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À atenção do senhor presidente do F.C.Porto, clube e SAD...


- Senhor presidente do F.C.Porto, clube  e SAD, dirijo-me ao senhor para o seguinte:
A Bola não é um jornal sério, isento, equilibrado, equidistante. Não, é um jornal desonesto, faccioso, sectário, é um antro de prostituição jornalística, com uma prática de denegrir, provocar e achincalhar o F.C.Porto é uma constante. O senhor até poderá pensar que estou a exagerar, é a minha paixão pelo F.C.Porto que não me deixa pensar e raciocinar como deve ser ou até, no limite, que vivo obcecado com A Bola. Imagino o senhor a dizer, não ligues, eles sempre foram assim. É verdade, confirmo, eles sempre foram assim - embora nunca naquele antro se fizesse tanto a apologia do nacional benfiquismo bafiento e mal cheiroso, como se faz agora -, mas a diferença, senhor presidente, está em nós, nós não éramos assim tão permissivos, tão abertos, tão generosos a recebê-los, como somos agora.
Seria fastidioso estar aqui a maçá-lo com muitos exemplos e portanto, não vou fazê-lo, vou deixar-lhe alguns, poucos, sendo que o primeiro tem a ver com os acontecimentos da última segunda-feira no Estoril.

Senhor presidente, o senhor esteve lá, viu como mesmo em circunstâncias difíceis e de grande tensão, o comportamentos dos adeptos do F.C.Porto foi exemplar. Tanto que mereceu os justos elogios das entidades oficiais ligadas ao jogo e também do F.C.Porto, que em comunicado oficial a isso fez referência. Pois a Bola preferiu dar mais destaque a um ou outro comportamento desviante, que se lamenta, mas que foram apenas as excepções que confirmam a regra, que destacar os espectos positivos e eles foram tantos.
Também e ainda a propósito, senhor presidente, o F.C.Porto quando diz "Independentemente dos processos administrativos em curso sob a égide da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o FC Porto tomará todas as medidas que os regulamentos em vigor permitem, com o objetivo de salvaguardar todos os seus interesses desportivos, bem como dos seus sócios e adeptos.", está a fazer aquilo que deve, a pugnar pelo cumprimento da lei, para que os seus direitos e os dos seus adeptos sejam salvaguardados, infractor não seja beneficiado. Não temos medo de jogar os 45 minutos que faltam do jogo do Estoril, mesmo que as circunstâncias estejam contra nós e virar um resultado negativo ao intervalo não é nada que seja impossível ou que nunca tenhamos conseguido - na jornada anterior também estávamos a perder ao intervalo frente ao Vitória e sabemos o que aconteceu... Não estamos a perder a 5 minutos do fim... Mas a Bola que no passado exultou e disso deu conta em destaque de capa, com a possibilidade do F.C.Porto perder na secretaria a possibilidade de disputar as meias-finais da Taça da Liga, agora está chocada, atira e destaca que o F.C.Porto quer ganhar na secretaria.

Senhor presidente, o panfleto de que tenho estado a falar e ficam aqui alguns exemplos para dar ênfase à minha teoria, agora, anda muito defensor dos árbitros e da arbitragem, até contratou um pedagogo - há quem lhe chame padre - para o efeito. Mas embora goste muito de queijo, como ainda tenho boa memória, lembro-me bem do que acontecia no passado - e continua no presente -, quando os árbitros apitavam contra a chamada agremiação ou quando se enganam contra o F.C.Porto. É só descobrir as diferenças, mas elas são notórias.

Para terminar e depois dizer onde quero chegar..
Senhor presidente, a nova preocupação da direcção da Bola, agora são os directores de comunicação e informação dos clubes, mas sabemos bem quem os preocupa e porquê. E nesta matéria, mais uma vez fica à vista a forma desonesta e despudorada como eles na queimada tratam do assunto. Agora, todo este tenebroso e escabroso caso dos e-mails, não passa de uma manobra de diversão para desviar atenções de quatro anos de seca de títulos ou porque o F.C.Porto está sob a alçada da UEFA, assim o futebol português vai para o abismo. É preciso acabar com este clima de ódio e esta rivalidade doentia. Já quando era o ex-director de comunicação do Benfica, João Gabriel a clamar, por exemplo, o título do F.C.Porto é um tributo dos árbitros; não precisamos de mudar de treinador, precisamos é de mudar de árbitros; ou a classificação está aldrabada pelos árbitros, aí, não só não criticavam e condenavam esta postura, como a destacavam em capa - mais uma vez as fotos ilustram e confirmam.
Portanto, senhor presidente, aqui chegado, pergunto-lhe:
Como é possível que este antro de podridão e prostituição jornalística e que tantos e tantos danos tem causado à Instituição F.C.Porto, aos seus dirigentes, treinadores, jogadores e adeptos, pelo menos, continue a frequentar as nossas conferências de imprensa de antevisão, a fazer perguntas ao nosso treinador e a ter respostas?
 
