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André Villas-Boas assina o editorial da revista Dragões


Pois é, pensavam que o FCP, ao mais alto nível, leia-se através do seu presidente, ia comer e calar, dar o flanco, permitir que fosse um pasto de má-língua, que qualquer papagaio sem ética e violando um princípio básico, ter recato, enganaram-se. Como se enganaram quando prognosticaram um FCP sem ganhar, leia-se, ser campeão, durante alguns anos. AVB é dos nossos, representa muito bem o que é o espírito do portismo e se isso provoca alguma azia ou mal-estar, como já temos ouvido e lido, paciência, habituem-se. 

“Caros Portistas,
A época 2026/27 começou e, com ela, renovam-se as expectativas, as ambições e a responsabilidade de representar o Futebol Clube do Porto em todas as competições e modalidades. Desejo aos nossos atletas, treinadores, equipas técnicas, funcionários, dirigentes, Sócios e Adeptos uma temporada de grandes conquistas, mas também de trabalho sério, união e coragem. Foi essa união, dentro e fora do campo, que permitiu às nossas equipas transcenderem-se, resistirem nos momentos de maior dificuldade e alcançarem os objetivos a que se propuseram. O nosso compromisso com a vitória não muda, tal como não mudam a exigência, o rigor no trabalho, a responsabilidade diária e a consciência de que, no FC Porto, ninguém está acima do Clube.

A Supertaça Cândido de Oliveira marcou o arranque oficial da temporada e trouxe-nos o primeiro título. Encontrámos em Coimbra, num relvado miserável, um Torreense valoroso, organizado e corajoso, capaz de confirmar que a conquista histórica da Taça de Portugal não tinha sido um acaso. A vitória exigiu-nos concentração, sofrimento e respeito por um adversário que discutiu a final até ao último minuto. Vencemos por 1-0, conquistámos a nossa 25.ª Supertaça e alcançámos o 88.º troféu oficial do futebol sénior masculino, assumindo isoladamente o estatuto de Clube mais titulado do futebol português.

Estes são resultados que nos agradam, mas que não autorizam qualquer distração ou euforia. Pelo contrário, obrigam-nos a trabalhar ainda mais. A equipa tem demonstrado compromisso, solidariedade, disciplina e vontade de responder às exigências de cada encontro, compreendendo que nenhuma vitória se transfere automaticamente para o jogo seguinte. Francesco Farioli tem sido determinante nesta transformação. Chegou, percebeu rapidamente o que é o FC Porto e soube agregar os jogadores em torno de uma ideia, de um método e de um objetivo comum. Num curto espaço de tempo, ajudou a inverter o rumo desportivo do Clube, devolveu-nos o título nacional, conquistou a Supertaça e criou uma relação de crença com um grupo que reconhece nele a competência técnica, o rigor, o altruísmo e a capacidade humana para liderar. O sucesso imediato não diminuiu a sua exigência. Aumentou-a. É com essa mentalidade que nos focamos na conquista do campeonato, o título que mais desejamos e que sabemos exigir uma época inteira de concentração, humildade e trabalho.

Infelizmente, as competições portuguesas começaram também exatamente onde terminaram na época passada. Voltámos a encontrar relvados vergonhosos, indignos de competições profissionais, bancadas vazias e transmissões televisivas que parecem descobrir sempre o ângulo perfeito para multiplicar o vazio. Tudo isto contrasta com prosas de autêntica ficção científica, publicadas em determinados jornais e espaços de opinião, nas quais o futebol português surge pujante, moderno, competitivo e irresistível, como se os seus autores habitassem uma realidade paralela. Não se trata de diminuir as nossas competições, mas precisamente de exigir mais a quem as organiza e promove. Uma Liga que quer crescer, internacionalizar-se e aumentar o valor dos seus direitos não pode aceitar campos impróprios, estádios desertos e um espetáculo que fica demasiadas vezes aquém do talento dos jogadores. O FC Porto continuará a defender um futebol português mais forte, mais bem organizado e mais credível, mesmo quando essa exigência incomoda quem prefere elogiar a aparência em vez de enfrentar a realidade.

Na arbitragem, porém, há uma notícia verdadeiramente reconfortante: a tão proclamada uniformização de critérios, afinal, existe! Enquanto os jogos do FC Porto se tornaram autênticos ensaios sobre a cegueira, com penáltis claríssimos a evaporarem-se até o VAR ter a seriedade de os devolver ao jogo, nos jogos do Sporting a casualidade arbitral revela uma aleatoriedade quase comovente: os lances capitais parecem encontrar sempre o mesmo sentido e o mesmo beneficiário. Entre golos mal anulados aos adversários e expulsões perdoadas, o ciclo repete-se com uma regularidade que deveria encher de orgulho quem prometeu uniformizar critérios. Não é fácil conseguir que tantas coincidências caminhem sempre na mesma direção ano após ano, ainda por cima com VAR, mas também aí se reconhece a qualidade do trabalho realizado. Aguardemos, por isso, pela próxima aparição do Presidente do Sporting, numa feira do livro qualquer, para nos elucidar sobre o tema. Talvez aproveite para apresentar o segundo volume da sua obra sobre verdade desportiva, desta vez com o sugestivo título: “A uniformização possível e o milagre da coincidência permanente”.

