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F.C.Porto 5 - Portimonense 2. Não foi tudo brilhante, mas houve períodos muito bons e um golo de compêndio


O F.C.Porto goleou o Portimonense, conseguiu a sétima vitória consecutiva, manteve a liderança do campeonato - amanhã veremos se isolado ou acompanhado pelo Sporting -, numa noite que teve momentos muito bons - o quinto golo é daqueles que vale o preço do bilhete - e alguns menos bons,  porque houve algum excesso de confiança, um natural abrandamento e relaxamento e também por mérito do adversário. Este Porto está acima das expectativas, mesmo os mais optimistas, acredito, não esperavam tanto.

Frente a uma boa equipa, que ninguém tenha dúvidas e com bons jogadores, principalmente na frente, entrada forte do F.C.Porto, ritmo alto, boa dinâmica, largura, profundidade, excelentes jogadas de envolvimento, três golos - Marcano aos 20, Aboubakar aos 23 e Marega aos 26 -, em 30 minutos de boa qualidade, com 10 minutos excepcionais - só alguns jornalistas entre aspas, desonestos e incapazes de disfarçar a azia que lhes provocou a vitória do F.C.Porto, podem reduzir tudo a demérito da equipa de Vítor Oliveira. Como aconteceu a quem fez a crónica do jogo no site da RR. Com três golos de vantagem a equipa abrandou, relaxou, perdeu concentração, sofreu um golo, fez 15 minutos finais longe do fulgor dos 30 minutos iniciais.
Assim e resumindo: foi pena aquele golo, porque embora a vantagem de dois golos fosse confortável, um golo do Portimonense no início da segunda-parte podia enervar, complicar, obrigar a equipa de Sérgio Conceição a um desgaste físico e psicológico que não seria aconselhável em vésperas de um compromisso europeu.

O treinador do F.C.Porto não mexeu ao intervalo e a segunda-parte iniciou-se com o F.C.Porto ao ataque e a procurar dilatar a vantagem. Foi um Porto que veio disposto a tirar qualquer veleidade à equipa de Portimão e resolver cedo. E quando Brahimi logo aos 49 minutos fez o 4-1, acabou com qualquer possibilidade dos algarvios e motivou o F.C.Porto, que apoiado por um público entusiasmado - mais uma excelente casa, 38.105 espectadores -, arrancou para mais um período de bom futebol. E já com Óliver - entrou muito bem - no lugar de Corona - hoje melhor do que nos últimos jogos. Mais tarde, minuto 73, Reyes e Soares substituiram Danilo e Aboubakar -, o conjunto de Sérgio Conceição aumentou a contagem, bisou Brahimi e colocou a cereja no topo do bolo de uma jogada de compêndio, do melhor que se tem visto neste campeonato. Com uma vantagem confortável, o F.C.Porto compreensivelmente baixou o ritmo, perdeu concentração, aproveitou o Portimonense para fazer o segundo golo, um prémio justo para uma equipa que deu um contributo importante para um bom espectáculo de futebol.

Nota final:
As vitórias dão moral e aumentam a confiança, quando se avizinham dois jogos muito difíceis, Mónaco e Sporting, antes da paragem do campeonato para novo compromisso com as selecções. Serão jogos que exigem abordagens diferentes, talvez já ensaiadas quando Óliver substituiu Corona.

Olhando para o F.C.Porto - Portimonense, mas atento aos escândalos que grassam por aí


Portimonense: boa equipa, bons jogadores, treinador experiente e competente, adversário difícil e que merece respeito. Portanto, como o grande objectivo é o campeonato, todo foco nos algarvios, o Mónaco vem depois. Receita: atitude, qualidade, fazer acontecer, não ficar à espera que aconteça. Pressão, dinâmica, pensar e executar rápido, passar e definir bem, eficácia.
Numa altura em que o combate contra o estado lampiânico se acentua, o polvo treme e dá sinais claros de desorientação, as vitórias ajudam e de que maneira a manter as tropas mobilizadas e motivadas.  Vamos lá ganhar mais uma batalha, a sétima consecutiva.

A minha equipa:
Casillas, Ricardo, Felipe, Marcano e Layún, Danilo, Herrera e Óliver, Marega, Aboubakar e Brahimi.

Outra frase de Sérgio Conceição na conferência de imprensa de antevisão:
«Herrera é um profissional fantástico e um jogador de qualidade.»

Protegido pelo manto protector, Samaris continua a espalhar magia.
Há jogadores que por boas razões, levam a bola do jogo para casa. Samaris, sempre uns passos à frente, inovou, ontem queria levar à força para casa um pescoço. Tentou o de João Carlos Teixeira, faltou pouco, mas não conseguiu. Não ficou contente, nem perdeu tempo, insistiu e quis levar o de Paulinho. Também não conseguiu, mas que tentou com muita força, tentou. Chega a ser obscena a impunidade que goza este mágico grego de vasto repertório. Ele pontapeia as pernas, dá socos, agarra os adversários pelo pescoço, até usa a técnica conhecida por mata-leão, mas nada lhe acontece, cumpre sempre os 90 minutos. Até quando senhores do conselho de arbitragem, senhores árbitros e principalmente, senhor presidente do Conselho de Disciplina? Não houve uma reunião para decretar tolerância zero à violência? O que é mais preciso acontecer para que Samaris seja colocado no seu sítio? Tenham vergonha!

