F.C.Porto 1 - Académico de Viseu 0. Dragões na final-four da Allianz Cup com justiça
Para os quartos-de-final da Taça da Liga, Allianz Cup, também conhecida por Taça da Carica ou Taça Lucílio Baptista e com os olhos na final-four, o FCP tinha como adversário o Académico de Viseu vindo de um grande resultado e não menos grande surpresa, que foi a vitória em Alvalade frente ao Sporting.
Francesco Farioli fez uma autêntica revolução e não colocou um único jogador que iniciou o jogo que o campeão disputou e venceu em Barcelos frente ao Gil Vicente. Cláudio Ramos, Martim Fernandes, Nehuén, Smalling e Prpic, Alan Varela, Fofana e Souza, Inbeom, Gabriel Mec e Santiago Giménez. E o jogo começou com o FCP a trocar a bola entre os centrais, centrais e guarda-redes, bola no médio que baixa para receber. E foi assim que Inbeom fez asneira grossa que só não foi golo porque o jogador do Académico foi azelha. Porto com dificuldade em soltar-se, ligar as jogadas, quando recupera a bola a equipa de Francesco Farioli não é rápida a sair, não arrisca nada, joga para trás.
Não há um jogador que pegue na bola, assuma a batuta, faça fluir o futebol portista.
Aos 24 minutos primeira jogada com qualidade dos azuis e brancos. Giménez a cruzamento de Souza, muito bem na antecipação, mas bola caprichosamente bateu no poste e foi parar às mãos do guarda-redes. Esse lance fez despertar um pouco os Dragões, muito por acção de Souza.
Com o FCP por cima, apesar futebol curtinho, particularmente por parte de Varela e Inbeom, ao minuto 42 bola no braço de um defesa dos viseenses, penálti, bateu e marcou Santiago Giménez. Portistas na frente com justiça ao intervalo.
FCP com o mesmo onze no início da 2ª parte e a começar com aquele futebol curtinho, não me toques que me desafinas. Se um jogador tem a bola, um colega no espaço, porque não coloca logo lá, anda com toquesinhos inconsequentes para aqui e para ali, a equipa não progride?
Aos 53 minutos Smalling lesionado deu lugar a Pablo Rosario.
Aos 57 minutos Alan Varela sozinho na cara do guarda-redes falhou uma excelente oportunidade.
Aos 65 Alan Varela ofereceu um golo aos viseenses, valeu Cláudio Ramos - se fosse a primeira vez... Há jogadores que me tiram do sério, o argentino é um deles.
Aos 69 Gabriel Mec perto do golo.
Aos minutos saíram Souza e Gabriel Mec, entraram bem Pepê e Zaidu.
No imediato os que entraram construíram uma excelente jogada pela esquerda, cruzamento do nigeriano, cabeçada para golo de Martim Fernandes, grande defesa de Soriano.
Minuto 78 saíram Nehuén e Fofana, entraram Bednarek e Froholdt. Dinamarquês ameaçou.
O Académico também e animou com esse lance. Na resposta FCP podia ter marcado, Giménez desperdiçou. O mexicano estava nas últimas. FCP novamente perto do golo. Inbeom para mais uma defesa difícil do guarda-redes dos de Viseu.
O jogo terminou com a vitória justa do FCP - os únicos lances de perigo do Académico de Viseu foram duas ofertas, uma de Inbeom, outra de Alan Varela - que segue para a final-four onde vai defrontar o vencedor do jogo entre o Benfica e o Gil Vicente.
Foi um bom jogo para dar minutos e ritmo a alguns jogadores que vão ser importantes para os próximos tempos. Não se podia pedir muito mais a uma equipa nova e que fez o primeiro jogo a sério, junta.
Quanto aos novos:
Smalling - Sem grandes problemas, cumpriu, dentro daquele futebol que Farioli pede aos centrais.
Souza - Excelente 1ª parte, na 2ª acusou a falta de ritmo, mas mostrou que tem qualidade.
Gabriel Mec - Esperava mais. Teve alguns pormenores, mas nada de especial.
Santiago Giménez - Gostei. Fez um jogo esforçado, mexeu-se bem, encontrou espaços, mandou uma bola ao poste, marcou o penálti, desperdiçou uma boa chance já na parte final. Mas para quem já não fazia 90 minutos há muito tempo, não se pode exigir mais.
Ah, gostei bastante do Prpic.
Para fora e para dentro.
É uma constante, agora como sempre no passado mais recente ou mais longínquo. A procura sistemática de denegrir, sujar, enlamear as vitórias do FCP. Para isso mudam-se critérios de análise, retiram-se frases do contexto, passa-se para a opinião pública insinuações que permitem todo o tipo de especulação, mente-se descaradamente, anda-se de lupa à procura de qualquer coisa que possa ser motivo para enlamear o FCP. Mas depois se o treinador do FCP, cheio de razão, disser que o campeão é o alvo a abater, atiram-se a Francesco Farioli e dizem dele tudo e mais alguma coisa - exactamente o que fizeram com tantos que no FCP tinham todos os defeitos e fora do FCP até ficaram sem pele de tão lambidos que foram. Exemplo, José Mourinho e até Sérgio Conceição tão atacado e de quem se disse o Maomé não disse do toucinho, passou a ser um tipo porreiro, pronto a ser treinador do Sporting.
Depois de uma campanha miserável na época passada em que desde o primeiro dia se agitou contra o treinador do FCP o fantasma Ajax, agora é a má prestação na Champions que serve para atacar o campeão. O que faz a diferença, dizem eles num coro bem afinado, são as arbitragens a favor dos Dragões nas provas internas e nas externas como não é assim... Pasme-se, até a nomeação de Luís Godinho para o Gil Vicente vs FCP serviu para alimentar essa teoria. A desfaçatez foi de tal ordem que chegaram ao ponto de dizer que o árbitro natural de Borba e da AFE, era um árbitro querido do FCP, ele que tem um histórico sem fim de prejuízos ao clube que tem mais dos dobro dos títulos internacionais que todos os outros juntos. Ontem a pouca vergonha continuou com as declarações do treinador do Gil Vicente sobre as faltas. Luís Pinto falou que o FCP faz faltas, não como crítica, mas como exemplo de uma equipa agressiva na disputa da bola. Até porque o técnico da equipa de Barcelos não podia queixar-se das faltas, já que nesta matéria as equipas fizeram o mesmo número de faltas, concretamente 17. O que fez a sucursal do SLB com sede na Travessa da Queimada? Pois, descontextualizou e apresentou o FCP como uma equipa que usa a falta como a sua principal característica. Também o cartão vermelho ao jogador do Gil, já na parte final do jogo, foi motivo de críticas. Na Renascença um comentador de arbitragem sem currículo e que como 4° árbitro expulsou Brahimi em Braga porque disse que o argelino tinha dito alguma coisa em francês e ele mesmo não sabendo francês concluiu que eram insultos, deu nota negativa ao árbitro. Mas se esse aprendiz de feiticeiro não merece muita perda de tempo, o que dizer de Pedro Henriques? Lembram-se de um Benfica - FCP e de um lance entre Fábio Cardoso e David Neres ao minuto 19 da 1ª parte, sobre a esquerda e muito próximo do meio-campo? O defesa do FCP derrubou o avançado do Benfica, era o último homem, mesmo com jogadores do FCP ao lado e prontos a ir disputar a jogada, Fábio Cardoso foi expulso, o FCP jogou quase o jogo todo com 10. O que disse Pedro Henriques sobre esse lance? Que David Neres está a 12 metros da área - se cada marca do relvado como disse Pedro Henriques para dizer que os defesas do FCP estavam longe, são seis metros, então estava pelo menos a 24 metros da área -, tinha a bola controlada, era uma clara oportunidade de golo. Em Barcelos mudou a análise, o vermelho foi mal mostrado. Lances semelhantes, mais evidente o de Pepê, mas uma análise distinta, contra o FCP. Portanto, um lance a nove minutos do fim, já com o FCP em vantagem, dá mais polémica que um clássico em que o FCP ficou com 10 no minuto 19 da 1ª parte e o resultado estava em branco e terminou com a derrota do FCP por 1-0.
