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F.C.Porto 2 - F.C.Vizela 0. Vitória que não merece discussão, numa exibição com pouco brilho


Sem alguns jogadores habitualmente titulares, desgastado por uma sequência de jogos que não permite muito tempo para descansar e sem qualquer margem de manobra, o F.C.Porto defrontou e cumpriu a sua obrigação, venceu o Vizela por dois golos sem resposta.


De início com Diogo Costa, João Mário, Pepe, Marcano e Wendell, Pepê, Uribe, Grujic e Galeno, Taremi e Evanilson, a equipa de Sérgio Conceição - hoje substituído no banco por Dembelé -, entrou por cima, ao minuto 5 Uribe em boa posição cabeceou, mas errou o alvo por pouco.
Aos 12 minutos e já depois ter amarelado, bem, Wendell, Cláudio Pereira fez o mesmo a Taremi, vendo uma simulação que não existiu.
O Vizela ia tentando reagir, Dragões insistiam, estiveram novamente perto do golo, João Mário atirou para fora. Faltava melhor definição e mais contundência no último terço ao domínio dos azuis e brancos. Era ver quem enrolava mais e quem errava mais passes junto à área dos minhotos, isso e uma flagrante falta de criatividade.
Já com o intervalo à vista, recuperação e pressão alta dos portistas, erro dos vizelenses, Evanilson assistiu numa bandeja para Pepê inaugurar o marcador. Marcador que podia ter voltado a funcionar se Galeno optasse por rematar em vez de passar.

Assim, F.C.Porto na frente pela diferença mínima, resultado que podia ter pelo menos mais um golo. 

Para a segunda-parte F.C.Porto com o mesmo onze, entrou a tentar fazer rapidamente o 2°, Evanilson na cara do guarda-redes falhou uma clara oportunidade.
Ao minuto 58, Wendell saiu lesionado, deu lugar a Zaidu.
O futebol portista estava longe de ser brilhante, alguns jogadores erravam mais do que acertavam. Pepê persistia em complicar na saída para o ataque, Taremi continuava a passar ao lado do jogo, Uribe complicava. Quando se jogava simples, o perigo rondava a baliza do Vizela.
Com o resultado na diferença mínima e longe de estar decidido, saiu Evanilson, entrou Toni Martínez, F.C.Porto com dificuldades em "matar" o jogo. Mas o futebol nos seus encantos tem razões que a razão desconhece. Taremi que não tinha feito nada de relevante, fez o segundo, tranquilizou as hostes ao minuto 86.
De seguida saíram Grujic, Galeno e João Mário, entraram André Franco, Vasco Sousa e Gonçalo Borges - alguém diga ao Gonçalo que o futebol é um jogo simples e quando se tem três colegas sozinhos deve-se passar a bola em vez de fazer malabarismos inconsequentes.

Até ao final mais nada digno de registo, o jogo terminou com a vitória justa do F.C.Porto por 2-0, num jogo que esteve longe de ser brilhante da equipa de Sérgio Conceição. Seguimos...

C.S.Marítimo 0 - F.C.Porto 2. Nem uma arbitragem deplorável que permitiu tudo, evitou a vitória dos Dragões


Correndo atrás do líder que tinha mais dois jogos disputados - agora só tem um - e ganhos, ao F.C.Porto só a vitória interessava frente ao Marítimo no tradicionalmente difícil estádio dos Barreiros.

Com Diogo Costa, João Mário, Pepe, Marcano e Zaidu, Otávio, Uribe, Bernardo Folha - grande surpresa - e Galeno, Pepê e Taremi, os Dragões venceram a batalha da Madeira, continuam na luta pelo principal objectivo da época, o bicampeonato.
Primeiros 15 minutos, Porto a procurar o ataque, muitas vezes de forma atabalhoada, Marítimo muito agressivo e a tentar condicionar a saída portista, Fábio Veríssimo a permitir o jogo duro dos madeirenses. Era um fartar vilanagem por parte do árbitro, valia tudo.
Com os campeões a acusarem a dureza dos insulares, incapazes de pegar no jogo, gizar jogadas com princípio, meio e fim e alguns jogadores mal - Taremi e Pepê, principalmente -, o Marítimo até foi mais perigoso, esteve mais perto do golo.
Bernardo Folha levou dois amarelos, foi expulso, idem para Sérgio Conceição e o seu adjunto Vítor Bruno - os jogadores madeirenses tiveram entradas muito mais duras, a primeira expulsão tinha de ser de um jogador do campeão. Inacreditável, mas verdadeiro.
Moreno que já devia ter sido expulso antes, pensou que podia continuar a distribuir lenha a torto e a direito, mas nem toda a complacência do incompetente Veríssimo podia deixar passar uma entrada daquelas, também foi expulso, duas equipas com 10 - estávamos a assistir a um verdadeiro show do pior árbitro português. 

