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F.C.Porto 3 - Feyenoord 2. Objectivo cumprido, mas há muito que reflectir


Podemos olhar para o jogo de ontem e até para o que foi a participação do F.C.Porto na Fase de Grupos da Liga Europa e dizer: ganhamos, estamos nos 16 avos-de-final e em 1° lugar, concluir que tudo está bem quando acaba bem, tecer loas, fazer uma festa.
Como não é essa a minha forma de ser portista, não sou cego, não gosto de me enganar a mim próprio nem àqueles que fazem o favor de ainda ir passando por aqui, digo o seguinte: o objectivo foi conseguido, sim, e se por um lado isso não pode ser desvalorizado, por outro é importante reflectir e questionar, porquê, com cinco meses de trabalho, a equipa do F.C.Porto estar longe de ser consistente, equilibrada, organizada, os processos não estão consolidados, a qualidade de jogo deixa muito a desejar, tirando os lances de bola parada o F.C.Porto parece um grupo de jogadores desconhecidos que se reúnem apenas na véspera dos jogos?
Portanto, para mim e nesta altura, sendo realista, mais que falar na possibilidade de ganhar a Liga Europa, devemos colocar todo o enfoque na melhoria da qualidade de jogo e nos jogos do campeonato. Só assim podemos crescer como equipa e então lá mais para a frente, se for o caso, elevar a fasquia. Ajudaria que o líder da equipa técnica, definitivamente, serenasse, encontrasse a tranquilidade necessária para tomar as melhores decisões antes, durante e após os jogos.
Não nos esqueçamos que o F.C.Porto investiu mais de 60 milhões no reforço da equipa, tem esta época o maior orçamento da história, são quase 200 milhões de euros.

Porque me apeteceu...


Sou do tempo em que nós, portistas, não ganhávamos nada, mas os elogios não faltavam. Éramos considerados uns tipos porreiros, finos no trato, fidalgos a receber, uns simpáticos andrades cheios de fair-play.
Depois foi preciso ousar, ir à luta, desbravar caminhos, derrubar obstáculos, enfrentar duras batalhas, vencer guerras. E nós ousamos, fomos à luta, desbravamos caminhos, derrubamos obstáculos, vencemos muitas e duras batalhas, muitas guerras, conseguimos equilibrar as coisas. E ganhamos poder, força, influência, deixamos de ser andrades e passamos a ser Dragões, mais que respeitados, passamos a ser temidos e até odiados. O que se seguiu é conhecido. Enquanto cá dentro os cães ladravam, derrubamos fronteiras, conquistamos a Europa e o Mundo, tornamos-nos um caso de estudo. "Como é possível um clube da 2ª cidade de um país pobre e descaradamente centralista, ter tanto sucesso, bater-se até ganhar aos grandes tubarões do futebol?", perguntavam os experts, espantados com tamanhas façanhas e descaramento.
Só que agora, se por um lado vamos conseguindo uma ou outra proeza nas provas externas que ainda nos mantém num patamar de prestígio que nos deixa orgulhosos, por outro é triste constatar que o F.C.Porto perdeu muita da força, do poder e influência que tinha, deixou de ser respeitado e temido como era no passado recente. E assim, o que vemos? Vemos que todos os dias nos queixamos dos árbitros, do CA, do Meirim e do CD, do Gomes e da FPF, do Proença e da LPFP, da justiça, do governo, do IPDJ, do secretário de estado da juventude e desporto, dos órgãos de comunicação social que não nos respeitam, mas que tratamos com fidalguia, etc. E alguém nos leva a sério, nos liga alguma coisa? Nada. Até gozam connosco. Por isso disse que me cansei de ser uma espécie de D.Quixote a lutar contra moinhos de vento. Como chegamos aqui? Não sei, mas de certeza que a culpa não é minha, apenas na minha condição de sócio e adepto do F.C.Porto, como é óbvio. Como vamos sair daqui? Sem esquecer que é fundamental gerir bem, ter políticas desportivas coerentes e assertivas, bons técnicos, bons jogadores e boas equipas - adeptos está provado que temos -, recuperando o espírito do passado e sem medo enfrentando todos poderes ao mais alto nível. E quem não estiver imbuído deste espírito que saia de cena. Só assim valerá a pena.

