F.C.Porto 3 - Arouca 1. Pareceu que o cântaro ia deixar uma asa na fonte, mas ainda não foi desta...
Antes da visita a Alvalade para defrontar o Sporting - devia ser aos Açores e o adversário o Santa Clara - para a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, o FCP recebia o Arouca que na 1ª volta derrotou por 4-0, mesmo jogando com menos um durante toda a 2ª parte. Importantíssimo ganhar e se à vitória fosse possível juntar uma boa exibição e um resultado que deixasse equipa e adeptos menos ansiosos, mais tranquilos, sem estar perante a perspectiva de um azar, um lance fortuito, poder colocar em causa os três pontos fundamentais nesta altura da época, seria o ideal. Não foi assim, foi tudo menos um jogo tranquilo e mais uma vitória que começou por parecer ser fácil, mas que se tornou difícil.
Com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Pablo Rosario, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky o FCP não podia ter melhor início de jogo. Logo no pontapé de saída, golo, marcou Oskar Pietruzesvky. Em vantagem os azuis e brancos tiveram o domínio quase completo do jogo, foram muito superiores. Mas apesar de nem sempre fazerem as melhor opções, definirem mal, errarem alguns passes, tiveram algumas oportunidades de golo que desperdiçaram. Umas vezes porque a bola bateu no poste, outras porque Pepê para marcar é preciso meter um requerimento e principalmente, porque Deniz Gül falha clamorosamente e não foi só na oportunidade clara que desperdiçou. Há mínimos que um avançado do FCP tem de cumprir. E assim até ao intervalo o resultado não se alterou. E enquanto o resultado não se altera, o FCP não dilata o marcador, a vantagem mínima se mantém, o adversário acredita e mesmo que não tenha criado perigo, pode, até num lance fortuito, marcar. E um jogo com tudo para ser tranquilo pode complicar-se.
Para a 2ª parte Francesco Farioli manteve o mesmo onze e logo no 1º minuto um grande susto para Diogo Costa, num remate à barra de Fukui. Na resposta Gabri ameaçou e aos 52 minutos, Deniz Gül sozinho sobre a esquerda, falhou uma excelente oportunidade. Assim fica difícil... E começaram as substituições, aos 61 minutos saíram Gabri Veiga - será obrigatório? -, Oskar Pietruzesvky e Deniz Gül - com exibições destas vai ter vida difícil, qualquer dia tem alguém da equipa B no seu lugar -, entraram Rodrigo Mora, William Gomes e Terem Moffi.
O FCP pareceu melhorar, mas não melhorou nada, regressou àquele futebol que não aquece nem arrefece e para piorar o Arouca marcou. Com o jogo empatado era preciso acelerar. Mas verdadeiramente o FCP só começou a pressionar muito, encostar o Arouca lá atrás e a chegar à área adversária com algum perigo, quando saiu Pablo Rosário e entrou Fofana. Foi este que entrou com tudo que levou a equipa para a frente, foi sobre ele que foi cometido o penálti que voltou a adiantar os portistas. Transformou William Gomes após a consulta ao VAR que confirmou a decisão do árbitro. Entretanto, aos 84 minutos entrou André Miranda e saiu Pepê. Já no período de descontos e com os Dragões a controlarem no meio-campo ofensivo, William foi para cima, assistiu Terem Moffi e o nigeriano fez o 3 º golo do FCP.
Foi um vitória justa, mas sofrida e sem necessidade. Uma equipa que marca um golo no primeiro lance da partida não pode dar-se por satisfeita, tem de manter o ritmo, continuar a atacar até conseguir uma vantagem que a coloque a coberto de surpresas. E hoje, ela esteve quase a acontecer frente a uma equipa que fez dois remates à baliza, um bateu na barra e entrou foi golo.
É verdade que o ataque apesar de ter três avançados, só um é que deu um bom rendimento: Oskar Pietruzesvky. O jovem de apenas 17 anos, para além do golo ainda conseguir criar perigo. Só tem de melhorar na hora de optar, definir, passar, mas mesmo com esses defeitos que precisa de corrigir, tomáramos nós que Deniz Gül e Pepê dessem o mesmo rendimento. Claramente o FCP tem um problema no ataque. Pode ser que Terem Moffi seja uma solução, que Pepê se inspire no jovem Oskar, melhore o rendimento, marque golos.
Seja como for, o objectivo de conquistar os três pontos foi conseguido, agora é preciso preparar bem o próximo jogo - Sporting para a Taça de Portugal. Os seguintes, Benfica para o campeonato e Estugarda para Liga Europa, só depois de terça-feira.
Estamos aí, presidente, até porque os capachos voltaram a atacar
Aproximam-se jogos importantes e aqueles que, mesmo na dúvida ou sem ela, analisam sempre contra o FCP - Pedro Henriques, Marco Pina, Jorge Faustino... -, junto com uma comunicação social esmagadoramente ao serviço dos clubes da 2ª Circular e contra o FCP, já começaram a campanha. Há uma imagem que mostra que o penálti é claro e desmonta a teoria de que não é lance para penálti, árbitro e VAR erraram. Mas para o objectivo pretendido isso não importa, importa é criar uma narrativa que ajude à missa quando vamos entrar num período decisivo da época, época em que o FCP tem muitas razões de queixa da arbitragem em comparação com os seus dois rivais. Dois exemplos: Denis Gül sofreu penálti nos jogos frente ao Benfica e Casa Pia. O que disseram os três citados? Que não era penálti. Sintomático. Quem logo se aproveitou foi o Benfica que reagiu logo após o jogo. É natural, para além de ser o comportamento típico daquelas bandas, tudo é fantástico quando eles ganham, é tudo muito mau quando correm riscos de não ganhar. Também porque Benfica e os seus capachos já estão a preparar o jogo do campeonato frente ao FCP e é preciso começar a pressionar e condicionar. Depois, porque metido na merda até ao pescoço convém desviar as atenções, fazer com que se passe rapidamente à frente de um episódio que deixa uma mancha difícil de apagar. Um episódio que mesmo com todas as lavandarias a trabalhar ao mesmo tempo serão incapazes de lavar ou branquear, por mais que tentem e alguns como têm tentaram... Mas nada disto é novo, é apenas mais do mesmo e tem muitas décadas - a foto de 2012 é significativa e podia arranjar muitos mais factos e fotos que comprovam que é assim. Sempre que o FCP conta, está em condições de ganhar, como é o caso desta época, tem de lidar com estas posições dos rivais e também com os freteiros, recadeiros, cartilheiros, capachos, caixas de ressonância dos interesses dos seus rivais.
