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Treinar o F.C.Porto é um enorme desafio? É. Se fosse fácil ia para lá eu...


No F.C.Porto já foi fácil ganhar títulos, embora os que marcaram a diferença, juntassem a títulos internos a vitórias europeias. As excepções a essas referências, para mim, foram José Maria Pedroto, infelizmente desaparecido demasiado cedo e Bobby Robson, seduzido por um convite irrecusável do Barcelona e que, acredito, tinham condições para o conseguirem. Também podia juntar a estes dois, mais alguns, o tricampeão com uma dobradinha, Manuel Jesualdo Ferreira, de quem não era particularmente fã, mas com obra digna de elogios; António Oliveira, bicampeão também com campeonato e Taça de Portugal; e um que tanto me impressionou e juntou ao currículo as duas principais provas do futebol português, de nome, Co Adriaanse. Claro, sem esquecer Vítor Pereira que herdou uma tarefa muito difícil e saiu-se bem, com dois títulos. Nessa altura dizia-se que quem treina o F.C.Porto sujeita-se a ser campeão, alguns já com carreiras bem preenchidas, só foram campeões de Dragão ao peito. Mas culpa nossa, em primeiro lugar de quem gere que não percebeu os sinais, facilitou, acreditou que havia sempre um Kelvin desconhecido que resolvia os nossos problemas e apostou num treinador que na altura que veio para o F.C.Porto não estava minimamente preparado para tão grande desafio: Paulo Fonseca. Foi o actual treinador do Shakhtar que o confessou, num gesto que só o dignificou, mesmo que haja quem pense que se não se sentia preparado devia ter recusado - discordo: quem nessa altura se atrevia a recusar um tal convite? Voltamos a não ganhar com Lopetegui, Peseiro e Nuno Espírito Santo, estamos a atravessar uma seca de quatro anos, não há dúvidas, as coisas mudaram e mudaram muito.
Sendo assim, é óbvio que treinar o F.C.Porto, neste momento, é um enorme desafio. Um desafio só para homens de barba rija, capazes de correr riscos, que juntem à competência e à coragem necessária para levar o barco a bom porto, um comprometimento total com a causa azul e branca desde o primeiro até ao último dia - se fosse fácil ia para lá eu e garanto-vos: pelo menos as conferências de imprensa não iam ser aqueles bocejos dos últimos anos. Mas se, repito, o desafio é tremendo, também é muito aliciante. O F.C.Porto é um grande clube, tem condições de trabalho ao nível das melhores do mundo, uma massa adepta exigente, cada vez mais exigente, mas também dedicada e reconhecida quando vê competência, paixão, comprometimento, profissionalismo, respeito pelo manto sagrado. Ganhar no F.C.Porto, actualmente, é deixar marca, acabar com um ciclo negativo, o mais negativo do longo consulado de Pinto da Costa, é entrar no coração do portismo. Ganhar no F.C.Porto, agora, é comer o polvo à lagareiro, dá muito mais gozo que no passado recente.
Que quem tem a tarefa de escolher, escolha bem, mas volto a carregar na mesma tecla:
Para mim, repito, a escolha do treinador vai dizer muito sobre o futuro a curto prazo do nosso clube. Pode não ser a primeira escolha, não podemos obrigar ninguém, nem entrar em loucuras, mas os critérios têm de ser os referidos.

Continua a saga, tadinho do Nuno Espírito Santo, no panfleto da queimada.
Hoje foi o penico bonzinho, que repete a história dos parabéns ao Benfica, mas diz uma coisa extraordinária, que ninguém tinha dito lá no panfleto:
O F.C.Porto deixou NES sozinho.
Andamos uma época inteira a dizer que NES teve um apoio da estrutura e dos adeptos, como nenhum dos seus antecessores e vem este bonzinho dizer que Nuno era um homem só?
Eh, pá, vocês não estranham que NES, saído do Dragão, só encontre trabalho em mais um clube cuja influência do amigo Jorge Mendes é notória? Como já tinha acontecido com o Rio Ave e Valência, agora é o Wolverhampton da segunda liga inglesa? Aliás, clube para onde ia na época passada quando e sabe-se lá porquê, Jorge Nuno Pinto da Costa o foi resgatar para o F.C.Porto?

O espaço dedicado às criancinhas, hoje é dedicado a Rui Gomes da Silva, o Chouriço Espalha Ódios(CEO).
Diz o CEO na sua página de facebook:
"Haja alguém que, sendo do Benfica, e tendo jogado noutros clubes, não tem problemas em assumir a sua preferência!!!
É - também por isso - que VÍTOR PANEIRA foi um dos melhores jogadores que vi jogar no Benfica!!!" Ahahahahahahahah!!! Ver foto da esquerda.
A foto da esquerda não chega? OK, então vai mais uma... ver a foto da direita. Ahahahahahahahah!!!!
Podíamos passar sem o Chouriço, Espalha Ódios? Podíamos... mas não era a mesma coisa!!!
Para terminar:
CEO, seguindo a tua terminologia de ontem no pasquim da queimada, odeio-te, logo admiro-te, amo-te, mas eu sou o Romeu e tu a Julieta. 