A prova provada do que eu disse sobre não termos qualquer poder, força, influência, não nos respeitam e até gozam connosco, é a diferença entre o que se passou em Portimão e no Bessa. Em Portimão, num lance muito duvidoso - o do penálti que deu origem ao 1º golo do F.C.Porto -, em que mesmo após várias repetições não se consegue ver se é ou não braço ou peito na bola, o VAR desse jogo, Vasco Santos, depois do Benfica com o apoio dos freteiros recadeiros, cartilheiros e afins, ter feito pressão, foi obrigado pelo Conselho de Arbitragem a vir pedir desculpas. No jogo do Benfica no Bessa, o 2º golo do Benfica é uma falta clara - o jogador do Boavista até se lesionou no lance, lesão grave, entorse do joelho -, o VAR, Hélder Malheiro, não só não assinalou como não veio pedir desculpas. É uma diferença notória e a culpa não é nossa, como hoje mais uma se provou, os adeptos continuam a dar muito mais do que recebem.

Outro sinal:
Retirado do site da Bola:"paulomar21 08-12-2019 22:54
"Com isto, estes azeiteiros já vão a 4, apesar do Flatulento achar q estão a fazer uma bela campanha nacional e europeia!"
Pergunto: como é possível que o F.C.Porto não tome qualquer posição sobre esta vergonha e pior, não os coloque no seu lugar, permitindo que estejam nas CI de antevisão, façam perguntas e tenham respostas?
Qualquer anão se põe em bicos dos pés às custas do F.C.Porto.

Belenenses SAD 1 - F.C.Porto 1. 
Entrada forte, pressionante, mandona do F.C.Porto, 30 minutos bons, um golo do Belenenses SAD contra a corrente de jogo, um golo dos Dragões que o VAR anulou, meia justiça no golo de Alex Telles. Depois e até ao intervalo já não houve o mesmo Porto.
Má entrada na 2ª parte, melhorias claras após as entradas de Sérgio Oliveira e Nakajima para os lugares de Manafá - como se explica que tenha jogado 63 minutos? Não foi só o que não fez, foi o que estragou - e Loum, domínio total até final, mas à falta de eficácia em duas ou três oportunidades - Belenenses também as teve, numa Marchesín fez um milagre - juntou-se um mal que que repete: passes errados, más definições, cruzamentos para as mãos do guarda-redes, vários jogadores a andarem demasiado com a bola em vez de soltar no pé ou no espaço. E como se fosse pouco, os dois avançados não deram uma para a caixa.

Nota final:
Quando há déficit de talento - quem são os talentos deste F.C.Porto? Quem num lance de génio é capaz de resolver? Corona quando está inspirado? Luis Díaz? Nakajima? -, o colectivo tem de ser muito forte e este colectivo do F.C.Porto ainda está longe de ser.



F.C.Porto 2 - F.C.Paços de Ferreira 0


Sucintamente:
Na ressaca de uma importante e vitoriosa jornada europeia, um F.C.Porto sem grande brilho, venceu naturalmente e com justiça, o Paços de Ferreira, por 2-0, num jogo que valeu pelo golaço de Zé Luís.

Taça da Liga, Casa Pia 0 - F.C.Porto 3.
Vitória normal e natural da melhor equipa e por um resultado que lhe permite abordar a última jornada, em Chaves, sem a necessidade de vencer - basta o empate para chegar à final-four.
Destaque para a estreia do jovem de 17 anos, Tomás Esteves. E já agora, para o excelente relvado...

Também eu

Gémeos siameses. Separados à nascença, juntos pelo parlamento

Finalmente livre para trabalhar com o SLB. Pode arrancar a Universidade...


E se os treinadores dos clubes começassem a questionar as opções dos seleccionadores?


Se A Bola e Duarte Gomes, Dudu, deram nota positiva ao árbitro ... ainda bem que o ridículo não mata!


O currículo do "anjinho" impressiona... uma pena que o senhor presidente do F.C.Porto que devia estar na 1ª linha do combate aos inimigos, agora não esteja para perder tempo com os inimigos, seja só paz e amor
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Marchesín, Saravia, Uribe e Luis Díaz...


