Populares Mês

Não vamos mudar o rumo culpando os árbitros de todos os nossos pecados


Foquemo-nos nesta época...
Tem o F.C.Porto razões de queixa das arbitragens? Tem e muitas!
Se o F.C.Porto fosse beneficiado na proporção do que tem sido prejudicado ou se o que nos tem acontecido, acontecesse com Sporting e Benfica, tinha caído o Carmo e a Trindade? Sim, tinha caído o Carmo, a Trindade, a Ponte da Arrábida, Torre dos Clérigos ou a desconhecida Ponte Vasco da Gama - não é, 50º protótipo de novo Eusébio? Só te falta dizer que o marisco preferido é o tremoço...
As declarações de José Peseiro, feitas ontem na antevisão do Rio Ave-F.C.Porto, significam pressão sobre a arbitragem, tendo em vista o jogo da final da Taça de Portugal, frente ao S.C.Braga? Não! Seria um sinal de fraqueza, receio, e o F.C.Porto não pode ter receio de ninguém... muito menos de uma equipa que lhe é inferior. Pode perder, ninguém ganha antes de jogar, mas os Dragões têm de ter sempre um espírito positivo, a convicção que vão ganhar, pelo seu valor e pela sua qualidade.
Foi por causa dos árbitros que o F.C.Porto não é campeão ou fica no segundo lugar? Não e um claro não! Quem joga o que o F.C.Porto jogou; quem perde em casa com o quase despromovido Tondela - contabilizar como prejuízo um penalty que não foi assinalado aos 5 minutos de jogo (ainda se fosse a 5 minutos do fim...), não é ser Porto - e com o Arouca; quem numa temporada inteira, contam-se pelos dedos de uma só mão e se calhar ainda sobram dedos, as exibições que atingiram a qualidade que se exige a uma equipa do F.C.Porto; tem de primeiro olhar para dentro. Não pode utilizar agora os mesmos argumentos que sempre criticou nos rivais.
Assim, para 2016/2017, as prioridades são: um treinador que junte à competência uma capacidade de liderança que se imponha naturalmente; um plantel equilibrado na qualidade; uma equipa que jogue muitas mais vezes bem que mal; uma política de comunicação pró-activa e agressiva, que não grite a tudo, dispare contra todos, mas que no tempo certo e momento oportuno faça ouvir a sua voz; uma massa adepta mais disponível para apoiar que para dizer mal, já que criticar é natural e legítimo. E sobre arbitragem: com objectividade, critério e coerência, podemos e devemos criticar arbitragens. Se for necessário, desde a 1ª jornada e não apenas pela voz de treinador.

Nota final:
Precisamos de vender jogadores para cumprir objectivos orçamentais e como acontece normalmente, a procura recai sobre os melhores. Ao mesmo tempo temos de reforçar a equipa em alguns lugares, com jogadores de qualidade. É um desafio difícil, mas é um desafio que temos de vencer. Com competência e imaginação, a mesma com que ultrapassamos as situações difíceis que tivemos de enfrentar no passado.

As patetices do dia:
Debitam anormalidades pela boca fora como quem respira. Hoje foi o ex-jogador do clube do regime, António Simões, que na Antena 1, disse:"Benfica e Sporting representam 90% da população portuguesa". Sendo que os restantes 10%, dizem respeito a todos os restantes clubes, quantos somos nós? Talvez caibamos todos no Dragão Caixa...

Um jornal, a lixeira desportiva da Cofina, faz um frete ao Sporting, coloca em destaque que os viscondes estão interessados em Salin, guarda-redes do Marítimo. Logo a Bola-Branca vai a correr ouvir António Figueiredo, esse exemplo raro de dirigente desportivo e espécie de porta voz do clube do regime, para responder à notícia do Rascord. E andamos nisto... jornalismo de referência agora é isto.