João Gobern, de comentador independente, até cartilheiro e menino querido de Luís Filipe Vieira.
Era mais um dos comentadores independentes, mas como os independentes são muito traiçoeiros e apanha-se mais depressa um independente que um coxo, a farsa terminou, o independente foi apanhado a festejar um golo do Benfica, em directo, num programa desportivo da RTP Informação. Perante as evidências, saiu, mas como este independente tem bons amigos e nestas coisas os benfiquistas são muito solidários, logo Carlos Daniel, o conhecido benfiquista de Paredes, não perdeu nem hesitou um segundo e resolveu o problema. Sai do Trio d' Ataque, o sensato, equilibrado e moderado, Júlio Machado Vaz, entra o ex-independente João Gobern. Feita a introdução, avancemos.
Depois de há semanas termos tomado conhecimento que Gobern era um cartilheiro, participava em reuniões para combinar estratégias e a melhor forma de difundir a cartilha do Janela cada vez menos opaca, esta semana ficamos a saber mais: Gobern pede convites para a tribuna da Luz e é um menino querido de Luís Filipe Vieira - tanto, também ficamos a saber, o presidente do Benfica o quer perto de si. Ora, este verdadeiro artista, que não tem moral para nada, nem para apontar o dedo a ninguém, no domingo passado resolveu dar uma de intelectualmente sério e acusar os dois outros comentadores, Miguel Guedes e Augusto Inácio, de não serem.
Quer um quer o outro dos visados, sabem bem defender-se, não precisam de advogados de defesa e portanto o meu objectivo não é esse, é desmontar a chico espertice e cinismo de João Gobern. Como é do conhecimento público, o Juiz que vai julgar a providência cautelar que o Benfica interpôs para evitar que mais e-mails comprometedores sejam divulgados, declarou-se portista - não sei porque o fez, não me lembro de alguma vez ter acontecido algo igual, mas não me admira que o tenha feito. Qualquer um que esteja atento aos métodos pidescos e nazis usados pela máquina de propaganda e por cartilheiros, freteiros e recadeiros aos serviço do clube, sabe do que eles são capazes e assim, nada como clarificar a priori. Gobern pegou no assunto com o objectivo, primeiro, de amplificar, dar a conhecer a mais gente esse facto; segundo, para dizer  que não era era por isso que colocava em causa a idoneidade do Juiz, mas acrescentando que se fosse ao contrário, Miguel Guedes e Augusto Inácio teriam comportamentos diferentes.
Esta pretensa superioridade moral e intelectual destes cartilheiros, tira-me do sério. Denunciá-los é uma questão de higiene pública.

A pouco mais de uma semana das eleições autárquicas, isto chega a ser obsceno, é uma vergonha sem limites, o cúmulo da promiscuidade. Mas como é o clube do regime, um estado dentro do estado, não se passa nada. Os outrora tão incomodados com estas coisas, agora ficam mudos e quedos. Mas também aqui não devemos estranhar, há muito que sabemos ser azul a promiscuidade.
 - Alô, Senhor Professor, em Belém está tudo bem?
Voltamos ao tempo de quem não é do Benfica não é bom chefe de família
O presidente do FPF, Fernando Gomes, tomou posição sobre o futebol português.
Algumas perguntas ao presidente da FPF:
- Senhor presidente da FPF, devíamos ficar calados quando vimos um jogador a ter comportamentos altamente censuráveis, como aconteceu no Benfica - Braga, com Samaris e mais uma vez sair impune, só para ir buscar o exemplo mais recente?

- Devíamos ficar calados quando as linhas de fora-de-jogo aparecem e desaparecem ao sabor dos interesses do Benfica?

- Devíamos ficar calados quando o VAR, também por coincidência, claro, mas sempre em benefício do mesmo, umas vezes tem olho de lince e outras não vê acontecimentos do tamanho da Torre dos Clérigos?

- Devíamos ficar calados quando as leis obrigam à legalização de claques, umas legalizam-se e outras estão fora-da-lei, até gozam com a situação e são apelidadas de grupos organizados de adeptos?

- Devíamos ficar calados quando temos em nosso poder factos que indiciam comportamentos de um estado lampiânico de compadrios, promiscuidades, padres ordenados e meninos queridos?

- Devíamos ficar calados quando temos conhecimento de cartilhas e cartilheiros que à boa maneira da propaganda nazi, espalha verdades alternativas, mente, provoca e insulta?

- Onde estava o senhor quando na Benfica Tv o F.C.Porto era insultado, achincalhado, denegrido, se faziam apelos às armas contra adeptos portistas, se desejava a morte de Jorge Nuno Pinto da Costa, diariamente se violava a lei com escutas avulsas e descontextualizadas?

- Onde estava o senhor quando os títulos do F.C.Porto eram apelidados pelo Benfica como tributos dos árbitros?

- Não estava. E não estava porque o senhor sabe bem que o seu estado de graça só existe porque tudo tem corrido bem ao clube do regime.

- O senhor sabe que se não fosse isso, como aconteceu não faz muito tempo, os cartilheiros, freteiros, recadeiros e capturados pelo Benfica logo lhe apontaram o dedo e lhe atiraram com o Apito Dourado à cara. Por isso não admira que o seu discurso, tendendo a ser politicamente correcto, generalizando e metendo todos no mesmo saco, nesta altura cheire a um claro frete ao Benfica - basta ver a reacção daqueles que têm um histórico de facciosismo e sectarismo, um histórico de lamber o clube do regime que já não cabe na Torre do Tombo, para ter essa certeza.  

- Senhor presidente da FPF, todos queremos um futebol melhor, mais atractivo, num clima mais saudável e tranquilo, uma Liga mais forte. Mas esse futebol tem de ter alicerces seguros e sãos na transparência, no rigor, na isenção, não pode haver critérios notoriamente diferentes na arbitragem e na disciplina, por exemplo, nem um tratado como filho e outros como enteados. Não pode um, porque tem mais adeptos e é maior, querer que todos os outros se curvem ao seu poder, para mais se esse poder for, como está claro que é, maléfico. As críticas objectivas nunca podem ser apelidadas de apologia do ódio, principalmente, como quem tem memória bem se lembra, se no passado críticas e comportamentos muito piores nunca assim foram tratados.

Porque a ser assim e como conclusão:
Só nos resta ficar em silêncio, quietos, estender a passadeira para que o clube do regime possa reinar e o desígnio nacional seja cumprido.
Voltar ao tempo em que o Benfica era dono e senhor do futebol português, quem não era do Benfica não era bom chefe de família.

