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No dia que canto os parabéns ao F.C.Porto pelo 129º aniversário...

 

No dia que canto os parabéns ao F.C.Porto pelo 129º aniversário...

 

Isto é mais do mesmo, repetitivo, mas pela importância convém ir recordando.

O desporto português, futebol em particular, era maravilhoso, imperava o desportivismo - isso do fair-play é uma modernice -, o F.C.Porto não contava, o Benfica contava muitíssimo, o Sporting só contava de vez em quando, mas muito mais que agora.
As coisas alteraram-se substancialmente, o F.C.Porto passou a contar muito, o Benfica conta muito menos, o Sporting só tem contado quase de vinte em vinte anos. E perante este cenário a maioria não se conforma, não aceita, tudo serve para tentar mudar o status quo.
Se a isto juntarmos uma comunicação social engajada, recheada de freteiros, recadeiros e cartilheiros, encontraremos as razões para este vale tudo que atinge o F.C.Porto e quem o representa profissionalmente. 
Há culpas próprias nesta situação - um Dragão manso, sem poder de fogo, sem o espírito de luta e de combate que o caracterizou e numa situação financeira muito complicada -, mas há, principalmente, muita falta de rigor, isenção, honestidade intelectual, explicada pelo facto de termos uns mídea praticamente falidos e que raciocinam segundo um princípio básico: se os benfiquistas são os nossos melhores clientes temos de lhes dar o que eles gostam... mesmo que isso contrarie o princípio que juramos respeitar, pise sistematicamente a ética e a deontologia.
Não admira que nesta conjuntura apareçam com grande protagonismo algumas figurinhas a explorar o filão. Figurinhas que tudo espremido e tirando o mais triste e fundamentalista anti-portismo, não sobra nada.

PS - Tem sido lindo de ver os cartilheiros do Benfica, com João Gobern à cabeça, todos alinhados na solidariedade para com o Cancella, com o argumento que foi despedido por delito de opinião...
O outro também achava que podia chamar javardo ao treinador do F.C.Porto. Enganou-se, sentou o cu no mocho, foi condenado... 


G.D.Estoril Praia 1 - F.C.Porto 1. Não faltou coração, mas faltou sorte, tranquilidade e talento para ganhar


Depois de uma noite de pesadelo que fez aumentar substancialmente a temperatura no Dragão, o F.C.Porto regressou ao campeonato num campo tradicionalmente difícil, o Coimbra da Mota no Estoril.

Empatou já no tempo de descontos, perdeu 2 pontos, num misto de alguma falta de sorte, particularmente na 2ª parte e na parte final do jogo, de um claro deficit de qualidade principalmente no meio-campo.

Entrando com vários alterações em relação à equipas que iniciou o jogo com o Brugge, Diogo Costa, Rodrigo Conceição - no lugar de João Mário -  Fábio Cardoso - no de Pepe -,  David Carmo e Zaidu, Eustaquio, Uribe, André Franco - em vez de Otávio - e Pepê, Taremi - substituiu - Galeno - e Evanilson, o F.C.Porto entrou determinado, dinâmico, pressionante, mas não durou muito esse período. Rapidamente a pressão baixou, começaram os passes errados, ritmo lento, tudo muito previsível, as oportunidades escasseavam, faltava meio-campo aos azuis e brancos, alguém que pegasse no jogo, distribuísse com critério, encontrasse espaços, service com qualidade os avançados.

Estava o jogo assim quando perto dos 30 minutos, Diogo Costa e o poste evitaram o golo do Estoril.

Passados 5 minutos, Dragões marcaram, mas o golo foi invalidado pelo VAR. Logo de seguida, mais um golo bem invalidado, desta vez nem foi preciso VAR. Zaidu estava claramente em fora-de-jogo. Mas era uma boa reacção do campeão.

