causou estranheza e admiração aos jornalistas da BBC. Não, são os que causam danos, são as pressões, condicionamentos, perseguições, erros encarados como normais versus erros de propósito, credibilidade quando ganha um, falta dela quando ganha o outro, atitudes iguais que se condenam a um e se passa por cima a outro, etc.

E se este jornalismo faccioso e vergonhoso, mad in queimada, mas não só, como referi anteriormente, já tem décadas, tornou-se muito pior, cresceu em proporção dos sucessos do F.C.Porto. Se neste Século que ainda não tem vinte anos, quisermos encontrar uma campanha que ultrapassou todos os limites do despudor e da prostituição jornalística, ela teve o lugar em 2008, quando da mais escabrosa e miserável tentativa de colocar o F.C.Porto fora da Champions League.

São estes vendilhões do templo, ora omitindo, branqueando ou extrapolando, analisando com dois pesos e duas medidas, mas sempre contra o F.C. Porto, erros dos árbitros, decisões dos órgãos disciplinares, comportamentos dos dirigentes, treinadores, jogadores e adeptos, que contribuíram para que um seja um demónio, enquanto os outros são uns anjinhos.
E esta é uma guerra que o F.C.Porto nunca irá ganhar... também porque não tem feito muito para a ganhar.

PS - Para este post andei à procura, mas não encontrei, de duas capas do panfleto da queimada. Uma de Agosto de 2003 - dia seguinte à Supertaça entre o F.C.Porto e o Milan. A felicidade deles pela derrota de um clube português e a vitória do Rui Costa, na altura a representar os italianos, era evidente -, a outra de Abril de 2006, quando os jogadores portistas no varandim do Dragão festejavam o título - a capa era: jogadores do F.C.Porto insultam Benfica. Pena que no ano anterior não tenham feito uma capa igual, quando Petit, Nuno Gomes e outros jogadores do Benfica, insultaram do piorio o F.C.Porto e o seu presidente, quando iam no trem eléctrico após a conquista daquele escandaloso título que ficou conhecido como campeonato do Estorilgate. Pois na procura dessas capas dei de caras com vários artigos com origem no jornal do Benfica, artigos do mais ordinário que possam imaginar, absolutamente inqualificáveis nos ataques e insultos ao F.C.Porto.

Há portistas que gostam de ser mais papistas que o Papa


Não, não vamos ficar eufóricos, embandeirar em arco, fazer uma festa, mas também não vamos deixar de valorizar uma excelente exibição, uma vitória gorda frente ao campeão inglês e principalmente, a passagem aos oitavos-de-final, objectivo mínimo que traçamos para esta época. Era o que faltava, num tempo em que uma equipa normal é badalada como se fosse a quinta maravilha; jogadores que nos jogos com um grau de dificuldade um bocado mais elevado, desaparecem, mas são tratados como estrelas cintilantes, colocados nos píncaros; os portistas fossem mais papistas que o Papa, não valorizassem jogadores e equipa, quando, como foi o caso de ontem, merecem. Basta ver os elogios que foram feitos à prestação do F.C.Porto, em Inglaterra, mas não só... É óbvio que de nada servirá aquele momento de paixão e emoção que aconteceu no jogo frente ao S.C.Braga e que torcemos muito para que signifique o tal click definitivo, se apesar da consequência positiva que teve no jogo com o campeão inglês, não tiver continuidade domingo à tarde no jogo de Santa Maria da Feira e que antecede o clássico Benfica - Sporting. Mas isso vai-se ver domingo por volta das 17:50, mais minuto menos minuto.

Equilíbrio na análise, é o que se pede aos adeptos. Por exemplo, não se deve achar que hoje está tudo bem, só porque ganhamos, mas amanhã está tudo mal porque o resultado foi negativo. Exigir, sim, mas na conta peso e medida, não podemos exigir um F.C.Porto com a obrigação de ganhar às melhores equipas do futebol europeu, mas devemos exigir vitórias frente a equipas notoriamente mais fracas. Ressalvando e tendo sempre em conta que o futebol não é matemática, o cemitério do desporto-rei está repleto de favoritos que perderam. Aí, desde que fiquemos com a certeza que não ganhamos, mas fizemos tudo para ganhar, OK, olhemos para a frente. E, uma coisa que me continua a meter uma grande confusão: se devemos ter toda a motivação para a crítica, também devemos ter a mesma para o elogio. E, lamentavelmente, não é isso que vejo aqui no tasco. Então o F.C.Porto goleia o campeão inglês, consegue o passaporte para os oitavos-de-final, arrecada mais uns milhões que tanta falta de fazem e anda tudo nas compras de Natal?

