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Vitesse 1 - F.C.Porto 2. 1ª parte horrível, 2ª bem melhor


Terminou a participação do F.C.Porto na Fox Sports Cup e o saldo é uma derrota e uma vitória. Se as últimas imagens é que ficam e elas até foram positivas, no conjunto dos dois jogos, às preocupações manifestadas no jogo anterior, juntaram-se as de hoje, particularmente durante a 1ª parte, num jogo com um grau de dificuldade muito menos elevado. Nesta altura, em forma e a ser Porto, apenas os adeptos que estiveram em Arnhem. Grande apoio no Gelredome, mesmo quando a equipa jogava muito mal. Tudo sob as vistas do presidente Pinto da Costa.

Primeira-parte horrorosa do F.C.Porto, ao nível do pior Porto da época passada. Se frente ao PSV, campeão holandês, durante cerca de vinte e poucos minutos, ainda vimos coisas positivas, dinâmica, pressão, alguma coesão, organização, circulação e um ritmo interessante, nos 45 minutos iniciais do jogo de hoje, no confronto com o nono classificado, não vimos nada. Nem o facto de estarmos na pré-época justifica uma exibição tão pobre. O Vitesse marcou um golo, mas podia ter marcado três. Sim, os holandeses, para além do golo que lhes deu uma vantagem mais que justa ao intervalo, tiveram mais duas oportunidades flagrantes. Tanto no golo como nos lances que só não acabaram no fundo da baliza de Casillas, por acaso, erros básicos, do meio-campo e defesa do F.C.Porto. Entradas fora de tempo, má cobertura nas laterais e na zona central, falta de pressão sobre o portador da bola, mostraram novamente as fragilidades de alguns jogadores portistas. Se a defesa e o meio-campo não funcionam, o ataque ressente-se.

Depois de uma 1ª parte tão má, na 2ª o F.C.Porto só poderia melhorar. Melhorou. A equipa de NES passou a ser mais consistente, equilibrada, assertiva, circulou melhor, apenas permitiu um lance de perigo à equipa da casa - péssima abordagem de Casillas, Reyes batido no jogo aéreo, só não foi golo porque a bola bateu na barra e saiu, como podia ter entrado -, ameaçou, conseguiu a cambalhota por Corona e André Silva, este de penalty, pelo que fez na etapa complementar, acabou por justificar a vitória. Note-se e registe-se: o melhor período do F.C.Porto foi nos últimos 20 minutos, quando o conjunto azul e branco já tinha feito entrar, Maxi, Alex Telles, Herrera, João Carlos Teixeira - calma, João, o golo vai acontecer naturalmente...-, Corona e Otávio. A grande maioria dos que tinham estado nos melhores momentos da partida de quinta-feira. André Silva e Bueno, tinham substituído Hernâni - mais uma chance desperdiçada - e Josué. Ficando da equipa que entrou de início do jogo - Casillas, Varela, Chidozie, Reyes e Layún, Rúben Neves, André André e Josué, Brahimi, Aboubakar e Hernâni -, apenas o guarda-redes e os centrais

Notas finais:
Primeira e mais que justa, para Alberto Bueno. Quem está tanto tempo parado e regressa a um nível muito aceitável... tem de merecer mais oportunidades.

Se Indi, parece claramente uma carta fora do baralho, o facto de Quintero voltar a não ser utilizado, indicia que o colombiano não está numa situação muito feliz. Já Evandro, porque jogou frente ao PSV, mesmo não jogando hoje, ainda pode ter hipóteses. Atenção, sou eu a conjecturar, pode não ser nada assim.

Segue-se na próxima semana os alemães do Bayer Leverkusen, equipa forte, ao nível ou até melhor que o PSV. Acredito que Nuno Espírito Santo, após estes dois jogos já tem uma ideia melhor sobre quem é quem, mesmo continuando a ser um jogo de pré-época, na quarta-feira já teremos um onze sem tantas experiências.

O momento de falar é agora...


Nota de abertura:
O momento de falar é agora, porque quando for a sério, perdoem-me a expressão e o exagero, mesmo que a equipa seja composta por um bando de coxos, é ao lado dela e a torcer por ela que estarei. E se as coisas não correrem bem - bato três vezes na madeira - e só desejo que corram, não andarei a apregoar, eu bem avisei, eu bem avisei...