Quem não tem vergonha todo o mundo é seu. Esta é a linha editorial da esmagadora maioria dos OCS. Tendenciosos, facciosos, mudando ao sabor dos interesses de uns, sempre contra o mesmo - ver o vídeo:
https://www.tiktok.com/@abola/video/7284344543573511457
Reflectindo...
Se puxarmos a fita atrás e formos rever o jogo já sem a pressão, nervosismo e ansiedade do directo, mesmo com a tolerância de um jogo na terça-feira que deixou marcas físicas e mentais, concluiremos que a quantidade de passes errados tiram o mais pacato dos adeptos do sério. E não estou a falar de passes de risco, de ruptura, difíceis. Não, estou a falar de passes fáceis para um colega sozinho, a poucos metros e sem obstáculos pela frente.
A culpa é do treinador, isso treina-se. Pergunto: será? Treinar e sistematizar passes de ruptura, difíceis? OK. Trabalhar a recepção simples e que permite ficar ali com a bola e iniciar a jogada pretendida? OK. Trabalhar a recepção orientada que permite em algumas circunstâncias ficar em vantagem sobre o adversário que pode ser decisiva? OK. Trabalhar a melhor opção de jogada, que muitas vezes é a mais simples? OK. Agora num clube como o FCP treinar um passe básico, que se aprende desde cedo e está ao alcance dos infantis, que se falha e há quem abuse, por desconcentração, excesso de confiança, displicência, isso não. Quem comete esses erros e, repito, demasiadas vezes, tem de levar nas orelhas.
Alô chiqueiros, lixeiras a céu aberto e de cheiro nauseabundo; alô freteiros, recadeiros, cartilheiros; alô para todos aqueles que fazem do mais miserável, básico e primário antiportismo o seu modo de vida. Já têm aqui muito com que se entreter.
Editorial do presidente do FCP na Revista Dragões.
«Caros Portistas,
Outubro teve uma noite que nos mostrou, uma vez mais, a dimensão do FC Porto. Nos Dragões de Ouro, celebrámos muitos dos nossos campeões e distinguimos quem fez da época passada uma memória inesquecível. Diogo Costa (Atleta do Ano), Victor Froholdt (Futebolista do Ano), a equipa de futebol (Equipa do Ano) e Francesco Farioli (Treinador do Ano) receberam o reconhecimento de uma família que souberam unir e orgulhar. Claro está que o destaque do futebol não fez esquecer as restantes áreas: a renovação do Dragão e a Tétris, distinguida como Parceiro do Ano; o campeonato de basquetebol e a homenagem sentida ao Pedro Machado; a quarta Liga dos Campeões de hóquei em patins, representada no Dragão de Ouro de Gonçalo Alves; e a nossa extraordinária Carla Oliveira, que continua a amealhar vitórias e a espalhar sorrisos ao serviço do Clube. Com a atribuição do Dragão de Ouro de Atleta Revelação a Mateus Mide, reconhecemos o pleno histórico da formação e os miúdos que queremos ver escrever o nosso futuro.
Foi também uma noite de regresso às Antas, através das memórias que Cubillas e Futre transportam. Há jogadores que não ficam apenas nos registos: ficam nas tardes da nossa infância, nos abraços com os nossos familiares e amigos e na forma como aprendemos a amar o Futebol Clube do Porto. Honrámos também quem nos trouxe até aqui, com António Nicolau d’Almeida, o nosso fundador, a ser distinguido a título póstumo com o Dragão de Honra. O seu nome recorda-nos onde tudo começou e a responsabilidade de continuar uma História que atravessa gerações. A todos os Dragonados, aos presentes e às equipas que prepararam esta gala magnífica, o nosso agradecimento. Cada prémio tem por trás muitas pessoas que trabalham longe dos aplausos.
No campeonato, nove vitórias em nove jornadas confirmam um percurso notável. Farioli já conquistou o seu lugar na História dos treinadores do FC Porto, mas é sobretudo no futuro que estamos concentrados. O seu mérito está na qualidade do trabalho, na exigência diária e na capacidade de fazer todos compreenderem o peso da Instituição. Os jogadores acreditam no treinador, no método e uns nos outros, e essa confiança tem de continuar acompanhada por disciplina e humildade. Estamos orgulhosos deste arranque, mas o campeonato está longe de terminar e o compromisso com a vitória exige-nos a mesma união quando ganhamos e quando surgem dificuldades.
Na Liga dos Campeões, temos de fazer muito melhor. Ninguém no Clube está indiferente aos resultados, nem a qualidade do percurso interno compensa tudo aquilo que ainda não conseguimos fazer na Europa. Temos uma responsabilidade histórica que exige uma resposta em campo. A qualificação para os oitavos de final continua a ser possível, mas precisamos de transformar a História que temos na competição em intensidade, concentração e capacidade competitiva. Acreditamos nesta equipa e exigimos dela, como de nós próprios, a capacidade de responder. É assim que somos; é assim que é o FC Porto: foi sempre a exigência que nos elevou a patamares a que nenhum outro clube conseguiu chegar.
É precisamente essa exigência interna que parece levar ao desespero os comentadores afetos ao “Manto Marrom”. No clássico com o Benfica, o contacto de Samu nas costas de Bah foi promovido a “agressão bárbara”, com direito a uma reconstrução dramática digna de cinema. Curiosamente, na época passada, quando um toque de um dedo bastou para desequilibrar Hjulmand e sustentar uma decisão favorável ao Sporting, a sensibilidade dos mesmos vigilantes foi muito diferente. A força dos contactos mede-se pela camisola e a indignação pelo resultado. Uma absoluta anedota, construída por quem não consegue aceitar a vitória do FC Porto sem procurar uma explicação que a diminua, seja qual for a imagem ou o ângulo. Quando o futebol lhes estraga o guião, há sempre um estúdio disponível para o reescrever.
É também enternecedor assistir à súbita paixão do Benfica por lances, imagens, ângulos e análises, depois de mais de uma década a transmitir os seus jogos na BTV. Tanta exigência de transparência merecia começar em casa: que os lances incómodos tenham a mesma atenção, os mesmos ângulos e o mesmo entusiasmo nas repetições que aqueles que servem a narrativa. Ou a liberdade de realização é um direito adquirido na Luz e uma conspiração quando ganha o FC Porto? Estamos também a adorar a evolução desta comunicação de guerrilha: entre o reformista Grupo Unum e aquilo a que poderíamos chamar APEC, a Associação de Putativos ou Ex-Candidatos, vão-se multiplicando as mais hilariantes teses sobre o nosso Clube. Discordam sobre quem deve mandar no Benfica, mas encontram uma comovente unidade quando se trata de explicar os sucessos do FC Porto por tudo menos pelo seu mérito. Se as imagens não confirmam a suspeita, exigem-se outros ângulos; se os outros ângulos também não ajudam, questiona-se a realização. A conclusão está escolhida; só falta encontrar uma imagem que lhe obedeça. Valham-nos os ovos Matinados para nos trazer de volta à realidade, porque tanta teoria já só dá para uma omeleta.