Ah, para terminar, quero deixar claro que se o FCP for campeão, como espero e desejo, vou festejar como um louco porque não sei festejar de outra maneira. E se, como acontece sempre, houver quem coloque reticências, fale deste ou daquele episódio, procure tirar mérito ao FCP, ficam já a saber que este portista está-se marimbando, para não dizer outra palavra terminada em ando.
Para que isso possa acontecer é preciso um Porto forte, determinado, corajoso, imune ao ruído e capaz de resistir a provocações, más decisões, injustiças por mais flagrantes que sejam.
De vez em quando é preciso ir ao baú e recordar para alertar
Começou em Dezembro de 2009 após um Benfica 1 - FCP 0 - não foi a única razão para a derrota, mas ajudou uma arbitragem vergonhosa em prejuízo dos Dragões por parte de Lucílio Baptista. Árbitro que deu um dos primeiros nomes à Taça da Liga, conhecida também por Taça Lucílio Baptista - e ficou concluído em Março de 2010, aquilo que na altura ficou conhecido como o caso do túnel da Luz - já aí Rui Costa, o actual presidente do Benfica gostava muito de frequentar os túneis. O grande protagonista foi um juiz que na Comissão Disciplinar da Liga e de toga encarnada vestida, juiz esse que em 2008 já tinha tentado tudo para quebrar a espinha e prejudicar gravemente o FCP - quando juntamente um conjunto de gente com grandes responsabilidades no futebol português, desde dirigentes de clubes, da FPF, jornalistas, principalmente na Bola e com o freteiro Delgado à cabeça, tentaram, mas não conseguiram, colocar o FCP, campeão, fora da Champions para entrar o 4º classificado a 26 pontos do campeão -, deu o segundo golpe, castigando Hulk e Sapunaru com 4 e 6 meses de castigo. Mais tarde e após recurso do FCP para o Conselho de Justiça, esses castigos foram reduzidos a 3 e 4 jogos respectivamente, tendo Hulk a grande referência e estrela do FCP naquela altura, cumprido 15, repito, 15 jogos a mais.
Nesse período, tal como tinha acontecido em 2008 foi preciso muita resistência e resiliência, muita capacidade de luta para vencer os enormes desafios que nos foram colocados.
Deixo um bom exemplo de como funcionava a na altura chamada Comissão Disciplinar da Liga presidida por Ricardo Costa. Lembram-se daquele adepto do Benfica conhecido pelo Diabo de Gaia e que invadiu o campo para agredir o árbitro assistente no Benfica - FCP? Pois vejam o número que o cavalheiro fez para não interditar a Luz:
"Liga pede parecer sobre as infrações dos adeptos
A Comissão Disciplinar da Liga de Clubes pretende dissipar definitivamente as dúvidas em relação à regulamentação sobre a responsabilidade dos clubes pelos comportamentos dos seus sócios, adeptos e simpatizantes. Desta forma, requereu ao presidente Hermínio Loureiro que enviasse o regulamento disciplinar do organismo ao Conselho Nacional do Desporto, para que este, através do Conselho para a Ética e Segurança no Desporto, formule um parecer sobre a conformidade das punições previstas para as infracções cometidas pelos espectadores.
Quando a Liga tiver à sua disposição o parecer solicitado, passará a informar os clubes, para que estes tomem as medidas adequadas para com os seus adeptos. De recordar que esta polémica surgiu depois de no clássico Benfica-FC Porto, na segunda jornada do campeonato, um adepto encarnado ter entrado no relvado e agredido um dos árbitros assistentes." Isto vindo de alguém que castigou a 4 e 6 meses dois jogadores, castigo esse que foi ilegal, mostra bem a dimensão da toga encarnada que Ricardo Costa vestia.
Serve este texto para recordar que agora, como no passado mais recente ou mais longínquo, contra o FCP vale tudo. Ao FCP nada é dado de barato, temos de estar sempre atentos, prontos para o combate. Se já era assim há 16 anos, nos dias de hoje onde nasceram e proliferam espaços informativos em o despudor, a falta de vergonha, o antiportismo prolifera, ainda é pior, obriga-nos a estar preparados, saber distinguir aquilo que é certo, daquilo que apenas pretende confundir, criar ruído, dividir.
Se o que aconteceu na Luz no Benfica - Real Madrid fosse com o FCP e com um dos seus profissionais, tinha caído o Carmo e a Trindade. Como foi com o Benfica é ver algumas ratazanas de cabelos encaracolados a mostrarem o seu verdadeiro carácter e a versatilidade da sua coluna vertebral de plasticina.
Nota final:
A arrogância e a bazófia tão característica do lado encarnado da 2ª Circular, também já tomou conta do lado verde. Ninguém os segura...
F.C.Porto 1 - Rio Ave 0. Culpas próprias, má fortuna e erros alheios...
Ultrapassado o Nacional com uma exibição que não foi famosa, mas com o fundamental, conquistar os três pontos, conseguido, o FCP tem pela frente duas jornadas consecutivas a jogar em casa, Rio Ave e Arouca, antes de enfrentar em Lisboa, Sporting - devia ser o Santa Clara - para a Taça de Portugal e Benfica para o campeonato.
Os vilacondenses que vêm de cinco jogos, cinco derrotas, dificilmente não seriam mais uma equipa de tracção à rectaguarda e a defender com todos atrás da linha da bola, com o objectivo de retardar o golo do FCP e se possível contra-atacar. Era por isso importante um FCP de ritmo alto, melhor a pressionar, mais rápido a pensar e a executar, mais dinâmico, mais contundente no último terço na procura do golo, enfim, um FCP com melhor qualidade de jogo em relação aos encontros anteriores. O FCP até prometeu, mas um conjunto de factores que passaram por culpas próprias, má fortuna e erros alheios, só permitiu mais uma vitória pela diferença mínima.
