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Portimonense - F.C.Porto. Cuidado, as ratazanas emergiram todas esta semana


O F.C.Porto tem amanhã frente ao Portimonense, um jogo de elevado grau de dificuldade.
1º - Porque em Portimão os Dragões nunca tiveram vida fácil. De memória e nos últimos 40 anos, não me lembro de uma vitória sem dificuldades, lembro-me de várias muito apertadas, alguns resultados comprometedores, jogos demasiado quentes e alguns que terminaram em grandes confusões.
2º - Porque o actual Portimonense joga bem, tem bons jogadores, particularmente no ataque, um treinador, Vítor Oliveira, que junta à experiência uma competência mais que provada.
3º - Porque para a semana joga-se um clássico frente ao Sporting, importantíssimo na luta pelo título e chegar a esse jogo com, pelo menos, 5 pontos de avanço, dá muito mais confiança e tranquilidade à equipa de Sérgio Conceição.
4º - Porque mesmo não arranjando desculpas e quem não tem cão, tem de caçar com gato, não ter disponíveis, por exemplo, os dois laterais habitualmente titulares, Ricardo e Alex Telles, ambos influentíssimos na manobra da equipa, não pode ser ignorado, como não pode ser ignorada a sequência de jogos desgastantes, física e psicologicamente.
5º - Porque esta semana, após o Estoril - F.C.Porto, o Benfica iniciou uma campanha de pressão e condicionamento dos árbitros em que valeu tudo.

Com a cumplicidade de uma comunicação social prostituída e cobarde, o clube do regime mobilizou tudo e todos e nos dois últimos dias José Eduardo Moniz, Alcino António, Domingos Almeida Lima, Sílvio Cervan - senador pateta e ultimamente conhecido por Noddy taxista -, todos dirigentes do clube do regime, com a cassete do costume na ponta da língua, desataram numa choradeira capaz de emocionar os corações mais empedernidos. Ontem foi Vieira a enveredar pelo mesmo caminho e para além de outras coisas que merecerão tratamento mais à frente, disse, queremos o penta, doa a quem doer. Ora, sabemos todos o que isso significa neste país... Para que não faltasse ninguém, até o cínico e hipócrita Rui Vitória, esse Sonso que após a sua equipa ter sido escandalosamente beneficiada no Dragão, achou que não devia falar dos árbitros, VAR incluído, desta feita achou que devia abrir a goela. Rasgue-se o protocolo, então a casa está a arder, temos extintores e não os utilizamos? atira o Sonso. Pois, como é possível ser invalidado, por fora-de-jogo, um golo com o jogador 2,5 metros em jogo? Respondo eu ao Sonso? Uma vergonha, mas não uma surpresa. Sabem todos aqueles que frequentam o tasco que Rui Vitória a mim nunca me enganou. Aquela postura de bom moço é só fachada, não passa de um Sonso.
Mas tudo o que aconteceu nos últimos dias, não é uma originalidade, eles são assim, com Vieira na presidência, pior, sempre foram assim. É, mais uma vez, o SLB em todo o seu esplendor na campanha de vitimização e que a escumalha do costume extrapola até ao infinito.
O tumor alastra-se, o futebol português definha, mas em nome dos interesses do SLB, os prostitutos não se importam de morrer, morrem felizes.

É impressionante o condão que o F.C.Porto tem para fazer emergir as ratazanas.
A ideia das ratazanas é simples: colocar no mesmo patamar o que se passou em Tondela - um escândalo de grandes dimensões, como disse e expliquei há dias, a capelada não foi um erro de avaliação, uma má análise, foi muito mais grave que isso -, com o que se passou no Estoril, um lance duvidoso.
O lance do primeiro golo do F.C.Porto no Estoril, é inenarrável, atira o novo chefe de redacção do jornal A Bola, Ricardo Quaresma, na mesma latitude de várias opiniões que surgiram no chiqueiro da queimada após o jogo da Amoreira. Não é verdade, mas convém que se repita a ideia até à exaustão. É velha teoria nazi, uma mentira muitas vezes repetida passa a ser verdade. E depois ainda têm a lata de se arvorarem em consciências morais, atirar pedras aos outros. Umas ratazanas, no caso, uma ratazana sem pelo.
É preciso repetir, não para trnsformar uma mentira numa verdade, mas em nome da verdade: quando o VAR era cego ou via o que mais ninguém viu - penalties atrás de penalties em prejuízo do F.C.Porto , fora-de-jogo num lance que colocou os Dragões fora da final da Taça da Liga - e mudo - som só nos jogos do SLB, aguenta, aguenta, que eu mesmo sem linhas vejo um fora-de-jogo milimétrico, gritou o Fábio que estará logo no Paços - Benfica - e nós, cansados de ser martelados, dizíamos, o problema não está na tecnologia, mas em quem a manipula, as ratazanas assobiavam para o lado. Agora, bastou apenas um jogo para que as mesmas ratazanas e num corrupio sem fim, dessem uma grande cambalhota e se atirassem aos VARISTAS com toda a artilharia.