Contra a corrente do jogo, após uma perda de bola de André Franco, muito lento a pensar e a executar - jogar para o lado e para trás, até eu jogo -, perdeu a bola, bola na esquerda, Zaidu mal batido - nesse e noutros lances que podiam ter tido consequências graves -, Estoril em vantagem.

Resultado ao intervalo penalizava o F.C.Porto, mas quem erra sujeita-se...


Para a 2ª parte os campeões com o mesmo onze, entraram bem, logo nos primeiros minutos podiam ter empatado. Faltou estrelinha num grande remate de Taremi à barra. Na resposta, Zaidu novamente a dormir, chegou atrasado, Diogo Costa salvou o 2-0.

Ao minuto 59 saiu André Franco, entrou Galeno, F.C.Porto estava por cima, mas continuava a falta de clarividência, a incapacidade para construir, definir bem, concretizar.

Evanilson perto do golo aos 65, com mais coração que cabeça, raramente encontrando as melhores soluções, portistas apertavam.

Aos 72 entraram Veron e Toni Martínez, saíram Rodrigo Conceição e Evanilson - entretanto Pepê continuava desastrado, falhava até passes fáceis.

Aos 77 o Estoril ficou a jogar com 10, expulsão indiscutível - um chiqueiro com sede no Bairro Alto, Travessa da Queimada fala em polémica. Do livre, bola no poste, de seguida Toni Martínez falhou um golo cantado. 

Com Grujic no lugar de Zaidu e Namaso no de Eustaquio, quando era preciso caprichar, cruzar e passar bem, os cruzamentos saíram todos errados.

Já no tempo de descontos, penálti claro contra o Estoril, Luís Godinho assinalou, após consulta ao VAR, Taremi empatou. Ainda faltavam alguns minutos, Taremi falhou clamorosamente, com o tempo a acabar, jogadores azuis e brancos em vez de meter a bola na área, andavam a passá-la de uns para os outros. 

O jogo acabou com um empate e mais uma grande desilusão. 


Notas finais: 

No futebol não há grandes equipas sem um bom guarda-redes, uma defesa segura, um ataque que marque golos, mas no meio está a grande virtude. E o meio-campo do F.C.Porto deixa muito a desejar. Há neste meio-campo portista uma notória falta de qualidade.


Houve atitude, houve coração, faltou talento e qualidade para ganhar.


O F.C.Porto, é triste, mas é verdade, não tem um único jogador capaz de marcar um livre com competência.


Então a bancada do topo norte, a tal que estava em condições no célebre jogo que foi interrompido ao intervalo, porque o F.C.Porto estava a perder e os adeptos portistas que lá estavam, inventaram que estava a cair -  disseram os cartilheiros do costume -, ainda está fechada?

O doutor Nélson Puga é um grande profissional, um excelente médico, um portista de referência. Não esteve hoje no banco do F.C.Porto. Espero que rapidamente se clarifique a sua situação. 
Ninguém é maior que o F.C.Porto. 

F.C.Porto 0 - Club Brugge 4. Noite de pesadelo


Frente ao tricampeão belga, uma equipa que marcou presença nas últimas edições da Champions League e com alguns resultados interessantes, o F.C.Porto não esteve à altura do seu prestígio na prova rainha da UEFA, fez um jogo muito mau, foi goleado numa noite que, sinceramente, não sei se é para esquecer ou para recordar e nunca mais repetir. Mas...


Ao minuto 4, contra-ataque, Galeno com possibilidade de fazer bem, quiçá golo, rematou muito mal. Estava dado o mota para a 1ª parte do F.C.Porto e de Galeno.

Dragões com algumas dificuldades em sair a jogar, Diogo Costa fez uma má reposição, corte de um médio do Brugge, bola na frente entre Pepe e João Mário, onde apareceu um avançado que foi derrubado pelo segundo, penalti, golo do Brugge.

