"O Porto voltou inteiro: O clube, a cidade, o povo e a liderança". Por Óscar Afonso, Director da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, no ECO
Porque para mim está aqui tudo; porque é isto que vou procurando transmitir, mas sem o brilhantismo do Professor Óscar Afonso; que resolvi replicar nas minhas redes sociais este brilhante texto. Apenas repito aquilo que tantas vezes digo: o FCP não se apregoa, pratica-se. O FCP não se explica, sente-se.
Viva o FCP, melhor clube português!
«Há um economista neste texto. E há um Portista. Neste momento, o Portista ganhou, porque há dimensões da vida humana que escapam a qualquer modelo, a qualquer equação e a qualquer análise racional.
Há cidades que existem. E há cidades que sentem. O Porto pertence à segunda categoria, e quem lá vive ou viveu, lá cresce ou cresceu, ou simplesmente aprendeu a amá-lo, sabe exatamente do que falo. É uma cidade que não pede licença para existir. Não se explica. Sente-se. O Porto é, antes de tudo, um estado de alma.
É também uma cidade que aprendeu, ao longo de séculos, a amar sem medir, a servir sem esperar recompensa e a anunciar o bem pela vida que vive, mais do que pelos discursos que faz. Numa região tantas vezes tratada como periferia por quem se julga centro do mundo, o Porto respondeu quase sempre da mesma forma: com trabalho, fé, orgulho e uma generosidade que desconcerta quem não a entende.
Ao cair do pano de uma época intensa, marcada por desafios dentro e fora de campo, ficou uma sensação clara: o Futebol Clube do Porto reencontrou-se com a sua identidade, com a sua união e com a sua ambição. As celebrações vividas na cidade foram a demonstração viva de um clube novamente ligado ao seu povo, à sua cidade e à sua essência. Uma comunhão rara, genuína e poderosa, que devolveu ao Portismo uma energia que há muito não se sentia com esta intensidade.
No sábado passado, a cidade sentiu de uma forma que muitos nunca tinham vivido e que os que já viveram muito garantem nunca ter visto com aquela intensidade. Do Dragão à Ribeira, da Ribeira aos Aliados, dos Aliados à varanda da Câmara, o Porto saiu à rua para celebrar um campeonato. O 31.º. Mas não foi a contagem que mais importou. Foi o significado daquela festa. Foi o que aquelas horas disseram sobre um clube, uma cidade e um povo que, perante cada adversidade, escolhem a alegria em vez da tristeza, a luz em vez das trevas e a esperança em vez do desespero.
Ao cair do pano de uma época intensa, marcada por desafios dentro e fora de campo, ficou uma sensação clara: o Futebol Clube do Porto reencontrou-se com a sua identidade, com a sua união e com a sua ambição. As celebrações vividas na cidade foram a demonstração viva de um clube novamente ligado ao seu povo, à sua cidade e à sua essência. Uma comunhão rara, genuína e poderosa, que devolveu ao Portismo uma energia que há muito não se sentia com esta intensidade.
Foi, nas palavras do próprio Presidente André Villas-Boas, provavelmente a maior festa de sempre do FC Porto. E quem esteve lá, ou quem viu pelas imagens, sabe que não foi exagero. Foi um reencontro. De um clube consigo mesmo. De uma cidade com a sua voz. De um povo com a certeza de que aquilo que ama continua vivo.
Uma história que pesa, honra e obriga
O FC Porto nunca foi apenas um clube de futebol. É uma forma de estar na vida. Nasceu à sombra de uma supremacia que raramente se justificou pelo mérito e muitas vezes se alimentou da proximidade ao poder. Cresceu contra esse sistema, conquistou espaço pela força dos resultados e pela verdade da sua ambição, e foi construindo, jogo a jogo, época a época, uma identidade que não se compra nem se empresta. Uma identidade que se herda, se aprende e se defende com raça, trabalho e o orgulho inconfundível de quem sabe de onde vem.
Contra uma comunicação frequentemente distorcida, contra uma mão invisível que raramente foi justa e contra o ruído de quem preferia ver o Porto enfraquecido, os Portistas responderam muitas vezes com a única força que nunca lhes puderam tirar: a fé. Não uma fé ingénua, mas a fé de quem já viveu demasiadas adversidades para se deixar vencer por elas.
Pedroto ensinou-lhe a ambição. Pinto da Costa deu-lhe o mundo. Artur Jorge, Mourinho e André Villas-Boas ofereceram-lhe a Europa mais improvável e mais gloriosa. E, ao longo de décadas, jogadores como Jorge Costa deram rosto humano a uma mística que transcende qualquer resultado. Porque o FC Porto nunca foi apenas sobre vencer. Foi sempre sobre como se vence. Com brio, com integridade, sem se dobrar ao que não é justo.
Jorge Nuno Pinto da Costa, o Presidente mais titulado da história do futebol mundial, e Jorge Costa, o capitão eterno, partiram ambos em 2025. E foi precisamente nesse ano, talvez o mais pesado em memória recente, que o FC Porto escolheu renascer. Como se soubesse que é nos momentos mais difíceis que as grandes instituições revelam de que são feitas. Como se a dor tivesse sido transformada, mais uma vez, em força.
Por isso, quando André Villas-Boas dedicou esta conquista a Pinto da Costa e a Jorge Costa, não fez apenas um gesto de circunstância. Fez justiça à memória. Reconheceu que há histórias que pesam, honram e obrigam. E mostrou que uma instituição verdadeiramente grande não apaga o passado para construir o futuro. Aprende com ele, agradece-lhe e procura estar à sua altura.
Liderar sem desculpas para transformar o que se recebe
Há dois anos, André Villas-Boas entrou num clube financeiramente fragilizado, institucionalmente desgastado, dividido em muitos afetos e habituado a gerir a urgência. Encontrou um clube com enormes dificuldades financeiras, com perda de identidade em vários planos e com uma relação com os adeptos que precisava de ser reconstruída. Entrou num lugar onde a luz parecia cada vez mais difícil de acender.
Quem o conhece sabia que ele não vinha para administrar o declínio. Vinha para o inverter. Sem rancor pelo que tinha sido mal feito, mas com plena consciência da gravidade do que tinha recebido. Com foco naquilo que era preciso reconstruir. Com a coragem de assumir um clube em estado crítico e a determinação de o recolocar num caminho de crescimento.
Em apenas dois anos, a transformação tornou-se visível. Cresceu o número de sócios. O clube aproximou-se dos adeptos. A experiência em dias de jogo melhorou. A comunicação tornou-se mais moderna, transparente e próxima. A estrutura desportiva foi reorganizada. O investimento foi pensado com outro critério. Nada disto resolve todos os problemas, porque a reconstrução está longe de concluída, mas revela um rumo claro e uma visão estratégica de que o clube precisava urgentemente.
Há líderes, em clubes, organizações e países, que passam demasiado tempo a explicar por que razão não conseguem fazer melhor. Invocam o passado, a escassez, o contexto, os constrangimentos, os erros recebidos, a resistência das estruturas ou a dificuldade da conjuntura. Muitas vezes, essas razões existem. Muitas vezes, o diagnóstico é verdadeiro. Mas a liderança não se mede pela sofisticação com que se descrevem os obstáculos. Mede-se pela capacidade de os enfrentar.
E talvez resida aqui uma das maiores lições deste ciclo. O que aconteceu no FC Porto não foi apenas a conquista de um campeonato. Foi uma demonstração de liderança e de gestão em contexto adverso. Uma prova de que a herança recebida, por mais pesada que seja, e as circunstâncias existentes, por mais difíceis que pareçam, não podem servir eternamente de desculpa para não fazer, para não decidir ou para não transformar.
