segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Mais algumas notas sobre a apresentação


É natural que perante tantas expectativas e tanto entusiasmo, o resultado e a exibição do F.C.Porto na tarde/noite de ontem, tivesse deixado um certo amargo de boca em muito adeptos - nada de confundir com aqueles que já esperavam Ópera e desataram logo a assobiar. Eu incluo-me no grupo daqueles que esperava mais. Mas compreendo perfeitamente que não podia exigir muito mais a jogadores que só chegaram agora e apenas treinaram duas ou três vezes, nunca jogaram juntos com os colegas e sendo assim fica difícil saber os espaços a pisar, a posição a ocupar, na hora de passar perceber onde vai estar alguém a receber, brilhar é quase impossível. A isto deve juntar-se o cansaço próprio das pré-épocas e que também faz com que nesta altura as pernas ainda pesem, a capacidade de pensar e executar rápido não esteja no ponto e jogador cansado e com as pernas pesadas, não pensa bem, tende a agarrar-se à bola, perde-a com facilidade, emperra a fluidez de jogo, fica mais fácil de anular pelos jogadores adversários. Ontem na tarde/noite do Dragão, também foi por isto e porque o Saint-Étienne é uma equipa já muito trabalhada e por isso bem estruturada e organizada, que as coisas não correram bem ao F.C.Porto. 
Portanto e apesar do tempo apertar, a preocupação é alguma, mas nada que nestas três semanas que faltam  até aos jogos oficiais não possa ser melhorado de maneira que a equipa já se apresente a nível razoável na primeira hora da verdade e que para mim é o play-off de acesso à Champions League. 
Se sobre isto estamos conversados, há outras coisas da noite de tarde/noite de ontem que quero abordar e este é o momente certo, para, com toda a frontalidade, o fazer. As pré épocas também servem para definir as regras do jogo em vigor durante o ano desportivo.

Primeiro: Helton foi apresentado e sem que nenhuma explicação tenha sido dada sobre a colocação na sua conta da Instagam de uma frase sobre, um fundo negro e que dizia: "Eternamente grato, 1993/2014". Alguém que está há 9 anos no F.C.Porto e é um dos capitães, deve achar que pode ter um arrufo, amuar e qual menino birrento, lançar a confusão. Depois faz-se uma vénia e bate-se palmas aos adeptos e tudo está resolvido, não há nada para dizer. Como disse o Presidente sobre Deco, "Aqules que merecem nunca são esquecidos" e eu acrescento, são respeitados e tolerados, mas convém não exagerar.

Segundo: Varela não colocou nada no Instagam, nem no Twitter ou no Facebook, mas quer sair - confirmou o treinador, aquilo que Varela já tinha dito há tempos atrás - e como quer sair nem sequer foi apresentado. Já aqui disse que até compreendo o desejo, mas desde que os interesses do F.C.Porto fossem acautelados. Só podem estar e por isso o Drogba da Caparica ontem ficou em casa. Porque se não estão devia ser apresentado, tal como Steven Defour - outro que também quer sair, mas como ainda não há acordo com o clube que o pretende lá esteve na festa de apresentação. 

Terceiro: Evandro ontem não jogou um minuto, já contra o Genk só tinha entrado a meio da segunda-parte. Pode não querer dizer nada, pode querer dizer que não é uma opção prioritária para Lopetegui e quando ainda há gente para sair... Gosto de Evandro, da forma como evolui e da forma como conjuga a dupla função, muito importante num médio, atacar - e aí aparecer na zona de finalização para marcar golos, 11 no Estoril da época passada - e defender - baixar para equilibrar a equipa e manter a organização, trabalhar na recuperação da bola. Gosto da forma simpo brasileles e prática como joga e não sendo daqueles jogadores que adorna e dá nas vistas, nota-se que está lá. Tem outra vantagem, já conhece bem o futebol português, já está integrado, não precisa de grande tempo para assimilar processos  e responder afirmativamente. Assim tenha oportunidades. Não sei o que vai na cabeça de Lopetegui, mas espero que Evandro, tal como já aconteceu com Josué e Ghilas, sem esquecer Fabiano - vamos esperar para ver se quem vai chegar tem o que tem e mais o que não o guarda-redes brasileiro... - não seja vítima do facto de ao contrário de outros, o treinador não o conhecer desde pequenino.
Aguardemos.