Na Madeira, foi preciso um golo legal do FC Porto para ofender a “verdade desportiva” desejada pelos mesmos. Um centímetro em jogo é golo em qualquer lado do mundo, seja qual for a tecnologia, mas, na realidade virtual em que habitam, o golo legal do FC Porto não o deveria ter sido. “Investigue-se”, “é preciso perceber o que se passa”, dizem eles, porque a influência do FC Porto deve ser tal que até domina os centímetros. A conclusão estava escolhida antes de se desenharem as linhas: se o FC Porto ganhou, alguma coisa terá de estar errada. O problema não é o golo; é quem o marcou. E, quando os factos lhes retiram os argumentos, passam ao insulto pessoal.
Depois de Mário Figueiredo, jornalista e ex-atleta do Benfica, surge agora João Queiroz, assumido benfiquista e presença conhecida na BTV, a comparar o Presidente do FC Porto a Pinochet e a Fidel Castro. Importa enquadrar a comparação: falamos de governantes de regimes autoritários associados à tortura, a execuções políticas e à supressão de liberdades fundamentais. É a este ponto que chega o comentário televisivo. A palavra “supostamente” não serve de detergente para a comparação. Pedir rigor não é censurar, responder a falsidades não é reprimir e defender uma Instituição de Sócios não é exercer uma ditadura. A liberdade de expressão que tanto invocam parece ter uma regra muito própria: eles podem ofender, mas o FC Porto não pode responder. E quem não aceita ficar calado ganha imediatamente um lugar na galeria dos ditadores. É mais fácil desqualificar quem exige respeito do que justificar a falta dele. As duas intervenções deram origem a participações à ERC, envolvendo os conteúdos e as responsabilidades de quem os proferiu ou difundiu. Não pode valer tudo na televisão portuguesa.
Na mesma tónica, surge Frederico Varandas, que regressou às suas habituais tiradas de memória seletiva, nas quais o Sporting e o seu Presidente habitam o Olimpo da ética e dos valores, sempre impolutos e intocáveis, passando uma borracha sobre os infindáveis casos que envolveram o seu Clube no passado. À boleia de uma piada do primeiro-ministro, enfiou a carapuça e encontrou uma nova frente, dispondo-se a mobilizar as hostes do associativismo do seu clube para influenciar o rumo da política nacional. O presidente que prometeu não falar de arbitragem passou então, na sua versão 2026/27, a influencer político. Os seus associados avaliarão se esta nova versão do seu presidente justifica a remuneração choruda que lhe atribuem. Nós registamos o regresso das lições públicas de moralidade que até ao primeiro-ministro chegam. Confessemos que já tínhamos saudades!
Voltemos, porém, ao golo na Madeira, porque teve outro mérito: parece ter despertado o Conselho de Arbitragem do sono profundo em que as nossas propostas tecnológicas permaneciam. Discutem-se finalmente um calendário de implementação e o investimento necessário no fora de jogo semiautomático e na tecnologia de linha de golo, quando o FC Porto reclama melhores meios há duas épocas. Bem hajas, Pietuszewski: talvez tenhas sido a chave para abrir as portas do futuro a um futebol que teima em viver no passado. Esperamos agora decisões, financiamento e execução. Já perdemos demasiado tempo entre apresentações e intenções para aceitar que tudo volte a adormecer quando passar a polémica.
Mas a modernização não se faz apenas com equipamentos; exige também coerência nas decisões e nas explicações. A comissão técnica de arbitragem decidiu validar a atuação de João Pinheiro e do VAR no SC Braga-Sporting CP, perante uma mão na área que, para todos os especialistas e analistas de arbitragem, exigia a marcação de grande penalidade. Ao novo Diretor Técnico Nacional, pedimos a lisura e a clareza necessárias para vir dar explicações sobre todos os incidentes envolvendo todos os clubes ou, para não repetir o caminho do anterior responsável, cujas explicações tantas vezes confundiram os árbitros em vez de os orientar, remeter as discussões para sede própria, evitando lançar ainda mais dúvidas quando os casos são por demais evidentes. O problema de Braga não termina no penálti que ficou por assinalar: prolonga-se em justificações que, em vez de esclarecer, lançam confusão sobre os próximos lances. Que critério deverão os árbitros aplicar amanhã? O das decisões anteriores ou o da explicação que agora convém?
Enquanto isso acontecia, o Presidente do Conselho de Arbitragem estava na televisão a defender o seu bom nome. Um clube beneficiava de uma decisão errada da equipa de arbitragem e o responsável máximo do setor dividia-se entre o exercício do cargo e a sua defesa pessoal em canal aberto. Mas que normalidade é esta? O direito de defender o bom nome é inquestionável; o que contestamos há muito tempo é que o faça mantendo o pleno exercício das suas funções. O FC Porto pediu, e pede, uma suspensão temporária de funções do Presidente do Conselho de Arbitragem: a Instituição FPF e a credibilidade das competições assim o merecem. Mas essa medida não foi tomada e o clima de instabilidade mantém-se. A permanência neste quadro é insustentável e a passividade do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol e do Presidente da Liga de Clubes agrava ainda mais o descrédito. O futebol português precisa de lideranças fortes e de confiança, não de ver cada polémica de campo acompanhada por uma crise institucional que ninguém parece disposto a resolver.
Felizmente, o FC Porto consegue superar todas as adversidades, e à Supertaça de futebol juntaram-se as de basquetebol e de voleibol feminino, modalidades em que se seguiram as primeiras vitórias nas respetivas Ligas dos Campeões. Ao Fernando Sá, ao Miguel Coelho, aos atletas e às equipas de apoio, muitos parabéns pelo arranque e pela ambição que demonstram. O andebol tem dado sinais promissores, tal como o futsal, e merece destaque o apoio no Dragão Arena. A ligação dos adeptos às nossas equipas não termina no estádio nem depende da modalidade. As magníficas assistências, a energia das bancadas e a presença nos momentos difíceis mostram que o ecletismo se vive e se constrói em conjunto. Esse apoio é precioso e aumenta a nossa responsabilidade.
É também essa ligação que torna tão importante preservar a memória de quem nos ensinou a competir. O documentário dedicado a Jorge Costa foi um momento de emoção profunda e uma homenagem que honra a sua vida, a sua família e o seu percurso no FC Porto. Agradeço à família, aos amigos e a todos os antigos jogadores e treinadores que participaram, nomeadamente ao Sérgio Conceição e ao Eng. Fernando Santos, pela generosidade com que partilharam memórias. Às equipas do Clube que o produziram, o nosso reconhecimento por permitirem a outras gerações conhecer o homem para além dos troféus. Há exemplos que continuam a exigir o melhor de nós muito depois da despedida. O do Jorge é um deles.
Caros Portistas, novembro pede-nos trabalho, concentração e a união que nos trouxe até aqui. Temos vitórias para defender, dificuldades para corrigir e objetivos que só alcançaremos se o coletivo continuar acima de cada um. O orgulho pelos Dragonados, a exigência de Farioli, a força das modalidades e o exemplo do nosso Capitão devem ocupar mais espaço nas nossas vidas do que o ruído de quem nos quer diminuir.
Continuaremos a defender o FC Porto onde for necessário, contra tudo e contra todos quando assim tiver de ser, mas sem perder o foco no que depende de nós. A melhor resposta continuará a ser dada em campo, com a coragem de quem sabe que o compromisso com a vitória se renova todos os dias.