Duas notas soltas:
Alguém me explique, por favor, porque carga de água um canal de televisão que é propriedade do F.C.Porto, está a transmitir em directo um jogo de andebol do clube e interrompe a emissão, deixando no ar a sensação que o jogo nem sequer tinha acabado - pareceu-me que ainda ia ser marcado um livre directo contra o F.C.Porto -, para dar publicidade e de seguida o Jornal Diário? Uma vez que o dito jornal já não ia ser transmitido à hora normal, 19:30, qual o problema de ficar mais 5 minutos em directo do Dragão Caixa?

- Mas o que é isso, Chouriço, andavas tão crescido e tão inchado e de repente... um artigo completo a falar e a contestar os árbitros? E ainda por cima com apelos explícitos à gritaria, à pressão e condicionamento dos homens do apito e seus auxiliares? Jorge Sousa não serve? Será que querias outro Jorge, o Ferreira?

F.C.Porto 5 - Leicester F.C. 0. Nos oitavos com manita de ouro


O F.C.Porto conseguiu na noite de hoje a passagem para os oitavos-de-final da UEFA Champions League, feito que consegue pela 12ª vez, em 21 participações na Fase de Grupos da prova entre clubes, mais importante do mundo. Marcou cinco golos e voltou a não sofrer nenhum, algo que acontece pelo 5º jogo consecutivo o que diz muito sobre a solidez da defesa portista. Com os pés bem assentes no chão, não entrando em euforias perniciosas e prematuras, mas conscientes que estas vitórias dão confiança, moral, geram tranquilidade, agora é fundamental colocar todo o enfoque no jogo do próximo domingo frente ao Feirense. Sim, porque tendo em atenção que é jornada de clássico entre Benfica e Sporting, seja qual for o resultado, se os Dragões saírem vitoriosos de Santa Maria da Feira, ficarão numa situação melhor do que estão neste momento.

Uma primeira-parte de excelência dos pupilos de Nuno Espírito Santo. Pressão, dinâmica, posse, circulação, variedade na qualidade, uma direita e uma esquerda, poderosas, sem esquecer um excelente jogo interior, três golos - André Silva, Jesús Corona e Brahimi - os dois últimos dignos de compêndio, mais algumas boas oportunidades para marcar mais alguns, uma superioridade e um domínio total, em 45 minutos do melhor que o Dragão tem visto de há muito tempo a esta parte.

Na segunda-parte, o Leicester veio mais determinado, mais rápido, mais pressionante e mais agressivo, ser nunca ter colocado Casillas em situações difíceis, criou dificuldades a um F.C.Porto que mesmo continuando mais perigoso e mais perto do golo, perdeu concentração, organização, brilho. Esse período durou cerca de 20 minutos, até à grande penalidade convertida por André Silva e que colocou o marcador em 4-0. Depois e até final, o conjunto de NES subiu de rendimento, fez mais um golo por Diogo Jota, ameaçou com mais alguns, acabou o jogo em grande, para satisfação da sua massa adepta que já merecia ver um jogo tranquilo e uma exibição muito bem conseguida, em particular nos 45 minutos iniciais.

Notas finais:
Vencer o campeão inglês e por uma manita, é um feito que nada nem ninguém vai conseguir desvalorizar.

Tenho a certeza que a qualidade de alguns jogadores do F.C.Porto a partir de hoje vai estar e em letras grandes, nos cadernos dos olheiros de alguns dos melhores clubes da Premier League.

Ainda anda por aí alguém que queira ver o Maxi pelas costas no mercado de Janeiro?
 
