Domingo, 19 de Maio de 2013
Paços de Ferreira - F.C.Porto. Meus amigos, só faltam vocês
Chegou a hora da verdade e o F.C.Porto só está numa situação privilegiada porque somos um clube de resistentes e não, nunca!, de desistentes. No entanto, ao contrário de alguns, mesmo conhecendo bem a nossa cultura e a nossa filosofia, nunca dou nada como garantido. O futebol não é matemática, ninguém ganha ou perde antes de jogar, o desporto rei está cheio de imprevistos que deviam levar a alguma contenção nas garantias antecipadas de vitória. É e será sempre esta a minha forma de estar e se não dou nada como perdido, mesmo quando todas as possibilidades e favoritismos estão do outro lado, também não deito foguetes agora, quando temos tudo a nosso favor. Mas, obviamente, acredito que vamos ganhar, conquistar o tri-campeonato e dar mais uma grande alegria à imensa - cada vez somos mais...- legião de adeptos do F.C.Porto, cá dentro e por esse mundo fora.
- Meus amigos, profissionais do F.C.Porto, depois do Andebol e Hóquei se terem sagrado, brilhantemente, campeões nacionais, agora é a vossa vez de cumprir o destino do F.C.Porto, isto é, ganhar. Façam-no, sagrem-se tri-campeões e juntem-se à festa.
O árbitro é Hugo Miguel, auxiliado por Nuno Pereira e Hernâni Fernandes.
Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes, Fabiano e Helton;
Defesas, Danilo, Otamendi, Mangala, Abdoulaye e Alex Sandro;
Médios, Castro, Izmaylov, Moutinho, Defour e Lucho;
Avançados, James, Jackson, Sebá, Liedson, Kelvin e Varela.
Equipa provável: Helton, Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro, Defour, Moutinho e Lucho, James, Jackson e Varela.
Antevisão de Vítor Pereira:
Que antevisão faz deste jogo em Paços de Ferreira?
É unânime considerar que o Paços fez com mérito uma época brilhante, com belíssimos executantes do ponto de vista individual. Do ponto de vista colectivo, os seus treinadores fizeram um trabalho brilhante, conseguiram uma coisa nunca conseguida no clube. É fácil avaliar a qualidade do Paços de Ferreira. É fácil avaliar também que as condições daquele campo não são normais. Nós FC Porto, nós jogadores, nós administração, nós adeptos, pensamos que não teremos um jogo fácil. Prefiro ir com a necessidade de ganhar do que ir com a gestão de resultado. Sabemos que temos de ganhar, mas isso está-nos no sangue, jogamos sempre para ganhar e é com essa mentalidade que lá vamos, única e exclusivamente focados na vitória e é assim que abordaremos o jogo em Paços.
Coloca de parte a teoria que o facto do Paços já estar qualificado para a "Champions" o pode tornar um adversário mais relaxado e acessível?
Uma equipa que fez o trajecto que o Paços fez até aqui, com um treinador e jogadores a quererem provar a sua competência, entrarão em jogo com o objectivo de comprovarem a época que fizeram.
O que fez para travar a euforia dos jogadores a seguir à vitória sobre o Benfica e a ausência do Fernando muda muito a estratégia da equipa para o jogo de amanhã?
Euforia só aconteceu nos minutos posteriores à vitória, o que é natural porque conquistamos uma vitória importante e que pode ser determinante para a conquista do título. A partir daí e com a experiência destes jogadores, sabemos que nada está ganho, que é importante em Paços de Ferreira termos a nossa identidade e nem o próprio campo serve de justificação, porque o nosso trabalho de meses é em espaços reduzidos, isso é o que mais trabalhamos, é um trabalho para produzir qualidade no momento da perda de bola e o comportamento que queremos é agressivo. Essa é a nossa identidade, a maior parte das vezes instalados no meio-campo do adversário. Estamos mais do que preparados para defrontar o Paços. Relativamente ao Fernando, é um jogador muito importante para nós, tem sido ao longo destas épocas todas, mas temos outros jogadores, com outras características, mas com qualidade para nos garantir o tipo de jogo que queremos e estamos habituados a fazer.
O seu grande desafio e dos jogadores é partir da ideia de que não há campeões antecipados? Entra para a galeria dos treinadores históricos se for campeão sem derrotas, que só há dois, Villas-Boas e Jimmy Hagan...