Esta é uma época importante, importa formar um grupo amigo, unido, coeso, solidário. Ninguém está acima dos superiores interesses do F.C.Porto, a palavra tem de ser nós e não eu. Todos diferentes, todos iguais. Acredito que quando for a sério não vai haver espaço nem tempo para meninos mimados, nem desabafos públicos, muito menbos filhos e enteados.

PS 1 - Tello mostrou-se surpreendido com a grandeza da festa de apresentação.
Parece que há quem só agora comece a perceber verdadeiramente o que é o F.C.Porto e a exigência a que os seus profissionais estão sujeitos.

PS 2 - As galinhas andam nervosas - pudera!, prometeram-lhes o Céu e estão a ver a Terra a tremer - e já desconfiam de tudo, até de Soares Dias ter arbitrado jogo de ontem no Dragão. Como não foi o F.C.Porto que pediu este ou aquele árbitro, Soares Dias foi nomeado por quem de direito, sosseguem a passarinha. O árbitro do Porto fez uma arbitragem correcta, ao contrário do mal-amado Hugo Miguel que cheio de espírito cristão, arranjou um penalty para que a Eusébio Cup, a primeira sem a presença física do chamado King, ficasse na Luz. Ele não tem culpa é que tenham desperdiçado o penalty.

domingo, 27 de Julho de 2014

Apresentação do F.C.Porto 2014/2015. Eu não vou ficar em casa


Depois da memorável festa de homenagem a Deco, todos os caminhos voltam a ir dar ao Dragão. Não estive na sexta, hoje não falto. É sempre um dia diferente, um dia para rever e matar saudades dos amigos, ver a festa de apresentação dos jogadores - sempre na expectativa de quem se apresenta e quem não se apresenta, se há novidades de última hora, mesmo que agora com as novas tecnologias, fique muito mais difícil o efeito surpresa. Ainda assim, Josè Angel já estará? E Andrés Fernández? E Iván Marcano? E Helton, depois daquela tirada no Instagram, ainda vai continuar? O mesmo para Defour ou Silvestre Varela, será que ainda continuarão de azul e branco? E Benjamim Stambouli, médio do Montpellier é apenas mais um nome, desta vez lançado no L'Equipe, mesmo que o jornal francês não seja muito de especulações? - e ver o joguinho nas calmas. Há um enorme entusiasmo, uma grande confiança, optimismo, mas é bom que não haja euforia excessiva, nem arrogância.


F.C.Porto 0 - Saint- Étienne 0. A festa foi bonita, mas a exibição nem por isso
Grande enchente, grande ambiente, festa bonita, mas sem surpresas e com pouco Porto.
A primeira-parte, sem as contratações mais sonantes, com Fabiano na baliza, Danilo à direita e Alex na esquerda, Maicon e Reyes como centrais, Rúben Neves na posição 6, Óliver e Herrera a completarem o trio do meio-campo e com Quaresma na direita, Ricardo na esquerda e Sami no meio, sem ser famosa, teve dinâmica, um ritmo razoável, organização, mostrou já alguma afinação, coisas interessantes. Sem ser capaz de asfixiar o adversário, houve pressão; a equipa soube sempre encontrar a melhor forma de sair a jogar e circular quando os franceses pressionavam; houve largura; e com Óliver como placa giratória, houve algumas jogadas bonitas. De negativo nos primeiros 45 minutos, alguns erros de colocação de Rúben, naturais num menino de 17 anos, que permitiram algumas entradas pela zona central e que podiam ter causado dano; algumas perdas de bola em fase de transição e que apanhavam a equipa descompensada; pouca acutilância no ataque.
Ao intervalo o resultado ajustava-se, um golo para cada lado justificava-se.