Mas alguém fica surpreendido...?


Vai por aí um grande burburinho e as razões têm na foto a explicação. Mas conhecendo bem o derivado, alguém está surpreendido? Eu, não. Ele nunca escondeu as suas ambições, esteve quietinho porque a conjuntura não ajudava, agora que ajuda... E se o comportamento do pequeno "Chouriço" não surpreende, também não surpreende a forma como aquele ataque que não poupou ninguém - começou em Rui Costa, acabou em Vieira e passou pelos restantes dirigentes -, foi tratado no panfleto da queimada. Se fosse um ex-dirigente do F.C.Porto a dizer algo semelhante, atendendo ao protagonismo que deram a Angelino Ferreira, por muito menos... nem quero imaginar - aqui. Mas destaque de capa, tema do dia, três a quatro páginas, ninguém lhes tirava. Assim, outros interesses se levantam e nem a conhecida amizade entre o personagem e o freteiro Delgado, valeu ao pequeno derivado. Hoje, como parece que há boas notícias, eles aí estão, fiéis aos seus princípios: pelo SLB, tudo, contra o SLB, nada!

Como sabem, o Benfica colocou uma providência cautelar para impedir a divulgação de mais e-mails por parte do F.C.Porto, através do seu director de comunicação e informação, Francisco J.Marques. O processo seguiu, o F.C.Porto fez o que era necessário fazer, mas foi interessante ver a reacção da Bola. "A matriz do programa já não foi a mesma", disseram eles, como podem ver na foto da esquerda. Eu achei que foi, mas pronto, no entanto bastou apenas uma semana para ficar provado que nada mudou na matriz do Universo Porto - da Bancada. Ontem, através da divulgação de mais um e-mail, ficamos a conhecer mais um menino querido, no caso, Júlio Manuel Loureiro. A cada semana que passa e com tudo aquilo que vamos conhecendo, só não vê quem não quer. Só por cegueira, medo ou facciosismo clubístico, de quem tinha o dever estrito de ser profissionalmente isento e corajoso, é que não não percebe e não tem explicações para algumas coisas que se vão passando no futebol português. Por exemplo, a descida o árbitro internacional Marco Ferreira. Não é preciso fazer uma grande esforço, uma investigação muito exaustiva, para perceber porque o agora comentador de arbitragem, desceu de categoria. Aquilo não foi gato escondido com rabo de fora, foi rabo escondido com gato de fora. Um escândalo de todo o tamanho e que só a cobardia de alguns permitiu que não tivesse atingido as proporções que devia. Ai se o caso Marco Ferreira fosse com o F.C.Porto...

Saiu mais um comunicado do clube do regime, com a cassete da coacção, das ameaças e do fair play financeiro sempre presente.
Não há coacção, nem ameaças, há a denuncia de práticas que indiciam crimes e por isso a justiça já está a tratar do assunto. Quando aos problemas financeiros do F.C.Porto, os portistas sabem bem que existem, sabem bem porque existem e de quem é a culpa por existirem. Os portistas não comem gelados com a testa, por isso não têm cartilhas, cartilheiros, freteiros e recadeiros a extrapolarem o bom, omitirem e branquearem o mau.  Mas sabem também, um: que estão a ser tratados - ou será que nem o facto de não ter havido aquisições os faz perceber que o paradigma mudou, há uma mudança de comportamentos? Dois, que uma coisa são os problemas do F.C.Porto, outra é a pouca vergonha com origem na Luz que tem de ser denunciada e expurgada.
Portanto, disfarcem lá melhor o nervosismo, sejam mais criativos, não repitam sempre a mesma lengalenga e tratem lá da vossa Feira do Fumeiro, onde há um "Chouriço" que quer ser "Salpicão".

Mais uma vez a lixeira a céu aberto da manhã tentou denegrir e enlamear o F.C.Porto e o seu presidente, com  uma mentira grosseira. Fosse Portugal um país diferente e este repetido e vergonhoso comportamento já teria tinha gravíssimas consequências. Como não é...

"Tudo igual e tudo diferente", por Felisberto Costa


Há um ditado que diz que quem não tem cão, caça com gato. Pois bem o FC PORTO desde, vá lá, Peseiro até agora, anda à mingua de criatividade. O que falta em inspiração, neste FC PORTO sobrepõe-se em transpiração. O que falta em magia, o FC PORTO contrapõe com pragmatismo. O que falta em nomes o FC PORTO apela ao colectivo. Este FC PORTO é igualzinho ao FC PORTO de Nuno Espírito Santo, mais pedra menos pedra no tabuleiro. O fio de jogo muitas vezes é também ele igualzinho ao praticado no tempo de NES, o que não é de admirar visto os jogadores serem praticamente os mesmos. A diferença reside no pequeno pormenor de que quem aprende com os erros só tende a melhorar. Não sei se os desenhos de NES motivavam os jogadores, mas sei que o discurso de Sérgio Conceição deve aquecer as orelhas aos jogadores. A 1ª parte do jogo contra o Rio Ave, fez-me recuar uma época atrás e dizer aos que comigo estavam a ver o desafio, que era um déjà-vu. 
Tantas e tantas vezes o FC PORTO abordou assim os jogos, com todas as funestas consequências que daí advieram. Com o Rio Ave nessa igualdade houve uma grande diferença: os jogadores entraram para a segunda metade do jogo com outra disposição, com vontade de vencer, mesmo sabendo que do outro lado estava uma equipa que sabe jogar á bola. E essa diferença trouxe o que nos faltou anos anteriores: não jogamos bem mas ganhamos! Não temos artistas mas temos trabalhadores. Marega é o exemplo bem sintomático da máquina operária portista. Se alguém dissesse a um portista que o homem iria se tornar num imprescindível, decerto todos nós riríamos às gargalhadas. Mas o que é certo é que Marega, na sua trapalhice, faz-me lembrar um jogador que passou pelo FC PORTO há uns valentes anos: Seninho - com as devidas diferenças morfológicas e técnicas! Este FC PORTO não sabe o que é Ópera. Também não é pimba, digamos que é uma espécie de charanga militar em desfile festivo. Ou como diria Pedroto, não temos tocadores de piano, temos tão somente carregadores de piano. Tocamos o bombo e ferimos os tímpanos ao adversário. Pedir mais do que isso a esta equipa é exigir demais. Esqueçamos Champions e taças da Liga e concentremos esforços no campeonato. O sucesso traz melhores negócios e os bons negócios trazem bons jogadores. Apoiar esta equipa mesmo quando nos apetece insultá-la não é um acto de portismo. É um acto de honestidade! Quem dá o que pode a mais não é obrigado.
Espero por vós nos Aliados!

