terça-feira, 30 de Setembro de 2014

F.C.Shakhtar 2 - F.C.Porto 2. Merecíamos ter ganho, mas quem dá tantas abébias...


Era o jogo mais difícil de todos os que o F.C.Porto disputou até ao momento. Frente a uma equipa do Shakhtar bem orientada, bem entrosada, experiente e recheada de bons jogadores, Lopetegui voltou a surpreender. Se na defesa nada de novo, Fabiano - com Andrés no banco... portanto, os realizadores tiveram de guardar as câmaras e mudar o enredo -, Danilo, Maicon, Martins Indi e Alex Sandro; no meio-campo, sem Casemiro, o treinador dos Dragões e quando todos esperavam Rúben Neves, trocou a juventude por um jogador com muita Champions nas pernas e fez avançar Marcano; colocou-lhe ao lado Herrera, com Óliver, Brahimi e Tello mais à frente no apoio a outra entrada inesperada, Aboubakar no lugar que todos achavam que ia ser de Jackson. Se Lucescu disse que sabia tudo sobre o F.C.Porto, Lopetegui tentou dar-lhe volta. Não se pode ser peremptório num sentido ou outro, quando como se fosse pouco falhar golos e até um penalty, ainda se oferecem dois golos de forma inacreditável. Mas esta equipa tem alma, tem carácter, acreditou até ao fim e conseguiu in-extremis um resultado positivo. Mas fica a sensação que merecia mais

Foi uma primeira-parte de grande nível.
25 minutos complicados para a equipa de Lopetegui, frente a um Shakhtar compacto, pressionante, rápido a conquistar a bola, criativo e desequilibrador no último terço, com Taison, um perigo constante, a dar muito trabalho ao lado direito da defesa portista, o mesmo acontecendo com Srna pela esquerda. Com mais ou menos dificuldades o conjunto português aguentou o nulo e depois desse período difícil, acalmou, começou a ter posse, a circular bem, equilibrou e de seguida passou a dominar. E foi quando estava bem por cima, com os ucranianos baralhados e incapazes de sair de trás, que o conjunto de Lopetegui teve uma grande chance para marcar, chegar ao intervalo em vantagem: penalty claro sobre Brahimi - já antes tinha havido outro que o árbitro turco não assinalou - que o argelino falhou, atirando muito denunciado e permitindo a defesa do guarda-redes Pyatov. Incrível! Continuamos falhar penalties em jogos muito importantes e em que as oportunidades são raras.
Assim e resumindo, se os ucranianos entraram fortes e o F.C.Porto sofreu, na parte final dos primeiros 45 minutos foi ao contrário. Tudo somado, atendendo a que a grande possibilidade de chegar ao golo foi do conjunto de Julen Lopetegui, talvez a vantagem mínima assentasse bem aos portistas.
Mais uma nota sobre a etapa inicial: 
Não podemos, em cantos a nosso favor, perder bolas perto da área adversária e permitir contra-ataques em que ficamos em inferioridade númerica atrás. Não teve consequências, porque faltou melhor definição mas aconteceu por duas vezes.

Na segunda-parte entramos bem, tínhamos o jogo controlado, mas sem o Shakhtar ter feito nada para chegar à vantagem, o F.C.Porto, através de Óliver, resolveu oferecer um brinde, perdeu a bola numa zona perdida e golo. Foi um murro que o conjunto azul e branco não merecia, que deixa qualquer equipa por baixo, mas os rapazes de Lopetegui deram mostras de uma grande determinação, foram capazes de reagir. O treinador fez entrar Jackson e Quintero para os lugares de Aboubakar e Marcano, a equipa soltou-se, foi à procura do prejuízo, merecia chegar à igualdade, mas não chegou e já na parte final, como se um brinde fosse pouco, Maicon resolveu oferecer outro e Shakhtar com dois golos de vantegem, sem ter feito nada para estar a vencer por um, quanto mais por dois. Faltavam cerca de 6 minutos mais os descontos para o fim, tudo parecia perdido. Só que a esta equipa pode-se acusar de muita coisa, mas não se pode acusá-la de não trabalhar, dar tudo. E foi assim, apelando a tudo, ao espírito e ao carácter que tem dado provas sucessivas, o F.C.Porto conseguiu chegar ao empate já ao cair do pano, colocando alguma justiça no resultado. E digo alguma justiça, porque o F.C.Porto merecia ter ganho.

Inchem porcos, mas não rebentem. Ainda não é o momento.

Notas finais:
Gostei de Aboubakar, muito generoso, muito rápido a ir para os espaços e para a baliza. Faltou-lhe mais apoio.