Na segunda-parte, com as saídas de Rúben, Herrera, Quaresma, Sami e Ricardo, para as entradas de Casemiro, Brahimi, Quintero, Tello e Ádrian, houve menos entrosamento, menos ritmo, a equipa ficou mais desorganizada, mais partida e se Brahimi entrou mal, mas rapidamente se encontrou, Casemiro e principalmente Tello e Ádrian, nunca foram capazes de dar seguimento às jogadas, complicaram, perderam-se em campo, sobrando uma ou outra iniciativa de Quintero para que o F.C.Porto conseguisse perturbar a baliza dos verdes que viajaram de França. Nesse período o Saint-Étienne foi melhor, criou mais perigo, podia ter marcado, valeu Fabiano para que o F.C.Porto aguentasse um nulo que não merecia. Ainda viriam a entrar Carlos Eduardo e Kelvin, mas nada de especial das suas prestções há para destacar.

A expectativa era grande, mas saiu em parte defraudada. No entanto, foi um bom jogo para por travões na euforia desdedida, mostrar que temos gente, mas ainda é preciso trabalhar muito, há um longo caminho a percorrer até a máquina ficar afinada - se no jogo da apresentação já se assobia a equipa... imagino o que vem aí. Só voltamos a jogar no próximo domingo, até lá temos de começar a escolher um onze, procurar que os jogos em Inglaterra sirvam para dar alguns automatismos, sejam os ensaios gerais para o jogo da primeira jornada do campeonato e fundamentalmente, para o play-off da Champions League.
 
Hoje foi um dia muito atarefado, amanhã com mais calma faz-se o rescaldo do jogo e abordam-se questões que precisam ser clarificadas - porque não jogou Evandro, porque foram apresentados Helton e Defour e não foi Varela, etc.

sábado, 26 de Julho de 2014

Contra os profetas da desgraça, carrega Porto!


Quando uma bola que bate na trave e vai para dentro da baliza e uma bola que bate na trave e vai para fora, pode fazer a diferença entre zero e cinco milhões de euros, ou até mais, está tudo dito sobre os riscos de quem gere um clube de futebol, no caso, o F.C.Porto. Mas quando se tem o melhor gestor de riscos do futebol mundial, alguém que colocou os Dragões num patamar de grandeza que ainda ontem ficou claramente demonstrada - só a doença do anti-portismo crónico ou a cegueira dos sem vergonha, falam do F.C.Porto apenas como um clube regional -, alguém que quando arriscou, quase sempre ganhou, os riscos são menores, estão perfeitamente controlados. Quem conhece a história de Pinto da Costa, primeiro como Presidente do clube e depois também da SAD, sabe que desde contratar Fernando Gomes por 25 mil contos, quando não havia dinheiro nem para mandar cantar um cego; passando por ter um plantel muito acima, mas muito acima mesmo, das possibilidades do F.C.Porto quando fomos Campeões Europeus em 1987; até aos dias de hoje, quando rapidamente passamos de quase mortos até principais candidatos ao título, sabe que tem uma boa margem para confiar. Vem isto a propósito do que diz hoje um, que sem esconder a preocupação com as notícias que lhe chegam do Dragão, afirma que o F.C.Porto aposta forte na roleta, que se não conquistar o título e se afirmar na Champions, é o descalabro. Acredito agora, como acredito sempre, que vamos ter sucesso, embora como  disse há dias e como digo no início deste post, no futebol nada está garantido, nem sempre ganham os melhores, a sorte é muito importante. Mas se não ganharmos, porque somos um clube ganhador, obviamente será uma tristeza e uma desilusão, mas não será o descalabro como afirma o Vítor Kasparov Serpa. Para além dos investimentos serem calculados e em condições perfeitamente comportáveis, estamos a contratar jogadores quase todos jovens, de qualidade reconhecida, jogadores com mercado, um conjunto de jogadores que dão garantias. Até porque se por um lado não vale a pena estar a comparar o investimento da época anterior com o desta, mesmo que isso reduzisse a nada a teoria dos gastos excessivos, por outro importa dizer aos profetas da desgraça que mesmo com uma época claramente negativa, a pior do já longo consulado de Pinto da Costa, o F.C.Porto já vendeu Fernando e Mangala, acredito que outros ainda sairão e se quisesse vender ao preço da uva mijona, já alguns muito pretendidos não estavam no Dragão. 