Concordo com Pedro Marques Lopes quando diz que um adepto de um clube grande não esmorece, não lhe pode chegar o vírus do pessimismo, tem de acreditar, sempre. É verdade, Pedro, mas compete a esses adeptos, aos de sempre e para sempre, alertar, questionar, perguntar, principalmente, serem realistas. Por exemplo e vou-me repetir: é natural que depois de três anos de insucesso, os responsáveis do F.C.Porto ajam como se a época passada fosse uma época, já não digo extraordinária - essas são quando se ganham provas europeias -, mas uma boa época, pelo menos, com o título conquistado, em que os Lugares Anuais se vendem muito mais facilmente? Uma pergunta: como estão a decorrer as renovações de Lugares Anuais? Bem? Mal? Muito mal, tão mal que o prazo vai ser prorrogado? O que fez o F.C.Porto, para além do vídeo de promoção, de uns emails e sms, a dizer, contamos consigo? Estas indefinições em torno da formação do plantel, ajudam ao optimismo, motivam e mobilizam as tropas? Depois do jogo de ontem, mesmo que um particular tenha pouca importância, não fica a nítida sensação que, para além de outras coisas, quando a equipa sofre um golo cai a pique, maleita que continua, independentemente de quem a treina? Não falta alma, crença, aquela enorme vontade de ganhar que levava à transcendência? Mas como podem jogadores, alguns deles com tão poucos anos de clube, terem esses itens fundamentais, quando no topo da hierarquia andam todos desaparecidos em combate, não temos um único sinal que as coisas vão mudar?

Não há adeptos perfeitos e eu sou um adepto cheio de defeitos, ponto final. Mas faço um esforço para ser objectivo, construtivo, sério nas abordagens aos assuntos do F.C.Porto. Por isso, dizer que não estou preocupado, seria faltar à verdade e isso não faço. Amanhã posso chegar à conclusão que fui precipitado, impaciente, exagerado... não faz mal, aguento bem com isso e como seria para bem do F.C.Porto... ficarei felicíssimo.

Os tocadores:
Não vou discutir a qualidade de André André, Quintero, Herrera, Otávio, João Carlos Teixeira ou Evandro. Mas são todos médios muito semelhantes, os chamados médios tocadores. Isto é, médios de tocam, tocam, tocam, raramente rompem, os passes de roptura bem executados contam-se pelos dedos durante uma época inteira, poucas vezes rematam de fora, quando rematam é para fora ou fraco, fácil para o guarda-redes. Precisámos de um médio diferente.

Nota final:
Não vou colocar aqui a capa do panfleto da queimada de hoje, mas guardei-a para memória futura. Quero ver até onde vai a desfaçatez, falta de pudor e vergonha na cara desta gente que faz o panfleto da queimada.

Entretanto o Dragão até à morte está em condições de assegurar que o F.C.Porto rejeitou uma proposta de 40 milhões por Martins Indi, 50 por Vincent Aboubakar, 25 por Diego Reyes, 45 por Hector Herrera, e em cima da hora, 35 milhões por André Silva, mais o empréstimo, com opção de compra, de Vietto.

PSV 3 - F.C.Porto 0. Continua a posse inconsequente e os erros defensivos, numa equipa curtinha


Um particular de pré-época, vale sempre o que vale, terá a importância que lhe quisermos dar - por exemplo: o panfleto da queimada, após a vitória do Benfica frente ao Derby County, clube que milita na 2ª divisão inglesa, gritava em destaque de capa que o mais maior, melhor, grande clube do mundo, já voava alto, mas após a derrota com os também ingleses do Sheffield Wednesday e da mesma divisão, mudou a agulha, preferiu arrumar o assunto para um canto e destacar Lindelof. Mas como já tinha dito anteriormente, uma coisa é o F.C.Porto defrontar o Osnabruck que milita na 3ª divisão alemã, outra é defrontar o campeão da Holanda. O PSV, acabadinho de golear o Sporting por 5-0, é uma excelente equipa, tem um bom plantel e que não sofreu grandes alterações, mantém o mesmo treinador, com as vantagens inerentes, está já com um andamento alto. Resumindo, era um excelente teste para ver como estão a evoluir os Dragões de Nuno Espírito Santo. Houve alguma evolução, mas a nota é negativa e ficou à vista que para além do muito trabalho que ainda tem pela frente, a equipa precisa de ser reforçada e bem. Mas os jogos frente a estas equipas servem para isto mesmo... para que o treinador corrija, para os responsáveis vejam com olhos de ver, que este Porto, mesmo que naturalmente, venha a crescer bastante, é muito curtinho.

