Casa Pia 2 - F.C.Porto 1. Inventamos, mexemos, pagamos a factura. É preciso reflectir muito sobre esta derrota...
Depois da vitória no confronto com o Rangers que lhe garantiu a entrada directa nos oitavos-de-final e com a vantagem de só ter de pensar na Liga Europa em meados de Março e antes do clássico frente ao Sporting, jogo importantíssimo para as contas do campeonato, o FCP tinha de defrontar o Casa Pia, em Rio Maior e era fundamental vencer para entrar em campo contra o 2º classificado com a mesma vantagem - sete pontos. Não foi assim, os sete pontos viraram quatro.
Farioli mexeu em alguns lugares em relação ao jogo de quinta-feira e os Dragões iniciaram o encontro com Diogo Costa, Martim Fernandes, Thiago Silva, Bednarek e Francisco Moura, Pablo Rosario, Alan Varela e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz e entrou a dominar, encostou o Casa Pia lá atrás, ia ameaçando. Mas na primeira vez que ultrapassaram o meio campo, os casapianos marcaram. Defesa, centrais e Francisco Moura a dormir. Claramente contra a corrente do jogo, mas Dragões em desvantagem. Era preciso reagir e encontrar soluções frente a uma equipa com todos no último terço. Pensar e executar rápido. Mas não estava fácil. Futebol lento, previsível, sem largura.
Aos 25 minutos Samu agarrado na área, siga. Tentar entrar pelo meio em toquesinhos, era facilitar a vida à defesa do Casa Pia. Quando ia pelas laterais melhorava, embora pouco, mas a tendência era errar. Incrível o que perdeu Gabri Veiga sozinho na cara do guarda-redes.Varela também esteve perto de marcar num remate de fora.
Aos 41 Borja Sainz marcou, mas estava em fora-de-jogo. Com a equipa a perder as trocas de bola entre os centrais e o trinco irritava o mais calmo dos adeptos.
Para complicar na segunda vez que chegou a frente livre, bola metida na área, Thiago Silva fez auto-golo. Tínhamos uma muralha defensiva, mexemos, estragamos, temos uma defesa que sofre dois golos em duas jogadas. Culpa exclusiva de Francesco Farioli.
O jogo chegou ao intervalo com uma grande surpresa, Casa Pia a vencer por 2-0, culpa de um FCP permeável atrás, previsível no meio-campo e sem contundência na frente.
Na 2ª parte Alberto Costa entrou para o lugar de Martim Fernandes tão mal a defender como a atacar. Era preciso entrar com tudo, fazer um golo cedo, entrar rapidamente no jogo. E assim foi. Pablo Rosario marcou logo no primeiro minuto. Havia tempo, nada de precipitações. Mas não parecia ser essa a vontade de alguns jogadores do FCP.
Thiago Silva muito perto de se redimir, grande defesa de Patrick Sequeira. Borja Sainz escolhia sempre a jogada errada.
Farioli viu, aos 56 minutos tirou o espanhol e Alan Varela, meteu Froholdt e William Gomes.
Sempre pelo meio, sempre a afunilar. Sempre muitos toques na primeira fase de construção. Gabri perto do empate. Alberto Costa mal a cruzar. William a imitá-lo.
Porto pressionava, mas faltava critério, criatividade, ataque e principalmente calma a abordar os lances, mais cabeça. Aos 70 saíram Pepê e Thiago Silva, entraram Oskar Pietruzesvky e Deniz Gül que podia ter feito muito melhor perto da baliza.
Casa Pia na única ida à frente ia marcando. E os cruzamentos continuavam muito mal. William teve uma entrada muito dura, foi expulso. Clara falta de maturidade, atitude lamentável e notório prejuízo da equipa. Enfim... quando era preciso todos para a remontada, Porto com menos um.
Jogo parado para assistir o jogador lesionado, guarda-redes caiu quando o colega entrou.
Nem de livre pertíssimo da área o FCP lá ia. Asneiras atrás de asneiras. Que pobreza franciscana. Com o FCP a ser incapaz de fazer o mínimo, como seja cruzar em condições, Diogo Costa evitou o 3°. A incapacidade do FCP em fazer as coisas certas era a marca na noite de hoje. E o jogo terminou com a derrota do FCP, a primeira e antes do clássico frente ao Sporting.
Quando se tem um centro da defesa que é uma muralha, mudar para quê? Só se for para piorar. E de repente uma defesa que era fortíssima, um certificado de garantia, passou a ser permeável, sofreu num jogo metade dos golos que tinha sofrido nas 19 jornadas anteriores. Mas seria redutor dizer que foi apenas a defesa, não hoje não foi apenas a defesa que esteve mal, foi o colectivo que não fez nada de jeito. Meio-campo incapaz de encontrar os espaços para servir os avançados, lento a pensar e executar, afunilava quando se pedia que jogasse pelas laterais. Os avançados por sua vez nunca encontraram os caminhos da baliza. Se Samu sempre muito marcado tinha muitas dificuldades em encontrar espaços, os alas Pepê, Borja e William - este com a agravante de ser expulso numa altura em que a equipa procurava o empate -, raramente fizeram alguma coisa de jeito. Oskar Pietruzesvky até entrou com vontade, foi o melhor dos quatro, mas estava praticamente sozinho.
Este era um jogo que era importante vencer. Mas o FCP que até não entrou mal, depois do bolo sofrido nunca mais se encontrou, viria a sofrer outro perto do intervalo que ainda complicou mais. Apesar de reduzir logo no recomeço da 2ª parte e ter uma posse de bola esmagadora, as oportunidades não foram muitas e nas poucas que teve foi incapaz de fazer pelo menos um golo.
Continuamos líderes isolados, numa situação privilegiada, mas é preciso tirar todas as ilações desta derrota.