Última hora:
A UEFA resolveu e pela primeira vez na Champions League, atribuir o Prémio Réplica. E o Prémio Réplica vai para... Sporting Clube de Portugal! Pelos réplica que deu ao Real Madrid e Borussia Dortmund.
Acho bem. Os viscondes estão fora das provas europeias, mas não vêm de mãos a abanar.

F.C.Porto - Leicester F.C. Com o Braga foi uma explosão de emoção e de paixão, mas não dá para relaxar


Sem tempo para relaxar, descomprimir, digerir tranquilamente aquela explosão de emoção e paixão que aconteceu no sábado passado frente ao S.C.Braga, o F.C.Porto - desde quem dirige, passando por quem treina, joga e terminando em todo o universo que torce pelos os Dragões - tem já amanhã novo jogo importantíssimo e decisivo para se saber se a equipa de Nuno Espírito Santo vai continuar na prova rainha da UEFA, a Champions League, ou se vai descer à Liga Europa. Frente a um campeão inglês que mesmo já apurado e com o 1º lugar garantido, até pode apresentar uma equipa diferente àquela que joga normalmente, mas não vai facilitar nada, é necessário um Porto focado, concentrado, determinado, com a mesma vontade, espírito e qualidade do jogo anterior. Se possível com mais eficácia e mais sorte, porque elas não matam, mas moem e já chega de tanto sofrimento.

Depois de tantos avanços e recuos, tanto entusiasmo defraudado, não podemos voltar a dar um passo em falso, desperdiçar mais uma oportunidade para entrar num ciclo de vitórias que consolidem a moral e a confiança na equipa e nos adeptos O que aconteceu no sábado não pode ter significado apenas mais um fogacho... sob pena da tranquilidade que todos almejamos continue difícil de alcançar.

Equipa provável:
Casillas, Maxi, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Óliver, Herrera e Corona, André Silva e Diogo Jota.

Como temos dito e constantemente repetido, bem pode o presidente do Benfica pregar que já ninguém o leva a sério, mesmo os mais desatentos. Nem é preciso que alguém institucionalmente ligado ao clube do regime falar, os paineleiros, comentadores e colunistas, organizados e que recebem diretrizes da comunicação do clube, junto com alguns pseudo-jornalistas, com alguns bem conhecidos à cabeça, fazem todo o trabalho sujo, como temos assistido no pós derrota do clube do regime na Madeira frente ao Marítimo. E que bem afinadinhos que eles estão... Agora está na berra as perdas de tempo e até Duarte Gomes, o pedagogo ex-árbitro e agora colunista de arbitragem no panfleto da queimada - onde mais poderia ser? -, achou por bem tratar o assunto e chamou às perdas de tempo, flagelo.

A preocupação do freteiro Delgado com o fair-play e o anti-jogo, é comovedora


Antes de se falar de mais um jogo importante e que vai voltar a exigir muito de todos os Dragões, uma página dedicada ao nosso amigo freteiro Delgado.

Deixou passar lances possíveis de grande penalidade, por derrube ou mão na bola? Invalidou golos limpos? Validou golos falsos? Expulsou injustamente jogadores ou deixou em campo jogadores que deviam ser expulsos? A resposta às quatro perguntas, quatro exemplos de lances que normalmente mais penalizam os árbitros, é... não! Pois apesar disso e de ter dado 6 minutos de desconto, Vasco Santos, árbitro do Marítimo 2 - Benfica 1, teve talvez a nota mais negativa da época, um 2 numa escala de 0 a 10, no panfleto da queimada. Quem lha deu? O freteiro Delgado. Os objectivos da nota dada pelo jornalista entre aspas, um vendilhão ao serviço clube do regime, são tão óbvios que nem vale a pena perder muito tempo a explicar. Começam numa azia indisfarçada, terminam numa tentativa de condicionar e deixar avisos para o futuro - senhores juízes, já sabem, quando o Benfica não ganha, na queimada é assim... Mas para além disso, o jogo dos Barreiros mais uma vez mostrou que aquela gente da Luz, ao contrário da imagem de bonzinhos que tentam passar, à mínima contrariedade perdem logo o verniz. É por isso que eu não os compro, nem os queria dados. Imaginem agora eles a serem vítimas do filme de terror com que nós temos tido de lidar esta época, nessa matéria? Pois é, já há muito tempo que o futebol português estava a ferro e fogo. Lindo de ver a intimidade entre Rui Vitória e o árbitro do jogo da Madeira. Aquilo era: ó Vasco estás a brincar com esta merda? Ó Vasco, não voltes a fazer isto...