O intervalo chegou com o nulo no marcador, resultado que se ajustava, num jogo com uma arbitragem deplorável e com o F.C.Porto a ser vítima de um péssimo árbitro e das campanhas miseráveis no pós final da taça da liga, perante o silêncio dos principais dirigentes do F.C.Porto.

Ao intervalo saiu um inoperante Taremi, entrou Evanilson. Numa jogada bem trabalhada, F.C.Porto chegou à vantagem, grande golo de Wendell, iam decorridos 5 minutos.
Em vantagem os azuis e brancos melhoraram, ao contrário do jogo de sábado não abrandaram, tiveram posse e domínio, com mais espaço, aproveitaram bem, aumentaram a vantagem. Pepê, que melhorou muito no início da segunda-parte, assistiu Galeno para o 2° golo.
Entretanto a agressividade madeirense continuava, valia agarrar em jogadas potencialmente perigosas, entrar a varrer, tudo servia para travar os jogadores do F.C.Porto com Veríssimo a não fazer nada.
Aos 63 minutos André Franco substituiu Otávio, Dragões perto do terceiro.
A partir do minuto 70 os portistas perderam algum fulgor, aproveitou o Marítimo para chegar à frente, mas sem criar grande perigo.
Aos 83 saiu Wendell e entrou Zaidu, 
Já nos descontos saíram Galeno e Pepê, entraram Fábio Cardoso e Gonçalo Borges, nada de mais importante aconteceu, o jogo terminou a vitória dos campeões por 2-0. 

Resumindo, num jogo em que Fábio Veríssimo mostrou a quem ainda tinha dúvidas, que é um péssimo árbitro, hoje disciplinarmente foi um desastre, o F.C.Porto saiu vivo dos Barreiros, venceu com toda a justiça, graças a uma boa segunda-parte em que até ao minuto 70 jogou muito bem.
Seguimos, apesar desta miserável arbitragem e que devia merecer da parte do F.C.Porto uma posição dura. Não podemos continuar a ficar calados, deixar passar a ideia que somos beneficiados quando somos, como se viu esta noite, claramente prejudicados. Por muito menos os nossos rivais rasgam as vestes, gritam, choram, queixam-se, vitimizam-se.
Fábio Veríssimo fez tudo para acabar com as aspirações do F.C.Porto neste campeonato.

Sporting C.P. 0 - F.C.Porto 2. Já temos a taça da liga, agora vamos ao que verdadeiramente interessa...


À procura de ganhar pela primeira vez após quatro finais perdidas - duas já com Sérgio Conceição no banco -, o F.C.Porto com Cláudio Ramos, João Mário, Pepe, Marcano e Wendell, Otávio, Uribe, Eustáquio e Galeno, Pepê e Taremi, venceu por 2-0 o Sporting, finalmente acabou com o estigma, vai colocar no Museu a taça da liga, também conhecida como taça da carica ou taça Lucílio Baptista.

F.C.Porto entrou bem, marcou cedo. Cruzamento de Pepê, Eustaquio recebeu fora da área e atirou a contar, Dragões em vantagem. Reagiu o Sporting, até fez golo, bem invalidado pelo VAR. Mas ficou o aviso a um campeão pouco compacto e a permitir alguns ataques perigosos. Depois do golo, portistas em vez de se galvanizarem, ficaram menos positivos, com dificuldades em ter bola e com um guarda-redes muito nervoso, só saíam por Galeno.
Aos 36 minutos bola na barra e no poste de Cláudio Ramos, Sporting bem por cima, F.C.Porto mal. Incapacidade de ter bola, construir jogadas, pior dando muito espaço - culpa de ter três jogadores na primeira zona de pressão que eram facilmente ultrapassados, abrindo um buraco que o meio-campo leonino aproveitava, abria nas laterais por onde entravam à vontade os jogadores leoninos -, o empate esteve à vista por várias vezes.

O intervalo chegou com o F.C.Porto em vantagem, mas pelo que aconteceu depois do golo de Eustaquio, o Sporting não merecia ir para as cabines a perder. 
É incrível como uma equipa entra bem, marca e depois de marcar desaparece, baixa de forma assustadora o nível, deixa de jogar.