Veremos como a equipa que vinha numa sequência extraordinária no campeonato, vai reagir a este desaire que não estava nas previsões de ninguém. Na próxima segunda-feira frente ao Sporting, veremos que Porto teremos. É é preciso um Porto muito diferente e a um nível muito mais alto.
Nota final:
Não entro em euforias excessivas, como não entro em depressão porque perdemos um jogo que devíamos ganhar. Não fico prostrado, mesmo estando muito fod...
PS - Podia falar do árbitro e dos agarrões, mas quando cheiraria a desculpa e não quero desculpas.
Editorial de AVB na Revista Dragões
“Há lugares que guardam histórias e há Instituições que as escrevem todos os dias, com trabalho, coragem e compromisso. Entrámos em janeiro com essa consciência, a de que o futuro não se prevê, constrói-se. E constrói-se com decisões claras, com pessoas certas nos lugares certos e com a fidelidade inegociável aos valores que fazem do FC Porto aquilo que hoje é: um Clube exigente, com uma identidade muito própria.
É por isso que a renovação de Francesco Farioli representa muito mais do que a continuidade de um treinador. Representa a continuidade de um método. De uma forma de estar. De uma cultura de trabalho que encaixa no que somos. Desde o primeiro dia, Farioli compreendeu que o FC Porto não vive de atalhos nem de facilidades: vive de rigor, de trabalho, de ética, de simplicidade e de uma obsessão saudável pelo detalhe. Compreendeu também que, aqui, não há vitórias “a prazo” - há responsabilidade diária. A forma como tem desenvolvido a equipa, como tem valorizado os jogadores, como trabalha em estrutura, como se relaciona com a sua direção, e como coloca sempre o Clube acima de qualquer ego, confirma-nos aquilo que vemos no Olival: competência, coerência e ambição.
Os resultados, que nunca são obra de um homem só, mas sim de um coletivo que trabalha bem, são um reflexo dessa seriedade. O melhor arranque de sempre na nossa História no campeonato, os resultados históricos alcançados, a entrada direta nos oitavos de final da Liga Europa, a maturidade competitiva com que a equipa tem respondido às exigências, tudo isso tem assinatura: do grupo, do treino, do método, da liderança, do compromisso. E é isso que queremos preservar e potenciar. Renovar é acreditar. Renovar é dar estabilidade a um projeto que pretende devolver o FC Porto, de forma sustentada, ao lugar natural onde sempre esteve: o lugar dos títulos.
A escolha do local para anunciar essa renovação não foi ao acaso. A Livraria Lello Porto, que celebrou 120 anos de história, é uma das grandes instituições da nossa cidade. Um património que atravessa gerações, que liga a cultura ao orgulho de ser do Porto, e que representa valores que também são nossos: o respeito pela memória, a ambição de futuro, a exigência, a ligação à comunidade, a projeção internacional. Ao juntarmos a Livraria Lello Porto e o FC Porto, fizemos aquilo que o Clube tem a obrigação de fazer: reforçar a ligação entre cidade e emblema, entre Porto e FC Porto, entre a nossa identidade local e a nossa presença global.
E também aqui Francesco Farioli percebeu a essência. Porque quem lidera o FC Porto tem de entender que este Clube não vive apenas dentro das quatro linhas. Vive de símbolos, de cultura, de pertença. Vive daquilo que nos une e nos distingue. E quanto mais o nosso treinador e a nossa equipa compreenderem essa dimensão, mais fortes seremos como projeto desportivo, mas também como Instituição.
No plano competitivo, janeiro trouxe-nos aquilo que define os grandes grupos: capacidade de sofrer, de resistir, de responder sob pressão e de vencer em contextos difíceis. As vitórias fora frente ao Santa Clara e ao Vitória de Guimarães, em dois campos exigentes, foram provas claras de maturidade e de carácter. Não foram jogos “fáceis”, nem poderiam ser. Foram jogos de determinação, de coragem e de espírito de luta, esse ADN que os outros invejam e que faz com que o FC Porto nunca se esconda, nunca se renda e nunca abdique.
A isto somámos um triunfo frente ao Benfica na Taça, que nos coloca nas meias-finais e nos abre a porta para uma eliminatória decisiva com o Sporting CP ou contra o AVS SAD.
Na Liga Europa, o percurso está a ser marcado por uma enorme demonstração da nosso ADN. Plzeň foi o espelho desse caminho, um jogo de uma dureza que só um querer imenso conseguiria vergar. Com o Rangers, o que começou com uma adversidade, transformou-se num jogo em que toda a equipa mostrou que tem argumentos para passar à próxima fase com a sua ambição reforçada.
Mas nada está ganho. O caminho que temos pela frente continua exigente. Continuaremos a disputar tudo, contra tudo e contra todos: contra adversários fortes e em contextos difíceis, contra a narrativa carbonizada e plasmada de alguns “comentadores”, que de isentos têm pouco, em meios de comunicação social, que anseiam pela nossa queda, chegando até a prevaricar com a honra dos atletas das equipas que defrontam o FC Porto e que dedicam horas a esmiuçar , em “loop” e com lupa, imagens à procura de penáltis inexistentes contra o FC Porto, sustentados por ex-membros de comissões não permanentes de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol que continuam a intoxicar o trabalho dos árbitros a cada fim de semana.
Por tudo isto, fevereiro será um mês determinante na nossa caminhada, onde a união em torno da equipa e dos seus objetivos é fundamental.
É por termos plena consciência dessa exigência que atuámos no mercado, reforçando a equipa de acordo com as necessidades identificadas pelo treinador e pela estrutura. As chegadas de Thiago Silva, de Óscar Pietuszewski e de Terem Moffi respondem a uma lógica clara: qualidade, perfil, carácter e utilidade para o projeto e as nossas ambições. E assim seguindo uma estratégia pensada, continuamos atentos ao que faz sentido, sempre com a mesma matriz: responsabilidade financeira e ambição desportiva.