Vinha a dizer há muito tempo que este campeonato seria disputado até à última jornada, que seria um campeonato a exigir a máxima concentração de todos nós e chegar depois de tanto trabalho ao último jogo dependendo de nós próprios, foi aquilo porque sempre lutamos e andamos estes meses todos de trabalho a lutar. Acredito na grande capacidade competitiva dos nossos jogadores, na nossa massa associativa e acredito que amanhã podemos dar mais uma alegria aos nossos adeptos e é isso que nos move.
Não sinto necessidade de falar de mim próprio, não estou aqui para falar de mim, estou aqui para falar dos meus jogadores, do que amanhã temos para conquistar.
Vai ser treinador do FC Porto na próxima temporada e quer ser treinador do FC Porto na próxima temporada?
Eu repito, não estou aqui para falar de mim, não sinto essa necessidade, estou aqui para falar de um jogo fundamental para nós, para a conquista do principal objectivo da época, que é a revalidação do título.
Foi preciso controlar os níveis de euforia depois do último jogo?
Foi uma semana de trabalho normal, uma semana de trabalho focada, igual às outras sabendo que depois de meses de trabalho que um jogo decide o campeonato, mas este é um plantel que tem uma mistura de jogadores experientes com jogadores jovens e isto para nós não é nada de especial, porque este clube está habituado a ganhar títulos, não só no futebol - e queria aproveitar para felicitar mais um título no andebol de forma espectacular, da forma que eu vi ontem -, é um clube habituado a ganhar títulos e a possibilidade de ganhar mais um amanhã não nos traz ansiedade. Nós gostamos de viver na pressão e com a pressão positiva de uma vitória amanhã garantir mais um título. Não é um de meia dúzia de anos em meia dúzia de anos, é mais um.
Acredita que há incentivos monetários para vencer, que isso está a acontecer e que importância lhe atribui?
Aquilo que passa por mim é motivar a equipa é fazer perceber e tomar consciência que não precisamos de nada de especial, precisamos é de estar ao nosso nível, de fazer o nosso jogo, precisamos de garantir a nossa identidade durante os 90 minutos, o jogo não se jogará em dez ou 15 minutos, jogar-se-á em 90 minutos mais os descontos. A nossa identidade é clara para toda a gente, uma identidade de posse, da qual eu me orgulho. Eu orgulho-me que a minha equipa jogue sempre da mesma forma, porque tanto faz jogar aqui com o Benfica, como jogar na Luz, ou ir jogar com o Paris SG ou a qualquer outra parte do mundo, porque isso é claramente um sinal de qualidade e é isso que eu quero amanhã. Todos os assuntos que andem à volta passam-me ao lado e nem sequer vou comentá-los.
Se vencer em Paços de Ferreira passa a ser o segundo melhor treinador da era Pinto da Costa...
Quero acabar a época sem falar de mim próprio, não sinto essa necessidade.
Os árbitros deixam-no tranquilo e se a diferença pontual ainda dita, em teoria, uma vitória do FC Porto?
Relativamente à arbitragem, falei e falarei sempre que me sentir prejudicado, sempre que sentir que houve um jogo em que os erros foram acumulados. Acredito na arbitragem portuguesa, acredito nos árbitros portugueses, acredito na seriedade das pessoas e acredito na competência dos árbitros para estes jogos. Nunca procurei condicionar a arbitragem de qualquer jogo, se entenderam em algum momento como uma tentativa de condicionamento de alguma arbitragem estão completamente enganados, porque não faz parte da minha essência como ser humano ter esse tipo de estratégia.
A qualidade tem de se provar todos os dias, as estatísticas dizem-me muito pouco, temos é de provar amanhã, em jogo, que somos dignos vencedores deste campeonato.
Acha que acabou por levar a melhor nos "mind games" com Jorge Jesus?
Reconheço sem qualquer hipocrisia que o Jorge Jesus é um grande treinador, não tenho dúvidas absolutamente nenhumas, e esta competição salutar também faz de mim melhor treinador, porque quanto maior for a competitividade ajuda a nos tornarmos melhores. Isto não se trata da discussão de um título entre o Vítor Pereira e o Jorge Jesus, isto trata-se da discussão de um título entre dois clubes que fizeram deste campeonato, ao contrário do que vi muito gente dizer, um campeonato muito difícil. Quem me disser que este campeonato não foi competitivo, de qualidade, está completamente enganado. Tivemos um Paços de Ferreira, um Estoril, um Rio Ave, equipas que apareceram com um grande nível, foi diferente dos outros porque em Portugal damos as coisas por adquiridas. Este para mim foi o campeonato mais espectacular dos últimos anos, porque continua em aberto na última jornada o título, as competições europeias, as equipas para a manutenção, um campeonato que temos de valorizar, em vez de irmos sempre na triste ladaínha que tudo é mau no campeonato e não se atribui mérito a quem ganha.