Viva o Futebol Clube do Porto.»
Gil Vicente 0 - F.C.Porto 1. Exibição fraquinha, mas objectivo da nona vitória consecutiva, cumprido
Depois de frente ao PSV na 3ª jornada da Fase de Liga da Champions League ter feito um mau jogo e ter averbado a 3ª derrota consecutiva, o FCP tinha em Barcelos e no confronto com o Gil Vicente a oportunidade para, de alguma forma se redimir, conseguir o pleno, contar por vitórias os nove jogos disputados no campeonato. Sem brilho, mas o objectivo foi cumprido.
Francesco Farioli fez entrar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Pablo Rosario, Gabri Veiga e Froholdt, Pepê, André Silva e Borja Sainz e o jogo começou equilibrado, primeira oportunidade para o Gil, na resposta Borja Sainz completamente sozinho falhou um golo cantado. Na equipa do campeão Pablo Rosario começou muito mal o jogo, errou vários passes que originaram alguns contra-ataques perigosos. André Silva também bem posicionado para marcar, atrapalhou-se.
O futebol portista não flui, é tudo muito lento, denunciado, precipitado. Pior, continuam os passes errados, mesmos aqueles em que o colega que vai receber está sozinho e perto. O FCP acumulava cantos, ao minuto 35 já eram sete - no final da 1ª parte foram oito -, mas daí nada resultou. Quando saía bem o que foi raro, o último passe não era feito corretamente. Tentar meter a bola pelo meio, com o ponta-de-lança rodeado de defesas, era estar condenado ao fracasso. Nos últimos 10 minutos o FCP obrigou os de Barcelos a recuar, defender com muitos, mas não criou nada. E o intervalo chegou com as equipas empatadas a zero, resultado justo.
Para a 2ª parte o treinador do FCP tirou Gabri Veiga e meteu Inbeom e o jogo recomeçou com os Dragões a marcarem, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo. É de tirar do sério o mais calmo dos adeptos, a quantidade de passes errados da equipa portista. Sempre a complicar, em vez de simplificar. Alberto Costa, Pablo Rosario e André Silva, muito mal. O avançado deu lugar a Samu, o defesa e o médio continuaram em campo a fazer asneiras.
O futebol dos campeões limitava-se a trocas de bola entre os centrais. Mas praticamente do nada, aos 63 minutos, cruzamento de Froholdt, a bola sobrou para Borja Sainz que marcou e adiantou o FCP.
Era preciso continuar a atacar, não recuar para defender a diferença mínima.
Ao minuto 72 saíram Pablo Rosario e Borja Sainz, entraram Alan Varela e Santiago Giménez.
O jogo mantinha-se equilibrado, o FCP já jogava muito para Diogo Costa o que não era a melhor maneira de abordar o tempo que faltava para o final do jogo.
Numa saída rápida para o ataque, Pepê ia ficar sozinho a caminho da baliza, foi derrubado, cartão vermelho para o jogador do Gil, FCP com vantagem numérica e no jogo. Mas nem assim o conjunto da Invicta aproveitava os espaços, para circular bem, matar o jogo. Sempre um mau passe, uma opção errada...
O jogo chegou ao fim com a vitória - a nona consecutiva -, justa do FCP - o Gil Vicente na etapa complementar não criou uma única jogada de perigo -, mas a exibição foi fraquinha. Os jogos e as derrotas na Champions League deixaram marcas. Equipa cansada, muitos jogadores em sub-rendimento, muitos passes errados, pouco critério na definição e na hora de finalizar. Mas o objectivo de conquistar os três pontos foi cumprido e isso é sempre o mais importante.
F.C.Porto 0 - PSV 1. Uma derrota justa e uma exibição para reflectir...
Com duas derrotas em dois jogos - a última frente ao Betis foi difícil de digerir e deixou um sabor bem amargo no portismo -, o FCP, na 3ª jornada da fase de liga da UEFA Champions League, tinha pela frente o PSV, tricampeão dos Países Baixos, um adversário complicado, mas só podia pensar na conquista dos três pontos. Com Bednarek de regresso - e como tem feito falta o central polaco... -, Farioli juntou-lhe Diogo Costa, Alberto Costa, Kiwior e Zaidu, Pablo Rosario, Gabri Veiga e Froholdt, Pepê, Samu e Oskar Pietuszewski o jogo começou com o PSV a circular melhor, a chegar à area do FCP com facilidade e a criar perigo. O campeão português na expectativa, quando chegou à frente, Oskar Pietruzesvky ameaçou primeiro e depois falhou uma clara oportunidade. Dragões com dificuldades em se impor, viam o PSV jogar e dominar. Cada vez que tinha bola o conjunto de Francesco Farioli perdia-a facilmente. Foram assim os primeiros 30 minutos. Mais e melhor a equipa dos Países Baixos, portistas precipitados, trapalhões, pressionavam mal, não conseguiam ligar as jogadas. Só Oskar Pietruzesvky conseguia criar algum perigo, mas tirando a oportunidade referida, quase mais nada. Até ao intervalo foi mais do mesmo, visitantes sempre melhores e só não chegaram à vantagem por pouco, depois de um erro clamoroso de Alberto Costa que isolou um adversário, mas falhou na cara de Diogo Costa.
Assim, após os 45 minutos iniciais o FCP pode dar-se por satisfeito por não estar a perder. O conjunto de Farioli esteve muito abaixo das suas possibilidades, andou sempre atrás da bola, nunca se encontrou do meio-campo para a frente na pressão - o PSV saía fácil desde trás -, na organização, circulação, na criação de jogadas de ataque. A posse que foi 66/34% a favor do conjunto dos Países Baixos, diz muito do que foi a 1ª parte.
Para a 2ª parte o FCP regressou com o mesmo onze e a partida começou equilibrada, o FCP até parecia melhor, mas a esquerda da defesa é um descalabro. Primeiro a ameaça, mas a bola foi ao poste, logo após Zaidu falhou duplamente e golo. PSV na frente com mérito.
Saíram Samu, Gabri Veiga e Oskar Pietruzesvky, entraram Inbeom, André Silva e Borja Sainz. E o 2° esteve perto, valeu Diogo Costa. FCP não se encontrava, era tudo muito anárquico, ninguém sobressaía, emergia, pegava no jogo, punha ordem na casa.
Aos 69 minutos entrou Souza, saiu Zaidu.
A exibição do FCP era uma espécie de concurso a ver quem cometia mais erros. E a coisa era de tal ordem que nem mesmo após ofertas da defesa do PSV, o campeão foi capaz de marcar. Incrível a forma como André Silva primeiro e Froholdt logo de seguida, desperdiçaram um golo cantado. O dinamarquês que talvez tenha feito o pior jogo de Dragão ao peito, tinha de fuzilar. Idem para Alberto Costa passado pouco tempo. Na Champions não se pode falhar estes golos.
O FCP continuava a jogar pouco, a errar passes, mesmo fáceis, uns atrás dos outros, ninguém fazia bem.
Aos 91 Pepê perto do golo, numa das raras jogadas bem construídas.
O jogo terminou com a terceira derrota consecutiva do FCP e assim o play-off começa a ser uma miragem.
Foi uma exibição que deixou muito a desejar por parte do FCP. Nunca a equipa de Farioli foi capaz de se encontrar, jogar a um nível aceitável, o PSV foi melhor a todos os níveis, venceu com justiça. Mas se mesmo perante uma exibição tão má, uma equipa recebe dois bónus e os desperdiça de uma forma que não se admite, então nada a fazer.
