Populares Mês

Quanto mais se vai conhecendo do polvo, mais eles se armam em anjinhos


Cada dia ou cada terça-feira que passa, ao ao lermos o Dragões Diário ou vermos o Universo Porto - da Bancada, apesar de conhecermos bem o polvo e os seus tentáculos, sabermos até onde ele pode ir e até onde pode ir a desfaçatez de alguns, em primeiro lugar do presidente do Benfica/clube do regime, Luís Filipe Vieira - aqui no blog tantas vezes denunciada -, ainda vamos ficando surpreendidos. Como se viu no programa de ontem, em plena sala de imprensa de Alvalade e com ares de dono disto tudo, Vieira intimidou jornalistas, provocou e para terminar deu ares de bom samaritano, atirando a enigmática frase: foram mesmo três penálties, coitado do Artur. Ficamos todos sensibilizados com essa declaração, até porque nós também em plano estádio da Luz já tínhamos dito o mesmo. É, quando de um Benfica 2 - F.C.Porto 0, época 2013/2014, vendo a vergonhosa arbitragem do juiz do Porto, dos penálties que não assinalou - dois, daqueles que não são de televisão (como agora se disse, foram os do Sporting - Benfica), um num empurrão a Quaresma e outro num derrube a Danilo, que para o escândalo ainda ser maior, levou amarelo por simulação e veio para a rua -, de beneficiar claramente o infractor numa jogada em que Jackson Martínez ia isolado para a baliza do Benfica, também dissemos, coitado do Artur... pena que ninguém captasse o desabafo.
Se quem tinha qualquer dúvida acerca da existência de um um polvo tentacular, do estado lampiânico e das cumplicidades que goza junto de uma comunicação social castrada, sem esquecer as conivências com poderes públicos e privados, já as perdeu completamente. Apesar disso o que admira é vermos gente ligada ao Benfica e que devia ter cuidado e tento no que diz, ainda se dar ares de superior e atirar-se aos outros, esquecendo e passando como raposa por vinha vindimada, sobre factos gravíssimos que aconteceram durante o passado fim-de-semana, como fez hoje Bagão Féliz no panfleto da queimada.

Como digo muitas vezes, têm telhados que não aguentam nem com uma casca de tremoço, mas quem os vê, ouve e lê, parece que são de uma casta superior, só lhes faltam as asas para serem anjinhos.
Na mesma linha do que disse ontem, agora anda tudo preocupado com o estado do futebol português. Querem resolver o problema? Já em 2010 fiz o diagnóstico e apontei a solução - aqui.
Estamos em 2017, os problemas continuam e têm sempre a mesma origem: o Benfica/clube do regime e quem o lidera. Enquanto não houver coragem para tratar o clube da Luz e quem o lidera, como tratam os outros clubes e os seus líderes, o futebol português vai ser sempre isto... a não ser que nós e o Sporting nos conformemos. O Benfica/clube do regime não é capaz de reconhecer o mérito dos adversários, julga-se com direitos diferentes, acima da lei, quando alguém se atravessa no seu caminho começam os problemas. É só olhar para o futebol português dos últimos anos.

Quatro notas finais:
Curioso tratamento jornalístico que foi dado ao que paga o Benfica em comissões, em comparação com casos semelhantes passados no F.C.Porto.

Pelo sim, pelo não:
- Alô, alô, Sandra Felgueiras, por onde andas tu?

O outro vai trocando de treinadores como quem troca de camisa. Se fosse presidente do outro grande clube do distrito, já há muito que tinha saído pela porta dos fundos. Como é presidente de um clube que desde que ganhe casa mãe, tudo está bem, lá vai continuando e quer ser campeão nos próximos tempos. O poder do polvo não dá para tanto... ou dá?

O jornal O Jogo que tem a fama de ser um jornal pró-F.C.Porto e é quase sempre utilizado por adeptos e não só, de outros clubes, como arma de arremesso e contraponto ao benfiquismo, esse sim notório e doentio, do panfleto da queimada. Não acho nada, desde as capas a Norte e a Sul, colunistas, espaços dedicados a cada um dos três grandes, análises aos casos de arbitragem, editoriais, etc. Mas ainda bem que não é, um jornal como eu o entendo, tem de ser isento, rigoroso, equilibrado, ter ética e deontologia, não pode ser pró-nada. Tudo isto vem a propósito das razões de queixas do F.C.Porto no jogo frente ao Feirense. O Jogo foi ouvir, pasme-se, Pedro Henriques, não o ex-árbitro, mas o comentador da Sport TV, um faccioso, tendencioso e sectário da pior espécie - porque não foram ouvir o Pedro Guerra, o Chouriço ou o Pedro Ventura, por exemplo? É que não se diferenciam...

Sobre o F.C.Porto - Feirense, disse Pedro Henriques:
"Isto não pode servir para explicar todos os tropeções. Ao FC Porto não é a primeira vez que isto acontece: sempre que tem uma oportunidade de passar para a frente, a equipa falha. Eu sei que tem influência os erros da arbitragem, mas os erros fazem parte do futebol. Mas uma equipa que falha dez golos não pode justificar apenas com erros de arbitragem e tem de assumir as suas responsabilidades. E a verdade é que os jogadores estão sempre de parabéns, mas parece-me que foi um tiro no pé..."
Este comentário e fazendo um grande esforço, como tese até podia ser aceitável, mas nunca vindo da boca de Pedro Henriques. Porquê? Porque se recuarmos uns meses e verificarmos o que foi dizendo o mesmo comentador durante o Marítimo - Benfica:
"O árbitro anda a dormir o jogo todo."
"Deve ter chuva nos olhos e precisa de um limpa-brisas para limpar o olhos."
"Este árbitro é ridículo."
"Não adianta os jogadores do Benfica caírem porque ele hoje não marca nada.", rapidamente concluiremos que é mais um que se rege pela cartilha, tem dois pesos e duas medidas, o que disse sobre o F.C.Porto nunca diria sobre o Benfica.