Sábado, 18 de Maio de 2013
F.C.Porto campeão nacional de Hóquei em Patins
Ao vencer o Benfica no Dragão Caixa por 7- 3, o F.C.Porto sagrou-se campeão nacional de Hóquei em Patins a duas jornadas do fim. É o regresso à normalidade depois de um ano de interregno.
Parabéns a Ilídio Pinto, Tó Neves, jogadores, restante staff, adeptos e a todos os que contribuíram para mais um título e mais uma grande alegria da grande família que torce pelo F.C.Porto.
Sexta-feira, 17 de Maio de 2013
Três dias de emoções fortes
Hoje, amanhã e domingo, são três dias de emoções fortes, três dias onde os corações dos Dragões vão bater mais depressa. Tudo começa mais logo, 21:30, no Dragão Caixa, com o jogo de Andebol, decisivo para o título, entre o F.C.Porto e o S.L.Benfica. Continua no sábado, no mesmo local, 15 horas, com o Hóquei, também frente ao Benfica e também decisivo para o título. E acaba no domingo em Paços de Ferreira, 18:30, frente ao Paços, na principal modalidade do clube, o Futebol e cuja a importância nem preciso de assinalar. São jogos de lotações esgotadas, grande entusiasmo, apoio forte e apaixonado, às equipas que vestem de azul e branco. Mas mais, o facto do F.C.Porto, nestes três dias de emoções fortes, poder conquistar três títulos e fazer o pleno, mostra bem o clube que somos. Depois, sabendo nós quem é o nosso principal rival pela conquista desses títulos, percebemos bem porque é que o anti-portismo prevalece neste cantinho à beira-mar plantado. Se dermos uma volta por aí, constatamos que se o F.C.Porto ganhar não é porque tem melhores equipas, melhores técnicos, melhores jogadores, adeptos fervorosos, foi mais competente. Não, é porque razões extra desportivas. É sempre a mesma conversa, são sempre as mesmas desculpas, só há verdade desportiva quando ganha o clube do regime. Depois estranham, ficam escandalizados, quando assistem a reacções como as que se viram após o Benfica ter perdido com o Chelsea.
Como eles gostavam de reinar sem oposição. Era tudo tão bonito se o Dragão não atrapalhasse...
Sinais:
O CEO da Futebol Clube do Porto - Futebol SAD, Antero Henrique, faz parte da lista da direcção que Jorge Nuno Pinto da Costa leva a sufrágio no próximo dia 25 de Maio.
Como não se prepara uma lista a 8 dias do acto eleitoral, nesta altura o F.C.Porto ainda não é campeão e a política desportiva foi contestada, Pinto da Costa deixa um sinal claro de confiança naquele que tem sido o seu braço direito.
F.C.Porto 26 - S.L.Benfica 23
F.C.Porto pentacampeão nacional de Andebol
Quinta-feira, 16 de Maio de 2013
No futebol nada pode ser dado como adquirido
Passada a final da Liga Europa - terá um pequeno capítulo mais à frente - e criado um tabu - Jesus, sai ou fica no Benfica? Depende de uma vaga de fundo, do que acontecer domingo ou da final da Taça de Portugal? -, a última e decisiva jornada do campeonato vai regressra em força e todo o cuidado é pouco. O exemplo dos dois últimos jogos do Benfica, embora as diferenças na postura dos clubes sejam substanciais, devem fazer meditar e nunca podemos pensar que se consegue ter sucesso com arrogância, faltas de humildade, desrespeito. E por isso não me canso de repetir: só um Porto ao mais alto nível, com atitude, carácter, determinação, qualidade e respeito pelo adversário, pode sair de Paços de Ferreira com o título conquistado. A pressão, a intensidade e a responsabilidade que espera o F.C.Porto no próximo domingo é a mesma do jogo frente ao Benfica. Ninguém se pode esconder, todos têm de estar no máximo e dar o máximo. No futebol, tudo muda muito depressa, nada pode ser dado como adquirido. Os mais avisados e mais conscientes desta realidade, estão mais próximo do sucesso.