Farioli escolheu o seguinte onze: Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Pablo Rosario e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky, o FCP entrou dominador, mas com as habituais dificuldades no último terço. Más opções, más decisões, passes errados, poucas oportunidades, um ponta-de-lança que tem dificuldades em se posicionar, nunca encontra espaços para finalizar. Quando aos 22 minutos, a equipa fez bem, desde o passe a rasgar de Gabri Veiga para Oskar, o jovem polaco foi para cima e na linha de fundo fez a assistência para a entrada fulgurante de Froholdt o FCP fez o 1º golo. E podia ter feito outro por Gabri, mas a bola bateu no poste. A partir desse lance aos 33 minutos, o conjunto de Farioli baixou o ritmo, errou alguns passes, tomou más decisões, sujeitou-se a um ou outro contra-ataque do Rio Ave, um dos quais com algum perigo. Deniz Gül que passou completamente ao lado do jogo, quando podia ter feito o 2º golo, foi derrubado por trás, árbitro não assinalou penálti, o VAR também achou que não era.
O jogo chegou ao intervalo com Dragões na frente pela diferença mínima, culpas próprias e também da arbitragem.
Na 2ª parte Farioli manteve o mesmo onze e logo no início uma grande jogada terminou em golo de Gül, mas o VAR anulou por 8 cm. O FCP acusou o toque, voltou aquele futebol lento de trocas de bola entre os centrais, de toques para trás, mesmo quando havia espaço para subir - mas o que é isto? -, quando a bola chegava na frente, Oskar complicava em vez de simplificar como fez na jogada que deu o golo. A vantagem mantinha-se na diferença mínima apesar de dois lances logo depois dos 60 minutos em que o golo só não aconteceu porque a sorte também não quer nada com o FCP. Aos 65 minutos saiu Gabri Veiga - vá lá saber porquê. O espanhol estava a fazer um excelente jogo -, entrou Rodrigo Mora, saiu também Oskar Pietruzesvky - tem de perceber que o futebol é um jogo simples...-, entrou William Gomes. O FCP mantinha a toada, quando esticava, saía bem para o contra-ataque, criava perigo como se viu num lance de Froholdt, como se viu num lance em que Mora com tudo para fazer golo atirou ao poste - pelo meio Pablo Rosario sozinho e de cabeça também podia ter marcado, mas aqui houve mérito do guarda-redes. e mais duas substituições, saíram Gül e Pepê, mais tarde Froholdt, entraram Fofana e Borja e Moffi.
O jogo caminhava para o fim e mesmo que o Rio Ave nunca tenha incomodado Diogo Costa, às vezes basta um ressalto, uma má abordagem, um lance de sorte para se sofrer um golo e se perder pontos. Não aconteceu nada, o jogo terminou com a vitória pela diferença mínima e os 3 pontos ficaram no Dragão.
Hoje mais uma vez se viu que ao FCP ninguém dá nada, na dúvida é sempre contra o FCP. Este árbitro que tinha estado no Sporting - Famalicão e que arbitrou o jogo a meias com Morten Hjulmand, hoje veio ao Dragão gozar com os portistas. Mas ele e o VAR vão ter um muito satisfatório.
O FCP precisa de marcar um golo e ir sem medo à procura do 2º. Porque, está visto, sem uma vantagem mais tranquila a equipa não se solta, desconfia, não tem a confiança que precisa para abordar o jogo de maneira diferente. Por exemplo, ver Zaidu - e outros jogadores -, com espaço, sem oposição, jogar para trás em vez de avançar, procurar o golo, irrita-me solenemente. Uma coisa é não arriscar à tolinha, correr riscos de ser apanhado em contrapé. Outra é poder ir e ficar tolhido de medo, desconfiar até da própria sombra.
Apesar do que já foi dito, hoje merecia vencer por mais golos, não terminar o jogo com um resultado tão curto.
Vai ser preciso ter cabeça fria para conseguir conquistar o título. Alguma vez o lance de Deniz Gül não seria penálti em Alvalade? Nem que fosse preciso o capitão do Sporting assinalar...
Só artistas armados em moralistas, mas sem moral nenhuma
Também com a ajuda dos valiosíssimos arquivos do Dragão até à morte e porque umas coisas trazem outras... importante ver primeiro as fotos que acompanham o texto.
Para além de Varandas, também estes quatro artistas da rádio, TV, disco e da cassete pirata, estes quatro estarolas comentaram a reacção de Varandas ao conteúdo da Newsletter do FCP. Mas e tem sido uma farturinha nos OCS, sem excepção, todos falam em comunicado FCP, quando não há comunicado nenhum.
- Não, não foi um comunicado, ó morcões. Foi uma publicações na Dragões Diário que, como o nome indica, é publicada diariamente e fala sobre vários assuntos. Depois, o presidente do FCP quando quer falar responde em directo às perguntas dos jornalistas, no editorial da Revista Dragões, não precisa de se refugiar na Newsletter, o FCP quando acha necessário também faz um comunicado oficial.
Portanto: Viva a Dragões Diário, viva Newsletter do FCP que mereceu tanta discussão, tanto tempo de antena e cereja no topo do bolo, uma reacção do presidente do Sporting.
Se há alguém que pelo seu comportamento no campo não tem moral para criticar, é José Mourinho. O comportamento de José Mourinho vai desde festejar como um louco, golos, vitórias, eliminatórias, mesmo fora de casa, provocando os adeptos adversários, até meter o dedo no olho ou apertar o nariz a treinadores de equipas que defronta. Aconteceu, pelo menos em Espanha e na Turquia como é público.
Lembram-se do tempo em que a promiscuidade era azul? Até houve um político que fechou as portas da câmara ao FCP porque não queria promiscuidade entre a política e o futebol e com isso na altura ganhou uma grande popularidade junto do antiportismo?
Já no Benfica era uma farturinha, Vieira dava-se com todos, apoiava todos, a tribuna da Luz às vezes parecia uma reunião do Conselho de Ministros.
Que Rui Costa tem um histórico extraordinário e é um especialista em túneis, já sabemos todos. Andei a pesquisar nos meus arquivos, deparei-me com este diálogo muito interessante no túnel do Bessa após um Boavista - Benfica:
«Rui Costa vs Lucílio Baptista após entrada no túnel:
Rui Costa para o árbitro: "És um filho da puta…
És sempre a mesma merda…
Trazes a camisola vestida…
Despe a camisola…filho da puta…boi."
(este tipo de insultos foi também proferido pelo Petit, mas este quase sempre de costas para o árbitro)
- Rui Costa segue Lucílio para uma zona próxima do balneário do árbitro e interpõe-se Manuel Barbosa.