Pedro Proença apenas pede contenção. Já Fernando Gomes está desaparecido em combate


Nota introdutória:
Não gosto nada dos viscondes que só não faliram porque alguém lhes pôs a mão por baixo, as razões são conhecidas, não vou repeti-las. Não gosto de Bruno de Carvalho também sabem porquê. Não suporto Octávio Lacrau Machado e esse então... Mas nós F.C.Porto sabemos por experiência própria e de há muitos anos a esta parte - a partir do momento que invadimos a coutada deles, passamos a discutir e a ganhar-lhes títulos -, que quem não se curva, presta vassalagem e não estende a passadeira ao clube do regime, leva com tudo, é atacado violentamente por dirigentes, ex-dirigentes, assalariados, colunistas, comentadores, paineleiros, pinhões que parecem pinhas, recadeiros, freteiros com e sem calo no cu, vendilhões do templo, jornalistas entre aspas, etc. Dito isto, vamos ao que interessa.

Então um clube, o Benfica, acusa outro, o Sporting, de ter pago 350 mil euros a um terceiro, no caso o Vitória S.C., para pontuar na Luz; mais, talvez com reminiscências do passado calabotiano, diz que o treinador desse clube, Jorge Jesus, é que deu a táctica e Pedro Proença, presidente da Liga, limita-se a pedir contenção, tento na língua, não encaminha o assunto para os orgãos disciplinares? E que é feito do presidente da FPF, Fernando Gomes? Está desaparecido em combate? E sobre esta bandalheira em que à insinuação torpe e rasteira, se juntam acusações gravíssimas, onde param os que no passado faziam apelos à justiça, tiveram orgasmos triplos quando Maria José Morgado chegou ao Apito Dourado? Não pedem que se investigue? Não fazem títulos de capa? Em artigos de opinião, apenas elogiam e se juntam a Proença no apelo à contenção? E não me venham com a conversa que Pedro Guerra ou Augusto Inácio, sem esquecer o famigerado "Chouriço", não representam Benfica e Sporting, nos programas televisivos em que participam, porque não cola. Os dois primeiros são assalariados dos clubes, o anãozinho é vice-presidente, portanto há matéria para agir. Até têm um bom exemplo para actuar: F.C.Porto foi castigado por um artigo da Newsletter Dragões Diário. Ou será que nestas questões, como noutras, agora como no passado, os regulamentos só existem para o F.C.Porto?

VIPERinas:
«Oh wait... espera aí, a ver se percebo, se entendo.
Pelo que se pode ler, ouvir, ver, Pinto da Costa é arguido por ter utilizado Seguranças Pessoais, os quais não estavam habilitados, licenciados para poder efectuar esse trabalho. O facto do presidente do F.C.Porto desconhecer, ignorar que eles não tinham licença, habilitação para trabalhar não é desculpa. Mas, os dirigentes das SAD's do SCP, SLB e da Britalar, esses, já podem alegar que estão inocentes, pois ignoravam, desconheciam - anjinhos! - que estavam a fazer negócios, ajudar a lavar dinheiro da Máfia Russa?! E, os pasquins desportivos, mais uma vez assobiam para o ar, para o lado, como se nada tivesse acontecido, passado? E no entanto, a PJ foi investigar às SAD's do SCP, SLB e Britalar. Não me digam que os seus Dirigentes ignoravam que estavam a fazer negócios com a Máfia Russa?!»

Nota solta:
Entretanto, com uma coerência que não admite discussões, o Conselho de Arbitragem nomeou o carregador de pedra, Bruno Paixão, para o jogo do F.C.Porto em Vila do Conde. Só me dá vontade de rir... Mas depois de ver um árbitro, o turco Cuneyt Çakir, um árbitro fraquinho fraquinho, estar tantas vezes nos jogos mais importantes da UEFA... já nada me admira.

Quando voltas, meu Porto? Por Afonso Lamelas

 Foto Bruno Sousa

Conheci o Afonso através do Miguel Lima, em 2011, tinha ele 10 anos e antes de um F.C.Porto-Naval. Simpatizei com miúdo e como soube que ele gostava de mandar umas bitaitadas, desafiei-o a fazer um post. Ele aceitou e saiu o que podem ver aqui.
Voltei a encontrá-lo no sábado antes do F.C.Porto-Sporting, está um homem, mais alto do que eu, que não sendo alto não sou um Octávio ou um Rui Gomes da Silva - calma Chouriço, o que te está destinado fica lá mais para a frente...- e repeti o desafio. Ele aceitou e a bola é dele...