Para a segunda-parte Dragões entraram com os mesmos onze, Sporting com iniciativa, mais agressivo, portistas macios e erráticos a definir e a passar.
Entretanto desde o início da etapa complementar a zona de pressão mudou, apenas Taremi na frente, depois uma linha de cinco que se desdobravam na tentativa de contrariar as saídas leoninas.
Cerca do minuto 60, Porto mais equilibrado, mais capaz de sair com algum critério, construir boas jogadas, melhorou, jogo mais repartido.
Ao minuto 72, duplo amarelo a Paulinho, Sporting com 10.
Pedia-se cabeça fria aos jogadores do F.C.Porto, não reagir a provocações, aproveitar a vantagem numérica para tentar fazer o segundo golo.
Zaidu substituiu Wendell aos 78 minutos, campeão naturalmente mais confortável, era preciso aproveitar os espaços e "matar" o jogo. Após uma grande jogada pela direita, mais um bom cruzamento de Pepê, Marcano ao segundo poste fez golo. Dragões com tudo para finalmente vencer a taça da liga.
Ao minuto 88 entraram Bernardo Folha e Gonçalo Borges, saíram Eustaquio e Pepê.
Já nos descontos, uma má entrega de Uribe podia ter custado caro, mas não aconteceu nada.
Ainda entraram Fábio Cardoso e Namaso, saíram Pepe e Taremi.
O jogo não podia acabar sem um burburinho. Otávio caiu, árbitro não interrompeu o jogo, quando interrompeu os jogadores do Sporting rodearam o "Baixinho", confusão que felizmente não durou.

Nada mais a realçar, num jogo que não foi brilhante e que o F.C.Porto, longe de fazer um bom jogo, acaba por ganhar com justiça.

Pronto, já temos uma taça da liga, agora vamos ao que verdadeiramente interessa... obviamente, campeonato, Taça de Portugal e sem esquecer um brilharete na Champions, com uma chegada aos quartos-de-final numa eliminatória em que o F.C.Porto não é o favorito frente aos italianos do Inter.

F.C.Porto 3 - Académico de Viseu 0. Vitória natural, sem discussão, a exibição prometeu, mas não cumpriu


Claramente favorito frente ao Académico de Viseu, o F.C.Porto com várias alterações em relação ao último jogo em Guimarães - Cláudio Ramos, João Mário, Pepe, Marcano e Wendell, Otávio, Uribe, Eustaquio e Pepê, Veron e Namaso. O apagão de David Carmo é um verdadeiro caso de estudo -, o campeão confirmou o favoritismo, está na final onde vai defrontar o Sporting.


Os Dragões entraram muito bem, colectivamente muito fortes, dinâmicos, ritmo elevado, nos primeiros 15 minutos marcaram por Eustaquio, criaram várias oportunidades, podiam ter feito mais alguns. Depois tudo que tinha sido bem feito, desapareceu, começaram as desconcentrações, os lances individuais com perdas de bola em zonas perigosas, os passes errados, ou para trás e para o guarda-redes, a organização foi-se, o Académico de Viseu aproveitou os espaços, equilibrou, chegou várias vezes à area portista, algumas com perigo. A exibição do F.C.Porto depois do período inicial foi muito má.

Pelas pelas oportunidades que teve quando se exibiu em bom nível, ao intervalo a vantagem mínima justificava-se, mas como possível tanta diferença de qualidade?


Uma nota para a arbitragem, permitiu tudo à equipa de Jorge Costa.


A segunda-parte começou como terminou a primeira, a desinspiração continuou.

Sérgio Conceição mexeu 61 minutos, saíram Eustaquio e Veron, entraram Galeno e Bernardo Folha.

Pouco depois, uma pedrada no marasmo e mau futebol, Namaso servido por João Mário, fez o segundo.

Com a equipa viseense a bater em tudo que mexia e o árbitro a consentir, trocando vermelhos por amarelos, Galeno desperdiçou uma clara oportunidade, o mesmo parecia acontecer com Bernardo Folha, mas no ressalto a bola entrou, estava feito o terceiro.

De seguida, 81 minutos, entraram Rodrigo Conceição, Gonçalo Borges e Taremi, saíram João Mário, Pepê e Namaso, até final nada de mais relevante se passou.


