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F.C.Porto 3 - Moreirense 0. Hat-trick de Aboubakar contra um calor de ananases


Com o Dragão novamente cheio, 46.509 espectadores, debaixo de um calor abrasador, de ananases, como dizia Eça de Queiroz; após um hino cantado à capela, num momento muito bonito, daqueles que arrepiam mesmo os mais traquejados e habituados há muito a estes acontecimentos; e depois de um minuto de aplausos que substituíram, lamentavelmente, os antigos minutos de silêncio em que não se ouvia nem uma mosca, em memória daqueles que perderam a vida nos trágicos acontecimentos em Portugal e Espanha; F.C.Porto e Moreirense defrontaram-se e venceu, tranquilamente, justamente e sem qualquer margem para reparo, a melhor equipa.

Entrando com apenas uma alteração em relação à equipa que tinha iniciado o jogo de Tondela, Maxi no lugar de Ricardo - se bem conheço o treinador do F.C.Porto, a troca deve ter a haver com aquilo que se tem dito sobre o lateral uruguiao nos últimos tempos: Maxi perdeu espaço, nem para o banco vai; Porto quer ver-se livre de Maxi, porque ganha muito... Pronto, agora que vão dizer os entendidos, depois de Maxi aparecer como titular e Ricardo na bancada? -, os restantes 10 foram Casillas, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo e Óliver, Corona (aos 67 minutos Hernâni), Marega, Aboubakar ( Layún aos 83) e Brahimi (saiu ao intervalo e entrou Otávio), o F.C.Porto como lhe competia, entrou a dominar, encostou o Moreirense lá atrás, mas com um futebol pouco dinâmico, pouco fluído e pouco esclarecido. Marcano, Óliver, Corona e Brahimi, estavam a complicar em vez de simplificar - o internacional argelino para além disso deu sempre a ideia de estar condicionado -, a bola não circulava com a rapidez e qualidade necessária, rareavam as opções ideais, o perigo rondava a baliza de Jhonatan Luiz, mas o golo não aparecia. Quando o conjunto de Sérgio Conceição fez bem, a bola entrou no tempo certo e no espaço vazio, os desequilíbrios aconteceram, os azuis e brancos chegaram naturalmente à vantagem. Iam decorridos 18 minutos quando Aboubakar marcou o primeiro, bisou passados 3 minutos e com esse dois golos de rajada, ficou encaminhado o resultado e a conquista dos 3 pontos. A partir desse momento, confortável no jogo e no resultado, o conjunto de Sérgio Conceição arrancou para um quarto-de-hora de boa qualidade e em que podia e merecia ter dilatado a vantagem. Não dilatou no seu melhor período e como no restante tempo até ao intervalo alguns, os mesmos que emperraram até ao golo inaugural, resolverem ligar o complicador, o que saía naturalmente começou a não sair, a vantagem continuou nos dois golos, quando com mais calma a passar, mais assertividade a definir e a finalizar, o F.C.Porto podia ter construído uma margem mais dilatada no final dos 45 minutos.
 
Na segunda-parte, já sem Brahimi - entrou Otávio que começou na esquerda, mas rapidamente passou para o meio, descaindo Marega para o lado esquerdo do ataque - e perante um Moreirense totalmente inofensivo, também muito pelo efeito do calor, o F.C.Porto nunca sentiu necessidade de acelerar, foi gerindo a vantagem, o jogo arrastou-se, apenas mais um golo de Aboubakar quebrou a monotonia e colocou o marcador num resultado mais condizente com o domínio e a superioridade portista.

Resumindo:
A exibição não foi nada de especial - há uma atenuante de monta: jogar com um calor como esteve hoje é muito complicado...-, mas a vitória foi sem discussão. Somamos mais três pontos, foi mais um jogo sem sofrer golos. Não fizemos nada de especial, mas fizemos o que era preciso fazer até este momento. E quando é assim...