No dia da Liberdade, lutemos pela liberdade do futebol português capturado por um enorme polvo

 Porquê, só agora, Pedro?

Durante várias épocas e para nosso desespero, o F.C.Porto manteve-se mudo em quedo, foi comido de cebolada, para usar uma expressão muito cara ao Sonso que treina o Benfica/clube do regime. Era  tudo em nome da marca, da promoção e defesa da indústria do futebol, era preciso uma Liga NOS à imagem e semelhança da Premier League. Durante esse período, já sabíamos, mas sabemos agora com em mais pormenor, o clube do regime e os seus paus mandados, com a conivência de uma comunicação social capturada e cobarde, tomou conta das instituições que regem o futebol português, começando na disciplina, passando pela justiça, terminando na arbitragem. Para além disso, com a ajuda de gente bem conhecida e uma cartilha que devia envergonhar quem dela faz uso e quem a criou, o Benfica condiciona, coage, incendeia, provoca e insulta adversários e todos aqueles que se atravessam na sua frente. Como se isto fosse pouco, quer na Benfica Tv quer em outros canais, privados e até públicos, semanalmente assistimos aos mais degradantes espectáculos que apenas servem para acirrar ânimos, promover o ódio e uma rivalidade doentia, sempre com epicentro nos que torcem pelo encarnado. Sobre tudo isso, a Liga e o seu presidente, nada fizeram, nunca preveniram, nunca agiram. Também nada fizeram contra as claques, fora-da-lei, do Benfica, mesmo quando o seu comportamento merecia a mais veemente condenação. Agora, não sei se por hoje ser 25 de Abril, dia da Liberdade, se pelo que aconteceu na madrugada do dia do derby entre Sporting e Benfica, se porque o desígnio nacional da conquista do tetra está quase cumprido, é tempo de enterrar os machados de guerra. É o que pede em reflexão e num apelo rodeado de dramatismo, Pedro Proença, o senhor presidente da Liga. Diz mais coisas, tudo muito interessante, muito didáctico, declarações cheias de boas intenções e que todos nós subscreveríamos, se não soubéssemos no país que estamos, no que é actualmente o futebol português. Pedro Proença, melhor do que ninguém e até pela terrível experiência pessoal que já viveu, sabe que paz e sossego no futebol português, só é possível se nada atrapalhar os interesses do Benfica/clube do regime. Se alguém não se vergar e as coisas se complicarem para os lados da Luz, aí, isto pega fogo, vale tudo, desde ameaças de não participação em provas, até ataques contra o governo, contra FPF contra LPFP. Nem é preciso recuar muito no tempo, basta ver o que acontecia quando o Benfica não ganhava...

Dentro da mesma linha de raciocínio, é o editorial da rainha de Inglaterra que tem o nome por baixo de director, no panfleto da queimada. Vítor Serpa, disserta sobre a liberdade, pergunta para que serve, critica quem a usa mal. O cúmulo do cinismo e da hipocrisia em todo o seu esplendor. Desde um colunista provocador, pirómano e incendiário como Rui Gomes da Silva, conhecido pelo Chouriço; até à permissão de comentários no site do jornal que não são mais que insultos de bolinha vermelha no canto superior; passando por um jornalismo sem ética e deontologia, um jornalismo vergonhosamente pró-Benfica e contra todos aqueles que lhe disputam as vitórias; na Bola de Vítor Serpa, vale tudo aos guerras, delgados, bonzinhos, paralves e afins, gente que tecla e fala de camisola do Benfica vestida, cachecol não pescoço e bandeira na mão. Também neste caso, agora que as coisas estão encaminhadas para os lados de Carnide, paz, paz, paz, isto já foi longe demais, que ninguém se atreva a colocar em causa os méritos do Benfica.

Portanto, não nos deixemos embalar e no dia 25 de Abril, dia da Liberdade, lutemos pela liberdade de um futebol português actualmente preso nas amarras de um polvo com tentáculos que se estendem e controlam tudo, desde a disciplina, continuando na justiça, passando pela arbitragem e terminando na comunicação social, neste caso, indo ao encontro do que diz Miguel Sousa Tavares e faz parte do meu combate desde que existe o Dragão até à morte, uma das grandes culpadas do estado em que se encontra o futebol português.
Continuemos a erguer a nossa voz contra ídolos com pés de barro, santinhos do pau oco, midas de pacotilha, os que devem milhões e são tratados como de devessem tostões, freteiros, recadeiros, vendilhões do templo e jornalistas entre aspas.
E saudemos o portismo sempre tão mal tratado, insultado, caluniado, vilipendiado, achincalhado, mas que, cada vez mais, tem todas as razões para andar de cabeça bem levantada, olhar nos olhos seja quem for sem se envergonhar.