Também voltei a gostar de Marcano. Depois de se mostrar fiável a central, o espanhol mostrou também que pode desenrascar bem a médio. Sabendo que pode ainda ser lateral, estamos na presença de um excelente jogador e uma magnífica aquisição.

Hoje ficou a saber-se que os bielorrussos do BATE Borisov são tão fraquinhos, tão fraquinhos que ganharam com o Athletic.Bilbao...

Estamos na liderança do grupo, vencemos em casa e empatamos fora, estamos no bom caminho para atingir o objectivo de chegar aos oitavos-de-final.

E voltamos a sair da Ucrânia sem conhecer o travo amargo da derrota.
 

segunda-feira, 29 de Setembro de 2014

F.C.Shakhtar - F.C.Porto. Manter a tradição


A Ucrânia é um país de grandes recordações para o F.C.Porto. Foi na Ucrânia, na altura ainda pertencendo à União Soviética, que o F.C.Porto, em jogo disputado a 21 de Março de 1984, com um golo de Mike Walsh empatou a um - tinha ganho nas Antas 3-2 - e eliminou o então chamado F.C.Shakhtyor Donetsk - agora chama-se Shakhtar - e chegou pela primeira vez na sua história às meias-finais de uma prova europeia, no caso, a já falecida Taça das Taças.
Foi também na Ucrânia, em 22 de Abril de 1987, desta vez em Kiev, que o F.C.Porto, depois de já ter ganho no seu saudoso e desaparecido estádio, por 2-1, conseguiu o mesmo resultado no Olímpico da Capital ucraniana, eliminou o Dínamo de Kiev, na altura a melhor equipa do Mundo e chegou à final de Viena. Final que viria brilhantemente a conquistar às custas do todo poderoso e super-favorito, Bayern de Munique.
Se esses dois jogos são marcos históricos, os Dragões voltaram à Ucrânia, já independente, por mais três vezes e nunca perderam: empate e vitória frente ao Dínamo de Kiev; vitória frente ao adversário de amanhã. Portanto, a tradição diz-nos que o F.C.Porto costuma ser feliz neste país de leste, a viver uma situação muito difícil, de guerra civil, por isso o jogo disputa-se em Lviv e não em Donetsk. Seria óptimo manter a tradição e até temos a vantagem de não jogar no habitual palco do Shakhtar, o Donbass Arena. Mas a tradição não ganha jogos, nem o facto do jogo ser longe de Donetsk afecta o conjunto de Mircea Lucescu. Os ucranianos são uma equipa experiente, recheada de bons jogadores, que jogam juntos há vários anos e, disse o seu treinador, estão com espírito de vingança. Assim, para conseguir um resultado positivo, tem de estar no Lviv Arena um Porto inteiro e não meio Porto. Um Porto organizado, concentrado, compacto e a não dar espaços que o talento brasileiro do Shakhtar pode aproveitar. Facilitar frente a Douglas Costa, Taison, Luiz Adriano, Dentinho, por exemplo, pode ser a morte do artista. Temos ambições de chegar aos oitavos-de-final, como primeiro objectivo e para isso sair da Ucrânia com uma vitória seria muito bom. Com um empate não seria mau. Uma derrota não compromete nada, mas quebraria a tradição e ninguém quer isso...

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano, Ricardo Neves e Andrés Fernández;
Defesas, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro e Marcano;
Médios, Rúben, Herrera, Óliver, Brahimi e Evandro;
Avançados, Ricardo Pereira, Tello, Jackson, Aboubakar, Quintero e Adrián.

Equipa provável:
Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi e Alex Sandro, Rúben Neves e Herrera, Óliver, Tello, Jackson e Brahimi.


Dossier de imprensa da UEFA. Está lá tudo: desde os árbitros, delegados, técnicos, equipas, etc.

domingo, 28 de Setembro de 2014

A entrevista do Presidente, o discurso do Bruno e a importância de se chamar Jesus