- O dirigente do Boavista diz: "Não estás em tua casa, aqui não fazes o que queres."
Rui Costa responde: "Falas comigo quando falar contigo"…e afasta-o.
- Entre empurrões chega a polícia.
- Rui Costa afasta um agente da autoridade com um empurrão.
- Continuam os insultos…
- Um segurança do Boavista segura em Rui Costa e empurra-o para o balneário.
O delegado da Liga, Braga da Cruz, que estava no local, assistiu a tudo.»
Como vêem, a coisa não foi bonita... Castigos? Nada. O árbitro não fez qualquer referência no relatório e o delegado da Liga também num biu nem oubiu nada.
E por último o meu amigo e um dos vencedores do Prémio Kompensan/Rennie que levava a cabo no blog sempre que o FCP era campeão, o meu pequeno e grande amigo, Rui Gomes da Silva, ministro do governo de Pedro Santana Lopes, e, reparem no pormenor, de gravata azul a fazer uma grande elogio ao FCP quando venceu a Taça Intercontinal e foi bicampeão do mundo.
Acerca daquilo que disse o bronco Manuel Moura dos Santos sobre o Porto e os portuenses apenas tenho a dizer o seguinte: este portuense de gema, nascido na Freguesia de Cedofeita, quer que o Manuel Moura dos Santos meta a intelectualidade pelo buraco que tem ao fundo das costas acima.
Sobre o que disse do episódio de racismo que aconteceu na Luz, Jaime Cancella com dois eles de Abreu, não surpreende. Não passa de uma triste figura.
C.D.Nacional 0 - F.C.Porto 1. Que a vitória, a única coisa boa, traga de volta confiança, ânimo, inspiração
Depois de uma derrota surpreendente com o Casa Pia e um empate que até seria um resultado normal num clássico não fosse o caso do golo do adversário ter surgido aos 90+8 e por culpa própria, o FCP viajou até à Madeira para na Choupana defrontar o CDN. Num estádio onde na época passada foi muito incompetente, perdeu o jogo e a possibilidade de chegar à liderança do campeonato, era importante regressar às vitórias e afastar o cenário que muitos desejam de um Dragão em crise e a perder o poder de fogo. O objectivo foi cumprido, mas foi a única coisa que se aproveitou nesta tarde de sol na Choupana.
Sem os lesionados recentes Martim Fernandes, Kiwior e Samu, para além dos já parados há muito tempo, Nehuén Pérez e Luuke de Jong, a que se juntou Francisco Moura castigado, Francesco Farioli fez alinhar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Thiago Silva e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Rodrigo Mora, Pepê, Deniz Gül e OskarPietruzesvky o FCP até não entrou muito bem, mas a partir dos 10 minutos melhorou, Pepê de um lado e Oskar Pietruzesvky do outro, mais o jovem polaco, começou a melhorar, dominar, obrigou o guarda-redes do Nacional a aplicar-se. Mas de uma bola perdida na frente e que originou um canto, valeu Diogo Costa com uma defesa por instinto para evitar que a equipa madeirense chegasse à vantagem. A partir daí o FCP perdeu o pouco fulgor que tinha exibido, regressou aquele futebol lento, mastigado, muitas trocas de bola na primeira zona de construçaõ, um futebol previsível, pouco ligado, as poucas pedradas no charco eram de Oskar Pietruzesvky. O meio-campo não tomava conta do jogo, não criava nada, na frente Pepê foi desaparecendo, Deniz Gül completamente perdido. Já no tempo de descontos, uma entrada arranca pinheiros e que devia ser vermelho directo, só deu amarelo.
O intervalo chegou com o resultado em branco, resultado que era justo, em mais 45 minutos muito abaixo dos mínimos exigíveis por parte da equipa do FCP.
Farioli não mexeu ao intervalo, o FCP pareceu regressar com outra disposição, mas sempre naquela toada lenta, fácil para quem defende.
Com a equipa incapaz de mudar o rumo dos acontecimentos, o treinador do FCP mexeu aos 59 minutos, tirou Rodrigo Mora e Oskar Pietruzesvky e fez entrar Gabri Veiga e Borja Sainz. E logo após, canto de Gabri Veiga para cabeça vitoriosa de Bednarek.
O Nacional reagiu, de canto, ameaçou o empate. Era importante não defender o resultado, ir à procura do segundo.
Aos minutos entraram Fofana e Moffi, saíram Deniz Gül e Froholdt.
Mas os líderes do campeonato estão viciados na troca de bola atrás, têm dificuldade em se soltar, chegar na frente para decidir e com o resultado na vantagem de um golo permite que o adversário acredite, possa num lance fortuito empatar como aconteceu com o Sporting. O jogo não atava nem desatava, tirando os lances de bola parada, era um tristeza de futebol, mais responsabilidades
Aos 89 minutos saiu Pepê e entrou William.
Alguns jogadores do FCP se jogassem mais e discutissem menos... No último minuto até foi o Nacional a rematar embora longe do alvo.
O jogo acabou com a vitória pela diferença mínima e a conquista de três importantes pontos por parte do FCP. Mas foi a única coisa boa que se aproveitou na deslocação dos Dragões à Choupana. A qualidade de jogo do conjunto de Francesco Farioli deixou muito a desejar quer na primeira quer na segunda parte.
Futebol lento, previsível, irritante. Neste momento o FCP é uma equipa desinspirada, com dificuldades em sair de trás, circular rápido e com critério, raramente liga as jogadas, cria oportunidades de golo. E quando está em vantagem não consegue controlar com bola, gerir longe da sua área, corre riscos desnecessários. E assim não admira que as equipas, todas, lhe tenham perdido o medo, acreditem, sempre que podem pontuar.
Esperemos que depois de uma derrota que não estava nas previsões de ninguém, de um empate sofrido nos descontos e que deixou marcas, de alguns percalços como foi o caso da lesão de Samu, esta vitória, mesmo com uma exibição fraquinha, possa dar confiança, ânimo, o FCP recupere nos dois próximos jogos a disputar no Dragão, Rio Ave e Arouca, a equipa de Francesco Farioli recupere alguma da qualidade de jogo e da aura que exibição nos primeiros meses dá temporada.
Chamem-me radical, fanático... mas este portista nunca dará a outra face.