Uma das coisas que vai ser tema recorrente e explorada pelos "nossos queridos amigos", vai ser a "armada espanhola", jogadores que Julen Lopetegui conhece e sugeriu ao F.C.Porto. Como disse há tempos atrás, não há exigências, há sugestões, depois há conversações, se jogador em causa é conhecido, tem qualidade, está dentro das nossas possibilidades, não foge ao padrão do jogador Porto, avançamos e satisfazemos o pedido do treinador. É isto que tem acontecido - até ver ainda não veio para o F.C.Porto nenhum jogador que trouxesse o irmão como contrapeso...
Já a questão dos privilégios do nosso Mister aos seus compatriotas, é tão básica que nem vale a pena abordar. Acho que contratamos um treinador competente e inteligente. Julen Lopetegui não seria uma coisa nem outra, se fosse por esse caminho... Também não vai ser por aqui que os profetas da desgraça vão ter sorte.
Dividir para tentar reinar e perturbar vai ser o lema. Há aqueles que são tão rafeiros nessa tarefa que já ninguém os leva a sério...

Dr. Paulo Teixeira Pinto, todos de acordo sobre o enorme talento e potencial do jovem de apenas 17 anos, Rúben Neves, mas a chamada dele à equipa principal é natural, não há nada por trás. A saída do Fernando e o facto do seu provável substituto ter sido contratado mais tarde; junto com a lesão que deixou Mikel, KO por uns meses; e com Tomás Podstawski ao serviço da selecção sub-19, levaram que a única alternativa fosse o jovem Rúben Neves. E no futebol, como os exemplos abundam, muitas vezes o azar de uns é a sorte de outros.

Última hora:
Dizem que Josè Angel, lateral-esquerdo da Roma, assina amanhã pelo F.C.Porto. Será verdade? Terá a ver com uma possível ida de Rolando para a capital italiana? Antes de ir para a Roma era da Real Sociedade, chegou a ser apontado ao Barcelona quando da doença de Abidal, é internacional espanhol...

Danilo, Opare, Maicon, Reyes, Marcano, Martins Indi, Alex Sandro e Josè Angel. Se não houver surpresas em que o mercado é fértil, estão encontrados os 8 defesas, dois para cada lugar, do F.C.Porto 2014/2015.

 

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Deco, mágico e portista para sempre

 
Na impossibilidade de estar mais logo no Dragão, um pequeno contributo a um grande jogador, um mágico e grande portista.