O Presidente Pinto da Costa deu uma entrevista ao Porto Canal na pessoa do seu director geral, Júlio Magalhães. Será abusivo concluir que isso significa que está satisfeito com o rumo que o canal gerido pelo F.C.Porto, lhe agrada? Acho que não. Eu não gosto, mas como eu não sou o Líder do clube...
Da entrevista, extra futebol, digamos assim, não sabia que Rui Moreira tinha deixado de ser colunista do JN e passado a ser do Correio da Manhã. Nem que o actual presidente da Câmara, por causa do cargo que exerce, tinha deixado de ser portista e passado a ser apenas portuense. Lindo! Mas não surpreendente para mim.
Sobre o BES tratar Benfica e Sporting de maneira diferente em relação ao F.C.Porto, também não é novidade, já aqui tinha dito o mesmo.
Sobre o futebol propriamente dito, criticou as arbitragens e as nomeações, fez o paralelismo com a época passada dizendo que em 2013/2014 fomos martelados na 5ª jornada, nesta época fomos na 4ª. Foi demasiado soft. Devia ter ido mais longe, apontar o dedo ao responsável pela arbitragem e perguntar a Vítor Pereira: porque razão quando uns são prejudicados ele se sente na obrigação de vir dar explicações públicas e não faz o mesmo quando, como foi o caso, o flagrantemente prejudicado é o F.C.Porto?
Sobre a questão dos fundos, também uma questão já debatida, a explicação confirma a teoria que a UEFA e a FIFA querem um futebol para ricos, estão a tentar criar condições para que no futuro a curto prazo, ainda seja mais difícil que alguém fora de cerca de uma dezena de clubes - Manchester City e United, Chelsea, Arsenal e Liverpool, Real e Barça, Bayern, PSG e Juventus - possa ganhar a Champions. 
Não creio que a União Europeia embarque neste desejo de Blatter e Platini. Não estranhei que o F.C.Porto seja um alvo apetecível para alguns magnatas de dinheiro fácil, fiquei tranquilo que o Presidente tenha dito que com ele o F.C.Porto será sempre dos sócios, está a criar condições para que no futuro isso fique salvaguardado - na AG da próxima quinta-feira tudo será esclarecido. E porque é assim, não vale a pena estar a traçar cenários sobre o pós-Pinto da Costa. Na altura os sócios do F.C.Porto tomarão posição e decidirão.

Finalmente sobre treinadores. Vítor Pereira é um excelente treinador, pegou na equipa em circunstâncias muito complicadas - abandono prematuro do que apregoava à boca cheia que estava na cadeira de sonho, mas era só conversa -, fez um excelente trabalho, em duas temporadas no campeonato só teve uma derrota e sabe Deus como!, foi bicampeão, mas é a mais pura das verdades, sempre foi olhado como um adjunto, nunca foi um bem-amado. Se juntarmos a isso um discurso pouco escorreito e que não era assertivo e afirmativo, mais as exibições pouco famosas e a incapacidade para liderar - F.C.Porto teve de fazer algumas dispensas de jogadores de qualidade, Guarín, Belluschi, mais tarde Alvaro Pereira e até Rolando -, está explicado o porquê de Vítor Pereira não ter continuado. Se Vítor Pereira não tinha carisma, Paulo Fonseca, manifestamente, não estava preparado para o grande desafio de treinar um clube tão exigente e desgastante, como o F.C.Porto. Não aguentou a pressão, esteve sempre em pânico, só queria sair. Veio Lopetegui. Tem discurso, tem carisma, é líder, sabe o que quer. Mas no futebol em geral e no F.C.Porto em particular, os resultados e também a qualidade de jogo, são importantíssimos, Sem sucesso desportivo, tudo o resto não conta muito.
Acho que fez bem não passar cartão ao novo Vale e Azevedo, acho que devia colocar nome a alguns bois que tão mal tratam o F.C.Porto.

O discurso do Bruno.
- Meus amigos, sportinguistas, temos todas as razões para estar em festa, eufóricos, orgulhosos. O nosso querido clube conseguiu na sexta-feira um feito notável, extraordinário, digno dos maiores encômios: empatamos com o grande F.C.Porto em Alvalade.
- Bruno! Bruno! Bruno!
- Obrigado, meus amigos. Eles pensavam que nós somos o Bate Borisov, que iam ser favas contadas, dar seis, mas enganaram-se, nós não somos o BATE coisíssima nenhuma! E mais, são uns chorões, ao contrário de nós que nunca nos queixamos nem choramos
- É verdade! É verdade!
 - Leões, com esse empate que quase fez estourar o nosso ego, não só conseguimos um ponto precioso, como evitamos que o jantar de aniversário do Eduardo ficasse estragado.
- Bettencourt! Bettencourt! Bettencourt!
- Calma, silêncio, silêncio, não é esse Eduardo.
- Então qual é, ó Bruno? O que partiu a perna ao Jordão?
- Não, também não é esse. Inacreditável... Deixo-vos pistas: petinga.
- Petinga?!
- Arroz de feijão.
- Arroz de feijão?!
- Charuto.
- Charuto?!
- Cutty Sark.
Ah, devias ter começado por aí... Barroso! Barroso! Doutor! Doutor!
- Não é esse Eduardo. É o filho do Doutor, que também se chama Eduardo.
- Mas, ó Bruno, esse não fuma, nem bebe.
- Ai fuma, fuma, ai bebe, bebe. Meus amigos, somos ou não somos leões?
- Somos!!!
- E os leões degeneram?
- Não! Bruno, dá-me dois pelos da tua barba! Bruno, faz-me um filho! Seria inédito, registávamos a patente e ficávamos cheios de pasta. Ó Bruno, mas estamos a 6 pontos do primeiro lugar, já não dependemos apenas de nós para chegar ao título, que não ganhamos há 12 anos!
- Quem é esse infiltrado, esse herege, apanhem esse infiel que se atreve a colocar em causa um feito heróico.
Forca, forca! 100 chicotadas. 200! 1000! Cortem-lhe a língua. Bruno! Bruno! Bruno!
 