O próximo treinador? Tenho saudades de bons espectáculos


Nesta altura há muito pouco para dizer, estamos todos na expectativa de quem vai ser o novo treinador. Como as coisas não são, sai um e passado umas horas entra outro, é natural que haja muita especulação, muita contra-informação, muita gente a colocar-se em bicos dos pés e a apregoar informação privilegiada. Se acreditássemos em tudo que vamos ouvindo e lendo, não conhecessemos alguns artistas da escrita e da palavra, mesmo alguns portistas que sabem sempre tudo e a toda a hora, teríamos de concluir que o F.C.Porto é uma casa a arder, um clube/SAD em auto-gestão, estaríamos perante um dramático regresso ao passado, um passado em que no F.C.Porto e na altura da escolha do treinador, por exemplo, todos metiam o bedelho, desde o director do Atletismo até ao director da Natação. As coisas podem não ser como eram num passado não muito longínquo, mas também não são como corre por aí. Por isso não acredito que e mais uma vez, estejamos à espera de Godot - vocês sabem de quem estou a falar... Já pagamos o preço que tínhamos a pagar por essa espera, não acredito que estejamos a cometer novamente o mesmo erro.
A foto com o presidente Pinto da Costa e o homem forte do futebol, Luís Gonçalves, não foi escolhida por acaso. São eles e em primeiro lugar, quem tem a tarefa de escolher, depois apresentá-la a quem de direito. Nem me passa pela cabeça que não seja assim... Que sejam felizes e escolham bem, é o meu, nosso, desejo.

Dito isto, se já tive as minhas preferências e manifestei-as, com particular enfoque quando saiu Jesualdo, agora e sendo sincero, não tenho nenhuma. Mas uma coisa tenho: saudades de bons espectáculos, de ver uma equipa que jogue muitas vezes bem, as más exibições sejam as excepções que confirmam a regra e não o contrário, como tem acontecido de alguns anos a esta parte. Tenho consciência que esta visão, nos dias de hoje, é uma visão romântica, no caso do F.C.Porto pior, porque a pressão de ganhar é cada vez maior, mas que tenho saudades de sair do estádio com uma barrigada de bom futebol, tenho. E meus amigos, desde André Villas-Boas - tirando um pequeno hiato a seguir ao jogo dos 5-0 ao Benfica - que o F.C.Porto não apresenta um futebol que encante. Esta época, numa exigência que nunca foi alta, pode dizer-se que fizemos muito poucos bons jogos, o único jogo em que estivemos a um nível alto, à altura das exigências do F.C.Porto, foi frente ao clube do regime e durante sessenta e poucos minutos. 
Os portistas estão sedentos de títulos, mas também de bom futebol. 
Prefiro os títulos, mas deixem-me ter a ilusão que vamos ter uma coisa e outra em 2017/2018.

O panfleto da queimada é um vale de lágrimas.
Tem sido um ver se te avias, quase todo o penico da queimada já chorou baba e ranho pela saída de Nuno Espírito Santo, do F.C.Porto. Depois do freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, do reco-reco Guerra, hoje foi a vez de Vítor Serpa - para uns Kasparov, para outros Marionete, há também quem lhe chame pastel de Belém ou rainha de Inglaterra -, a lamentar a saída de NES e a apontar a contradição entre as queixas aos árbitros e a saída do treinador. Parece incoerência, mas não é, Serpa. Os árbitros erraram muito e por isso NES foi vítima dos apitadores e não só, mas também pagou o preço de ter falhado, não uma ou outra vez, muitas vezes - a propósito e é preciso repeti-lo muitas vezes, se fosses sério e de facto mandasses alguma coisa nesse pasquim benfiquista até ao vómito, terias seguido o mesmo critério do passado e destacado em manchete, O título do Benfica é um tributo dos árbitros, mas como não és sério nem mandas nada...- e não, a gota de água não foi aquilo que te sopraram, Nuno dar os parabéns ao Benfica. Foi mau, foi lamentável, mas foi aquilo que NES sempre fez, ficar bem nas fotos. E não foi apenas durante a época e no momento que o clube presidido pelo Midas que deve centenas de milhões, se sagrou campeão. Não, foi até, já treinador dos Dragões e a poucos dias de ser apresentado. Tivesse ele dado provas de capacidade e competência em várias áreas, a mais importante seria para motivar e galvanizar as tropas, levá-las à transcendência na hora da verdade e até esse sapo teríamos engolido, seria apenas mais um.

Nota final:
Um patetinha qualquer disse que no Porto há mais adeptos do Benfica que do F.C.Porto. A culpa não é do patetinha, é daqueles propagandistas que sistematicamente das cosas mais simples, normais fazem grandes coisas. Ainda no último fim-de-semana vimos, Norte recebe em festa o campeão, equipa recebida em delírio, etc. Depois, o que constamos? Pois é, pouco mais de meia casa no Bessa. Pouco mais de 16 mil num estádio que leva 30 mil.