Digo e repito, nesta questão dos fundos e outras semelhantes, para mim tudo é gestão desportiva. Queríamos aquele jogador, não tínhamos dinheiro para ele, arranjamos um parceiro para ir a jogo connosco. O parceiro disse as condições, nós analisamos, ponderamos as vantagens desportivas versus vantagens financeiras, demos o OK. Todos têm o direito de dizer: nestas condições não devíamos fazer negócio, o jogador não vinha. Mas atenção, não vinha este e não vinham alguns que vieram nas mesmas condições, agora como no passado - por exemplo, não tinha vindo o James Rodríguez. Sendo assim, têm de dizer o que faziam se fossem os responsáveis. Diziam aos sócios e adeptos: não há dinheiro, não há vícios, vamos baixar o nível, apostar na formação? O Vila Pouca, portista da velha guarda e que passou por um longo período de penúria, dizia: certo, temos de aguentar, vou continuar a ser sócio, a comprar o meu lugar anual e ir ao estádio ver jogos. Mas o que fariam os portistas mais novos, aqueles que nasceram e cresceram a ganhar? Aceitariam baixar o nível e exigência? Um período de carência? Ou diziam: ai sim?, então não compro o lugar anual, desisto de sócio, não vou ver os jogos. E depois? Menos público, menos lugares anuais, menos gente no estádio, menos camisolas vendidas, etc. e o orçamento que tinha baixado muito, nem esse era cumprido. 
Portanto, eu estou preparado para tudo, agora não podemos querer o melhor de dois mundos.
Criticar, sim, mas apresentar alternativas. Mandar bocas, dizer que estamos a caminho do abismo, que isto não é nada e por aí adiante, não é conversa que valha a pena alimentar. Aqui, quando se aborda qualquer assunto, faz-se sempre de boa-fé e embora haja sempre algo que possa escapar, tenta-se fazer com a profundidade necessária.

É perfeitamente legítimo que Jackson gostasse de jogar no Manchester, Arsenal, Milan, Barcelona ou Real Madrid, por exemplo, mas neste momento o jogador tem contrato com o F.C.Porto e tem de respeitar esse contrato. Foi isso que Cha Cha Cha fez quando respondeu aos jornalistas que o ouviram na Colômbia: tenho mais 2 anos de contrato com o F.C.Porto, seria uma falta de respeito pelo clube, estar a falar de outros clubes.
Mas quem ler a capa do panfleto da queimada e não não souber mais nada, a primeira reacção é mandar-se contra o jogador. Este exemplo, como muitos outros, alguns bem piores, sempre foi a forma de agir da comunicação social lisboeta, maioritariamente vermelha e anti-portista, a partir do momento em que, mais que ganhar, conseguimos a hegemonia do futebol português. Sempre vivemos bem com isso, sempre respondemos no lugar certo às provocações, calúnias, tentativas de divisão e de lançar a confusão. Só que agora, quando eles já nos tinham feito o funeral e festejado com foguetes a nossa morte, o Dragão acordou e gritou bem alto:
- A notícia da minha morte era manifestamente exagerada!
Pânico, coceira, crise de azia aguda, nervosismo e arritmias incontroláveis, tomaram conta dos "nossos amigos" e é vê-los a fazerem tudo para recuperar do choque, utilizando a "boa-fé " que os caracteriza de há mais de 30 anos a esta parte.
Eu estarei atento e mobilizado contra eles. Quem quiser trilhar este caminho, é bem-vindo, quem não quiser que procure outras alternativas.


quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Efeito Neuer


Para mim paradigma do guarda-redes ideal é o alemão Manuel Neuer. É bom entre os postes - torna a baliza mais pequena; é bom a sair aos cruzamentos; está sempre concentrado, pronto a fazer a diferença, mesmo quando a maioria do tempo é mero espectador; é muito bom fora da baliza - funciona como se fosse um líbero; é extraordinário, para um guarda-redes, a jogar com os pés - tomaram muitos dos que jogam à sua frente terem a sua qualidade de passe, ao perto e quando arrisca mais. Resumindo, é um guarda-redes completo, o guarda-redes ideal para equipas grandes, fundamental se essas equipas - no caso Alemanha e Bayern - não têm centrais rápidos, mesmo que tenham uma excelente organização e os equilíbrios funcionem - há sempre contra-ataques que precisam ser travados... No Mundial, apesar do brilho de K.Navas, Ochoa ou Tim Howard, todos eles pareceram de menos em relação a Manuel Neuer. Vem isto a propósito do que vem sendo dito e escrito sobre o F.C.Porto estar interessado num novo guarda-redes. Com Helton em stand by - tenho opinião bem definida, mas enquanto a situação não ficar clarificado não vou dizer nada e portanto, tudo aquilo que vem na comunicação social sobre o ainda capitão do F.C.Porto, não me interessa. Domingo, o mais tardar, vai ficar tudo em pratos limpos... -, Kadú na equipa B e Ricardo a partir como terceiro guarda-redes, só faz sentido contratar alguém que tenha aquilo que Fabiano já tem - é rápido a sair ao encontro de quem aparece isolado e ágil entre os postes. Na tal concentração para fazer a diferença em jogos onde é pouco solicitado... ainda não deu para um juízo de valor seguro - e tenha aquilo que ao actual titular do F.C.Porto ainda não tem - saídas aos cruzamentos, jogar fora da baliza. O tal líbero que equipa grande que joga ao ataque, subida e não tem centrais rápidos precisa -, bom jogo com os pés e até nem refiro outra característica de guarda-redes de grande equipa: saber quando deve aguentar a bola, baixar o ritmo ou colocá-la rapidamente em jogo.
Portanto e como conclusão, se for possível encontrar alguém que tenha um perfil que reúna muitas destas qualidades, OK, se for alguém que não marque a diferença em relação ao que já temos... mais vale deixar ficar como está.