Ontem à noite no Universo Porto - da Bancada, entre outras coisas, foram mostrados e-mails de negócios entre o SLB e vários clubes, negócios esses que mostram a fragilidade e a dependência financeira que esses clubes têm em relação ao clube do regime, com o que isso significa em relação à verdade desportiva. Se disser que um dos parceiros que negoceia com o SLB, é o C.F os Belenenses, SAD, mesmo quem estiver distraído fica logo a perceber tudo. Lamentavelmente, a SAD do Belém, cujo presidente é o Dragão de Ouro, Rui Pedro Soares, é o exemplo mais paradigmático.
Mas gostaria de abordar esta questão, indo mais longe, até à questão da negociação dos direitos televisivos. Lembramo-nos todos que uma das promessas de Pedro Proença quando chegou à presidência da direcção da LPFP, era de centralizar os direitos televisivos e com isso permitir maior equilíbrio na repartição do bolo, evitar a disparidade que acontece agora, em que o clube que recebe mais, recebe mais de dez vezes do que recebe o clube que recebe menos. Com isso evitava-se que o fosso fosse tão grande, terminasse grande parte da dependência de uns clubes em relação a outros, a competitividade aumentasse - com o que tudo isso significaria para a melhoria do campeonato e para aqueles clubes que competem nas provas europeias -, havia certamente uma maior transparência, menor sujeição ao aparecimento de alguns artistas que aparecem e desaparecem, muitas vezes deixando clubes e SAD's em situações dramáticas, melhores salários e pagos a tempo e horas, logo menor tentação por jogos duplos, mais verdade desportiva.
Pois é, mas quem foi o grande responsável por esta situação? O mesmo de sempre, o SLB. Primeiro, pela arrogância e prepotência do mais maior, melhor grande clube do universo, o tal que está 10 anos à frente da concorrência. O Benfica é o futebol português, os outros todos têm de se curvar, estender a passadeira, prestar vassalagem. Segundo, porque sem centralização, continua a dependência de alguns e ao Benfica interessa-lhe isso. Há quem diga que são mais de 30 pontos garantidos logo à partida. Limito-me a citar António Guterres e dizer: é só fazer as contas...
Isto não é conversa da treta, é factual e ver agora alguns artistas preocupados com estas disparidades e suas consequências, só não dá para rir porque o assunto é demasiado sério. Então não só não tiveram uma palavra contra  atitude do Benfica, como exaltaram o grande negócio, vangloriaram-se da grandeza da instituição, aproveitaram para diminuir Porto e Sporting - dizendo que nem metade iam conseguir, mas como se viu, conseguiram -, como não disseram nada sobre as desvantagens que esse negócio significava para um futebol português que se queria cada vez melhor e agora choram, hipocritamente, baba e ranho?
Vão pastar, freteiros sem pudor e vergonha na cara!

Estoril Praia 1 - F.C.Porto 0. Interrompido ao intervalo, com claro prejuízo para o F.C.Porto e para os seus adeptos


Frente a um Estoril com várias ausências e limitado, o F.C.Porto sem o génio e a criatividade de Brahimi, pouco inspirado, aqui e ali com falta de eficácia e de uma pontinha de sorte, fez uma primeira-parte fraca e aquém das expectativas. E como praticamente no único remate enquadrado com a baliza, o Estoril beneficiou de um erro do guarda-redes portista, mal colocado e mal batido, marcou, os Dragões foram para o intervalo a perder por 1-0. Não era justo, mas era o resultado.
Depois, durante o tempo de descanso a bancada topo Norte, onde se encontrava a grande parte dos adeptos portistas, cedeu, os adeptos fugiram para dentro do campo, não houve condições para reatar a partida. Agora tem a palavra a LPFP e os orgãos disciplinares da FPF.