Já que entrámos no campo da literatura, das ficções e das alegorias, não podemos deixar de assinalar mais um espetáculo protagonizado pelo autoproclamado guardião da verdade desportiva portuguesa. O mesmo comentador que, perante o gravíssimo episódio envolvendo Prestianni, chegou a sugerir que o jogador poderia apresentar uma versão alternativa sobre a palavra utilizada, como forma de “esvaziar a carga negativa” do caso, decidiu agora batizar o Futebol Clube do Porto de “Futebol Clube Penálti”, por conta de grandes penalidades corretamente assinaladas. A UEFA acabaria por sancionar Prestianni por conduta discriminatória, mas nem a decisão de um órgão de ética e disciplina parece ter sido suficiente para provocar um momento de reflexão a quem prefere adaptar a verdade às necessidades do clube que pretende proteger. Transformar deliberadamente o nome de uma Instituição centenária num trocadilho de bancada não é análise, não é crítica e muito menos é jornalismo. É desrespeito puro. O mais extraordinário é ver esse comportamento partir de alguém que passa a vida a proclamar movimentos pela paz no futebol, a dizer “não à violência e ao ódio” e “sim ao respeito institucional”. O respeito institucional que tanto invoca termina, curiosamente, no instante em que começa o FC Porto. É a velha especialidade do falso moralismo de estúdio: incendiar o debate, alimentar a hostilidade e, logo a seguir, aparecer solenemente como bombeiro. Pode continuar a pregar a paz, mas não pode exigir que confundamos o sermão com a prática, nem a militância com isenção.

Mas não está sozinho. O mês de agosto foi pródigo em narrativas Anti-FC Porto. Ao seu lado surgem os habituais acólitos e cartilheiros do manto verde, entretanto convertidos em especialistas em Alta finança e Direito. Um deles, diretor executivo de um grupo de comunicação, decidiu ridicularizar a posição do FC Porto e do seu Presidente relativamente à eventual suspensão temporária do Presidente do Conselho de Arbitragem. Apoiado num parecer jurídico de vão de escada, garantiu que os estatutos não o permitiam e, não satisfeito com a demonstração de desconhecimento, resolveu transformá-la numa piada sobre gravidez e paternidade. O problema de improvisar aulas de Direito em direto é que os estatutos existem, podem ser lidos e não desaparecem por força de uma gargalhada no estúdio. Acabou com a viola metida no saco, em mais uma demonstração da inutilidade do seu “jornalixo”.

Mas nunca acertar parece ser um obstáculo menor quando a fidelidade à cartilha é irrepreensível. São também estes especialistas que desconfiam da informação comunicada à CMVM quando os factos contrariam a narrativa que desejam impor, mas encontram sempre uma explicação sofisticada para as operações do clube de coração que, se fossem realizadas pelo FC Porto, classificariam imediatamente como liquidação, destruição de valor ou venda a preço de saldo. Não acertam uma, mas não desistem. E, nesse particular, a perseverança merece reconhecimento.

Continuemos este capítulo com o SL Benfica na versão 2026/27, ainda sem “update” de software para o segundo clube português com mais títulos no futebol. Depois de negarem à Seleção Nacional a utilização do seu estádio, decidiram reservar ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol um lugar na sexta fila da tribuna, após a divulgação não consentida de excertos de conversas privadas que o próprio Pedro Proença classificou como truncados, incompletos e descontextualizados, mas onde o mesmo, afirmava ter sido chamado à Polícia Judiciária por diversas vezes no âmbito de processos relacionados com o Benfica e recordava que a instrução dos processos era realizada na Liga Portugal, instituição a que então presidia. Que forma tão cruel e desrespeitosa de tratar uma figura institucional da maior relevância. Para uma instituição que distribui lições permanentes sobre respeito, o mapa de lugares da tribuna transformou-se rapidamente num manifesto político. É pena que a renovada eficiência comunicacional, entre instituição e acólitos, não tenha sido mobilizada para esclarecer, com serenidade e transparência, o contexto de tantos processos e episódios que, com uma persistência notável, regressam continuamente à discussão pública. O respeito institucional, afinal, parece depender da conveniência do momento. Contra os aliados da Segunda Circular, porém, a indignação é habitualmente mais discreta, talvez por razões de vizinhança ou pela simples preservação desse histórico entendimento e lugar garantido na primeira fila.

No meio de todo este ruído, há também decisões que nos obrigam a falar de futuro, formação, sustentabilidade e da responsabilidade de governar um Clube que quer continuar a ganhar. Neste verão, dois jogadores formados em clubes portugueses chegaram ao futebol italiano através de operações com uma referência económica de 50 milhões de euros. Diego Moreira saiu do Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, pelo Lyon e pelo Estrasburgo e chegou agora ao AC Milan por 50 milhões de euros. Um talento formado em Portugal abandonou o clube que o desenvolveu sem qualquer retorno direto, percorreu diferentes campeonatos e acabou por gerar uma das maiores vendas do futebol francês. Não houve luto nacional, tribunais televisivos de contas, indignação permanente ou preocupação súbita com a perda de talento português. Houve silêncio.