O mesmo se passou no caso do jogo entre o Estoril e F.C.Porto.
Quando aconteceu o que toda a gente sabe e o jogo teve de ser interrompido ao intervalo, lembram-se todos qual era a preocupação? Pois, o F.C.Porto quer ganhar na secretaria, não pode, é um ataque sem precedentes à verdade desportiva, seria o descrédito total, clamavam eles, apesar do F.C.Porto nunca ter feito nada para isso acontecer. A segunda-parte foi marcada, o F.C.Porto compareceu, mostrou a sua raça, competência, em 15 minutos resolveu o assunto. Foi o fim da picada. Como a distância para os segundos passou de 2 para 5 pontos, Sporting e Benfica deixaram de depender apenas deles para chegar ao título, algumas ratazanas ficaram possessas, perderam a traquitana, saltou-lhes a tampa. Foi um ver se te avias, aquilo que sabemos, nem os jogadores do Estoril foram poupados e o primeiro a arrasá-los até foi o próprio treinador, incapaz de assumir a sua parte de responsabilidades - Ivo Vieira é madeirense, mas sabe bem o que as ratazanas do continente gostam de ouvir.
Um raciocínio semelhante já tinha acontecido com os jogadores do Rio Ave. O Benfica pode marcar 5 golos aos vilacondenses em 45 minutos, isso é show de bola, se o F.C.Porto marcar 5 em 90 minutos, isso é facilitismo.

Como disse, Vieira falou, melhor, leu o papel que lhe colocaram nas mãos, discursou na inauguração da Casa do Benfica, de Braga - a Bola enviou o casanova para cobrir o evento. Excelente e criteriosa escolha. Dizem que António Salvador teve vontade de aparecer, mas é mentira - e disse algumas coisas que merecem ser analisadas.
Para além do penta doa quem doer que já foi abordado anteriormente, Vieira disse: orgulho-me de poder andar de cabeça levantada.
Se Vieira, depois de tudo aquilo que se sabe dele no desporto e fora dele, se orgulha de poder andar de cabeça levantada, todos podem. Portugal é um país apenas de anjinhos.
Apetecía-me gritar: soltem os prisioneiros!

Esta cabeça sabe pensar e honrar os seus compromissos.
Ufa, mas um ufa daqueles que vem do funda da alma.
Já estava a interiorizar que eram mais 400 milhões para o tecto e ia sobrar para nós.

Todas as nossas vitórias foram limpas.
Veremos...

Como ficou provado com Vale e Azevedo, que, recorde-se, tinha nas Assembleias Gerais do SLB pavilhões cheios a apoiá-lo, o chapéu do Benfica é enorme. Dá para encobrir muita coisa...

Notas finais:
Só alguém muito ingénuo é que acredita, ao ver as capas de Record e Bola, no que toca ao contra-ataque de Vieira, Marcano e Herrera em risco para o clássico frente ao Sporting, que aquilo é coincidência, não é agenda, cartilha, sopradela, chamem-lhe o que quiserem. E vai ser assim até Maio... Quando os interesses do SLB estão em causa esquece-se tudo.

Por isso, cuidado Sérgio, cuidado equipa, previnam-se.
Se forem campeões nestas circunstâncias - uma guerra de fisgas contra artilharia pesada - merecem uma grande homenagem do portismo.

A minha equipa para amanhã:
Casillas, Maxi, Felipe, Marcano ou Reyes e Dalot ou Marcano, Herrera e Sérgio Oliveira, Otávio, Marega, Soares e Brahimi.

A vossa azia descomunal é que nos alimenta a chama


Qual é a melhor equipa do campeonato até ao momento? Indiscutivelmente o F.C.Porto.
Há sombras - a propósito de sombras teremos um capítulo especial dedicado ao Pastel de Belém, mais lá para a frente -, por exemplo, benefícios dos árbitros, a pairar sobre os méritos da liderança do conjunto de Sérgio Conceição? Não. Os Dragões, dos três candidatos ao título, são a equipa mais penalizada.
Isto não é portismo, não é puxar a brasa para a minha sardinha, é a realidade, é dito por mim, mas só por má-fé ou desonestidade intelectual, falta de profissionalismo evidente ou azia descomunal - a chamada azia José Manuel Freitas. Investigue-se o Estoril - F.C.Porto, disse ele - não é dito por todos os comentadores.
Já o que dizem Benfica e Sporting... Os primeiros nunca foram capazes de reconhecer o valor, competência, profissionalismo dos seus adversários, acham que em Portugal têm o direito divino de ser eles a ganhar, quando não ganham é sempre a mesma história, com a conivência e a cumplicidade de uma comunicação social prostituída, sem isenção e ética, de cócoras, fazem uma grande barulheira.
Já os viscondes, esses está-lhe na massa do sangue, são chorões e calimeros crónicos. andam sempre em guerras fratricidas e depois culpam os outros pelos inêxitos.
Portanto, resta-nos continuar a trilhar este caminho, com a consciência que ainda não ganhamos nada, mas com a certeza que com esta capacidade de trabalho, esta atitude, este carácter e esta competência, mais a unidade e solidariedade que se sente no grupo, sem esquecer a comunhão e empatia equipa/adeptos, sim!, podemos ter um Maio muito feliz.
E que bom que seria e não só para o F.C.Porto e o portismo.
Um F.C.Porto ganhador, é uma verdadeira locomotiva, projecta e puxa pelo o futebol português, ao contrário do sucesso benfiquista que o castra, atira-o para baixo, é um sucesso construído no quanto pior, melhor para o SLB.

Gostei de saber que apesar da vitória e do alargar da vantagem pontual, o foco mantêm-se, ninguém embandeirou em arco, relaxou. Prova disso mesmo, o grupo partiu para o Algarve onde vai estagiar e preparar o importantíssimo jogo de domingo frente e um bom e difícil Portimonense.
Não há Alex Telles, vai ter de haver outro. Se Sérgio achar que Diogo Dalot ainda não está preparado para a exigência que vamos ter pela frente, Marcano, pode dar uma ajuda na lateral-esquerda. Já o vi jogar aí - acho que no tempo de Julen Lopetegui - e não esteve nada mal, pelo contrário.