Hoje, o freteiro volta à carga e mostra grande preocupação com o anti-jogo. Claro, a azia e a irritação no calo não desapareceu, 6 minutos souberam a pouco tempo, Vasco Santos devia ter prolongado o jogo até o Benfica empatar, pelo menos... Claro que o freteiro podia mostrar preocupação com o anti-jogo e sair a terreiro a combatê-lo, quando Jorge Jesus, na altura treinador do Benfica, mandou o seu guarda-redes Artur, simular uma lesão e atirar-se para o chão; ou mais recentemente, quando o Pinheiro de Famalicão ou será de Barcelos?, deu apenas 4 minutos no Vitória F.C. 0 - F.C.Porto 0, permitindo e não castigando todo o anti-jogo que os sadinos fizeram. Poder, podia, mas não era a mesma coisa... este escroque só reflecte sobre os problemas do futebol português quando a irritação no calo se faz sentir.

Não li, ainda vou ler, mas parece que Pinto da Costa se referiu à dupla Felipe/Marcano, como uma das melhores duplas de sempre do F.C.Porto e do futebol português. Motivo para que a figura de quem temos estado a falar, questionasse as declarações do presidente do F.C.Porto e apresentando um conjunto de duplas de centrais portistas para comparação. Como não tenho medidómetro de avaliação de duplas de centrais, limito-me a dizer que o eixo central da defesa do F.C.Porto tem estado a um nível altíssimo, como se comprova pelo número de golos sofridos pelo F.C.Porto esta época. Curiosamente ou talvez não, há uns dias o panfleto da queimada destacava a dupla Luisão/Lindelof como uma dupla de betão. Quer dizer, a estrumeira da queimada pode puxar e dar moral à dupla de centrais do clube do regime, Pinto da Costa não pode fazer o mesmo à do F.C.Porto, é logo motivo de crítica. Mas o que eu não sabia e fiquei a saber agora, é que Virgílio, o Leão de Génova, tinha feito dupla com Miguel Arcanjo. O que o freteiro sabe...

Eu a pensar que este fim-de-semana íamos ter uma capa a dizer: Rivais mais perto, mas nada. Que ingénuo!

Emoção forte e uma grande explosão de paixão pelo F.C.Porto


Vejamos: o F.C.Porto já não vencia e não marcava golos à vários jogos, razões mais que suficientes para ter de ganhar ontem. Como se fosse pouco, depois da derrota do Benfica frente ao Marítimo - mas que grande surpresa! -, ainda aumentou a pressão, ganhar colocava os Dragões a 4 pontos do líder - a uma semana do clássico entre águias e leões -, desperdiçar essa oportunidade seria juntar instabilidade à instabilidade, só restava ao F.C.Porto esquecer o título, concentrar atenções na luta pelos lugares secundários. Foi neste cenário que começou o jogo de ontem: de um lado os portistas, tensos, nervosos, a jogar sobre brasas, de outro os bracarenses - que até estavam à frente na classificação -, tranquilos, jogando com o relógio, sabendo que quanto mais tempo o nulo durasse, melhor para eles, pior para o adversário. Não admira por isso que a primeira-parte do F.C.Porto não fosse brilhante. Mesmo estando por cima e nunca permitindo grandes veleidades ao Braga - Casillas nunca esteve em risco de sofrer um golo - e até ao lance da clara grande penalidade e não menos clara expulsão - eh, pá, perguntem lá ao Cósmico, vosso "conselheiro" para as questões de arbitragem, se Artur Jorge não foi bem expulso e perguntem também, se 7 minutos de desconto foram muito tempo? -, o F.C.Porto já ter desperdiçado dois golos cantados - Diogo Jota e Óliver -, é verdade que o jogo do conjunto de Nuno Espírito Santo(NES) era pouco fluído, pouco esclarecido, não faltava coração, mas faltava calma e cabeça. Mesmo que até ao intervalo, para além do penálti que André Silva, falhou, ainda tivesse havido outra nítida sensação de golo, quando Danilo cabeceou ao poste e a bola andou ali a querer entrar, mas não entrou.
Resumindo: apesar de não ter atingido um nível alto, já no final dos 45 minutos iniciais o Dragão merecia estar na frente e com uma vantagem superior a um golo.