Portistas reagiram, pareciam despertar, Pepê sozinho na cara do guarda-redes falhou um golo cantado. Mas esse domínio foi por pouco tempo, rapidamente começou a faltar clarividência ao jogo dos azuis e brancos, mais qualidade a passar e a definir, contundência no último terço. Galeno, muito em jogo, só fazia asneiras, João Mário ia entregando o ouro ao bandido, batia-se com o companheiro para ver quem errava mais, Pepe entrou na onda com um par de passes longos para ninguém, na frente era um deserto. Não admira por isso que os belgas, sem serem nada de especial, beneficiaram de um conjunto de erros dos portistas e quase marcaram o segundo golo.


O intervalo chegou com o Brugge em vantagem, frente a um F.C.Porto, mal, muito aquém das expectativas.


Para a 2ª parte saíram João Mário e Evanilson - que se passa com o brasileiro? Nem parece o mesmo jogador -, entraram Namaso e Toni Martínez.

Mas logo no 1° minuto, um erro incrível da defesa portista e médios, golo do Brugge. Se estava difícil, mais difícil ficou. E como de seguida com uma grande facilidade o campeão belga fez o 3°... 

Sérgio Conceição tentou mudar, atenuar o descalabro, entraram Gonçalo Borges e Veron, saíram Otávio - ter de jogar com o luso-brasileiro, ainda claramente debilitado, diz tudo sobre as alternativas ao dispôr do treinador - e Galeno.

Em esforço, só com o coração, o F.C.Porto tentou reduzir a desvantagem, mas foi o Brugge a estar mais perto do golo. Ainda entrou Wendell para o lugar de Zaidu, e com o brasileiro a cruzar muito bem, Namaso obrigou o guarda-redes a aplicar-se. No mais, algumas decisões em que fazer bem era fácil, até isso não foi conseguido - um exemplo, Gonçalo Borges com Veron sozinho ao seu lado a pedir um passe simples, fez asneira, nem isso conseguiu fazer. Já perto dos 90, com a defesa a ver jogar, o poste evitou o 4°, mas logo a seguir ele chegou e a goleada avolumou-se, atingiu números de pesadelo.


Apetecia-me dizer muita coisa, mas vou apenas repetir aquilo que já tenho dito.

Sérgio Conceição até pode ter cometido vários erros e, obviamente, também ter culpas no cartório nesta noite de pesadelo, mas não, não culpo o treinador, culpo a administração com o presidente à cabeça. 

O F.C.Porto não tem um único jogador capaz de ter um lance de génio, desequilibrar, decidir.

Na Champions não há milagres, não se pode ser competitivo com plantéis que todos os anos são delapidados dos seus melhores jogadores, sem que os substitutos tenham qualidade semelhante.

O treinador tem feito um excelente trabalho, mas nem sempre chega ter vontade, determinação, atitude, carácter, é preciso qualidade e a qualidade não é muita neste plantel portista. 

E agora, conseguir chegar aos oitavos só com um milagre.

Cair, mesmo com estrondo e não ficar prostrado, é uma marca do F.C.Porto, também com Sérgio Conceição. Espero sinceramente que isso não se perca também.


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F.C.Porto 3 - G.D.Chaves 0. Sem serem brilhantes, Dragões venceram com justiça.


Depois de uma derrota que pela forma como aconteceu deixou marcas na equipa e nos adeptos, o F.C.Porto reagiu, recebeu e venceu o G.D.Chaves por 3-0.


Sem Otávio, lesionado e Pepe, Zaidu e Evanilson poupados, Sérgio Conceição escalou Diogo Costa, João Mário, Fábio Cardoso, David Carmo e Wendell, Pepê, Eustaquio, Uribe e Galeno, Taremi e Toni Martínez e o jogo não podia ter começado melhor para os portistas. Aos 3 minutos Taremi colocou os azuis e brancos na frente do marcador. Embalados pelo golo, Dragões continuaram a dominar, a atacar na procura de dilatar a vantagem, mas foi o Chaves que esteve perto do golo, com a bola a cair no meio dos centrais para a má finalização do avançado flaviense. Na resposta Galeno foi egoísta, tentou um golo impossível, quando podia ter servido um colega. Com os transmontanos a reagir, procurar dividir a posse que chegou a ser avassaladora dos portistas e chegar à frente - principalmente pelo lado de João Mário -, o F.C Porto foi perdendo qualidade, fulgor, o jogo tornou-se confuso, quezilento, feio. A isso ajudaram as várias más opções e decisões no conjunto de Sérgio Conceição, com vários jogadores a perderem-se no individualismo e a errarem demasiados passes.