As generalizações dos cobardes.
Incapazes de apontar o dedo aos grandes beneficiados, alguns cobardezitos, cartilheiros, recadeiros e afins, colocam o F.C.Porto no mesmo saco de Benfica e Sporting no que toca a benefícios. Não vou perder tempo nos penalties por assinalar, aí os prejuízos do F.C.Porto são esmagadores, refiro apenas à questão do tempo de descontos. E nessa matéria essa cambada de vendilhões do templo aponta dois jogos em comparação com os descarados prolongamentos de Belém, no Belenenses vs Benfica e a pouca vergonha de Tondela, no Tondela vs Sporting: o F.C.Porto vs Portimonense e o Moreirense vs F.C.Porto. Nesses jogos só por o cúmulo da desonestidade intelectual, alguém pode dizer que houve qualquer favorecimento aos Dragões. No caso do primeiro, para a Taça de Portugal, árbitro deu 6 minutos de tempo extra, o F.C.Porto perdia por 2-1 ao minuto 90, empatou ao 91, deu a cambalhota aos 95. No caso do segundo, os descontos foram de 5 minutos, ao minuto 95 o guarda-redes redes do Moreirense lesionou-se, o jogo esteve interrompido 3 minutos, recomeçou aos 98, para terminar ainda dentro desse minuto. Repito, comparar estes dois casos, com os jogos referidos dos rivais do F.C.Porto... repito, só por má-fé e desonestidade intelectual.

E por falar em cobardes...
Escolher o dia seguinte a um jogo que teve apenas um lance duvidoso - já explico porque acho que é duvidoso -, para vir dizer e cito, a incompetência tem de ter limites e a isso acrescentar, ficou uma sombra inadmissível sobre o que seria sempre uma vitória óbvia, como fez hoje Vítor Serpa, em editorial na Bola, diz tudo sobre quem é o conhecido Pastel de Belém. Quando no clássico F.C.Porto vs Benfica, por exemplo, vimos ser assinalado fora-de-jogo e por isso invalidado um golo, golo que provavelmente teria dado a vitória à equipa de Sérgio Conceição e na classificação mais 2 pontos para os Dragões e menos 1 para as águias, quando um jogador está 2,5 metros em jogo, vir agora falar em limites para a incompetência, é como lhe disse por e-mail, preciso ter uma grande lata, uma enorme desfaçatez, não ter um pingo de pudor e vergonha na cara, ser um cobarde sem coragem para apontar quando erros muito piores e bem mais graves, beneficiaram outros clubes.
Mas este comportamento não é surpreendente, pelo contrário, é previsível, vendilhão que é vendilhão não muda, nunca surpreende.
Sobre a sombra inadmissível que fica a pairar, só fica em quem só tem na cabeça, farinha, açúcar, manteiga, ovos...
Não digo que não possa ser fora-de-jogo, mas mantenho que foi um lance duvidoso e por duas razões: primeira, porque as imagens que a Sport TV colocou, não são imagens esclarecedoras, quando a imagem foi parada a bola já está no ar, já tinha saído do pé esquerdo de Alex Telles. Segunda, Soares, partindo do princípio que estava deslocado, faz-se ao lance, não toca na bola, teve interferência na abordagem do guarda-redes ao lance? É possível, mas não é assim tão óbvio como querem fazer crer - como podem verificar aqui.
Por isso, repito: só alguém muito rasteiro, escumalha, escolhe o dia seguinte ao Estoril - F.C.Porto para dizer que se atingiu os limites da incompetência, quando já esta época houve coisas muito, mas mesmo muito, piores.

Quem também botou faladura foi o ponta-de-lança dos interesses espanhóis que queriam tomar conta do Benfica e agora administrador da SAD e vice-presidente do clube do regime, José Eduardo Moniz e para colocar a cassete do apito dourado. Coitado, será que ele(s) ainda pensa(m) que depois do que se vai sabendo das práticas do Benfica e dos comportamentos do seu presidente, ainda alguém papa esses grupos?
- Ó Moniz, só o Braz, o Aguilar, Pedro Guerra e o Diamantino, para referir alguns que botam faladura na TVI, mas sabemos bem porquê...

Estoril Praia 1 - F.C.Porto 3. Inchem, mas não rebentem...


A perder por 1- 0 ao intervalo, tendo apenas 45 minutos para virar o resultado e com isso continuar a liderar, mas com cinco pontos de vantagem, ou no mínimo empatar e ficar três pontos à frente do duo de segundos classificados, Sérgio Conceição, obrigado a respeitar algumas limitações regulamentares, fez alinhar Casillas, Maxi, Felipe, Marcano e Alex Telles, Herrera e Sérgio Oliveira, Corona, Marega, Soares e Brahimi, e o F.C.Porto foi-se a eles com tudo. Logo no minuto inicial Marega deu mote e foi como quem diz: saiam da frente que temos pressa. Pressão alta, intensidade, dinâmica e com saídas rápidas para o ataque, os Dragões encostavam o Estoril lá atrás, não o deixavam respirar. Herrera aos 50 minutos ameaçou muito, ainda não tinha decorrido um quarto-de-hora e já a reviravolta estava consumada. Empatou Alex Telles aos 53 - num lance de difícil decisão para árbitro assistente e VAR -, colocou o F.C.Porto em vantagem, Tiquinho Soares aos 59, o mesmo jogador ampliou-a aos 67 e acabou com quaisquer dúvidas sobre o vencedor. Apesar das ténues tentativas dos estorilistas para entrarem no jogo, ainda foi Filipe quem mais perto esteve do golo.

Como resumo, pode dizer-se que o F.C.Porto fez uma excelente jogo/segunda-parte, venceu de forma indiscutível, deu mais um passo muito importante para conseguir o grande objectivo da temporada: trazer de volta para o Dragão o título de campeão. A equipa de Sérgio Conceição focou-se e concentrou-se naquilo que era necessário fazer, fez bem, está de parabéns. Já o Benfica ao colocar na comunicação social e a poucas horas do jogo, um comunicado e um vídeo a falar de supostos favorecimentos do F.C.Porto, esta época, fez muito mal, não foi mais que uma tentativa desesperada de pressionar e condicionar - desfaçatez daquela escumalha que serve actualmente o Benfica continua a não ter limites.