Se na primeira-parte, o conjunto de José Peseiro já podia dar-se por feliz por manter o nulo, na segunda, foi um autêntico massacre, um vendaval de futebol atacante que durante 52 minutos causticou a último reduto bracarense. Não se jogou nos tais 60 metros que NES alude nos seus já célebres rabiscos, jogou-se quase sempre em menos de 50 metros, o espaço estava completamente congestionado, eram 20 jogadores que por ali andavam, os de azul e branco a tentar marcar, os de vermelho e branco e defender, apenas defender. O F.C.Porto, como disse ontem e repito hoje, apesar das circunstâncias anteriormente referidas, jogou a um nível alto, tentou pela direita, pelo meio e pela esquerda, rematou muito, criou e desperdiçou oportunidades para ganhar, não um jogo, mas vários. Mas não havia maneira da bola entrar, S.Marafona, como se dizia antigamente, estava mijado, defendia tudo, parecia que a maior injustiça da época - de muitas épocas, até, digo eu -, se ia concretizar, mais uma vez o F.C.Porto não ia ganhar nem marcar. Felizmente não aconteceu, o jovem e talentoso Rui Pedro, com apenas 18 aninhos, mas com a frieza e classe de um veterano, marcou ao 90+5. Esse momento, para quem assistiu, foi uma espécie de Kelvin revisitado, uma forte emoção e uma grande explosão de paixão pelo F.C.Porto, apoderou-se de todos os portistas que estavam no estádio, levou o Dragão ao delírio. Exagero? Só para quem um pastel de Belém no lugar do cérebro. Foi uma reacção natural, um momento marcante.

Não sei o que aquele golo significará no futuro, esta equipa já nos habituou a ir do bom ao mau em muito pouco tempo, num carrossel de altos e baixos que nos leva ao desespero. Por isso não embandeiro em arco, não me atrevo a dar palpites para o futuro. Mas sei o que significou a noite de ontem e espero que aquela manifestação de crença, alma e raça, aquela capacidade de lutar até contra o destino, não tenha sido apenas um fogacho. Se acontecer, se for para valer - os próximos jogos responderão a todas as dúvidas -, então este PORTO não vai ser peru, vai ser Dragão.

F.C.Porto 1 - S.C.Braga 0. O quadro mostra um massacre, mas uma vitória arranca a ferros


Não estou em condições de dizer muita coisa, o jogo de hoje foi daqueles que deixa marca, salvo as devidas proporções, foi uma espécie de Kelvin revisitado - vi muitas lágrimas no Dragão!
Como é possível uma equipa dar um autêntico massacre, encostar o adversários às cordas quase todo o jogo, tentar e muitas vezes, bem, pela direita, pela esquerda, pelo meio, rematar não sei quantas vezes, criar perto de uma dezena de oportunidades claras de golo, incluindo um penálti, e apenas conseguir uma vitória arrancada a ferros e já no 5º minuto de descontos? Pode falar-se, porque é verdade, que falta um matador na frente do ataque - André Silva está em todo lado, menos onde devia estar; na falta de confiança que tira discernimento; até de um certo atabalhoamento, sofreguidão, pouca assertividade na hora de definir e finalizar. Mas que diabo, apesar disso, o F.C.Porto, hoje, trabalhou muito, lutou muito, nunca desistiu de tentar e tentar, merecia ganhar de goleada e não era daquelas goleadas de três golos de diferença, era daquelas a que vulgarmente se chamam  manitas, mas apenas ganhou por um e nas condições dramáticas que sabemos.
Meus amigos, eu não acredito em bruxas, mas que elas existem...existem! Viram que até a galinha preta que foi atirada para dentro do campo, nem se mexeu, parecia paralisada?