Não gosto de ganhar na secretaria, nem isso faz parte do ADN do F.C.Porto, mas se se provar que houve negligência, o Estoril tinha conhecimento do estado da bancada, não fez nada, permitiu que tanta gente ali estivesse, com o perigo que isso significava - o F.C.Porto ia atacar na segunda-parte para aquela baliza, se marca golos e dá a volta ao resultado? O que podia acontecer se aquela mole humana entra em euforia e em grandes festejos? -, não pode haver benefício do infractor, o F.C.Porto desportivamente - uma coisa são 45 minutos com uma equipa que já tinha 45 nas pernas e já dava sinais de cansaço, vacilava, o F.C.Porto estava claramente por cima, outra é recomeçar de novo, com tudo o que isso significa - e os seus adeptos financeiramente - não basta o bilhete permitir assistir à segunda-parte, há muito mais que isso, por exemplo, nova viagem para o Estoril - não podem ser prejudicados.

Registe-se e elogie-se a forma recatada, serena, civilizada e organizada, como, primeiro, os adeptos do F.C.Porto reagiram ao susto provocado pela ameaça de derrocada da bancada. Segundo, idem, para a forma como acataram a decisão de não se disputarem os últimos 45 minutos.  Eles que, recorde-se, num dia de Inverno, a uma segunda-feira e com o jogo a começar às 21 horas, numa grande manifestação de apoio e clubismo, estiveram aos milhares no António Coimbra da Mota. Esses adeptos, para além do grande elogio, merecem respeito. E em nome desse respeito, o F.C.Porto devia tomar posição contra a Sport TV e aquele verdadeiro fundamentalista e anti-portista, primário, chamado Pedro Henriques que foi lesto a tentar culpabilizar os adeptos do F.C.Porto pelo que aconteceu. E deve fazê-lo, até para sua defesa. Se perante tantas e tantas faltas de respeito e provocações, alguém um dia perde a traquitana?

Só um clube sem ponta de vergonha na cara, ataca outro por causa do que aconteceu ontem no Estoril. E se esse clube tem um histórico de poucas vergonhas como aconteceu em Guimarães, em Maio de 2015, onde os seus anjinhos assaltaram um armazém do Estádio D. Afonso Henriques, roubaram equipamentos, vandalizaram e destruíram casas de banho, então nem vale a pena falar.
 
Já a posição dos porcos da bola, a dar destaque ao twitter troglodita e porco do SLB, destacarem o que correu mal, um ou outro comportamento desviante, numa situação explosiva e que podia ter degenerado em violência, situações que foram a excepção à regra de um comportamento de milhares de pessoas que foi digno de registo e merece os maiores elogios, como aconteceu na noite de ontem na Amoreira, já não surpreende. É preciso atacar todos os dias, porque prostitutos que se prezem estão sempre prontos a trabalhar, dar o corpo ao manifesto.

A foto é sintomática dos critérios editoriais da estrumeira da queimada: Rui Vitória ao ataque, é o destaque; Sérgio, esse, deve ter jogado à defesa, leva uma pequena nota na lateral da capa.
Como disse, a prostituição não se apregoa, pratica-se.

O F.C.Porto e todos os dias somos confrontados com isso e os exemplos são às carradas, é tratado por quem tem e dever estrito de ser isento, equilibrado, equidistante, justo no tratamento de factos, acontecimentos, atitudes que merecem reprovação e censura, como se fosse um clube estrangeiro em Portugal. Dir-me-ão, sempre foi assim. Não acho que tenha sido tanto assim, nem no tempo da outra senhora se via um nacional benfiquismo tão praticado, tão bafiento, mas OK, até concedo, só que não faz muito tempo íamos para cima deles com tudo. Quando falávamos a nossa voz tinha repercussão, quando dávamos um murro na mesa ela estremecia, às vezes até partia. Agora, sem desmerecer todo o trabalho da comunicação do F.C.Porto, que tem sido corajoso e valioso na denúncia da pouca vergonha com origem na Luz, não é a mesma coisa, faltam posições institucionais.