Como o F.C.Porto não divulga lista de dispensas, vamos acreditar naquilo que vem nos jornais e que Josué, Ghilas, Abdoulaye e Licá não fazem parte do plantel para 2014/2015. Após uma temporada em que todos os jogadores pareceram pior do que são na verdade, se as dispensas de Abdoulaye e Licá já eram expectáveis, para mim as de Ghilas e Josué são uma surpresa. O primeiro porque nunca teve oportunidade de jogar com regularidade e quem joga hoje e sai amanhã, ou entra a poucos minutos do fim e em circunstâncias difíceis, nunca pode mostrar todo o seu valor. Mas também porque com o mercado a durar até ao fim de Agosto e sem a certeza absoluta que Jackson vai ficar - a não ser que vamos estar prevenidos, mesmo para uma transferência tipo Hulk -, Ghilas podia fazer muito jeito.
Já em relação a Josué, é verdade que temos muitas e boas opções para o meio-campo e quem sair para ficar Josué?, mas continuo a pensar que tem talento, um belíssimo pé esquerdo, é português e portista. Ao contrário do que pensa um Dragão meu amigo, não creio que seja por irreverência e rebeldia a mais.
Aos quatro desejo que rapidamente encontrem clube e possam mostrar valor para regressar. Já aconteceu com vários que saíram e voltaram para serem muito felizes de camisola azul e branca vestida.

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Brahimi; o tal "jornalismo"; e a propósito de um Poker de André Silva


Granada pressiona; Granada está a perder a paciência e não vai esperar mais; Granada exige ficar com parte do passe; transferência de Brahimi gera tensão; Brahimi custa 8,5 milhões de euros. Tudo miminhos dos nossos "queridos amigos" que e lamentavelmente, mexem com as cabecinhas pensadoras e o sistema nervoso de alguns portistas muito impacientes. Afinal, no momento certo e no tempo do F.C.Porto, Brahimi assinou por 5 anos, custou 6,5 milhões, o F.C.Porto ficou com 100% dos direitos económicos e a cláusula de rescisão é de 50 milhões
Como sempre e porque não conheço muito bem o jogador - vi apenas uns minutos frente à Alemanha e embora já me dessem as melhores informações, sou como S.Tomé... até porque também tive um amigo que torceu o nariz -, vou aguardar, ver com calma e sem precipitações e lá mais para a frente, então sim, direi qualquer coisa. Não se pode pensar e exigir que um jogador que chega de novo mostre logo tudo. Até pode acontecer, mas o normal é precisar de tempo.