Farioli tem de reflectir muito sobre este jogo. Não gosto de falar à posteriori, mas tenho de dizer: depois do que se viu frente ao Betis, porque não entrou Santiago Giménez em vez de André Silva?
Real Betis 3 - F.C.Porto 2. No melhor período dos Dragões a esquerda da defesa comprometeu
No regresso da Champions League e a Sevilha, Lá Cartuja, onde foi muito feliz em 2003 com a conquista da Taça UEFA, o FCP tinha no Real Betis, actual 3° classificado da Lá Liga, um obstáculo difícil de ultrapassar.
Sem o líder da defesa, Jan Bednarek, a cumprir o último jogo de castigo, Francesco Farioli começou de início com Diogo Costa, Martim Fernandes, Pablo Rosario, Kiwior e Francisco Moura, Alan Varela, Gabri Veiga e Froholdt, Pepê, André Silva e Borja Sainz. Entrada forte, pressionante do Betis que criou lances de muito perigo, alguns com os portistas desorganizados e a darem muito espaço. Mas de um erro do guarda-redes espanhol, André Silva completamente sozinho, por duas vezes, não teve talento para marcar - não se pode falhar oportunidades tão flagrantes nestes jogos. Dragões com dificuldades em sair em construção, não conseguiam ligar uma jogada a partir de trás e como se fosse pouco, erravam muitos passes quando se soltavam na frente. Os espanhóis recuperavam e saíam bem no contra-ataque, apanhavam o FCP desorganizado e criavam perigo. Muitos jogadores do FCP abaixo do que se exigia, sendo Gabri Veiga o que mais errava. Numa jogada que parecia perdida, o FCP marcou, golo anulado após intervenção do VAR - não fiquei convencido. Não vi mão, só se foi por jogo perigoso.
O intervalo chegou com o resultado em branco, FCP com muitas dificuldades, não esteve em bom nível nos primeiros 45 minutos. Os portistas pressionavam sem critério, erravam muitos passes, eram lentos a recuperar e por isso davam muito espaço ao adversário. O futebol da equipa de Francesco Farioli não saía fluído, raramente as jogadas eram bem construídas e assim os Dragões podem dar-se por felizes por chegarem ao intervalo empatados. É verdade que teve uma oportunidade flagrante desperdiçada, mas foi por um erro grosseiro do guarda-redes do Betis.
Para a 2ª parte o FCP veio com o mesmo onze e entrou a sofrer o golo. Mais uma vez uma perda fácil a bola, equipa desorganizada defensivamente e um grande golo. Porto em desvantagem. E só não sofreu outro após uma asneira inacreditável de Alan Varela. Bola no poste. A quantidade de passes errados, mesmo sem pressão, era surreal. Mas o futebol é uma caixinha de surpresas. Gabri Veiga que estava muito mal, num livre superiormente executado fez o empate. Que esse golo moralizasse a equipa, a levasse a melhorar a qualidade da exibição.
Ao minuto 58 saíram Martim Fernandes, Borja Sainz e André Silva, entraram Alberto Costa, Oskar Pietruzesvky e Samu.
E é verdade que esse golo melhorou o conjunto português e numa jogada de compêndio, Samu fuzilou e colocou FCP em vantagem. Que podia ter aumentado se Alberto Costa fosse mais lesto e sozinho rematasse ou assistisse antes de ser desarmado. Mas era importante jogar simples, não inventar, aproveitar os espaços e tentar voltar a marcar. Com o Betis a sentir o toque, o campeão português com melhor definição no último terço podia ter voltado a marcar, mas Alberto Costa voltou a não fazer o certo. Estava melhor o conjunto de Francesco Farioli. Mas mais uma vez a defesa a facilitar, Francisco Moura batido por Antony, que assistiu para o empate. No 1x1 foi sempre "comido". Antes tinha saído Gabri Veiga para a entrada de Inbeom.
Se o FCP tinha marcado contra a corrente do jogo, também sofreu quando estava por cima. E se o empate custou a digerir que dizer do golo que deu nova vantagem aos andaluzes? Mais uma vez Francisco Moura a enterrar. Facilmente ultrapassado, fez penálti. Foi pelo lado dele que o Betis marcou os dois últimos golos, virou o resultado. Nem sei o que dizer...
FCP reagiu, atacou, mas até na frente Moura atrapalhou. Fazer pontapés de bicicleta rodeado de adversários é inventar. Santiago Gimenéz perto do golo, golo que o FCP merecia.
O jogo chegou ao fim com a derrota do FCP. Durante dois terços do jogo a derrota seria justa. Após o empate do Gabri Veiga, tudo mudou, os portistas viraram o resultado por Samu, ameaçaram o 3° por Alberto Costa, mas não marcaram e depois como foi dito, Francisco Moura mal em dois lances permitiu que o Betis virasse para 3-2. Já nos descontos o FCP podia ter chegado ao empate.
Bednarek faz muita falta. Por tudo, mas principalmente porque permite que não jogue Alan Varela e Pablo Rosario jogue no meio-campo.
Depois porque não joga Souza? Não acho que fizesse pior que Moura defensivamente e de certeza que dá muito mais a atacar.
Agora é preciso ganhar ao PSV. Ainda vamos a tempo...
C.S.Marítimo 1 - F.C.Porto 2. Tão difícil quanto justo.
Após uma longa pausa para compromissos com as selecções, regressou o campeonato com o FCP a viajar até à Madeira para defrontar o Marítimo. Se já era um jogo tradicionalmente difícil, mais ainda após vários titulares do conjunto de Francesco Farioli, para além de não estarem a trabalhar no seu habitat natural, terem de fazer longas e desgastantes viagens e vários jogos, nalguns casos, quatro e em poucos dias.
A pensar nisso, alguns jogadores a regressar de lesões e também com o pensamento no jogo da próxima semana frente ao Bétis em Sevilha, Francesco Farioli fez entrar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Francisco Moura, Alan Varela, Froholdt e Inbeom, William Gomes, André Silva e Pepê e o FCP até entrou bem, dominador, pressionando e recuperando rapidamente a bola, mas de repente começou a complicar atrás, o Marítimo aproveitou e de um remate de longe, com Diogo Costa mal batido, chegou à vantagem. Reagiu o campeão, ameaçou, mas faltava clarividência e contundência na hora de finalizar. Até que, ao minuto 42, após excelente ataque pela direita, cruzamento de Alberto Costa, cabeça de Francisco Moura, defesa do guarda-redes e na recarga Froholdt fez o empate e colocou justiça no resultado ao intervalo.
Para a 2ª parte entrou Pablo Rosario para o lugar de Alan Varela. E os Dragões entraram ao ataque e a ganhar dois cantos. William lesionado, entorse, deu lugar a Borja Sainz, também saiu Inbeom e entrou Gabri Veiga. O jogo recomeçou com os portistas a terem e a desperdiçarem três grandes oportunidades. Já merecia ficar em vantagem o conjunto de Francesco Farioli. Faltava definir, passar bem no último terço e finalizar.
Aos 66 minutos André Silva deu o lugar a Samu e só dava Porto. 79 a substituição que iria decidir o jogo, entrou Oskar Pietruzesvky e saiu Pepê. O jovem polaco entrou muito bem, agitou pela esquerda e aos 84 marcou um grande golo que o VAR confirmou. Finalmente portistas na frente.