Rodrigo Mora seguiu um caminho diferente: foi formado no FC Porto, cresceu no nosso Clube, encantou os nossos corações e chegou à AS Roma numa operação que o valoriza em 50 milhões de euros, garantindo ao FC Porto um encaixe imediato relevante e a preservação de uma participação determinante no seu futuro. De repente, instalaram-se a preocupação, a comoção, a tristeza e a fiscalização financeira, aos quais se juntou a típica memória seletiva da “painelada” nacional. Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte.

Para completar o ramalhete, no meio da negociação da transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma, entrou em campo um oportunista à procura de palco: um comentador, figura totalmente paralela e irrelevante a todo o processo mas com sede de protagonismo. Os seus serviços de advogado tiveram zero influência no desfecho das negociações entre Clubes mas as suas tristes opiniões obrigaram os pais do jogador a distanciarem-se das suas palavras e o agente do jogador a pedir desculpa à Instituição. A imoralidade da sua tomada de posição e a revelação dos contornos do negócio chocam com o dever de reserva e descrição profissional pelo qual se regem os advogados. O seu desrespeito pelo FC Porto e, principalmente, pelo treinador do FC Porto, jamais será esquecido.

O cenário perfeito será sempre aquele em que scouting, formação, sucesso desportivo e sucesso financeiro se encontram no momento certo: um Clube estável, poderoso, sem dívida, capaz de conservar os seus melhores talentos durante mais tempo e de escolher, sem constrangimentos, quando e em que condições os deixa partir. É para esse FC Porto que trabalhamos. Até lá chegarmos, o desporto é também feito de concessões, caminhos cruzados, decisões difíceis e da necessidade de proteger, simultaneamente, a sustentabilidade presente e futura, sem abdicar da obrigação de continuar a vencer. Rodrigo Mora junta-se a Vitinha, Rúben Neves, Diogo Dalot, Fábio Vieira e Fábio Silva, filhos da casa que partiram cedo para outras aventuras e que continuam a levar consigo uma parte da nossa identidade. Longe de casa mas perto do coração. Caro Rodrigo, o Dragão que te levou até Roma é o mesmo que, um dia, te trará de volta.

A todos os que nos criticam, aos que nos desvalorizam, aos que transformam cada decisão do FC Porto numa suspeita e cada sucesso num incómodo, deixamos também uma palavra de agradecimento. Não deixem de existir. Também vocês desempenham um papel principal na afirmação do maior Clube português. Obrigam-nos a estar atentos, a explicar melhor, a trabalhar mais e a recordar diariamente que, para o FC Porto, o caminho raramente é simples. Enquanto uns procuram diminuir-nos, nós continuamos a somar títulos. Enquanto uns constroem cartilhas, nós construímos equipas. Enquanto uns vivem do ruído, nós vivemos do trabalho, do rigor e da vitória.

Esta é a nossa ode ao FC Porto. Não uma canção de descanso ou uma celebração vazia daquilo que já conquistámos, mas uma declaração de compromisso com tudo o que ainda queremos vencer. Começámos bem, mas apenas começámos. A época será longa, difícil e cheia de obstáculos. Teremos de trabalhar mais, permanecer mais unidos e voltar a demonstrar que o todo é sempre maior do que a parte. O passado dá-nos orgulho, o presente exige-nos concentração e o futuro obriga-nos a não abdicar de nada.

Somos o FC Porto. O Clube com mais títulos do futebol português.
Viva o Futebol Clube do Porto.”

F.C.Porto 2 - F.C.Arouca 0. Excelente exibição, mas este ataque...

 

Com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Pablo Rosario, Froholdt e Gabri Veiga, William, André Silva e Pepê, o FCP entrou forte, a pressionar alto, dominador, teve oportunidades, algumas claras, mas com um ataque de papel, desastrado, que tira do sério o adepto mais calmo, fica difícil marcar golos. E por isso não admira que a superioridade total e o bom jogo do campeão não fosse traduzida numa vantagem do marcador ao intervalo. O Arouca chegou uma vez à área do FCP e sem perigo.

Na 2ª parte o FCP entrou com o mesmo onze e com Pepê sozinho na área a atirar para a bancada. Aos 52 minutos Alberto Costa marcou um golo, anulado por falta inexistente sobre o guarda-redes. Logo de seguida Pepê à barra. William sozinho chutou fraquinho. Kiwior de longe, adiantou o FCP. Frango de Arruabarrena que tinha defendido tudo. Lance invalidade pelo VAR. Logo após incrível como a bola não entrou, mas André Silva... Aos 67 minutos e à terceira, foi de vez. Golo de Gabri Veiga - uma das melhores exibições de Dragão ao peito.
Importava não pensar em gerir na diferença mínima. Mas o FCP é assim, em vantagem recuou uns metros, procurou a transição, podia ter marcado, mas Froholdt falhou clamorosamente na cara do guarda-redes.
Aos 72 minutos saiu André Silva - uma absoluta nulidade - e entrou Deniz Gül.
Aos 79 saíram Gabri e William, entraram Borja Sainz e Inbeom.
Porto não podia facilitar, deixar o Arouca jogar. Gül entrou mal, não segurava uma bola, não fez nada de diferente de André Silva.
Aos 85 minutos Borja Sainz falhou um golo de forma inacreditável. Redimiu-se logo de seguida, fez o segundo após grande assistência de Pepê. VAR ainda analisou, mas desta vez validou. Ufa!
Perto dos 90 minutos saiu Bednarek e entrou Nehuén. Aos 90 o que falhou Froholdt...