F.C.Porto entrou de início com José Sá; Maxi Pereira, Felipe, Marcano, Alex Telles, Evandro, Herrera, João Teixeira, Corona, Otávio e André Silva e a primeira-parte pode dividir-se em dois períodos: até ao minuto 23, altura em que os holandeses chegaram à vantagem, e depois do golo, até ao intervalo. No primeiro período, um Porto dinâmico, com um ritmo interessante, pressionante, organizado, capaz de reagir bem à perda da bola e sair para o ataque, embora com pouca contundência no último terço, estava por cima, sofreu um golo contra a corrente do jogo, numa má abordagem de Filipe. Depois, um Porto que perdeu quase todas as virtudes, o PSV tomou conta da bola, foi superior, chegou à frente com perigo, num lance de bola parada e num misto de incompetência e azar, fez o segundo, vantagem com que as equipas foram para as cabines.

Pelo que fez até os campeões da Holanda se adiantarem no marcador, talvez o resultado penalizasse demasiado a equipa de Nuno Espírito Santo, mas continua a ser muito fácil marcar golos ao F.C.Porto. E se dois golos era demasiado, a equipa de Phillip Cocu depois do primeiro golo foi melhor.

Para a segunda-parte, o técnico portista mexeu, entrou Rúben Neves para o lugar de Evandro e o F.C.Porto voltou recuperado. Sem chegar a atingir o nível do seu melhor período da primeira-parte - a capacidade para pressionar, o ritmo e a dinâmica não foram os mesmos -, foi superior, dominou, teve muita bola, mas continua a ser uma equipa praticamente inofensiva na zona onde se marcam golos e decidem os jogos. E já com uma equipa praticamente nova - José Sá, Varela, Chidozie, Reyes e Layún, Rúben, André André e Josué, Hernâni, Aboubakar e Brahimi -, mais uma vez o F.C.Porto sofreu um golo, com a abordagem ao lance por parte de Hernâni, Varela e Chidozie, a ser inadmissível, mesmo em iniciados.

Notas finais:
Indi voltou a não jogar, não sei porquê. Sei que aquela imagem do jogador sozinho no banco, parecia abandonado e de castigo, não foi bonita. Outro que não foi utilizado foi Quintero, as razões podem ser várias, mas o colombiano, ao contrário de Indi, tinha jogado na Alemanha.

No melhor momento do F.C.Porto, até estava a gostar de Filipe, João Carlos Teixeira e Alex Telles, depois do golo, tal como a equipa, baixaram, nem pareciam os mesmos, em particular o central.

Os médios do F.C.Porto, Quintero, Otávio, João Carlos Teixeira, André André, Evandro, Herrera, são todos muito parecidos, nenhum tem capacidade para rematar de fora, romper...  

De Josué para o miúdo João Serrão


O panfleto da queimada - cada vez está mais parecido e confunde-se com as lixeiras do Grupo Cofina -, traz hoje à estampa que Josué está a forçar a saída do F.C.Porto. Não acredito! E não acredito por uma razão: apesar de tudo, acho que ainda resta algo daquele F.C.Porto do passado, tempo em que não havia espaço para as pulgas terem catarro. Josué, cujo o contrato termina em 2017, tem todo o direito de não o querer renovar, mas não tem direito nenhum a forçar a saída. Mais, tem de cumprir os seus deveres e obrigações profissionais, dar tudo pelo clube que lhe paga e de cara alegre. Ponto final. Não sei se a notícia tem ponta por onde se pegue, mas fica como exemplo de como se deve agir nestes casos.