O que têm as três fotos que podem ver em cima em comum? Servem para caracterizar acontecimentos gravíssimos. Foram meios de transporte utilizados para transportar adeptos do FCP para jogos de Hóquei em Patins. O primeiro em Junho de 2008 durante o jogo que decorreu no pavilhão da Luz. O segundo no mesmo mês de 2025 após um jogo no pavilhão João Rocha. Mas mente descaradamente quem disser que estes lamentáveis acontecimentos tiveram um tratamento jornalístico semelhante ao que foi e continua a ser dado ao que se passou no pós FCP - SCP. E já que estamos a falar de acontecimentos relacionados com o Hóquei em Patins, também é preciso recordar uma emboscada e ataque ao autocarro que transportava a equipa do FCP que tinha ido jogar ao pavilhão da Luz e que teve como consequência várias agressões a jogadores, sendo que Filipe Santos foi o que ficou mais maltratado. Foi também em Junho e de 1997.
Recorde-se:
«Os cinco arguidos no caso das agressões que os jogadores do FC Porto foram vítimas no Estádio da Luz, há quatro anos, foram ontem condenados a prisão com pena suspensa, tendo ficado provado que havia a intenção de agredir os atletas em questão.
Os incidentes, recorde-se, remontam a 4 de Junho de 1997. Depois do jogo frente ao Benfica, a comitiva portista seguia já dentro do autocarro rumo a casa e, quando o motorista abrandou junto de uma lomba, alguém abriu a bagageira do veículo, forçando-o a imobilizar a viatura.
De seguida, foi atirado gás para dentro do autocarro - provocando irritações nos olhos e vias respiratórias em Pedro Alves, Óscar Pereira e Pedro Teles -, Filipe Santos foi perigosamente atingido na cabeça por uma pedra (sem dúvida a mais grave consequência desta "brincadeira" de mau gosto, que felizmente não culminou da pior forma) e Pedro Alves foi agredido com um pau (não se provou se se tratou de um taco de basebol) nas costas.
Em consequência, José Luís Lobão, acusado de ter aberto a bagageira do autocarro, foi punido com dois anos de prisão com pena suspensa por três anos, tendo os restantes elementos - Emanuel Lameira (ex-líder da claque), Mauro Gomes, Vasco Cruz e Fernando Cruz -, todos dos "Diabos Vermelhos", sido condenados com um ano de prisão, com pena suspensa por três anos. Os mesmos arguidos voltarão a tribunal (ver peça ao lado) para responder pela violenta agressão a Filipe Santos.»
O que pretendo ao trazer estes tristes acontecimentos à colação? Simples. E repito: comportamentos desviantes acontecem em todos os clubes. A única coisa que neste país os distingue é a forma como são tratados pela comunicação social. É uma comunicação social que não é isenta, equilibrada, equidistante, extrapola, branqueia ou omite ao sabor das conveniências, apresenta o FCP sempre como o mau da fita. Uma comunicação social que mente, inventa, especula e depois passa horas a dissertar sobre as invenções como se fossem verdades absolutas e com o FCP sempre na berlinda, sempre apresentado como o mau da fita. Tenho centenas de posts onde provo por A+B que isto é verdade, não são invenções de um portista que gosta muito do seu clube. De um portista que conhece a história do seu clube e assume-a toda, desde os momentos de glória, para além do sonho - sim, porque e lá me vou repetir, quem passou 19 anos de seca nunca lhe passaria, nem nos melhores sonhos, ver o seu clube conquistar SETE + UM TÍTULOS INTERNACIONAIS -, até aos momentos difíceis, alguns muito difíceis, em que mesmo provando lá fora porque ganhava cá dentro, nem isso impedia os mais vis ataques ao FCP. Sim, ao FCP, porque o FCP somos todos, não é apenas quem o dirige, treina ou nele joga. Também já disse e repito, não somos meninos de coro, cometemos erros, temos comportamentos merecedores de censura. Mas como conheço bem o país e como funciona o futebol português e a comunicação social deste país, não acredito que um FCP ganhador altere o status quo, a forma como o FCP é tratado. Como disse muitas vezes o FCP porreirinho, cavalheiro, fidalgo a receber, com fair-play à prova de bala, perdeu todas as virtudes a partir do momento que eles perceberam há muitas décadas que este não era um FCP que ganharia um título e depois desaparecia por mais 19 anos. Os nossos rivais do Sul são sempre campeões com méritos indiscutíveis, o FCP é sempre, sim, mas... O futebol português só tem virtudes quando os nossos rivais são campeões, mesmo quando acontecem escândalos do tamanho da Torre dos Clérigos como foi essa pouca vergonha que ficou na história como o Estorilgate. Podia continuar a desenvolver, como disse tenho posts que davam para uma enciclopédia, mas não vale a pena. E tudo isto não é vitimização, ou teoria da conspiração. São evidências claras. Com são evidências dizer que o mais básico e primário antiportismo prolifera na CNNP, SICN, CMTV, NOW, jornais como o CM, A Bola ou Record é dizer a mais pura verdade.
Como disse numa página portista BestOfFutebol que acha que o FCP devia ter uma postura diferente:
«Para esse FCP que pretendes, tinhas de inventar outro país. Ou então abdicar de ganhar. Sim, porque neste país um FCP ganhador é sempre preso por ter cão ou não ter, é sempre o mau da fita, as polémicas que envolvem o FCP têm pilhas Duracell, as que que envolvem os nossos rivais, nem chegam a existir, são branqueadas, omitidas, ou quando existem tratadas com luvas de pelica. Podíamos ser perfeitos em todos os itens que envolvem o futebol ou o desporto português, mas se ganharmos até nos atacam pela cor da gravata do presidente, do penteado do treinador, das roupas dos jogadores e os adeptos também não escapam, são uns bandidos porque tudo que fazem é original, não se vê em mais lado nenhum. E por falar em bandido, quando um tribunal acha que chamar bandido a alguém faz parte da liberdade de expressão, está tudo dito. Este portista com muitas décadas de associativismo e portismo praticado, nunca vai dar a outra face. Por muitas razões, mas porque nunca vai conseguir mudar Portugal e o desporto português, futebol em particular.»