A "honestidade" do "porquinho de brega".
Depois de ter andado a dizer que Brahimi custava 8,5 milhões de euros, Nuno Vieira, no panfleto da queimada de hoje e a propósito da contratação de Brahimi, diz o seguinte: "... a operação foi fechada por 6,5 milhões de euros, um valor LIGEIRAMENTE inferior ao que foi ventilado nos últimos dias." Portanto, uma diferença de 2 milhões, num negócio que era para ficar, segundo ele por 8,5, é coisa pouca, apenas uma verba LIGEIRAMENTE inferior. OK. Mas o mesmo "artista", a propósito de dois jogadores que o F.C.Porto dispensou, Josué e Licá e que custaram 0,5 e 1,5 milhões de euros, respectivamente, aí, os mesmos 2 milhões, já são... uma verba SIGNIFICATIVA! 
O "porquinho de brega" e os seus compinchas da queimada, colocam como destaque os sete milhões que o F.C.Porto gastou em jogadores que agora foram dispensados, como se o amanhã não existisse, quando não se sabe o que vai acontecer no futuro, por exemplo, se a verba investida ainda vai ser recuperada e com juros.
Deviam ter vergonha quando falam de ética, quando apregoam a moral e os bons costumes.

No Campeonato da Europa de sub-19, Portugal derrotou a Hungria por 6-1. Foi uma exibição de qualidade da equipa portuguesa, alicerçada num colectivismo assinalável, colectivismo que potenciou algumas individualidades, uma das mais destacadas, André Silva, jovem avançado do F.C.Porto que conseguiu um Poker - 4 golos. Para além de André, na selecção de Hélio Sousa ainda estão mais quatro jogadores pertencentes ao Dragões: Rafa, Ivo Rodrigues, Francisco Ramos e Tomás Podstawski. Isto leva-me  a dizer o seguinte:
Sendo importante ganhar títulos na formação, é sempre melhor crescer com hábitos de conquistar títulos do que sem eles, ganhar títulos não é tudo. Formar jogadores de qualidade, capazes de chegar à equipa principal, é a verdadeira essência da formação num clube como o F.C.Porto. Os citados, mais Rúben Neves, Gonçalo Paciência e outros que temos na formação - não é necessário que todos sejam portugueses - serão, embora com os cuidados necessários, se houver vontade e coragem de os meter à carga, o futuro do F.C.Porto e no caso dos portugueses, do futebol português.
Pergunto-me, como com tanta qualidade, o F.C.Porto não conquistou o título nacional de sub-19... Não pode ter sido apenas o andar a saltitar entre um lado e outro, entre os sub-19 e a equipa B.
Também na formação, a "morte" do F.C.Porto era manifestamente exagerada.

Para terminar, ainda sobre André Silva, Mike e Melga encontraram-se, fica o diálogo:
- Melga, ainda bem que o André Silva é apenas André Silva.
- Claro que sim, não estou a perceber onde queres chegar...
- Melga, estás de raciocínio lento, pareces aqueles que levaram o Vila Pouca a colocar uma barra no blog a dizer que não é Psiquiatra. Quero dizer que ele não apareceu em grande destaque de capa e com uma frase  a acompanhar a foto: O novo Fernando Gomes!

PS - O porquê de "porquinho de brega"
O F.C.Porto ia jogar a Braga, estávamos na recta final do campeonato 2011/2012, era o obstáculo mais difícil que tínhamos de ultrapassar na caminhada para o título. Nuno Vieira no panfleto da queimada, antes do jogo na Cidade dos Arcebispos, com claro objectivo de lançar a confusão, criar instabilidade, fez uma peça onde dizia:
Aconteça o que acontecer, na próxima época Vítor Pereira não continua no F.C.Porto. Como se provou, nem a badalhoquice do "porquinho de brega resultou", F.C.Porto foi campeão, nem Vítor Pereira saiu.