Esse futuro constrói-se também fora do relvado, com a internacionalização contínua do FC Porto. Foi com entusiasmo que assinamos o protocolo de cooperação com o FC Cincinnati, da MLS. Um parceiro que representa uma visão moderna e exigente do futebol: profissionalismo, seriedade, qualidade de infraestruturas, capacidade de desenvolver jogadores e, sobretudo, uma cultura de crescimento sustentado. Para o FC Porto, esta parceria significa abrir portas e criar pontes num mercado estratégico como os Estados Unidos, aproximando o Clube de novos públicos e consolidando a nossa presença global.
No continente africano, os países de língua portuguesa em particular continuam a ser uma prioridade e a ser olhados com muita atenção. Nessa senda, o FC Porto reforçou a sua expansão neste continente com o lançamento da Dragon Force Black Bulls Mozambique, em parceria com a Associação Black Bulls. Este projeto, que arranca de imediato, focar-se-á na exportação da nossa metodologia de formação e na identificação de talentos locais com potencial para serem integrados em programas de alto rendimento, consolidando Moçambique como um território de enorme relevância estratégica, após aberturas semelhantes no Zimbabwe e em Cabo Verde.
E não ficaremos por aqui. As próximas semanas poderão trazer novidades importantes para a nossa expansão para a Ásia. Porque o FC Porto tem de ser, cada vez mais, um Clube do Porto para o mundo, sem nunca perder a identidade, sem nunca abdicar dos valores, sem nunca esquecer de onde vem a nossa força.
Uma palavra sobre o nosso ecletismo, que é parte inseparável da identidade do FC Porto. A nossa equipa feminina de voleibol tem feito um percurso muito positivo e queremos que continue a demonstrar toda a sua capacidade para nos devolver um título que nos escapou na época passada. O apoio dos Sócios e Adeptos tem sido fundamental e continuará a ser decisivo.
No hóquei em patins, a mudança na equipa técnica trouxe uma transformação visível: na forma de jogar, na confiança dos atletas e na qualidade coletiva. É gratificante ver essa evolução, jogo após jogo, e saudar o grupo pelos resultados recentes com a ambição de manter este crescimento em fevereiro e continuar a lutar pelo título com a mesma intensidade que sempre nos caracterizou.
No andebol e no basquetebol, a exigência é total. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para alcançar os resultados que ambicionamos. Não podemos ceder em nenhuma das frentes em que estamos envolvidos e levar o nosso compromisso com a vitória até ao final da temporada.
O FC Porto é isto: trabalho, identidade, coragem. Um Clube que se renova, que vence, que cresce e que não se desvia do que é essencial. Cada jogo é uma Arena. Cada mês é um capítulo. E o próximo capítulo escreve-se com foco, com união e com a ambição de sempre.
Conto convosco. Sempre.
Viva o Futebol Clube do Porto!”
F.C.Porto 3 - Rangers F.C. 1. Objectivos, vitória e apuramento directo para os oitavos-de-final, cumpridos
Na última jornada da fase de liga, da Liga Europa, o FCP, para conseguir chegar aos oitavos-de-final, sem passar pelo play-off, tinha obrigatoriamente de vencer os escoceses do Rangers FC. Mesmo assim não era garantido que o conseguisse, dependia dos resultados de algumas equipas que estavam à sua frente.
Com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Francisco Moura, Froholdt, Alan Varela e Rodrigo Mora, William, Samu e Pepê, o FCP até entrou bem, Mora duas vezes sozinho e com espaço para passar em condições - até tinha duas opções -, decidiu mal. Do nada, defesa mal posicionada - Alberto Costa não fechou nas costas do central -, golo do Rangers. Golo que devia ter sido anulado porque no início da jogada há mão do jogador que fez o cruzamento. Talvez fosse isso que desconcentrou a defesa dos azuis e brancos.
Dragões até podiam ter empatado na resposta, mas William falhou o remate. O golo perturbou os azuis e brancos que tentavam chegar ao empate, mas não faziam nas melhores condições. Mora e William eram os expoentes máximos. Os escoceses, notoriamente inferiores, em vantagem, recuaram, com processos simples, tentavam ir á frente, mas com pouco discernimento. Os portugueses, algo trapalhões, com pouco critério, não conseguiam criar perigo. Mas apesar disso e no meio da confusão - tinha de ser assim... -, Mora empatou. E Pepê até podia ter desempatado logo de seguida. Mas depois de em velocidade e muito bem, se isolar, na hora de rematar foi abalroado, penálti claro que nem árbitro e VAR viram. Um golo irregular e um penálti não assinalado, mas que rica encomenda...
Com calma, sem complicar, o FCP tinha tudo para dar a cambalhota. E deu. Mais uma vez num golo esquisito. Defesa e guarda-redes atrapalharam-se, Francisco Moura aproveitou e marcou. Nada de recuar, defender a vantagem mínima. Num canto, onde o FCP é fortíssimo, William bateu bem e Bednarek ou terá sido o defesa?, fez o 3°. Os escoceses mostravam as suas limitações, era preciso não dormir nos dois golos de vantagem, não inventar e procurar mais um golo. Mora ia complicando ao tentar fintar junto à área - nessa zona não se brinca -, William fazia o mesmo na frente.