Vitória natural e sem discussão da melhor equipa. F.C.Porto pela quinta vez na final da taça da liga. Mas depois daquele início tão prometedor, fica o amargo de ver a qualidade a baixar drasticamente, ver tantos jogadores a passarem ao lado do jogo.


Parabéns Jorge Costa! Na porrada ganhaste de goleada e conseguiste um grande feito, acabaste com onze.

Caixa de comentários

Vitória S.C. 0 - F.C.Porto 1. O objectivo foi cumprido, mas a bipolaridade manteve-se, particularmente na 1ª parte

 

Obrigado a ganhar e ganhar para poder continuar na luta pelo grande objectivo da época, o bicampeonato e com um percurso nos jogos em casa bem diferente, para melhor, dos jogos for a do Dragão, a questão colocava-se: que F.C.Porto em Guimarães, sendo que entrava no D. Afonso Henriques sabendo que Sporting, Braga e Benfica tinham ganho? Venceu com justiça, mas e em particular na 1ª parte, não foi um bom Porto.


Com Diogo Costa, João Mário, Pepe, Marcano e Wendell, Otávio, Eustaquio, Uribe e Galeno, Toni Martínez e Taremi, Dragões por cima, mas com dificuldades em encontrar espaços. A culpa era da lentidão na construção desde trás, na dificuldade em meter bem e critério na frente, quando os espaços apareciam, faltava pensar e definir rápido e bem. Perigo junto à baliza do Vitória? Praticamente nenhum. Apenas Galeno atirou com perigo, mas ao lado, já perto da meia-hora. Daí para a frente nada mais, noite tranquila da defesa e guarda-redes vitoriano. E quando tudo indicava que o nulo ia prevalecer, já em tempo de desconto, João Mário num momento de inspiração fez golo, colocou Dragões em vantagem.

Mesmo indo para o intervalo na frente, a exibição do campeão deixou muito a desejar. Sem ter um único jogador capaz de abanar, desequilibrar, criar oportunidades, incapaz de colocar em campo uma das suas grandes virtudes, a forma como pressiona, foi mais uma 1ª lenta, sem ideias, desinspirada da equipa de Sérgio Conceição. Valeu apenas pelo golo. 

Depois de uma 1ª parte tão pobre, não era difícil fazer melhor na 2ª. Fez a equipa de Sérgio Conceição.
Pressionou mais, dominou e foi claramente superior, teve várias oportunidades, mas meu Deus, tanta cerimónia e tanto desperdício. 
Pepê que tinha substituído Toni Martínez aos 60 minutos, teve a melhor e mais flagrante possibilidade de aumentar a vantagem e evitar algum sofrimento na parte final do jogo.
Também jogaram Grujic que entrou para o lugar de Eustaquio, aos 84 minutos, mas entrou muito mal, só fez asneiras, também entrou Namaso para o lugar de Taremi já no tempo de descontos.

Como conclusão, era importante ganhar, o F.C.Porto ganhou, fê-lo com toda a justiça e mantém-se na luta. Mas, um, tem de ser mais equilibrado na qualidade de jogo, não pode passar 45 minutos a jogar tão pouco. Dois, quando domina totalmente, cria o mais difícil, oportunidades, tem de ter mais eficácia, não pode sujeitar-se, como já aconteceu esta época, aos caprichos do um lance fortuito, de uma bola parada, de um azar. Tem de traduzir o domínio em golos.

F.C.Porto 4 - F.C.Famalicão 1. Goleada não merece discussão, mas houve dois Portos...

 

Já sabendo o resultado do dérbi entre Benfica e Sporting - empate a dois -, dérbi que o panfleto da queimada, esse exemplo de rigor, isenção e equilíbrio, apelidou de melhor do mundo, o F.C.Porto defrontou o F.C.Famalicão com a possibilidade de encurtar distâncias. Venceu, melhor, goleou, encurtou, está a cinco pontos da liderança e continua na luta.


Com Diogo Costa, João Mário, Fábio Cardoso, Marcano e Wendell, Otávio, Grujic, Uribe e Galeno, Taremi e Toni Martínez, o conjunto de Sérgio Conceição entrou à procura de marcar cedo e conseguiu  iam decorridos apenas 10 minutos quando Galeno inaugurou o marcador após excelente jogada de ataque.
Feito o mais difícil, era preciso não adormecer na vantagem mínima.
Com o Famalicão a tentar reagir, o campeão em mais uma jogada bem elaborada e novamente pela direita, chegou ao segundo, voltou a marcar Galeno aos 22 minutos.
Estava bem o conjunto que equipa de azul e branco. Ritmo alto, boa dinâmica, pressão, saídas rápidas para o ataque.
Com a equipa visitante a tentar entrar no jogo e encurtar distâncias, alguma más opções, encrencaram o futebol portista, tornaram-no menos fluído. Mas, curiosamente, foi nesse período de menor fulgor que o F.C.Porto chegou ao terceiro. Mais uma transição bem trabalhada, Galeno assistiu, Otávio marcou aos 42 minutos.
 