O Benfica é como o eucalipto. (Tenta) Seca(r) tudo à volta para reinar sozinho


Nos últimos anos o futebol português vive sob um estado lampiânico arrogante, prepotente, com os  delírios de grandeza típicos do mais maior, melhor, grande clube do universo. O Benfica é como o eucalipto. Tenta secar tudo à volta para reinar sozinho. O estado lampiânico sonha com um futebol português à imagem do futebol grego, em que o clube do regime lá do sítio, o Olympiakos, venceu 10 dos 11 últimos campeonatos. Isso seria maravilhoso, Portugal estaria sempre em festa e isso agradaria ao poder político, à comunicação social, à FPF e até a LPFP, apesar de uma ou outra resistência.
Sim, porque o que se está a passar actualmente só é possível porque o Benfica conta com a cumplicidade de um poder político submisso e tolhido pelo mito dos seis milhões e a quem agrada o sucesso do clube do regime; com a colaboração de uma comunicação social cobarde e sem vergonha na cara, que, salvo raríssimas excepções, está capturada, de cócoras e ao serviço do Benfica; uma FPF cujo líder, Fernando Gomes, mesmo perante factos gravíssimos faz silêncio. E não é por acaso. O presidente da FPF sabe muito bem que agora é muito elogiado e muito badalado, porque este ciclo é de domínio do Benfica. Tivesse a FPF o mesmo sucesso, mas fosse este um período de hegemonia portista e há muito que o estado de graça de Fernando Gomes já tinha passado à história. Basta ver como reage o grande devedor, condenado por roubo e amigo de traficante de droga, quando as coisas num determinado momento não correm a favor do clube do regime; basta recordar a falta de respeito do Benfica no boicote à Gala Quinas de Ouro da FPF; o que disse o leitor Vieira no almoço que antecedeu a Supertaça; ou lembrar que à mais pequena brisa que perturbe o clube do regime, logo vêm  os propagandistas colocar em causa Fernando Gomes, não deixando de o conotar como portista e até vão mais longe, lá vem o estigma do Apito Dourado. Já a LPFP bem quer fazer alguma coisa, mas com os tentáculos do estado lampiânico espalhados por muitos clubes da 1ª e 2ª Liga, fica difícil passar qualquer ideia, alteração que seja contra a vontade do clube do regime.

Um bom exemplo do cinismo, hipocrisia, desfaçatez e falta de coragem de alguns artistas da escrita e da palavra.
Disputaram-se apenas duas jornadas do campeonato, F.C.Porto, Benfica e Sporting ganharam os seus jogos, juntamente com o Rio Ave que também conseguiu o pleno, já lideram. Suficiente para que alguns entendidos se mostrem preocupados. Dizem eles que o fosso entre os três grandes e os restantes clubes é cada vez maior, culpa de Dragões, leões e águias. Que o fosso seja cada vez maior e por causa disso a competitividade seja pouca e que depois isso se reflita nas provas europeias, não serei eu a discordar, como não discordo que isso seja reflexo de uma negociação dos direitos televisivos desproporcionada. Mas incapazes de por nomes aos bois, apontar o principal culpado, arranjam sempre mais culpados, mesmo que seja claro quem é o principal responsável por alguns problemas que afectam o futebol português. A quem se deveu não haver centralização dos direitos televisivos? Quem do alto da sua arrogância achou que conseguiria um contrato de tal forma superior a F.C.Porto e Sporting que afastava a concorrência, cavava um fosso tão profundo que Dragões e leões ficariam numa situação de tal forma complicada que apenas se limitariam a discutir o segundo lugar? O que fez a comunicação social nessa altura, para além de cavalgar a onda e lamber Vieira e seus pares? O que faz a comunicação social agora perante acontecimentos gravíssimos com origem na Luz, já denunciados? Nada. De forma rasteira, própria de homitos sem coluna vertebral, estão preocupados com o clima que se instalou, com uma clubite cada vez mais exacerbada. Claro, era vê-los passar por cima do penta e já apontar para o hexa e nada nem ninguém pode perturbar o desígnio nacional, penta, hexa... até eles se contentarem e quem sabe, deixar uma ou outra migalha para F.C.Porto e Sporting.

Assumimos as nossas culpas, estamos a pagar pelos erros cometidos. Mas apesar disso, se neste país e neste futebol, um não fosse o filho querido e os outros enteados, não vivessemos sob a influência de um estado lampiânico promíscuo e com métodos muito pouco sérios - fossem outros os intervenientes e já teria sido um corrupio de pedidos a pedir justiça, Porto e Pinto da Costa condenados às masmorras na praça publica; outro galo já teria cantado e a história dos últimos quatro campeonatos seria bem diferente.

Nota final:
Benfica e Belenenses defrontam-se no sábado na Luz e já começaram a trocar miminhos, num exemplo de fair-play digno de registo. Pena que depois, no campo, os miminhos e o fair-play só tenham uma via, a via azul. Nas três últimas épocas, seis jogos, seis vitórias do Benfica, 22 golos marcados e zero sofridos. Tantos miminhos e fair-play até comove. Mas sem Miguel Rosa e com Domingos Paciência no banco do Belenenses... pode ser que as coisas mudem um bocadinho...

Repito: isto não vai lá com paninhos quentes...

Quem és tu, Grande Dragão?