Excelente exibição do FCP - equipa está a crescer -, com uma 2ª parte de alto nível, em particular os primeiros 30 minutos e uma vitória cristalina. Equipa intensa, dinâmica, rápida a executar, podia ter marcado vários golos. Tivesse o campeão um ataque, no seu todo, com mais capacidade para finalizar e mais golo e hoje o Arouca tinha regressado à Serra da Freita de saco cheio.

Também João Pinheiro devia explicar porque invalidou o golo de Alberto Costa. E o de Kiwior... 

Ah, estamos isolados na liderança.

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Ainda a saída de Rodrigo Mora e mais umas coisas

 

Agora que está consumada a saída de Rodrigo Mora e pela última vez, porque para a frente é que é o caminho e já disse muito do que era preciso dizer sobre o assunto, mais algumas notas, incluindo uma sobre a equipa B e outra sobre a calendarização.
Como referi nunca vi tanta gente preocupada com a saída do Rodrigo Mora, até inimigos fidalgais, daqueles que só querem o pior para o FCP, estão tão tristes, tão desanimados, que até metem dó, chego a ter pena deles.

Vejamos:
Pedro Galo, incapaz de olhar para a realidade, a propósito de Rodrigo Mora fala que uma coisa é o FCP falar em ouro da casa, outra é apostar no ouro da casa. Uma declaração eivada de má-fé, desonesta até dizer basta, complemente fora da realidade. O problema não é apostar no ouro da casa - basta olhar para a equipa B para perceber. Mas sobre a equipa B falarei mais à frente -, o problema são alguns meninos que ainda andam de cueiros e já se julgam Maradonas, querem ser titulares em todos os jogos, não lhes chega jogar 20 a titular. Rodrigo Mora é um bom exemplo. Na época passada e ainda em Agosto, Mora já estava disposto a ir para a Arábia Saudita, já tinha atirado a toalha, já não parecia muito disponível para dar à pinhanha, lutar por um lugar, mostrar ao treinador que tinha de ser ele e mais 10. Nessa altura o FCP exigiu demais, perante um filme semelhante, agora e bem!, já não vai tão longe, já não exigiu o valor da cláusula. O FCP não podia correr o risco de ter um jogador que achava que tinha de ser titular, quando não era ficava triste, ia criar, mesmo que indirectamente, problemas ao treinador como está a acontecer neste início de época. Mora não joga, devia jogar, fica triste, cria instabilidade, treinador na hora de fazer substituições e se não fizesse entrar Mora corria o risco de ser contestado. Assim, é bom para todas as partes. E se na próxima CI ainda compreendo que Francesco Farioli fale sobre Mora, a partir daí espero que o tema Mora saia de cena, o foco seja naqueles que cá estão. Que os chafurdeiros, tentem, não tenho dúvidas, mas a comunicação do FCP não pode permitir que o tema Mora continue na berlinda.

Ouvi um dos muitos entendidos da treta que falaram sobre Mora, dizer que a preocupação de AVB é Mora sair, impor-se e o FCP perceber que podia fazer um melhor negócio no futuro e ter de explicar aos adeptos porque vendeu agora abaixo da cláusula. Não, a preocupação de AVB é defender os superiores interesses do FCP e vender pelo preço que o FCP acha correcto. Se depois os jogadores se afirmam, brilham a grande altura ou os clubes para onde foram o vendem por valores mais altos, paciência, sempre aconteceu, sempre acontecerá, num sentido e noutro. O FCP vendeu Vitinha por 41,5, ele já podia ter sido vendido por 100 milhões. Vamos continuar a carpir mágoas? Mas não deixo de achar curioso que Diego Moreira, jogador da formação do Benfica e que saiu há dois anos a custo zero, repito, a custo zero, estava no Estrasburgo e ingressou no Milan por 45 milhões de euros, não ser tema de conversa e a saída de Mora já seja, mesmo com o FCP a receber 50 milhões. E o cúmulo é ler que o Benfica ainda vai lucrar com a ida do jogador para o Milan. São apenas 675 mil euros, mas é preciso destacar essa pequena verba. Colocar enfoque que o jogador saiu a custo zero, isso não importa.
Felizmente e para o mal deles é que o FCP, repito, continua a ser dirigido de dentro para fora. E quando a isto se junta um treinador que bem ou mal, decide pela sua cabeça, não vacila nas suas convicções, não toma decisões em função do ruído, mesmo que isso signifique desagradar a alguma franja de adeptos - seria tão fácil agradar aos Moristas -, à opinião pública, publicada e falada em programas de horas e horas onde prolifera a má-língua, siga!

A propósito do tema Mora e era inevitável, um ratito conhecido por ter construído uma carreira à custa do mais básico e primário antiportismo, de nome Rui Santos, já veio meter veneno. Não compreende porque o FCP vendeu Mora. As explicações só não as percebe quem não quer, mas aposto que a esmagadora maioria dos portistas - só não digo todos os portistas porque ainda há uns recalcados que nunca vão aceitar a mudança e aproveitam tudo para zurzir em quem dirige o FCP -, estão-se marimbando - por pudor não digo outra palavra terminada em ando -, para o que diz o ratito.