A importância de se chamar Jesus.
Disse o bronco que treina o Benfica: Lopetegui chora muito. Ora, chorar é aquilo que nos últimos tempos nunca faz Jesus. Pudera, com aquilo que temos visto... de facto não tem nenhum motivo para chorar. Mas Jesus já chorou e muito. Chorou quando treinava o Braga e foi esbulhado na Luz, mas não chorou, fez coisa bem pior, insultou, colocou em causa a idoneidade e seriedade de um árbitro auxiliar que errou contra os seus interesses num célebre Benfica-Porto. Também entra em campo, agride polícias, jogadores adversários, falta ao respeito a companheiros de profissão, acha piada e ri-se muito, quando vê um seu jogador a dar uma peitada que derruba um árbitro ou, num exemplo de grande fair-play manda um seu guarda-redes atirar-se para o chão com objectivo de queimar tempo. Lopetegui não tem um currículo tão "rico", tem tido o cuidado de não ir por aí, tem tido um discurso equilibrado, fala e muito bem, quando deve falar e os factos a que se refere são objectivos. O bronco se tivesse um bocadinho de vergonha na cara e um bocadinho de memória, mantinha-se calmo e calado, mas como as coisas lhe estão a correr bem e todos lhe acham piada, é vê-lo cheio de tesão e de arrogância. Só que isto ainda não acabou...

Quando há cerca de 10 anos, José Mourinho - que deve muito ao F.C.Porto e não vale a pena escalpelizar as razões dos problemas que teve e que o fizeram sair pela porta de trás, quando devia ter saído pela da frente. O que lá vai lá vai e o Special One não ficava nada bem na fotografia...-, tratou de forma... vamos chamar-lhe infeliz, a Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto, comparando-a de forma depreciativa a Palermo, cidade italiana, lamentavelmente conotada com a Máfia, a escumalha delirou, bateu palmas, gritou, grande Mourinho. Mas se o actual treinador do Chelsea, sentindo-se picado, ataca Jesus, dizendo que o treinador do clube do regime pontapeia a gramática como uma bola de futebol, aí os mesmos atiram-se a Mourinho, revelando bem o tipo de massa que são feitos.

sábado, 27 de Setembro de 2014

Vamos para cima deles com tudo...


Gosto de ver os Dragões insatisfeitos, rezingões, chateados por empatarem em Alvalade. E por isso, que fique claro:
Temos de manter a exigência em relação à nossa equipa, aos nossos jogadores, técnicos, dirigentes, temos de primeiro olhar para dentro, não andar a arranjar sempre desculpas. É isso que nos distingue, é essa cultura que não podemos perder nunca, mas isso é compatível com uma política de comunicação mais agressiva, mais dura, sem ser populista, trauliteira ou demagógica. Quando temos razões para falar, devemos falar. Não podemos ser comidos por lorpas, não reagir, dar olimpicamente a outra face, levar desaforo para casa. Não há nada que nos envergonhe, não há nada que nos condicione, os apitos estão mortos e enterrados, fomos completamente ilibados. E sabemos todos os que andamos no futebol, nem viscondes nem os "anjinhos da Luz", tem moral nesta matéria para nos atirar qualquer pedra. Têm telhados de vidro que não resistem, não a uma pedra, mas a um tremoço. Vamos para cima deles com tudo. Eu faço isso, o F.C.Porto tem muitos mais meios e muito mais capacidade para fazer muito melhor. Temos de colocar nomes aos bois, dizer a quem de direito que estamos fartos de ser maltratados, insultados, enxovalhados. Somos uma Instituição Centenária, exigimos respeito, quem não nos respeitar leva troco, na mesma forma, no mesmo tom. Não temos medo de ninguém agora, como nunca tivemos no passado.
Se temos contrato com a Sportv, não podemos admitir que, constantemente, esse teórico da bola, de nome Luís Freitas Lobo, alguém que se o mandassem a um campo dar uma aula táctica, nem os pinos sabia colocar, fale do F.C.Porto da maneira sectária como fala, tendo sempre dificuldades em ver quando o F.C.Porto é prejudicado, mas vendo sempre bem quando é beneficiado. Dizer também ao Lobo que lhe fica mal dar mostras de grande empolgamento quando há um lance perigoso junto à baliza do F.C.Porto e que atinge o êxtase quando os Dragões sofrem um golo, mas murchar quando é o F.C.Porto que cria perigo ou marca golo. Dizer também a quem de direito que estamos cansados, fartos até às pontas dos cabelos de ver em canais públicos, o sectarismo, o facciosismo e muitas vezes, o mais primário anti-portismo. Não podemos permitir que Carlos Daniel, o benfiquista de Paredes, tenha ataques de histerismo e azia, fique possesso, quando há uma decisão que favorece o F.C.Porto, tratando a justiça de boa ou má, conforme o F.C.Porto é condenado ou absolvido(*) Não podemos admitir que Hugo Gilberto manipule a seu belo prazer um programa num canal do estado pago por todos nós. Muito menos que um comentador, ex-director de comunicação do Sporting, Nuno Dias, que mal saiu de Alvalade arranjou logo tacho na televisão pública, se porte como juiz em causa própria e tome as dores leoninas contra o F.C.Porto.
E para terminar - tanta coisa ainda podia ser dita nesta matéria...-, já agora, perguntar ao Sindicato dos Jornalistas, sempre tão pressuroso e tão incomodado, até com ameaça de processos crime, quando F.C.Porto tomou posição contra o panfleto da queimada, mas que faz um silêncio ensurdecedor perante os constantes atropelos à ética e deontologia do jornalismo rafeiro, made in Bola, Record ou Correio Manhoso, o que tem a dizer sobre aquilo que mostra a foto da esquerda? Não é o cúmulo da promiscuidade? Não é o exemplo mais categórico de um jornalismo prostituído?