Há líderes, em clubes, organizações e países, que passam demasiado tempo a explicar por que razão não conseguem fazer melhor. Invocam o passado, a escassez, o contexto, os constrangimentos, os erros recebidos, a resistência das estruturas ou a dificuldade da conjuntura. Muitas vezes, essas razões existem. Muitas vezes, o diagnóstico é verdadeiro. Mas a liderança não se mede pela sofisticação com que se descrevem os obstáculos. Mede-se pela capacidade de os enfrentar.
Quem é competente não ignora a realidade que recebe. Pelo contrário, começa por compreendê-la com lucidez. Mas não se refugia nela. Não transforma o passado em álibi, as circunstâncias em desculpa, a escassez em resignação ou a dificuldade em destino. A competência revela-se quando alguém olha para uma organização fragilizada e deixa de perguntar apenas “de quem é a culpa?” para perguntar, com seriedade e sentido de responsabilidade: “o que é preciso fazer agora?”
Foi isso que este FC Porto fez. Aprendeu com os erros, enfrentou o contexto, reorganizou-se, decidiu e uniu. Percebeu que a resiliência não é esperar que a tempestade passe. É trabalhar dentro dela. É agir quando os recursos são escassos. É escolher quando a escolha é difícil. É assumir responsabilidade quando seria mais cómodo distribuir culpas.
E há ainda uma dimensão essencial: ninguém transforma uma organização ou um país sozinho. Saber escolher uma boa equipa é também sinal de competência. Talvez seja mesmo uma das suas expressões mais exigentes. Um líder competente não se rodeia apenas de pessoas leais, rodeia-se de pessoas capazes. Não procura apenas concordância, procura critério. Não escolhe apenas quem confirma, escolhe quem acrescenta. Não teme a competência dos outros, mas convoca-a, organiza-a e dá-lhe condições para produzir resultado.
Essa é também uma lição de gestão. As grandes transformações não nascem de impulsos isolados, nem de vontades solitárias. Nascem de equipas bem escolhidas, de responsabilidades bem distribuídas, de uma cultura de exigência e de uma liderança suficientemente segura para confiar nos melhores. Quem sabe escolher, mostra visão. Quem sabe delegar, mostra maturidade. Quem sabe alinhar talentos diferentes em torno de um objetivo comum, mostra liderança verdadeira.
Villas-Boas não fez isto sozinho, e essa é parte importante da grandeza do feito. Rodeou-se de uma estrutura competente, preparada e alinhada com a exigência do cargo. Mas, sendo ele o líder deste novo ciclo e a escolha inequívoca dos sócios, é justo reconhecer que muito do que hoje se vive no universo Portista nasce da sua coragem, da sua lucidez e da sua capacidade de devolver ao clube uma ideia simples e poderosa: o FC Porto não nasceu para sobreviver, nasceu para vencer.
É uma lição de exigência, coragem e superação. Mostra que, com visão, cultura de trabalho, capacidade de decisão, boa escolha de pessoas e confiança no projeto, é possível alcançar objetivos que muitos julgavam inalcançáveis. No desporto, como nas organizações e na vida pública, os resultados aparecem quando existe liderança responsável, equipa competente, cultura de exigência e uma comunidade que acredita no caminho.
Por isso, esta conquista vale mais do que os pontos que a tabela mostra. É uma lição de exigência, coragem e superação. Mostra que, com visão, cultura de trabalho, capacidade de decisão, boa escolha de pessoas e confiança no projeto, é possível alcançar objetivos que muitos julgavam inalcançáveis. No desporto, como nas organizações e na vida pública, os resultados aparecem quando existe liderança responsável, equipa competente, cultura de exigência e uma comunidade que acredita no caminho.
À segunda época completa à frente do clube, André Villas-Boas viu a equipa sagrar-se campeã nacional. Tornou-se o presidente que mais rapidamente conquistou o título depois de assumir a liderança. Não é apenas um dado estatístico. É uma declaração de intenções cumprida.
No balcão dos Paços do Concelho, disse com simplicidade: “O FC Porto voltou graças a uma equipa única”. E talvez seja mesmo essa a melhor síntese. Uma equipa que escolheu a união em vez da discórdia e a confiança em vez do medo. Presidentes também marcam golos. E este marcou um dos mais importantes da história recente do clube, não apenas no marcador, mas no espírito.
A equipa que transformou saudade em força
Dentro do campo, Francesco Farioli construiu algo raro: uma equipa que acredita. Uma equipa que defende como se cada centímetro do relvado fosse sagrado, que sufoca o adversário com organização, que sabe sofrer, que sabe esperar e que sabe matar os jogos nos momentos certos. Uma equipa que, quando ficou sem dois pontas de lança, ganhou na mesma, porque o coletivo era maior do que qualquer indivíduo.
Há treinadores que montam equipas. E há treinadores que constroem convicções. Farioli fez as duas coisas. Pegou num grupo sujeito a pressão, dúvida e expectativa e deu-lhe uma ideia clara de jogo, mas também uma razão para acreditar. E isso, no futebol como em qualquer organização, faz toda a diferença. A estratégia importa. O talento importa. A preparação importa. Mas nada substitui a confiança coletiva, aquela força invisível que faz cada um sentir que o esforço individual tem sentido porque faz parte de algo maior.
No Dragão, quando o título foi conquistado, desceu ao relvado uma bandeira iluminada com um único foco de luz, entregue a Villas-Boas num estádio inteiro a gritar pelo nome de Jorge Costa. Farioli foi dos primeiros a prestar homenagem, lembrando que a força da equipa durante a época foi também Jorge Costa. Fisicamente ausente, mas presente no pensamento, na memória e talvez em muitas defesas que pareciam impossíveis.
Há títulos que se ganham. Há títulos que se dedicam. Há títulos que consolam. Este foi tudo isso ao mesmo tempo. Uma dádiva para os que ficaram, um consolo para a saudade e um sinal de que a memória dos que partem não se apaga. Transforma-se em força.
Diogo Costa foi, ao longo da época, a encarnação desse espírito. Guarda-redes, capitão e muralha. A figura que o clube soube segurar. Ficou e serviu quando, eventualmente, podia ter ido e ter brilhado noutro lugar. E ergueu a taça na varanda da Câmara perante dezenas de milhares de Portistas em delírio, sem arrogância, com a serenidade de quem sempre soube que estava no lugar certo.
A cidade que nunca se esquece de si própria
O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, disse aquilo que a cidade sentia: o FC Porto é mais do que um clube, representa a região, o trabalho, o esforço e o mérito. Representa a alma tripeira, a raça, o espírito e o caráter do Porto. E acrescentou que foi uma vitória contra tudo e contra todos, justa e indesmentível.
Foram palavras certas no momento certo. Porque o Porto não é uma cidade de adornos. É uma cidade de substância. Trabalha quando outros dormem. Sobe quando a empurram para baixo. Prefere a verdade ao erro e a compreensão ao julgamento fácil. Nunca precisou que lhe dissessem o que valia, porque sempre soube.
Para nós, nunca foi uma ofensa. Foi sempre uma pertença. Uma medalha discreta, mas funda, trazida no peito por quem sabe de onde vem. Como o minhoto, o transmontano e tantos outros filhos do Norte, também o portuense carrega terra nas raízes, carácter na voz e orgulho na pele. Ser do Norte, ser do Porto e ser Portista não é uma moda, nem apenas um sotaque. É uma forma de estar. É a teimosia granítica de quem cresceu a lutar contra a corrente, de quem aprendeu a conquistar sem pedir licença e de quem sabe que só é verdadeiramente livre quem não tem vergonha da sua origem.