Estávamos a sete pontos da liderança, estamos a 4. Estas vitórias só podem dar moral e uma enorme força anímica. Se nestas condições, conseguimos ganhar, pode ser hoje seja o primeiro dia do resto das nossas vidas, a malapata tenha terminado, a partir de agora a redondinha comece a entrar até aos trambolhões.

Que classe, que frieza, que qualidade, que frase bonita - quando sente o Porto no coração é até ao fim a acreditar e foi assim que ganhamos este jogo. Parabéns Rui Pedro!
Que raça, que alma, que crença, Maxi, Felipe, Marcano, Danilo... O F.C.Porto não pode desperdiçar o génio e o talento de Yacine Brahimi, nem descartar Hector Herrera.


As crónicas do Felisberto Costa: O declínio do Porto nas esferas do poder


Passando por cima da velha máxima portuguesa de que todos os árbitros são gatunos, efectivamente de há uns anos para cá que o FC PORTO tem vindo a ser prejudicado em vários jogos pelas equipas de arbitragem. Mesmo nos últimos anos de campeões, com André Villas-Boas e Vitor Pereira, começamos a pagar as favas de que marcar um penálti a nosso favor, é coisa de frete, suspeição, bem pior que um voucher, já que 500 euros para um árbitro não é nada!

Em paralelo, criticamos a equipa, o treinador, a SAD por estar calada, mas estamos a cometer um grave erro ao olhar para a árvore esquecendo a floresta: o declínio do Porto nas esferas do poder!

Aqui há uns tempos no Estoril, o jovem presidente da AF Lisboa, desafiou Pinto da Costa dizendo-lhe na cara que o Porto estava com os dias contados, mais coisa menos coisa. A AFL iria se tornar numa força aglutinadora dos clubes por si representados para derrubar a hegemonia nortenha. E o que é certo é que isso de facto aconteceu.

Aconteceu, porque adormecemos á sombra da bananeira. Aconteceu porque os dirigentes envelheceram, não evoluíram, pensando que tudo seria sempre igual. Aconteceu, porque não foram dados ouvidos a quem nos acusou, julgou e condenou. Rimo-nos em vez de nos precaver!

Lourenço Pinto é coisa do passado. Uma personagem que navega atrás de Pinto da Costa, adulando-o babosamente, mantendo a AFP tal como ela era há 20 anos atrás! Sem carácter para defender intransigentemente os poderes da maior associação de futebol do país, Lourenço Pinto deixou cair o Salgueiros, o Boavista, e se o FC PORTO não caiu, foi porque somos ainda, e creio que seremos sempre, enormes! Lourenço Pinto calou-se e escondeu-se como um rato quando o apito dourado desabou sobre o Porto, como um furacão. Se com Adriano Pinto dávamos xitos, com Lourenço Pinto foi só somar pentes e pentes de derrotas, calúnias e afrontas.
A AFP perdeu-se na sua glória e majestade, devido a um sujeito que não quer governar. Apenas quer o cargo! A AFP perdeu o poder na arbitragem, na liderança, na estrutura da FPF, em suma, perdeu-se nos corredores do poder, e ainda não encontrou forma de se achar. Nem encontrará enquanto os velhos lá permanecerem agarrados ao cargo, olhando para a janela a ver chover, que se vier sol tanto se dá!

Como o nosso timoneiro que também ele já se deixou invadir pela inexorável força da idade que nos tolhe a energia e o pensamento, não é o FC PORTO sozinho que irá conseguir lutar contra um centralismo cada vez mais forte e pujante, mesmo que o FC PORTO arraste atrás de si indefectíveis sócios e adeptos. Que saudades de Adriano Pinto, Valentim Loureiro e… Pinto da Costa!

É urgente que a AFP torne a ser poderosa, a maior, e que faça jus á sua grande e magnifica história de 104 anos! Cabe aos clubes como o FC PORTO, Boavista, Leixões, Paços de Ferreira, Varzim, e tantos outros bem mais pequenos mas históricos trazer sangue novo, com ambição e carácter para reerguer a AFP ao lugar onde ela pertence e deve estar.

É triste, muito triste ver a Taça de Portugal sem um único clube da nossa associação, ao passo que a AFL está bem carregadinha deles.