Assim, na 1ª parte, prometeu muito o início do F.C.Porto, mas as promessas nunca se vieram a confirmar. O intervalo chegou com o campeão na frente pela diferença mínima, resultado que se aceitava, mas a exibição esteve muito aquém de agradar.

Ainda na 1ª parte, gostava que os entendidos me explicassem porquê aquela saída tardia do guarda-redes do Chaves e que acerta com o punho na cabeça de David Carmo, não teve a mesma decisão que teve o lance que deu penálti para o Benfica no jogo com o Paços de Ferreira?


Entrando com a mesma equipa que terminou a 1ª parte, era preciso mais e melhor Porto para evitar surpresas.

Os segundos 45 minutos começaram com o Chaves atrevido e o F.C.Porto a jogar para trás e para os lados, incapaz de se libertar, pegar no jogo.

Não admira que Sérgio Conceição não esperasse muito, sairam João Mário e Toni Martínez, entraram André Franco e Evanilson, mas as melhorias não eram muitas. Aos 67 minutos e após um canto, Uribe teve a primeira chance, já iam decorridos 67 minutos.

Aos 70 minutos, sem ter feito muito para isso, o F.C.Porto aumentou a vantagem. Taremi recuperou a bola, assistiu, melhor, disse a Evanilson para fazer o segundo.

Com dois golos de diferença, agora, sim, Dragões podiam gerir com mais tranquilidade, mas sem facilitar nem relaxar.

Aos 75 saiu Galeno, entrou Veron. Veron que cruzou, um erro do guarda-redes flaviense, deu a André Franco a oportunidade de se estrear a marcar e fazer o terceiro do campeão. 

Aos 84 ainda entraram Rodrigo Conceição e Gonçalo Borges, para as saídas de Pepê e Taremi, até ao fim, Veron mostrou que é uma mais valia, foi ele que agitou a parte final do jogo.


Resumindo, sem serem brilhantes, Dragões venceram com justiça.

Agora é descansar e preparar o importante jogo de terça-feira.


Atletico Madrid 2 - F.C.Porto 1. Se o empate já era um mau resultado...


Com Diogo Costa, Pepê, Pepe, David Carmo, Zaidu, Otávio, Uribe, Eustaquio e Galeno, Taremi, Evanilson - duas alterações em relação à equipa que iniciou o jogo de Barcelos - a equipa de Sérgio Conceição entrou na expectativa, deu a iniciativa ao adversário, o Atletico aproveitou, entrou pressionante, por cima, a jogar no meio-campo portista. Aos 15 minutos primeiro contra-ataque com algum perigo do campeão português. A equipa soltou-se, o jogo ficou equilibrado, Porto melhor, mais rematador e perigoso, embora aos 37 minutos o conjunto de Simeoni chegasse a frente com possibilidade de marcar.


Dragões com Pepe a um nível muito alto, melhores na construção, chegaram mais vezes à área adversária, com mais critério a definir podiam ter causado dano. Madrilenos menos assertivos, beneficiaram de algumas desconcentrações para chegar até Diogo Costa, embora só por uma vez a baliza do F.C.Porto estivesse em risco - se o capitão estava em alta, Eustaquio estava escondido, a acusar a estreia em jogos da Champions.

O intervalo chegou com um nulo que se ajustava.