Treinador? Não vale a pena especular, a notícia já não deve tardar


Nuno Espírito Santo saiu no dia seguinte ao último jogo do campeonato e que para o F.C.Porto, infelizmente, coincidiu com o final da época. Para mim é claro: saiu porque falhou e falhou em vários itens. Mas foi uma saída digna, correcta, aliás, como acontece quase sempre no F.C.Porto. Não é uma ou outra excepção que apenas confirma a regra, que vai mudar esta postura que honra e dignifica o F.C.Porto e quem o dirige. Sendo assim, mais que estar a olhar para trás, discutir o que se fez ou não fez, importa desejar ao Nuno Espírito Santo, felicidades para a sua vida pessoal e profissional e olhar para a frente. Mas há uma coisa que não aceito: que foram os adeptos do F.C.Porto a empurrar o treinador. Houve treinadores que passaram mal, foram assobiados, insultados, denegridos, gozados pessoal e profissionalmente, mesmo conseguido melhores resultados e melhores exibições. Nuno teve sempre, no Dragão e fora dele, apoio e não quando cheirou a título, mas desde o primeiro até ao último jogo. Sintomático: apesar da desilusão, de já não aquecer nem arrefecer no que toca à classificação, em Moreira de Cónegos não faltou o apoio de milhares de portistas.

Agora é a hora de escolher quem se vai sentar no  banco dos Dragões e enfrentar uma missão, não tenhamos dúvidas, dificílima. Não vou dar palpites sobre quem devia ser o próximo treinador, como disse ontem, não há um que fosse consensual, merecesse o apoio unânime dos portistas. Mas não dou palpites porque, como também referi no post anterior, se o dossier treinador é importantíssimo, uma escolha acertada pode atenuar, até resolver muitos problemas, há coisas importantes que não dependem do treinador e têm de ser resolvidas - estou a pensar na questão do fair-play financeiro. Depois sim, sabendo em que situação estamos e com quem contamos, podemos definir objectivos para 2017/2018.

Notas finais:
O Conselho de Disciplina já decidiu: Samaris apanhou 4 jogos de castigo. Isto é, o números de jogos que que não ultrapassa o limite máximo permitido pelo processo sumário - 1 a 4 jogos. Como o castigo tem de ser cumprido na mesma competição onde o grego prevaricou, campeonato, Samaris está em condições de jogar a final da Taça de Portugal frente ao Vitória S.C.. Resta saber se vai continuar na Luz e cumprir o castigo.

«Vieira homenageado pela Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica. Na cerimónia, estarão presentes, entre outros, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina.

Antes da homenagem em São Domingos de Benfica, Vieira, no âmbito de uma iniciativa da Fundação Benfica que decorrerá no Museu Militar, a partir das 11 horas, vai agradecer o contributo do contingente de 160 militares portugueses que integra a missão de manutenção de paz das Nações Unidas na República Centro-Africana. Aproveitará a ocasião para fazer algumas ofertas ao Chefe do Estado-Maior-General das Forças, general Artur Pina Monteiro.»

O clube do regime em todo o seu esplendor.

Passado um ano estamos na mesma situação, para não dizer pior, de há um ano atrás...

 

Acabou ontem a época e acabou da pior maneira possível para o F.C.Porto. Para além do que já se sabia, mais uma temporada em branco, bola de títulos, acabou com uma derrota e pior, com uma exibição abaixo de cão, três golos sofridos e apenas um marcado. E assim, para grande entusiasmo já expresso por alguns cartilhados, freteiros e recadeiros ao serviço do Benfica/clube do regime, nem resta aos Dragões a triste consolação de serem a equipa com mais golos marcados e menos sofridos. Também a distância se alargou. Como não me cansei de dizer, uma coisa seria o F.C.Porto terminar o campeonato encostado a eles, porque se isso não nos serviria de nada no que toca ao título, reforçaria as nossas teses e as as razões de queixa sobre as injustiças que sobre nós foram cometidas, outra foi terminar a 6 pontos com tudo que isso significa.
Na semana passada o clube mandou retirar as tarjas do Colectivo 95, porque e faz de conta, continham críticas que os meninos não mereciam, sim porque dar tudo, honrar sempre a camisola não é a obrigação de qualquer profissional que se preze... Pois não é que os meninos ontem tudo fizeram para justificar as tarjas que, faz de conta, eram para eles?

Dito isto, aqui estamos nós, tal como no final da época anterior, sem nada ganhar, treinador de saída e a perguntar: quem é o próximo? Antes de responder, até porque agora a situação ainda é pior, ao problema desportivo junta-se o problema financeiro e é preciso definir bem o que queremos para 2017/2018, é necessário perguntar: porque escolhemos Nuno Espírito Santo? Sim, porque estive a rever o post da sondagem feita em 19 de Maio do ano passado sobre quem devia ser o novo treinador do F.C.Porto e também a caixa de comentários e não é que ninguém apontou Nuno Espírito Santo como possibilidade para treinar o F.C.Porto?