Marchesín, Saravia, Uribe e Luis Díaz, tiveram um comportamento inaceitável, erraram, já começaram a pagar, vão certamente levar um bom corte no salário. Mas no F.C.Porto não se condena ninguém às galés. Assim, Marchesín, Saravia, Uribe e Luis Díaz não devem ser olhados de soslaio, ostracizados, os bodes expiatórios de qualquer coisa que possa correr mal no futuro.

É verdade e não me canso de o repetir: o F.C.Porto tem de estar sempre acima de tudo e de todos e quem o representa profissionalmente tem de ter isso sempre bem presente. Desde os dirigentes, passando pelos técnicos jogadores e terminando nos mais simples funcionários. Sendo que quanto mais alto se está maiores são as responsabilidades.

Vencer na Alemanha, o Kiel, é extraordinário, perder no Dragão Arena por um golo - 29-30 - nos pormenores, com o Kiel, é natural, não belisca em nada a excelente prova que o F.C.Porto está a realizar na Champions League de Andebol. Ver o F.C.Porto a competir a este nível e a bater-se pelos resultados com as melhores equipas do mundo, é algo que nos deve orgulhar e que muito poucos ousariam perspectivar.

A forma ligeira e despreocupada como os analistas e escrivões de artigos e editoriais encararam as decisões dos tribunais que beneficiaram o Benfica, ilibando-o de cumprir castigos e que contrariam as leis da FIFA e da UEFA e que podem levar os organismos que regem o futebol mundial e europeu a tomar medidas que podem penalizar todo o futebol português, particularmente os clubes que participam nas provas europeias e as selecções nacionais, não surpreende. Eles só rasgariam as vestes se o beneficiado das decisões estapafúrdias fosse o F.C.Porto.

Rangers 2 - F.C.Porto 0. Exibição pobre, derrota justa


Com três centrais, Mbemba, Pepe e Marcano, Manafá na direita, Alex Telles na esquerda, Danilo atrás de Otávio, Corona e Uribe e com Soares mais adiantado, o F.C.Porto fez 15 minutos de bom nível, esteve por cima, muito perto do golo. Mas a partir daí a qualidade de jogo portista baixou bastante, raramente conseguiu ter bola, ligar as jogadas, aproveitou o Rangers para equilibrar, depois dominar, chegar mais vezes à área de Marchesín e se é verdade que não teve uma grande oportunidade de golo, também é verdade que o perigo rondou a baliza do F.C.Porto.
O nulo ao intervalo justificava-se, mas prometeu bem mais a entrada em jogo e os primeiros 15 minutos da equipa de Sérgio Conceção.

Na segunda-parte, Pepe lesionou-se logo no início, entrou Luis Díaz e quando se esperava que Sérgio Conceição aproveitasse para desfazer o sistema de três centrais, o treinador do F.C.Porto não foi por aí, manteve o sistema. Alex Telles passou a central pela esquerda, Manafá para defesa-esquerdo, Corona até aí o único jogador que foi capaz de ter bola e a levar para a frente, recuou para lateral de uma defesa que manteve Mbemba e Marcano. E o jogo portista se já não funcionava, piorou, tornou-se uma confusão pegada. O F.C.Porto nunca foi uma equipa que teve bola, nunca conseguiu ligar jogadas, chegar na frente com critério, apenas por uma vez ameaçou verdadeiramente a baliza dos escoceses. O Rangers aproveitou, com a defesa portista a ver, em 4 minutos fez dois golos, Dragões derrotados e em posição muito difícil na Liga Europa.
Tirando o quarto-de-hora inicial foi mais uma pobre, muito pobre exibição do F.C.Porto.

Neste momento, sem exagerar, à altura daquilo que se exige a um clube com o prestígio do F.C.Porto... só os adeptos que mais uma vez estiveram em bom número e apoiaram sempre. Daqui a um mês, na próxima edição da Revista Dragões, o senhor presidente diz mais alguma coisa.

E não vale a pena dizer mais nada, quem tem de dar explicações que dê. Para mim isto que aconteceu em Glasgow não é surpresa.

Um Dragão à altura dos seus pergaminhos ganhava os dois jogos que faltam e qualificava-se para a fase a eliminar. Mas quem nesta altura se atreve a perpectivar uma prestação dessas, mesmo que os adversários sejam equipas, Young Boys e Feyenoord, a quem em condições normais o F.C.Porto tem obrigação de vencer?