O jogo chegou ao intervalo com portistas em vantagem por 3-1. Mesmo não estando a fazer uma exibição brilhante, o FCP mostrou que era muito superior ao Rangers. Mas ainda havia mais 45 minutos para jogar e apesar da superioridade e da vantagem, era importante não descansar, relaxar, perder a concentração, permitir que a equipa inferior pudesse marcar, entrar no jogo, acreditar. Pelo menos não sofrer antes de marcar mais um golo. Solução, jogar simples, optar e assistir bem, ser eficaz. A melhor forma de uma equipa que é tecnicamente melhor e em vantagem frente a equipas muito físicas e pouco técnicas, é jogar um futebol apoiado, bola no pé, circular, obrigá-las a correr, desgastar-se, aproveitar os erros e os espaços que dão quando atacam e se expõem, para marcar. Era isso que se pedia na 2ª parte.
Para a etapa complementar Francesco Farioli não mexeu e a partida recomeçou com o FCP a controlar, poupar, gerir e eu mais preocupado com os resultados dos outros jogos.
E com os escoceses a arrebitarem, mas não muito e o FCP a pensar no Casa Pia, aos 61 minutos saíram Alberto Costa e William Gomes, aos 68 Froholdt e Samu deram o lugar a Pablo Rosario e Deniz Gül, mais tarde, aos 80, Rodrigo Mora saiu para a entrada de Gabri Veiga.
Na parte final do jogo, Pepê, Borja e Deniz Gül perto do golo, mas o resultado da 1ª parte a persistir.
E assim, o FCP, sem nota artística, conseguiu o seu objetivo, classificar-se para os oitavos-de-final evitando o play-off e mais dois jogos numa altura importante da temporada e onde tudo se vai decidir. O jogo também permitiu a Francesco Farioli gerir o esforço de alguns dos seus jogadores mais importantes.
A 27 de Fevereiro ficaremos a saber qual o adversário que nos calhou em sorte nos oitavos, com os jogos a 12 e 19 de Março, sendo que a 2ª mão é no Dragão.
F.C.Porto 3 - Gil Vicente 0. Resultado não oferece contestação frente a um bom adversário
Após uma má exibição e um mau resultado - contra dez durante toda a 2ª parte esperava-se muito mais da equipa de Farioli - e antes de receber os escoceses do Rangers num jogo decisivo para saber se teremos um Dragão com entrada directa nos oitavos-de-final ou obrigado a disputar o play-off e mais dois jogos, o FCP no regresso ao campeonato tinha pela frente o Gil Vicente, 4º classificado e a fazer uma época excepcional, bem acima das expectativas.
Com um onze composto por Diogo Costa, Martim Fernandes, Thiago Silva, Bednarek e Kiwior, Pablo Rosario, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz, os azuis e brancos entraram com o seu jogo habitual, trocar atrás até encontrar espaços na frente, preferencialmente através de Pablo Rosario. Na primeira vez que conseguiram sair bem, Borja Sainz bem posicionado e com dois colegas a quem podia passar, preferiu rematar, rematou ao lado. Aos 12 minutos a bola entrou na baliza do Gil Vicente, mas Borja Sainz estava deslocado.
Os de Barcelos trocavam bem a bola, não se faziam rogados, procuravam a baliza de Diogo Costa e ameaçavam. Ao contrário dos azuis e brancos que não circulavam nem ligavam tão bem as jogadas, tinham mais dificuldade em chegar no último terço em ataque organizado.
As dificuldades passavam muito porque Pablo Rosario muito junto aos centrais, não se soltava, o Gil ficava com vantagem de ter três, às vezes mais jogadores para Froholdt e Gabri Veiga.
Era importante que o chamado trinco subisse uns metros. O jogo dos azuis e brancos não fluía. Mas apesar disso o FCP podia ter marcado. Incrível como Gabri Veiga falhou um golo cantado.
Num canto do mesmo jogador, Murilo agarrou e derrubou Samu, penálti claro. Chamado novamente a marcar, o internacional espanhol desta vez não desperdiçou, adiantou os Dragões. Samu que estava muito bem no jogo.
Feito mais difícil, era importante não gerir, continuar a atacar, procurar dilatar a vantagem. Para isso era importante não facilitar e principalmente fazer bem. Não errar passes fáceis, definir com critério, procurar as melhores opções.
Sem mais nada de relevante, o jogo chegou ao intervalo com os portistas na frente, resultado justo, apesar da boa réplica do conjunto de César Peixoto.
A vencer pela diferença mínima, longe de poder descansar e relaxar, o FCP não podia facilitar, tinha de procurar o 2° golo. Para isso tinha de aproveitar os espaços que a equipa de Barcelos certamente iria dar na procura do empate.
Francesco Farioli manteve o mesmo onze e o jogo recomeçou com Borja Sainz em vez de despachar, quis fintar, pediu falta, o árbitro não assinalou e perigo para a baliza dos líderes do campeonato. Para quê complicar? Porto sempre a trocar a bola atrás à espera de procurar soltar curto ou na profundidade. Mas as coisas não saíam bem.
Aos 61 minutos saíram Gabri Veiga e Borja Sainz, entraram Rodrigo Mora e William Gomes. O Gil acreditava, assustava, os azuis e brancos quando chegavam na frente faltava qualquer coisa. O FCP sem necessidade, facilitava, estava a pôr-se a jeito. Aos 70 minutos entrada muito dura de Fernandez sobre Thiago Silva, vermelho, Gil com dez, vida ficou mais fácil para o conjunto da casa. Mas para isso era preciso melhorar com bola e estava difícil passar e optar bem. Mora perto do golo. Não entrou nesse lance, entrou logo a seguir, num grande golo de Martim Fernandes com um remate fortíssimo de longe.
Com dois golos de vantagem e mais tranquilo, o treinador do FCP achou que era hora de voltar a mexer, meteu Oskar Pietruzesvky e Deniz Gül, tirou Pepê e Samu aos 76 minutos e aos 81 saiu Froholdt e entrou Eustaquio.