Três notas finais:
A primeira, lamentar a lesão num joelho de Alex Telles. Ainda não se sabe se é grave, mas se for,  força Alex!, estamos contigo, quem te substituir vai fazer tudo para que não se note a tua falta, mesmo que isso seja uma tarefa muito difícil.
Corona também se lesionou, mas é numa mão...
A segunda, mais uma vez o mar azul esteve presente, apesar de todas as condicionantes. Temos os melhores adeptos de Portugal.
Vou ficar à espera se não fui premonitório quando coloquei hoje e por volta do meio-dia, no twitter e no facebook o seguinte:
- Melga, então a pouca vergonha de Tondela já passou à história?
- Mike, meu caro, quando se trata de polémicas quem tem pilhas Duracell é o F.C.Porto. Elas duram, duram, duram...
Se acontecer, inchem, mas não rebentem...

João Capela pagou ontem ao Sporting uma factura que estava por liquidar desde há 4 anos, 10 meses e 2 dias.


Nota de introdução:
Os 90 minutos do Tondela - Sporting chegaram ao fim com o resultado em 1-1, o árbitro João Capela deu 4 minutos de descontos. Ao minuto 93:40, mais segundo menos segundo, o jogo foi interrompido para prestar assistência a um jogador da equipa da casa. Reiniciou-se aos 96:08 e os cerca de 20 segundos que faltavam transformaram-se em mais de 2 minutos, altura em que o Sporting marcou o golo que lhe deu a vitória. No lance do golo, o seu autor, Coates, tirou a camisola, não tendo levado cartão amarelo como mandam as regras.

Meus amigos, mesmo quando há lances que me deixam à beira de um ataque de nervos, como aconteceu esta época no F.C.Porto - Benfica e naquele inacreditável fora-de-jogo assinalado a Aboubakar, com o camaronês em jogo cerca de 2,5 metros e que terminou com o golo de Herrera invalidado; ou em lances de penalties claros que não foram assinalados e foram vários em que o F.C.Porto foi prejudicado; muitas vezes ainda dou por mim a procurar encontrar explicações, tentar perceber qual a razão para erros tão grosseiros. Ontem em Tondela, por mais que tente, não há nada que possa ser usado em benefício do árbitro, mas não só, também dos assistentes e quarto-árbitro. Sim, porque os assistentes e o quarto árbitro também têm relógio. E se o árbitro é soberano na cronometragem do tempo de jogo, quando a coisa já começava a ultrapassar os limites da decência, alguém lhe devia ter dito: acaba com essa merda! Não disseram, são portanto, cúmplices de aquilo que antigamente se designava por roubo de catedral, mas desde que este verdadeiro artista começou a arbitrar, deu lugar a roubos de capela.
João Capela, não tenhamos medo das palavras, ontem pagou ao Sporting uma factura que estava por liquidar desde há 4 anos, 10 meses e 2 dias.

E depois destes escândalos que minam a credibilidade do campeonato, mantêm artificialmente na luta pelo título candidatos que sem estas benesses já estariam fora da luta, será que vão ter a desfaçatez de continuar a pedir recato? Dizer que é preciso pôr fim ao clima de crispação e ódio? Culpar os adeptos por não terem cultura desportiva ou a comunicação dos clubes? Vão continuar a ameaçar com greves?
João Capela, árbitro internacional, note-se, na época passada atirou o F.C.Porto para fora da Taça de Portugal e depois lesionou-se na banheira, esteve toda a época parado, não teve classificação, manteve-se na 1ª categoria. Deu nisto...

Última nota sobre a pouca vergonha:
O bronco que treina o Sporting, deve pensar que somos todos broncos como ele e daí tenta a fazer de nós totós e parvos. Disse ele que Capela avisou que ia dar mais 3 minutos. Mesmo sendo verdade, o que tenho muitas dúvidas, o bronco esqueceu-se é de explicar porquê 3 minutos, se só faltavam 20 segundos para acabar o jogo?
Há gente que na ânsia de defender o indefensável, goste de fazer tristes figuras, mas esse é o ADN de Jorge Jesus. Como disse Manuel Machado, um vintém não deixa de ser um vintém... mesmo que ganhe 8 kilos por época!

Completam-se amanhã a partir das 18 horas no Estádio António Coimbra da Mota, os segundos 45 minutos do Estoril - F.C.Porto, jogo interrompido ao intervalo por falta de condições da bancada topo Norte, onde se encontrava a grande maioria dos adeptos portistas.
Será que o F.C.Porto, grande vítima de uma situação para a qual não contribuiu em nada - ao contrário da ideia que alguma escumalha que por aí escreve e deita faladura, tentou passar -, só depende da sua capacidade e competência para em 45 minutos dar a volta a um resultado que lhe é desfavorável? Será que vai haver futebol, ou os muitos Dragões que mais uma vez fazem um enorme sacrifício para acompanhar a sua equipa, apenas vão assistir a um concerto de apito, mais jogo parado que jogo jogado? Veremos. Mas espero que no final do jogo não fique a ideia que em nome da competitividade do campeonato ou de algum desígnio nacional, sejam os árbitros a nivelar a luta pela título.

A minha equipa:
José Sá, Maxi, Felipe, Reyes e Alex Telles, Herrera e Sérgio Oliveira, Corona, Marega, Soares e Brahimi.