PS 1 - Li que já há data para se disputar os 45 minutos que faltam do Estoril - F.C.Porto, 21 de Fevereiro. Não sei se é verdade, mas mesmo que seja, não pode significar que o assunto morre aqui. Melhor, espero bem que não...

PS 2 - Estou cansado, farto até, quero voltar a ser apenas o adepto que vai ao futebol e mais nada, mas enquanto estiver aqui, um, faltas de respeito, é prá-Lipor. Dois, derrotismos, estamos feitos, não vamos a lado nenhum, estamos condenados ao terceiro lugar, etc., é prá-Lipor. Comentários a cascar em toda a gente ao intervalo, quando as coisas estão a correr mal, mas desaparecer e não ter uma palavra no final dos jogos e após excelentes vitórias como aconteceu frente ao Vitória S.C. ou nas difíceis condições de Santa Maria da Feira, é prá-Lipor.
Portanto, fica o aviso e o esclarecimento para alguns que possam estranhar algumas coisas.

O FCP é a grande vítima de uma situação para a qual não contribuiu em nada. Mas o anão careca e sem pescoço, compara a situação do jogo de ontem com o Estorilgate?
- Ó Saraiva, eh, pá, se vais falar ou escrever, não bebas nem fumes...

Estoril Praia - F.C.Porto. Vamos Dragões que a nós ninguém oferece nada


Nota de abertura:
Mais uma vez, tem sido uma constante, o F.C.Porto é o último dos candidatos ao título a entrar em campo, entra a uma hora imprópria e que é uma enorme falta de respeito pelos adeptos. Marcar um jogo entre uma equipa do Sul e outra do Norte, em pleno Inverno, para uma segunda-feira às 21 horas, até mais que uma falta de respeito, é uma provocação, um convite a um estádio vazio. Será isso que eles querem? Será que o objectivo é impedir que o imenso mar azul esteja no estádio? E o F.C.Porto que volta a jogar na próxima sexta-feira, novamente às 21 horas, frente ao Tondela, encolhe os ombros, não reage, não toma uma posição dura contra estes horários absurdos?
Há contratos assinados que permitem ao operador televisivo marcar os horários dos jogos. OK, mas mostrar desagrado e repúdio, era o mínimo que se exigia a quem dirige o F.C.Porto.

Que há cansaço na equipa e jogadores desgastados, fatigados, sente-se, mas também se sente que há alma, raça, uma força anímica de quem tem consciência que está a fazer bem e há uma massa adepta que confia e por isso apoia como nunca. Há agora e isso é notório, um portismo praticado e se possível, mais vontade de conquistar os títulos que fogem há quatro épocas.
O António Coimbra da Mota, estádio do Estoril, nunca foi um local onde o F.C.Porto tivesse facilidades, não será amanhã que as encontrará, mesmo com a equipa da Linha a ocupar o último lugar da classificação.
Portanto, vamos a eles, Dragões, com a certeza que a nós ninguém nos oferece nada, mas também com a mesma certeza que temos capacidade e competência para não precisar. Apenas esperamos que quem tem de ajuizar, árbitros e VAR, façam bem o seu trabalho, não nos dêem nada, mas também não tirem nada ao F.C.Porto.

A minha equipa:
José Sá, Maxi, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo e Herrera, Ricardo, Marega (Soares), Aboubakar e Brahimi (Corona).