Como estamos praticamente na mesma situação que estávamos em Maio de 2016, fica o que disse faz agora um ano:
«Não podemos voltar a errar, num lugar importantíssimo, decisivo para o futuro do F.C.Porto. O escolhido tem de ter um apoio activo de toda a estrutura do futebol portista, não pode, como aconteceu com Julen Lopetegui, ser contratado para um projecto de 3 anos, darem-lhe um grande poder e depois deixá-lo ser cozinhado em lume brando desde o primeiro dia que chegou ao F.C.Porto. O tempo que qualquer um era campeão no Dragão, já passou, é preciso alguém com capacidade, personalidade e competência. Alguém que conheça o F.C.Porto, o futebol português e internacional. Alguém que tenha trabalho feito, as suas equipas sejam reconhecidas pela organização, equilíbrio e porque não, pragmatismo, defendam bem - salvo raras excepções, fundamental no futebol actual - e saiam com propósito para o ataque. Alguém que não tenha medo de dizer as verdades a alguns meninos mimados, não pape tudo que os dirigentes lhe colocam no prato e seja duro com uma comunicação social recheada de freteiros, recadeiros e vendilhões do templo.
Finalmente, alguém que tenha provas dadas de não ter medo de lançar jovens. Quem? Para mim e mais uma vez, vale o que vale, seria o actual treinador do Mónaco, Leonardo Jardim.»
Pois, Leonardo Jardim...

Mas dizia mais, talvez premonitório, embora esta época as coisas tenham piorado, foi um época de decisões erradas e quase sempre contra o F.C.Porto:
«Foi por causa dos árbitros que o F.C.Porto não é campeão ou fica no segundo lugar? Não e um claro não! Quem joga o que o F.C.Porto jogou; quem perde em casa com o quase despromovido Tondela - contabilizar como prejuízo um penalty que não foi assinalado aos 5 minutos de jogo (ainda se fosse a 5 minutos do fim...), não é ser Porto - e com o Arouca; quem numa temporada inteira, contam-se pelos dedos de uma só mão e se calhar ainda sobram dedos, as exibições que atingiram a qualidade que se exige a uma equipa do F.C.Porto; tem de primeiro olhar para dentro. Não pode utilizar agora os mesmos argumentos que sempre criticou nos rivais.
Sobre arbitragem: com objectividade, critério e coerência, podemos e devemos criticar arbitragens. Se for necessário, desde a 1ª jornada e não apenas pela voz de treinador.»

E dizia também o que se segue, pela importância que tem dentro do F.C.Porto e no portismo.
«Se a escolha de quem será o homem que ocupará o lugar que ainda é de José Peseiro - repito: seria a maior surpresa do longo consulado de Jorge Nuno Pinto da Costa, se o treinador natural de Coruche continuasse no cargo -, como treinador do F.C.Porto, fosse entre José Mourinho, Pep Guardiola ou Carlo Ancelotti, talvez os três melhores treinadores do mundo, provavelmente não haveria qualquer divergência, todos na SAD portista estariam de acordo, quer a escolha recaísse no português, no espanhol ou no italiano. Como isso não é possível, é perfeitamente natural que haja diferentes sensibilidades. Agora, há uma coisa que eu tenho a certeza absoluta, porque não pode ser de outra maneira: a partir do momento que for escolhido o novo treinador, ele será a escolha de todos, terá o apoio de todos os que têm responsabilidade no futebol dos Dragões. Desejo que o mesmo aconteça em relação a todos os adeptos do Grande Clube da Invicta.»

NES, ao contrário dos seus antecessores, não estando lá dentro, posso dizer que teve um apoio empenhado e uma direcção de comunicação activa, que NES muitas vezes prejudicou com o seu calculismo e medo de se queimar. Mas sobre o apoio de fora, leia-se, adeptos, aí já posso dizer: foi um privilegiado na comparação com Vítor Pereira, Paulo Fonseca, Julen Lopetegui e José Peseiro.

Finalmente e porque nesta matéria as coisas mudaram e não pode haver retrocesso, deixo o que dizia quando se falava do que devia mudar para a época que agora terminou para o F.C.Porto:
«Talvez, citando uma expressão ontem deixada no Dragão até à morte, por alguém que se identificou como JPC, acabando com o PORTISMO FLÁCIDO, isto é e cito: "O portista moderno, com fair-play, que quando é roubado diz coisas politicamente correctas e quando falha diz que fez o seu melhor e que estamos de parabéns. Que assobia monumentalmente a equipa na jornada em que finalmente chega ao primeiro lugar mas aplaude-a quando perde como no domingo. Um portista que emprenha pelos ouvidos e é tão bom e excepcional na sua actividade profissional e vida que não percebeu que tudo o que o FCP conseguiu, conseguiu-o com suor, lágrimas e ódio, muito ódio aos inimigos."
Cá por mim, portista não flácido, para os inimigos, aqueles que amanhã dirão de nós aquilo que Maomé não disse do toucinho, diplomacia, cavalheirismo, fair-play? Nem pensar»

Ah, sobre o treinador: desde que não pertença ao grupo de amigos do Carlinhos...
Falando a sério, não vou dar nomes porque não sei qual vai ser a política desportiva e quais os objectivos para a próxima temporada, temos o problema do fair-play financeiro, não temos capacidade para entrar em loucuras na contratação de jogadores. Disse e mantenho que o F.C.Porto, pela sua história e pelo que gasta tem de ser sempre candidato ao título. Mas se houver um forte desinvestimento, obviamente, a exigência tem de baixar. Uma coisa espero: que tenha as competências  que desejava há um ano e que infelizmente Nuno Espírito Santo provou não ter.