Quando voltas, meu Porto?
«Como portista que sou, desde que nasci, sinto-me um pouco desanimado com tudo isto a acontecer. No entanto, o convite inesperado do Sr. Vila Pouca deu-me motivação para escrever e revelar algumas das minhas ideias em relação ao clássico deste sábado frente ao Sporting, dia 30 de abril, e à situação que, infelizmente, vivem os portistas.
Na verdade, o Porto já não anda bem há algum tempo e o último jogo veio demonstrar, mais uma vez, isso mesmo. Perder 1-3 em casa contra um rival? É difícil de digerir, acreditem! Penso é que há já portistas  que cada vez se conformam mais com as derrotas, o que é extremamente negativo para uma equipa que durante muitos anos seguidos nos habituou a festejar títulos e títulos! Mas onde será que anda essa equipa? Será que vamos voltar a vê-la? Aquela raça e atitude? Será que vamos voltar a tê-la? Voltando ao jogo e analisando as palavras do mister Peseiro, penso que viu um jogo diferente do da maioria dos portistas. Este mesmo, na flash interview, referiu que o Porto entrou muito bem no início da segunda parte e na conferência de imprensa afirmou que a equipa fez um bom jogo. Pois bem! Se isto é jogar bem, então o que será jogar mal?!
Efetivamente, há já bastante tempo que vou ver muitos jogos do Porto, tendo adquirido lugar anual há uma época e meia e, sempre com confiança e esperança do título e sucesso do clube e equipa, marquei presença no Dragão, mas foram imensas as vezes que de lá saí desiludido.
Muito futebol vi ser mal jogado sem alma e coração azul e branco. Houve momentos bons que irei recordar para sempre, como por exemplo, o jogo contra o Bayern do 3-1. Contudo, não podemos mais continuar na miséria e a escavar ainda mais o buraco onde já nos encontramos e, como diz o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa: “batemos no fundo!”
E vocês, portistas? Como se sentem?
Eu quero de volta o meu Porto!
Em suma, quero agradecer ao Sr. Vila Pouca, mais uma vez, a oportunidade de me ter deixado escrever no seu blog e foi com enorme prazer que o fiz.
Somos Porto!»

Notas soltas:
Tem sido lindo de ver, muito didáctico e esclarecedor, a troca de mimos entre dirigentes e peões de brega, de um lado e doutro da Segunda Circular. O F.C.Porto como já não conta para as contas do título, está fora desta película de péssimo gosto, mas não deixa de ser curioso assistir à normalidade com que toda esta pouca vergonha, estas peixeiradas diárias e insinuações constantes, são agora encaradas, em comparação com o tempo em que os Dragões eram protagonistas.
Um dos mais activos é Rui Gomes da Silva, o "Chouriço" que ontem mais uma vez fez insinuações rasteiras e cobardes. Só espero que o próximo Conselho de Disciplina não vá pelo mesmo caminho do actual. Este, castigou o F.C.Porto pelo que foi publicado no Dragões Diário, mas nunca agiu contra o "Chouriço" que é vice-presidente do Benfica.
Ainda a propósito e porque o anãozinho gosta de vir cheirar, aproveito para lhe dizer o seguinte:
- Ó "Chouriço", Guilherme Aguiar é um distraído, conhece mal a história do F.C.Porto e deixa passar tudo, mas para teu esclarecimento: a primeira Taça de Portugal ganha por José Maria Pedroto ao serviço do F.C.Porto, não foi a ganha ao Braga, nas Antas, época 1976/1977, mas a ganha ao Vitória F.C., no Jamor em 1967/1968.

A campanha Guerreiros Solidários é muito bonita, de uma enorme nobreza. Mas que a pretexto dela, a Câmara Municipal de Braga coloque à disposição dos adeptos bracarenses 100 autocarros para a final da Taça, já não acho piada nenhuma, nem quero imaginar o que aconteceria se a Câmara do Porto fizesse o mesmo... Como costumo dizer, a promiscuidade é azul...