Há quem ainda pense que chamar-nos “regionais” é uma forma de nos diminuir. Curioso equívoco. Para nós, nunca foi uma ofensa. Foi sempre uma pertença. Uma medalha discreta, mas funda, trazida no peito por quem sabe de onde vem. Como o minhoto, o transmontano e tantos outros filhos do Norte, também o portuense carrega terra nas raízes, carácter na voz e orgulho na pele. Ser do Norte, ser do Porto e ser Portista não é uma moda, nem apenas um sotaque. É uma forma de estar. É a teimosia granítica de quem cresceu a lutar contra a corrente, de quem aprendeu a conquistar sem pedir licença e de quem sabe que só é verdadeiramente livre quem não tem vergonha da sua origem.
É uma cidade que aprendeu a viver com a injustiça sem se tornar injusta. A receber o desprezo sem devolver desprezo. A manter a fé quando as circunstâncias convidam à dúvida. Não porque seja ingénua, mas porque sabe que o amor dura mais do que o ódio, que a alegria sobrevive à tristeza e que a luz, por mais pequena que seja, acaba sempre por vencer as trevas.
E o FC Porto é o espelho mais fiel dessa cidade. Com as suas fragilidades, as suas crises e os seus momentos de dúvida. Mas também com uma capacidade extraordinária de se levantar cada vez que cai, de recomeçar sem abandonar o essencial e de voltar a ligar-se ao seu povo quando essa ligação mais falta faz.
Na madrugada de sábado para domingo, quando Diogo Costa ergueu a taça na varanda da Câmara, milhares de Portistas celebraram um campeonato, mas celebraram muito mais do que isso. Celebraram o regresso de um clube a si próprio. Celebraram a união entre clube, equipa e adeptos. Celebraram a vitória de quem ama sem medir sobre quem apenas tolera quando convém.
O que esta festa ensinou ao mundo
Em Los Angeles, Portistas celebraram. Na Venezuela, Portistas celebraram. Por todo o mundo, Portistas celebraram. Em Évora, em Braga, em Lisboa, por todo Portugal, houve Portistas a celebrar. Porque o FC Porto não é apenas do Porto. É de quem ama o Porto. De quem carrega aquelas cores independentemente da latitude, da distância ou da circunstância.
Quem também muito carregou este ano foi a massa associativa. A gente humilde e trabalhadora que não precisa de convite para aparecer. Que está nos jogos bons e nos jogos maus. Que conforta quando outros recriminam. Que anima quando outros desistem. Que oferece o seu tempo, a sua voz e o seu amor sem pedir nada em troca.
Quatro anos sem campeonato. Quatro anos de crises, dúvidas e ruído, muito dele fabricado por quem nunca nos quis bem. Quatro anos a acreditar que o Porto voltaria, não pela força das circunstâncias, mas pela força do que é. E voltou. Com 88 pontos, de forma clara, inequívoca e à Porto.
Naturalmente, o futuro continuará difícil. O FC Porto ainda enfrenta obstáculos exigentes, e a reconstrução está longe de terminada. Mas existe hoje algo fundamental que durante demasiado tempo pareceu fragilizado: a união entre clube, equipa, estrutura e adeptos. E quando o FC Porto está unido ao seu povo, torna-se uma força extremamente difícil de derrubar.
Essa talvez seja a maior mensagem que esta festa deixou. O FC Porto não celebrou apenas porque ganhou. Ganhou também porque voltou a acreditar em conjunto. Porque os adeptos voltaram a sentir que faziam parte do caminho. Porque a equipa sentiu que não estava sozinha. Porque a estrutura percebeu que a confiança não é um detalhe emocional, é uma força produtiva. Porque a liderança compreendeu que nenhuma transformação séria se faz contra a comunidade, nem apesar dela, mas sempre com ela.
E é aqui que a celebração ultrapassa o futebol. Mostra que, nas organizações como nos países, não basta haver estratégia se não houver pertença. Não basta haver liderança se não houver confiança. Não basta haver competência se não houver capacidade de unir. Os projetos tornam-se verdadeiramente fortes quando deixam de ser apenas planos de quem lidera e passam a ser causa de quem participa.
Foi isso que se viu nas ruas do Porto e em tantos lugares do mundo. Não apenas adeptos felizes, mas uma comunidade inteira a reconhecer-se de novo no seu clube. Não apenas uma festa, mas a confirmação pública de uma transformação. Não apenas um campeonato, mas a prova de que uma instituição reencontra força quando volta a ligar liderança, equipa e povo em torno da mesma ambição.
Uma geração que não se esquece
Este campeonato pertence a todos. Como diz o slogan, “conseguimos juntos”. Mas pertence de forma especial a esta geração de dirigentes, treinadores e jogadores que, partindo de um clube fragilizado, construíram algo que demorava a construir, com paciência, entrega e a generosidade de quem sabe que reconstruir leva tempo, mas que vale a pena.
Pertence a Villas-Boas, que ligou a luz quando estava tudo escuro. Que foi eleito por amor ao clube e não por ambição de poder. Que escolheu a esperança quando havia razões de sobra para o desânimo e que preferiu a verdade mesmo quando a mentira seria mais fácil.
Pertence também à estrutura que o acompanhou. Aos que trabalharam longe das câmaras, aos que reconstruíram processos, aos que reorganizaram áreas, aos que devolveram método, critério e exigência a decisões que durante demasiado tempo pareciam tomadas pela urgência. No futebol, como nas organizações, há muito trabalho que nunca aparece na fotografia do título. Mas sem esse trabalho discreto não há vitória que resista.
Pertence a Farioli, que chegou como uma aposta e se tornou uma certeza. Que soube ganhar com o que tinha, transformar cada limitação numa virtude e criar dentro do grupo uma confiança que nenhuma adversidade conseguiu quebrar.
Há coisas que a economia não consegue medir: a intensidade de uma festa que começa num estádio e termina na varanda da Câmara, o orgulho de uma cidade que se reconhece num clube, a emoção de ver uma taça erguida por quem merece erguê-la e que a ergue também em nome dos que já não estão para a ver.
Pertence a Diogo Costa, que ficou quando podia ter ido. Que serviu quando podia ter partido. Que foi, ao longo de uma época inteira, a encarnação da fidelidade.
Pertence à memória de Pinto da Costa, o presidente que durante décadas fez o impossível parecer inevitável, e de Jorge Costa, o capitão que nunca parou de lutar. E pertence, acima de tudo, aos Portistas. Aos que foram ao Dragão e aos que viram de longe. Aos que choraram de alegria e aos que choraram de saudade. Aos que nunca deixaram de acreditar, mesmo quando havia pouco para acreditar.
Por isso, parabéns a toda a estrutura. E, de forma especial, ao Presidente André Villas-Boas, não apenas pelo título, mas pela coragem de provar que a dificuldade não é destino. Pode ser matéria-prima de transformação.
Porto é pertença
Há um economista neste texto. E há um Portista. Neste momento, o Portista ganhou, porque há dimensões da vida humana que escapam a qualquer modelo, a qualquer equação e a qualquer análise racional.