A cada jornada que passa vai-se criando o sentimento: sim, nós podemos!


O F.C.Porto tem o pleno de vitórias conquistadas, seis em seis jogos do campeonato e se é verdade que não tem jogado sempre bem - para além de ser preciso ir afinando e melhorando, até encontrar uma ou duas soluções que dêem garantias, em particular do meio-campo para a frente, há jogadores para quem está a chegar a hora da verdade, saber se são capazes de dar um passo em frente, dizer se querem afirmar-se definitivamente, ser jogadores regulares, consistentes, fiáveis ou apenas jogadores que por uma vez ou outra marcam golos bonitos, fazerem uma ou outra exibição fantástica... -, só por má-fé alguém pode dizer que não foi sempre um vencedor justo. Mais, nos jogos do F.C.Porto também só por má-fé alguém pode atribuir as vitórias portistas a erros dos árbitros. E isso é mérito dos jogadores, são eles que jogam, mas também há muito mérito do treinador. Com um discurso realista, mas frontal e directo, que tanto é duro para fora como para dentro e sem arranjar desculpas por ter um plantel curto e sem reforços, Sérgio Conceição tem feito um trabalho que merece ser elogiado. É esse trabalho, essa forma de estar e de sentir, com a qual me identifico, que também se tem reflectido no entusiasmo dos adeptos e que já deu origem àquilo que já foi designado por mar azul. Depois de uma derrota que deixou marcas, ver tantos portistas em Vila do Conde fez-me recuar no tempo, até à época 1984/1985 quando após uma terrível e marcante eliminação aos pés do Wrexham, uns galeses que jogavam na 4ª divisão inglesa - depois de no época anterior o F.C.Porto ter sido finalista da extinta Taça das Taças -, um imenso mar azul e branco invadiu Coimbra. Essa postura dos adeptos do F.C.Porto, esse apoio em massa e essa crença, numa altura que já se torcia o nariz a muita coisa, em particular a da escolha de Artur Jorge para treinador, em vez de António Morais, ajudou a equipa a vencer a Académica por 3-0, ultrapassar uma eliminação dramática e arrancar para uma época de grande nível e que viria a terminar com a conquista do título após um jejum de cinco anos sem vencer o campeonato.
Sem euforias nem triunfalismos, com os pés bem assentes no chão, a cada jornada que passa vai-se criando o sentimento: sim, nós podemos!

Curiosidades:
Curiosa esta sintonia Benfica/APAF, contra a Liga.

Curiosa também esta mudança de estado de espírito de alguns artistas da escrita e da palavra. Não faz muito tempo, o penta era um dado adquirido, o clube do regime tinha de começar a pensar no hexa, agora parece que já não é bem assim, se o Benfica não for penta não há drama. Os freteiros e recadeiros são assim, adaptam-se muito facilmente às circunstâncias. Esquecem-se é que não deviam portar-se como adeptos...

Ontem vi a parte final do Trio d' Ataque, a tempo de ouvir a intervenção do cartilheiro Gobern. Primeira curiosidade: Gobern disse a mesma coisa que Bagão Félix, é uma empresa independente dos canais, a WTVision que tem a responsabilidade da colocação das linhas de fora-de-jogo nas transmissões televisivas.
Nota: não sendo eu um especialista, será que o realizador não tem nada a ver com o assunto e por isso temos de pedir responsabilidades à WTVision por não ter colocado linhas de fora-de-jogo no Benfica vs Braga, clube do regime beneficiado e já colocado no Benfica vs Portimonense, clube do regime prejudicado?

Segunda curiosidade: se ambos os dois, como dizia o outro, disseram a mesma coisa e um, Gobern, sabemos que recebe a cartilha, será que o doutor papa-hóstias também passou a receber?

Terceira curiosidade: como tenho dito, repetido e ontem o paineleiro benfiquista, confirmou, na tal reunião de esclarecimento que o Conselho de Arbitragem(CA) levou a efeito, foi dito pelo presidente Fontelas Gomes, as imagens que o VAR e o AVAR recebem são imagens limpas, sem linhas e por isso, só quando são claras o VAR intervém. Foi essa a razão pela qual ficou quietinho no lance do golo do Braga na Luz, segundo o líder do CA. Mas depois do que foi dito em sentido contrário, por exemplo, por Pedro Henriques sobre o assunto, em que ficamos? O VAR Fábio Veríssimo ou o seu colega do AVAR, analisaram vendo a linha de fora-de-jogo, ou não? É que não quero ser injusto. Se analisaram sem linha, como o lance do Benfica - Portimonense é muito menos claro que o do Benfica - Braga, lamento que só tenham tido olho de águia quando interessou ao Benfica. Se analisaram a partir da linha, o responsável pelo CA tem de se explicar, como tem de se explicar a WTVision, ou será a BTV? Atendendo àquilo que sabemos ser a postura da televisão do clube do regime, tendo a colocar as culpas na BTV.