Mais umas notas sobre o jogo de ontem e os homitos


O F.C.Porto deu ontem um sinal que não desarma, não fica a chorar sobre o leite derramado, mesmo quando as derrotas deixam marcas, é capaz de reagir. Essa atitude e esse carácter, como bem lembrou Sérgio Conceição, não aconteceu apenas ontem, já tinha acontecido antes, particularmente após o jogo e o desaire caseiro com o Besiktas. Lembro-me bem de após essa derrota ter aqui transmitido os meus receios que nem os serviços mínimos, chegar aos oitavos-de-final, conseguíssemos e conseguimos, num grupo que não era fácil. Ora, porque nenhuma equipa que seja frágil psicologicamente ganha campeonatos, esta capacidade que o Porto 2017/2018 tem tido para reagir, mesmo nas piores circunstâncias, dão-me confiança que podemos chegar a Maio no lugar mais alto do pódio e recuperar o título que nos foge há quatro épocas.
Também porque é verdade, é bom e justo referi-lo, para essas reacções positivas da equipa muito tem contribuído a ajuda e apoio que nunca tem faltado por parte dos adeptos, claques em particular. É para isso que as claques nasceram, é essa a sua principal função.

Como tinha referido na antevisão, ontem só queria os três pontos, dispensava recitais, notas artísticas, shows de bola, nesta altura não nos podemos dar a esses luxos. A exibição não sendo brilhante - temos de definir melhor o último passe, a assistência para golo, mais assertivos a passar, não ter faltas de concentração e precipitações que às vezes têm consequências graves -, esteve à altura das necessidades e a vitória justa, indiscutível, foi conseguida com tranquilidade. Para mim, posso acrescentar, exibição e resultado até superaram as expectativas.

Sobre o assunto do momento:
Já dizia o meu avô: há homens, homitos, macacos e macaquitos. Lembrei-me desta frase quando leio e ouço o que dizem agora de Bruno de Carvalho algumas virgens ofendidas e o que não diziam quando o presidente do Sporting se atirava ao F.C.Porto e até piadas de péssimo gosto fazia com a idade de Jorge Nuno Pinto da Costa. Como se devem lembrar os portistas que têm uma boa memória, nessa altura eram só elogios para o Bruno. O novo candidato a colocar o Pinto da Costa na ordem. Até aplaudiram o corte de relações. Alguns, para além de homitos, também são macacos e macaquitos. Parafraseando Octávio Lacrau Machado - outro exemplar que quando disparava em direcção a Norte nunca lhe faltou tempo de antena, mas quando atirava para a Segunda Circular era ignorado -, vocês sabem de quem estou a falar....

Também não deixo de achar curioso o facto de alguns homitos - muitos, são os mesmos - estarem agora preocupados com boicotes e apelos sem sentido, quando no passado um clube pediu aos seus adeptos para não verem os jogos fora, só acompanharem a equipa na Luz, um pedido que foi um autêntico crime lesa futebol, mas aí esses homitos não só não condenaram como promoveram e deram destaque ao boicote. É caso para dizer: há boicotes e boicotes. É como a promiscuidade entre a política e o futebol, por exemplo...

Também não deixo de achar piada ao ver os mesmos homitos que quando Jesus estava no Benfica e fazia as antevisões dos jogos na BTV e apenas respondia às perguntas do "jornalista" da casa e fez isso muito tempo, não só nunca levantaram a voz contra essa pouca vergonha, como depois de rabinho entre as pernas passavam nas rádios, televisões e jornais as declarações do "Catredrático". É verdade, tanto que na altura cheguei a perguntar em que outro país os jornalistas iam aceitar uma coisa dessas? Já viram o que aconteceria em Inglaterra, se, por exemplo, José Mourinho fizesse a antevisão dos jogos do Manchester no canal do clube e na presença de um jornalista amigo?

Alguns dos homitos e valentões de agora, são os mesmos que ignoraram e ignoram, silenciaram e silenciam, limitaram e limitam a pequenas notas de rodapé, escândalos como o caso da Porta 18, Vouchers, Jogo Duplo, e-mails, etc. E se sobre esses homitos estamos conversados, o que dizer do CNID e principalmente do Sindicato dos Jornalistas?
Então nunca saíram a terreiro contra programas que são um atentado à ética, onde vale tudo em nome das audiências; nunca tiveram uma palavra contra notícias falsas, caluniosas, provocações sistemáticas e agora já têm algo a dizer? Será que só têm direitos e os deveres?

Nota final:
Ainda sobre a goleada sofrida pelo F.C.Porto na última quarta-feira, por mais que alguns tentem passar a mensagem que o maior escândalo protagonizado pelas equipas portuguesas nas provas europeias desta época, foram os 5-0 com que o Liverpool brindou o F.C.Porto, não foram, foram os 5-0 que o Benfica levou frente ao Basileia, os ZERO pontos do clube do regime na fase de grupos da Champions League. E é preciso repetir: se o F.C.Porto foi tão questionado quando ao sucesso interno juntava feitos notáveis a nível europeu - entre 2003 e 2011, os Dragões conquistaram quatro títulos internacionais, incluindo esse feito extraordinário que foi a conquista em 2004 da prova rainha da UEFA, troféu mais importante das competições entre clubes, do mundo - porque ninguém questiona agora nada sobre as razões do sucesso benfiquista a nível interno versus desastre europeu quando há tanta matéria para questionar?

F.C.Porto 5 - Rio Ave 0. Foi de manita que o Dragão disse: sai do meu lugar, ó líder provisório!