A propósito do miúdo da formação do F.C.Porto, João Serrão, que foi para a Juventus.
Não o conheço, mas diz quem o conhece, que é bom jogador, deve ser, caso contrário o campeão italiano não se tinha interessado por ele. Dito isto, vamos ao que importa:
Que o F.C.Porto tem muito talento na formação, tem(*). Mas neste mundo global, se o F.C.Porto anda por aí à procura desse talento e já tem descoberto algum, os grandes clubes fazem o mesmo. E como têm condições económicas e financeiras muito acima das do F.C.Porto, é perfeitamente natural que um ou outro escapem. Aconteceu com João Serrão, aconteceu com um miúdo do Vitória S.C. e dois do Benfica, um para a Velha Senhora e outro para o Inter. O que espero o F.C.Porto faça? Simples: que seja rigoroso e criterioso nas opções, que depois seja capaz de segurar os melhores, aqueles que a priori tenham qualidades que prometam mais sucesso no futuro, mas sem loucuras. Sim, porque ao contrário do passado, em que empresários eram só para os seniores, agora qualquer puto que saiba dar dois chutos numa bola, tem logo um empresário a bater-lhe à porta, a oferecer dinheiro aos pais e a prometer o paraíso ao miúdo. Alguns, deixam os clubes onde cresceram, a cidade onde nasceram, a família e os amigos, até se dão bem. Mas também há aqueles que se dão mal, se arrependem dos passos que dão. É futebol, é vida, não devemos dar mais importância a esta matéria do que tem de facto. Nem criar um caso, aproveitar para disparar a torto e a direito, na grande maioria das vezes sem sabermos porque acontece isto e não acontece aquilo.
O F.C.Porto tem problemas e não os escondo. Mas se até uma simples saída de um miúdo da formação - alguns nunca o viram jogar, mas já falam dele como se fosse a quinta maravilha -, é motivo para dizer tudo e mais alguma coisa... então, meus amigos, vamos pagar um preço alto...

(*) Se o aproveita da melhor forma já outra história, um assunto recorrente e já muitas vezes aqui abordado. Recordo que no passado, tão recordado e glorificado, foram raros os jogadores que passaram directamente da formação para o plantel principal, jogadores com grande currículo de Dragão ao peito, andaram emprestados vários anos, até regressarem e imporem-se. A título de exemplo, recordo alguns: Ricardo Carvalho jogou em três clubes antes de voltar para ficar no F.C.porto, idem para Jorge Costa, Rui Barros, Sérgio Conceição, etc. Outros, sendo da formação portista, não brilharam no F.C.Porto, brilharam noutras latitudes, Pedro Barbosa e Sá Pinto, por exemplo.

PS - No que toca ao Josué, até estou particularmente à vontade... apesar de alguns excessos de irreverência, algumas atitudes durante e no final do jogo da Taça de Portugal, gosto dele.


É preciso criar uma onda que acabe com o cepticismo e as desconfianças, motive e mobilize o portismo


Não sei se é impressão minha e posso até estar a exagerar, mas a partir dos contactos que tenho com alguns amigos, tão portistas como eu, há neste momento desânimo, desconfiança, uma parte do universo que torce pelo F.C.Porto não está confiante e crente que 2016/2017 vai ser diferente de 2015/2016. É natural, é compreensível, nos últimos anos o futebol portista, desde o seu máximo responsável até aqueles que jogam e treinam - os adeptos até podem não ter um comportamento exemplar, em particular em alguns jogos no Estádio do Dragão, mas a sua responsabilidade é muito mais limitada... -, não tem correspondido às expectativas. E assim, não admira que haja quem queira as coisas para ontem. Por exemplo, naquela posição onde muitas vezes se decidem campeonatos, o chamado ponta-de-lança, cada dia que passa sem aparecer alguém que a priori garanta a qualidade necessária, alguém que tenha capacidade para fazer golos, como já tivemos no passado recente com Falcao e Jackson, sem esquecer Hulk - o brasileiro não sendo propriamente um ponta-de-lança, podia jogar na frente do ataque e marcava muitos golos -, o cepticismo aumente e como gato escaldado de água fria tem medo, os portistas receiam uma contratação de última hora, que apareça uma solução tipo Osvaldo. Não podemos voltar a falhar ali.
Portanto, sem precipitações, é importante dizer coisas que fujam às declarações de circunstância de treinador e jogadores, dar sinais que não há razão para desconfianças, se está a trabalhar para mudar o rumo, na próxima época vamos ter o regresso do verdadeiro Dragão.
Agora que o Euro já acabou, é preciso Porto, Porto, Porto, criar uma onda de entusiasmo que motive e mobilize os portistas.