Não sou cínico, nem hipócrita e sendo assim, não vou dizer que fiquei triste com o que se passou ontem em Amesterdão. Não, como já disse, nestes jogos, desejo tanto a vitória do Benfica como os benfiquistas, em circunstâncias iguais, desejam as do F.C.Porto. No entanto, sem cavalgar ondas ou pisar na desgraça alheia, é importante dizer o seguinte: nas finais não há justiça ou injustiça, ganha-se ou perde-se. No futuro ninguém vai querer saber quem jogou melhor ou pior, o que fica para história é a vitória do Chelsea. Mas sempre quero acrescentar que o Benfica não foi competente no ataque e no seu melhor período, principalmente os 20 minutos iniciais da 1ª parte; foi incompetente na 2ª, já mais repartida, com o golos dos ingleses a serem falhas inadmissíveis. O primeiro, numa bola lançada com a mão pelo guarda-redes para o meio-campo e Fernando Torres, junto aos dois centrais do Benfica - como foi possível?-, consegue isolar-se e depois de fintar Artur, marcar. O segundo, num canto, Ivanovic recua quatro passos atrás e perante a apatia de Jardel e André Almeida, marca de cabeça. Portanto, objectivamente, foi isto que se passou, o resto é conversa para alimentar a chama. Até porque, de falta de sorte na Liga Europa, o Benfica não se pode queixar muito. Nós portistas, faz hoje 29 anos, também já tivemos a nossa conta, uma final parecida, a da Taça das Taças de 1984, frente a uma super-Juventus e a um Prokop de má memória. E também custou muito a digerir. Tanto que até fizemos uma angariação de fundos para arranjar verbas e mandar fazer uma taça que servisse como compensação da desilusão e perpetuasse a injustiça de Basileia - agora até dá para rir e seria impossível uma coisa igual. Vitórias morais já não fazem parte do nosso repertório. Depois, bem depois, convencemo-nos que as finais são para ganhar e já lá vão quatro - Viena, Sevilha, Gelsenkirchen e Dublin.
Notas finais:
Uma excelente notícia. E um prémio merecido para muitos portistas que nunca deixam que as modalidades caminhem sozinhas.
Qualquer semelhança entre a transmissão da SIC de ontem, com a do jogo frente ao Fenerbahçe, é pura coincidência.
- Pinto da Costa mete-te nojo, ó Pinhão? Aqui no Porto há muita gente que diz que não, até dizem que gostam das mesmas coisas...
Ainda a propósito, PC disse que gostava que ontem o Benfica ganhasse. Cínico, hipócrita, é preciso ter lata, gritaram alguns e algumas, benfiquistas. Se Pinto da Costa dissesse que queria que o Benfica perdesse, uma vergonha, mau português, provocador... Conclusão: preso por ter cão e por não ter.
Ao contrário do que já li por aí, acho muito bem que o Benfica tenha convidado todos os clubes da 1ª Liga, com excepção do F.C.Porto. Com a Benção Papal ainda ganhavam a taça...
Quarta-feira, 15 de Maio de 2013
A última estação
Não quero saber, mas não vamos esquecer, nunca!, a rábula miserável dos bilhetes que o Barbosa está a fazer. Nem quero saber de todos os apelos, alguns patéticos, aos pacenses para darem tudo frente ao F.C.Porto, como se isso estivesse em causa. Também não ligo a possíveis estímulos vindos daqui ou dali, sempre recorrentes nestas ocasiões, para que os pupilos de Paulo Fonseca façam história. Muito menos menos me aquecem ou arrefecem as muitas transferências de jogadores portistas para aqui e para ali que todos os dias aparecem. Não, aquilo que me interessa saber e sei, é que o F.C.Porto está a preparar-se bem para ultrapassar todos os obstáculos que lhe apareçam pela frente na Mata Real e sair da última estação com o título na bagagem. Não há ruído, provocação ou pressão, não há amarelo por fora e vermelho carregado por dentro, capaz de nos tirar a concentração, desviar atenções do essencial: o F.C.Porto está preparado para tudo, inclusive para em Paços de Ferreira ir buscar o tri ao inferno. Porque SOMOS PORTO!
Notas finais:
Os portistas conhecem-te bem Cadú, lembram-se bem do penalty absurdo que fizeste no Boavista-Benfica decisivo para o título de 2004/2005. Portanto, vires agora dizer e de forma provocatória, que vais ver o Paços - F.C.Porto de cachecol da equipa da Capital do Móvel e camisola do Benfica, só confirma aquilo que já se sabia. Mas tem cuidado, a camisola do Paços é amarela e a do F.C.Porto azul e branca, logo, uma camisola vermelha ali não faz sentido... e alguém pode levar a mal.