Nota final:
O puto da Fotos da Curva não é o Afonso Lamelas, mas podia ser. A paixão é igual

F.C.Porto, de clube temido a bombo da festa


Artur Soares Dias, antes do clássico, afirmou: "Não esqueçam, somos humanos e sei que vamos errar". Sendo óbvio que não há arbitragens perfeitas, la Palice não diria melhor. Mas uma coisa é errar quando os lances são de difícil análise; lances em que o árbitro tem dúvidas, hesita e por essa razão, às vezes erra, outra coisa é o árbitro estar bem colocado, o lance não oferecer qualquer tipo de dúvidas e o árbitro acobardar-se, ter medo, não assinalar um penalty do tamanho da Torre dos Clérigos. Foi o que aconteceu ontem no Dragão e já não é a primeira vez que o juíz da AFP que se acobarda em prejuízo do F.C.Porto - ainda tenho bem presente aquela vergonhosa arbitragem no Benfica 2 - F.C.Porto 0, época 2013/2014. Não estou nem quero com isto arranjar desculpas, provavelmente o F.C.Porto perdia na mesma - sim, ultimamente estamos a ver o jogo e mesmo quando estamos a jogar bem, temos sempre a sensação que a qualquer momento vamos dar barraca, facilitar a vida aos adversários... -, mas a cobardia de Artur Soares Dias permitiu que se instalasse a dúvida e que se coloque uma questão: atendendo aos antecedentes dos nossos dois principais rivais, o que aconteceria no futebol português se o que aconteceu anteontem e tem acontecido em vários jogos do F.C.Porto, fosse com Benfica ou Sporting? Não vou responder, mas para mim há uma razão para que o árbitro do clássico, tal como já tem acontecido com outros árbitros, decidam assim, quase sempre em nosso prejuízo: o F.C.Porto, de clube poderoso e temido, passou a ser o bombo da festa. Eles sabem que podem errar à vontade que do reino do Dragão a contestação que vem é pequena, dura pouco e não faz mossa. O F.C.Porto perdeu poder, força, voz e como não tem ao seu serviço uma comunicação social amestrada e de cócoras, sempre pronta a fazer todos os fretes e a passar todas as mensagens que interessam; e como para além disso, ainda por cima, usa mal os meios que tem ao seu dispor; tem sido uma farturinha, todos pisam no Dragão que por ter pouca chama, tem pago um preço muito alto.
Que fique claro: não gosto, nem devemos andar constantemente a arranjar desculpas com erros dos árbitros para esconder as nossas responsabilidades nesta má época, como em épocas anteriores; nem me agarro a classificações virtuais - não gostava quando isso servia para retirar mérito aos nossos sucessos, não vou agora utilizar esse argumento para justificar o que quer que seja; mas ou o F.C.Porto faz valer o seu peso de Grande Instituição, com milhões de adeptos e que tantos e relevantes serviços prestou ao desporto em geral e ao futebol em particular e exige respeito, se for preciso falando alto e em bom som, ou vamos continuar a ser prejudicados, gozados, maltratados. Por muito menos outros já incendiaram campeonatos, tomaram decisões lesivas do futebol português e aí ninguém se preocupou com marcas ou com a indústria. Temos de lhes dizer que não queremos ir por aí, mas se no início da nova época os indícios forem os mesmos... então contem com uma postura do F.C.Porto muito diferente.
Ter bons jogadores, treinadores, equipas fortes, OK, é fundamental para ganhar, mas como se tem visto, esta, como na época anterior, não basta. E portanto, é preciso um Porto de luta, de combate e com espírito guerreiro. Temos de regressar ao lema: quem toca no F.C.Porto... leva... a resposta, claro!

Nota final:
Neste momento de crise do F.C.Porto, momento difícil de ultrapassar num clube habituado a ganhar e ao mais alto nível, se é verdade que há figuras que aparecem, mas que nós sempre nos habituamos a ver na linha da frente nos combates que tivemos de travar e houve alguns bem difíceis - Penhora, Porcos da Bola, Apito Dourado... -, há outras figuras que agora emergem, figuras que para mim, um portista de muitos anos, atento e presente na vida do clube, são totalmente desconhecidos, nunca dei por eles nesses períodos complicados. Esses emergentes, têm todos teorias infalíveis sobre a razão da crise e como sair dela. Tenho pena, muita pena, que gente tão sabedora e tão capaz, fique apenas por uns artigos de opinião em jornais, na rádio ou na televisão. O F.C.Porto só ganharia se essa gente aparecesse mais nos sítios certos...