Na época passada o FCP B ficou em 5° lugar depois de ter começado muito mal. Na entrevista de balanço final o treinador João Brandão explicou muito bem as dificuldades que é preparar jogos muitas vezes sem saber com quem pode contar já que há vários jogadores que estão a trabalhar na equipa principal, alguns não vêm à equipa B, outros chegam em cima dos jogos. Esta a equipa, formada quase em exclusivo por jovens dos Sub-17 e sub-19, na sua esmagadora maioria portugueses, voltou a começar mal, tem dois jogos duas derrotas. Já começaram as críticas, o treinador já não presta outra vez. É pena ver que não só não fazem um pequeno esforço para perceber, como não aprenderam nada com o que se passou na temporada anterior. Claro que queremos ganhar sempre; claro que se trabalha melhor suportado em vitórias; claro que a cultura do FCP não é perder, é ganhar. Mas o caminho é este. Objectivo primordial, formar bem, ter no futuro alguns destes jogadores na equipa principal, não uma outra vez, mas fazendo parte do plantel desde o início até ao fim. E, obviamente, manter a equipa B na 2ª Liga.

A Liga adiou o Moreirense - Benfica para 9 de setembro por causa do Benfica estar a disputar o play-off da Liga Europa em virtude de ter sido incompetente na época passada. Assim, o Moreirense recebe o Benfica depois de jogar no Dragão quando o calendário ditou o contrário. Ou seja, o Moreirense recebia o Benfica e vinha ao Dragão!!! Para o Benfica não fazer três jogos numa semana, a Liga vai obrigar o Moreirense a fazer três jogos numa semana!!! Dragão no fim de semana de 5 de setembro, Benfica em Moreira a 9 de setembro, Marítimo em Moreira a 12 de setembro!!! Lembram-se na época passada do Benfica - Rio Ave, Sporting - Tondela e principalmente da Feira das Colheitas em Arouca na semana do FC Porto jogar com Estrela Vermelha e receber o Benfica?! Continua tudo na mesma na Liga do Terreiro do Paço.

PS - Desejo toda a sorte do mundo a Rodrigo Mora, que tenha muito sucesso, corresponda às expectativas e entusiasmo com que foi recebido na capital italiana. 

Rio Ave 0 - F.C.Porto 2. 2ª parte melhor que a 1ª, numa vitória que não merece discussão

 

De início com Diogo Costa, Nehuén, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Pablo Rosario, Froholdt e Gabri Veiga, William, Deniz Gül e Pepê, FCP entrou com com o seu modelo tradicional, trocas de bola, segurança defensiva, na primeira vez que chegou à frente ganhou um canto. Marcou Gabri, Nehuén de cabeça adiantou os portistas. Em vantagem o campeão, como sempre, continuou na mesma toada, mais na expectativa que procurando atacar, aproveitou o Rio Ave chegar à frente, ameaçar. Quando foi até ao fim numa jogada, novo canto, alguns ressaltos, Kiwior aproveitou a sobra e fez o segundo - VAR analisou e invalidou. Fica difícil atacar bem, sair para o ataque com qualidade, com jogadores que sozinhos não conseguem fazer um passe em condições. Antes do intervalo Diogo Costa teve de se aplicar para evitar o empate. Quando a melhor equipa faz pouco e a diferença no marcador é mínima, o adversário acredita e cria problemas. 

O intervalo chegou com FCP na frente, mas sem fazer muito por isso.

Para a 2ª parte, FCP com o mesmo onze pareceu vir com outra disposição. William obrigou o guarda-redes a uma excelente defesa, Pepê podia fazer mais, mas foi pouco acutilante. Zaidu sozinho para progredir, passou para trás. É preciso perder o medo de atacar. Deniz Gül bola no poste. Há jogadores, avançados, que levam com a bola nas costas e fazem golo, o jovem turco mesmo quando faz bem a bola não entra. Gabri apareceu bem posicionado na área, mas o cruzamento foi para o guarda-redes. Estava melhor o FCP, mas faltava contundência no ataque.
Aos 66 entraram Inbeom e Borja Sainz, saíram William e Deniz Gül. Aos 69 saíram Nehuén e Gabri, entraram André Silva e Alberto Costa.
O FCP não "matava" o jogo, mas sem ser exuberante, jogava melhor.
Aos 78 numa bela jogada o golo esteve perto. Com Inbeom a circulação e qualidade melhorou. Como corolário dessa melhoria, mais uma jogada bem construída, Borja marcou o segundo numa assistência do sul-coreano. E logo quase de seguida podia ter sido o terceiro, valeu uma defesa por instinto de E. vd Gouw. Aos 88 entrou Eustáquio, saiu Pepê.

Um Dragão bem melhor na segunda que na 1ª parte, venceu com toda a justiça e se não foi brilhante - continua a falhar passes fáceis na saída para o ataque, contra-ataque -, fez 45 minutos razoáveis, podia ter ganho por mais um golo, pelo menos.

O mister pode gostar muito do Deniz Gül, mas sem colocar em causa nada sobre ponto de vista profissional, entrega, espírito de luta, etc., mas o FCP precisa de mais.