Num Dragão com uma excelente casa, 42.127 espectadores, numa manifestação de grande apoio e confiança na equipa depois da noite negra de quarta-feira, o F.C.Porto deu uma manita - 5-0 - ao Rio Ave e disse: sai daí ó líder provisório, esse lugar é meu!
Agora, feito o que era fundamental - ganhar -, recuperada parte da auto-estima, é preciso preparar bem os 45 minutos que faltam jogar no Estoril, com a certeza que na pior das hipóteses, mantemos a liderança isolada, em caso de empate, ampliamos a vantagem em relação ao(s) segundo(s) para três pontos, mas o que era bom era a vitória, passaríamos  ater cinco pontos de avanço e isso seria ouro sobre o azul. Sim, porque não sendo uma vantagem decisiva, seria um passo importante no caminho para o título, grande objectivo da época.

Entrando com Casillas, Maxi, Felipe, Marcano e Alex Telles, Herrera e Sérgio Oliveira, Corona, Marega, Soares e Brahimi, o F.C.Porto não podia ter início melhor. Iam decorridos apenas dois minutos e o marcador já tinha sido inaugurado - remate de fora da área de Sérgio Oliveira. Não podia haver melhor tónico para afastar alguns fantasmas que pudessem pairar sobre equipa e público.
Depois, mesmo não sendo brilhantes, errando até muitos passes e definindo mal, os azuis e brancos aumentaram a contagem à passagem do minuto 22 - cabeça de Tiquinho Soares -, fizeram o terceiro aos 34 - por Marega a meias com Marcelo, embora  Liga tenha considerado auto-golo -, pelo meio, uma bola na barra num livre de Brahimi, após lance que valeu cartão amarelo e devia ter valido vermelho a Tarantini - Tiquinho Soares ia isolado para a baliza e na zona frontal -, mais uns poucos lances bem gizados, algumas oportunidades por parte da equipa de Sérgio Conceição, um disparate de Herrera, que não deu golo por acaso - pois é, lances desse na Champions são quase sempre cada tiro cada melro. E assim, sem precisar de mostrar o melhor fato, o F.C.Porto chegou ao intervalo com o jogo praticamente decidido.

Para a segunda-parte e com uma vantagem confortável, tendo jogado a meio da semana passada e voltando a jogar a meio da próxima, seria natural que o ritmo que já não tinha sido muito alto na primeira-parte, diminuísse, os Dragões se limitassem a parar algum atrevimento dos vilacondenses, controlassem, estivessem mais preocupados em evitar sofrer que marcar. Mas esta equipa de Sérgio Conceição não é capaz de juntar àquela vontade de atacar, capacidade para ter e descansar com bola, controlar e não creio que vá mudar. E assim, mantendo a equipa do Rio Ave sob rédea curta, os líderes do campeonato nunca deixaram de atacar, procurar a baliza de Cássio, ampliar o resultado. Conseguiram-no por mais duas vezes, aos 72 - Marega de cabeça, após livre de Alex Telles, uma espécie de canto mais curto - e 84 - marcou Soares de costas para a baliza e em lance decidido pelo VAR -, ainda podiam ainda ter feitos mais três ou quatro. Seria demasiado castigador para o conjunto de Miguel Cardoso, mas apenas não fizeram por culpa de um Brahimi muito egoísta na cara do guarda-redes, forçando golos de ângulo difícil e exagerando nas fintas, quando podia ter assistido colegas em boa posição para marcar - não aprendeu nada com a simplicidade e altruísmo do trio atacante do Liverpool.

Notas finais:
Sérgio Conceição voltou a dar a titularidade a Casillas, relegando para o banco José Sá. Foi uma surpresa, pelo menos para mim, mas quem está lá dentro é que sabe tudo sobre os jogadores e legitimidade para tomar decisões. E se Sá ficou marcado e com a confiança balada após o jogo frente ao Liverpool, mudar até pode ser bom para o jovem internacional português.

Dalot substituiu Alex Telles - justíssima a enorme salva de palmas que o Dragão, de pé, lhe tributou na hora da saída do campo - e fez a estreia na principal equipa do F.C.Porto, em jogos do campeonato. Não foi muito tempo, o jogo estava decidido, mas o jovem lateral que tanto joga numa lateral ou outra da defesa, é daqueles que não engana. É natural que ainda aconteça um ou outro erro, uma ou outra desatenção, mas Dalot é o futuro do F.C.Porto - isto se não vier por aí um daqueles tubarões endinheirados e o leve. 

Passado mais de uma volta, o VAR voltou a decidir a favor do F.C.Porto. Tal como no primeiro jogo do campeonato, o resultado já estava feito, mas mesmo assim foi uma decisão arrancada a ferros.
Mas sobre Carlos Xistra nem vale a pena falar muito. Apitava a todas as faltinhas, não apitava às faltonas... enfim, uma arbitragem anti-futebol.