Só dava Porto que ameaçava o 3°. E fez por William. Lá está, ameaçou que ia para dentro, foi por fora, ficou na cara do guarda-redes e fez um belo golo.
O resultado era pesado para o Gil Vicente, mas o FCP, que tem uma defesa difícil de bater, se a partir dessa fortaleza, melhorar na saída para o contra-ataque, pode marcar mais golos, chegar mais rapidamente à tranquilidade.
Deniz Gül sozinho frente a Dani Figueira por um toque de classe de Rodrigo Mora, podia ter feito o 4°.
O jogo chegou ao fim com a vitória dos Dragões por um resultado que não oferece contestação, frente a uma equipa que fez um bom jogo, deu excelente réplica, melhor quando jogou com onze.
Sem ter feito uma exibição brilhante o FCP fez o que era preciso, conquistou os três pontos, manteve distâncias para quem vem atrás. Agora é descansar e preparar o jogo com o Rangers decisivo para saber se os Dragões vão directamente para os oitavos-de-final ou têm de fazer mais os dois jogos do play-off.
Não há razões para desconfiar, mas é preciso prevenir, alertar para não sofrer desilusões
Hoje mais a frio, atenuada a irritação e desilusão de uma má exibição e um mau resultado, importa dizer o seguinte:
1 - O FCP já conseguiu os serviços mínimos, está apurado para o play-off. E se cumprir a sua obrigação, vencer o Rangers e de preferência por um resultado que não seja apenas a diferença mínima; a lógica não for uma batata, por exemplo, o Ferencvaros ir vencer o Nottingham; ainda se pode apurar directamente para os oitavos-de-final. No jogo com o Rangers não pode ser apenas um FCP físico, muito coração, futebol directo, pelo ar. Nessa matéria os escoceses não são inferiores a ninguém. Tem de ser um Porto com bolinha no chão, largura, tocar e circular bem, obrigar o adversário a correr atrás da bola, desgastar-se, boas opções e definições no último terço, passar e executar bem, finalizar com eficácia.
2 - Sem ter nas laterais o nível que tem no centro da defesa, o sector recuado do FCP é excelente, uma garantia que a equipa sofre poucos golos e se marcar, ganha ou empata, muito dificilmente perde.
3 - Já o meio-campo e o ataque, o nível está aquém da prestação exigida e longe da prestação da defesa, guarda-redes incluído.
No sector intermédio, onde se costuma dizer, se ganham os jogos, Froholdt é um box to box, um todo terreno, ataca, defende, pressiona, dura os noventa minutos, mas não é um organizador de jogo, um patrão, o que marca os ritmos, encontra os espaços, tira coelhos da cartola. Idem para Pablo Rosario, Alan Varela ou Eustaquio. Esse jogador devia ser Rodrigo Mora ou Gabri Veiga e quer um quer outro até ao momento nunca foram aquilo que a equipa precisa.
No centro do ataque, sem Luuk de Jong, o FCP tem dois jovens com potencial, mas que ainda precisam de crescer, evoluir em vários itens, não são ainda - espero que possam vir a ser -, os goleadores que a equipa necessita.
Nas alas e sem tempo para analisar o valor e características do polaco Oskar Pietruzesvky, apesar da estreia prometer muito - convém lembrar que só tem 17 anos, precisa de crescer naturalmente, sem pressões e exigências que só podem atrapalhar. Veja-se o caso de Rodrigo Mora -, o FCP tem três alas de características semelhantes. Todos interiorizam, vão sempre para dentro, jogam pouco ou nada com o lateral que entra nas costas. Assim o jogo tende a afunilar, ir para espaços congestionados, frente a equipas de tracção à rectaguarda, que defendem com muitos e colocam muita gente no centro da defesa, fica difícil encontrar o caminho do golo. É preciso dar largura, ir à linha, fazer passes para trás ou cruzamentos bem executados.
4 - Alguém diga a William Gomes que anda desaparecido em combate desde Setembro em que marcou um grande golo na Áustria frente ao Salzburg depois de ter feito outro igual em Alvalade. Marcar golos bonitos, OK, mas forçar, abusar da mesma jogada constantemente, mesmo quando a jogada pedia outra opção, um passe ou cruzamento, é burrice e tem de acabar. Os golos bonitos são tão importantes para a equipa como os golos marcados com as costas.
Acorda, rapaz!
Já Borja Sainz não pode fazer o mais difícil, controlar bem a bola, ficar isolado na cara do guarda-redes e depois passar-lhe a bola. Nestes jogos falhar golos cantados pode fazer toda a diferença.
5 - Em jogos amarrados, difíceis, onde os espaços no último terço são caríssimos, falta ao FCP um desequilibrador, um jogador diferenciado, capaz de encontrar o caminho para o golo numa zona congestionada, num lance de génio com uma assistência primorosa ou um golo.
Nota final:
É preciso não esquecer o ponto de partida e até ao momento, o FCP tem feito uma época excelente. Lidera o campeonato com dezassete vitórias e um empate, em dezoito jogos, sete pontos para o 2° e dez para o 3°.
Está nas meias-finais da Taça de Portugal onde vai defrontar o Sporting numa eliminatória difícil, que se prevê equilibrada, sem favorito, quando devia defrontar o Santa Clara onde aí já seria o favorito.
Continua na Liga Europa - como referi falta saber se com ou sem play-off -, mesmo não tendo tido na 2ª prova mais importante da UEFA uma prestação de grande qualidade. Mas isto ainda não terminou...
Perdeu a possibilidade de conquistar a Taça da Liga, mas para mim é o lado que durmo melhor.