Já tinha feito o post, quando se fez luz:
A culpa dos problemas do F.C.Porto nas últimas épocas é do Projecto Visão 611. Antero Henrique para a rua, já!
Ainda bem que o ridículo não mata, porque se matasse...

- Ele estava lesionado?
- Não.
- Ele estava em risco de ficar fora na jornada seguinte se levasse cartão amarelo?
- Não
- Então porque não jogou André Horta pelo Vitória F.C., frente ao Benfica?
- Porque para a próxima época vai ser jogador do clube do regime.
- Ai sim, mas ninguém veio fazer barulho, falar em falta de verdade desportiva, em mala a viajar para Setúbal?
Este pequeno diálogo serve como introdução para dizer o seguinte:
Ver o Mister Burns ou o marido da Manuel Moura Guedes, gente com responsabilidades directivas no Benfica, preocupada com as poupanças que o Marítimo fez - logo o Marítimo do Guardanapo, cuja frase: "Nada farei para que o Benfica não seja campeão", é significativa -, ou estranhar o empenho que o Vitória S.C. colocou no jogo da Luz, mostra bem  a desfaçatez dos sem vergonha. Mesmo com nomeações à la carte eles têm medo e só querem que lhe estendam a passadeira e de preferência ainda lhes ofereçam pasteis de Belém às meias dúzias.

F.C.Porto 1 - Sporting C.P. 3. Uma fotografia perfeita da época


Este jogo foi uma fotografia perfeita do que tem sido a época do F.C.Porto, incluindo as críticas, justas, mas notoriamente tardias do presidente Pinto da Costa ao árbitro e aos árbitros.
Atalhando caminho, primeira nota: o Sporting tem uma excelente equipa, uma equipa consistente, vou mais longe, é melhor do campeonato. Tem organização, processos consolidados, tem dinâmica, raramente se desequilibra, tem uma defesa que sem ser famosa coloca-se bem, marca bem, não dá grandes abébias, beneficia do apoio de um meio-campo que ajuda muito, ao mesmo tempo se solta para apoiar o ataque, um ponta-de-lança que é um luxo, mais um ou dois jogadores bons de bola, Adrien e Bryan Ruiz, que trabalham muito, um craque, João Mário.
Segunda nota: foi um excelente clássico. Um jogo bem disputado e bem jogado, correcto, intenso, equilibrado, com emoção, bola cá bola lá, ganhou o Sporting e acaba por ganhar bem, embora com um resultado que penaliza demasiado os Dragões.
Terceira nota: porque perdeu o F.C.Porto? Porque não tendo uma equipa tão compacta, tão organizada, tão equilibrada e com a qualidade de jogo do Sporting, os bons jogadores dos azuis e brancos perdem-se na falta de equipa e são quase obrigados a fazer tudo sozinhos, parecem claramente piores do que são. Aquilo que o Sporting faz com facilidade e naturalidade, o F.C.Porto faz em sacrifício, com esforço, de forma atabalhoada. Neles a bola corre, nós corremos com a bola. Perdeu também e tem sido recorrente, porque deu três brindes que lhe custaram caro, não teve nas oportunidades que criou, eficácia.
Quarta nota: mais uma vez, um árbitro prejudicou o F.C.Porto. Artur Soares Dias encolheu-se, acobardou-se, já tinha marcado um penalty, foi pressionadíssimo - é extraordinário como mesmo em nossa casa os adversários pressionam os árbitros... é notável como aquele cagalhão mal cagado do Octávio Lacrau Machado, reclama, reclama e torna a reclamar e continua a não sofrer quaisquer consequências -, não marcou o segundo, um autêntico roubo de igreja, tão clara foi a falta sobre Aboubakar.
Quinta nota: esta realidade é dura, mas significativa e explica porque estamos a 13 pontos do Sporting e a 15 do Benfica. Uma diferença tão grande para os dois primeiros classificados é algo que já não me lembro quando aconteceu...
Última nota: este jogo, como disse no título, uma fotografia perfeita do que foi esta época do F.C.Porto, mostrou claramente onde é preciso mudar para que 2016/2017 seja muito diferente e para melhor. Nem preciso de dizer onde é preciso mudar... para bom entendedor meia palavra basta.