O Benfica joga com todos os partidos, disse o director de comunicação e informação do F.C.Porto, Francisco J. Marques, ontem no Universo Porto - da Bancada. Claro, mas isso é novidade? Não, não é, não é por acaso que o Benfica é o clube do regime. E o que pensa fazer o F.C.Porto para além do que vai dizendo no programa das terças-feiras no Porto Canal?

O que se dizia sobre promiscuidade entre política e futebol quando algum político, mesmo que fosse o presidente da Câmara do Porto, era visto na Tribuna do Dragão? Porque foi que um rio virou herói nacional? E o que se vê agora? Pois, vê-se o grande devedor, o condenado por roubo, o amigo do traficante, ladeado por altas figuras do estado. E o que faz o F.C.Porto para além do que vai dizendo do programa das terças-feiras no Porto Canal?

Ronaldo apanhou 5 jogos por, vítima de uma decisão incorrecta do árbitro - até pode não ter sido penalty, mas não houve simulação nenhuma -, ter-lhe dado um leve empurrão. Luisão cresceu para Nuno Almeida, encostou-lhe a testa e nem amarelo. OK, essa questão até já tinha sido tratada, mas pergunto: apresentou na altura o F.C.Porto uma participação sobre o assunto à Conselho de Disciplina? Idem para a provocação com agressão do palhaço Bambi a NES? Ou sobre o lance de Samaris com Alex Telles?

É alguma surpresa para alguém que Ricardo Costa, o Pavão Vermelho, desde que chegou ao futebol esteve sempre vestido de encarnado? Não chegaram as malfeitorias que fez ao F.C.Porto quer no Apito Final quer no chamado caso do túnel? Porque não reagiu imediatamente e com vigor, lançando sobre ele um incidente de suspeição, o F.C.Porto, quando soube que o Pavão Vermelho ia para o TAD?

A Bola extrapola, branqueia, ignora, provoca, faz trinta por uma linha. Queixamo-nos e depois o que vemos? Vemos jornalistas da Bola Tv nas conferências de imprensa de antevisão a fazer perguntas e a ter respostas.

Podia continuar e continuar... mas não vale a pena.
O F.C.Porto é um grande clube, tem milhões de adeptos. Ou usa essa força e esse poder, dá um forte murro na mesa, faz-se ouvir junto de quem de direito, ou tudo vai continuar na mesma. E eu começo a ficar cansado de andar a bater sempre na mesma tecla e não ver nenhuma consequência.

Ainda sobre o jogo de ontem...


Nota:
Parece que a cada início de época tenho de repetir sempre as mesmas coisas, mas pronto... Enquanto o tasco existir, o tasqueiro vai sempre dizer aquilo que pensa. Se gosta diz que gosta, se não gosta diz que não gosta. Claro que é apenas a opinião de um treinador de bancada, vale o que vale, mas dizer apenas, ganhamos, óptimo, mais nada, não faz sentido. Para isso não valia a pena continuar, já tinha abandonado os picões há muito...

É óbvio que o mais importante é ganhar, é ganhando mesmo quando se joga mal que muitas vezes faz a diferença nas contas finais. E o F.C.Porto já não ganha há demasiado tempo - o ciclo mais longo sem vencer o campeonato no  consulado de Jorge Nuno Pinto da Costa que já tem mais de 35 anos - para se poder dar ao luxo de querer ganhar com show de bola e nota artística, mesmo que quem joga bem esteja sempre mais perto de vencer. É óbvio também que, por razões já muito badaladas e que não adianta repetir - mais que olhar para trás, importa olhar para a frente -, não temos um plantel extraordinário e não tendo um plantel tão mau como alguns dizem, mais dois ou três jogadores de qualidade seriam muito bem-vindos. E o F.C.Porto no passado venceu campeonatos mesmo quando não tinha, nem de perto nem de longe, o melhor plantel nem a melhor equipa, mas tinha aquilo que pode fazer a diferença esta temporada, tinha raça, alma, união, solidariedade, o lema era um por todos e todos por um, um colectivo forte. Dito isto, vamos lá falar do jogo de ontem com mais calma.

Primeira nota:
Não jogando bem, para mim isso é claro, o F.C.Porto venceu com justiça e sem polémica. Olhando para alguns lances, cargas sobre Marega ou sobre Ricardo, deixaram muitas dúvidas, no primeiro lance do maliano - também li malinês -, não percebo como há quem diga que é falta, mas fora da área, como disse Duarte Gomes, o nosso amigo Dudu. Não percebo também como Fábio Veríssimo não pediu ajuda do vídeo-árbitro no Benfica - Braga, lance de Ricardo Horta, mas pediu no de Vincent Aboubakar muito mais claro.