Segunda-parte começou com os espanhóis outra vez melhor, mas mais incisivos, marcaram, golo bem invalidado pelo VAR. Era um aviso claro. Respondeu bem o F.CPorto, Eustaquio com grande remate para uma grande defesa de Oblak - melhorou muito o internacional canadiano na etapa complementar.

Aos 62 minutos, já amarelado, Pepê deu lugar a João Mário, 

Pós o remate de Eustaquio, Dragões, estavam bem, superiorizaram-se, faltava apenas definir e passar melhor para materializar essa superioridade. Prova disso é que mal entrou o jovem da formação portista podia ter marcado. F.C.Porto continuou melhor, merecia ter chegado à vantagem. Otávio em choque com um adversário saiu lesionado aos 75 minutos - uma lesão que pareceu grave -, entrou Bruno Costa, entrou também Toni Martínez para o lugar de Evanilson.

Aos 80 minutos Taremi levou 2° amarelo - não foi penálti, mas também não acho que tenha sido simulação - foi expulso, F.C.Porto com de. Galeno há muito desaparecido do jogo, já não tinha capacidade para desequilibrar. aos 88 deu lugar a Veron.

O árbitro deu 9 minutos de desconto, no 2, golo de sorte do Atletico. Uma grande injustiça. 

Mesmo com menos um, Dragões reagiram, ganharam um penálti, Uribe marcou, mal, mas a bola entrou, o empate aconteceu, fez-se justiça. Mas o jogo ainda não tinha acabado, após um ataque do F.C.Porto onde Toni Martínez foi incapaz de fazer os mínimos e criar uma situação muito perigosa e de golo, os madrilenos recuperaram a bola e num canto, com a defesa a abordar mal o lance - onde estavam David Carmo e Zaidu? Teve de ser Pepe a ir ao 2º poste? - o Atletico chegou à vantagem aos 101 minutos. Um autêntico balde de água fria e uma grande injustiça.


Resumindo, uma prestação da equipa do F.C.Porto que não merecia ter terminado com uma derrota. 

A lesão de Otávio, a expulsão de Taremi, uma arbitragem que tendeu claramente para os espanhóis e culpas próprias numa derrota difícil de digerir. Se o empate já sabia a injustiça, imagine-se a derrota...


Notas finais:

Pepe fez mais uma exibição extraordinária, não merecia este resultado. 


Enquanto adepto não posso exigir a uma equipa que todos os anos perde qualidade compita ao mais alto nível e frente a adversários que quando fazem substituições acrescentam qualidade, enquanto o F.C.Porto...


Competir a este nível com alguns jogadores que têm limitações básicas, é um milagre de Sérgio Conceição. E como tal, a minha exigência na Champions League baixa muito.


Espero e desejo que a lesão de Otávio não seja grave.


Sérgio Conceição:«Tudo o que não é FC Porto vai rir-se para criticar, para amassar, para não falar da boa exibição que fizemos aqui. Vai-se falar do Taremi e dos números. E não é justo. Não damos valor ao que é nosso. Hoje tinha mais quatro cinco jogadores no banco que vêm da equipa B, três estrearam-se na Liga dos Campeões. Vão falar nos que lhes convém» 

Pois é, Sérgio, mas tens de ser consequente com essa abordagem. Que tal, nas CI de antevisão não passares cartão nenhum a alguns dos que são useiros e vezeiros a fazer aquilo que acabas de criticar?


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Gil Vicente 0 - F.C.Porto 2. Boa reacção à derrota, num jogo com uma boa 1ª parte e uma 2ª pouco inspirada


Com cinco alterações em relação à equipa que entrou de início em Vila do Conde, saíram João Mário, Marcano, Zaidu, Bruno Costa e Evanilson, entraram David Carmo, Wendell, Eustaquio, Galeno e Toni Martínez, o F.C.Porto começou a tentar tomar conta do jogo, mas a primeira situação de perigo foi do Gil Vicente, Diogo Costa evitou que os barcelenses se adiantassem. 