Há coisas que a economia não consegue medir: a intensidade de uma festa que começa num estádio e termina na varanda da Câmara, o orgulho de uma cidade que se reconhece num clube, a emoção de ver uma taça erguida por quem merece erguê-la e que a ergue também em nome dos que já não estão para a ver.
Mas talvez a economia e a gestão possam, ainda assim, aprender algo com isto. Aprender que as organizações não vivem apenas de ativos, orçamentos, estruturas ou planos estratégicos. Vivem de confiança. De cultura. De liderança. De memória. De pertença. De uma energia coletiva que não aparece nos balanços, mas que explica muitas vezes a diferença entre sobreviver e transformar.
O FC Porto não se explica. Sente-se. Vive-se. Ama-se sem medida, sem condição e sem esperar que o amor seja devolvido na mesma proporção. É esse amor que resiste ao centralismo, que sobrevive à injustiça, que perdoa sem esquecer, que se alegra quando há razão para se alegrar e que chora sem vergonha quando a saudade pesa demais.
O Porto nunca foi apenas um clube. O Porto é identidade, resistência e pertença. É união quando tudo parecia dividido. É ambição quando muitos aconselhavam prudência. É povo quando a instituição precisa de voltar à sua essência. É liderança quando a dificuldade deixa de ser desculpa e passa a ser caminho. É gestão quando a visão encontra método. É superação quando a exigência se transforma em cultura.
No sábado passado, o mundo inteiro sentiu. O campeão voltou. Com brio, profissionalismo, raça e à Porto. Como sempre foi. Como sempre será. O FC Porto está vivo, forte e de volta. E desta vez, veio para ficar.
Somos Porto.»
F.C.Porto 1 - Santa Clara 0. Agora venha a festa da Ribeira aos Aliados que o portismo bem merece
De início com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Francisco Moura, Alan Varela, Froholdt e Rodrigo Mora, William Gomes, Deniz Gül e Borja Sainz, o FCP teve mais posse, dominou, mas sem ataque, não se marcam golos. E nos primeiros 45 minutos nenhum avançado fez alguma coisa de jeito. Pior, perdem-se bolas na frente que dão origem a contra-ataques como aconteceu com os açorianos a terem várias saídas perigosas e duas ou três ameaças. Assim não admira que ao intervalo o marcador estivesse em branco.
No recomeço Dragões com o mesmo onze e os mesmos problemas. Francesco Farioli mexeu, tirou Borja Sainz e Deniz Gül, meteu Gabri Veiga a Oskar Pietruzesvky, Mora a falso nove. Mas as melhorias não se notavam. Futebol lento, previsível, dificuldades em criar oportunidades. Até que aos 69 minutos William Gomes serviu Victor Froholdt, este cruzou tenso e um defesa açoriano fez auto-golo. De seguida saiu Diogo Costa e entrou João Costa que ficou com a braçadeira - muito justo. Mais tarde saíram Francisco Moura e Froholdt e entraram Nehuėn Pérez e Bernardo Lima - saúde-se o regresso do argentino muito tempo lesionado e o miúdo ser campeão é um estímulo para todos os jovens da formação.
Francesco Farioli melhor treinador, só podia ser.
Victor Froholdt MVP e melhor jovem do campeonato, sem surpresa.
E agora venha a festa da Ribeira aos Aliados que vai ser de arromba, uma festa que o portismo merece
Num fim-de-semana com tantas alegrias, a desilusão veio da principal equipa de futebol
Ainda a ressacar dos festejos de um título que encheu de alegria o portismo e na 33ª jornada, o FCP fez uma curta viagem até à Vila das Aves para defrontar o último classificado e já despromovido AFS.
Francesco Farioli fez uma revolução, deu oportunidade a alguns jogadores que não têm jogado muito - Cláudia Ramos estreou-se - e o FCP entrou de início com Cláudio Ramos, Alberto Costa, Thiago Silva, Prpic e Francisco Moura, Alan Varela, Fofana e Rodrigo Mora, Pepê, Deniz Gül e Borja Sainz e o campeão começou o jogo por cima, mas não só não marcou como sofreu um golo após um canto aos 23 minutos. Reagiu e apesar de não ser brilhante, fez mais que suficiente para não ir para o intervalo a perder, mas foi. E foi porque mais uma vez o ataque não teve a contundência que era necessária para marcar pelo menos um golo.
O treinador do FCP não mexeu ao intervalo e FCP iniciou o 2º tempo à procura de virar o resultado. As coisas começaram bem, aos 54 minutos Deniz Gül fez o empate - a bola de Borja Sainz e entrar, mas o internacional turco meteu-lhe a cabeça e o golo foi dele. Com o jogo empatado e se esperava a reviravolta, foi o Aves a voltar a marcar aos 58 minutos. Farioli fez de imediato duas substituições, saíram Fofana e Borja Sainz, entraram Froholdt e William Gomes. E o FCP teve de voltar a ir à procura do empate. Teve oportunidade para isso, mas por um lado faltava eficácia, por outro o guarda-redes do AFS estava inspirado, evitou o golo várias vezes.
O treinador dos Dragões voltou a mexer aos 68, saíram Alan Varela e Pepê, entraram Oskar Pietruzesvky e o jovem Tiago Silva que se estreou na equipa principal do FCP. William Gomes marcou, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo de Deniz Gül no início da jogada. E quando se esperava o golo do empate, o AFS aumentou a vantagem. no minuto seguinte saiu Mora e entrou Gabri. Até ao fim de assinalar o 2º amarelo a Prpic - tanto tempo à espera para nada - e o jogo terminou com os jogadores e treinador da equipa da casa em festa por terem derrotado o campeão. Pena que a vitória só dê três pontos
Não há muito a dizer, é uma derrota inesperada e com a explicação para a derrota a ser, para além das alterações e descompressão natural de uma equipa que festejou muito, hoje a um ataque de pólvora seca juntou-se um defesa de papel e um guarda-redes que não esteve feliz. Mas este jogo deixou indicações importantes para o futuro...
O FCP sagrou-se Campeão Europeu de Hóquei em Patins após bater na final o Barcelona por 3-1. Grande vitória, parabéns o todos os que que estiveram na origem deste título que enche de orgulho todos os portistas.
Depois do título dos sub-19 e dos sub-17 estarem muito perto de também serem campeões, as meninas do Voleibol no jogo quatro foram a Braga vencer por 3-0, juntaram o campeonato à Taça de Portugal, terminaram a época em beleza.
As meninas do futebol também foram campeãs da 2ª divisão e tiveram hoje no Estádio do Dragão a devida consagração num jogo que venceram por 1-0 o Clube Albergaria. A época continua com a disputa da final da Taça de Portugal frente ao Benfica. As campeãs da 1ª divisão são claramente favoritas, mas o FCP vai tentar...
O Basquetebol também iniciou hoje os play-offs com uma vitória no jogo 1 por 88-66 frente ao Imortal.