Sinceramente, nunca houve tanto para dizer e tanta vontade de não dizer nada


Apetecia-me falar de mais uma roubalheira, dois penalties para o tecto, uma constante desta época. Dizer que, de facto, como se viu ontem na arbitragem de Rui Costa - árbitro do Porto, note-se e sublinhe-se -, desde que dois supostos adeptos do F.C.Porto foram à Maia e mandaram umas bocas a Artur Soares Dias, os árbitros ficaram cheiinhos de medo, coagidos, condicionados, não é verdade, ratos de esgoto?
Do treinador e da equipa, incapazes de responder afirmativamente quando a coisa apertou, a pressão aumentou e era preciso transcendência, superação, mas em cinco jogos importantíssimos, quatro empates e apenas uma vitória.
De Nuno Espírito Santo, só agora, quando está instalada a sensação que tudo está perdido, tenha saído a terreiro a clamar contra as poucas vergonhas, esquecendo que é líder e um líder de verdade é sempre o primeiro a defender as suas tropas, vítimas de sistemáticos atropelos. Fazer um número de alto e pesado na Luz, esquecendo a agressão a Alex Telles, a vingança vil, mesquinha e provocatória do Palhaço Bambi, deu para ficar bem na fotografia, mas não serviu os interesses do F.C.Porto. Idem após o jogo de Braga, mesmo que o vermelho a Brahimi significasse a perda do seu melhor jogador numa altura decisiva do campeonato. Não podemos ter despertado para uma luta sem tréguas contra um polvo que estende os tentáculos por todos os lados e ter um treinador calculista, macio, encolhido, preocupado com a sua imagem externa. Quem se senta no banco dos Dragões, ter de ser um Dragão, vestir a camisola, dar o corpo ao manifesto, obrigar a escumalha a dizer mal dele. Resumindo, ser fiel ao lema: "Quando os nossos inimigos dizem bem de nós ou estamos doentes ou estamos a servir mal o F.C.Porto." Nunca um treinador sistematicamente apelidado de bom moço, pela corja anti-portista, teve sucesso no banco portista.
Chega de dizer que estamos vivos, quando mais que palavras queremos factos concretos. Andamos a levar demasiados murros no estômago, sofrer demasiadas desilusões, dar muito e receber tão pouco, para que depois de mais uma noite negra, tenhamos pachorra para discursos que se repetem, mas sem correspondência na prática. E se há treinador que nos últimos anos tem tido tolerância máxima e máximo apoio, é Nuno Espírito Santo.

Apetecia-me falar das primeiras-partes falhadas nos dois últimos jogos, queria perceber o porquê de quando se tem Corona joga-se com André Silva pela direita, quando não se tem o mexicano passa-se André Silva para o meio, tira-se Tiquinho Soares do seu habitat natural, onde rende mais.
Mas também queria falar de tudo o que de mau aconteceu antes, durante e no final do Sporting - Benfica. Da trágica morte de um adepto, atropelado, dizem que várias vezes, por um carro conduzido por adeptos e membros de uma claque benfiquista e fora-da-lei. Da falta de respeito dos adeptos do clube do regime durante o minuto de silêncio, mas que o panfleto da queimada praticamente ignorou, quando ainda há pouco tempo foi tão lesto a condenar adeptos do F.C.Porto em situações análogas. Das pressões ao intervalo e que tiveram como consequência um árbitro diferente na segunda-parte do derby e para dizer, parafraseando Rui Gomes da Silva, vulgo Chouriço: não foi por isso que o Boavista desceu de divisão?

Apetecia--me muito falar das declarações dos presidentes de Sporting e Benfica, sempre muito didácticas, construtivas, dois notáveis contributos para a melhoria e pacificação do futebol português. Bruno de Carvalho está castigado, mas não poupa nas palavras - alô, Meirim, onde páras tu? Só lês o Dragões Diário? -, já Vieira o midas de pacotilha, que deve centenas de milhões, o santinho do pau oco, porque a vida que corre bem, dispara forte e feio contra o outro lado da Segunda Circular, apelidando BdC de populista, Vale e Azevedo reinventado. É, mudam-se os tempos, mudam-se os comportamentos. Ainda não passaram muitos anos em que víamos Vieira sair do Dragão a meio do jogo para não se confrontar com a ira das claques fora-da-lei, como aconteceu quando levou cinco. Nessa altura o presidente do Benfica tinha problemas de saúde e os médicos não o aconselhavam a ir aos estádios. Porque no que toca a trauliteirismo, demagogia, mau gosto, como se verificou no pós Sporting -Benfica, continua tudo na mesma, exactamente com os mesmos defeitos que aponta ao líder sportinguista. Ninguém segura a criatura e Vieira até se dá ao luxo de confrontar a comunicação social e esta nem tuge nem muge.
E também me apetecia falar de quando BdC chegou a presidente do Sporting. Sim, porque tenho memória, lembro-me bem que apontou a artilharia ao F.C.Porto e ao seu líder. Nessa altura foi o delírio, na estrumeira da queimada, por exemplo, então nem se fala, o freteiro com calo no cu como o macaco, Delgado, esse teve vários orgasmos triplos. Agora as coisas mudaram, BdC dispara contra o Benfica e Vieira, aí é vê-los a fazer as mais arriscadas piruetas, clamar que não pode ser, é preciso ter tento na língua, isto está a ir longe demais.