Rio Ave 1 - F.C.Porto 2. Dragão reagiu bem e conseguiu a sexta consecutiva


Depois da derrota frente ao Besiktas e frente a um difícil Rio Ave, o F.C.Porto tinha um bom teste à sua capacidade de equipa que não fica a chorar sobre o leite derramado, é capaz de reagir às adversidades. Foi capaz, não sendo brilhante, em particular na primeira-parte, esteve bem melhor na segunda, venceu com toda a justiça, conseguiu a sexta consecutiva, manteve a liderança e deixou um dos rivais a cinco pontos. É assim, somando pontos em campos difíceis, ganhando estes jogos, que se consolidam candidaturas na prática e não na teoria. E tudo muito limpinho e cheiroso.
Mais um vez, uma palavra para o mar azul que inundou Vila do Conde e ajudou com o seu entusiasmo e o seu apoio a mais um triunfo de um Dragão que promete lutar pelo seu objectivo com crença e  determinação.
 
Em relação ao jogo da Champions, Sérgio Conceição manteve guarda-redes e defesa, mas fez algumas alterações no meio-campo e ataque, tendo o F.C.Porto o iniciado com Casillas, Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles(André André aos 79 minutos), Danilo, Herrera e Otávio(Maxi aos 69), Marega, Aboubakar(Soares aos 68) e Brahimi, para uma primeira-parte onde a inspiração não abundou, tudo muito junto, mais preocupação em condicionar o adversário que procurar jogar. E com o jogo muito amarrado e os espaços muito ocupados no meio-campo, era preciso pensar rápido, circular e passar bem, procurar a largura e a profundidade, sair com critério e qualidade para o ataque. Ora não foi isso que aconteceu e assim, o F.C.Porto apesar de ter alguma superioridade, as oportunidades de golo escassearam, apenas Brahimi aos 9 minutos e Marega aos 26, um a rasar o poste e outro a raspar na barra, estiveram próximo de abrir o activo. Muita da culpa desse futebol pouco fluído e sem dinamismo por parte da equipa de Sérgio Conceição, deveu-se aos médios portistas, incapazes de pegar no jogo, encontrar as melhores opções, solicitar no tempo certo e no espaço vazio os avançados. Também Brahimi, normalmente o fura barreiras, raramente conseguiu desequilibrar e por isso, também porque o Rio Ave foi uma equipa com qualidade de jogo, ao intervalo o nulo ajustava-se.

Com um resultado que não lhe interessava, Sérgio Conceição sem mexer no onze, pediu mais dinâmica, mais rapidez e o F.C.Porto entrou forte na segunda-parte e logo nos minutos iniciais disse ao que ia. Tivesse Herrera mais precisão a assistir Aboubakar e o camaronês a assistir Marega e logo os Dragões podiam ter chegado à vantagem. Não chegaram nos dois primeiros ataques, mas não tardou muito o merecido golo portista. Otávio que até não estava feliz a passar e nada tinha trazido de novo à equipa, dessa vez acertou, Aboubakar ficou na cara de Cássio, não marcou, mas ganhou um canto. Do canto de Alex Telles, Danilo ao primeiro poste e de cabeça, abriu a contagem. Justamente na frente do marcador, desbloqueada a partida e sabendo que os de Vila do Conde iam reagir, era importante que o F.C.Porto a partir daí fosse uma equipa atenta, concentrada, uma equipa que sem loucuras, tivesse iniciativa, fosse à procura de segundo golo, acabasse com o jogo, não permitisse que o Rio Ave arrebitasse, acreditasse, criasse problemas. E foi assim, e o jogo só não acabou ao minuto 67, após o golo de Marega, porque o golo que os vilacondenses nessa altura não mereciam, aconteceu. E com 10 minutos para jogar, era natural uma reacção da equipa da casa, ela aconteceu, mas praticamente nem conseguiu incomodar. E o jogo chegou ao fim com mais uma vitória do F.C.Porto.

Foi pena o golo nessa altura, mesmo que a diferença mínima seja aceitável, seria mais uma vitória sem sofrer golos e isso não deixa de ser importante, embora 6 jogos, 6 vitórias, 18 pontos 14 golos marcados e apenas 1 sofrido, seja uma performance que está acima das minhas expectativas.

Rio Ave - F.C.Porto. Coitados dos que caiem e ficam no chão a carpir mágoas...

Até porque o treinador, tal como todos nós, fica com uma grande azia quando perde, não gosta de perder nem a feijões.

O F.C.Porto caiu, até com um certo estrondo, na noite da última quarta-feira, frente aos turcos do Besiktas. Agora não vale a pena ficar deitado a carpir mágoas, é preciso mostrar que o espírito do Dragão não foi construído com gente dessa estirpe. Portanto, é preciso levantar, corrigir, olhar para a frente, ultrapassar o difícil obstáculo que vai ser seguramente o Rio Ave e manter o pleno de pontos conquistados.
Há desgaste físico e mental, mas há também o apoio e entusiasmo de uma massa adepta que tem dado muito e recebido pouco nas últimas épocas. Uma massa adepta que acredita e por isso merece a alegria de uma vitória, depois de uma derrota inesperada.

A minha equipa:
Casillas, Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles, Óliver, Danilo e Herrera, Marega, Aboubakar e Brahimi.

Desde que seja para dizer mal do F.C.Porto...
A polémica da famosa lista do Daily Mail que era falsa, mas foi apresentada na BTV como verdadeira, mesmo após desmentidos que não deixavam dúvidas, por José Manuel Antunes, comentador da televisão do clube do regime, é apenas mais um episódio entre muitos, de um certo modo de estar que se repete. Apelos às armas contra adeptos do F.C.Porto; violações grosseiras da lei, com programas diários com recursos a escutas ilegais; desejos de morte, insultos e piadas de péssimo gosto sobre o presidente Pinto da Costa; sempre foram prática da BTV, perante o silêncio cúmplice e até incentivado de muitos que agora andam revoltados com alguns programas do Porto Canal, programas que não admitem qualquer tipo de comparação, na forma, tom e cujo conteúdo está a ser investigado. Ainda bem que agora o F.C.Porto acordou - ver comunicado em baixo -, faz o que precisa de ser feito e já devia ter sido feito há muito tempo e é vê-los aflitos a repetirem comunicados, sacudirem água do capote, como se tivessem nada  a ver com o assunto. Têm, já estão a pagar a factura e ainda vão pagar mais. Mas sendo José Manuel Antunes um dos mais fiéis escudeiros e defensores de Vale e Azevedo, presidente que foi na opinião dos actuais corpos sociais do Benfica, o responsável pelo período mais negro da história do clube do regime e que o deixou praticamente na ruína, porque tem alguém com este perfil cabimento na BTV? Não será porque gente como José Manuel Antunes, gente que na procura de se reabilitar aos olhos dos benfiquistas, utiliza o mais primário anti-portismo e isso dá muito jeito, numa estratégia, repito, que não é de agora, mas desde que existe a BTV? A prática diz-nos que sim. Agora aguentem.