A importância do regresso do F.C.Porto à Champions League
Este título é muito importante desportiva e financeiramente. A receita da Champions, a valorização de activos, fundamental num clube de sócios que neste momento não tem capacidade para deixar de ser vendedor - será que alguma vez terá? Digo FCP e também os principais clubes portugueses. Por isso, vender e comprar bem tem de ser a marca que nos continua a distinguir -, o entusiasmo dos adeptos que passarão de adeptos e simpatizantes a sócios, o merchandising, a exportação da marca, etc., ajuda muito, mas não é a panaceia que de repente resolve todos os problemas que o FCP tem. É preciso manter este rumo de rigor e competência, um FCP unido, solidário, forte dentro e fora do campo. É esse Porto na próxima época estará novamente na Champions League - nada a ver com a Taça dos Campeões Europeus que o FCP venceu em 1987, nem se fala na comparação com as vitórias do Benfica em 1961 e 1962 -, prova que já venceu em 2003/2004. Foi um feito que não tem paralelo em nenhum outro conseguido por um clube português num desporto colectivo. Nos actuais moldes da prova muito dificilmente um clube fora das cinco principais ligas do futebol europeu - Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França -, conseguirá conquistar aquela que é a prova rainha da UEFA. Por isso, entraremos para honrar os pergaminhos do FCP, mesmo sabendo que na Champions as dificuldades são muitas, tentar chegar à fase a eliminar, seja através da entrada directa, muito difícil, mas não impossível, ou através dos play-offs. Depois, como é costume dizer-se, vamos indo e vamos vendo, mas com ambição máxima. Não é para os tempos mais próximos - temos uma equipa com muita juventude que precisa de crescer, ganhar experiência ao mais alto nível -, mas se alguma vez for possível, se houver uma excepção à regra de o vencedor ser um clube do top five, chamem-me tolinho, mas deixem-se ter esta ilusão, aposto no FCP.
É recorrente no futebol português. Sempre que o Benfica se sente prejudicado, cai o Carmo e a Trindade. Através dos seus peões de brega, aqueles que vivem e se alimentam de polémicas, fazem disso o seu critério editorial, não largam o assunto, são horas e horas de emissão, sempre a cavalgar a onda. Que saudades tem o Benfica e todos aqueles que na altura branquearam o andor vermelho, dos padres que rezavam as missas ao sabor dos interesses do clube da Luz.
Espero que não se atrevam a colocar os árbitros e as arbitragens nos pratos da balança dos méritos do FCP na conquista do campeonato 2025/2026. Embora atendendo à forma como funcionam alguns OCS, aos seus critérios facciosos, sectários e sempre contra o FCP, e quem neles escreve, analisa ou comenta, não fosse para mim uma surpresa.
Para se ver até ao ponto que chegou a desfaçatez de alguns desses, conto um episódio que aconteceu na tarde de sábado e assisti no canal NOW. O autocarro do Benfica a caminho de Famalicão circulou pela Via de Cintura Interna, passou em frente ao estádio do Dragão. Na altura já estavam na zona do estádio milhares de adeptos do FCP que ao verem o autocarro e do lado de cá, atiraram com vários impropérios. Aconteceu com adeptos do FCP versus autocarro do Benfica, como aconteceria com adeptos do Benfica versus autocarro do FCP, ou adeptos do Sporting versus autocarro de FCP e Benfica em situação semelhante. Eu que estive na final da Taça de Portugal da época 1979/1980, o célebre jogo da santa aliança entre Benfica e Sporting contra o FCP e sei o que passaram todos os que iam no autocarro do FCP e o tempo que este demorou para chegar à zona dos balneários do Jamor; bem como sei o que sofreram os que viajavam lá dentro atacados à pedrada e com tudo que estava à mão, ao ponto de todos terem percorrido esse espaço deitados no chão do autocarro, não posso ficar surpreendido que estas coisas aconteçam. Não deviam? OK, tantas coisas que não deviam acontecer e acontecem. Mas acontecem com todos e como se disse, coisas muito mais graves aconteceram vai fazer 46 anos. Pois Mário Figueiredo, sportinguista e antiportista, no canal do grupo Média Livre, teve o desplante de culpar o presidente do FCP, AVB, pelo episódio que relatei.
No mesmo grupo, já começou a campanha para castigar jogadores do FCP pelo comportamento na festa do título. Para além disso, Pedro Galo, sempre ele, acha estranho que o árbitro Gustavo Correia que está na berlinda pelo que aconteceu no Famalicão - Benfica, tenha arbitrado duas vezes Benfica e Sporting e nenhum jogo do FCP.
A forma como às claras ou sub-repticiamente, afirmando ou insinuando, no grupo Média Livre se trata o FCP é uma vergonha. Como vários comentadores, supostamente isentos, tratam o FCP é absolutamente miserável.
Nota final:
O momento é de alegria, de festejar este título tão importante como merecido. Mas não podia deixar de dizer que o silêncio de alguns que estavam dentro, sabiam dos problemas, das dificuldades, da situação em que se encontrava o FCP e que não tiveram em conta nada disso, o contexto, passaram uma época que foi negativa a criticar, denegrir, colocar em causa a competência, pasme-se, diziam que os corpos sociais eleitos democraticamente e por uma margem que não deixou dúvidas sobre o sentimento de mudança, estavam a destruir o FCP. E esses mesmos diziam que o faziam por portismo. Pois o silêncio de alguns é ensurdecedor, mas não me surpreende.
Aprendi com os mais velhos portistas, incluindo JNPC, que o melhor do nosso portismo deve emergir nas dificuldades, quando não há sucesso porque quando tudo corre bem é fácil ser portista. Criticar com respeito, sendo objectivo e construtivo, OK, mas criticar por criticar, apenas para manter uma aura de independência que muitas vezes não resiste ao mais básico contraditório... não faz sentido. Pena que nem todos sigam este caminho...
Parabéns F.C.Porto, brilhante campeão nacional de futebol época 2025/2026
Não vou falar do jogo, da exibição do FCP colectiva e individualmente. Valeu a vitória. Apenas refiro os jogadores utilizados na noite de hoje: Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Pablo Rosario, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky, os que entraram de início e os que entraram durante o jogo, Martim Fernandes, Alan Varela, Borja Sainz, Fofana e Rodrigo Mora.
Dito isto vamos lá abordar aquilo que neste momento é para mim mais importante.
O FCP pela sua grandeza, pela sua história, pelo seu currículo de clube mais ganhador, interna e externamente - aqui sete mais um títulos internacionais, tudo a cores -, do Portugal democrático, está sempre obrigado a lutar pelo título. Mas lutar pelo título é uma coisa, ser favorito é outra. O FCP partiu no 3º lugar da grelha de partida, dizia-se até que a luta pelo 3º lugar com o Braga ia ser renhida. Pois o FCP com um treinador novo e uma autêntica revolução no plantel, logo nas primeiras voltas/jornadas mostrou ao que vinha, chegou à liderança manteve até ser campeão a três jornadas do fim, mesmo perdendo os seus dois melhores avançados por lesões graves. O FCP é campeão lutando muitas vezes dentro e fora do campo contra critérios arbitrais tendenciosos, arbitragens que deixaram muito a desejar. E também contra uma comunicação social sem rigor, isenção, equilíbrio, ética e deontologia, onde gente com cachecol do mais básico e primário antiportismo fazia dos ataques ao FCP, no seu todo, o seu modus operandi. Neste caso poucos escapam, mas onde as coisas atingiram níveis inadmissíveis, foi no grupo Média Livre. Tudo que potencialmente beneficiava o FCP era extrapolado, polemizado até aos infinitos, enquanto os prejuízos nem eram tema de conversa ou quando eram, eram de passagem e rapidamente passavam à história. A campanha sobre o efeito Ajax que começou no início da época e foi sistematicamente utilizada contra Francesco Farioli, foi das coisas mais reles e ordinárias de que tenho memória. O nível de alguns artigos foram tão rascas, tão nojentos que só me apetece baixar o nível e dizer: recebam uma caixa com um laço azul e branco, com um poio dentro e façam bom proveito. Com os cumprimentos de Francesco Farioli.