Apetecia-me falar daqueles que agora gritam aos sete ventos que é uma vergonha o estado a que chegou o futebol português, mas ao mesmo tempo dão guarida e pagam bem a provocadores, pirómanos e incendiários como Rui Gomes da Silva, o popular Chouriço.
Daqueles que nunca levantaram a voz nem escreveram uma letra contra uma miserável einsultuosa cartilha.
Daqueles que coloboraram num dos piores ataques contra o futebol, como aconteceu em Setembro de 2010, quando iam apenas decorridas 4 jornadas, mas que agora, sem pudor e sem vergonha na cara, se o F.C.Porto, cheio de razão, queixa-se dos árbitros, eles a aí estão, lestos a criticar. São os mesmos desavergonhados que quando os árbitros erram a favor do F.C.Porto estão comprados, regressamos aos tempos do apito dourado, mas se sistematicamente prejudicam os Dragões, é futebol, são seres humanos, como tal, sujeitos a errar.
Daqueles que quando o Benfica ganha está sempre tudo bem, ninguém se atreva a tocar nem com um luva de pelica no mérito do clube do regime, mas quando ganha o F.C.Porto, mesmo em épocas extraordinárias a que corresponderam títulos europeus, lá estão sempre as reticências, o sim, mas...
Daqueles que têm o dever estrito de ser isentos e equilibrados, ter ética e deontologia, mas pisam tudo em nome de uma causa, um benfiquismo doentio e fanatizado. Os que colocam em destaque de capa, mais um profissional da provocação e do insulto, a dizer: o titulo do F.C.Porto é um tributo dos árbitros.

E apetecia-me perguntar porque nunca ninguém ao mais alto nível do Estado diz nada sobre tudo isto, sobre esta comunicação social castrada, capturada pelo Benfica? Porque ficam calados e nada dizem sobre programas de televisão que são autênticos atentados ao desporto, um foco de criação e alimentação de ódios entre adeptos, sempre com os encartilhados em destaque e agora, com a tragédia consumada, vêm com apelos claramente fora de tempo?
E não, não vou falar sobre o Feirense, todas as equipas devem, sempre, deixar tudo no campo, nem que depois do apito do árbitro, caiam prostrados no relvado, como aconteceu ontem no Dragão. Mas quando leio alguns papa-hóstias colocar em causa o profissionalismo de equipas que perdem bem no Dragão, esquecendo os belenenses desta vida, tenho muita pena de não me cruzar com eles na rua e poder dizer-lhes de uma a um cento.

É, meus amigos, há muita coisa para dizer, mas não tenho vontade de dizer nada.

F.C.Porto 0 - C.D.Feirense 0. Queremos mesmo ser campeões?


Sabendo que não tinha qualquer margem de manobra, tinha de vencer os seus jogos e esperar, o F.C.Porto não podia falhar, tinha de conquistar os três pontos frente ao Feirense. Um, porque só assim voltava a encostar no líder e a manter a chama do título bem acesa; dois, porque para além disso era importante deixar sinais que a crença de quem treina e quem joga, é a mesma da maioria dos adeptos. Isto é, uma vitória com uma boa exibição dava confiança para o que falta do campeonato; uma vitória tremida, fruto de uma exibição pobre e triste, teria o efeito contrário; outro resultado seria uma catástrofe, seria o canto do cisne, só restaria a matemática para alimentar o sonho.
Resumindo, era um jogo para dizer se queremos mesmo ser campeões ou esse desejo não passa de uma teoria bonita, mas ser correspondência na prática. A resposta depois deste jogo, de mais uma grande desilusão, é... se queremos, não temos feito tudo para o conseguir. Adiante.

Vou ser generoso: não foi uma primeira-parte para esquecer, foram 40 minutos. Foi nesse momento a primeira sensação de golo, num remate de Danilo - o primeiro remate enquadrado com a baliza foi ao minuto 32 -, nova oportunidade por Óliver ao minuto 43, já em cima do intervalo Soares teve outra. Tirando esses 5 minutos aceitáveis, não brilhantes, o restante tempo de jogo a equipa do F.C.Porto parecia um grupo de amigos que se tinha juntado para fazer uma peladinha. Pouco, muito pouco para uma equipa que quer e acredita que pode ser campeã. Quando  - e isto é repetir quase o que foi dito após o jogo da semana passada em Braga -, se esperava uma entrada determinada, ritmo alto, pressão e dinâmica, capacidade para encostar o adversário às cordas, obrigá-lo a cometer erros, mais uma vez não foi isso que aconteceu, tirando, como referi, os 5 minutos finais da primeira-parte, o que fez o F.C.Porto foi a antítese do que se esperava e pretendia. Pouco, muito pouco para quem tinha de ganhar. Não admira que o resultado ao intervalo fosse um nulo e ninguém que viu podia estranhar, achar injusto.

Na segunda-parte a equipa entrou cheia de vontade, melhorou com a entrada de Otávio para o lugar de Óliver, tentou muito, atacou muito, muitas vezes mais com o coração que com a cabeça, criou várias oportunidades, mas a ineficácia, um guarda-redes inspirado e mais um lance de penalty não assinalado na área do Feirense, impediram um vitória do F.C.Porto, uma vitória que seria justa. Mas merecer ganhar, exercer superioridade, domínio e criar oportunidades frente a uma equipa que luta para não descer, é normal, natural, o contrário é que seria uma surpresa. O que não é normal nem natural, é em dois jogos frente à equipa de Santa Maria da Feira e disputados no Dragão, um para a Taça da Liga e outro para o campeonato, o F.C.Porto não vencer um, principalmente este.
Nada contra a atitude da equipa na etapa complementar, mas a atitude não chega, é preciso juntar à atitude, qualidade de jogo.
Triste sina a nossa, ultimamente quanto mais ilusões alimentamos, mais desilusões sofremos.