Comunicado da SAD do F.C.Porto:
«Reunido hoje o Conselho de Administração da Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, entendeu este o seguinte:

O Sport Lisboa e Benfica, através do seu próprio canal, em programa dirigido pelo Diretor da Benfica TV, voltou a incluir ontem o Futebol Clube do Porto numa pretensa lista de clubes corruptos com base numa alegada notícia do jornal inglês Daily Mail, conforme foi apresentado por José Manuel Antunes, um dos comentadores do referido canal.

Trata-se de uma falsidade tanto mais grave quanto foi reiterada depois de o Porto Canal ter obtido, por escrito, do Daily Mail, através dos contactos dos Departamentos Jurídicos de ambas as partes, o desmentido cabal de que tal notícia alguma vez tenha sido publicada por aquele diário inglês.

Atenta a gravidade reiterada desta acusação, o Futebol Clube do Porto já comunicou a todos os outros dezanove clubes que foram incluídos nesta lista da falsidade que a sustenta e, pelo seu lado, vai intentar todas as ações necessárias à reparação do seu bom nome e ao ressarcimento dos prejuízos causados.»

Chama-lhe menina que se porta mal, antes que ela te chame a ti.
Depois do doutor papa-hóstias ter insultado todos aqueles que não analisaram o Benfica - Portimonense, de acordo com a cartilha benfiquista, agora foi a vez de Sílvio Cervan, o conhecido senador pateta, a ir pelo mesmo caminho. Disse ele no mesmo local de sempre:
«Houve indignação por o VAR ter tido uma decisão correcta e não se ter enganado contra o Benfica. Fica claro a verdade desportiva desportiva que a generalidade dos comentadores (e outros) de clubes rivais, defende.
A prostituição intelectual chegou ao grau zero da decência.»

- Silviozinho, prostituição intelectual é o que tu fizeste, porque se é claro para todos que a verdade desportiva deve prevalecer, deve prevalecer...sempre! e não só às vezes, percebeste?
E verdade desportiva significa linhas de fora-de-jogo, sempre! e não apenas quando dá jeito ao Benfica, como se viu no jogo com os de Portimão e não se viu com os de Braga, percebeste?
Verdade desportiva são critérios iguais e não dizer-se que o VAR decide com imagens limpas e depois vai-se a ver, decide-se dando uma espreitadela às linhas, percebeste?
Verdade desportiva não é Conselho de Arbitragem dizer quer o VAR só deve intervir em lances claros e por isso achar bem que ficasse quieto no Benfica-Portimonense, quando a clareza é apenas de centímetros, um pé adiantado, percebeste?
Portanto, antes de acusares os outros de falta de honestidade intelectual, conta até 10, porque nessa matéria és um péssimo exemplo.

Sílvio Cervan, Bagão Félix, Rui Gomes da Silva e Telmo Correia, têm várias coisas em comum. Estão todos ligados à política e são todos benfiquistas. Com excepção do primeiro, todos eles foram Ministros de Portugal, têm por isso responsabilidades acrescidas, deviam ter tento na língua, mas não têm. Sílvio, Rui e Telmo, são cartilheiros, Bagão parece querer seguir-lhes o exemplo. Quando os chamados benfiquistas ilustres, portam-se assim... até apetece desculpar os máximos desta vida.
 
Nota final:
A propósito de mais um comunicado do SLB - ainda criticam eles o outro...
O clube do apito dourado manda dizer que quando era hegemónico no futebol português, juntou aos títulos internos 1 Taça UEFA, 1 Champions League e 1 Liga Europa. E até dou de barato, porque foi apenas num jogo, a Intercontinental. Tudo conquistado em pleno Século 21. E o clube do regime? BOLA!

Brahimi, panfletadas que incluem um vergonhoso artigo do doutor papa-hóstias


Porque às vezes exagera, rodopia e torna a rodopiar, tenta sair do meio de três ou quatro adversários, quando bastava um toque para o lado ou para trás e resolvia o problema, a jogada desenvolvia-se mais naturalmente, irrita-me, é verdade; quando o lateral sobe uma, duas, três vezes e ele não joga com ele, interioriza, irrita-me, é verdade; que muitas vezes agarra-se demasiado à bola, quando se a soltasse no momento certo poderia ser golo, também me irrita, é verdade. Mas que acontece muitas vezes - demasiadas vezes para o meu gosto, confesso porque isso não é um bom sinal -, estar a ver o jogo, como foi o caso de quarta-feira e sentir que só Brahimi pode romper barreiras, só do seu talento e génio, pode sair um coelho da cartola, uma assistência açucarada ou um golo que resolve, também é a mais pura verdade.
Sendo assim e concedendo que embora sem grandes alterações, há um Brahimi diferente e mais compenetrado em ajudar nas tarefas defensivas, faz sentido sacrificá-lo, desgastá-lo, impedi-lo de ter a capacidade física para durar o jogo todo? Para mim a resposta, no actual F.C.Porto, é: não! Como resolver, como equilibrar a equipa de forma a libertar o internacional argelino da tarefa de ter de atacar e defender? Sendo que do outro lado está Corona, outro com características semelhantes, mas não tão influente nem tão capaz de decidir como Brahimi, a solução é alterar o sistema? Um 4x3x3 com Danilo, Óliver e Brahimi, Marega(Corona), Aboubakar e Soares, caindo o franco/argelino na meia-esquerda? Quem quiser dar bitaites...
 