Segunda nota:
Estes jogadores já provaram esta época que são capazes de pressionar, passar e circular melhor; já provaram que são capazes de ter mais dinâmica e intensidade de jogo, fazer melhores opções, definir com mais critério, simplificar. Ontem não conseguiram, daí um jogo mais difícil, uma exibição menos positiva. Esta cultura de dizer que é branco quando é branco e preto quando é preto, repito, não é apenas minha, é, atrevo-me a dizer, nossa, não se pode perder, nunca! Foi assim que chegamos até a um patamar que em Portugal ninguém conseguiu alcançar, é minha convicção que só assim é possível recuperar aquilo que perdemos nos últimos anos. É preciso ter noção da realidade e do que se pode pedir, quando se deve exigir mais ou menos, ser tolerante quando as coisas não correm bem, se isso não for a regra, for a excepção, mas este é o caminho.

Terceira nota:
E porque conheço minimamente o treinador do F.C.Porto, tenho a certeza que Sérgio Conceição vai rever o jogo, vai transmitir aos jogadores que não podem errar tantos passes, complicar tanto, definir e optar tão mal, complicar em vez de simplificar. O futebol é um jogo simples, ir para cima no um para um ou até para dois, OK, passar por meia equipa adversária só resulta de longe a longe; andar com a bola quando o colega está sozinho, é má ideia; como má ideia é demorar a tocar, em vez de soltar no espaço vazio. Sérgio vai mostrar o que esteve mal, corrigir, para melhorar o rendimento da equipa, tendo como paradigma, por exemplo, a forma como os seus pupilos jogaram frente ao Estoril. E os jogadores vão perceber e já no próximo jogo não vão repetir os mesmos erros.

Nota final:
Acho que a equipa também acusou algum cansaço, fruto de uma pré-época forte, um jogo a meio da semana, uma forma de jogar exigente. Há jogadores, Brahimi e Corona, por exemplo, que ainda não têm capacidade física para aguentar em ritmo alto as exigências de atacar, mas também ajudar a defender, que lhes são pedidas.
Quando há cansaço a cabeça funciona pior, perde-se concentração, rigor, capacidade de pensar e executar melhor.

C.D.Tondela 0 - F.C.Porto 1. Vitória importante, mas não podemos errar tantos passes, complicar, definir tão mal


Depois de na época passada ter perdido pontos em jogos frente a equipas consideradas mais fracas, incluindo o adversário desta noite, havia a expectativa de saber se de facto havia um Porto diferente, capaz de manter o nível que apresentou no último jogo em casa ou continua a haver um Porto que quando sai do Dragão perde capacidades. Hoje, frente ao Tondela, ao contrário do que aconteceu na temporada anterior, pelo menos deu para ganhar e isso é o mais importante, mas a exibição deixou a desejar e temos de esperar pelos próximos jogos para ter resposta às nossas dúvidas.
As razões para tantas dificuldades explicam-se na quantidade enorme de passes errados, na tendência de alguns jogadores para complicar em vez de simplificar, na incapacidade para definir melhor no último terço e em lances que com melhores opções, mais critério, podiam ter terminado em golo.

Entrando com Iker Casillas, Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles, Óliver e Danilo, Corona, Marega, Aboubakar e Brahimi, o F.C.Porto rapidamente passou a ter mais bola, superiorizar-se, mas faltou aquilo que tão bem tinha feito nos jogos anteriores: pressão, dinâmica, um jogo fluído, capacidade para criar problemas ao adversário, obrigá-lo a cometer erros. Hoje, o futebol portista saía encrencado, trapalhão, em esforço e com uma quantidade de passes errados que tornam difícil a tarefa do mais forte, facilitam a vida ao mais fraco. Tirando uma boa jogada individual de Corona e um remate de Brahimi, até ao golo que lhe deu vantagem - Aboubakar, iam decorridos 35 minutos -, nunca o F.C.Porto foi aquela equipa forte, intensa e ameaçadora dos últimos jogos. É verdade que era superior, tinha mais bola, mas raramente as jogadas saíam com a qualidade que se esperava, nunca a equipa de Sérgio Conceição deixou a de Pepa em grandes dificuldades. Se ao intervalo a vantagem portista podia ser considerada justa, se quando as equipas regressaram ao balneário estivessem empatadas não seria razão para falar de resultado enganador.