Sem grande superioridade portista, apesar de ter mais bola, faltava mais critério com bola. Toni Martínez chegou a marcar, mas o VAR anulou, pouco depois Otávio falhou uma clara oportunidade. Estavam melhor e por cima os Dragões, mas faltava contundência e clarividência na frente para traduzir essa melhoria em golo. Golo que surgiria aos 35 minutos, novamente por Toni Martínez, mas que seria novamente anulado pelo VAR. Já merecia o golo o campeão. Golo que apareceu ao minuto 41, marcou Taremi e a vantagem do F.C.Porto era justíssima.

Até ao intervalo, Eustaquio que antes quase comprometia, numa excelente jogada de contra-ataque, saiu muito bem para o espaço nas costas da defesa, recebeu uma assistência magnífica de Taremi, assistiu com classe Galeno para o segundo dos azuis e brancos. 

No final dos primeiros 45 minutos vantagem justa do F.C.Porto que foi melhor. Embora aqui e ali algumas faltas de concentração pudessem ter trazido problemas.


Com o mesmo onze da 1ª parte, logo ao 2° minuto Toni Martinez, sozinho, permitiu a defesa do guarda-redes, Dragões podiam ter feito o 3°. Com os gilistas a terem de arriscar e por isso a darem espaços, era fundamental aproveitar. Para isso era preciso não relaxar, fazer bem, gerir com qualidade, não complicar. Mas havia jogadores que pareciam não estar imbuídos desse espírito.

Aos 62 minutos Pedro Tiba ameaçou, o F.C.Porto perdeu organização, deixou de ter bola, corria riscos. Sérgio Conceição demorava a mexer, valeu uma fantástica defesa de Diogo Costa a evitar o golo aos 75. O treinador dos Dragões não esperou mais, alterou, tirou Toni Martínez e Taremi, meteu Evanilson e Veron. O segundo entrou bem, rápido, era preciso alguém que lesse o jogo, lhe metesse bem a bola na frente. Mas a equipa de Sérgio Conceição já só queria que o jogo terminasse, faltava quase tudo no jogo dos portistas.

Aos 82 saíram Pepê e Galeno, entraram João Mário e Gonçalo Borges, aos 90 saiu Otávio e entrou Danny Loader, nada de mais importante  se passou e o jogo terminou com a vitória justa do F.C.Porto, num jogo em que fez uma boa 1ª parte e uma 2ª fraquita.

 

Notas finais:

Não sei se o jogo da próxima quarta-feira já estava no pensamento dos jogadores do campeão,, mas não devia. Gerir é com bola e o F.C.Porto não geriu, perdeu-a muito facilmente. Para além disso quando a tinha definiu mal, errou muitos passes, deu demasiados espaços. Não sofreu nenhum golo, manteve a vantagem, mas podia ter sofrido, o Gil teve oportunidades para isso.

 

Dos que entraram, boa exibição de Eustaquio. David Carmo a defender esteve bem, mas não esteve feliz a passar. Wendell defensivamente continua com lacunas, não arriscou muito, foi sendo capaz de resolver os problemas que teve. Galeno enquanto teve gás justificou a entrada, quando perdeu, perdeu discernimento, complicou. Toni é Toni. Voluntarioso, dedicado, fez dois golos invalidados pelo VAR - 9 cm no 1º, 45 cm no 2º só pode ser piada -, mas tem de melhorar na recepção, na forma como passa, encontrar as melhores soluções quando tem a bola.


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Falemos sobre o mercado...


Fechou o mercado de Verão e apenas entrou Samuel Portugal - a quem dou as boas-vindas e desejo sorte. O rapaz não tem culpa de nada. E se acho que dois guarda-redes e o terceiro da equipa B, bastavam, não pensa assim o treinador, quer quatro, daí a vinda do ex-Portimonense. Como o senhor presidente disse, custou 1 milhão por 20% do passe e vamos indo e vamos vendo, aguardemos o que nos reserva o futuro, digo eu.