Notas finais:
Nuno Espírito Santo, finalmente, quando o título começa a ser uma miragem, atirou-se ao árbitro. É caso perguntar: agora, senhor Somos Porto? Depois de tantas e tantas razões de queixa? Agora, depois de nas últimas 5 jornadas, quando era fundamental a transcendência e superação, apenas uma vitória? Mas se é verdade que temos razões de queixa do árbitro, nada sobre mais uma primeira-parte inaceitável? Nada sobre mais um empate, mais uma oportunidade perdida, mais uma prova de falta de estofo? Como podemos motivar, mobilizar, acreditar, se nem os mínimos conseguimos fazer?

Nunca tantos deram tanto e receberam tão pouco. Até nisso NES é um privilegiado.
Depois deste murro no estômago, mais um, e com três difíceis saídas, a minha moral está muito por baixo, tanto que só vou descansar quando a matemática garantir o segundo lugar e a entrada directa na Champions League.

Disse há tempos que nós lutamos, combatemos, denunciámos, mas não treinámos nem jogamos. Se as tropas no campo e o "capitão" no banco, não ganham batalhas a guerra está perdida.

F.C.Porto - C.D.Feirense. Primeiro encostar e depois acreditar


Nuno Espírito Santo disse após o empate do F.C.Porto na Luz: "Se ganharmos todos os jogos vamos ser campeões." Era verdade, com o empate do Benfica em Alvalade se o F.C.Porto tivesse ganho em Braga, fizer o mesmo amanhã frente ao Feirense, assumiria a liderança isolado, se ganhasse todos os jogos seria campeão. Como não ganhou na "Pedreira", mesmo que vença amanhã a equipa de Santa Maria da Feira, continua em 2º lugar, embora encoste no líder, continua a não depender de si a 4 jornadas do fim. Mas como enquanto à vida há esperança, é preciso acreditar, é preciso começar por ganhar ao Feirense e depois continuar a ganhar. Parece uma cassete, mas não há outra forma de encarar o problema. Porque uma coisa é o F.C.Porto fazer o que precisa de ser feito e se não conquistar o título, acabar a época em alta, a ganhar jogos, em cima do líder e com isso ter crédito, argumentos e muito mais legitimidade na luta contra o polvo, outra será o F.C.Porto desanimar, atirar a toalha, acabar a temporada de forma arrastada. E se o clube do regime falhasse outra vez...

Nota final:
O acontecimento que custou a vida a um cidadão italiano, adepto do Sporting, vítima de atropelamento e fuga, depois de confrontos entre adeptos leoninos e do Benfica/clube do regime e que teve lugar na última madrugada junto ao estádio da Luz, é mais um trágico acontecimento que ensombra o futebol português.
Como digo sempre, nestas questões não há anjos e demónios, este é mais um episódio lamentável. Mas tendo em conta a forma como são tratados os assuntos polémicos, mesmo que deles não resulte nada semelhante ao que aconteceu junto ao estádio do Benfica/clube do regime, nem quero pensar do que aconteceria, da dimensão que atingiria, se fosse junto ao Estádio do Dragão e com os Super-Dragões envolvidos... E a comunicação social com a sua postura de extrapolar e branquear, conforme dá jeito e ao sabor das conveniências, dando voz a pirómanos, incendiários e encartilhados, não pode lavar as mãos, sacudir a água do capote. Tem e tem muitas responsabilidades nestes problemas que actualmente afectam o futebol português. Querer à força que ganhe um, mesmo que para isso valha tudo, não propicia um clima saudável, gera rivalidades doentias e pouco recomendáveis. As entidades que gerem o futebol português, em particular o Conselho de Disciplina, permitindo que uma impunidade que ultrapassa todos os limites assentasse arraiais na Luz, também ajuda à festa

Haja vontade e coragem para esclarecer tudo sobre o castigo de Yacine Brahimi


Como disse no PS do post de ontem, era fundamental que o F.C.Porto não deixasse cair, levasse até às últimas consequências o caso da expulsão de Yacine Brahimi. E não deixou. Uma carta assinada por Jorge Nuno Pinto da Costa para o presidente da Federação Portuguesa de Futebol; um recurso para o Conselho de Disciplina, já seguiram, esperemos que sobre o assunto haja respostas rápidas, não demorem uma eternidade. Então no caso do castigo ao jogador argelino tem de ser em tempo útil, um jogo já era muito, dois é um exagero. Para resolver o caso de Brahimi, basta pegar nas imagens, confrontar e comparar o que lá se vê com o que disse Tiago Antunes a Hugo Miguel, este escreveu no relatório e que teve um custo de dois jogos de castigo a dos mais importantes e nucleares, jogadores do F.C.Porto. 
Já sobre a história da conta do facebook, é bom que se investigue e nos dias de hoje não deve ser difícil saber a verdade. Como pelo que li, o árbitro de Coimbra também fez queixa na polícia - embora fique na dúvida de saber se é verdade ou não, se não é mais uma invenção dos cartilhados, na mesma linha da queixa que o clube do regime ia fazer contra Francisco. J.Marques, mas que até hoje não consta. Aliás, a reacção do Benfica limita-se a umas graçolas no twitter do Gabi, o conhecido papagaio verde de bico encarnado -, tudo pode ser esclarecido rapidamente. E é bom que seja, porque se, como tudo indica, for verdade, aquele tipo de  comportamento é vergonhoso, não é admissível a ninguém, muito menos a um juiz de campo. Numa altura que o polvo e os seus tentáculos, com a cartilha em cima da mesa, já está a fazer de Tiago Martins uma vítima dos "malandros" lá de cima, é bom que se vá até às últimas consequências, não pode haver no futebol lugar para cobardes e mentirosos em lugares chave.
Haja vontade, coragem e determinação para se apurar tudo... mesmo que esta história possa custar um tentáculo ao polvo e um polvo ferido possa não sobreviver.