Os jogos particulares de pré-época, valem o que valem, já vi grandes pré-épocas transformarem-se em campeonatos fracos, já vi o contrário. Mas há uma grande diferença entre defrontar o Osnabruck da terceira divisão alemã, ou o PSV, campeão holandês. Por isso, na próxima quinta-feira, se o jogo for transmitido pela televisão já poderemos ter mais e melhores notas, quer sobre a equipa quer sobre os jogadores, em particular os reforços.
 
Nota final:
Ontem renovei o meu Lugar Anual, com jogos europeus, mesmo sem a garantia que o F.C.Porto vai participar na Champions League - o preço é igual, mesmo que a importância da Liga Europa seja bem diferente... A vida não está fácil, o lugar aumentou 10%, mas porque apesar disso, posso, cumpri a minha obrigação de portista militante e contribuinte. Que os profissionais do F.C.Porto, a começar no seu máximo responsável, cumpram também a sua obrigação. Um por todos e todos pelo F.C.Porto, tem de ser o lema. Um F.C.Porto unido, coeso, solidário, é um F.C.Porto fortíssimo, ganhador. Um F.C.Porto sem essas premissas não ganha nada.

F.C.Porto 2 - Vfl Osnabruck 1. Novidades, para já, apenas Varela a defesa-direito


No primeiro jogo particular a que pudemos assistir, o F.C.Porto defrontou o Vfl Osnabruck, conjunto que milita na terceira divisão alemã. Com apenas um reforço na equipa que iniciou o jogo, o brasileiro Filipe, a que se juntou Josué e José Sá, nos que não jogaram na época anterior na principal equipa portista, o conjunto de Nuno Espírito Santo entrou a perder, chegou ao intervalo empatada a um - golo de Marcano -, mas deu a cambalhota e venceu por 2-1 - golo de André Silva.

A primeira-parte foi fraca, a segunda e em particular depois dos 25 minutos, muito por fruto das substituições, melhor, mas sem nunca atingir grande brilhantismo. Não se discute a justiça do resultado, que podia ter sido mais dilatado - Quintero falhou um penalty.

Nestes jogos as pernas pesam, falta discernimento, não é o jogo ideal para analisar os reforços, Filipe, João Carlos Teixeira e Alex Telles. Fica lá mais para a frente, quando as pernas estiverem mais leves, mas também, os adversários colocarem outro tipo de dificuldades. No modelo, no sistema e nas dinâmicas, nada de novo. Até se pode dizer que de novo, apenas Varela a lateral-direito.

Jogadores utilizados:
Guarda-redes, José Sá e Andrés Fernández;
Defesas, Maxi, Filipe, Marcano, Chiozie, Reyes, Layún e Alex Teles;
Médios, Rúben Neves, Josué, Herrera, Quintero, Otávio, João Carlos Teixeira, André André;
Avançados, Varela, mas jogou a lateral-direito, Corona, Aboubakar, Brahimi, André Silva, Hernâni.



No dia da partida para estágio, o sorteio do campeonato, Liga NOS


O F.C.Porto partiu esta tarde para o estágio na Alemanha que vai durar até ao dia 28. Durante esse período, os Dragões defrontam já no próximo domingo, dia 17, às 16 horas, os alemães do Osnabruck, jogo transmitido pelo Porto Canal; os holandeses do PSV, no dia 21, às 20 horas; segue-se também da Holanda, o Vitesse, dia 23, às 14:30, estes jogos fazem parte da Fox Sports Cup; e faz o último jogo no dia 27, às 17 horas, frente ao Bayer Leverkusen.
Viajaram os seguintes jogadores:
Guarda-redes:
Casillas, José Sá e Andrés Fernández;

Defesas:
Maxi Pereira, Chidozie, Marcano, Diego Reyes, Felipe, Martins Indi, Layún e Alex Telles;

Médios:
Rúben Neves, Evandro, Herrera, André André, Otávio, João Teixeira e Quintero;

Avançados:
Brahimi, Hernâni, Corona, Josué, Varela, Bueno, Aboubakar e André Silva.