E por isso, enquanto puder, agora como acontece desde 2007, mesmo que apenas seja uma pequenina gota num oceano, nunca deixarei de os combater, de ter em mente e aplicar em relação ao FCP a frase de John Fitzgerald Kennedy relativa aos Estados Unidos da América: "Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, faz tu qualquer coisa pelo teu país."
F.C.Porto 1 - Sporting C.P. 1. Quando a vitória parecia certa um braço fora da posição de matraquilho estragou tudo
Depois de uma sequência de resultados quase perfeita, um empate e dezoito vitórias, nas 19 primeiras jornadas, na 20ª o FCP sofreu a 1ª derrota, uma derrota surpreendente e que veio na pior altura, antes do jogo frente ao Sporting. A questão que se colocava era: que Porto no clássico? Um Porto marcado e acusar a derrota frente ao Casa Pia? Ou um Porto capaz de reagir, mostrar que foi apenas um percalço que não deixou marcas?
De início com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Martim Fernandes, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz, a exibição do FCP não foi famosa. Os portistas fizeram um jogo cauteloso, calculista, nunca quiseram correr grandes riscos, jogaram com os dois resultados que lhe interessavam, empate e vitória, estiveram perto de conseguir os 3 pontos, mas um lance no último suspiro não permitiu que a vantagem para o 2º classificado fosse reposta.
Sporting entrou melhor, posse, boa circulação, chegou mais vezes à área do FCP que o contrário, embora sem criar perigo. Aos poucos o conjunto de Francesco Farioli equilibrou, ficou por cima, Varela bem posicionado atirou ao lado. O jogo continuou na mesma toada até que um nevoeiro provocado pelas tochas atiradas pela claque dos Super-Dragões obrigou à interrupção do jogo - lamentável este comportamento que só prejudica a equipa e o FCP.
O jogo recomeçou e continuou muito mais disputado a meio-campo, que bem jogado e também muito parado, sem ocasiões de golo. O FCP nem de bola parada, no caso um livre de Gabri Veiga, chegava com perigo à baliza de Rui Silva.
O intervalo chegou com um nulo, resultado que se ajustava totalmente ao desenrolar do jogo que não foi um bom espectáculo nos primeiros 45 minutos.
Para a 2ª etapa, azuis e brancos com uma substituição, saiu Samu tocado e entrou Deniz Gül.
No reinício o Sporting voltou a entrar bem, ganhou três cantos, mas sem consequências. Na reacção, sempre lenta, sem correr riscos do conjunto de Francesco Farioli, nada a assinalar. Era um leão com mais bola e um Dragão na expectativa. Só aos 60 minutos o FCP ganhou o 1º canto.
Aos 62 minutos saíram Kiwior tocado, Gabri Veiga e Borja Sainz, entraram Thiago Silva, Fofana e Rodrigo Mora.
Os portistas não forçavam e já dentro dos últimos 15 minutos, quando pela 1ª vez foi com tudo para a área do Sporting e após um excelente cruzamento de Mora, vários remates contra o meco, Fofana acertou na baliza e colocou o FCP em vantagem. O lance ainda foi ao VAR, mas o golo foi confirmado. Aos 84 minutos saiu Martim Fernandes e entrou Francisco Moura. A perder o Sporting reagiu forte, Trincão ameaçou, Varela salvou um golo certo. Até que no último minuto dos 8 que Luís Godinho deu de descontos, um cruzamento de muito perto, encontrou o braço de Moura fora da chamada posição natural, isto é, na posição de matraquilho, Godinho marcou penálti. Luis Suárez atirou, Diogo Costa ainda defendeu, mas na recarga o colombiano marcou e empatou o jogo. Depois dos 90+12, duas vezes 90+6, hoje o Sporting marcou aos 90+8.
Tudo somado, o empate é um resultado justo e que permite ao FCP manter uma liderança ainda confortável. Mas falta muito campeonato e é preciso que já na Madeira frente ao Nacional, jogo complicado, volte um FCP mais forte, mais capaz de se impor e de regresso às vitórias.
Depois de não ter sido feliz - apetecia-me dizer outra coisa - em Rio Maior no jogo com o Casa Pia, hoje Francisco Moura voltou a estar na origem do golo do adversário.
É preciso dizer mais isto:
Voltamos ao tempo do FCP o mau da fita num futebol português de anjinhos. De um lado os bonzinhos, os meninos de coro, com fair-play até dizer basta, muito fidalgos a receber, incapazes de partir um prato, soltar um palavrão, os seus estádios são um exemplo, nunca se passa nada, são só beatos e beatas, igrejas onde semanalmente se celebram missas. Do outro, os malandros lá de cima, os maus da fita. Para ajudar a passar esta mensagem temos um jornalismo de merda, faccioso, sectário, antiportista que nem sequer procura a verdade.
Por exemplo, fiquei a saber hoje que, ao contrário do que pensava, nos balneários do Estádio Dragão não há apenas balneário do visitante, seja ele qual for, mas há um balneário do Sporting. Porquê? Porque segundo o panfleto da queimada e cito: "FCP enche balneário do Sporting com imagens provocatórias". Se a ânsia de atacar o FCP não fosse tanta, se se fizesse jornalismo correcto, com ética, bastaria cruzar informação e concluir que aquelas imagens já estão no balneário do VISITANTE, desde Setembro, como qualquer um que faça uma vista guiada ao Estádio do Dragão pode confirmar.
Mas se há coisa que me tira do sério é esta mania que os tipos de Alvalade são diferentes, uns cavalheiros, uns anjos a quem só faltam as asas. Ora vejamos três bons exemplos:
Tentativa de assassinato a adeptos do FCP após o jogo de hóquei em patins.
Recepção dos viscondes tão calorosa ao FCP que até derrubou o varandim de Alvalade e custou a vida a dois adeptos do Sporting. Mais e que nem poupou o médico do FCP, Dr. Domingos Gomes, que quando estava a assistir os feridos não foi poupado às pedradas que vinham de cima. E para terminar aquela pouca vergonha que nem poupou a Ministra Manuela Ferreira Leite que estava em representação do Presidente da República, quando o FCP vencedor da Taça de Portugal foi à tribuna do Jamor receber a Taça - https://www.youtube.com/watch?v=j5N2u3P9L7A&t=392s
Ah, são adeptos. Pois mas quando é com o FCP não há distinções, é tudo FCP. E sobre dirigentes, também podia falar de Góis Mota, Jorge Gonçalves, Paulo Pereira Cristóvão, viagens à China... e jogadores, vai de partir vidros dos camarotes até, nós aqui pisamos as cabeças.