Para além disso, esta equipa tem atitude, determinação, alma, crença, espírito de solidariedade e de grupo, tem honrado o manto sagrado, levado a que o portismo volte a acreditar no sucesso. Ontem correu mal, mas não podemos achar que vai ser sempre assim. É preciso que este resultado e esta exibição faça tocar as campainhas, sirva de alerta, mostre que é preciso voltar à terra, um bom FCP apareça já na próxima 2ª feira frente a um Gil Vicente que está a fazer uma grande campeonato.
Somos uma equipa com muita juventude e esse factor pesa e tem de ser ponderado, compreendido. Mas o factor juventude não pode ser motivo para que, no momento certo e este é o momento, essa juventude não seja alertada, corrigida. É preciso evitar deslumbramentos. O eu nunca pode estar acima do nós. Foi com humildade, um perfil discreto que chegamos até aqui, tem de ser com esse espírito que devemos encarar a 2ª parte da temporada.
Assim e para concluir, apesar da excelente época, há coisas que podem e devem melhorar. Foram apontadas algumas, apenas com o objectivo construtivo e sobre aquilo que na opinião deste bitaiteiro que não passou a desconfiar, muito menos já não acredita, sobre o que FCP precisa de fazer melhor.
Viktoria Plzen 1 - F.C.Porto 1. Desperdiçar por culpa própria a oportunidade de colocar um pé nos oitavos-de-final
Depois de um jogo muito difícil frente ao Vitória SC, em Guimarães, mas que terminou com objectivo da conquista dos 3 pontos, conseguido, os Dragões tinham pela frente outro Viktoria, desta vez em Plzen, na Chéquia, jogo a contar para a penúltima jornada da fase de grupos da Liga Europa. Dependendo exclusivamente de si, o FCP podia, com uma vitória, dar um passo que quase lhe garantia o apuramento directo para os oitavos-de-final da 2ª prova da UEFA, sem passar pelo play-off.
Ciente das responsabilidades e da importância do jogo e debaixo de condições atmosféricas adversas, muito frio, Francesco fez alinhar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Martim Fernandes, Pablo Rosario, Froholdt e Rodrigo Mora, William Gomes, Samu e Borja Sainz e o FCP entrou bem, rapidamente ganhou dois cantos, mas sem consequências. De um erro de Kiwior, mau atraso para Diogo Costa, resultou em golo do Plzen e sem que tivessem feito alguma coisa para o conseguir. Os chéquios animaram, pressionaram, o FCP sentiu o golo, tremeu, esteve em risco de sofrer o segundo. Com os portistas a demorarem a assentar e ligar o jogo, encontrar boas opções, aos 18 minutos Borja Sainz completamente sozinho e já dentro da área, passou a bola ao guarda-redes. Incrível o falhanço do espanhol.
Os Dragões procuravam reagir, mas de uma forma trapalhona, com decisões erradas, perdiam a bola facilmente, permitiam contra-ataques perigosos. Culpa de um meio-campo que não pegava no jogo, soltava nas melhores condições na frente, não subia no apoio a Samu. Quando chegava, o critério a definir raramente era bem executado. Numa excelente subida de Kiwior pela esquerda, cruzamento para trás, Mora não só não finalizou como impediu que a bola chegasse a uma zona onde poderia aparecer alguém para finalizar. Já merecia um golo o conjunto português, mas faltava contundência e assertividade na hora de rematar à baliza. Já o Plzen não perdia tempo a enfeitar, mal tinham oportunidade rematavam. No ataque do FCP William não fazia nada, era um a menos. Samu era travado de qualquer maneira, amarelo nem vê-lo.
Aos 45 minutos penálti claro contra o Plzen, corte com o braço evitando o golo, VAR analisou, chamou o árbitro, este foi ver e assinalou penálti e expulsão.
Chamado a marcar Samu falhou clamorosamente, atirou ao lado, desperdiçando uma grande oportunidade do FCP ir para o intervalo empatado, com tudo que isso significava na moral portista para a 2ª parte e abalo na confiança do adversário.
E assim as equipas recolheram às cabines com os chéquios na frente, culpa exclusiva da incapacidade do FCP em marcar golos, mesmo de penálti. Assim fica difícil.
Com mais um jogador em campo, esperava-se que a equipa de Farioli viesse com tudo para virar o resultado. O técnico do FCP fez uma alteração, meteu Pepê, tirou Borja Sainz.
O jogo recomeçou com os Dragões instalados no ataque, o Plzen todo atrás. Mas era preciso fazer bem, mas havia quem persistisse em fazer mal. Muita bola, muitos toques, mas poucas decisões correctas. Mora e William eram zero, continuavam desaparecidos, não faziam nada de jeito. O treinador viu, manteve William, mas tirou Alberto Costa e Rodrigo Mora, meteu Francisco Moura e Gabri Veiga. Faltava claramente ataque ao FCP. E William continuava a fazer asneiras. Sem que se notassem melhorias com as substituições, as interrupções eram constantes, só jogadores do Plzen no chão.
Deniz Gül e Alan Varela nos lugares de um péssimo William e de Martim Fernandes.
Aos 73 minutos Francisco Moura com tudo para assistir bem e com vários colegas bem posicionados, em vez de tocar atrasado colocou na zona do guarda-redes e perdeu-se uma boa chance. Apesar de ter muita posse, era um FCP que parecia incapaz de mudar o rumo dos acontecimentos. Em vez de alargar pelas laterais, afunilava, só jogava pelo meio, pela zona mais congestionada. Mesmo contra dez não conseguia uma jogada em condições, raramente criava uma oportunidade de golo.
Deniz Gül, o único que entrou bem, muito perto do golo. Até esse momento foi o único lance de perigo na 2ª parte. No FCP havia uma espécie de competição para ver quem fazia pior, ninguém emergia, desequilibrava, encontrava espaços para assistir ou finalizar.
Aos 85 Moura marcou, mas a bola antes bateu no braço de Samu.