(*) - Portugal é um estado de direito, às vezes parece que não, mas é. Portanto, as leis existem e são para cumprir. Se nos Processos dos Apitos, a lei diz que as escutas não servem como meio de prova e não existe mais nada que isso - Ricardo Costa bem tentou ouvir Carolina Salgado, mas quando o F.C.Porto reclamou e disse que em nome do mais elementar direito ao contraditório, tinha que ouvir também a irmã, ele ficou vazio, só lhe restou violar a lei e acusar com base nas escutas ... aqui -, para condenar o Presidente do F.C.Porto, Pinto da Costa só podia ser ilibado. Se não for assim, se as leis não são para cumprir, então vale e tudo, qualquer dia alguém manda com uma cadeira à cabeça do benfiquista de Paredes e ninguém quer isso, pois não? O mesmo podia dizer em relação a José Eduardo, conhecido no futebol apenas por ter partido a perna a Jordão, colunista do panfleto da queimada que vai pelo mesmo caminho.

É a última vez que falo sobre isto, não sou nenhum D.Quixote para andar a lutar com meios tão desproporcionados contra moinhos de vento. Se o F.C.Porto não faz nada com tantos meios, vou eu fazer para quê?

Nota final:
Ficamos hoje a saber que para o panfleto da queimada, um jogador agarrar outro pelo pescoço e atirá-lo ao chão, é cartão amarelo. Também ficamos a saber, pelo mesmo panfleto, que se um jogador tropeçar nos próprios pés é penalty, mas se movimentar o braço em direcção à bola e impedir um possível golo, aí já não é penalty. Tínhamos ficado a saber, pela pena do maior escarro do jornalismo português, o freteirro com calo no cu como o macaco, Delgado, que somos uns fundamentalistas porque não aceitamos levar as pobres criancinhas pela mão no jogo de ontem, mas os viscondes falidos quando fizeram o mesmo no Dragão, são uns anjinhos

PS - As perguntas que faria logo ao Presidente:
- Senhor Presidente, o Processo Apito Dourado condicionou o espírito de luta e de combate do F.C.Porto e do seu Líder? 

- Senhor Presidente, o Porto Canal está a corresponder às suas expectativas, quer na Canal generalista, digamos assim, quer nos conteúdos F.C.Porto? 

Rui Barros, na boca de um benfiquista a anti-portista primário, o ex-andebolista João Gonçalves, ex-assessor de um Secretário de Estado do Desporto - acho que Castro Almeida... -, uma das poucas excepções à regra no império do mal chamado F.C.Porto. Também na Sportv

sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Sporting C.P. 1 - F.C.Porto 1. Empate acaba por ser justo


Depois de 2 empates, 4 pontos perdidos, 2 de forma absolutamente inacreditável e surpreendente, frente ao Boavista e 2 por conta de uma Baptistada em Guimarães, o jogo desta noite era muito importante para o F.C.Porto. Ainda mais importante depois da forma miserável como o presidente do Sporting, em conluio com uma comunicação social tendenciosa e vendida, preparou o jogo. Também porque era preciso acabar com a ideia propagada que o leão é um bicho com quem o Dragão se dá mal. Por todas as razões, era preciso dar uma resposta clara, era preciso um Porto dos melhores, à altura das suas responsabilidades, pronto para lutar pela vitória do primeiro ao último minuto. Mostrar que nestes jogos o conjunto portista cresce, solta labaredas, queima os rivais, obriga-os a pensar duas vezes antes de repetir certas gracinhas provocatórias. Esse F.C.Porto hoje esteve pouco em Alvalade durante a primeira-parte, melhorou bastante na segunda, mas no melhor período faltou contundência na procura da vitória que podia ter acontecido no finalzinho do jogo.