Na segunda-parte e durante 25 minutos, foi um Porto melhor, mas com muitos dos mesmos pecados da primeira, continuava a faltar sempre qualquer coisa no jogo dos azuis e brancos. Aboubakar atirou ao poste e Marega obrigou Claudio Ramos a uma grande defesa, nas melhores ocasiões do F.C.Porto na etapa complementar. E como a diferença mínima persistia e o jogo dos Dragões não era famoso, o Tondela acreditou, lutou, criou alguns lances de perigo, quase a acabar podia ter chegado ao empate. Seria injusto, é verdade, mas fica o aviso.
É preciso olhar bem para este jogo, perceber como foi possível errar tantos passes, fazer tantas e tão más opções, falhar tanto na hora de definir, momento que podia e devia, com mais assertividade, ter permitido ao F.C.Porto não ter de sofrer para conquistar os 3 pontos.
Depois de uma pré-época forte e jogo na última quarta-feira, é natural um certo desgaste. Mas também por isso a palavra é simplificar, tocar bem e soltar no momento certo e encontrando a melhor opção.

Registe-se, mais uma vez, o forte apoio à equipa por parte dos adeptos do F.C.Porto.

C.D.Tondela - F.C.Porto. Começar a acabar com a ideia de um Dragão menos forte nos jogos fora


Depois de uma excelente exibição e uma vitória, com goleada, na 1ª jornada, o F.C.Porto viaja até Tondela para defrontar o clube local, onde na época passada deixou 2 pontos. Como os jogos fora de casa foram na temporada anterior o calcanhar de Aquiles, de Nuno Espírito Santo, não admira que a questão tenha sido colocada a Sérgio Conceição na conferência de imprensa de antevisão. Sérgio não fugiu à questão e mais uma vez foi direito ao assunto com a frontalidade que o caracteriza. Disse o treinador do F.C.Porto:
«Jogar fora ou em casa, para mim, é igual. A única diferença é o número de adeptos do FC Porto, mas sei que em Tondela também vão estar muitos. Espero que o mar azul continue. A nossa forma de encarar os jogos será exatamente igual em casa ou fora. Preparamos os jogos da mesma forma, com um ou outro ponto diferente em função do adversário. Os jogadores sabem o que quero e não há nem pode haver diferenças a jogar em casa ou fora».
Como cada vez há menos razões para desconfianças, acredito que amanhã, no Estádio João Cardoso, perante mais uma maré cheia de azul e branco, o F.C.Porto não ficará à espera que aconteça, vai tentar fazer acontecer o mais depressa possível.

Guarda-redes: Iker Casillas e José Sá;
Defesas: Ricardo, Maxi, Felipe, Marcano, Reyes, Alex Telles e Layún;
Médios: Danilo, Herrera, Óliver, André André e Otávio;
Avançados: Corona, Hernâni, Brahimi, Rui Pedro, Marega e Aboubakar.

Equipa provável:
Casillas, Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Óliver, Corona, Marega, Aboubakar e Brahimi. 
 

Ferreira Nunes, vulgo Frankc Vargas, o mais querido de todos os meninos


Ferreira Nunes, vulgo Frankc Vargas, é o mais querido de todos os meninos - para ler clicar nas imagens da esquerda.
Este verdadeiro artista que foi durante anos o responsável pelas classificações dos árbitros, promoveu e despromoveu juízes ao sabor de certos interesses, enquanto alguns chegavam a internacionais, sabe-se também porquê, mesmo estando afastado de funções no sector ainda continua a intervir, a fazer as coisas pelo outro lado. Criou um perfil falso e como Frankc Vargas, mandou e-mails aos árbitros na tentativa que se virassem contra o Conselho de Arbitragem(CA). Para além disso, passa facturas ao Benfica; reúne com Paulo Gonçalves assessor jurídico da SAD do clube do regime; é presença assídua nos camarotes da Luz; resumindo, é, mesmo de fora, um tentáculo do polvo que continua a ter influência.
Se perante tudo o que ultimamente se sabe, conjugado com algumas decisões controversas e de que um dos exemplos mais flagrantes é Marco Ferreira - recorde-se: árbitro internacional, tido em conta, tanto que até foi nomeado para arbitrar a final da Taça de Portugal, mas que veio a ser despromovido -, as entidades desportivas e judiciais, não agirem, então, por mais que tentemos dificilmente conseguiremos