Nota final:
NES não pode ser o bode expiatório, até porque não tomou o lugar de assalto. Mais, se o problema do F.C.Porto se resumisse apenas a uma má escolha, não estaríamos preocupados e estamos, muito. Mas como sabemos e é uma máxima do futebol, um treinador competente e de qualidade acima da média, pode ajudar e disfarçar muita coisa. Porque se o título não resolvia os problemas que o F.C.Porto tem de resolver e são muitos, ajudava e de que maneira!

PS - Espero que o omnipresente Alexandre Pinto da Costa não tenha qualquer influência na escolha do novo treinador. Porque se em nome da memória tenho respeito, consideração e gratidão portista por Jorge Nuno Pinto da Costa, também em nome da memória, não tenho respeito nenhum pelo filho.

Moreirense 3 - F.C.Porto 1. Faltaram ao respeito ao portismo


Já com tudo decidido no que dizia respeito ao F.C.Porto e com o Moreirense ainda a lutar para se manter na 1ª Liga, era natural que as duas equipas tivessem estados de espíritos diferentes. Mas quando se trata de profissionalismo ao mais alto nível e porque a camisola do F.C.Porto é sagrada, tem de ser sempre respeitada e honrada, embora ninguém esperasse que o conjunto de Nuno Espírito Santo(NES) tivesse hoje em Moreira de Cónegos aquilo que nunca teve em vários e decisivos momentos da época - seria a suprema das ironias!-, também ninguém esperava uma uma exibição tão má como aquela que os Dragões produziram hoje durante a primeira-parte. Foi um Porto sem nada que se aproveitasse, 45 minutos que deixaram envergonhados todos aqueles que gostam do F.C.Porto. Há limites que nunca podem ser ultrapassados. E hoje foram e muito.
Na segunda-parte a exibição não foi tão má, seria impossível, mas nunca foi um Dragão à altura do que se exige a uma equipa do F.C.Porto. Na despedida do campeonato fica a vergonha de um Porto que não honrou a camisola e faltou ao respeito ao portismo.

Quando logo aos 4 minutos Ramirez nas costas de Filipe, cabeceou para defesa difícil de José Sá, ficou dado o mote. Depois desse aviso a equipa da Invicta reagiu, mas era tudo muito lento, muito denunciado, não havia dinâmica, não qualidade, não havia nada, antes do 1º golo do Moreirense - Boateng entre Marcano e Alex Telles, a cabecear para golo após um excelente cruzamento de Rebocho - aos 16 minutos, apenas um remate de Herrera e outro de Brahimi. Muito pouco, nada, melhor dizendo. Em vantagem a equipa de Petit recuou, deu a iniciativa ao F.C.Porto, a equipa de NES tinha bola, mas nunca soube o que fazer com ela. Os de Moreira de Cónegos, confortáveis, aproveitavam a pouca inspiração dos portistas, as perdas de bola de Brahimi e companhia, para saírem bem para o contra-ataque e criarem perigo. E foi assim, aproveitando a passividade de um Dragão abúlico, que Frédéric Maciel ia decorrido o minuto 37, aumentou a contagem, chegou ao 2-0! Pior, justificava essa vantagem, o que diz tudo sobre o que foi a exibição da equipa de NES nos primeiros 45 minutos.

Depois do que aconteceu na primeira-parte, uma exibição miserável, o F.C.Porto só podia melhorar na segunda. NES tirou Otávio e Herrera, meteu Corona e André Silva - mais tarde saiu Soares e entrou Rui Pedro - e o F.C.Porto melhorou. Mas se dominou e foi chegando mais vezes e com mais perigo junto da baliza de Makaridze e obrigou o guarda-redes dos de Moreira a empenhar-se, nunca atingiu um nível alto, nunca foi mais perigoso que o seu adversário. Prova disso, José Sá também teve de brilhar. Num excelente golo, Maxi reduziu aos 66 minutos e a partir daí esperava-se uma reacção forte dos portistas na procura do empate. Mas não foi isso que aconteceu, o F.C.Porto voltou a vacilar na defesa, desta vez foi Felipe e foi Alex que marcou, colocou o marcador em 3-1. Brahimi ainda podia ter feito o segundo, André Silva logo depois, também, mais um ou outro ameaço, mas nada se alterou e o F.C.Porto terminou

Mais uma vez, foi quase uma constante desta temporada, o F.C.Porto deu 45 minutos de avanço - jogos houve que até deu mais de 45... Desta vez essa entrada em falso teve consequências desastrosas, dois golos sofridos e nenhum marcado e também a segunda derrota da equipa de NES.
Triste despedida, mais uma exibição vergonhosa, mais uma enorme desilusão, mais uma grande falta de respeito pelo portismo. Este jogo foi igual a muitos outros, o espelho da época
Agora que tudo acabou, é a hora dos dirigentes analisarem e tomarem decisões. Mas, por favor, poupem-nos a conversa fiada e mais do mesmo, no que toca a desculpas. Já não há pachorra!