Agora que esperava ver o F.C.Porto com capacidade para encontrar um médio diferente dos que tem - Grujic, Eustaquio, Bruno Costa e Uribe. Não um clone de Vitinha, mas alguém mais criativo, mais capaz de desequilibrar, abrir espaços, algo que não se encontra nos citados, todos com características semelhantes -, esperava e a não vinda é uma enorme desilusão. Embora, cá para nós, possa dizer que não fiquei surpreendido - Já foi tempo que no FCP, graças à estrutura, qualquer treinador sujeitava-se a ser campeão. Agora o F.C.Porto é campeão graças ao treinador e apesar da estrutura. Retomando, mas esse médio que necessitamos pode ser Otávio? Pode. Resta saber o que pensa o treinador sobre o assunto...
Com Diogo Costa a demonstrar que é, apesar de jovem, um grande talento e um grande guarda-redes, é natural que motive cobiça, esteja no radar de equipas endinheiradas, na linha para partir a curto prazo e é preciso salvaguardar o futuro. Agora bem menos, mas era assim que as coisas funcionavam no F.C.Porto. O jogador que saía já cá tinha quase sempre o substituto. Mas esse curto prazo não pode ser o mercado de Janeiro. Não, esse mercado não é para saídas dos jogadores nucleares. Luis Díaz tem de ser a excepção que confirma a regra - uma situação desesperada, que já tinha valido uma multa de 300 mil euros da UEFA e uma ameaça de exclusão das provas europeias.
Não sei nada sobre os excedentários, João Pedro, Nakajima e Fernando Andrade, este não aparece nas notícias, não sei se já foi colocado.

Dito isto, agora não vale a pena chorar sobre o leite derramado, é preciso ir à luta, é minha convicção que a nível interno vamos continuar competitivos, lutar por todos os títulos. Na Champions League é outra história... se passarmos aos oitavos é mais um grande feito do treinador, equipa técnica e jogadores.

Nota final:
Quando o F.C.Porto gere mal e por exemplo, saem jogadores a custo zero, não são vendidos a preços  justos, nós reclamamos, muito! - veja-se o que está a acontecer neste momento -, a CS aproveita para descascar no F.C.Porto mesmo que alguns deles pelo rendimento desportivo - isto é, ajudaram na conquista títulos - tenham pago parte substancial do investimento.
Já quando se trata do SLB, Everton Cebolinha, comprado por 20, vendido por 13; Yaremchuk comprado por 20, vendido por 16; Weigl, comprado por 20, emprestado; Vinícius comprado por 17, vendido por 5; Meité comprado por 7, emprestado; rendimento desportivo destes exemplos, podia dar mais alguns? Bola. Mas aí não se passa nada, fica tudo pela poupança dos salários e as alcavalas entram como garantidas, o SLB é apresentado como paradigma da boa gestão. 
Uma vergonha de jornalismo que importa denunciar, SEMPRE, em paralelo com as críticas à gestão portista.
 
As ameaças feitas ainda a época não tinha começado, já estão a dar resultado.
Vergonhoso o comportamento de alguns analistas de arbitragem e se o Pina e o Faustino já não são surpresa, Duarte Gomes dizer que o penálti que deu a vitória ao SLB, se aceita, é o contorcionismo em todo o seu esplendor.
Como digo na foto em baixo e que coloquei no Facebook, as lavandarias já estão a trabalhar em força para branquear a pouca vergonha que aconteceu esta noite na Luz.




 

Rio Ave 3 - F.C.Porto 1. Após várias entradas a dormir, esta teve consequências. Que sirva de lição


Depois da vitória do Benfica e derrota do Sporting, o F.C.Porto tinha em Vila do Conde a possibilidade de manter a invencibilidade e liderança do campeonato, deixar os viscondes de Alvalade a oito pontos. Fez uma 1ª parte deplorável, deu três golos de avanço, reagiu, mas apenas conseguiu reduzir com um golo no tempo de descontos. Com isso deixou a liderança, não cavou para o Sporting uma vantagem quase decisiva. 