Ao minuto 89 Diogo Costa na primeira vez que foi solicitado na 2ª parte ia comprometendo. Na resposta o jogador que deu a vantagem aos Dragões, sozinho falhou clamorosamente. Gabri Veiga também falhou uma clara oportunidade. Ainda bem que daí não veio nenhum mal ao mundo, apesar da reacção final dos madeirenses o resultado não se alterou.
Foi uma vitória muito difícil, como são quase sempre as vitórias nos Barreiros, mas justíssima. Na 2ª parte foram 45 minutos de ataque dos campeões, que, com mais assertividade e eficácia, podiam ter construído um resultado mais dilatado.
Estes jogos após as pausas, pelas razões conhecidas, são sempre complicados, mas o objectivo foi cumprido e se não foi durante os 90 minutos uma exibição brilhante, foi aquela possível e necessária para conquistar os três pontos e a 8ª vitória consecutiva.
É preciso ter uma grande lata ao treinador do Marítimo para dizer que o campo estava inclinado. Estes tipos dizem estas barbaridades porque sabem que quando se trata do FCP têm logo palanque nos OSC onde prevalece o antiportismo.
D. da Corunha 1 - FCP 3. Excelente jogo treino e com boas indicações dos novos
Aproveitando a longa paragem para os compromissos com as selecções o FCP viajou até à Corunha para um jogo particular frente ao Desportivo local. Com os galegos de regresso à principal liga do país vizinho e a fazerem um excelente início de época - são sétimos classificados -, era uma boa oportunidade para dar minutos a jogadores menos utilizados e a quem regressa de lesões e precisa de ganhar ritmo de jogo.
Farioli utilizou de início Cláudio Ramos, Alberto Costa, Chris Smalling - grande surpresa -, Francisco Moura e Souza, Alan Varela, Tiago Silva e Pepê, William Gomes, Samu e Borja Sainz.
Até gostaria de dizer mais alguma coisa sobre a 1ª parte, mas não posso, as imagens que a Sport TV nos proporcionou não permitiram de tão más eram - disseram que eram alheios aos factos. Assim, apenas direi que o FCP sofreu um golo cedo - vou poupar o Alan Varela -, chegou ao intervalo a perder por 1-0.
Na 2ª parte e após o intervalo saíram Samu, Tiago Silva e William Gomes, entraram André Silva, Gabriel Mec e João Teixeira - mais tarde saíram Chris Smalling, Alberto Costa e Pepê, entraram Luís Gomes, Yoan Pereira e Kauê todos da equipa B. Ainda entraram Tiago Ferreira e Gabriel Verón para os lugares de Souza e Borja Sainz - e já com a transmissão em condições, deu para ver que o FCP entrou muito bem e dominador na procura do empate. Como corolário desse bom jogo, depois de ameaçar por Chris Smalling à barra, viria a igualar ao minuto 60. Marcou Borja Sainz após magnífica assistência de Pepê. Quase de seguida, excelente saída pela esquerda, Souza assistiu para André Silva - muito mais ligado, mais confiante e a jogar muito bem -, consumar a reviravolta. O FCP continuou por cima, a ter mais bola, sem permitir nada ao Corunha
O jogo foi caminhando para o fim, sem oportunidades e quando se pensava o resultado ia ficar na diferença mínima, André Silva, com um golão, voltou a marcar e agora sim, fechou o marcador em cima do minuto 90.
Resumindo, foi um excelente jogo treino, uma vitória que não oferece discussão e boas indicações dos novos jogadores.
Apenas com referência à etapa complementar, Chris Smalling com dois treinos entrou bem, sem problemas, Souza teve coisas muito interessantes, idem para Gabriel Mec, mas é preciso ver mais.
Peço desculpa, mas para mim o título vai ser: Já há cor para a Santa Aliança entre SLB e SCP. É marrom!
André Villas-Boas assina o editorial da Revista Dragões
Caros Portistas,
“A 28 de setembro, o Futebol Clube do Porto celebra 133 anos de História, de crescimento e de superação em torno dos valores da cidade que lhe deu o nome e das pessoas que fizeram dele uma parte inseparável das suas vidas. O FC Porto é hoje parte fulcral do bater do coração da Cidade: vive do amor visceral dos Portistas, mas também contribui para a atividade económica, para a saúde e a prática desportiva de centenas de jovens e para a riqueza cultural e social da comunidade. A ligação entre Clube e Cidade, entre Clube e País e entre Clube e Mundo está hoje em pleno crescendo. Está nas famílias que se encontram no Dragão, nas modalidades, na formação, no Museu, nas nossas Casas e em cada camisola azul e branca que leva o Porto para além das suas fronteiras. Somos o Clube português mais titulado no futebol nacional e internacional e somos também uma marca única, construída sobre um património humano que nenhum balanço consegue medir e que temos a obrigação de preservar.
Celebrar este aniversário é reconhecer quem nos trouxe até aqui e assumir a responsabilidade por aquilo que ainda queremos construir. Os nossos Sócios não nos pedem que administremos a memória; pedem-nos que a honremos com trabalho, que defendamos a Instituição e que continuemos a ganhar. Fazemo-lo conscientes de que a dimensão do FC Porto não se esgota no futebol, nem a sua importância pode ser reduzida ao resultado de um domingo. O que representamos na vida das pessoas exige rigor na gestão, ambição desportiva e respeito por uma identidade que atravessa gerações.
No campeonato, somamos sete vitórias em sete jornadas. É um arranque que distingue o trabalho de Francesco Farioli e de uma equipa envolvida num espírito profundo de Portismo e que quer sempre mais. O treinador mantém a exigência de quem sabe que um bom começo não dispensa uma época inteira de concentração, e os jogadores respondem com compromisso, disciplina e confiança no seu método. A união que nos levou ao título não ficou apenas na fotografia da festa: continua a sentir-se na preparação dos jogos, na reação às dificuldades e na responsabilidade com que cada um assume o seu lugar no grupo. Há muito campeonato pela frente, muitas armadilhas e nenhuma razão para facilitar. Sete vitórias são sete passos importantes; não são uma autorização para começar a festejar.
A vitória no clássico teve, por isso, um significado que ultrapassou o relvado. Vencemos o adversário e respondemos à arrogância de quem passou semanas a tentar diminuir o FC Porto, os seus adeptos e o seu grupo de trabalho. Foram insultos, suspeitas fabricadas e tentativas de condicionamento, servidos em monólogos em que a clubite aguda substituiu o contraditório. Os comentadores do “Manto Marrom”, essa mistura de verde e vermelho que tão bem traduz o alinhamento da Segunda Circular, parecem já ter fundado um novo clube. Ainda não lhes conhecemos o estádio, mas a sede funciona em vários estúdios e a política de comunicação está perfeitamente coordenada: a necessidade de atacar e menosprezar tudo o que tem a ver com o FC Porto. O pacto de sangue é tal que o telespectador menos atento pode até ficar confundido sobre qual a cor clubística de cada um. A nossa equipa não precisou de responder-lhes ao microfone. Respondeu em campo, com futebol, personalidade e uma vitória que nenhuma discussão de rodapé consegue desfazer, levando-os a ter de lamber as feridas uns dos outros, enlutados pela dor comum de uma vitória do FC Porto.