PS - Nada a apontar na atitude do conjunto de José Peseiro na tarde de hoje.

O multifacetado artista, "Picareta", vem à cidade Invicta


O "Picareta" é um fenómeno sem paralelo no futebol português. Ele atira em tudo que mexe. Comentadores, colunistas, paineleiros, amigos, ex-amigos, inimigos, treinadores, jogadores, dirigentes, ex-dirigentes, árbitros e ex-árbitros que comentam arbitragem, seja na rádio, televisão, jornais ou através do facebook, o "Picareta" tem sempre um número diferente para apresentar, uma palavra para todos. Os viscondes deliram com o "Picareta" e de uma forma democrática, tanto delira o que bebe a pior zurrapa, como o que apaga as mágoas num bom Cutty Sark; o que come umas petingas com arroz de tomate, como o que come a melhor e mais bem preparada das lagostas; o que fuma um belo Cohiba, como o que fuma uma beata apanhada do chão. Meus amigos, o circo com o "Picareta" como principal figura, vem à cidade Invicta e todos os cuidados são poucos. Sim, lembrem-se do que aconteceu há anos atrás quando cerca de uma centena de valentes leões se soltaram e ao descerem a Alameda do Dragão provocaram o caos. Não facilitemos.

Jorge Nuno Pinto da Costa:"Maicon será recebido de braços abertos"


O presidente do F.C.Porto em entrevista ao JN, disse: "Maicon será recebido de braços abertos, no F.C.Porto não há pena de morte".
Porque não se pode desvalorizar activos; é preciso passar mensagens, enviar sinais para acabar com alguma excitação made in S.Paulo; e é importante mostrar quem é o dono da bola; não me choca, até acho natural e compreendo a declaração do presidente sobre Maicon. Mas apenas nesse contexto. Porque se estou de acordo que no F.C.Porto não há penas de morte, também acho que há ou devia haver linhas que não se podem pisar. Se por um lado erros grosseiros, qualquer um comete e mesmo que Maicon fosse useiro e vezeiro em os cometer - abordando lances com uma displicência que já custaram um preço alto ao F.C.Porto, o último dos quais teve consequências que não se podem contabilizar com certezas -, não seria caso para nunca mais envergar a camisola do F.C.Porto, já o facto de sair do campo, simulando uma lesão para disfarçar o erro cometido e numa altura que era o capitão, não devia ter perdão. Portanto e para mim: o regresso de Maicon seria um péssimo sinal para o futuro que queremos seja diferente e para melhor do que o passado recente. Não se podem recuperar valores que sempre foram a nossa imagem de marca e que faziam a diferença, pactuando com atitudes que são a antítese dos valores que sempre defendemos. Claro que devemos zelar pelos interesses do F.C.Porto e procurar uma solução que não nos penalize, mas nunca à custa da ultrapassagem de certos limites que Maicon ultrapassou.

Miguel Sousa Tavares:
«É muito reveladora a entrevista que Pinto da Costa deu há oito dias ao inevitável Porto Canal, após a sua vitória naquela ESPÉCIE DE ELEIÇÕES QUE HOUVE LÁ EM CIMA".
A petulância e a arrogância deste artista, cuja a única forma de manifestação de portismo vai muito pouco para além de uns artigos pagos a peso de ouro, num jornal descaramente vermelho, sem ética e sem deontologia, onde o que importa é vender papel nem que seja à custa de banha da cobra, da mentira e da mais descarada especulação, é uma coisa do outro mundo. O freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, não diria melhor.

Bruno Paixão no Benfica versus Vitória S.C.. A isto chama-se coerência até ao fim. Vítor Pereira e sus muchachos não facilitam nada!

Sporting? Obviamente e como sempre, para vencer!