"O rei vai nu", por Felisberto Costa


Sejamos sinceros; a goleada sofrida com o Liverpool doeu e de que maneira! Por muito carinho, apreço e suporte que demos, damos e vamos continuar a dar a esta equipa do FC PORTO, convém descascar esta maçã podre.
Não foi só o FC PORTO que foi goleado, sendo o factor casa ou fora, um pormenor aleatório. Os rivais também o foram e contra equipas que em nada tem o estatuto do Liverpoool. Na emoção/falta de razão do adepto comum, na qual me incluo, as goleadas que os nosso rivais sofrem são balsamo para as nossas dores. O pior é que o contrário também sucede…
Como vivemos desde que me conheço, num futebol de clima crispado, onde tem que haver um mais melhor bom, que se congratula estúpidamente como tendo 6 milhões de adeptos e outro que proclama ter 3,5, como pode o futebol português ser saudável? Como pode evoluir se a quase unanimidade do país só quer 2 clubes, o 3ª considerado grande não tem gente para encher o Dragão - devem ser as paletes de chineses que falava o Futre? Como querem que não haja elefantes brancos em estádios como Leiria, Aveiro e Algarve, vazios, a degradarem-se, safando-se apenas pelos jogos que a selecção/Continente lá faz, porque em certos sítios de Portugal quem for do clube da terra e não do vermelho sangue, é esquisito e não percebe nada de futebol? Como pode o futebol português evoluir, se há um clube que exige ser tratado como um estado dentro doutro estado, e transmite os seus jogos no seu próprio canal, sendo pago regiamente por uma operadora que ignora que do outro lado do campo também está uma equipa que os vai defrontar? E nesse aspecto isso é válido para os 3 grandes. Como pode o futebol português evoluir se o bolo é repartido por uns e as migalhas disputadas por tantos? E que esse bolo é mesmo assim, ridiculamente pobre á beira dos outros bolos europeus? Como pode o futebol português evoluir se o tempo útil de jogo em média não ultrapassa os 40 minutos? Como pode o futebol português evoluir se aquilo que veio para ajudar, o dito VAR, mais não é que uma forma de gozar, sim friso e sublinho a palavra gozar, com quem vê futebol há mais de meio século? Como pode o futebol português bater-se de igual para igual quando os Coentrões deste mundo, provocam, gozam e achincalham colegas profissionais, árbitros e público, para depois se fazerem de vitimas? Como pode o futebol português ir para a frente se há um presidente que exige que os seus consócios digam que ele é o Rei-Sol em pessoa? E isto é só a rama! Há tantos e tantos outros factores, que tornariam esta crónica num autêntico julgamento a quem manda no futebol cá do sitio! Como pode o futebol português evoluir se há uma (des)comunicação social que branqueia um ou dois clubes e faz chacota ou quando não faz, ignora, os outros? Desde quando clubes como um Braga, Boavista, Portimonense, Rio Ave foram capas de jornais desportivos? Os supra sumos do marketing tem a ideia peregrina que o que vende não é a credibilidade do jornal, mas sim o populismo da capa?
Mas e abreviando o que está bem á vista de todos - quer dizer, quase todos, já que as peças dirigentes do futebol continuam em desfilar numa feira de vaidades egocêntricas, e sem nenhuma vontade ou força ou carácter de mudar o que está mal - há um outro lado que se todos analisarem bem, também contribui para o definhar do nosso futebol: a hegemonia avermelhada!
Se repararem bem, quando é o clube do regime que detém o poder, todos os outros clubes murcham, desaparecem de cena, fazem figuras tristes! O clube encarnado é uma espécie de eucalipto que seca o futebol português, e em vez de se melhorar o ambiente, ainda tem o beneplácito das altas figuras, figurinhas e figurões deste país! Está tudo a arder? Porreiro, bota mais achas nessa fogueira!
Quando o FC PORTO teve a fama de ser hegemónico durante 30 anos - o que uma falácia grave, distorcida e centralizada pelos panfletos e pantalhas da capital do império - houve conjunturalmente uma subida de qualidade no nosso futebol! Para além dos titulos internacionais que obtivemos, tivemos também equipas a fazer honrar e dignificar o nosso futebol, começando até pelo próprio rival que foi finalista da Taça milionária por 2 vezes, um Sporting que chegou a uma final europeia na sua própria casa, uma semi-final e uma final europeia entre clubes portugueses, um ranking de 3 ou 4 equipas na Champions e vários outros com prestações dignas e recomendáveis nas outras competições uefeiras! Se isto era resultado da fruta, bendita banana que penetrou em muitos clubes! Agora é tudo mais fino, é jantares a 200 euros para a plebe não arrotar muito!
Creio bem que o dinheiro, que não faz a felicidade, mas ajuda a fazê-la, mostra porque é que os mais ricos estão lá sempre no topo a disputar os quartos e meias-finais da Champions, mas caramba, se não vou ao Algarve de Maserati, vou de Fiat Punto e chego lá também!
Só que, enquanto a imbecilidade, o tráfico de influências, a ridícula noção de ser o maior do Mundo e arredores, enfim a tradicional e tacanha mentalidade portuguesa de que em terra de cegos quem tem um olho é rei, vamos ser os invisuais desta Europa que não se importa minimamente nada com quem fica para trás. Se na política e com o esforço incomensurável da maioria de todos nós, não despegamos, porque raio no futebol que até temos jeito para isso e até temos o melhor do Mundo, andamos a penar numa espécie de 2ª divisão?
Tem a palavra quem a deveria ter, mas infelizmente e pelos vistos, agora fala-se pouco. É mais por… e-mails!
Por tudo isto é lógico que não me senti humilhado por ter levado cincazero do Liverpool. Triste sim, e humilhação só se for por saber que tudo vai continuar na mesma, com os guarda-redes a prostrarem-se no chão, com cãibras, os jogos a terem 35 a 40 minutos de tempo útil, os árbitros a serem cada vez mais humanos que qualquer dia se tornam extra-terrestres, tamanhos são os erros da sua incompetência e honestidade, por ver gente a assassinar este nosso futebol, apanhados em flagrante de faca na mão, mas quem tem a fama é um certo clube que equipa de azul-e-branco. Isto sim, humilha-me e de que maneira…
De qualquer modo, espero por vós nos Aliados!

Nota:
Tinha um post para publicar e que era muito dentro disto que o Felisberto me enviou. Como no tasco os convidados são sempre bem tratados... apenas reforço com o que já tinha dito há tempos aqui.
Porque demoram tanto a parar o tumor?


F.C.Porto - Rio Ave. Não preciso de recitais para limpar a face, bastam-me os 3 pontos.