Mas o insólito não se ficou por aqui. As direções e as equipas editoriais dos órgãos de comunicação social, que gastam milhares de euros em especialistas de arbitragem, nacionais e estrangeiros, decidiram fazer vista grossa à opinião dos mesmos, unânimes na apreciação da excelente arbitragem de Miguel Nogueira no clássico. Atrevo-me a dizer que todos estarão com o lugar em risco, porque a isenção neste país conta pouco. Nem especialistas nem ex-árbitros nem diretrizes da UEFA vão prevalecer sobre as opiniões das redações tendenciosas e dos seus diretores e editores executivos, bem como da parafernália de adeptos, ex-funcionários, ex-candidatos, ex-jogadores e ex-colaboradores do Benfica que invadem os espaços de opinião, e tiveram o seu expoente máximo de fanatismo no comentador que afirmou que Gabri Veiga deveria ter sido expulso, e o FC Porto ficar reduzido a 10 jogadores, num momento em que o próprio já não se encontrava em campo. É este o nível de credibilidade da informação desportiva portuguesa.
O absurdo ganha novos contornos quando a suspeita se estende também à Sport TV, num campeonato em que o mesmo clube detém os direitos sobre as transmissões televisivas dos seus jogos em casa, num conflito de interesses estrutural e flagrante que, noutras latitudes, seria considerado incompatível com qualquer pretensão de isenção. Que o detentor desses direitos possa decidir, sem escrutínio externo, quais as imagens que chegam ao público e quais permanecem na sala de montagem, é uma situação que dispensaria comentários se não fosse tão conveniente para quem dela beneficia. Haja decoro. Haja decoro! O FC Porto pede há dois anos uma revolução tecnológica para o setor da arbitragem: melhores câmaras, maior número de câmaras, melhores ângulos, melhor definição, tecnologia de fora de jogo semiautomática e tecnologia de linha de golo. E todos, sem exceção, assobiaram para o lado!
Trocado por miúdos e para simplificar: o país ia parar porque o Benfica ia ganhar e ninguém ia trabalhar. Para que isso acontecesse, Miguel Nogueira deveria ter sido “padre”, mas não foi: foi apenas árbitro, isento e sério, em mais um clássico do futebol português. Mas vejamos o lado positivo: com a vitória do FC Porto, perderam-se horas de diretos e filmagens do autocarro do Benfica e assim se pouparam milhares de euros em gasolina, que está muito cara.
Que lindo que estava o nosso Dragão nessa noite! Inesquecível!
Setembro marcou também o nosso regresso à Liga dos Campeões, competição em cuja era moderna somos o quarto clube com mais participações e uma referência incontornável do futebol português. Voltámos a um palco que conhecemos e onde construímos uma parte essencial do nosso prestígio internacional, mas que hoje exige uma leitura desportiva e económica particularmente atenta. O formato de liga abriu uma nova dimensão competitiva e o ciclo comercial de 2027/31 traz perspetivas de crescimento que queremos aproveitar. A nossa responsabilidade é elevar os pergaminhos do Clube sem ignorar que, entre os emblemas do Pote 1, estão potências com uma capacidade financeira que torna cada vez mais difícil equilibrar a competição apenas através do mérito e da qualidade do trabalho.
O encontro com o Manchester City mostrou bem essa distância. De um lado, um investimento de cerca de 526 milhões de euros no mercado; do outro, os 32 milhões do FC Porto. Um clube adquirido em 2008 por cerca de 200 milhões de libras é hoje avaliado em aproximadamente 4,1 mil milhões de libras. Não apresentamos estes números como desculpa para uma derrota, mas como retrato da escala em que somos chamados a competir. Encurtar estas distâncias exige astúcia, determinação, investimento criterioso e uma gestão que não confunda coragem com imprudência.
Haaland decidiu o jogo, demonstrando a diferença que um dos melhores avançados do mundo pode fazer. Perdemos e temos de retirar desse encontro tudo o que nos permita crescer, sem procurar transformar uma derrota numa vitória moral. Também houve reconhecimento internacional da qualidade dos nossos jogadores e da capacidade competitiva deste grupo. O FC Porto dispõe hoje do plantel mais valioso da sua História, do jogador mais valioso do campeonato e de uma combinação de juventude, experiência internacional e formação da casa que nos dá motivos para acreditar. Preservar o núcleo competitivo da equipa campeã, reforçá-lo e continuar a valorizar os seus jogadores é parte do trabalho de construção de um Clube mais forte e sustentável.
Curiosamente, aquilo que merece reconhecimento fora de portas provoca cegueira e coceira entre os especialistas do “Manto Marrom”. Passaram o verão a fazer contas às nossas dificuldades financeiras e agora parecem particularmente incomodados por nos verem conservar talento e somar vitórias. Há avaliações que sobem com a camisola certa e desvalorizam o vizinho por obrigação editorial. Entre os potes dos sorteios e os preços que se atribuem ao talento, fica a pergunta: quanto vale um Pote? A resposta não pode depender da cor do cachecol de quem segura a calculadora.
Num plano bem diferente, setembro voltou a expor a crise que envolve a liderança do Conselho de Arbitragem e as denúncias de Duarte Gomes. O FC Porto foi, tanto quanto é público, o único clube a defender expressamente a suspensão temporária de funções do Presidente do Conselho de Arbitragem enquanto são esclarecidos os factos e o próprio defende o seu bom nome. Fizemo-lo publicamente e através de comunicações institucionais à FPF e à Liga Portugal. Não confundimos uma investigação com uma condenação, nem pretendemos substituir-nos à justiça. O arquivamento do processo disciplinar deve ser respeitado, tal como deve ser esclarecida a matéria sob investigação judicial. Mas a proteção da credibilidade das competições não pode ficar dependente de uma espera indefinida enquanto a suspeição se instala sobre quem dirige a arbitragem.
Entre os apoios públicos à continuidade de Luciano Gonçalves destacou-se o apoio de Frederico Varandas. Registamos essa posição, como registamos a diferença entre a prontidão de certos votos de confiança e a indignação imediata que surge quando o nome do FC Porto entra numa discussão. Para nós, o critério não muda com o destinatário: importa proteger as competições, os árbitros e a independência das suas decisões. Continuaremos a promover as diligências necessárias para obter esclarecimentos e a defender o afastamento temporário do presidente deste órgão. Um voto de confiança não substitui uma explicação, nem a defesa do bom nome de alguém exige que se exponha toda a competição ao desgaste da dúvida.
É neste contexto que quero distinguir a coragem de Tiago Silva. Perante uma abordagem televisiva que procurou transformar a indignação pública e institucional do FC Porto sobre uma nomeação numa suspeita de interferência, defendeu o Clube sem se intimidar com o peso da redação ou com a autoridade que alguns julgam adquirir por ocuparem uma cadeira num estúdio. Questionou os rodapés, confrontou a narrativa e recusou aceitar que o FC Porto fosse apresentado como suspeito apenas por ter exercido o direito de discordar. Não pediu tratamento de favor; exigiu que não se confundisse a defesa da Instituição com aquilo que se pretendia insinuar contra ela. Essa frontalidade merece reconhecimento, sobretudo quando seria mais cómodo baixar a cabeça e deixar a emissão seguir.
No dia seguinte à reação do Clube, a suspeita mudou de roupa. A jornalista reconheceu que o FC Porto não estava sob suspeita, mas, já sem Tiago Silva no estúdio e perante uma plateia bem menos empenhada em contrariá-la, trocou “suspeitas” por “pressões”, como se uma mudança de vocabulário apagasse a mensagem que tinha sido transmitida. Uma investigação verdadeiramente prodigiosa: quando o suspeito não serve, muda-se o substantivo. O que não mudou foi a realidade de uma posição pública, assumida e conhecida desde janeiro, que não passou a ser clandestina por receber um rodapé vermelho em setembro. Quem reclama autoridade para escrutinar os outros tem de aceitar que também lhe sejam pedidas contas sobre o que afirma.