Sim, sim e sim! Porque independentemente de todas as antipatias e ódios de estimação, há uma coisa que esta acima disso tudo: o amor pelo F.C.Porto. E o amor pelo F.C.Porto não se compadece com desejos de derrota, seja em que circunstâncias for.

Não gosto do Benfica, tenho-o demonstrado sistematicamente desde que o tasco abriu e cujo o epicentro foi a miserável tentativa de nos colocarem fora da Champions League.
São o clube do regime, com tudo o que isso significa, desde terem todas as mordomias do poder, a contarem sempre com uma comunicação social subserviente, submissa e de cócoras, que lhes faz todos os fretes, extrapolando ou omitindo ao sabor das conveniências vermelhas e sempre com um critério vergonhoso e prostituído onde os exemplos abundam. Não gosto do cinismo e hipocrisia de quem bate no peito para apregoar a moral e os bons costumes e por trás da cortina faz trinta por uma linha. Não gosto de quem não admite que coloquem em causa o mérito dos seus triunfos, mas nunca tem uma palavra de desportivismo quando são os outros a ganhar. Pelo contrário, faz avançar os seus peões de brega para fazer ruído e diminuir os sucessos alheios. Não gosto de "Chouriços", "Senadores Patetas", Figueiredos, Capristanos, Ramos, Antunes, Goberns, Guerras e afins, uma espécie de máquina de propaganda sempre com a agenda na ponta da língua para, sem pudor, atacar tudo e todos os que se atravessam no caminho do clube da Freguesia de Carnide. E podia continuar... os exemplos são diários. Basta comparar o chinfrim porque o União poupou jogadores em Alvalade, com o silêncio quando o Vitória F.C. fez o mesmo na Luz. Ou a polémica com as datas das meias-finais e final da Taça da Liga, onde a vontade dos vermelhos da Luz, como sempre, prevaleceu e vai prevalecer.

Mas também não gosto dos viscondes que só não faliram, porque escandalosamente alguém lhes pôs a mão por baixo. Da sua pretensa superioridade intelectual e moral, quando são como os outros. Da sua choradeira e gritaria constante, numa campanha sistemática de vitimização, sempre coçando para dentro e da qual têm recolhido fartos benefícios, nem que para isso transformem aquilo que todos vêem como preto, em branco. Sem esquecer este presidente truculento e sem educação, que mal chegou, começou logo a disparar contra o F.C.Porto e quem o dirige. Como também não esqueço o comportamento rasca quando na Taça da Liga queriam ganhar na secretaria o que perderam no campo. Isto só para falar do passado mais recente... Não, não me esqueci do seu actual treinador, esse fanfarrão, arrogante, prepotente e bazófias, capaz de dizer com um ar muito sério: "Em 8 meses já paguei o meu contrato de 3 anos", esquecendo que em comparação com Leonardo Jardim, que pode ter conseguido o mesmo, fica muito mais caro aos lagartos.
Portanto, não gosto de uns e outros. E se até preferia que o título fosse para Alvalade, agora não às custas de uma derrota do F.C.Porto no jogo do próximo sábado.

Vi hoje no Dragões Diário, peça assinada pelo João Queiroz, aqui, que o Jogo foi ouvir João Ricardo Pateiro, a propósito da eleição de Pinto da Costa. Uau! É como digo, todo o pingarelho deu palpites e botou faladura. Esse misto de jornalista, cantor pimba e chico esperto - aquela ideia de cantar os golos... ui, foi a verdadeira descoberta da pólvora. Como o artista é democrático, tanto canta os golos de Gaitán como de Aboubakar ou Slimani, todos ficam contentes, alguns portistas até simpatizam com ele. Mas como eu o conheço de gingeira, desde o tempo que ele andou na TVI à caça de Paulinho Santos, sei que é vermelho carregado, amigo do peito e muito querido do benfiquista de Paredes, digo:
- Ó Pateiro, a mim não me enganas tu!