Sérgio Conceição sobre Abel, treinador do S.C.Braga:
"Às vezes deparo-me com certas coisas que eu fico... No fim do jogo com o Moreirense, houve um jornalista que me perguntou sobre as várias frentes que nós estávamos com o Sporting e eu respondei que era verdade, que estamos na meia-final da Taça da Liga com o Sporting, estamos na meia-final da Taça de Portugal com o Sporting, mas estamos com o Benfica a disputar o campeonato e o Braga está a três pontos do Benfica, antes do confronto de ontem. E não disse mais nada. Para espanto meu, o treinador do Braga, o Abel Ferreira, na antevisão do jogo, veio dizer que não me conhecia pessoalmente quando fui eu que dei o aval ao presidente do Braga para ir buscar o Abel. Fui eu que fui buscar o Abel, no fundo. Dei a minha opinião, disse logo que sim. Depois trabalhámos sete meses juntos, ele no Braga B e eu na equipa principal do Braga. Diz que não me conhece pessoalmente... Tive uma outra reunião com ele, falei muitas vezes com ele ao telefone sobre jogadores que iam treinar com a equipa principal, mas pronto. Fiquei admirado com essa declaração. E depois disso, refere uma crítica a um falso elogio. Mas não elogiei o Braga, não disse nada o Braga a não ser que estava a três pontos do Benfica. Foi isto que disse em Moreira de Cónegos, mais nada. Não foi falso, não foi um elogio... Não disse nada do Braga, não disse que estava muito bem, não disse que ia ganhar o campeonato, nada. Zero. Sinceramente, por que é que vem com estas coisas? Primeiro, sinceramente, diz que não me conhece pessoalmente quando trabalhou comigo durante sete meses. Depois, diz que dei um falso elogio quando falei só única e exclusivamente da tabela classificativa. Disse que estava o Benfica e que estava o Braga a três pontos. Está gravada a conferência. Não tenho mais nada a dizer nem deixar de dizer. Que continuem a lutar, porque o objetivo naquele clube é sempre lutar pelos quatro primeiros lugares. Que assim o façam".

- Sérgio, há homens, homitos, os paus mandados, os paus de cabeleira, aqueles que não têm carácter, apenas estão preocupados em dizer aquilo que sabem vai agradar à maioria. O discurso do treinador do Braga, agradou e de que maneira!, à maioria, de certeza que não agradou àqueles que no coração só têm um clube. Mas como bem sabes em Braga esses são claramente minoritários.

Já que falaram em vermes...
Chega a ser obscena a forma como neste país, alguns vermes que deviam ser isentos, equilibrados, independentes e equidistantes, exaltam, promovem e puxam pelo Benfica, contra todos clubes que lhe fazem frente.

A propósito... é chocante a forma como alguns clubes, até de grandes cidades, se curvam e são subservientes com o SLB. Que diferença para o que acontece no país aqui ao lado...

Acerca desta frase:
"Estou feliz e tranquilo, claro! Estou a ver o Benfica ganhar."
Só alguém muito distraído pode confundir um rio com um esgoto a céu aberto.

Se não é o cúmulo da desfaçatez, cinismo e hipocrisia do SLB, é o quê?


O Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, presidido por Fontelas Gomes, levou a efeito em Fátima uma reunião com os clubes da principal liga do futebol português. Objectivo: esclarecer os clubes sobre o VAR. O Benfica foi um dos clubes que esteve presente, sendo representado pelos senhores que estão na foto: Ricardo Lemos, da direcção de comunicação; Tiago Pinto, director-geral do futebol; e pelo treinador Rui Vitória, o exemplo do verdadeiro santo, mais um anjinho a caminho da canonização na catedral da Luz e já benzido no Sameiro e Bom Jesus de Braga. Até aqui nada a dizer, foi a postura correcta, ponto final. Mas alguém consegue explicar como é possível que ao mesmo tempo que mostra interesse e respeito pelo CA, na BTV há quem solte os mais inacreditáveis insultos, apelidando de VERMES os membros do CA, só porque nomearam o árbitro Artur Soares Dias para um jogo do F.C.Porto? Mais, no mesmo programa o mesmo árbitro é apelidado de cobarde, alguém que parecia estar aliciado? Se isto não é o cúmulo da desfaçatez, do cinismo e da hipocrisia, é o quê? O Benfica é um clube sem rei nem roque, Vieira é um boneco, não manda nada, aquilo está em rédea solta, cada um faz o que quer? Ou Vieira apoia e subscreve, tudo que foi dito na BTV faz parte da estratégia para pressionar, condicionar e coagir o árbitro, soube-se hoje e não deixa de ser muito curioso, foi nomeado para o S.C.Braga - Benfica de mais logo? E perante aquelas afirmações gravíssimas e que ultrapassaram todos os limites, feitas não nas cheias de defeitos e mal frequentadas redes sociais - é assim que alguns prostitutos da escrita e da palavra se referem ao facebook, twitter, sites, blogs, etc. -, mas na BTV, os que tanto falam na defesa da indústria e do produto futebol; os que tanto clamam contra o fim do clima de ódio e os que se apressaram a fazer a defesa acérrima do treinador do Benfica, contra o treinador do F.C.Porto; não têm uma única palavra de condenação contra aquela pouca vergonha? Acham normal que na televisão de um clube se trate a CA por vermes e um árbitro de cobarde para cima? Claro que não, mas não é nenhuma surpresa, eles são assim, quando se trata do Benfica sempre foram assim. São gentalha agora como eram gentalha no passado, sempre prontos a extrapolar o que se dizia e fazia a Norte, branquear, omitir, silenciar o que de mal se fazia a Sul.