Apanha-se mais depressa um freteiro e recadeiro que um coxo.
Alguns artistas de beira de estrada que fazem parte da redacção e direcção do panfleto da queimada, têm duas manias: uma, julgam que comemos gelados com a testa, somos todos seres não pensantes, sem capacidade para raciocinar, analisar as coisas, o que está bem ou mal, dizem-nos que é branco, vemos que é preto, mas juramos a pés juntos que é branco. Fazem de nós uns Pedro Guerras, salvo seja! Outra mania, é a sua pseudo superioridade moral e intelectual. Têm azar, esquecem-se de uma coisa muito simples: não vivemos nos anos 60 do Século passado, vivemos na era da informação, tudo é escrutinado ao milímetro e assim apanha-se mais depressa um freteiro e recadeiro que um coxo. Como aliás aqui tenho demonstrado, não com conversa fiada, mas com dezenas de exemplos de como eles agem quando está em causa o F.C.Porto ou o Benfica. No primeiro caso extrapola-se, fazem-se as mais graves acusações, permitem-se os piores insultos, denigre-se, como aconteceu em 2008, até se vai para as altas esferas do futebol europeu dizer do F.C.Porto o que Maomé não disse do toucinho - sobre isto, importa dizer, como bem me lembrou hoje o António Lourenço, o conhecido Homem do Trompete, o TAS foi ouvido, arrasou a tese da UEFA, Benfica e aquele que na altura serviu de seu pau de cabeleira, o Vitória S.C., condenou-os a pagar os custos do processo. Importa dizer também que há um antes e depois desse comportamento miserável do clube do regime, essa página negra foi a gota de água para uma grande parte dos portistas que até aí apenas viam no clube do regime um rival. Quando está em causa o clube do regime, podem acontecer as maiores manigâncias, os maiores escândalos, não se passa nada, branqueia-se, omite-se, chuta-se para canto, ninguém pode tocar nem beliscar o mérito do Benfica, nem com luvas de pelica.
Como tem acontecido nos últimos tempos e após um longo período de um silêncio ensurdecedor e que lhe custou caro, o F.C.Porto acordou e começou a denunciar a pouca vergonha de um estado lampiânico, de um polvo que estende os tentáculos por todos os lados; os critérios descaradamente diferentes de algumas arbitragens; o surrealismo de uma televisão de clube transmitir jogos do campeonato e como se tem visto, ora há linhas ora não há, conforme dá jeito ou não ao clube proprietário do canal, naquilo que é um verdadeiro atentado à verdade desportiva; aí, ai Meu Deus que nunca se viu nada igual; é preciso parar com isto; ai Minha Nossa Senhora que vai ser do prestígio do futebol português? Foi dentro deste princípio que no panfleto da queimada, o freteiro Delgado e os seus fiéis discípulos que têm colunas ou escrevem editoriais, iniciaram o combate aquilo que, aproveitando um comunicado do Conselho de Arbitragem, designaram de um discurso de ódio, de ataques e insinuações sem fim. Pois é, mas como se apanha mais depressa um freteiro com calo no cu como o macaco, que um coxo, bastou uma arbitragem que, dizem eles, prejudicou o Benfica no jogo frente ao CSKA - não vi o jogo não sei têm razão ou não - e à que soltar a galinha, dizer tudo e mais alguma coisa sobre Undiano Mallenco. O árbitro espanhol foi logo acusado de mau árbitro, alguém que só subiu na arbitragem europeia graças ao compadrio, ao poder de Ángel Villar na UEFA e na FIFA. Isto é, o freteiro utilizou contra o juiz do Benfica vs CSKA, os mesmos argumentos que no futebol cá do burgo condena veementemente. O histórico deste vendilhão do templo é por demais conhecido, mas saber que há gente ainda surpreendida e a dar a cara por ele, é um verdadeiro caso de estudo.
A moral deste e de outros freteiros da queimada, é a moral da treta, não resiste ao mais básico contraditório, é facilmente desmascarada.
Só uma marioneta ou um pastel de Belém fora do prazo de validade, ainda acredita em gente deste calibre.

O vergonhoso artigo do doutor papa-hóstias.
Mentecaptos, néscios e mentirolas, assim foram apelidados por Bagão Félix, todos os portistas e sportinguistas que analisaram e comentaram, de forma diferente à que ele pretendia, os lances do último Benfica - Portimonense. Pela parte que me toca e como sou dos acólitos sócio-digitais que abordou os casos do referido jogo, devolvo ao doutor papa-hóstias todos os mimos e mais, quando não se sabe do que se está a falar, é melhor estar calado. Dizer que o VAR do Benfica-Portimonense, analisou o lance do golo invalidado aos algarvios, sem recurso às linhas, das duas uma, ou é ignorância ou má fé. Falar de comportamentos desviantes agora, quando acerca de crimes cometidos anteriormente, nem uma palavra, das duas uma, ou já recebe a cartilha ou está apostado em ser o novo chouriço.

PS - Sabem como foi tratado o árbitro do Benfica - CSKA, num bloco informativo da BTV? Por: "Aquele palhaço de Pamplona". De facto, em termos de comunicação ainda temos muito a aprender com os comunicadores, oficiais, do clube do regime. Será que após estas declarações o coro das virgens ofendidas, vão-se atirar ao José Nuno Martins, como se atiram aos programas do Porto Canal?