Finalmente, em cima dos 90, Deniz Gül fuzilou e empatou o jogo. De seguida Samu podia ter marcado, mas foi com o pé contrário.
O FCP tentava tudo, mais com o coração que com a cabeça, mas só deu para empatar. Do mal o menos.
Incrível como o árbitro só deu cinco minutos depois de durante toda a etapa complementar haver várias paragens para assistir os jogadores chéquios.
O FCP perdeu uma grande oportunidade de ficar muito próximo de garantir o apuramento directo para os oitavos-de-final. Culpa exclusivamente sua. Culpa de um ataque que até à entrada de Deniz Gül foi de pólvora seca, incapaz de marcar um golo, mesmo de penálti. Culpa de uma equipa incapaz de encontrar as melhores soluções para abrir espaços, encontrar o caminho do golo, mesmo com mais um durante toda a 2ª parte.
O FCP precisa de mais inspiração, não pode ser só coração.
Nunca tive dúvidas, mas se tivesse elas hoje ficaram desfeitas: o FCP precisa de reforçar o ataque.
Vitória S. C. 0 - F.C.Porto 1. Sem jogar bem e frente a um excelente Vitória, valeu aos Dragões um Oskar polaco
Depois da vitória e eliminação do Benfica e já sabendo que vai jogar nas meias-finais com o vencedor do jogo entre o Sporting e o AFS, no regresso ao campeonato para a 1ª jornada da 2ª volta, o FCP tinha uma curta, mas difícil deslocação até Guimarães para defrontar o Vitória, única equipa que o derrotou nas provas internas, recém vencedor da Taça da Liga e por isso moralizado.
O técnico portista fez alinhar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Thiago Silva, Kiwior e Martim Fernandes, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz e os Dragões entraram precipitados, pouco inspirados, vimaranenses bem a sair para o ataque e mais perigosos. FCP nas poucas vezes que teve oportunidade de contra-atacar, Pepê com espaço errou um passe fácil para Froholdt que estava sozinho. Aliás passes errados no brasileiro, infelizmente, hoje e não foi só ele, são uma constante.
Portistas tardavam em encontrar-se, porque em vez de simplificar, jogar fácil, complicavam. Para além disso, muita gente na linha defensiva, Varela muito encostado atrás, pouca no meio-campo, Samu muito sozinho na frente. Vitória muito melhor no jogo, frente a um FCP muito aquém do que se exigia.
Aos 26 minutos do nada, Alberto Costa ganhou um penálti. Chamado a marcar, Samu atirou contra a barra. Era o corolário de uma exibição muito apagada do avançado espanhol que não segurava uma bola, não ligava uma jogada. Na resposta, perigo junto à baliza de Diogo Costa. E a equipa de Francesco Farioli continuava a jogar e criar pouco. Nem de livre perto da área o FCP acertava na baliza.
O jogo chegou ao intervalo empatado a zero, com o FCP a fazer uma primeira-parte muito fraca. Equipa trapalhona, desorganizada, incapaz de ligar uma jogada com princípio, meio e fim. A única ocasião de perigo foi o penálti desperdiçado por Samu. O Vitória foi sempre melhor como equipa nos 45 minutos iniciais.
Depois de uma exibição tão fraca, na 2ª parte jogar pior seria impossível.
Farioli não mexeu e o jogo recomeçou e o FCP parecia incorrer nos mesmos defeitos. Gabri Veiga nem um livre em condições era capaz de marcar.
Samu só fazia asneiras atrás de asneiras. A primeira grande oportunidade do FCP foi aos 53 minutos, Gabri Veiga falhou em boa posição. Era preciso acalmar, acordar para o jogo, jogar futebol. Perto da meia-hora, parecia estar melhor o conjunto da Invicta.
Aos 60 minutos saíram Gabri Veiga e Pepê, entraram Rodrigo Mora e William Gomes.
Dragões pressionavam, superiorizavam-se, chegavam à frente com perigo. Mas o Vitória sempre que podia contra-atacava. A melhoria do FCP foi sol de pouca dura e valeu Diogo Costa a evitar o golo. Os jogadores só jogavam para trás. Quando foram para a frente Borja Sainz falhou incrivelmente. Logo de seguida Mora ficou perto do golo.
Aos 73 saíram Samu e Borja, entraram Oskar Pietruzesvky e Deniz Gül.
Jogo muito disputado, muita atitude, mas era muito coração e pouca razão.
Aos 80 minutos Oskar que entrou muito bem, foi derrubado na área. VAR chamou o árbitro para ver, João Gonçalves assinalou e bem, penálti. Com Samu fora, foi Alan Varela a cobrar, marcou, adiantou o FCP.
Saiu Alberto Costa e entrou Bednarek aos 88 minutos. Era preciso aguentar a vantagem mínima. Árbitro deu 8 minutos. FCP incapaz de controlar, trocar a bola, só defendia, raramente saía para o contra-ataque.
Oskar Pietruzesvky era a excepção à regra, uma clara mais valia, ia para cima sem medo, ganhou o penálti da vitória, ganhou um livre junto à área, jogou muito bem nos 15 minutos que esteve em campo. Promete o jovem polaco.
O jogo chegou ao fim com a vitória, muito sofrida, do FCP, que não fez um bom jogo. A equipa de Francesco Farioli fez uma má 1ª parte, melhorou na 2ª, mas sem ser capaz de atingir o nível exigível e que esta equipa já mostrou ser capaz. O jogo com o Benfica deixou marcas físicas e o Vitória, que fez um grande jogo, também tem muito mérito no mau jogo do líder do campeonato.
Quando não se joga bem e se consegue os três pontos, óptimo, mas é preciso reflectir sobre o que esteve mal. E hoje colectivamente e individualmente, salvo raras excepções, não foi um bom jogo. Houve jogadores que passaram claramente ao lado do jogo.