Só falta Danilo, já que Sérgio Oliveira(*) que está na lista final de convocados para os Jogos Olímpicos, tudo indica que não faz parte dos planos de Nuno Espírito Santo para a próxima época.  Idem para Marega, Suk - também estará no Rio de Janeiro -, José Ángel e o guarda-redes Ricardo Nunes.

(*) Reconheço que falta regularidade e intensidade a Sérgio, mas e este pensamento não é de agora, tem para mim características que o deviam levar a fazer sempre parte do plantel e até dos 18 para cada jogo: ninguém remata tão forte e sem precisar de ajeitar muito, como ele. Mas isto sou eu a pensar, pelos vistos o treinador pensa de maneira diferente.

Já há calendário do campeonato, Liga NOS e o F.C.Porto começa em Vila do Conde frente ao Rio Ave e termina em Moreira de Cónegos frente ao Moreirense.
Clássicos, visitamos em Alvalade na 3ª jornada, recebemos o Benfica na 10ª. Calendário completo do F.C.Porto:
1ª Jornada, Rio Ave - F.C.Porto;
2ª Jornada, F.C.Porto - Estoril;
3ª Jornada, Sporting - F.C.Porto;
4ª Jornada, F.C.Porto - Vitória S.C.; 
5ª Jornada, Tondela - F.C.Porto;
6ª Jornada, F.C.Porto - Boavista;
7ª Jornada, Nacional - F.C.Porto;
8ª Jornada, F.C.Porto - Arouca;
9ª Jornada, Vitória F.C. - F.C.Porto;
10ª Jornada, F.C.Porto - Benfica;
11ª Jornada, Belenenses - F.C.Porto;
12ª Jornada, F.C.Porto - Braga;
13ª Jornada, Feirense - F.C.Porto;
14ª Jornada, F.C.Porto - Chaves;
15ª Jornada, F.C.Porto - Marítimo;
16ª Jornada, Paços de Ferreira - F.C.Porto;
17ª Jornada, F.C.Porto - Moreirense.

Duas notas finais: 
Consta que o jovem Leonardo Ruiz, jogador que esteve nos juniores e depois na equipa B do F.C.Porto, não fica nos Dragões e vai para o Sporting. Não sei porque não ficou no clube que o descobriu, mas deve haver razões que tenham justificado a opção portista. Leonardo, principalmente a partir do momento que André Silva passou para o plantel principal, teve uma grande oportunidade de se afirmar, não a aproveitou totalmente. Talvez seja possa ser essa a razão para a posição do F.C.Porto. Recorde-se que o já citado André Silva e Rui Pedro, outro jovem e talentoso ponta-de-lança, estão bem amarrados e essa era a grande prioridade... pelo menos, teoricamente. Amanhã pode acontecer que quem promete menos seja mais competente e faça uma carreira mais bonita. No futebol tudo é muito relativo.

Como sou um optimista, depois de ver a capa do panfleto da queimada, com o destaque, "Lucas Silva no Sporting. F.C.Porto ultrapassado", estava à espera de ver hoje, "Nagy no Bolonha. Benfica ultrapassado", mas vendo bem, seria pedir demasiado...


"Para ti, Eusébio!" Não recomendável a estômagos sensíveis


Nota do autor:
A peça que podem ler, clicando na foto, não é aconselhável a quem tiver um estômago sensível.