Mesmo que tudo tivesse corrido muito bem na quarta-feira e correu tudo muito mal, hoje diria o mesmo: temos de ganhar ao Rio Ave. Por uma razão muito simples: o campeonato é o grande objectivo da época, temos dado provas semanais que podemos conseguir esse desiderato, fazer regressar o título ao Dragão, voltar a encher os Aliados.
Por isso, amanhã não espero uma equipa à procura de dar um grande recital e preocupada em limpar a má imagem deixada frente ao Liverpool e por isso, uma equipa cheia de pressa e sôfrega. Não, porque a pressa é má conselheira e a sofreguidão tira discernimento. Apenas espero um Porto positivo e capaz de ganhar.
No futuro, se como espero o F.C.Porto for campeão, o que primeiro recordarei, não será de certeza a noite negra da Champions, será a conquista do título após quatro anos de seca e depois de ninguém apostar nada neste Porto no início da temporada 2017/2018. Até porque quem nunca foi goleado que atire a primeira pedra...

A minha equipa:
José Sá, Maxi, Felipe, Marcano e Alex Telles, Herrera e Sérgio Oliveira, Corona, Marega, Soares e Brahimi.

Coitados daqueles que caindo, mesmo com estrondo, ficam prostrados, não são capazes de reagir.


Notas de abertura:
Bocas de benfiquistas e sportinguistas, faz parte do folclore, quando lhes toca a eles e ainda esta época tocou e de que maneira, também fazemos o mesmo. Agora que haja portistas que só reagem para zurzir em tudo e todos, quando as coisas correm mal, aí já é outra coisa, não aceito. Ponto!

A discussão José Sá versus Iker Casillas já foi feita na altura em que o treinador tomou a decisão de trocar o guarda-redes espanhol pelo português. Dizer agora que ontem devia ter jogado o Iker em vez do José, depois deste último ter estado muito bem nos jogos frente a Braga, Sporting e Chaves, é fazer prognósticos após os jogos e eu isso nunca faço.
Iker daqui a 3 meses está fora do F.C.Porto, José Sá é o futuro. Ponto!

Dito o que era preciso, vamos ao que interessa.
Um portista que num espaço de 8 anos - entre 2003 e 2011 - viu o seu clube vencer quatro troféus internacionais, incluindo esse feito extraordinário que foi a conquista da Champions em 2004, é natural que ontem tenha saído do Dragão, triste e amargurado perante a constatação de uma realidade que é muito dura e  custa muito a aceitar. Mas é bom que sejamos pragmáticos e objectivos. Primeiro, porque esta décalage vai ter tendência a aumentar - quando o Liverpool gasta 70 milhões na contratação de um defesa-central ou quando o último classificado da Premier League recebe mais por ano, só de direitos televisivos, que o orçamento do F.C.Porto, está tudo dito. Segundo e ainda sobre o jogo. Repito: o Liverpool é muito melhor que o F.C.Porto, em condições normais, isto é, as duas equipas a jogarem o seu melhor, ganha. Em condições anormais, como aconteceu ontem, Porto privado de três jogadores importantes e a cometer erros graves, pior. Como o mais forte tem um ataque fantástico, jogadores que com espaço são letais e que só precisam de meia oportunidade para fazer golo, o jogo pode acabar, como aconteceu ontem, em goleada.
Como conclusão, para mim é claro:
Só temos capacidade para enfrentar estas equipas e não dar barraca, se fizermos uma exibição perfeita.
Para além de tudo o que já referi, ainda existe outro problema que prejudica as equipas portuguesas que participam nas provas europeias. O nosso futebol é um futebol de faltas e faltinhas, verdadeiros concertos de apito, jogo quase sempre interrompido. Quando apanhamos uma equipa habituada a outros ritmos e a um futebol de contacto permanente, um árbitro de critério largo e que deixa jogar, também pagamos um preço. O segundo golo do Liverpool é um exemplo paradigmático. Defesa e em particular Alex Telles, à espera de uma falta, o árbitro não assinalou, Salah vem de trás do lateral portista e com o génio que o caracteriza faz golo.

Agora, depois destes lugares comuns, mas que deviam sempre sempre presentes no espírito de quem treina e joga quando defrontamos equipas deste calibre, temos todos duas hipóteses: ficar a lamentar a nossa triste sina, vergados ao peso de um resultado que ninguém estava à espera, ou transformamos a nossa tristeza num sentimento de revolta já no próximo jogo, damos um sinal que não é uma noite, por mais negra que seja, que vai abater este Dragão que não tendo a chama de outrora, em particular na Europa, ainda tem chama suficiente para alcançar os objectivos pretendidos. Coitados daqueles que caindo, mesmo com estrondo, ficam prostrados, não são capazes de reagir.
Vencemos o campeonato com Jesualdo Ferreira, numa época que fomos goleados pelo Arsenal e até ridicularizados.

Notas finais:
Há quem diga que tivemos demasiado respeito, até medo do poderio do Liverpool. Até ao primeiro golo dos ingleses não vi medo nenhum. Depois do segundo que, recorde-se, veio passados apenas 4 minutos, é natural que a força anímica não fosse muita, a reacção fosse tímida. E quando o adversário em cada ataque fez golo, não há alma nem crença que resista, então é que fica complicado, quem está lá dentro só se pede que o jogo acabe depressa.

No chiqueiro da queimada tem uma sondagem com esta pergunta:
«O resultado do F.C.Porto é uma humilhação para o futebol português?»
Se eu tivesse algum poder no F.C.Porto, podem ter a certeza que ia querer saber se quando o Benfica levou cinco em Basileia, tinham feito a mesma sondagem e colocado a mesma perfgunta. E se a resposta fosse não, eles iam penar. Ai se iam... Como não tenho poder nenhum, pergunto: até quando vamos permitir, sem raegir, estas provocações?

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