O escroque e capacho do Chouriço, Paulo Garcia, e o bonzinho e mansinho Guilherme Aguiar


Primeiro, convido-os a ver o vídeo, mas a partir da 1 hora de programa, não precisam de aturar Chouriços. Depois e tal como eu, devem achar que a pergunta do escroque e capacho de Rui Gomes da Silva, vulgo Chouriço, Paulo Garcia, a Guilherme Aguiar:"As três décadas de vitórias e hegemonia do F.C.Porto, foram construídas na base da corrupção, compra de árbitros, intimidação, ou houve mais para além disso?", capciosa, desonesta, provocatória e uma grande falta de respeito pelo F.C.Porto e por todos os seus adeptos? E acredito que, tal como eu, também devem achar que em vez de ser bonzinho e mansinho, tentar dar explicações a quem não quer explicações, mas apenas conspurcar e denegrir o F.C.Porto, Guilherme Aguiar devia ter ido para cima dele com tudo, dizer que a pergunta é vergonhosa, desrespeitosa, miserável. Depois, então, explicava ao escroque, caixa de ressonância do Chouriço e do polvo mafioso, uma coisa muito simples: O F.C.Porto ganhou, muito, cá dentro, mas também ganhou lá fora, ao contrário de outros que dominam cá dentro, lá fora não ganham a ponta de um corno. Devia continuar e dizer que o F.C.Porto ganhou muito, porque tinha os melhores dirigentes, técnicos, jogadores e uma massa adepta apaixonada e fervorosa. Devia concluir dizendo que o F.C.Porto cometeu erros, fez coisas erradas, algumas de que não nos orgulhamos, mas o mesmo acontece com os outros clubes, nesta matéria não há anjos e demónios. Há é um país centralista, maioritariamente encarnado, um país que trata um como filho e os outros como enteados; um país em factos semelhantes são extrapolados ou branqueados, conforme a cor dos equipamentos e a zona geográfica; uns investigam-se, outros é tudo gente acima de qualquer suspeita, investigar para quê? Como se tem visto desde há anos e como os últimos exemplos bem demonstram.

Tem sido lindo de ver alguns prostitutos da escrita e da palavra - então o Bacalhau à Braz...- dos que se regem pela cartilha, tentarem reduzir a gravidade do caso e-mail com o pedido de bilhetes feito ao Benfica/clube do regime, pelo presidente da APAF, Luciano Gonçalves, e que foi discutido na última terça-feira no Universo Porto - da Bancada, apenas a uma questão: crime informático. O conteúdo e que ele significa nos métodos do polvo? Nada, isso não tem gravidade nenhuma, coisa sem importância. O problema de alguns é que estão bem identificados, são os encartilhados do polvo e tudo que dizem cheira a frete, a recado, faz parte da cartilha.
Cá estaremos para ver a queixa que o Benfica/clube do regime, através dos seus canais preferenciais, ameaça fazer sobre o assunto. Para o bem e para o mal, como somos gente prevenida, vamos esperar sentados. O polvo sabe com quem conta, as cumplicidades que tem junto de quem devia ir procurar saber o que se passa e sendo assim, o polvo sabe que o assunto vai passar rapidamente à história sem nenhuma consequência.

Porque hoje é quinta-feira, é dia de Chouriço.
O que faz sempre parte da ementa do Chouriço? Pois, o Apito Dourado. E ultimamente? Claro, o Canelas. Hoje o Chouriço resolveu acrescentar mais qualquer coisa e naquela ânsia de agradar ao pior do benfiquismo que se revê no que ele diz, criticou Pinto da Costa pelos acontecimentos da tribuna do estádio do S.C.Braga. Disse o Chouriço, que Sandro Pertini e Angela Merkel, o primeiro, na altura do Mundial 82, presidente italiano, a segunda líder do governo alemão no Mundial do Brasil e que festejaram na tribuna as vitórias das suas selecções, com Pinto da Costa seriam escorraçados. OK, concordo, não seria motivo para lhe dar importância, mas como gostamos do Chouriço e não gostamos de o ver fazer figuras tristes, perguntamos:
- Ó Chouriço, achas que é a mesma coisa? Achas que festejar em jogos entre selecções, é o mesmo que um governante festejar jogos entre duas equipas portuguesas e de cidades diferentes? Vá, lá Chouriço, não sejas tão básico. E, Chouriço, já agora, as reuniões no Sapo eram sobre gastronomia? Tratavam de escolher a melhor forma de cozinhar favas com Chouriço? Chouriço grelhado, acompanhado com grelos? Sandes de Chouriço? E o Chouriço, era de porco preto?

PS - Espero que o F.C.Porto não deixe morrer e vá até às últimas consequências no caso de Brahimi versus Tiago Antunes.