Espero que os resultados pós desenhos, desta vez sejam melhores


A ideia de jogo que Nuno Espírito Santo explicou, hoje, na antevisão do F.C.Porto vs S.C.Braga, recorrendo a vários desenhos, até pode ter funcionado em alguns jogos, mas poucos, não funcionou, deixou muito a desejar em muitos outros - teorizar com uns rabiscos num papel, mesmo não tendo grande dom para o desenho, não é difícil, passar isso para a prática, de forma consolidada, sistematizada, aí, é que a porca torce o rabo. E neste F.C.Porto versão 2016/2017, o rabo tem torcido muito... Por exemplo, que Danilo recua para o meio dos centrais que alargam e os laterais projectam-se, é fácil de perceber; que os dois médios interiores descem para receber e tocam nas alas ou no chamado ponta-de-lança, também; bem como outras variantes que NES explicou no papel. O problema é que no campo, ao contrário do que acontece no papel dos desenhos, há jogadores adversários e esses têm, na maioria dos jogos, tornado muito difícil a vida ao F.C.Porto... e não precisam de ser grandes equipas...
Sendo apenas um treinador de bancada, também sou capaz de pegar num papel e dizer como jogaria o meu F.C.Porto. O problema era ir para o campo e na prática colocar o modelo e o sistema funcionar.

Dizer-se que nesta série de jogos que não venceu, o F.C.Porto esteve mais perto de ganhar que perder, é verdade, mal fora que não fosse assim - todos os adversários eram inferiores. Mas o facto é que não ganhamos e pior, nem um único golo marcamos.

Qual a intenção de NES com estas explicações? Pedir mais tolerância, mais apoio, mais tempo? Tolerância, tem tido a que outros no seu lugar não tiveram; apoio não tem faltado; tempo para colocar a máquina a funcionar melhor, também - estamos em Dezembro... Não sei... A não ser que o treinador do F.C.Porto sinta que tem o lugar em risco e veio pedir ajuda aos adeptos. Se foi esse o objectivo, para mim essa questão é fácil, agora como no passado, chicotadas a meio da época, não, a não ser em circunstâncias muito especiais e não devem estar apenas dependentes dos resultados. Quais? Como os adeptos só vêem os jogos, não têm outros dados importantes: trabalha-se bem no dia a dia, o treino é de qualidade? O discurso para dentro passa com facilidade, é motivador, agregador? Os jogadores confiam e estão com o treinador? O técnico está com ganas de dar a volta ao texto? Devem evitar pressionar, pedir a saída do treinador, deixar isso para quem tem os dados todos. E assim, se quem está lá dentro e acompanha de perto o dia a dia do F.C.Porto, acha que os itens para manter o treinador, estão todos preenchidos, então garanta-se o treinador, independentemente dos próximos resultados, tire-se pressão. Se não estão preenchidos, então resolva-se rapidamente o problema. Se acontecer, a fase seguinte tem de ser tratada com todo o cuidado, com um rigor cirúrgico, algo que tem faltado nas últimas escolhas. Se não tivesse havido esse rigor, a crise de 2000 a 2002, com três títulos perdidos, não tinha durado só esse tempo... 

A realidade está aí e não deixa mentir: o F.C.Porto está numa crise desportiva que já entrou na quarta época e com uma situação financeira muito complicada. Com este cenário é perfeitamente natural e legítimo que surjam críticas e desde que sejam feitas com respeito, de forma objectiva e construtiva, não vem daí nenhum mal ao mundo, pelo contrário. O F.C.Porto precisa de todos, dispensa arrogância, autismo, precisa de um líder agregador e não um líder que catológue os adeptos entre bons e menos bons, ou maus. Para valorizar os méritos dos Super e do Colectivo, não é preciso colocar tanto e tanto portismo dedicado, em xeque. Só assim será possível que alguns sinais positivos se consolidem, pequenos passos se tornem grandes passos. Só com a unidade na esmagadora maioria dos Dragões, conseguiremos por fim a este ciclo complicado.

- Copyright © Dragão até à morte. F.C.Porto, o melhor clube português- Edited by andreset