Vou-me repetir, mas pela importância, tenho de voltar à carga sobre o lance que daria o segundo golo do S.C.Braga no jogo da Luz frente ao Benfica - não está em causa a vitória do clube do regime, note-se, note-se também e aqui nem sei se deva estranhar, o silêncio de António Salvador sobre o assunto.
Não é preciso puxar de galões, nem fazer grandes filmes, utilizando linhas e mais linhas, para concluir que o golo de Ricardo Horta é perfeitamente legal. Mas, mesmo com vídeo-árbitro(VAR), o facto é que o golo não contou. E portanto é preciso esclarecer, continuar a pedir explicações.
Quando se soube que a BTV ia continuar a transmitir os jogos do Benfica, disputados em casa - uma originalidade portuguesa, em mais nenhum outro clube e campeonato, no mundo, se faz o mesmo, mas FPF e Liga assobiam para o lado -, o sentimento de repúdio pela continuação do escândalo, pelo menos entre o universo portista, logo se fez notar, as desconfianças que já vinham de trás, intensificaram-se. Não foi preciso esperar muito, bastou apenas um jogo, o primeiro transmitido pela televisão do regime, para que coisas estranhas acontecessem e os nossos receios ficassem totalmente justificados. Assim, como já tinha dito, importa perguntar a quem de direito, CA, o seguinte:
Que imagens foram facultadas ao VAR no lance em referência? Foram facultadas, em tempo útil, imagens claras para que o VAR exercesse a sua função de ajudar o árbitro? Para que a suspeição não continue é importante que fiquemos a saber se a responsabilidade é dos homens que estavam no VAR ou da transmissão da BTV. Para além do CA, também a Liga e principalmente a FPF, porque investiu muito dinheiro em nome da transparência, têm de se mostrar interessados em saber a verdade.

Já há uma posição do CA sobre o lance do golo anulado ao S.C.Braga, diz o seguinte:
«Não é claro que o jogador do Sp. Braga esteja em posição regular no momento do passe, pelo que não é dada indicação ao árbitro para reverter a decisão ou visionar junto do relvado. O lance é de dúvida, prevalece a decisão tomada pela equipa de arbitragem».
Óbvio que não é claro, com as imagens facultadas ao VAR no momento do jogo. Mas com as imagens que já existem e estão aí, a questão passa a ser outra e é muito simples:
Com as transmissões da BTV não estão reunidas as condições para o VAR funcionar em pleno. Sobre isso o CA disse... nada!

Também já há uma posição do Benfica sobre as polémicas dos últimos dias - aqui.
Cada vez mais entalado com factos concretos, que o colocam muitíssimo mal na fotografia, numa espécie de cada cavadela cada minhoca, o clube do regime não é capaz de desmentir nada, volta com a mesma argumentação de sempre, mais conversa da treta.

Nota final:
Martins Indi deixa o F.C.Porto e vai para os ingleses do Stoke City, dizem, por 7.7 milhões de euros. Esta verba mais o valor do empréstimo - penso que cerca de 2 milhões -, não sendo um grande negócio, também porque o jogador estava em final de contrato, foi o negócio possível e pelo menos cobriu o investimento.
Como Reyes está numa situação semelhante, podemos vir a ter um problema central.
Embora Marcano também só tenha contrato até ao final desta época, foi um investimentos muito menor que os dois anteriores, ficar com ele, mesmo no caso de não renovar, implica menos prejuízo.

O Porto de Sérgio Conceição tem ultrapassado as minhas expectativas


Directamente ao assunto:
Continuo no vamos indo e vamos vendo, mas e é uma constatação, não posso deixar de dizer que o Porto de Sérgio Conceição, até ao momento, tem ultrapassado as minhas expectativas. Desde Co Adriaanse que nenhum treinador me tinha deixado tão boa impressão, em tão pouco tempo, como o actual treinador do F.C.Porto.
Não se trata sequer de colocar a questão de uma equipa perfeita, isso não existe, o futebol é jogado por homens e mulheres, logo o erro faz parte do processo, e até mesmo aquelas que mais se aproximaram deixaram sempre espaço para melhorar e evoluir - para mim o exemplo mais recente de equipa muito evoluída, próximo da perfeição, foi o Barcelona de Guardiola, com Messi, Xavi, Iniesta, etc. Mas trata-se de olhar para a equipa e analisar se nesta altura era possível fazer mais e melhor. Não acho. Para o tempo de trabalho que tem, pouco mais de um mês, sem qualquer reforço, o F.C.Porto está muito bem, já se nota a marca do treinador - desconfio muito daqueles treinadores que andam sempre a falar da falta tempo... E isso para quem, como era o meu caso, não conhecia o trabalho de Sérgio - nunca acompanhei as suas equipas com o cuidado devido para uma análise correcta -, é um motivo de satisfação. A equipa já tem organização e automatismos, é intensa, dinâmica, pressiona com critério, é rápida a sair e tanto sai em toque, apoiado, como estica na profundidade, tem largura, jogo interior, é vertical, mete gente na frente, está a ganhar por três quer chegar ao quarto, faz, e vai à procura do quinto.
Resumindo: esta equipa, que, repito, não tem nenhum jogador novo no F.C.Porto, já sabe o que quer e o que tem de fazer para lá chegar.
Obviamente, há coisas que têm de melhorar. Ainda há momentos em que a equipa fica desequilibrada, dá espaços que não devia - o lance que valeu o cartão a Danilo, é um bom exemplo; em que precisa de definir e melhorar a qualidade de passe, particularmente o último, aquele que sendo bem executado pode dar golo - Hernâni é o exemplo que cito: sai rápido e com a bola controlada, tem várias e boas possibilidades, escolhe uma, OK, mas depois faz o passe muito em cima e mal; falta cruzar melhor e para isso é fundamental levantar a cabeça, ver onde está a melhor opção - Alex e Ricardo chegavam bem para centrar, mas depois ou era curto ou demasiado comprido, muito para dentro, demasiado para fora; falta trabalhar os lances de bola parada, os cantos, em especial - muito para a zona do guarda-redes e aí fica difícil, é uma área protegida, qualquer toque inviabiliza a jogada; vários momentos, ainda há tendência a complicar, emperrar em vez de soltar, simplificar - Brahimi quis fazer golo de ângulo difícil quando tinha vários colegas em posição privilegiada; ontem até faltou alguma eficácia, embora esta equipa marque muitos golos.