Nos próximos dias teremos tempo para falar...

Que caminho? Por Felisberto Costa


Agora que estamos no lavar dos cestos de um campeonato que todos, á excepção do regime, foi descaradamente tributado pelos árbitros para que um sonho de treta se realizasse em tetra, é hora do universo portista reflectir.
Mas reflectir com ideias objectivas, práticas e racionais, e não absurdas, estapafúrdias ou emocionais!
Uma das primeiras reflexões, prende-se com o caminho a seguir. Queremos continuar nesta senda de dança de treinadores ano após ano ou inverter o ciclo e tornar ao trilho do sucesso?
Esta pergunta só há uma pessoa que pode e deve responder: Pinto da Costa.
Foi ele que afirmou publicamente que tínhamos batido no fundo. Foi ele que publicamente disse que não iria olhar para o passado, mas sim para o futuro. E foi ele que publicamente declarou que não estava agarrado ao poder.
Tudo isso é muito bonito, mas não passam de palavras de circunstância. Neste momento, nós adeptos, sócios e simpatizantes, queremos ver o F.C.Porto no caminho certo que foi encetado nos princípios dos anos 80. Queremos um F.C.Porto lutador, corajoso e incómodo perante o poder vigente e perante uma comunicação social que se prostitui gratuitamente perante um clube que nada faz para o sucesso do futebol português, bem antes pelo contrário.
Está nas mãos de quem manda, dizer se ainda tem forças e vontade para retomar a luta. Está nas mãos de Pinto da Costa, dizer se quer ser apenas e só um presidente que bateu o record de longevidade à frente de um clube, ou se quer ser activo e intransigente na defesa do nosso sagrado bom nome. É para irmos para a luta ou para a resignação?
Nunca ninguém conseguiu construir uma casa pelo telhado. Os alicerces são a estrutura base de qualquer edifício. Os nosso alicerces neste momento estão enferrujados. Ameaçam ruir. E para além da ferrugem, alguém veio dinamitar todo um sistema que faz com que o nosso campeonato mais pareça uma tríade chinesa ou uma máfia russa, uma transparência ilegal que chega a parecer que é legitima e honesta! Mas já chega de falar em polvos. Temos é que unir esforços e cozinhá-los em lume brando para eles sentirem bem na pele o que é ser estranho ao poder central.
Precisamos de um timoneiro que nos leve a bom porto. Quem se sentir com coragem, mas sobretudo com ideias plausíveis de abraçar um projecto de sucesso - e não com frases ocas e populistas como vai acontecendo há longos anos no Sporting - que avance. Quanto mais não seja para mostrar a quem está no poder, que há gente capaz de suceder a quem tudo nos deu, mas que agora nada nos dá!

Estou demasiado triste para continuar a escrever. Espero que apareça alguém que saiba me fazer feliz. A mim e a todos os portistas que se sentem incapazes de abandonar quem amamos muito. Nem que para isso tenha que atravessar um curto deserto. Até porque recuso-me a dizer: para o ano há mais!

Não podemos ficar apenas pelo Dragões Diário e Universo Porto - da Bancada...


O F.C.Porto é uma Instituição Centenária, de Utilidade Pública Desportiva e que presta relevantes serviços ao desporto português e a Portugal, tem milhões de adeptos espalhados pelo país e fora dele. Para além disso e no futebol, é gerido por uma Sociedade Anónima Desportiva que está cotada em bolsa. Razões mais que suficientes para merecer respeito, um tratamento correcto, justo, equilibrado. Mas não recebe. E se em rádios, jornais e televisões privadas já é muito difícil de aguentar, quando se trata de OCS públicos, por mais tolerantes que queiramos ser já não há pachorra que aguente tanta falta de consideração, tanta falta de ética e deontologia. O F.C.Porto e os seus adeptos, tem direito à preservação do seu bom nome, não pode ser constantemente insultado, denegrido, achincalhado, como foi ontem, mais uma vez no Telejornal do principal canal público de televisão. Os milhões de portistas estão fartos, o copo está cheio, já foram atingidos todos os limites. Para que um dia o copo não extravase, não seja preciso remediar, porque não se preveniu, era bom que o F.C.Porto tomasse uma posição institucional e ao mais alto nível. Com o presidente à frente, fosse até quem de direito e dissesse que estamos fartos e a nossa paciência não é ilimitada.
O que foi feito no Dragões Diário de hoje:
«Para lamentar
A RTP ilustrou uma reportagem sobre a operação Jogo Limpo (viciação de resultados) que passou no Telejornal de ontem com imagens de adeptos do FC Porto. Trata-se do habitual desrespeito para com o nosso clube, mas infelizmente não parece haver Conselho de Redação ou Entidade Reguladora que se preocupe com estas situações que deveriam envergonhar a estação pública.», e o que temos feito nos últimos tempos, é alguma coisa, mas é pouco, é preciso muito mais, é preciso de envolvimento de quem está mais acima.