PS - Este foi o último post em que mandei bitaites sobre um jogo do F.C.Porto. A razão é simples: para bitaitar de forma séria tenho de ver os jogos e até ao fim. Como ultimamente já por várias vezes fiquei incomodado, as exibições mexeram comigo, dou-me vontade de deixar de ver, ir fazer outra coisa qualquer e não fiz porque fazia os posts dos jogos, para terminar com isso a melhor coisa a fazer é não fazer posts do pós jogo.

F.C.Porto 1 - D.Aves 0. Tirando os 3 pontos, sobra muito pouco


Mesmo marcando cedo, Marcano aos 13 minutos, o F.C.Porto não encontrou inspiração para fazer uma boa exibição. Salvaram-se os 3 pontos e pouco mais.
Na primeira-parte, tudo muito lento, previsível, atabalhoado, para além do golo apenas um remate de Luis Díaz para uma boa defesa de Aflalo e mais nada de relevante - se não contarmos com duas decisões do árbitro em lances na área do D.das Aves. No primeiro começou por assinalar penalti, mas recuou depois de ver as imagens no televisor. No segundo, bola no braço do defesa dos avenses, nem precisou de ver para não assinalar.

Na segunda-parte, mais do mesmo. Mesmo com as substituições, ao minuto 56 saíram Mbemba e Luis Díaz e entraram Alex Telles e Zé Luís - mais tarde saiu Otávio e entrou Uribe, minuto 83 -, o F.C.Porto só conseguiu fazer a primeira jogada em condições e criou perigo, já a etapa complementar ia quase a meio, valeu a excelente defesa do guarda-redes do Aves a cabeçada de Pepe. Depois e até final, nada mais de especial se passou.
Assim e tudo somado, frente ao último classificado, vitória pela diferença mínima, justa - o D.Aves não criou uma oportunidade de golo -, mas com uma exibição muito fraquinha. O cansaço não explica tudo - aliás, se foi cansaço é preocupante, já na quinta-feira e no próximo domingo, frente ao Rangers na Escócia e no Bessa com o Boavista, há dois jogos muito complicados e exigentes.

Notas finais:
Chega a deixar qualquer um com os cabelos em pé a quantidade de jogadas em que os jogadores do F.C.Porto, com opções melhores e mais fáceis, escolhem as piores e mais difíceis. O mesmo se passa com os passes de ruptura, saem quase sempre mal. E mesmo passes simples a quantidade de erros é para esquecer.

O árbitro, Hélder Malheiro, esteve ao nível do jogo, fraco. Veremos o que dizem os experts...



As voltas que a vida dá...


Em 2008 o F.C.Porto sofreu um dos mais vis e miseráveis ataques da sua centenária história. De conluio com o Vitória S.C. que fez na ocasião o papel de chega rebos, e com a cumplicidade de muita gente ligada ao futebol português, o SLB, 4º classificado e a 23 pontos do campeão F.C.Porto, tentou afastar os Dragões da Champions League. Nessa altura, Fernando Gomes, actual presidente da FPF, era administrador da SAD portista e acredito, sentiu o mesmo sentimento de revolta que todo o universo que torce pelo F.C.Porto, sentiu. Ora, um dos mais activos nessa desprezível e vergonhosa campanha foi José Manuel Delgado, "jornalista" sem ética e deontologia, um faccioso, sectário e fanático benfiquista e um anti-portista primário. O director-adjunto de A Bola, com o apoio do jornal, tudo fez para que o F.C.Porto fosse afastado e o seu lugar ocupado pelo Benfica que assim subiria um degrau e estaria nas pré-eliminatórias.
O freteiro e A Bola trataram o caso como se fosse uma guerra entre Benfica - o Vitória apenas deu jeito...- e um qualquer clube estrangeiro e não com o F.C.Porto, repita-se, indiscutível vencedor do campeonato 2007/2008, campeonato que festejou a várias jornadas do fim.
Ontem, Delgado lançou um livro e quem lá estava a apadrinhar? Pois, Fernando Gomes...
Porque tenho memória do que se dizia na Bola na época do Penta, também não posso deixar de manifestar a minha tristeza por ver Fernando Santos, Seleccionador Nacional de Portugal, juntar-se à festa e apresentar o livro.
É caso para dizer: as voltas que a vida dá...