Entrando com uma equipa que em relação à equipa que indiquei como provável, teve apenas uma alteração, entrou Quaresma no lugar de Adrián, o F.C.Porto não podia ter entrado pior: logo no primeiro minuto, perda de bola no meio-campo, contra-ataque de Nani que abriu na direita, saída extemporânea de Fabiano - o guarda-redes ali só sai para matar ou fica quieto -, cruzamento e golo. A ganhar, o Sporting animou, a equipa de Lopetegui acusou o toque, tardou em encontrar-se, a equipa da casa foi mais objectiva, mais rápida, mais intensa, mais perigosa. Só a partir de mais de meio da etapa inicial é que a equipa azul e branca começou a melhorar, a chegar-se mais à frente, conseguiu um ou outro lance junto à baliza de Patrício, mas sem oportunidades de golo.
Resumindo, pelo que fez até ao descanso, o resultado ajustava-se ao desenrolar do jogo. Sporting melhor, F.C.Porto abaixo das expectativas, com o sector intermédio a ser o elo mais fraco. Também Quaresma nunca entrou em jogo e com cartão amarelo...

Na segunda-parte, o treinador do F.C.Porto mexeu e bem: tirou Quaresma e um Rúben pouco agressivo, meteu Tello e Óliver, o F.C.Porto melhorou. E logo aos 3 minutos perdeu um golo cantado: Jackson  completamente sozinho na cara de Rui Patrício, atirou contra as pernas do capitão do Sporting. Mas era um sinal e quando Sarr fez auto-golo, a tentar cortar um passe de Danilo, após uma excelente jogada de envolvimento, fez-se justiça no marcador. Com o empate e o conjunto da Invicta melhor até essa altura, esperava-se que o Sporting acusasse o toque e o F.C.Porto aproveitasse. Nem uma coisa nem outra, o Sporting teve um remate à barra, mas na parte final o F.C.Porto também podia ter chegado à vantagem.
Tudo somado, resultado acabava por ser justo, num jogo bom. Não vale pena falar da arbitragem...Se fosse ao contrário ia ser uma gritaria, aquele lance de Maurício no toque de Jackson. Se fosse ao contrário aquilo que Slimani fez a Martins Indi também seria motivo para falatório.

Duas notas finais:
Rúben, Casemiro e Herrera, Mister, não dá!
Pena a lesão de trinco brasileiro. Neste jogo, impediu a entrada de mais um avançado; espero que não tenha implicações no futuro, seja apenas uma entorse e a paragem curta.

quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Sporting C.P - F.C.Porto. Para ganhar, obviamente


Formulo um desejo: que Olegário Benquerença faça uma arbitragem exemplar. Tenha critérios equilibrados e justos, não se deixe impressionar por factores externos, pelo choradinho leonino, nem pela gritaria histérica que normalmente vem das bancadas, sempre que um jogador do adversário toca num do Sporting. Começo pela arbitragem porque ainda tenho bem presente na memória o que aconteceu na época passada: uma arbitragem muito infeliz, para não dizer outra coisa, de Pedro Proença, prejudicou os Dragões, teve influência no resultado e como consequência, a equipa portista saiu de Alvalade com uma derrota. Com o campo nivelado, quem tiver unhas que toque viola. E como acredito que temos melhores unhas, sem arrogância, acredito também que podemos sair de Lisboa com os três pontos. Mas para isso é preciso um Porto ao seu melhor nível, uma equipa organizada, fria, imune ao ambiente, concentrada,  competente... segura na defesa, criativa no meio-campo, objectiva e eficaz no ataque. Com bola, rápidos a atacar a baliza leonina, sem bola, ter os cuidados necessários com alguns jogadores do Sporting, nomeadamente, o jogo pela salas e os cruzamentos para Slimani. Se fizermos isso, que não é nada de transcendente, confio que sairemos da toca do leão com razões para sorrir.

O árbitro é Olegário Benquerença, auxiliado por Ricardo Santos e Luís Marcelino

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano e Andrés Fernández;
Defesas, Danilo, Reyes, Martins Indi, Alex Sandro e Marcano;
Médios, Casemiro, Rúben, Herrera, Óliver, Brahimi e Evandro;
Avançados, Quaresma, Tello, Jackson, Aboubakar e Adrián.