Mas se não conhecia o trabalho de Sérgio Conceição, conhecia a sua forma de estar, a sua exigência, determinação, vontade de ganhar, mesmo a feijões, o seu discurso e como tal já tinha dito, com Sérgio acabou o cinzentismo, as frases feitas, o politicamente correcto. E como eu ando sempre a dizer que podemos empatar, até perder, nunca podemos é sair do campo deixando a sensação que não fizemos tudo para ganhar; e temos de ser capazes de vencer alguns jogos na amarra, na transcendência; só posso ficar muito contente quando oiço o treinador do F.C.Porto dizer e cito:
«Tivemos um apoio fantástico dos adeptos, estamos a criar um verdadeiro mar azul e eles são verdadeiramente o nosso 12.º jogador. É muito importante sentirmos esse apoio, esta paixão que eles sentem pelo clube e isso transmite-se para dentro do grupo de trabalho, que também sente isso. Há uma coisa que posso prometer, podemos até empatar ou mesmo perder um jogo - espero que não -, mas a atitude, a paixão, a entrega e a dedicação estarão sempre em campo
 
Agora que se iniciou a época, algumas notas, regras, para memória futura:
Posts no final dos jogos vão ter tendência para terminar. As excepções serão aqueles que começam cedo, 18 ou 19 horas. Chegar a casa em jogos que começam tarde e ir à pressa fazer o post, já não dá. Idem para os jogos fora que comecem depois das 20 horas.

Como sempre aconteceu e vai continuar a acontecer, vou sempre dizer aquilo que vejo. Quando gosto digo porque gostei, quando não gostar farei o mesmo. Será sempre a minha análise, que procurarei seja objectiva, construtiva, mas como é minha, vale o que vale. Como tal pode ser sempre contestada e criticada, desde que dentro das normas já conhecidas, isto é, respeito pelo tasqueiro, pelo F.C.Porto e quem o serve.

Como é norma do tasco, estarei sempre atento aos factores externos - como se verá já a seguir -, mas nunca deixarei de olhar para os problemas e responsabilidades internas.

Nota final:
Para todos aqueles que clamam contra este clima que não é saudável para o futebol português:
Dando de barato que vocês no passado e quando se tratou do clube que fez do vocês uns vendilhões do templo que se vendem barato, fazia pior e vocês faziam coro com ele, expliquem-me lá como pode haver paz, serenidade, um clima saudável, se mesmo com as imagens a mostrarem claramente que um golo é limpo, até o vídeo-árbitro(VAR) diz que é ilegal? Em nome do tal clima saudável, do produto e da indústria do futebol, devíamos fazer de conta que não se passa nada, quando e pela amostra, estas coisas são recorrentes e acontecem sempre em benefício do mesmo? Ou será que o problema é mesmo esse, se o beneficiado equipar de azul e branco, pode-se colocar tudo e todos em causa, falar em tributos dos árbitros, jogos viciados, etc., mas se o beneficiado for o clube do regime já não se pode tocar nem com luvas de pelica?
Porque, para evitar falatórios e para que não fiquem dúvidas no espírito de ninguém, não explica um qualquer responsável da arbitragem o que passou se no lance que seria o segundo golo do Braga?
Dudu, no panfleto da queimada, diz que dá a sensação de ser um lance legal, mas sem linhas de fora-de-jogo... Como? Então a transmissão da BTV não tem linhas de fora-de-jogo? Como é possível que nas imagens que vi na RTP sobre o lance, obviamente sem culpas da televisão pública, Seferovic  não aparecer sequer?
É, confirmam-se os meus receios expressos num dos posts anteriores e sobre as manipulações com origem na televisão do regime. O que tem a dizer sobre isto o CA? Há um clube que pode utilizar o VAR em seu benefício nos jogos em casa?