Não somos uns anjinhos, não somos os meninos de coro, fazemos coisas erradas, temos comportamentos que merecem censura, mas não façam de nós FCP os maus da fita, os malandros, de um futebol português de anjinhos e santinhos, viscondes e viscondessas.
Repito e repetirei até à náusea. A diferença está na forma como a comunicação social trata o FCP, versus os dois rivais de Lisboa. No nosso caso, qualquer merdinha vira polémica com pilhas Duracell. No caso deles, omitem, branqueiam, dão pouca importância.
Não despertei para este problema agora, como podem ver em Anjos e demónios - https://dragaodoente.blogspot.com/.../anjos-e-demonios.html e Anjos e demónios, parte II - https://dragaodoente.blogspot.com/.../anjos-e-demonios...
Os portistas não metem a cabeça na areia, sabem muito bem quando a sua equipa joga bem, mal, ou assim assim. Por isso sabemos que ontem o FCP não fez uma exibição brilhante, foi demasiado conservador, arriscou pouco, jogou com a vantagem de 4 pontos que lhe permitiam em caso de vitória repor a vantagem antes da surpreendente derrota frente ao Casa Pia, no caso de empate manter tudo na mesma, continuar a ser a única equipa que só depende de si para ser campeã. Mas se é verdade que o Sporting teve mais iniciativa, mesmo que pouca para quem precisava de vencer e colocar mais pressão no FCP, circulou melhor, também é verdade que só criou dois lances de perigo quando já estava em desvantagem e obrigado a reagir. E só conseguiu o golo na recarga de uma penálti, penálti esse conquistado por uma abordagem errada de Francisco Moura que se esqueceu que agora os jogadores têm de ser matraquilhos.
Portanto, mesmo sendo suspeito, foi mais ou menos isto que se passou. Não me venham com narrativas que de um lado esteve um grande Sporting, do outro um pequeno FCP.
O capitão do Sporting, Morten Hjulmand, passou e passa os jogos à volta dos árbitros, pressiona do primeiro ao último minuto. O que se diria se fosse um capitão do FCP a fazer o mesmo? Pois, dir-se-ia o que se dizia quando os capitães do FCP não eram Diogo Costa e Alna Varela... eram João Pinto ou Jorge Costa, por exemplo.
A propósito dos apanha bolas, há uma certeza que tenho. Se fosse na Luz ninguém tinha visto e sabido nada. Eles escondiam as imagens. É a vergonhosa vantagem de transmitirem os seus jogos na BTV.
Entre o descaramento e falta de vergonha na cara e o ridículo que não mata nem paga imposto
O FCP perdeu porque não foi competente. E arranjar desculpas com o terreno, por mais que fossem óbvias as más condições, ou com a arbitragem, seria mau, ir por o caminho da desresponsabilização e essa não pode ser a cultura do FCP. Não foi assim que conquistamos êxitos para além do sonho.
Mas não brinquem connosco, nem com a nossa inteligência. É preciso ser muito intelectualmente desonesto, muito rasca, para dizer que no lance que envolveu Deniz Gül já no final do jogo, os jogadores estão a agarrar-se um ao outro. Mais, um programa que passa imenso tempo a analisar e falar sobre uma possível irregularidade no golo do FCP, coloca várias notas de rodapé a dizer, "golo polémico do FCP validado pelo VAR", ou "FCP marca com polémica, VAR ignora falta" e não analisa o lance do agarrão a Samu na 1ª parte e o já citado lance com Deniz Gül no final do jogo, não é um programa sério, é facioso, tendencioso, antiportista e tem de ser denunciado. E até ao clássico não vão faltar notícias "interessantes" sobre o FCP. Aguardemos, mas acho que até ao clássico vai ser giro ver o comportamento de alguns cartilheiros, paus mandados, câmaras de eco do antiportismo.
Entretanto, ficam alguns exemplos de como funciona a comunicação social. Num caso temos João Tomás na Sport TV a comentar o jogo do Benfica. Esquecendo que não estava na BTV, o ex-jogador foi apanhado a dizer, Bora, Bora, Bora, numa jogada de ataque do Benfica. São este tipo de comentadores incapazes de disfarçar o seu amor clubístico que o canal que transmite os jogos escolhe.
Noutro temos a Bola, agora como sempre, uma sucursal do SLB, que na ânsia de puxar e moralizar o seu clube nem percebe o ridículo da situação.
Sobre os OCS da Média Livre, Record, CM, NOW ou CMTV, já nada nos pode espantar. É lixo não reciclável.
Só alguém que desconheça alguns episódios do passado, não se lembre das malfeitorias que Vítor off-the-record Pinto fez contra o FCP, é que o contacta para mostrar preocupação, por mais que essas possam existir. Mas acredito muito mais na possibilidade dele andar pelas redes sociais do FCP, mas não só, e ver o que lá é dito e depois fazer disso notícia. A questão, comparação e preocupação entre o que sucedeu com a vinda de Pepe e a alteração de uma dupla, Felipe/Militão que era segura, passando o actual jogador do Real Madrid para lateral para colocar Pepe e agora a alteração da dupla Bednarek/Kiwior, o já apelidado de muro polaco, para a entrada de Thiago Silva, até pode pairar no espírito de muitos portistas, mas daí até se concluir que os resultados vão ser os mesmos, vai uma grande distância. Não podemos ao primeiro desaire colocar tudo em causa.
Nas 1ª mão das meias-finais de futebol feminino, o FCP foi empatar a dois, depois de estar a perder 2-0, em Guimarães frente ao Vitória, deixado tudo em aberto para a 2ª mão e sobre a possibilidade de estar na final do Jamor. Mas não vendo o jogo todo e portanto correndo o risco de ser injusto, fiquei com a sensação que a árbitro tem qualquer coisa contra o azul e branco.
O projecto do futebol feminino do FCP é um sucesso. Se logo no 2º ano a equipa puder estar na final da Taça de Portugal será um grande incentivo e a certeza que as coisas estar a ser bem feitas.
Luís Godinho: «O preço que se paga por ser sério é de tal forma alto...» vai ser o árbitro do clássico. Évora não nos larga.