De início com Diogo Costa; João Mário, Pepe, Marcano e Zaidu; Pepê, Uribe, Bruno Costa e Otávio, Taremi e Evanilson, o F.C.Porto encontrou pela frente um Rio Ave atrevido, bem organizado e sempre a procurar atacar ou contra-atacar. Assim, o jogo começou bem disputado, intenso, equilibrado, Rio Ave melhor, com mais critério na saída, marcou aos 22 minutos com o centro da defesa do F.C.Porto mal batida. A equipa de Sérgio Conceição tentou reagir, ainda marcou, mas o golo de Evanilson foi bem invalidado. 

Com o meio-campo mal preenchido, só com Uribe e Bruno Costa - Otávio e Pepê que deviam ajudar, manter a equipa organizada, andavam completamente perdidos, (o ex-Grémio definiu sempre mal, só fez asneiras) e João Mário um desastre a defender e a atacar -, a bola raramente chegava em condições à frente, pior a equipa dava muitos espaços que os de Vila do Conde aproveitaram para fazer o segundo golo iam decorridos 33 minutos e o terceiro aos 43.


Foi uma 1ª parte deplorável do campeão. Muito mal colectivamente, na organização, na pressão, com alguns jogadores a passarem completamente ao lado do jogo e com um resultado surpreendente, mas apenas para quem não estava a ver o jogo.


Depois de 45 minutos para lembrar e nunca mais repetir, não admira que Sérgio Conceição fizesse três substituições ao intervalo. Saíram João Mário, Bruno Costa e Evanilson - que se passa com o brasileiro? -, entraram Veron, Galeno e Toni Martínez.

Com Veron a entrar bem - mas a concluir mal -, Galeno a confirmar o excelente momento que atravessa, os portistas reagiram, melhoraram a qualidade de jogo, encostaram os vilacondenses atrás, criaram, mas desperdiçaram, oportunidades, algumas claras, um penálti a meia-hora do final por Taremi, quando podiam reentrar no jogo.

Não baixou os braços e continuou a insistir o conjunto da Invicta - Marcano deu lugar a André Franco, mais tarde entrou Danny Loader para o lugar de Taremi -, mas o máximo que conseguiu foi reduzir por Toni Martínez já em tempo de descontos e não marcou mais porque foi perdulário.


Se algo podemos retirar deste jogo, foi deixar claro algumas coisas:

Não podemos entrar a dormir nos jogos, sem aquilo que é a principal característica desta equipa: atitude, raça, alma, um espírito de combate digno de registo e já não foi a 1ª vez. Diogo Costa foi resolvendo alguns problemas, mas não pode resolver tudo


Entra pelos olhos dentro que o F.C.Porto precisa de um médio diferente, não pode ter apenas um lateral-direito, ainda por cima se esse jogador tão depressa joga bem como no jogo seguinte joga muito mal.


Parece que elogiar muito alguns jogadores tem um efeito contraproducente.


Não éramos a quinta maravilha, não somos tão maus como parecemos na 1ª parte. Que este jogo sirva de lição... para todos!


UEFA Champions League, sorteio, F.C.Porto no grupo B com Atletico Madrid, Leverkusen e Brugge

 

Grupo equilibrado, competitivo, difícil, mas um bom F.C.Porto pode passar.

 


 
Calendário Grupo B, jogos do F.C.Porto, 20 horas:
7 Setembro - Atletico Madrid - F.C.Porto, 20 horas;
13 Setembro - F.C.Porto - Brugge, 20 horas;
4 Outubro - F.C.Porto - Leverkusen, 20 horas;
12 Outubro - Leverkusen - F.C.Porto, 20 horas;
26 Outubro - Brugge - F.C.Porto, 17:45;
1 Novembro - F.C.Porto - Atletico Madrid, 17:45.

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