A mesma jornalista terminou recentemente uma crónica com a máxima “primeiro os factos, depois os comentários”. Um excelente princípio, cuja aplicação parece ter sido suspensa quando surgiu o nome do FC Porto. Neste caso, chegaram primeiro os rodapés, depois as insinuações e só mais tarde a necessidade de corrigir a história. O rigor não pode ser uma frase de assinatura que desaparece quando os factos estragam a narrativa; tem de existir precisamente nos momentos em que contraria preferências, audiências ou conveniências.
Pior, talvez, seja a facilidade com que esta confusão entre profissão e bancada passa para a narração e o comentário dos jogos. No Benfica-FC Porto de andebol, na RTP, ouvimos “temos quatro golos para recuperar”. No NOW, durante o clássico de futebol, surgiu outra manifestação de isenção: “Espero que o Benfica marque e equilibre o jogo”. Ficámos esclarecidos sobre quem precisava de recuperar e sobre quem desejava o empate. Falta apenas perceber por que razão se insiste em apresentar como neutralidade aquilo que a primeira pessoa do plural e a expressão de um desejo tornam tão transparente. Cada um é livre de apoiar o clube que entende; o que não pode é exigir ao público que confunda esse apoio com informação imparcial.
Caros Sócios e Adeptos, o melhor modo de honrarmos estes 133 anos continua a ser manter os pés assentes na terra e o foco no essencial. Temos uma equipa em quem acreditamos, um treinador exigente, talento para desenvolver e uma massa associativa que nunca nos deixa sozinhos. Nada disso nos dispensa de trabalhar mais, de corrigir o que estiver errado e de permanecer unidos quando o caminho apertar. Que a nossa cultura, o nosso desejo e a nossa sede de vencer nos tragam muitas vitórias e a alegria de responder em campo às tristes almas que vivem mais preocupadas com a nossa queda do que com o seu próprio sucesso. O FC Porto continuará a crescer com a sua cidade, a honrar os seus e a procurar novas conquistas, porque a História que celebramos não nos pede descanso: exige-nos continuidade.
Viva o Futebol Clube do Porto.”
A grandeza do FCP assenta em bases sólidas, é granítica como a cidade que lhe deu nome.
Vivem uma realidade alimentada a coiratos, vinho de pacote e lixo não reciclável de uma comunicação social que lhes enche a cabeça de uma grandeza que, ao contrário do que apregoam, não esmaga a concorrência, em particular aquela que se situa na Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta" cidade do Porto. Se tivessem um pouquinho de humildade ou fossem mais inteligentes, saberiam, porque já têm obrigação de saber, do que massa é feita o FCP. O FCP quebra, mas não torce, o FCP não presta vassalagem, não estende a passadeira, não se curva perante ninguém. Pode até estar por baixo, mas nunca mais será um regresso ao passado, quando o Benfica dominava a seu belo prazer e o FCP não passava de um clube simpático, fidalgo a receber, cheio de fair-play, mas que não ganhava nada. Quando começou a ganhar e a ganhar muito, passou a ser encarado como o mau da fita, tem todos os defeitos do mundo. Isto que repito agora, não é novidade, é aquilo que disse, vejam bem, em 2010 - ver mais abaixo - e já tinha dito antes e é um pensamento que me acompanha desde os finais da década de setenta do Século passado. Sim, quando interiorizei e o futuro deu-me razão: futebol português nunca mais será o mesmo, o FCP veio para ficar e vai ficar. Mas confesso, nunca esperei com tantas e tão grandiosas vitórias. Não me refiro à vitória de ontem, essa foi saborosa, claro que sim, mas foi normal, natural, não foi épica, para além do sonho, como algumas que o FCP já conseguiu. E agora citando alguém: vocês sabem do que estou a falar...
Como se viu e expressei num texto após a vitória do Benfica em Milão, soltou-se a arrogância, a bazófia, a teoria do mais, melhor, grande clube do mundo. O FCP foi tratado como coisa menor, uma equipa de 3ª categoria, ia perder, só faltava saber por quantos. Ganhou e claro, agora é preciso arranjar desculpas para justificar junto daqueles que não são capazes de ver mais que uma pequena árvore numa grande e densa floresta. Isto repete-se e torna a repetir-se. Porque não aprendem? Muito provavelmente a resposta está no início do texto.
Marco Silva quis fazer um número com a comparação entre o futebol português e inglês. Como anda desactualizado e ninguém o informou que o clube que durante a semana, directa e indirectamente - leia-se através dos seus cartilheiros, freteiros, recadeiros e afins -, mais pressiona, é o clube que treina, teve azar, foi apanhado naquele provérbio: apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo - ver foto demonstrativa.
Adorei ver um vídeo do Trio D' Ataque no rescaldo do clássico de ontem, onde o papagaio verde dos Gift, Nuno Gonçalves, fez coro com o benfiquista e elegante João Gobern.
Tão solidários que eles estão contra o FCP. Será agora que regressa a Santa Aliança? Ou, indo mais longe, se fundem?
06 de Maio de 2010:
«Já aqui demonstrei, suportado em vários exemplos vermelhos e com imagens que não deixam dúvidas, que a violência, os comportamentos incorrectos, as atitudes provocatórias e reprováveis, não têm, infelizmente, cor, que nesta matéria não há anjos e demónios, não há inocentes e culpados. Mas como se viu antes, durante e depois do F.C.Porto/Benfica, a propaganda não faz outra coisa senão culpar o F.C.Porto e os portistas do que aconteceu e do que tem acontecido. Já aqui falei do vergonhoso comportamento da SIC - a PSP, segundo sei, manifestou junto da estação de Carnaxide o mais vivo repúdio pela reportagem, mas desse repúdio, ninguém deu conta, apesar de haver Órgãos de Comunicação Social que tinham a notícia...O que demonstra bem ao que isto chegou. Tão valentes para atacar e denegrir o F.C.Porto, tão cobardes quando se trata de tocar no Benfica! -, da pouca vergonha que é a Benfica TV, mas podia também falar do pasquim da Queimada, do Record, do C. da Manhã, da TVI, de colunistas homens e mulheres que parecem homens, de paineleiros com problemas nas mãozinhas, ou e para finalizar, de "senadores patetas", que não fizeram e fazem outra coisa, senão apregoar que a violência é azul e o F.C.Porto é o império do mal. Ora, meus caros amigos, esta gente que tanto fala em paz, em harmonia e em tranquilidade para o futebol português, não quer a paz, ou então a paz que eles desejam é à custa da abdicação do F.C.Porto. De um F.C.Porto que não represente perigo, à custa de um F.C.Porto perdedor - ao fim e ao cabo, um regresso ao passado, um F.C.Porto que aceite tudo, que não reclame, mesmo quando é vítima e em variadíssimas circunstâncias, de tratamento desigual, de perseguições inqualificáveis, de achincalhamentos na praça pública... Eles bem tentaram, bem tentam e vão continuar a tentar, mas nós nunca permitiremos que aconteça e por isso tirem o cavalinho da chuva... Se de facto querem um futebol melhor em Portugal, é fácil: comecem por tratar o Grande Clube da Invicta, seus dirigentes, profissionais e adeptos com respeito e dêem-lhe o destaque que merece, por tudo o que tem feito pelo desporto em geral e pelo futebol português em particular. Vão ver que a paz regressa rapidamente ao futebol...»












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