terça-feira, 22 de Julho de 2014

Entre a defesa e o ataque


Como não me canso de dizer, as grandes equipas constroem-se a partir de trás, uma boa defesa à frente de um guarda-redes de qualidade, é muito importante, a partir daí tudo fica mais fácil. Esta pequena nota serve para dizer o seguinte: até podemos vir a ter uma defesa que dê problemas, mas dizer que vai residir no sector mais recuado o calcanhar de Aquiles do F.C.Porto 2014/2015, a partir do jogo frente ao Genk, é um exagero, uma análise prematura, é ver a árvore e não enxergar a floresta. Fazer críticas à defesa, esquecendo que nem a defesa mais segura e coesa do Mundo, resiste a erros individuais grosseiros, omitindo que estamos no início da época e ainda faltam jogadores; ignorar que uma equipa tem de começar a defender lá à frente; tem de ter um meio-campo que filtre; as compensações têm de funcionar; não podemos ter só artistas que jogam com a bola no pé e não reagem à perda, nem ajudam nos equilíbrios da equipa; é tentar enganar incautos, procurar abrir trincheiras para confundir os menos atentos. Se uma equipa não funcionar como um bloco, com a pressão a começar logo nos avançados; se os alas deixarem os laterais subirem sem oposição; se no sector-intermediário só for composto por artistas incapazes de marcar e recuperar bolas; a defesa vai sofrer, vai ter de aguentar com avançados embalados, jogadores adversários  a terem tempo para pensar e executar à vontade, a bola vai aparecer nas costas, nos espaços mais difíceis para os centrais e laterais e aí, nem os Hummels nos safavam.

Vamos F.C.Porto, os vendilhões chiam, mas a caravana do Dragão passa.
Os analistas de pacotilha perderam completamente a noção do ridículo e com a má-fé que os caracteriza  todos os dias saem a terreiro contra a política de contratações que o F.C.Porto leva a efeito neste início de temporada. Por exemplo, o OMO lava mais branco Serpa, o director, entre aspas, do panfleto da queimada, fala em poço de petróleo. Este e outros que na época passada tanto exaltaram Vieira, Vieira que, finalmente, casa arrumada, ia a postar no futebol, agora não conseguem disfarçar o incómodo que lhes provoca o novo Porto. Compreende-se. Depois de falarem e apostarem todas as fichas no fim de ciclo do F.C.Porto e o nascimento de uma nova hegemonia, agora vermelha, no futebol português; esquecendo o histórico de mais de 30 anos e a forma como o Dragão reagiu após 2009/2010 - que Diabo, não vai tanto tempo assim...-, a pandilha tudo faz para lançar a confusão, mesmo que seja à custa de análises que de tão ridículas e surreais, deviam cobrir de vergonha quem as produz. É o poço de petróleo; são os empréstimos, quando apenas um foi sem opção de compra; é Jackson que está de saída e por 30 milhões, quando em 5 de Junho já era sabido que só pela cláusula ou muito perto disso o colombiano sairá; é a pressão de ganhar, como se no F.C.Porto a pressão seja coisa nova, só vá existir nesta época e Lopetegui seja diferente dos outros treinadores que serviram o melhor clube português; etc. e tal.

Meus amigos, não futebol não há garantias de vitórias antecipadas, mas estamos a percorrer o caminho certo. Vê-los tão preocupados connosco, incapazes de disfarçar a preocupação, com ataques de azia que nem uma caixa de Kompensan resolve, ao mesmo tempo que vão dando cambalhotas e fazendo números de contorcionismo que nem os melhores contorcionistas seriam capazes de executar, a mim, dá-me um grande gozo!

A transferência de James para o Real Madrid - dizem que por 80 milhões -, para além da compensação que vai dar ao F.C.Porto - perto de 1,2 milhões -, enche-nos de orgulho. Foi na Nossa Universidade que se formou, foi mais um negócio excepcional que o F.C.Porto realizou.
Pinto da Costa ri-se baixinho, o outro cora de vergonha
Ah, já me esquecia: sem ajuda de um fundo, nunca o F.C.Porto teria contratado James Rodríguez.

Estás enganado, Miguel Sousa Tavares, o filho pródigo não vai regressar em força. Os portistas têm memória de elefante.