Analisemos com pragmatismo e com a razão, não com a paixão e o coração


Sintetizando:
Até ao primeiro golo do Besiktas, jogo equilibrado, mas enquanto o futebol dos turcos saía fluído, com naturalidade, simplicidade e objectividade, o do F.C.Porto saía mais em esforço, atrapalhado, complicado. Depois do golo, excelente reacção portista, empate, Dragões por cima até ao 1-2. Essa nova vantagem do campeão turco foi um golpe duro, F.C.Porto não mais se encontrou como equipa até ao intervalo, apenas quando a bola chegava a Brahimi o Besiktas corria algum perigo. Resultado justo ao intervalo.
Excelente entrada da equipa de Sérgio Conceição na segunda-parte, turcos em dificuldades, boas oportunidades para empatar, resultado que por volta dos  65 minutos seria o que mais se ajustava ao desenrolar do jogo. Não concretizou o F.C.Porto, o técnico turco mexeu, começou a equilibrar, até final os Dragões queriam, mas faltavam pernas e cabeça para mudar o rumo dos acontecimentos. O 1-3 aconteceu quase no fim, está a mais, se a vitória do Besiktas pode ser considerada justa, dois golos de diferença é uma diferença exagerada.

Feita a síntese, mais algumas notas:
Fui surpreendido com a qualidade do Besiktas, acredito que não fui só eu, mas o mesmo terá acontecido com Sérgio Conceição? Não me parece. Acho que o treinador do F.C.Porto acreditou nas suas ideias, nos seus princípios de jogo, com os mesmos jogadores, com aquela que é a sua equipa base, digamos assim, conseguiria contrariar o Besiktas e ganhar - os jogadores não são mecos, o futebol é dinâmica, se cada um fizer o que precisa de ser feito, por exemplo: Brahimi e Corona, interiorizarem, permitirem a entrada do lateral nas costas (e os laterais cumprirem bem essa função), descerem para ajudar, compensarem; um dos avançados pressionar logo a primeira zona de construção; ou os dois médios centro estiverem a bom nível na dupla função de defender e atacar, pode-se jogar com esta equipa e ser tudo diferente. Agora quando isto não funciona e salvo raríssimas excepções, a inspiração esteve ausente, tudo fica mais difícil. Os treinadores podem escolher a melhor táctica e melhor estratégia, ensaiar muitas vezes, mas se depois no campo os jogadores falharem... quero dizer que podíamos jogar em 4x3x3, em 4x4x2 ou até com apenas um homem na frente e tudo ser igual. Não conseguiu, tem responsabilidades, assumiu-as. Não vou individualizar, mas como já dei o lamiré, para mim só Brahimi esteve à altura das exigências, ao seu nível.
Mas no caso dos jogadores, há quem tenha atenuantes. Em concreto, Tiquinho Soares. O brasileiro esteve muito tempo parado, regressou no sábado passado para jogar 45 minutos, ainda não está em forma nem tem o ritmo ideal para jogos desta exigência. Por força da ausência por castigo de Aboubakar - não alimento polémicas sobre a ida do camaronês ao balneário do Besiktas, cumprimentar os companheiros, alguns serão amigos, com quem jogou na época passada. Tenho a certeza que Aboubakar está totalmente comprometido, se não estiver lá estará o treinador para tratar do assunto. Curioso, numa altura em que o jogador está bem, motivado e a marcar golos, F.C.Porto  a tentar encontrar um entendimento para renovar com ele, aparecem portistas a amplificar uma situação que não tem nada de especial. Se alguns portistas fossem tão rápidos a disparar contra os inimigos do F.C.Porto, como são a disparar  contra os seus...- foi chamado a jogar 90 minutos, quando era manifesto que a partir dos 75 já estava cansado. Não esteve brilhante, falhou um golo que talvez em circunstâncias normais não falhasse, mas deu o corpo ao manifesto, procurou cumprir.

Na Champions as coisas fiam muito mais fino, as dificuldades aumentam substancialmente. Se tens uma grande equipa e és superior colectiva e individualmente, como acontecia num passado não muito longínquo, até podes não estar numa noite de grande inspiração, mas essa superioridade e essas individualidades levam-te à vitória. Mas se não tens essa grande equipa, nem essas individualidades, como é o caso deste F.C.Porto, se não estás no máximo e ainda por cima cometes erros grosseiros, és penalizado. Se para além disso, ainda desperdiças algumas boas oportunidades, corres grandes riscos de perder. Foi o que aconteceu. Mas se o jogo de ontem, por um lado, mostrou que a este nível não temos muitas possibilidades - repito, só quero estar enganado e o jogo no Mónaco me faça mudar de opinião, me diga que frente ao Besiktas foi apenas uma noite má -, por outro, jogos frente a estes adversários fortes, em que és obrigado a ritmos altos, te colocam nuances diferentes, criam dificuldades que no campeonato só acontecem meia dúzia de vezes, fazem-te crescer, dão-te mais bagagem para conseguires lutar pelo principal objectivo da época, no caso do F.C.Porto, como está claro, é o campeonato.
Claro que sendo a Champions a principal competição a nível de clubes do futebol mundial, uma montra onde podes valorizar activos e aumentar prestígio, ganhar verbas que te fazem um grande jeito, se não ganhas, se dás uma imagem negativa, perdes duplamente.

Como felizmente ainda temos bem presentes os momentos de glória e as grandes noites europeias, gostaríamos muito que a nossa realidade não fosse esta. Mas analisando com pragmatismo, com a razão e não com a paixão e o coração, é, e não creio estar a exagerar.
Cometemos muitos erros nos últimos anos, estamos a pagar um preço alto, ainda vai demorar até o F.C.Porto voltar a ser na Europa aquilo que já foi e não a há muito tempo.
Portanto, coloquemos todo o enfoque no campeonato. Aí, mesmo não sendo favoritos, mantendo o espírito correcto que temos tido, a comunhão equipa/adeptos que também tem acontecido, podemos ter sucesso que, a acontecer, por tudo, será sempre um feito notável e marcante.
Domingo por volta das 20 horas já começaremos a ter respostas. Vencer num campo difícil e frente a um Rio Ave bom de bola, é o melhor remédio para ultrapassar este mau resultado e manter a chama bem alta.

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