- Mister, mande-os pastar, não lhes passe cartão, diga apenas que não gosta de novelas, principalmente de qualidade muito duvidosa e cite José Maria Pedroto: "No FC Porto não há contestatários maricas, nem os problemas se levantam, porque nunca chegam a existir".

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F.C.Porto 2 - F.C.Alverca 0. Apetecia-me gritar, Mister, solte as amarras!, mas...

 

De início com Diogo Costa, Martim Fernandes, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, William, André Silva e Pepê, o campeão entrou bem, marcou cedo, aos 9 minutos, André Silva de penálti. Quando se esperava que embalado com o golo o FCP se soltasse, fosse para cima à procura do 2°, não aconteceu, foi o Alverca que tomou conta do jogo. Portistas voltaram àquele futebol que é o seu modelo: muitas trocas atrás, futebol lento, mastigado, Varela e equipa mais preocupados em defender, para contra-atacar, que aumentar a vantagem. Sem fazer muito por isso e contra a corrente do jogo, aos 44 minutos novo penálti, golo, desta feita marcou Gabri Veiga.

O jogo chegou ao intervalo com Dragões na frente por 2-0, mas sem ter feito muito para isso.

​No início da 2ª parte foi o Alverca o primeiro a rematar, valeu Diogo Costa. Na resposta, livre de William para defesa do guarda-redes dos ribatejanos. Mas o jogo do campeão continuava muito amarrado, pouco esclarecido, muitos passes errados, quase sempre más decisões. Aos 58 minutos saíram Alan Varela e William, entraram Pablo Rosario e Borja Sainz. Com o domicano o FCP, sem ser exuberante, melhorou, começou a trocar e circular melhor a bola, chegar mais rápido e bem à frente. Sem ter um marcador de livres que aproveite, mesmo aqueles em zona frontal e perto da área e com Martim mal, a acusar muito a paragem, foi Diogo Costa a evitar o golo do Alverca.
Aos 75 minutos saíram Martim e Gabri, entraram Nehuén e Rodrigo Mora. 
Aos 81 saiu André Silva lesionado, entrou Deniz Gül. E o jogo voltou a arrastar-se naquela toada lenta, claramente mais para controlar que outra coisa.
Apesar disso, Bednarek esteve perto do 3° num lance de bola parada.
Sem mais nada de relevante, o jogo chegou ao fim com o triunfo justo do FCP por 2-0. A exibição não foi nada brilhante.

Costuma dizer-se que os ataques ganham jogos, as defesas campeonatos, mas apetecia-me gritar: Mister, solte as amarras! Só que é tempo perdido, o modelo que foi campeão é este e não vai mudar. 

Vamos ver se há novidades nos próximos dias...


O ratinho Santos volta a atacar...
O FCP não pode, sob pretexto nenhum, ficar calado e quieto quando é usado para promover alguém, no caso um ser muito pequenino e de cabelo encaracolado chamado Rui Santos, que construiu uma carreira e continua a ter protagonismo à custa do mais básico e primário antiportismo. Esse modus operandi tem décadas, vem do tempo em que que esta figura sinistra ainda era jornalista no jornal A Bola.

F.C.Porto 1 - S.C.U.Torreense 0. Ganhou o favorito e a 25ª Supertaça Cândido de Oliveira veio para o Dragão

 

FCP com Diogo Costa, Alberto Costa (aos 83 Martim Fernandes), Jan Bednarek (ao intervalo Alan Varela) Jakub Kiwior e Zaidu, Pablo Rosário, Victor Froholdt e Gabri Veiga(aos 73 minutos Inbeom), William Gomes (aos 62 Borja Sainz), André Silva (aos 62 Deniz Gül) e Pepê.

Cerca de 15 minutos de atrevimento do Torreense, depois o FCP ficou dono do jogo, começou por falhar golos cantados - primeiro André Silva a dois metros da baliza falhou clamorosamente, William não quis ficar atrás ainda conseguir fazer pior -, até que chegou à vantagem, marcou Froholdt aos 38 minutos. Uma má troca de passes entre Bednarek e Kiwior, originou um lance de perigo para Diogo Costa.
O intervalo chegou com o FCP justamente em vantagem pela diferença mínima.

O jogo recomeçou e continuou com os azuis e brancos, sem pressa, sem contundência, em vez de irem com determinação à procura do 2º golo, preferiram descansar na vantagem mínima. Hoje vimos novamente os mesmos problemas. Dificuldades em circular e passar bem, com critério, encontrar soluções para desmontar as defesas, criar lances de perigo. Como atenuante, direi, com estes avançados que não criam um desequilíbrio, nunca estão no sítio certo, não fazem um remate à baliza, fica difícil marcar golos. Depois, a perder pela diferença mínima os adversários acreditam e como não têm nada a perder, crescem, arriscam. Às vezes dá mau resultado. Hoje não deu e o FCP conquistou a 25ª Supertaça Cândido de Oliveira. O objectivo foi cumprido, a vitória acaba por ser justa, mas a qualidade de jogo, mesmo com o desconto do péssimo relvado, foi fraca, voltou a ficar aquém do que se exigia. 

Se o FCP não der um tiro certeiro no mercado, pelo menos encontrar um avançado capaz de marcar golos, vai ser muito disto...