O intervalo chegou com os Dragões na frente e com uma vantagem confortável, consequência de 45 minutos que, tudo somado, foram bastante positivos.

Sem alterações na equipa do F.C.Porto, a segunda-parte começou com o Famalicão subido a pressionar a saída, mas a equipa de Sérgio Conceição soltou-se da pressão, João Mário cruzou para um magnífico golpe de cabeça de Taremi, estava feito o quarto.
Numa jogada que começou com uma displicência de Marcano, os famalicenses reduziram.
Foi a vez do F.C.Porto reagir, quase de seguida podia ter marcado, mas primeiro Galeno e depois Toni Martínez desperdiçaram.
Taremi não desperdiçou, mas o árbitro invalidou e bem, após indicação do VAR. 
O Famalicão voltou a marcar, desta feita não valeu, por fora-de-jogo, mas era mais uma caixa da defesa portista.
De repente e quando tudo estava bem no jogo do campeão, um erro complicou, a qualidade baixou muito.
Sérgio Conceição mexeu, aos 64 minutos saíram Grujic e Toni Martínez, entraram Eustaquio e Pepê, o F.C.Porto perdeu o controlo do jogo, ligou o complicador, nem parecia a mesma equipa.
Galeno falhou um golo sozinho e com a baliza aberta, Eustaquio também podia ter marcado, já num período em que o campeão parecia de volta ao jogo.
Aos 81 enterram Rodrigo Conceição e Pepe, sairam Marcano e Wendell.
As melhorias não se confirmaram, os passes errados sucederam-se, Pepê com vários colegas bem posicionados quis fazer tudo sozinho, desperdiçou, na jogada imediata foi Taremi a fazer o mesmo.
Ainda entrou Namaso para o lugar do iraniano, 

Resumindo, belo Porto até ao golo do Famalicão. Depois foi uma versão completamente diferente e para pior. Apesar disso, ainda ficaram vários golos por marcar, numa vitória, com goleada, que não merece discussão.

Hoje a vantagem era larga, mas a concentração tem de durar os 90 minutos, já perdemos pontos por desconcentrações que foram fatais.

F.C.Porto 4 - Arouca F.C. 0. Esta consistência e qualidade de jogo tem de ser replicada fora do Dragão


Depois de ter goleado o Arouca para o campeonato, com uma excelente exibição e depois de um empate comprometedor no Jamor frente ao Casa Pia, o F.C.Porto voltou a jogar com o clube da Serra da Freita, agora para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.


Entrando de início com o mesmo onze que defrontou os casapianos, apenas com a excepção na baliza - Diogo Costa deu o lugar a Cláudio Ramos -, o campeão português regressou às vitórias e às boas exibições, segue em frente na Taça de Portugal.
O jogo começou com a bola a rondar perigosamente a baliza do F.C.Porto. Reagiram os Dragões, pressionaram bem, recuperaram fácil, foram para cima do Arouca, mas encontraram poucos espaços. Apesar disso e de alguma precipitação na hora de definir, tiveram oportunidades para marcar, Taremi desperdiçou uma clara.
Só dava Porto, o Arouca só defendia, praticamente jogava-se apenas no meio-campo dos visitantes, mas a eficácia continuava muito a desejar, aos 20 minutos foi Veron a falhar um golo cantado.
Perto da meia-hora e como corolário da sua superioridade, Galeno a passe de Taremi adiantou os azuis e brancos, fazia-se justiça.
Mesmo em desvantagem o Arouca mantinha-se muito atrás, Dragões procuravam o segundo, apesar de algumas ameaças, o intervalo chegou com a vantagem mínima da equipa de Sérgio Conceição, resultado que pecava por escasso.