S.C.Marítimo 1 - F.C.Porto 1. Houve atitude, mas faltou o resto...
Começando cedo a perder, iam decorridos 11 minutos, numa má abordagem a um canto, o F.C.Porto foi à procura do prejuízo, foi superior, criou algumas oportunidades, na mais flagrante, Amir fez uma excelente defesa e negou o golo a Luis Díaz, mas não conseguiu marcar, foi para o intervalo a perder injustamente. O Marítimo bateu-se bem, deixou a pele em campo, mas fez pouco para estar em vantagem.

Na segunda-parte o F.C.Porto entrou forte e determinado a mudar o rumo dos acontecimentos. O conjunto azul e branco teve atitude, trabalhou, foi para cima, dominou o tempo todo, o Marítimo poucas vezes saiu para o contra-ataque, mas frente a uma equipa que só defendeu e nunca hesitou em recorrer a falta para cortar o ritmo e parar o jogo, raramente foi capaz de encontrar espaços e quando os teve, às vezes optou e definiu mal, outras faltou capacidade para marcar. Também porque em jogos com equipas que defendem com todos lá atrás, falta a este Porto génio, criatividade, jogadores capazes de tirar um coelho da cartola, decidir um jogo. Tudo somado, foi muita parra e pouca uva. E depois da excelente exibição frente ao Famalicão e a chegada à liderança, este jogo é mais uma desilusão.

Notas finais:
Não se posso criticar as  substituições, a intenção foi boa, mas Nakajima não tem a capacidade que tinha Brahimi para desequilibrar, Zé Luís nada fez, pior, só estragou, e Alex Telles quando entrou ainda marcou o canto para o golo do empate. mas em tão pouco tempo não se podia pedir mais.

Jorge Sousa, nos segundos 45 minutos, com seis substituições e com tantas paragens, deu apenas 6 minutos. Já era pouco, mas se nem se jogou metade desse tempo, está tudo dito sobre o árbitro do Porto, mas que nos jogos do F.C.Porto nunca é muito feliz.
Já na primeira-parte, tinha tido um critério disciplinar surreal, critério que manteve na segunda, sempre em prejuízo do F.C.Porto.
É, com este verdadeiro artista que sabe a quem agradar para ser o melhor classificado...

O F.C.Porto sempre foi um clube muito discutido...
Porque sou um adepto que não falta ao respeito à Instituição e a quem a serve profissionalmente; que quando crítica está sempre de boa-fé, procura ser objectivo e construtivo; não me sinto atingido nem enfio a carapuça na questão das redes sociais, lamentável tirada de Sérgio Conceição na conferência de imprensa no final do jogo. Mas não ficaria de bem com a minha consciência se não dissesse o seguinte:
O F.C.Porto sempre foi um clube muito discutido. Agora é na NET e no conjunto das suas várias opções, twitter, facebook, blogues, sites, etc., no passado era nas tertúlias que se juntavam em tascos, cafés, o Velasquez e o Bom-Dia são dois bons exemplos, junto à rampa da Maratona Sul e da entrada para o Departamento de Futebol, nas Antas até havia o chamado e muito badalado Tribunal das Antas. No F.C.Porto mesmo os treinadores que marcaram a história foram criticados e assobiados, houve até treinadores bicampeões que foram sistematicamente insultados, tanto que a sua vida pessoal e familiar se transformou num inferno.
Assim, como portista de longa data e atento, afirmo sem admitir desmentidos: Sérgio Conceição tem sido e de há muitos anos, o treinador mais apoiado e mais tolerado pelos adeptos, mesmo em circunstâncias bem difíceis e complicadas para a equipa do F.C.Porto. Por isso não compreendo mais uma reacção completamente desabrida do treinador do F.C.Porto, como não compreendo o apelo à unidade. Mas que unidade? A unidade de dizer branco quando é manifestamente preto? A unidade cínica, sonsa e hipócrita? A paz dos cemitérios? Só resta aos adeptos bater palmas, mesmo quando as exibições são muito fracas e os resultados muito maus?
Não, Sérgio, o F.C.Porto nunca foi isso e se alguma vez se tornar nisso é muito mau sinal.
Por isso, a um treinador do F.C.Porto pede-se que se faça notar pela qualidade de jogo da sua equipa, pelos resultados conseguidos e não por tiradas que revelam uma cabeça demasiado quente. Um treinador tem de saber conviver com as críticas, não se deixar perturbar por elas, se acredita no seu trabalho vai em frente, dá a resposta no campo... mas para isso tem de ter a frieza necessária para tomar as melhores opções.