Já vi, li e ouvi muita coisa durante esta longa caminhada de apaixonado pelo pelo futebol e pelo F.C.Porto e quando pensava que já nada me podia surpreender, a peça "Para ti, Eusébio!", de autoria de Edite Dias, ainda me deixou incrédulo. Devia haver limites para a indecência, mas infelizmente não há. Este aproveitamento até à náusea da figura de Eusébio, é uma pouca vergonha que se vai repetindo.
Fernando Santos, Cristiano Ronaldo, Rui Patrício, Pepe, etc.? Não! Tudo se deve a Eusébio, foi Eusébio, sempre presente, que levou a selecção portuguesa ao título.
E falam eles na clubite dos adeptos...

Não está em causa o valor do jogador, mas qual é a lógica da contratação de Alex Telles?


Se o F.C.Porto fosse um clube rico e com capacidade para ter dois jogadores de qualidade para cada lugar, não estaríamos aqui a discutir porque já tendo gasto mais de 6 milhões ao accionar a cláusula de opção do mexicano Miguel Layún, seu lateral-esquerdo titular na época passada, vai agora gastar um valor semelhante noutro lateral-esquerdo, Alex Telles. Mas como o F.C.Porto não é um clube rico, os tempos não estão nada fáceis e precisando muito de vender, ainda não vendemos - as contas do ano 2015/2016 vão apresentar um enorme prejuízo, cujas consequências neste momento ainda não podem ser avaliadas - sem esquecer que há outras prioridades - não estando na cabeça do treinador, em primeiro lugar um ponta-de-lança e em segundo um extremo... -, como justificar a contratação do lateral brasileiro ex-Galatasaray, com uma passagem na temporada anterior pelo Inter? Porque Alex, para além de ser um lateral tecnicamente evoluído, que não compromete a defender e ataca bem, é, ao contrário de Layún, um esquerdino e por isso não precisa de mudar de pé quando chega a hora de cruzar, com as vantagens inerentes? Porque Nuno Espírito Santo até pode utilizar Layún na esquerda da defesa, mas apenas como recurso e tem na cabeça outras possibilidades para o polivalente mexicano? Há mouro na costa do mexicano? Não sei, mesmo reconhecendo que Alex Telles teoricamente tem tudo para dar certo e ser uma excelente aquisição, neste momento não percebo a necessidade da sua contratação. Mas espero vir a perceber brevemente. Sim, porque tem de haver uma explicação para o F.C.Porto investir mais de 12 milhões em dois laterais quando há nos quadros do clube uma alternativa. Refiro-me a Rafa, um jovem que embora ainda precise de crescer, já dá garantias mínimas. Para além do mais, depois de Rúben Neves e André Silva, seria mais um sinal que a formação conta e nestas alturas de crise, muito mais.

Panfletadas
O, chamemos-lhe Caso Lucas Silva, é sintomático da forma como se faz jornalismo no panfleto da queimada. Resumidamente, a história é simples: na sexta-feira, o panfleto dirigido pelo "Pastel de Belém", trazia uma peça em que, sintetizando, dizia-se que o F.C.Porto estava a fazer pressão por Lucas Silva - clicar na foto da esquerda para ler.
No sábado, enquanto na capa se destacava que Lucas Silva, afinal, ia para o Sporting e que o F.C.Porto tinha sido ultrapassado, no interior, para além da vitória leonina, depois de várias derrotas, constava que o jogador estava em Lisboa desde sexta-feira de manhã, note-se, poucas horas depois de se dizer que os Dragões pressionavam - clicar na foto do lado direito. Nesse mesmo sábado, como sabem, o F.C.Porto em comunicado desmentiu a notícia. Ora, acham que o panfleto publicou o comunicado? Não, não publicou. Portanto e concluindo: o rigor, ética e deontologia, foram claramente pisadas, isto pode ter vários nomes, jornalismo... não é de certeza e situações destas são o dia a dia na comunicação social portuguesa. Reacções de quem de direito a estas poucas vergonhas? Nada. Mas se amanhã, cansado de tanta desfaçatez, o F.C.Porto reagir a sério contra o panfleto, aí, não faltarão as do Sindicato dos Jornalistas, seguramente que lá vem o Presidente da Carteira de Jornalistas, Henrique Pires Teixeira, falar em crimes contra a liberdade de informação, tal como fez quando Cristiano Ronaldo atirou o microfone da lixeira da manhã tv ao lago.

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