A cáfila e o polvo


Aquilo que vamos vendo, junto com aquilo que vamos sabendo através do Universo Porto - da Bancada, deixa-nos cada vez mais com uma certeza: há um polvo que se estende por todo o edifício do futebol português. Esse polvo conta com a cumplicidade de alguns homitos, capachos, gente sem espinha e vergonha na cara, gente que troca a honra e a dignidade, uns pelos favores, outros pelo protagonismo, outros ainda, porque não têm coragem para afrontar o clube do regime. Esses, endeusados, colocados num pedestal, ainda não perceberam que no dia que as coisas correrem mal ao Benfica/clube do regime, o polvo e a cáfila, cairão em cima deles, dirão deles o que Maomé não disse do toucinho. Esta bandalheira não aconteceu só esta época, isto já dura há anos, mas porque está em causa o tetra, algo nunca conseguido pelo Benfica/clube do regime, nesta atingiu uma dimensão de desígnio nacional. Os escândalos são semanais, vale tudo, mesmo tudo, para que o campeonato vá para a Luz. Pena que agora, ao contrário do que aconteceu no passado, mesmo perante tantos factos, tantos e tantos exemplos de promiscuidade e compadrio, tantas e tantas coisas altamente suspeitas e comprometedoras, ninguém faça nada, assobie para o lado, nenhum tentáculo do polvo seja investigado, chamado a dar explicações. E a cáfila ainda se atreve a falar do Apito Dourado? Fosse Portugal um país onde todos fossem tratados da mesma maneira, alguns mitos já tinham sido destruídos. Como não é, vamos assistindo a estes espectáculos tristes e obscenos. Que importa a minoria, se a maioria está feliz e contente?

A cáfila agora diz que está de regresso o "velho Porto". A cáfila está errada. Não, não é o "velho Porto", é o Porto que devia estar sempre presente. Os portistas não querem um Porto manso, silencioso, capaz até de dar a outra face, mesmo quando é sistematicamente insultado, denegrido, achincalhado, vilipendiado, provocado, constantemente prejudicado. A cáfila não gosta? Paciência, habituem-se.

A cáfila diz que nos últimos tempos o futebol português está pouco recomendável. Mentira! Não é nos últimos tempos, o futebol português está sempre pouco recomendável para a cáfila, quando alguém se  atravessa no caminho do Benfica/clube do regime, quando há quem resista, lute, não preste vassalagem, estenda a passadeira ao clube do "seis milhões". Quando tudo corre bem ao Benfica/clube do regime, nem que a casa caia abaixo, não há problemas, está tudo sempre maravilhoso.

A cáfila acha estranho, algo nunca visto e até coloca em destaque de capa a frase de Luís Gonçalves, para o 4º árbitro do S.C.Braga - F.C.Porto, Tiago Antunes: "A tua carreira vai ser curta!" Não devia. E não só não devia, como atendendo ao que se viu e ao que se sabe, devia-se juntar a sua voz à do director -geral do futebol portista. Porque um árbitro é um juiz e um juiz que faz e diz o que disse Tiago Antunes, não pode andar no futebol.

A Cáfila acha natural a pouca vergonha que foi o castigo de Brahimi.

A cáfila diz que o Benfica/clube do regime vai apresentar queixa contra o director de comunicação do F.C.Porto. Ficaremos à espera, mas acho que mais uma vez é cáfila a tentar intimidar. Não consegue. Todos somos Francisco J.Marques.

Está também a faltar capacidade de transcendência que na hora da verdade fazia a diferença.


Nota de abertura:
Tenham vergonha, senhores do Conselho de Disciplina, não passam de capachos do Benfica. Como não podiam castigar Brahimi com base nas declarações do jogador, qualquer coisa em francês que não percebi, disse o artista do quarto árbitro, trataram de arranjar outros pretextos para castigar o jogador com 2 jogos.

Como sempre digo, não podemos nem devemos, resumir todos os nossos problemas ao trabalho dos árbitros. No jogo do Dragão frente ao Vitória F.C. de Setúbal, tivemos uma grande oportunidade de assumir a liderança do campeonato, falhamos. Tivemos nova oportunidade de atingir o 1º lugar quando fomos à Luz, falhamos, embora com o empate - e um empate no campo do nosso principal rival nunca é um mau resultado, só será se isso significar o fim de qualquer coisa...-, apesar de nos deixar na situação de não dependermos apenas de nós, continuamos apenas a 1 ponto do líder. Assim, bastaria um empate do Benfica/clube do regime, para que, no caso do F.C.Porto fazer a sua obrigação, ganhar os seus jogos, a liderança passasse de Sul para Norte. Foi nesse sentido o discurso do treinador após o jogo da Luz - onde a equipa entrou muito mal no jogo, ficou cedo a perder, empatou e depois pareceu contente com o empate -, disse ele, mais coisa menos coisa, se ganharmos os nossos jogos seremos campeões. Ora, sabendo que no próximo sábado há um derby entre Sporting e Benfica, talvez o jogo em que há maior probabilidade de o líder perder pontos e bastaria um resultado sem vencedor para que os Dragões assumissem a liderança, o F.C.Porto falhou, novamente, em Braga. E se é verdade que houve decisões da terceira equipa em campo que deixam a desejar - já lá iremos -, mais uma vez a equipa entrou muito mal, deu um avanço de 45 minutos ao adversário.
E a pergunta que se coloca é a seguinte: porque se passa para a opinião pública e para o portismo a convicção que podemos ser campeões, ganhando todos os nossos jogos e depois a equipa entra em campo sem essa convicção, determinação, aquela vontade de que está ali para lutar contra tudo e contra todos, se for preciso ir buscar a vitória ao inferno, vai? Nunca ninguém nos deu nada, o F.C.Porto só conseguiu o que conseguiu porque tinha uma capacidade de transcendência que na hora da verdade fazia a diferença.
Como digo sempre, o F.C.Porto não tem obrigação de ser campeão, mas pela sua História, pelo que investe no futebol, tem de estar sempre na luta pelo título até ao fim. As coisas estiveram complicadas, melhoraram, eles abanaram, tremeram, não lhes cabia um feijão, ficamos com possibilidades de em Maio fazermos uma festa de fazer inveja ao S.João. E na hora de se ver se somos ou não Porto, em vez de um grito de vamos a eles com tudo, até os comemos, tremem-nos as pernas, o discurso é como sempre, cinzento, aceitamos quase resignados, o nosso destino? Nem sequer os obrigamos a ter de ganhar sempre, mesmo sabendo que foi isso que os fez perder o campeonato em 2012/2013? O F.C.Porto mesmo antes de saber o que vai acontecer no derby entre Sporting e Benfica, já reservou uma bancada, 1700 lugares do Municipal de Chaves. É um sinal de apoio e uma enorme prova de confiança na equipa. Que quem treina e quem joga, faça também o seu dever. Já chega de conversa fiada, de discursos da treta, de desculpas de mau pagador.