Terça-feira, 14 de Maio de 2013
A marca, cultura que ainda nos distingue
Lembram-se todos os que frequentam o Dragão até à morte de eu por várias vezes ter referido que as acusações dos benfiquistas contra Pedro Proença, culpando-o pela perda do campeonato anterior, para além de serem uma grande falácia, significam uma forma de estar que é a antítese da do F.C.Porto. Disse também que mesmo dando de barato os erros do árbitro de Lisboa, erros que penalizaram o bi-campeão - o mais flagrante foi o lance de andebol ou voleibol, como quiserem de Cardozo na área do Benfica -, o Dragão não saiu da Luz campeão. Não, com esse triunfo, o F.C.Porto ficou com 3 pontos de avanço, mas ainda faltavam 9 jogos. Ora e é aqui que a porca torce o rabo, depois, apesar de termos perdido 4 pontos - Académica em casa e Paços fora -, ainda acabamos o campeonato com 6 pontos de avanço. Volto a recordar isto para quê? Para mostrar o que, apesar de tudo - ver este post -, nos distingue do Benfica. Enquanto eles, dirigentes, técnicos, adeptos e até a máquina de propaganda, a partir da derrota frente ao F.C.Porto, só se preocuparam em fazer um grande alarido com o golo irregular de Maicon, deixaram de acreditar e descuraram as suas obrigações - com os 4 pontos que os Dragões perderam, se tivessem feito a seu dever e vencido os seus jogos, tinham sido campeões -, o F.C.Porto, esta época, após o jogo frente ao Marítimo, apesar de ter ficado com um atraso que o tornou dependente dos resultados do Benfica para poder chegar ao título, nunca desistiu, foi vencendo e esperando. É essa marca e essa cultura que ainda temos e eles não tem, que nos distingue e faz com que neste momento estejamos por cima e apenas a depender de nós para conquistar o tri.
Este post, se por um lado tem o objectivo de marcar diferenças, por outro tem o objectivo de lembrar que essa marca e cultura que nos distingue, não só não se pode perder, como tem de ser consolidada.

Como sempre, publico os artigos de terça-feira e os de Paulo Teixeira Pinto de sexta e sábado. Acho melhor não comentar o artigo de Miguel Sousa Tavares. Mas sempre digo o seguinte: quem diz que Varela, andou por ali, das duas uma, ou não viu o jogo ou está de má-fé.Kelvin, marcou o golo da vitória e atendendo ao que isso significou e pode significar, foi o homem do jogo, mas se há um jogador que merece os maiores elogios na partida de sábado passado, é o Drogba da Caparica. Não só marcou o golo do empate, como foi ele que iniciou a jogada do 2-1, foi Varela um dos poucos que conseguiu trazer a equipa para a frente, criar perigo para a baliza de Artur. Não ver isto, repito, ou não viu o jogo, ou está de má-fé
Segunda-feira, 13 de Maio de 2013
A euforia dos adeptos não entra no balneário
A euforia que se instalou entre os adeptos do F.C.Porto no final do jogo de sábado passado, após a vitória frente ao Benfica, foi uma euforia normal, interpreto-a pelas circunstâncias em que o triunfo aconteceu e pelo que significou - a altura e o marcador do golo, mais a conquista do primeiro lugar e a uma jornada do fim, potenciaram aquela explosão de alegria e foram naturais algumas reacções demasiado festivas. Mas mesmo que não fosse assim, mesmo que alguns portistas tenham exagerado nos cânticos e nas reacções de campeões antecipados, os adeptos não jogam e essa euforia não entra no balneário. O que é importante é que o grupo, depois dos dois merecidos dias de folga e no regresso ao trabalho, esteja concentrado, consciente das responsabilidades, das dificuldades que ainda o esperam, mantenha a humildade e o low-profile que o caracteriza. E não tenho dúvidas, quer pelas declarações do Presidente, pelo que conheço da estrutura que gere o futebol profissional do F.C.Porto, que assim será. Como é óbvio, acredito que vamos ganhar e conquistar o tri, mas e bato três vezes na madeira, se isso não acontecer, não será porque a equipa de Vítor Pereira vai entrar na Mata Real com as faixas de campeão ao peito.
Nota final:
No que me diz respeito, estou tranquilo, sereno, confiante, mas mantenho-me fiel à minha filosofia de sempre, isto é, nem embandeirar em arco nas vitórias, nem dramatizar muito as derrotas. Não preciso dizer quando as coisas correm mal que Pinto da Costa é finito, colocar tudo e todos em causa e quando correm bem o Presidente é o melhor do Mundo, já somos outra vez os maiores.
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