Sem ter a vitória garantida, o F.C.Porto veio para a segunda-parte com uma alteração no onze, saiu Veron entrou Toni Martínez.
A etapa complementar começou com os campeões a procurarem aumentar a vantagem, conseguiram aos 55, marcou Toni a passe de Taremi, Toni que visou passados apenas 2 minutos a passe de João Mário.
Com três golos de vantagem - a barra impediu o quarto logo de seguida, depois de um grande remate de Galeno - e a eliminatória quase garantida, Sérgio Conceição mexeu, entraram Eustaquio e Pepê, saíram Uribe e Galeno.
Apesar de ter baixado um pouco o ritmo, o F.C.Porto dominou totalmente o jogo, esteve por várias vezes perto do golo, Grujic também atirou à barra.
Aos 76 minutos regressou Pepe saiu Fábio Cardoso, aos 81saiu Taremi entrou Namaso, e depois de  um lance muito duvidoso na área do Arouca, o marcador voltou a funcionar, Toni Martínez chegou ao hat-trick. 

Com uma exibição muito completa durante os 90 minutos e com um resultado que apenas peca por escasso, os portistas seguem para os quartos-de-final onde vão defrontar o Académico de Viseu, em Viseu.

É preciso que esta consistência e esta qualidade de jogo, seja replicada nos jogos fora. Não pode haver um Porto versão Dragão e outro fora dele.

Casa Pia 0 - F.C.Porto 0. Tanta parra e nem uma uva, num deslize comprometedor


O F.C.Porto enfrentou o Casa Pia no estádio nacional em Oeiras e empatou a zero, apesar de ter jogador com mais um jogador quase uma hora.


Com Diogo Costa, João Mário, Fábio Cardoso, Marcano e Wendell, Otávio, Grujic, Uribe e Galeno, Veron e Taremi, entrada forte do F.C.Porto, domínio e superioridade clara, boas jogadas de aproximação à baliza adversária, mas sem golos, apesar do perigo rondar várias vezes a baliza dos lisboetas.

Na primeira vez que saiu de trás iam decorridos 19 minutos, o Casa Pia criou um lance de perigo.

Com o meio-campo portista a demorar a soltar, sem conseguir agarrar o jogo, a partir do meio da primeira-parte, os gansos foram equilibrando, Porto perdeu gás, discernimento, deixou de ser perigoso.

Em cima do intervalo entrada duríssima de Lucas sobre Galeno, vermelho, Casa Pia com menos um.

Dragões carregaram, mas o jogo chegou ao final dos 45 empatado a zero, resultado que, tudo somado, era justo.

O campeão entrou a prometer muito, mas a promessa durou cerca dos 20 iniciais e o tempo de desconto.


O F.C.Porto demorou uma eternidade a vir para a segunda-parte, veio com Pepê no lugar de Uribe e com vontade, mas trapalhão, complicativo, a querer fazer tudo muito depressa...
A primeira oportunidade surgiu aos 57 minutos.
Aos 60 minutos entrou Toni Martínez e saiu Veron, de seguida Taremi sozinho falhou clamorosamente, idem para o espanhol, enquanto Galeno queria fazer tudo sozinho.
Aos 70 minutos Toni Martínez falhou outro golo cantado, enquanto Grujic o melhor dos portistas dava lugar a Eustaquio. E alguns jogadores, Otávio particularmente, mas também Pepê e Taremi, persistiam em complicar em vez de simplificar. Entretanto valia agarrar ostensivamente sem a consequente sansão disciplinar.
Aos 80 saiu Wendell e entrou Namaso, saiu João Mário, entrou André Franco.
O F.C.Porto carregou, dominou totalmente, mas por ineficácia, más decisões e opções, porque foi incapaz de capaz de marcar um golo, perdeu dois pontos, num deslize comprometedor.

Sem deixar de realçar a forma como o Casa Pia se bateu, os campeões nacionais só podem queixar-se de si próprios

Tanta parra e nenhuma uva.

Quando temos estes jogos amarrados, jogos em que temos uma posse de 90%, o adversário só defende e defende com todos, para além de não conseguirmos atacar pelas laterais tanto quando devíamos, nem ter jogadores que fossem à linha e cruzar com critério, nota-se a falta daqueles jogadores que num lance de génio, fazem a diferença, decidem.

Quando uma equipa que luta pelo título perde 9 pontos, 3 com Rio Ave e 2 nos jogos com Santa Clara, Estoril e Casa Pia, fica numa situação muito difícil...




Um 2023 com todos os ingredientes...


Num mundo que, como se viu ontem na "Pedreira", manifestamente já não é o que era, desejo aos frequentadores do Dragão até à morte um 2023 com todos os ingredientes... se não for com todos, com os fundamentais...


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