Já sobre a vergonha que é  uma comunicação engajada e prostituída, se o que se segue, 
«Clandestino.
Uma nova moda nos media portugueses é a câmara de eco que fazem uns dos outros - um jornal dá uma notícia e logo a seguir os outros a replicam. Isso é verdade para quase tudo exceto quando se tratam de notícias negativas para o Salazar Lisboa e Benfica. Ontem, por exemplo, soube-se que Luís Filipe Vieira é arguido desde 2014 de um processo crime em que é suspeito de burla, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, tendo lesado o falido BPN em 23 milhões de euros. Pela relevância da notícia seria normal que tivesse difusão mas, seja por um qualquer critério editorial, seja porque o respeitinho é muito lindo, jornais como Expresso ou Público esqueceram a notícia. Nos desportivos, sempre ávidos de notícias sobre os protagonistas dos clubes, só O Jogo noticiou a matéria. Explicação? É na comunicação social que o polvo encontra o ecossistema perfeito, tendo agora criado a figura do arguido na clandestinidade. Porque este diário tem uma confiança ilimitada na recuperação humana lança o desafio: façam o favor de fazer um poucochinho de jornalismo. Só para não parecer tão mal.» -, faz sentido e tem toda a pertinência, lamento que não tenha sido tomada uma posição idêntica, por exemplo, porque foi gravíssimo, quando Paulo Garcia no programa Dia Seguinte e numa pergunta a Guilherme Aguiar, atirou: "As três décadas de vitórias e hegemonia do F.C.Porto, foram construídas na base da corrupção, compra de árbitros, intimidação, ou houve mais para além disso?"- post completo.
Curiosamente ou talvez não, ainda esta semana rasgamos o "director" da Bola de cima a baixo, mas hoje na conferência de imprensa de antevisão do Moreirense - F.C.Porto, lá estava a Bola Tv a fazer perguntas e o nosso treinador a responder. Coerência até ao fim do campeonato.

Nota final:
Depois de alguns anos de silêncio absoluto e que nos custou caro, as coisas têm mudado, já se avançou bastante, mas é preciso ir ainda mais longe. E para isso não pode ser apenas o Dragões Diário, o Universo Porto - da Bancada ou um ou outro espaço no Porto Canal. Não. Como disse anteriormente, é fundamental que as mais altas figuras do F.C.Porto, presidente à cabeça, também se envolvam. Não é pedir muito, é pedir que façam aquilo que fizeram no passado.

O defeito é do cu ou das calças?


O F.C.Porto jogou com o Liverpool, Leicester, Wolfsburgo, Manchester United, Swansea e na final frente ao Sunderland. Não conquistou a Premier League International Cup a jogar contra os Cascalheiras desta vida, portanto, se não vamos fazer uma grande festa, soltar foguetes, também não vamos ser masoquistas, desvalorizar um feito importante dos nossos jovens.
Parabéns para todos os que tornaram possível este sucesso, dirigentes, jogadores e ao treinador António Folha, um dos nossos - como disse alguém, aquele brilho no olhar é o brilho do portismo. Acrescento, praticado e que nem precisa de ser apregoado.
Esta vitória é apenas mais um exemplo de que há qualidade, talento e potencial, como há nos sub-19 e na equipa principal do F.C.Porto, aquela que por todas as razões, mais nos importa. No entanto não vencemos o campeonato/Liga NOS e não falta quem diga que a razão, para além da influência dos árbitros, foi porque não estamos tão bem apetrechados, em termos de plantel, como os nossos rivais e sendo assim conseguir ficar em segundo já é um feito enorme. Tenho muitas dúvidas, como já tenho muitas dúvidas desde 2014 quando era Paulo Fonseca o treinador. Sinceramente, à pergunta: o defeito é do cu ou das calças?, treinador ou jogadores, tendo a dizer que é mais treinador que jogadores. Se olharmos para esta época e tirando aquela que devia ser a primeira prioridade, um avançado de qualidade, capaz de marcar golos - muito por culpa da ideia peregrina que alguém com essas capacidades ia prejudicar André Silva, e o ai Jesus dos adeptos não podia sair a perder, esquecendo que não podíamos colocar num jovem de apenas 20 anos toda a pressão de resolver os problemas atacantes de um clube com as responsabilidades do F.C.Porto, André Silva precisava de crescer naturalmente e não cresceu - e vá lá, a falta de um médio forte, capaz de romper e ter poder de tiro de fora - um Guarín, foi o meu exemplo -, tínhamos um plantel com capacidade para formar uma equipa forte, jogar mais e melhor, dar outras respostas, principalmente, em jogos em que éramos claramente favoritos.