Àqueles que coloquem reticências a este título do FCP, venham com a conversa das toalhas, televisão, bolas, seja o que for para beliscar os méritos portistas, apenas digo: não nos toca quem quer, só quem nós deixamos. Inchem, mas não rebentem, queremo-los bem despertos a assistir aos futuros sucessos do FCP. E citando Diego Armando Maradona: que la chupem e sigam chupando.
Também importa trazer à colação o seguinte: a teoria que muitos de fora apregoaram e prognosticaram e alguns, infelizmente, demasiados, de dentro, compraram, o FCP ia atravessar uma longa travessia do deserto. Não atravessou! E aqui importa dar os parabéns ao presidente AVB e a todos os que o acompanham no clube e na SAD, extensivos a todos que no campo e fora dele tornaram possível este título tão saboroso como justo. O campeão voltou, está novamente no rumo certo, pujante como demonstra o número de sócios cada vez maior, ou os lugares anuais que já têm lista de espera. Também uma palavra para a esmagadora maioria de sócios que em 27 de Abril de 2024 tiveram a sabedoria para perceber, primeiro, que era preciso mudar. Segundo que AVB e os que o acompanhavam eram as pessoas certas para substituir um presidente histórico, carismático, com uma obra notável e um currículo sem paralelo no desporto português e até internacional.
Este portista agradece.
- Pena, tenho muita pena que tu, Bicho, que abraças-te este projecto desde a 1ª hora e isso valeu-te alguns mal entendidos, digamos assim, não tenhas podido viver esta enorme alegria. Uma alegria igual à deste portista que passou uma longa travessia do deserto, mas depois viu o seu clube ganhar tudo para além do sonho - só queria um campeonato e vi ganhar cinco. Só queria chegar à 3ª eliminatória das provas europeias, naquele tempo chegar a essa fase já era uma festa, mas viu o FCP ganhar tudo a nível europeu e mundial -, que ainda sente uma enorme alegria e uma grande emoção com um simples título...
O FCP não se pregoa, pratica-se. O amor pelo FCP não se explica, sente-se.
O FCP brilhante campeão nacional de futebol não foi sempre uma equipa brilhante na qualidade de jogos, mas foi sempre fiel a um lema que para mim é inegociável: até podemos perder sempre, mas não podemos sair do campo sem a certeza absoluta que demos tudo para ganhar. E este Porto teve sempre atitude, carácter, raça, alma, espírito e ADN que são apanágio e catapultaram para o patamar que já fiz referência.
Termino com uma nota pessoal: são 19 anos em que dentro das minhas possibilidades e em ritmo alto, fiz em defesa do FCP aquilo que John Fitzgerald Kennedy pediu aos americanos: não fiquem à espera do que a América pode fazer por vocês, façam vocês alguma coisa pela América. Sabem aqueles que fazem o favor d eme acompanhar que disse que nunca abrandaria o ritmo até o FCP voltar a ser campeão. Missão cumprida. Vou continuar atento, a mandar bitaites, mas de uma forma mais leva, sem a obrigação que sentia de escrever crónicas após os finais dos jogos, por exemplo.
Viva o FCP e todos os que têm o privilégio de ser portistas. Porque ser portista, meus amigos, neste Portugal dos pequeninos, não é fácil...
Estrela 1 - F.C.Porto 2. Nós só queremos o Porto campeão, o Porto campeão, o Porto campeão...
FRENTE AO ALVERCA NO DRAGÃO PODE HAVER PORTO CAMPEÃO
Eliminado da Taça de Portugal que muito provavelmente consagrará o Sporting e o vencedor mais escandaloso da história da prova, o FCP tinha na Amadora, frente ao Estrela, mais um obstáculo difícil que precisava de ultrapassar no caminho para o título, desde o primeiro dia da época 2025/2026, o grande objectivo dos Dragões. Ultrapassou. Até chegou a parecer fácil, não foi, foi muito complicado na 2ª parte, mas nesta fase o que importava era ganhar.
Francesco Farioli escolheu para iniciar o jogo, Diogo Costa, Alberto Costa, Thiago Silva, Bednarek e Kiwior, Pablo Rosario, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky e jogo começou com os Dragões com a iniciativa, mas perante um Estrela muito recuado, o futebol portista era lento, denunciado, não causava mossa. Até que aos 15 minutos Oskar Pietruzesvky deu uma pedrada no charco. Recebeu com espaço, foi para cima, entrou na área, foi derrubado, penálti. Chamado a bater Deniz Gül não falhou. FCP em vantagem. Conseguido o mais difícil, agora era preciso não adormecer à sombra da vantagem mínima. Sem forçar, preferindo ficar na expectativa, não arriscando muito, o FCP procurava ir pela certa. Mas havia um jovem polaco que não estava muito pelos ajustes, quando recebia agitava, não hesitava ia para a frente, dava o mote. E numa jogada que começou nele, a bola chegou a Alberto Costa que com um cruzamento teleguiado colocou na cabeça de Deniz Gül e este aumentou a vantagem aos 37 minutos - será que a tampa do ketchup se abriu definitivamente? Até ao intervalo tirando mais uma decisão que ninguém percebeu do árbitro, nada de muito relevante se passou.
O intervalo chegou com o FCP a vencer por 2-0, resultado justo. 2° golo deixava os líderes do campeonato mais tranquilos, mas nada de facilitar, deixar o Estrela marcar, entrar no jogo, acreditar. Quero ver o que vão dizer os analistas de arbitragem sobre dois lances na área do Estrela que nem árbitro nem VAR viram motivo para nova grande penalidade.
Para a 2ª parte o treinador do FCP não mexeu e a partida recomeçou com os portistas ameaçadores e a tentar fechar o jogo. Mas esse período foi sol de pouca dura, não durou muito. O FCP foi adormecendo, perdendo concentração, organização, gás, o Estrela sem nada a perder e no contra-ataque, ia ameaçando. Aos 63 a bola bateu no poste, aos 74 Diogo Costa fez uma enorme defesa, aos 79 o Estrela marcou um golo que já merecia. Só marcou um, ainda bem, o FCP conseguiu o seu grande objectivo de conquistar os três pontos, mas o espectro do empate pairou até ao fim do jogo.
Ao minuto 60 saíram Deniz Gül e Pepê, entraram Terem Moffi e William Gomes, mais tarde, minuto 70 Alber Costa e Gabri Veiga deram o lugar a Martim Fernandes e Rodrigo Mora, finalmente ao minuto 84 saiu Kiwior e entrou Fofana.
O importante foi conseguido e é preciso ter em conta que houve um jogo muito desgastante na quarta-feira e jogar hoje às 18 também contribuiu para a quebra portista na 2ª parte. Também é verdade que quem entrou, estava mais fresco e podia por as coisas no lugar, não fez muito por isso. Mas ficou a sensação que a equipa facilitou em demasia e sujeitou-se...
Seja como for, cinco pontos, que podem ser mais lá pelas 10 horas da noite, a três jornadas do fim deixam os Dragões muito perto da conquista do título que foge há tês épocas. E assim junto-me aos milhares de portistas que se deslocaram à Amadora e fizeram do estádio José Gomes uma espécie de Dragão e também conto, nós só queremos o Porto campeão, o Porto campeão, o Porto campeão...
Se o que aconteceu com as imagens em loop no balneário do árbitro Fábio Veríssimo no FCP - Braga, deu uma grande polémica, falou-se em condicionamento, pressão, coacção, houve quem fizesse logo comunicados, só faltou pedirem a extinção do FCP, o que vão dizer sobre um treinador, ao intervalo do jogo, ir ao encontro do árbitro pedir satisfações e com isso pressionar, condicionar e coagir o juiz para a 2ª parte?