Saúde-se o regresso do presidente Pinto da Costa ao activo.
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F.C.Porto 4 - Estoril Praia 0. Dragões jogam bem, vencem e convencem, não defraudam as boas expectativas


Tinha dito no post de antevisão, o seguinte:
«Veremos agora a sério, frente ao Estoril, que é tradicionalmente um adversário difícil, se o F.C.Porto de Sérgio Conceição confirma tudo aquilo que deixou o universo portista com a convicção que há capacidade para conseguir o principal objectivo da época, o título que foge há quatro anos.»
Aquilo que se pode dizer é que confirmou e só não digo ultrapassou as melhores expectativas, porque não quero embandeirar em arco, entrar em grandes euforias. Mas uma equipa que marca sete golos - três, todos na primeira-parte, foram invalidados e parece-me que bem -, cria oportunidades flagrantes para marcar mais meia dúzia e não estou a exagerar, joga um futebol que em vários momentos do jogo chega a ser empolgante, é claramente superior e que reduz o adversário a quase nada, só pode deixar os seus 48 mil adeptos que foram ver o jogo - e os que viram pela televisão - satisfeitos, optimistas e confiantes.

Entrando com a equipa que se previa, Casillas, Ricardo, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo e Óliver(Herrera aos 81 minutos), Corona(Hernâni aos 70), Soares(Marega aos 32), Aboubakar e Brahimi, o F.C.Porto que desde cedo disse ao que ia - ainda não iam decorridos 3 minutos já Aboubakar começava a ameaçar e a falhar golos cantados -, arrancou para uma primeira-parte muito bem conseguida.
Entrando forte, dinâmico e dominador, rápido nas saídas e a circular, atacando ora pela direita, ora pela esquerda - embora o lado canhoto funcionasse melhor. Com os dois laterais em bom nível, na frente Brahimi esteve melhor que Corona -, sem esquecer o jogo interior, o conjunto de Sérgio Conceição jogava bem, não dava qualquer hipótese aos estorilistas para replicar, Casillas limitava-se a ver jogar. Só dava Porto, um Porto de nível alto, um Porto que criava e desperdiçava várias oportunidades, uma pena porque a superioridade e qualidade de jogo dos azuis e brancos merecia bem mais que apenas um golo ao fim dos 45 minutos. Porque o futebol tem desses caprichos, curiosamente, depois de em jogadas bem delineadas a bola só ter entrado na baliza de Moreira em lances irregulares, foi num deslize da defesa do Estoril, que os Dragões abriram a contagem. O autor do golo foi Marega aos 35 minutos, 3 minutos depois de ter entrado a substituir o lesionado Soares. Fez-se justiça, mesmo que relativa, a diferença mínima era um resultado escasso para tanto e tão bom Porto.

Se a primeira-parte foi boa a segunda ainda foi melhor. Sim, porque se a qualidade exibicional foi semelhante, a etapa complementar teve a abrilhantá-la três golos que valeram.
Mantendo a pressão, a dinâmica e uma velocidade de jogo e de execução já muito boas para início de época, empurrado por um público entusiasmado e crente, o F.C.Porto empolgou, logo aos aos 54 minutos Brahimi fez o segundo, passados 8 Marega bisou, aos 70 Marcano fechou a contagem num golo do vídeo-árbitro(VAR), mas que nem devia ter sido preciso o auxilio do VAR. O árbitro auxiliar devia ter visto que o capitão do F.C.Porto partiu claramente de trás. Com o resultado feito e já com Hernâni no lugar de Corona, os Dragões ainda continuaram a acelerar e na procura de mais golos, só não aconteceram porque faltou definir melhor num ou outro momento, não era o dia de Aboubakar.
É verdade que nos últimos 10 minutos a equipa perdeu gás, concentração, mas é natural, por todas as razões - jogaram em bem e em ritmo elevado muito tempo, o resultado estava mais que feito, ainda estamos na 1ª jornada - e por isso nem merece nenhum reparo.

Nota final:
Entrada em grande e entusiasmante do Porto de Sérgio Conceição, que lidera o campeonato/Liga NOS. Um futebol rápido, dinâmico, vertical e sempre com a baliza nos olhos. E como ainda estamos a começar, naturalmente ainda vai melhorar.
Que o mercado não nos pregue uma ou outra partida até ao final de Agosto

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