Casa Pia 2 - F.C.Porto 1. Inventamos, mexemos, pagamos a factura. É preciso reflectir muito sobre esta derrota...
Depois da vitória no confronto com o Rangers que lhe garantiu a entrada directa nos oitavos-de-final e com a vantagem de só ter de pensar na Liga Europa em meados de Março e antes do clássico frente ao Sporting, jogo importantíssimo para as contas do campeonato, o FCP tinha de defrontar o Casa Pia, em Rio Maior e era fundamental vencer para entrar em campo contra o 2º classificado com a mesma vantagem - sete pontos. Não foi assim, os sete pontos viraram quatro.
Farioli mexeu em alguns lugares em relação ao jogo de quinta-feira e os Dragões iniciaram o encontro com Diogo Costa, Martim Fernandes, Thiago Silva, Bednarek e Francisco Moura, Pablo Rosario, Alan Varela e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz e entrou a dominar, encostou o Casa Pia lá atrás, ia ameaçando. Mas na primeira vez que ultrapassaram o meio campo, os casapianos marcaram. Defesa, centrais e Francisco Moura a dormir. Claramente contra a corrente do jogo, mas Dragões em desvantagem. Era preciso reagir e encontrar soluções frente a uma equipa com todos no último terço. Pensar e executar rápido. Mas não estava fácil. Futebol lento, previsível, sem largura.
Aos 25 minutos Samu agarrado na área, siga. Tentar entrar pelo meio em toquesinhos, era facilitar a vida à defesa do Casa Pia. Quando ia pelas laterais melhorava, embora pouco, mas a tendência era errar. Incrível o que perdeu Gabri Veiga sozinho na cara do guarda-redes.Varela também esteve perto de marcar num remate de fora.
Aos 41 Borja Sainz marcou, mas estava em fora-de-jogo. Com a equipa a perder as trocas de bola entre os centrais e o trinco irritava o mais calmo dos adeptos.
Para complicar na segunda vez que chegou a frente livre, bola metida na área, Thiago Silva fez auto-golo. Tínhamos uma muralha defensiva, mexemos, estragamos, temos uma defesa que sofre dois golos em duas jogadas. Culpa exclusiva de Francesco Farioli.
O jogo chegou ao intervalo com uma grande surpresa, Casa Pia a vencer por 2-0, culpa de um FCP permeável atrás, previsível no meio-campo e sem contundência na frente.
Na 2ª parte Alberto Costa entrou para o lugar de Martim Fernandes tão mal a defender como a atacar. Era preciso entrar com tudo, fazer um golo cedo, entrar rapidamente no jogo. E assim foi. Pablo Rosario marcou logo no primeiro minuto. Havia tempo, nada de precipitações. Mas não parecia ser essa a vontade de alguns jogadores do FCP.
Thiago Silva muito perto de se redimir, grande defesa de Patrick Sequeira. Borja Sainz escolhia sempre a jogada errada.
Farioli viu, aos 56 minutos tirou o espanhol e Alan Varela, meteu Froholdt e William Gomes.
Sempre pelo meio, sempre a afunilar. Sempre muitos toques na primeira fase de construção. Gabri perto do empate. Alberto Costa mal a cruzar. William a imitá-lo.
Porto pressionava, mas faltava critério, criatividade, ataque e principalmente calma a abordar os lances, mais cabeça. Aos 70 saíram Pepê e Thiago Silva, entraram Oskar Pietruzesvky e Deniz Gül que podia ter feito muito melhor perto da baliza.
Casa Pia na única ida à frente ia marcando. E os cruzamentos continuavam muito mal. William teve uma entrada muito dura, foi expulso. Clara falta de maturidade, atitude lamentável e notório prejuízo da equipa. Enfim... quando era preciso todos para a remontada, Porto com menos um.
Jogo parado para assistir o jogador lesionado, guarda-redes caiu quando o colega entrou.
Nem de livre pertíssimo da área o FCP lá ia. Asneiras atrás de asneiras. Que pobreza franciscana. Com o FCP a ser incapaz de fazer o mínimo, como seja cruzar em condições, Diogo Costa evitou o 3°. A incapacidade do FCP em fazer as coisas certas era a marca na noite de hoje. E o jogo terminou com a derrota do FCP, a primeira e antes do clássico frente ao Sporting.
Quando se tem um centro da defesa que é uma muralha, mudar para quê? Só se for para piorar. E de repente uma defesa que era fortíssima, um certificado de garantia, passou a ser permeável, sofreu num jogo metade dos golos que tinha sofrido nas 19 jornadas anteriores. Mas seria redutor dizer que foi apenas a defesa, não hoje não foi apenas a defesa que esteve mal, foi o colectivo que não fez nada de jeito. Meio-campo incapaz de encontrar os espaços para servir os avançados, lento a pensar e executar, afunilava quando se pedia que jogasse pelas laterais. Os avançados por sua vez nunca encontraram os caminhos da baliza. Se Samu sempre muito marcado tinha muitas dificuldades em encontrar espaços, os alas Pepê, Borja e William - este com a agravante de ser expulso numa altura em que a equipa procurava o empate -, raramente fizeram alguma coisa de jeito. Oskar Pietruzesvky até entrou com vontade, foi o melhor dos quatro, mas estava praticamente sozinho.
Este era um jogo que era importante vencer. Mas o FCP que até não entrou mal, depois do bolo sofrido nunca mais se encontrou, viria a sofrer outro perto do intervalo que ainda complicou mais. Apesar de reduzir logo no recomeço da 2ª parte e ter uma posse de bola esmagadora, as oportunidades não foram muitas e nas poucas que teve foi incapaz de fazer pelo menos um golo.
Continuamos líderes isolados, numa situação privilegiada, mas é preciso tirar todas as ilações desta derrota.
Veremos como a equipa que vinha numa sequência extraordinária no campeonato, vai reagir a este desaire que não estava nas previsões de ninguém. Na próxima segunda-feira frente ao Sporting, veremos que Porto teremos. É é preciso um Porto muito diferente e a um nível muito mais alto.
Nota final:
Não entro em euforias excessivas, como não entro em depressão porque perdemos um jogo que devíamos ganhar. Não fico prostrado, mesmo estando muito fod...
PS - Podia falar do árbitro e dos agarrões, mas quando cheiraria a desculpa e não quero desculpas.