Já todos sabemos que a Média Livre, Record, CM, CMTV e NOW, são chiqueiros, antros do mais fanático antiportismo, mas eles ainda conseguem surpreender na sua baixeza e o cheiro que exala dali não se aguenta. Mas os sistemáticos atropelos à ética e deontologia, às regras mais elementares da decência, devia levar a entidade que regula e supervisiona a comunicação social devia intervir. Até para prevenir que alguém cansado de tantas faltas de respeito, provocações, um dia tome uma atitude drástica. Não diz o provérbio que quem semeia ventos colhe tempestades?
Mantendo o sentido crítico, olhando também para dentro, mas sem esquecer as responsabilidades de terceiros
Temos a nossa quota de responsabilidade na eliminação - na 1ª parte jogamos pouco, só acordamos na parte final. Equipa pouco ligada, incapaz de fazer uma jogada em condições, chegar na frente com critério, no último terço raramente se encontraram as melhores opções e definições e na hora de finalizar nada ou quase nada. Na 2ª parte melhor, mais domínio, mais bola, mais chegadas na frente, mas salvo a excepção do lance de Moffi no último minuto, quando são apenas os médios a criar as poucas oportunidades que tivemos, como os golos frente ao Tondela já tinham sido de dois médios, está explicada a razão de o golo do FCP estar caríssimo. Quantos golos têm os nossos avançados? Mas não foi apenas por isso que o FCP saiu da Taça de Portugal. Foi também porque seria um crime de lesa pátria que depois do enorme esforço que a arbitragem fez para o Sporting seguir em frente na Taça, com aquela pouca vergonha que aconteceu nos Açores no jogo com o Santa Clara, ontem no Dragão não fosse colocada a cereja no cimo do bolo. Seria de admirar que Padre Nogueira não viesse imbuído desse espírito, a Taça de Portugal é para o Sporting. Aliás, Padre Nogueira e o seu assistente do lado dos bancos, mais o VAR, logo aos 5 minutos deram o mote. Um lance que podia ter originado uma expulsão, pasme-se, mas que ninguém se surpreenda, nem falta foi. E assim, a sensação baseada em exemplos recentes e menos recentes, é que se fosse um jogador do FCP que fizesse o que fez Gonçalo Inácio vinha para a rua, o lance de Debast era penálti contra o FCP, idem para o lance de Quenda com William Gomes ou o de Alberto Costa com Debast. Nem que para isso CA, APAF, Duarte Gomes árbitros e depois os contorcionistas de serviço tivessem de fazer mais um número em que são especialistas.
Tem sido uma época em que os critérios desde as nomeações de árbitros para jogos do FCP - nomear Fábio Veríssimo para um jogo do FCP quando decorria um processo por queixa portista contra o árbitro, é o melhor exemplo -, passando pelos muito satisfatórios, satisfatórios e insatisfatório, em que se publica uma coisa para passado poucas horas se alterar e o insatisfatório passar a muito satisfatório. Aconteceu com uma arbitragem de António Nobre de prejuízo claro ao FCP no jogo em Braga. Sem esquecer e reforçando, os contorcionistas, os analistas, alguns deles cartilheiros encartados e que são capazes de dizer umas vezes que é preto para depois em lances semelhantes passarem a branco, mas sempre contra o FCP. Ou por programas de televisão de horas e horas com comentadores como o omnipresente Pedro Galo que está de manhã, no início e final da tarde e à noite a zurzir sempre contra o mesmo. Voltamos a passar por um período em que qualquer anão se coloca em bicos dos pés para atacar o FCP e são muitos os exemplos de pequenas criaturas usam o ataque ao FCP e a quem o serve profissionalmente, para ganhar popularidade fácil junto do fundamentalismo e fanatismo. Como também são muitos os que que utilizam a velha e requentada táctica do mais primário e básico antiportismo porque sabem que neste país isso rende, porque há sempre quem amplifique, lhes dê palanque, ou cinco minutos de fama.
É contra isto que temos de lutar nesta parte final de uma época e em que, recorde-se pela importância, no seu início o FCP não contava, era apenas candidato a lutar com o S.C.Braga pelo 3º lugar e agora, contra todas as previsões, está perto do título.
Domingo na Amadora, coração quente, nervos de aço, um Dragão forte, determinado e capaz de resistir a tudo e dar mais um passo muito importante para conseguir o principal objectivo da época, o título que foge há três anos.
PS - Quando o painel de árbitros do Tribunal do Jogo diz que o lance entre Gonçalo Inácio e William Gomes, era para amarelo, está tudo dito sobre o estado a que chegou o comentário e análise. https://www.facebook.com/reel/1882771935773478
Como é possível Coroado, Leirós e Fortunato dizerem que este lance é amarelo? Haja paciência para a indecência...
PS 1 - Ontem na nossa casa, um clube fez birra, não quis seguir aquilo que está determinado para todas as equipas que visitam o Dragão e os senhores da FPF fizeram-lhe a vontade. E o FCP ainda foi apresentado por algumas almas penadas como o mau da fita.
PS 2 - «"Ambiente de toxicidade" leva SIC a acabar com participação de comentadores ligados a clubes
O canal de televisão SIC Notícias decidiu descontinuar os programas de desporto que assentam em comentadores que representam clubes, vulgarmente conhecidos como 'os três grandes, Benfica/Porto/Sporting.» Pois é, a toxicidade foi substituída por programas onde a isenção, rigor e ética não existe, são programas onde nos ataques ao FCP se um diz, mata, os outros dizem, esfola. Num desses programas os fanáticos benfiquistas Luís Aguilar e Pedro Henriques, mais o não menos fanático sportinguista Francisco Guimarães, diariamente, dizem tudo o que lhes apetece contra o FCP, com a conivência empenhada e colaborante do apresentador do programa. Salva-se apenas Marco Caneira nesse lixo televisivo, mas que para quem manda na SIC Notícias é um toxicidade cheirosa e nada incomodativa.
PS 3 - O Sporting manda e os freteiros, recadeiros e cartilheiros obedecem.
Ontem às 19:18 o Record através de João Soares Ribeiro, que não conheço, fez uma peça sobre o lance entre Gabri Veiga e Hjulmand. Às 20:28, na Bola, Hugo Forte, este conheço bem, um sportinguista doente e um antiportista fanático, fez exactamente o mesmo. E lá está o pormaior, Gabri Veiga pode levar de 1 a 10 jogos. Quando Luis Suárez partiu uma perna a um jogador do AFS, nem foi questão. Isto não é jornalismo, isto é lixo informativo, é falta de isenção, é facciosismo, sectarismo, desonestidade intelectual. Se isto não é cartilha, se estes "jornalistas" não são freteiros, recadeiros e cartilheiros ao serviço do Sporting, não sei o que são.
PS 4 - Mesmo sabendo que a Média Livre é uma lixeira a céu aberto e de cheiro nauseabundo, onde o fanatismo antiportista prevalece, se o Bernardo Ribeiro tem vergonha alheia das declarações de Francesco Farioli, eu, mesmo sabendo o que a casa gasta, tenho nojo que um director de um jornal seja alguém sem o mínimo de isenção, equilíbrio, ética e deontologia. Seja mais um adepto fundamentalista que jornalista.
F.C.Porto 0 - Sporting 0. Muito coração, sem cabeça e sem ataque e os critérios arbitrais de sempre...