Em 2014 disse isto:
«Precisamos, isso sim, é de um treinador que consiga, pelo menos, fazer aqueles que já temos a certeza terem valor, renderem ao nível que já mostraram; um treinador capaz de potenciar o talento que alguns têm, no entanto ainda pouco se viu; um treinador que não faça milagres, isto é, transforme um jogador que não é craque, num craque, mas que possa melhorar o seu rendimento, torná-lo útil no plantel. Uma equipa forte, é em primeiro lugar uma equipa colectivamente competente e nessas equipas há lugar para os craques que fazem a diferença, mas também há lugar para aqueles que com o seu trabalho de sapa, o seu espírito de missão e de sacrifício, criam condições para os mais talentosos brilharem. É isto que não tem acontecido nos últimos anos.
O espaço do líder da equipa técnica é sagrado, a estrutura está para ajudar, mas a estrutura não treina, não escolhe a equipa, não dá  táctica, não faz substituições. E se por acaso, a estrutura complicar, o treinador tem de reagir, não deve engolir em seco, encolher-se. Mais vale sair fazendo aquilo que deve ser feito, que sair arrependido por não ter feito. Não queremos treinadores que fiquem para a história por serem bons moços, queremos treinadores que fiquem para a história por terem sucesso. E o sucesso não se alcança com medo até da própria sombra. A sorte protege os audazes.»

Agora que a época está a terminar a sensação é a mesma. E remete-me para a seguinte conclusão:
Jorge Nuno Pinto da Costa que é, para mim e sempre, o primeiro responsável para o bem e para o mal, cometeu muitos erros, mas os mais graves foram as escolhas dos treinadores. E sabendo que no universo dos portistas há treinadores para todos os gostos, a verdade é que nos últimos quatro anos as escolhas do líder foram sempre grandes surpresas, quase todos estavam fora das cogitações ou eram últimas escolhas.
Trapattoni dizia que um bom treinador pode melhorar uma equipa em apenas 15%, mas um mau treinador pode piorá-la em mais de 50.

Nota final:
- António Simões, claro que sim, é uma tontice apelidar a Liga, de Liga Salazar, mas já não é tolice nenhuma colocar em destaque de capa: "O título do F.C.Porto é um tributo dos árbitros"; "O Campeonato teve jogos viciados"; "Xistra decide o que já estava decidido".
Claro que sim, quem não acha que o campeão é incontestável, são aqueles para quem o futebol não se joga com uma bola nos pés que os empolga, joga-se com um coração nos olhos que os cega. É provável que o amor e a paixão por um clube, qualquer clube, cegue, agora quando os cegos são os guerras, delgados, serpas, paralvas, quaresmas desta vida, aí já outra história... é o cúmulo da pouca vergonha.

Porto, olha-me nos olhos e presta atenção que vou falar contigo


- Porto, olha-me nos olhos e presta atenção que vou falar contigo.
Vê só o que li hoje na Bosta. Primeiro vou citar o freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, esse faccioso, sectário, peão de brega ao serviço do Benfica/clube do regime:"O Benfica, que provou estar alguns passos à frente da concorrência, pode até estabelecer como objectivo (para além da presença na prova rainha da UEFA) a conquista do hexa, proeza inédita em Portugal e que catapultaria jogadores, técnicos e presidente para o Olimpo da fama a nível nacional." Agora, vê só o que disse outro vómito, o cartilhado, Nuno Traumatismo Ucraniano Paralvas:"Na Luz, ninguém ignora que as circunstâncias são positivas para o Benfica aproveitar as fragilidades e instabilidade dos principais rivais, F.C.Porto e Sporting. E perseguir um inédito... hexa em Portugal."
Topaste, Porto? O penta já um dado adquirido, eles já pensam no hexa! E a culpa é tua, Porto! Não percebeste os sinais, adormeceste, facilitaste, tornaste-te arrogante, erraste muito na opções que tomaste e agora deu nisto, qual penta qual carapuça, eles já olham para o hexa. Acorda, Porto, mas acorda mesmo.
Analisa, pondera, traça rumos e decide. Mas decide bem, porque tens andado a decidir muito mal. E depois, com a humildade dos grandes e sem desculpas de mau pagador - não perdias tempo com esse tipo de desculpas no tempo do amadorismo e vais perder agora no tempo de um profissionalismo ao mais alto nível? - explica, mas explica com clareza, objectividade qual vai ser o caminho.
Exige coerência a quem te serve e a coragem de colocar os teus interesses acima de calculismos pessoais. Porque és tu e apenas tu que tem de ficar bem na fotografia. Embora, diz-nos a história, se ficares mal, não vem nenhum mal ao mundo, pelo contrário. O que não podes é criticar o Salazar e um teu funcionário dar os parabéns a Salazar.
Também não podes ver fantasmas naqueles que te querem bem, com paixão e por isso tens de ser tolerante com um ou outro exagero, porque o inimigo está mais longe. Mas se achas que tens algum inimigo por perto, age, corta o mal pela raiz.
Arranja o homem e os homens certos, porque a luta vai ser ainda mais difícil. E não tenhas medo de apontar contra o poder político, nem contra o chamado quarto poder, quarto poder esse que salvo cada vez mais raras excepções, está de cócoras, capturado pelo inimigo e trata-te muito mal. Volta ao tempo do quem toca no Porto... leva a resposta! Volta ao lema, olho por olho, dente por dente.
Tu vais ser capaz de alterar isto, não vais Porto? Tens de ser capaz de alterar... Porque apesar de tudo, de um ciclo negativo como nunca tinha acontecido nos últimos 30 anos, das asneiras cometidas, ainda tens uma grande maioria que gosta de ti e não te abandona.
Fico à tua espera... não demores.

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