Equipa provável:
Fabiano, Danilo, Marcano, Martins Indi e Alex Sandro, Rúben e Casemiro, Herrera, Brahimi, Jackson e Adrián.

Antevisão de Lopetegui 

Quem vê a capa do rascord, fica sem dúvidas sobre a equidistância que mantém sobre o clássico de amanhã. Para os profissionais do F.C.Porto só pode funcionar como mais um estímulo. Para mim, enquanto adepto do F.C.Porto, só posso sentir-me contente, por ver que nas últimas 10 épocas, espaço que eles utilizam para puxar pelos viscondes, aquilo que em Alvalade é uma festa: 4 vitórias do Sporting, 4 empates e 2 vitórias do F.C.Porto; no Dragão: 7 vitórias do F.C.Porto, 2 empates e 1 vitória leonina, é algo natural, até fica um certo sabor amargo, apenas por não ser 10 em 10. Mas compreendo, é a diferença entre um clube grande, de sucesso, ganhador e com uma cultura de exigência e outro que não ganha nada, passa a vida a chorar e a queixar-se.

A forma como o Sporting, a 2 dias do jogo, no seu canal de televisão, lançou o confronto frente ao F.C.Porto, é vergonhosa, miserável, diz bem sobre o tipo de gente que actualmente dirige.o clube de Alvalade. Esta gente rasca, utiliza os piores métodos para pressionar e coagir, perante o silêncio cúmplice dos vendilhões do templo que só têm olhos para o que se passa a Norte. Lamentavelmente, os paineleiros e alguns colunistas afectos ao F.C.Porto, são muito rápidos no gatilho a dispararem contra o seu clube, mas perante esta nojeira, ficam mudos e quedos. Prefiro mil vezes os inimigos que amigos destes.
Quanto aos viscondes, como diz o ditado, quem semeia ventos sujeita-se colher tempestades. Registamos e guardamos para memória futura, a forma como o F.C.Porto foi tratado na Sporting Tv a 2 dias do jogo.

quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Hoje folgo, destaque ao Adriano Freire