Depois de no domingo ter aumentado a distância para o 2º classificado e dado mais um passo em frente na caminhada para o título - mas não nos deixemos embalar no canto de algumas sereias que já falam num FCP campeão, quando o que mais desejam é que não seja. O FCP será campeão quando a matemática o determinar. Até lá é encarar os jogos que faltam com atitude, determinação, concentração, sem sobranceria e respeitando os adversários que estão a lutar com tudo para se manter e por isso serão complicados -, o FCP que estava em desvantagem porque perdeu em Alvalade por um golo de diferença, tinha num Dragão repleto a oportunidade de conseguir a reviravolta e chegar à final do Jamor. Frente a um adversário que certamente viria ao Porto jogar com o resultado da 1ª mão, defender e contra-atacar, era importante que os azuis e brancos não fossem com muita sede ao pote, arriscassem demais, dessem espaços, facilitassem a vida ao adversário. A diferença era de apenas um golo, atacar sim, mas com critério, organização, havia 90 minutos para anular a desvantagem.
Francesco Farioli escalou Diogo Costa, Alberto Costa, Thiago Silva, Jan Bednarek e Jakub Kiwior, Pablo Rosario, Victor Froholdt, Gabri Veiga, William Gomes, Deniz Gül e Oskar Pietuszewski e o FCP entrou intenso, pressionante, mas pouco esclarecido, pouco organizado, com dificuldades em ligar o jogo, atacar com critério. Aproveitou o Sporting para ter bola, circular bem e chegar à frente, mas sem criar perigo. No ataque Oskar Pietruzesvky, Deniz Gül e William Gomes não entravam no jogo, quase só faziam asneiras. O jovem polaco, então, abusava. Mais ligado o conjunto de Rui Borges controlava o jogo à vontade. Tanto frenesim, mas a qualidade de jogo do FCP não era muita. Só perto do intervalo Oskar deu um da sua graça e em dois lances criou possibilidade de golo, mas faltava contundência na hora de finalizar.
Miguel Nogueira assinalava tudo contra o FCP, pouco ou nada contra o Sporting. Alguns lances na área leonina deixaram muitas dúvidas... Aliás, logo aos 5 minutos de jogo o árbitro deu o mote do que ia ser o seu trabalho. Falta clara de Gonçalo Inácio sobre William Gomes à entrada da área e nas barbas do assistente, mas nem este nem o árbitro viram nada, idem para o VAR. Não era lance para vermelho?
O jogo chegou ao intervalo empatado a zero. Sporting mais esclarecido, FCP mais perigoso na parte final, teve dois lances de golo, mas não aproveitou.
Para a 2ª parte o treinador do FCP manteve o mesmo onze e o jogo recomeçou com o FCP a ter na ligação com o ataque os mesmos problemas. Gül trabalha muito, mas...
William começou desconcentrado, nos primeiros 10 minutos só fez asneiras.
Dragões com os mesmos problemas na 1ª parte, lento na construção, com dificuldades em encontrar espaços, remates de fora muito longe do alvo. Aos 57 minutos saiu Thiago Silva e entrou Alan Varela. Era preciso acelerar.
Era preciso mexer no ataque.
Aos 64 Froholdt podia ter marcado, o remate saiu à figura de Rui Silva. Porto dominava, ameaçava, encostava o Sporting atrás, mas muita pólvora seca na frente e assim não se marcam golos.
Aos 70 Froholdt novamente perto do golo.
De imediato saíram, Oskar Pietruzesvky, Deniz Gül e Gabri Veiga, entraram Pepê, Mora e Moffi. Mais tarde saiu Alberto Costa e entrou Fofana.
Para piorar, Alan Varela entrou mal, muito duro, fora de tempo, levou cartão vermelho. E é isto. Alan Varela levou vermelho, justo, Gonçalo Inácio nem cartão amarelo levou.
De uma falta não assinalada sobre Fofana, ia dando golo do Sporting.
No último minuto do tempo de descontos o FCP teve uma grande oportunidade, Moffi cabeceou para golo, Rui Silva fez uma defesa extraordinária e na recarga Froholdt atirou por cima. Seria um golo merecido, mas mais uma vez a sorte nada quis com o dinamarquês. Se alguém merecia um golo era ele.
Resumindo: O FCP foi melhor, teve as melhores oportunidades, mas pode-se dominar, ser superior, atacar muito, mas com um ataque que não marca golos... não se ganham jogos.
E assim uma equipa que devia ter sido eliminada e só não foi porque foi escandalosamente beneficiada, tem as duas mãos na taça.
Não serve de desculpa e já disse tudo sobre a arbitragem, mas tem sido uma época em que em lances iguais, os critérios dos árbitros foram diferentes e hoje no caso dos cartões foi mais um exemplo flagrante.
Agora é descansar e preparar o jogo da Amadora pensando que com estes árbitros todos os jogos são muito difíceis.
F.C.Porto 2 - C.D.Tondela 0. Dragões acordaram na 2ª parte e deram um grande passo para o título
Após a eliminação da Liga Europa e antes do importante jogo frente ao Sporting na 2ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, jogo em que parte em desvantagem depois de ter perdido em Alvalade 1-0, o FCP, depois da derrota do Sporting no derby lisboeta, só podia pensar na conquista dos três pontos frente ao Tondela.
Com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Rodrigo Mora, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky, o conjunto de Francesco Farioli fez uma 1ª parte muito abaixo do que seria desejável. Foi um Porto lento, trapalhão, previsível, desorganizado no meio-campo, complicativo e sem contundência no ataque. Um Porto que nem de penálti conseguiu marcar. Alan Varela denunciou muito, atirou para o lado que o guarda-redes já estava caído - nos dias de hoje, quando os guarda-redes têm todas as indicações sobre os marcadores de penáltis, vai repetir exactamente a forma de marcar? Um Porto que desperdiçou 45 minutos, não conseguiu impor-se e chegar ao intervalo em vantagem num jogo contra um adversário que lhe é claramente inferior.
O treinador do FCP também não gostou da 1ª parte e mexeu. Saíram Kiwior e Rodrigo Mora, entraram Pablo Rosario e Gabri Veiga. E logo aos 48 minutos o FCP chegou à vantagem. Assistiu Deniz Gül e golo de Gabri Veiga. Froholdt ameaçou o 2-0. Parecia melhor o FCP, embora alguns jogadores persistissem em inventar.
Aos 62 saiu Zaidu e entrou Thiago Silva e aos 65 Froholdt fez o segundo e deu alguma tranquilidade aos azuis e brancos.
Nova substituição aos 70 minutos saiu Oskar Pietruzesvky e entrou William Gomes e mais tarde Deniz Gül - trabalhou muito, ajudou muito, mas e golos? - e entrou Fofana.
O jogo caminhava para o fim sem grandes motivos de interesse, apenas deu para Gabri Veiga completamente sozinho falhar um golo certo e terminou com a vitória justíssima dos Dragões.
Depois de uma 1ª parte fraca em que parecia que o FCP não estava muito determinado a aproveitar o desaire do Sporting, a 2ª, sem ser exuberante, foi bem melhor. E assim os comandados de Francesco Farioli deram mais um passo importante no caminho para o título. A quatro jornadas do fim, cinco pontos de vantagem, são uma excelente margem, dão tranquilidade, mas é preciso continuar a manter o foco, não facilitar e procurar chegar ao grande objectivo da época o mais depressa possível.
Agora é descansar bem, tentar a remontada na quarta-feira e chegar ao Jamor.













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