Ontem no Universo Porto e acredito que mais logo, no Universo Porto - da Bancada acontecerá o mesmo, já foram abordados alguns dos problemas relacionados com o quarteto de arbitragem. E se como disse, não podemos resumir tudo aos árbitros, temos de assumir as nossas responsabilidades, não somos um clube de queixinhas nem de calimeros, também não podemos ficar mudos e quedos perante algumas situações que vão acontecendo. Se por um lado, mesmo sem procurar estabelecer paralelismos entre algumas situações similares que vão acontecendo em benefício do Benfica/clube do regime, dizemos que o cartão amarelo a Felipe, logo aos 2 minutos, é bem mostrado, temos de perguntar porque depois e em várias situações iguais ou piores, Hugo Miguel se encolheu? Como disse, ontem isso foi assunto e hoje deverá voltar a ser nos espaços do F.C.Porto no Porto Canal, mas porque não falou desse vergonhoso critério o treinador do F.C.Porto no final do jogo, não no flash interview, mas na sala de imprensa? Porque não dá Nuno Espírito Santo um murro na mesa, à imagem e semelhança do que fizeram outros que passaram pelo F.C.Porto e alguns nunca apregoaram o seu portismo? Porque não foi também o presidente à zona mista dizer qualquer coisa sobre o assunto? 

Eles, os seus encartilhados e os seus paus mandados da comunicação social, pegaram no caso do centro de treinos dos árbitros na Maia, de uma coisa de nada fizeram um filme de  terror. Depois foi o caso Canelas, idem aspas, aspas idem. Depois foram os cânticos, infelizes, condenáveis, um tiro no pé, mas nada que já não tivesse acontecido noutras paragens, sem que o escarcéu fosse comparável. No caso dos cânticos, o F.C.Porto até e ao contrário do silêncio das virgens em situações semelhantes, reagiu, fez o que tinha de fazer. Mas e isso é que importa. Nada, tudo foi explorado até aos infinitos, o que aconteceu foi utilizado em prol de quem eles queriam e em prejuízo do F.C.Porto. Porquê? Porque nós permitimos, porque não reagimos com a contundência devida.  

Um verme é um verme um reco-reco é um reco-reco.
Fernando Guerra o reco-reco de quem falamos, é mais um no panfleto da queimada a reclamar contra a intervenção da comunicação dos clubes. É mais um que se junta ao coro dos tristes.
- Sabes reco-reco, os homens da comunicação são profissionais ao serviço dos clubes. Já tu que devias ser um profissional ao serviço do rigor, da isenção e da ética, não és nada disso, não passas de um lambe cus do Benfica e de Vieira.

Está mais que provado que a cartilha do Janela não tem nada a ver com profissionalismo, por mais que o clube do regime tente dizer que tem. Não, aquilo é um manifesto terrorista que visa pressionar, condicionar, coagir, denegrir. Um exemplo paradigmático: quando dois dos que se regem pela cartilha, Pedro Guerra e Rui Gomes da Silva, o Chouriço, dizem exactamente o mesmo em programas que vão para o ar à mesma hora, como aconteceu na época passada, dizendo após um Sporting - Benfica para a Taça de Portugal, que a expulsão de Ederson, guarda-redes do Benfica que estava no banco, foi propositada, porque com Júlio César limitado fisicamente, tinha a intenção de obrigar o Benfica a utilizar um jogador de campo na baliza, isso não é um ataque à honra do árbitro Jorge Sousa e ao futebol? Esse acontecimento já foi na época passada, mas não há nas cartilhas desta época nada que o Conselho de Disciplina tenha pelo menos curiosidade em saber? Procurar junto de quem sabe o que dizem as cartilhas que já vão na semana 36, pelo menos?

Porque às vezes há perfis falsos no facebook, não sei se esta conversa que podem ver acima é mesmo com o quarto árbitro do último S.C.Braga - F.C.Porto, Tiago Antunes. Se for, espero que o F.C.Porto faça seguir uma queixa contra este artista para o CA e CD.

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