Mas isto são sinais dos tempos... tempos em que um árbitro que prejudicou o F.C.Porto em todos os últimos jogos dos Dragões e que esteve no maior escândalo do Século - o golo invalidado a Herrera num F.C.Porto - Benfica, com Jorge Sousa a apitar a milésimos de segundo da bola entrar na baliza e com isso impedindo o VAR de agir e evitar esse autêntico roubo de igreja -, não é colocado em causa pelo F.C.Porto - o SLB por muito menos condicionou tudo e todos, obrigou um árbitro a meter baixa...- e assim continue impávido e sereno a ser nomeado para jogos dos portistas e a ter actuações como a de ontem. Este verdadeiro artista, repito, sabe bem a quem agradar para ser o 1º classificado no final da época.

Ontem na Luz o JN foi impedido de ir para a a tribuna de imprensa. O clube do regime não esteve com mas nem meio mas, não gostou de uma pergunta que um jornalista do jornal fez a JJ e pumba, não há credencial para ninguém. Já o F.C.Porto muito legalista, muito cumpridor, permite não só que alguns freteiros e cartilheiros entrem, como até lhes permite fazer perguntas nas conferências de imprensa.

O F.C.Porto não pode ficar pelas críticas ao árbitro Jorge Sousa apenas no Porto Canal...

O caso de Raul Alarcón. Manda o bom senso esperar para ver


No caso de Raul Alarcón, atendendo às circunstâncias - um controlo após uma queda violenta que o atirou para a mesa de operações e com os consequentes tratamentos e vários tipos de medicação -, mandaria o bom senso que se esperasse para ver. Mas não, o ciclista da W52 - F.C.Porto já está condenado e até por alguns portistas como Miguel Sousa Tavares. O colunista, cujo o enquadramento da notícia, no início da abordagem, deixa muito a desejar, não tem em conta vários factores importantes e que podem alterar a decisão, aliás na mesma linha do que aconteceu com Rui Vinhas - AQUI.
Portanto, sem meter a cabeça na areia, aguardemos... mas também ver adeptos de um clube, concretamente o Benfica, cujo currículo em casos de doping não tem paralelo no desporto português, que tem telhados de vidro que nunca mais acabam e para todos os gostos, leia-se, modalidades, cavalgarem o caso Alarcón, não deixa de ser sintomático...

Sobre as claques e falo sobre as do F.C.Porto, a minha posição é conhecida...
As claques nasceram para acarinhar, ajudar, com o seu entusiasmo e o seu apoio, as equipas dos seus clubes a serem mais fortes. Ainda me lembro, como se fosse hoje, do momento em que a claque do F.C.Porto soltou um enorme pano azul e branco e que ocupou quase toda a parte inferior da antiga arquibancada do antigo e saudoso Estádio das Antas, para espanto de todo o restante público e também dos escoceses do Aberdeen. Nunca tinha(mos) visto nada igual e aquele pano criou uma atmosfera que muito contribuiu para motivar, galvanizar e ajudar o F.C.Porto fazer uma grande exibição e a vencer o jogo. E não foi frente a uma equipa qualquer, foi frente a uma equipa que na altura era das mais poderosas da Europa e treinada por um técnico que viria a marcar a história do Manchester United, do futebol britânico e europeu, Alex Fergusan. Depois as coisas foram evoluindo, as claques crescendo, ganharam uma força e um poder excessivo, desvirtuaram-se, não raras vezes foram intervenientes e protagonistas em acontecimentos condenáveis.
Nos últimos anos, apesar dos tempos de crise que o F.C.Porto atravessa, as claques, LEGALIZADAS, do F.C.Porto, Super- Dragões e Colectivo, salvo uma outra excepção, têm tido um comportamento que não merece reparos, têm estado em todo lado, os seus cânticos de apoio fazem-se notar, não apenas com eles, mas muito por causa deles, o F.C.Porto nunca caminha sozinho. Têm dado muito mais do que têm recebido. Há quem dia, aqui d' rei, não pode ser assim, deviam apertar a SAD, treinador e jogadores, mandar uns petardos à camioneta, dar uns murros nos carros dos jogadores, etc. Muito bonito e muito didático. Isto está mal, é preciso mudanças, ninguém se chega, ninguém contesta nada, as claques que façam o trabalho sujo. Não, as claques não servem para isso, como não servem para atacar e perseguir aqueles que dentro dos seus direitos legítimos, criticam com respeito, objectividade e de forma construtiva, dirigentes, técnicos e jogadores. Espero que nunca cheguemos a este ponto no meu clube. Mas se isso acontecer, se a gritaria, a ameaça, a baderna, foi a forma de alterar o que é preciso alterar... é muito mau para o futuro do F.C.Porto.