Moreirense F.C. 1 - F.C.Porto 2. Objectivo cumprido, continuamos em todas, mas o desgaste sente-se


Em jogos da Taça de Portugal, mesmo quando os mais fortes e favoritos defrontam equipas de escalões inferiores, essas equipas agigantam-se, as surpresas às vezes acontecem e todos os chamados grandes já tiveram a sua conta. No caso concreto do adversário do F.C.Porto, o Moreirense, para além de ser uma equipa da 1ª divisão, juntava a esse pormaior, o facto dos jogos em Moreira de Cónegos nunca serem fáceis para os Dragões. Por isso, mesmo com novo jogo já na segunda-feira, no Estoril, outro campo complicado, se por um lado era importante gerir um ou outro jogador mais desgastado, por outro, não podia faltar a atitude e o espírito correcto, um Porto de boa cepa, competente, capaz de conseguir o objectivo de seguir em frente.
Vencendo pela diferença mínima, 2-1, o F.C.Porto cumpriu o objectivo, segue para as meias-finais onde vai ter pela frente o Sporting, naquilo que vulgarmente se designa de uma final antecipada. Não foi uma exibição brilhante da equipa de Sérgio Conceição, mas a vitória não oferece contestação, é justíssima.

Sob arbitragem de Manuel Oliveira, auxiliado por Pedro Ricardo Ribeiro e Tiago Leandro, o 4º árbitro foi Rui Oliveira, o F.C.Porto que iniciou o jogo com Casillas, Maxi, Felipe, Marcano e Alex Telles, Danilo, Herrera e Layún, Hernâni, Soares e Brahimi - uma equipa diferente daquela que tinha entrado de início no jogo com o Vitória. José Sá, Ricardo Pereira, Reyes, Óliver, Corona, Marega e Aboubakar, foram substituídos por Casillas, Maxi, Felipe, Herrera, Layún, Hernâni e Soares -, entrou bem, foi dinâmico, rápido a sair e a chegar ao último terço, eficaz e como corolário dessa entrada bem conseguida, chegou cedo à vantagem - marcou Herrera iam decorridos 8 minutos -, ampliou aos 20, desta feita por Layún. A vencer por dois golos, superior e dominador, parecia que tudo ia ser fácil para o F.C.Porto. Mas por volta dos 30 minutos, as coisas alteraram-se, a equipa relaxou, baixou o ritmo, perdeu clarividência e coesão, controlo do meio-campo, permitiu que o Moreirense reagisse, acreditasse, incomodasse. Casillas foi obrigado a aplicar-se e evitar um golo que parecia certo, até ao intervalo, em particular por Toze, a equipa da casa chateou.
Assim, quando as equipas foram para o intervalo, a vantagem portista era boa, até demasiado boa para o que tinha sido o jogo, mas não era decisiva.

Já com André André no lugar de Brahimi, que saiu com queixas numa coxa já em cima do intervalo, o F.C.Porto regressou para a segunda-parte disposto a fazer o terceiro golo e a matar o jogo, podia tê-lo conseguido se o árbitro tivesse assinalado um penalty claro sobre Hernâni - Manuel Oliveira é alérgico a marcar penálties a favor dos Dragões, mesmo quando eles são flagrantes. Ontem foi apenas mais um... Não assinalou, a vantagem manteve-se, o jogo desenrolava-se com o F.C.Porto a procurar gerir, sem se desgastar, forçar, perante um Moreirense que parecia conformado. Já com Ricardo Pereira no lugar de Hernâni e quando iam decorridos 73 minutos, cruzamento de Tozé, má colocação de Felipe, Edno marcou, colocou o resultado na diferença mínima, tudo podia acontecer. Mas depois do golo do Moreirense e sentindo o perigo, o conjunto de Sérgio Conceição, reagiu, não só nunca permitiu veleidades aos de Moreira de Cónegos, como foi à procura do terceiro e teve chances para para isso - Soares por duas vezes esteve perto do golo. Não marcou, mas também não nunca esteve em perigo de sofrer.
Assim e tudo somado, sem ser brilhante, o F.C.Porto venceu sem discussão, está nas meias-finais e em mais dois contra o Sporting.