Nota final:
Uma vergonha o estado do relvado. Acredito que possa prejudicar as duas equipas, obviamente, mais aquela que tem as despesas do jogo.


Jogo de apresentação 2026/2027, FCP 2 - Aston Villa 1.


Jogaram de início Cláudio Ramos, Pablo Rosário, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, William Gomes, André Silva e Pepê, também entraram na 2ª parte João Costa, Nehuén, Francisco Moura, Inbeom, Eustáquio, Rodrigo Mora, Deniz Gul, Borja Sainz. Marcaram os golos William aos 4 minutos, Pepê aos 41.

Mesmo treinador, mesmos jogadores, mesma equipa, mesmo futebol. Um futebol pouco fluído, pouco dinâmico, só na parte final melhorou. Resumindo, uma exibição que não foi brilhante, vitória justa.

Algumas notas finais:
Início de época, temos de ter alguma tolerância, esperar para ver a evolução. Mas aquela lentidão, constante troca de bola entre guarda-redes, centrais, trinco, novamente para o guarda-redes, irrita-me sobremaneira.

Também porque ter um 6, o chamado trinco, importante na primeira zona de construção, que quando a equipa está a defender, corresponde, mas quando na posse da bola precisa de sair rápido, é lento a pensar, executar, encontrar os melhores caminhos, raramente faz bem e pior, se minimamente pressionado, é um cada calafrio... é um dos problemas que temos de resolver.

A parte final do jogo mostrou uma equipa mais solta, a trocar melhor a bola, ser mais perigosa. Quero ver mais de Inbeom, mas nota-se a diferença na forma como recebe, pensa rápido e toca.

Esperava muito mais de André Silva. Mas começo a pensar se a culpa é dos chamados pontas-de-lança, com médios que lhes metem a bola pelo meio, quando estão pressionados, com os defesas em cima. É verdade que não têm características de procurar e aparecer nos espaços, mas raramente são bem servidos. Também aqui vou esperar para ver. 

No próximo sábado, na Supertaça, já é a sério, espero ver um Dragão bem melhor num jogo em que é claro favorito, mas não pode facilitar.


Cardoso Varela, Hwang In-Beom e Mame Niang

Cardoso Varela é oficial no FCP, 3 anos de contrato. 

Primeiro o que diz o FCP:
«Detalhes da transferência do internacional jovem português. 
O FC Porto celebrou com Cardoso Varela um contrato válido por três épocas desportivas, até 30 de junho de 2029. A transferência do avançado internacional jovem português não envolve o pagamento de qualquer verba.
O GNK Dinamo Zagreb terá direito a 50% de uma potencial futura transferência do atleta, podendo o FC Porto reduzir essa percentagem para 25% caso acione uma opção de compra no valor de 2 milhões de euros. O contrato entre Cardoso Varela e o FC Porto inclui uma cláusula de rescisão no montante de 50 milhões de euros.
O GNK Dinamo Zagreb assumirá a responsabilidade com o mecanismo de solidariedade devida a terceiros e o FC Porto declara que não terá encargos com serviços de intermediação.»

Agora a minha opinião de bitaiteiro:
Cardoso Varela regressa ao FCP de onde nunca devia ter saído. Tem, obviamente, culpas no cartório, mas é o menos culpado. É um bom exemplo do que não deve acontecer. O FCP é um grande clube, é uma boa universidade do futebol, no FCP os jovens estão em casa, podem ganhar experiência, crescer tranquilamente, valorizar-se e como o FCP é um clube vendedor, que não corta as pernas a ninguém, se no futuro houver propostas e for do interesse de todas as partes, sairá como saíram tantos outros.
Muitas vezes em famílias pobres e muito necessitadas, há "empresários" que se aproveitam e a troco de uns poucos milhares de euros que apenas resolvem os problemas do momento, ganham grandes poderes sobre os jovens e como depois só vêem o imediato, tentar recuperar o investimento com juros altíssimos, nem se preocupam com o que é melhor para a carreira de quem representam. É muito este o caso do que aconteceu com Cardoso Varela. 
O FCP estendeu-lhe a mão, que ele perceba, coloque os pés no chão e comece a fazer o que melhor sabe, jogar bom futebol, confirmar as expectativas que criou na formação portista.

Este é o primeiro de um dia que promete ser longo...


O sul-coreano Hwang In-Beom, é Dragão. Custa 4,5 milhões, como se verifica, muito longe dos 12 que chegaram a ser falados.

«Detalhes da transferência do internacional sul-coreano
O FC Porto chegou a acordo com o Feyenoord Rotterdam para a transferência, a título definitivo, dos direitos de inscrição desportiva e de 100% dos direitos económicos de Inbeom Hwang pelo valor fixo de 4,5 milhões de euros, acrescido de uma remuneração variável máxima de 500 mil euros em função do cumprimento de certos objetivos.
Mais se informa que o atleta assinou um contrato válido por três épocas desportivas, até 30 de junho de 2029, com mais uma temporada de opção.
O Feyenoord assumirá a responsabilidade com o mecanismo de solidariedade devida a terceiros e o FC Porto declara que não terá encargos com serviços de intermediação.»