Uma boa escovadela é fundamental...
No congresso da CIP, o ex-árbitro e agora presidente da Liga, Pedro Proença, em resposta a uma pergunta de Pedro Pinto - o da TVI e que às vezes, por coincidência, claro, engana-se e troca o nome do F.C.Porto...- moderador do painel, acerca do golo de Maicon no Benfica 2 - F.C.Porto 3, época 2011/2012, disse que se fosse agora, com VAR, não validaria o lance, por fora-de-jogo do na altura central do F.C.Porto. Ora, Proença disse o óbvio, mas é preciso ir mais longe e dizer umas coisitas mais.
Primeiro, parece que Pedro Pinto ainda não deglutiu aquele golo e de cachecol do SLB ao pescoço, não se inibiu de mesmo num congresso da CIP, colocar a questão a Pedro Proença - é mais um sinal deste nacional benfiquismo bafiento e que nem no tempo da outra senhora encontra paralelo.
Segundo, pena que Pedro Proença não tenha ido mais longe e explicasse porque não marcou um penálti claro de Cardozo, num lance antes do golo que deu a vitória portista, em que o paraguaio que representava o Benfica jogou andebol na área e o que acha faria o VAR nessa circunstância? Sim, porque a grande questão é, porque estando a dois metros do lance, o árbitro não marcou penálti. Sim, porque se o lance de Maicon é de responsabilidade do árbitro assistente, esse é do árbitro e só do árbitro.
Terceiro, como se recordam e isso foi aqui muito badalado, se não estou em erro, esse jogo foi a 9 jornadas do fim, o F.C.Porto saiu da Luz com uma vantagem de 3 pontos, viria a perder 4 - empates com Académica e Paços de Ferreira -, o que significa que se o Benfica, em vez de se queixar muito e com a ajuda da propaganda e das vaquinhas que na comunicação social estão sempre ao seu serviço, fizesse o seu trabalho, teria sido campeão. Aliás, foi o que fez no ano seguinte o F.C.Porto. Nunca baixou os braços, acreditou até ao fim, Kelvin marcou, Jesus ajoelhou e F.C.Porto campeão.
Mas como podem ver, os efeitos da propaganda rendem, passado tantos anos o lance do golo de Maicon ainda é considerado o que decidiu aquele campeonato. Campeonato que o SLB através de Gabi, papagaio verde de bico encarnado, e com a ajuda do mesmo antro de sempre, considerou um tributo dos árbitros.

Nota final:
A RTP Porto faz 60 anos. No meio de tantas peças e tantas recordações, ingenuamente, ainda fiquei na expectativa de ver alguma coisa sobre a histórica vitória do F.C.Porto na Taças dos Campeões Europeus de 1987 - até porque hoje é dia de Champions -, mas sou mesmo um totó! Os da redacção da RTP Porto, Hugo Gilberto, Carlos Daniel, Hélder Silva, etc., como sabemos, são muito sensatos direitinhos e equilibrados.



PS - Continua a ser apenas para manter o tasco aberto...

Miguel Sousa Tavares para manter o "tasco" aberto


Notas:
Obviamente, o administrador financeiro tem responsabilidades, desde logo porque não só não dá um murro na mesa, como é conivente, mantém-se no cargo. Mas não é Fernando Gomes que determina a gestão desportiva...

Eh, pá, parece que temos um Iniesta no Olival. Se ele pedir a Lua, dêem-lhe a Lua...

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