A.Académica 1 - F.C.Porto 2. Tudo somado, a vitória é justa, mas a exibição não foi grande coisa


Depois de um jogo bem conseguido na jornada anterior frente ao Nacional e que criou boas expectativas no universo azul e branco para a vista a Coimbra, o F.C.Porto voltou a ganhar, mas as expectativas não se cumpriram, ao contrário da semana passada, a exibição não foi grande coisa... embora, tudo somado e com boa vontade, a vitória tenha sido justa.

Uma primeira-parte dominada pelo F.C.Porto, mas pouca dinâmica, pouca intensidade, pouca assertividade a passar e a definir, pouca profundidade, pouca contundência no último terço, lances verdadeiramente perigosos, um ou dois, voltou a faltar ataque nos 45 minutos iniciais. E como a Académica na primeira vez que subiu com algum perigo, conquistou um livre perto da área e marcou, Dragões mais uma vez a terem de correr atrás do prejuízo. Fizeram-no, mas mantendo os mesmos defeitos que tinham exibido até ao golo de Pedro Nuno, raramente foram capazes de colocar a baliza dos estudantes em perigo. Estava o jogo assim, o F.C.Porto a dominar, mas a Académica confortável, quando aos 37 minutos e num lance de inspiração de Rúben Neves, ele que até não estava muito feliz, o conjunto de José Peseiro chegou ao empate, colocou alguma justiça no resultado.
 
Com as equipas empatadas e tudo em aberto para a etapa complementar, o treinador do F.C.Porto apostou de início no mesmo onze e parecia que os Dragões vinham mais rápidos e determinados, mas foi sol de pouca dura. Rapidamente o ritmo abrandou, o F.C.Porto tinha mais bola, mas chegava à zona de finalização e faltava sempre qualquer coisa. Ou era o ponta-de-lança que não estava no sítio certo; ou havia um toque a mais; ou a assistência era feita de forma defeituosa; ou quando sobrava para s segundas linhas, os remates eram sempre para longe da baliza; ou faltou acreditar, como acreditou Maxi ao minuto 53, mas apenas ele. Vendo que assim não chegava lá e que com o jogo partido havia mais espaços, Peseiro tirou Varela - hoje esteve na fase do 8, depois de ter estado na do 80 na semana anterior - e meteu Brahimi. O argelino procurou agitar, conseguiu, tanto que ao colocar a bola em André Silva, este não lhe tocou, mas atrapalhou o guarda-redes e golo. Em vantagem a partir do minuto 66 e com os estudantes a precisarem de arriscar, a  equipa do F.C.Porto podia e devia ter tirado partido disso, marcado o terceiro, acabado com o jogo. Não conseguiu e pior, não foi capaz de controlar o jogo, a Académica acreditou, chegou várias vezes à frente com perigo, podia ter empatado, resultado que talvez penalizasse os Dragões, mas não muito.
Resumindo, vitória apertada do F.C.Porto, mas exibição longe da conseguida na jornada anterior.

Notas finais:
Muito bem Maxi. Raça, crença, sempre em ritmo alto, começaram nele e foram dele algumas das poucas oportunidades que o conjunto da Invicta conseguiu na tarde de hoje.

Cãibras num jogo de ritmo baixo e com a equipa a jogar apenas de semana a semana, é estranho, mas como não sou especialista não especulo.

Saúde-se o regresso de André André, depois de uma longa paragem.

Quanto aos dois rookies, Francisco Ramos entrou num período difícil, foi na onda, acusou a responsabilidade e errou passes fáceis. André Silva trabalha muito e não dá uma jogada por perdida, mas precisa de melhorar a recepção, a capacidade para segurar a bola e o passe.
Espero que na ânsia de colocar gente da formação na equipa principal, não leve a exigir ao jovem ponta-de-lança, coisas que ele ainda não pode dar. Acredito que André Silva pode ser o futuro, mas no momento ainda não dá à equipa aquilo que ela necessita. Espero que a gestão do jovem André esteja a ser feita com critério.

Parabéns aos nossos amigos açorianos do Fonte Bastardo, campeões nacionais de Voleibol, título conquistado no pavilhão da Luz. Espero que tenham podido festejar. Se os tacos não precisam de ser regados e por isso o risco de ficarem todos molhados, não se colocava, as luzes podem ser sempre apagadas a qualquer momento.

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