F.C.Porto 1- S.L.Benfica 0. Parabéns Mourinho pela vitória - 1-2 - e passagem às meias-finais.
Depois de uma pausa fruto da eliminação da Taça da Liga e do estágio algarvio, o FCP tinha pela frente o Benfica em jogo a disputar no Estádio do Dragão e contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal.
Como disse nos dos últimos posts o FCP tinha que encarar o jogo com a máxima responsabilidade e respeito pelo adversário e este mais recente, também muito cuidado com o árbitro Fábio Veríssimo. Coração quente e nervos de aço, não reagir a provocações venham elas donde vierem, não passar cartão ao árbitro, jogar à bola.
Francesco Farioli fez alinhar de início Diogo Costa, Martim Fernandes, Thiago Silva, Bednarek e Kiwior, Pablo Rosário, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz e o jogo começou nervoso, muito disputado, pouco fluído.
O primeiro lance de perigo foi do Benfica. Remate por cima. Na reacção o FCP ganhou três cantos, ao 3° marcado por Gabri Veiga, Bednarek marcado entrou forte e de cabeça abriu o marcador. Dragões na frente. E o 2° golo só não surgiu porque Trubin fez uma grande defesa.
O Benfica em desvantagem procurou o empate, numa saída rápida após um canto do FCP, Lopes Cabral criou perigo.
Na equipa de Farioli alguma dificuldade em ligar as jogadas e chegar em ataque organizado e a dar algum espaço entre linhas. Também alguma precipitação na circulação e em sair da pressão, muito por culpa de Gabri Veiga que tinha dificuldades em se libertar. Quando se libertou podia ter marcado. O remate saiu fraco. Idem para o de Borja Sainz.
Veríssimo deu sete minutos de desconto.
Um sururu que valeu cartão amarelo a Samu e Gabri Veiga no FCP e Dedic e Pavlidis no Benfica.
Já nos descontos sobre descontos, Dragões em dificuldades, o golo rondou a baliza de Diogo Costa. Faltava clarividência e calma para em posse da bola encontrar as melhores soluções para sair da pressão.
O intervalo chegou com FCP na frente pela diferença mínima, num jogo equilibrado, muito disputado, com o Benfica a explorar o lado esquerdo da defesa portista onde Borja Sainz e Gabri Veiga tinham dificuldade em travar a dupla Dedic e Prestiani.
Com o jogo longe de estar resolvido e com a equipa a revelar algumas dificuldades em sair da pressão e encontrar as melhores opções para atacar, Francesco Farioli não mexeu no onze.
A perder o Benfica ia tentar marcar, era preciso estar atento. Defender bem, não inventar, procurar aproveitar os espaços que o Benfica ia dar na reacção à desvantagem no resultado.
O jogo recomeçou na mesma toada. Aos poucos os azuis e brancos estabilizaram e Pablo Rosario em boa posição rematou fraco.
Samu sozinho e com possibilidade de isolar Pepê, errou o passe. Uma brincadeira de Gabri Veiga ia originando um golo do Benfica. Não pode acontecer.
Aos 61 saíram Gabri Veiga e Borja Sainz, entraram Mora e William.
O FCP recuou, deu a iniciativa ao adversário, ficou na expectativa. Era preciso subir, não ficar tanto atrás. O FCP assim fez, mas faltava claramente mais acutilância no ataque.
Aos 74 minutos saíram Bednarek e Martim, entraram Alan Varela e Alberto Costa.
Aos 90 muito perigo junto à baliza de Diogo Costa, no único lance de verdadeiro golo iminente do Benfica na 2ª parte. Eustáquio substituiu Pepê, o jogo chegou ao fim com o FCP a conseguir controlar, segurar a vantagem, garantir a vitória e a passagem às meias-finais.
Foi um jogo intenso, muito disputado, equilibrado, sem muitas oportunidades e com um vencedor que se pode considerar justo de uma equipa que tem no sector recuado a sua grande força. Quando está em vantagem e com esta defesa, em que Thiago Silva se integrou muito bem, o FCP precisa de atacar e contra-atacar melhor. Isso depende muito na capacidade de jogar a um, dois toques, simplicidade, pensar, optar e executar bem.
Ouvindo o treinador do clube da Luz, foi mais uma vitória moral, virtual e lá teremos o Benfica nas meias-finais da Taça de Portugal. Parabéns, Mourinho!
Havia algumas dúvidas se Kiwior na esquerda seria um desperdício, abalaria o sector recuado e provocaria fissuras no apelidado muro polaco. Não foi. Fez um grande jogo, é mais uma alternativa para o lado esquerdo da defesa.
Nada a dizer do trabalho do árbitro. Ainda bem que não teve influência no resultado. Isto não muda nada sobre a surreal nomeação do Conselho de Arbitragem.
Entretanto, se continuarem a repetir até à náusea o lance do Pablo Rosario, do Rodrigo Mora, o falhanço do Pavlidis, não chegam à conclusão que o Benfica venceu 3-1 e está nas meias-finais da Taça de Portugal?
A nomeação de Fábio Veríssimo para o FCP - SLB é um insulto, uma afronta e uma provocação ao FCP.
Como é possível o Conselho de Arbitragem nomear para o clássico de amanhã a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal, Fábio Veríssimo, um árbitro que tem a decorrer contra ele um processo de inquérito disciplinar no Conselho de Disciplina por queixa do FCP?
Isto é uma nomeação inacreditável, surreal, uma falta de respeito, um insulto, uma afronta e uma provocação ao FCP.
Esta gente que gere a arbitragem são autênticos pirómanos, gostam de brincar com o fogo.



