Há uns anos atrás, graças ao transmissor pirata do Marquês, era possível assistir a um programa da Rai Uno. “Domenica Uno” era o nome do programa, apresentado por uma loura com muitos atributos físicos que não deixavam ninguém indiferente, e onde eram apresentados os resumos dos jogos da Primeira Divisão Italiana e respetivas conferências de imprensa. Anos dourados do campeonato transalpino, com o Verona de Larsen, o Nápoles de Maradona, a Juve de Platini e Bonieck, o Inter de Mathaus e Klisman, a Fiorentina de Laudrup, e entre muitas outras com grande qualidade, uma das melhores equipas da história do futebol – o AC Milan de Arrigo Sachi, com Baresi, Gullit, Van Basten, Rickard…
Empenhado com que o seu Milan chegasse à altura decisiva das provas europeias com capacidade física de discutir as eliminatórias, cedo Arrigo Sachi começou por rodar o onze que apresentava domingo após domingo. Grande discussão era o posicionamento, quer de Baresi, quer de Gullit, que devido às mudanças era notório que rendiam mais nas suas posições naturais do que naquelas em que às vezes em certos jogos lhes eram destinadas. Mas, o Milan ganhava, apesar de não conseguir descolar dos principais adversários. Porém, e não peçam para me recordar do adversário porque não consigo, o Milan naquele jogo que todos apontavam para uma goleada, empatou no San Siro zero a zero. Os milaneses tentaram tudo para marcar um golo contra uma equipa que terminou o jogo sem ter feito um único remate à baliza, e que desde o apito inicial se preocupou unicamente em defender o nulo.
Durante a conferência de imprensa Sachi defendeu-se das suas alterações e lamentou por diversas vezes o anti jogo e os posicionamentos táticos do adversário. Quando o treinador adversário se sentou na sala de imprensa fez o comentário ao jogo sem que um só jornalista lhe fizesse uma única pergunta. Achei estranho o comportamento da imprensa italiana, porque se há jornalistas que gostam de discutir futebol – e falo de futebol dentro das quatro linhas -, esses, meus amigos, são os italianos.
No dia seguinte, como o fazia todas as segundas-feiras, comprei no único quiosque da cidade do Porto (na Praça D. João I) que vendia imprensa estrangeira os jornais Gazzeta dello Sport, L’Équipe e Bild – na altura o campeonato espanhol não tinha grande interesse, mas recordo com saudade que Real Sociedad e Bilbao jogavam para o título e eram campeões.
No Bild e no L’Équipe grande surpresa pelo empate caseiro do Milan. Na Gazzeta esmiuçaram ao limite o jogo do Milan, analisaram e pontuaram um a um todos os jogadores da equipa de Sachi e na parte do jornal destinada ao adversário do Milan um grande espaço em branco com uma nota que dizia mais ou menos isto: “este jornal recusa-se a escrever sobre esta equipa porque a essência do futebol é o golo, e quiseram tudo menos chegar ao golo. Se tivessem marcado um golo no primeiro lance do jogo e passassem a defender essa vantagem é futebol, agora o que fizeram não é futebol”.
Não de forma tão radical, mas a imprensa portuguesa faz o mesmo, exceto, como em outras coisas, quando o nome do FC Porto aparece envolvido. Assim o fizeram para criticar a postura da equipa da Albânia contra a nossa seleção, mesmo que os albaneses tivesse marcado um golo e desperdiçassem mais duas excelentes oportunidades. Mas, no FC Porto – Boavista, apelidam a equipa da rotunda de Boavistão. Sim, Boavistão!!!!!! Uma equipa que bateu na bola a torto e a direito, que jogou junto do seu guarda-redes e que contou com a colaboração do árbitro para massacrar os jogadores do FC Porto. Mais, o treinador adjunto teve a coragem de dizer no flash interview que vieram ao Dragão para discutir os 3 pontos!!!!! Nem com o FC Porto reduzido a 10 eles quiseram os 3 pontos!!!!
Mas, como roubaram pontos ao FC Porto, tudo o resto não conta, vamos é bater no treinador para ver se dividimos aquilo. E desde domingo à noite que lemos, vemos e ouvimos um sem número de estupidez e mentiras sobre Lopetegui e a sua equipa. Normal este comportamento na imprensa??? Claro que é normal, já todos sabemos o que a casa gasta. O que não é normal é que a atual massa adepta do FC Porto não consiga pensar pela sua própria cabeça e se deixe embalar por aqueles que acordam e se deitam a pensar qual a melhor forma de lançar ódio ao FC Porto. E isto é que me incomoda.
Não velho, faço brevemente 44 anos, mas felizmente sou do tempo em que os adeptos do FC Porto se sabiam defender, e defendiam-se com arreganho, as cores do nosso Clube. Defendiam o bom nome do FC Porto e daqueles que nos servem como quem defende a Família. E é disso meus Amigos que nós precisamos, de nos mostramos unidos, de mostramos a nossa raça, para eles terem medo de fazer o que nos fizeram em Guimarães, para eles terem medo de expulsar Maicon e de se rirem quando os nossos adversários fazem o mesmo ou pior e nada lhes acontece. E hoje, é mais fácil do que nunca estarmos juntos, temos a internet e as redes sociais, para denunciar até à exaustão – como o Manuel Vila Pouca faz de forma exemplar neste blog -, todas as artimanhas que fazem para nos derrotar.
Acordem, sejam FC Porto, porque ser do Futebol Clube do Porto é uma coisa que não tem explicação, é um sentimento que jamais algum poeta conseguirá descrever, é uma forma de estar na vida, é um orgulho que nunca pode ser beliscado.

AMO-TE FUTEBOL CLUBE DO PORTO
Adriano Freire


Depois de tanta eloquência que subscrevo totalmente, para não estragar, limito-me a desejar boa-sorte e que Deus o ajude, ao novo seleccionador nacional de futebol, o Eng.do Penta, Fernando Santos.
Agora, Fernando Santos é consensual, a ligação ao F.C.Porto não incomodou ninguém na "querida e equilibrada" comunicação social. Espero que no futuro se surgirem alguns percalços, que acontecem sempre na vida de qualquer responsável técnico, seja nos clubes ou nas selecções, o Eng.do Penta tenha a personalidade necessária para não cair na tentação de ir pelo caminho da popularidade mais fácil e perca a memória.

Desculpa Adriano, mas esta não podia escapar...
Dr. Cutty Sark perde completamente a noção do ridículo e diz que a azelhice de Sarr e Maurício em Maribor foi uma praga que rogaram ao Sporting. Quem terá sido o rogador?
- Estás triste, desanimado, deprimido, frustrado, a auto-estima está por baixo? Não percas tempo, vai à farmácia, pede os comprimidos do Dr. Cutty, toma um de 12 em 12 horas e verás que isso passa. Ficas bem-disposto, alegre e até fazes o pino na rua.

Dia 2 de Outubro, a partir das 20:30, vai realizar-se uma Assembleia Geral do F.C.Porto. 
Fica a convocatória para os mais distraídos e também para aqueles que tanto se incomodaram há tempos atrás com a possível passagem de 50% da EuroAntas, leia-se Estádio do Dragão, para a SAD. Têm a oportunidade de ir lá e votar contra. Agora é que quero ver quem aparece...