O meu bitaite:
Já disse, mas pela importância, repito: um clube que precisa de vender, como é o caso do FCP - e dos principais clubes portugueses - para além de ter como regra formar bem, olhar primeiro para dentro e quando vai contratar, procurar ser criterioso, ter em conta a idade, jogadores que depois possa valorizar, vender com mais valias. Mas também já disse que todas as regras têm excepções. E assim, desde que em determinado contexto, o valor a pagar é fundamental, como, por exemplo, aconteceu com Pablo Rosario - foi contratado por verbas que transformaram o internacional pela República Dominicana num excelente negócio na relação qualidade/preço - encaro com  normalidade que o FCP contrate jogadores com o objectivo de apenas conseguir rendimento desportivo.  
Portanto, se Francesco Farioli que tem crédito, conhece Hwang In-Beom e acha que o sul-coreano pode ser importante e o FCP através da estrutura do futebol profissional concorda... só resta dar-lhe as boas-vindas e esperar que tenha muito sucesso de Dragão ao peito.

Este é o segundo... ainda falta o Niang...


E como não há duas sem três... 
O senegalês Mame Niang, oriundo dos noruegueses do HamKam, é reforço do FCP. 

«Detalhes da transferência do avançado senegalês
O FC Porto chegou a acordo com o HamKam para a transferência, a título definitivo, dos direitos de inscrição desportiva e de 100% dos direitos económicos de Mame Niang pelo valor fixo de 1,6 milhões de euros, acrescido de uma remuneração variável máxima de 725 mil euros em função do cumprimento de certos objetivos.
O HamKam terá direito a 15% de uma eventual futura transferência do atleta, que assinou um contrato válido por quatro épocas desportivas com outra de opção, tendo acordado uma cláusula de rescisão no montante de 30 milhões de euros.
O FC Porto assumirá a responsabilidade com o mecanismo de solidariedade devida a terceiros e declara que não terá encargos com serviços de intermediação.»

O meu bitaite.
O jovem, 20 anos, grande cabedal, 1,97m, 83 kg, é para mim um ilustre desconhecido e portanto não bitaito sobre o seu valor - não são uns vídeos, por mais interessantes que possam ser, que me fazem mudar de opinião. Mas se o scouting do FCP viu nele potencial para crescer e se impor, o valor é residual - 1,6 milhões -, logo pouco risco, é um reforço que se enquadra naquilo que tem de ser o modus operandi do FCP. Que é, como já referi muitas vezes, apostar e valorizar a formação e estar atento, chegar cedo aos jovens com valor que surgem em vários mercados, seja na Europa, África, Ásia, Américas... O facto do FCP ter na sua formação bons guarda-redes, defesas, médios ou avançados, não devem impedir que o scouting esteja atento e vendo, seja onde for, jogadores com talento e potencial, informe a estrutura e esta, dentro das possibilidades do clube, contrate. Foi assim que olhei para a contratação do jovem Eirik Granaas, é assim que vejo a contratação de Mame Niang. 
Portanto, aguardemos, esperemos que se integre, adapte, acompanhemos, atentos, quando a bola começar a rolar e então sim, é tempo de falar sobre o valor de Mame Niang. 
Não há nenhum clube que acerte sempre nos jogadores que contrata. Mas o FCP ultimamente tem tido uma excelente taxa de acerto e sendo assim... no mínimo merece o benefício da dúvida quando contrata.

Gil Vicente 1 - FCP 0.

O FCP não é isto, não vai ser isto, mas há uma coisa que é preciso dizer desde já: com Samu lesionado, André Silva e Deniz Gul - nunca está no sítio certo, não segura, não liga, não remata, não evoluiu nada -, é muito pouco, até para nível interno...
No próximo sábado, frente a uma grande equipa como é o Aston Villa, vencedor da Liga Europa, espero ver um FCP muito diferente, para melhor, deste que se exibiu a um nível muito baixo esta noite. Apesar de várias atenuantes.

Os premonitórios adeptos do FCP. Está provado que era verdade. Não foi no mercado de Inverno, foi no de Verão


Pois é, quando no clássico entre FCP - Sporting para o campeonato, adeptos do FCP mostraram camisolas do Atletico de Madrid a Mortem Hjulmand - uma semana antes foi público que os de Madrid estavam interessados no capitão do Sporting -, a trupe leonina, Varandas mais os seus peões de brega da Média Livre, com Pedro Galo à cabeça, logo saíram a terreiro para dizer que as imagens só confirmavam a teoria de mais uma manobra suja de gente ligada ao FCP para desestabilizar o jogador antes de um jogo de grande importância para as contas do título. Afinal, a única coisa que podemos concluir para além de felicitar os premonitórios adeptos dos Dragões, é que, afinal, o interesse dos colchoneros era verdadeiro, não se consumou no mercado de Inverno, consumou-se no de Verão. Também podemos concluir que na Média Livre não passam de comissários ao serviços do clube de Alvalade.


Roberto Martínez saiu de cena, mas já temos seleccionador: é Jorge Jesus! 
Agora falta saber que Portugal vamos ter. Portugal do Jesus crucificado e também ajoelhado no Dragão, ou o Portugal do Mestre da Táctica, Catedrático, Exterminador Implacável, Iron Man, Doutor do Povo? Uma coisa sei: não vai faltar arrogância, bazófia, fanfarronice, o eu em vez do nós...

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