Nota-final:
Estamos numa fase muito importante da época, muitos jogos seguidos, sente-se o cansaço. Ontem Brahimi saiu com queixas, Marega não entrou porque também sentiu um mau estar e há jogadores que estão desgastados, precisavam descansar. Mas não tem sido possível e as coisas podem complicar-se. Esperemos que não seja nada de grave e quer Brahimi e Marega estejam ambos a 100% e aptos para jogar frente ao Estoril na próxima segunda-feira.

Repito:
Contratar por contratar, NÃO! Há muita gente na equipa B com valor para uma emergência. Mas se fosse possível contratar alguém que, à priori, pudesse ajudar, isto é alguém com capacidade, experiência e ritmo de jogo para poder entrar rapidamente na equipa... seria óptimo.

Moreirense F.C. - F.C.Porto. Desde 2010/2011 que a Taça de Portugal não vem para o Dragão...


Taça de Portugal, quartos-de-final, Moreirense - F.C.Porto.
Não vindo em 1º lugar na lista de prioridades para esta época - essa, sem dúvida e sem hesitações, vai para a conquista do título -, a Taça de Portugal, que o F.C.Porto não ganha desde 2010/2011, portanto, há mais tempo que o campeonato, vem logo a seguir. Para isso, primeiro, é preciso derrubar o Moreirense. E basta olhar para a temporada anterior - duas derrotas, uma para o campeonato e outra para a Taça da Liga -, para concluir que o F.C.Porto não vai ter vida fácil amanhã em Moreira de Cónegos. Campo pequeno, terreno em más condições, equipa minhota com muita vontade de causar surpresa e sonhando com o Jamor, com a legitimidade de quem já fez história ganhando a Taça da Liga no estádio do Algarve, vencendo duas das melhores equipas portuguesas, Benfica e Braga.
A propósito das dificuldades que esperavam o conjunto de Sérgio Conceição, lembro que Sérgio Vieira, treinador do Moreirense, teve no final do jogo frente ao Benfica, uma declaração curiosa e que foi, resumidamente, o seguinte:"Não marcamos nem pressionámos bem no meio-campo, pagamos por isso. Mas este jogo serviu de lição, fica o aviso para não cometermos os mesmos erros no jogo com o F.C.Porto." Ora, sendo que não há melhor forma de preparar o jogo com o F.C.Porto, do que "treinar" com o Benfica, certamente que não teremos um adversário a dar tantas facilidades como deu frente ao clube do regime. Assim e para que seja possível continuar a olhar para o Jamor, é fundamental a versão do melhor Porto. O Porto que junte à atitude, determinação, vontade de vencer,  qualidade de jogo.

A minha equipa:
Casillas, Maxi, Reyes, Felipe e Layún, Danilo e Herrera, Ricardo, Marega, Soares e Corona.

Uma equipa com uma base que dá garantias e permite poupar alguns jogadores que têm sido os mais solicitados e por isso estão desgastados: Marcano, Alex Telles, Aboubakar e Brahimi.

Meninas da queimada apelam à mobilização em defesa de Ruizinho...


Meninas da queimada, com a matriarca Zé Delgado à cabeça:
- Ai, coitadinho do Rui Vitória, tão pequenino, tão inofensivo, tão desprotegido e tão bonzinho, uma joia de pessoa, um santo e tão atacado!
- Meninas, mobilizemo-nos, vamos todas ajudar o Rui.
- Ti Manel Zé, Ti Manel Zé, junte-se a nós, vamos ajudar o  nosso Ruizinho, ele precisa de todos e todas. Dê um toque ao Ti Manel Cajuda e ó Ti Tone Ribeiro Cristóvão, para também dizerem qualquer coisa.
- Claro que ajudo, porque vale e valerá tudo menos tirar olhos..., disse Ti Manel Zé.

Deixemo-nos de tangas...
Independentemente dos juízos de valor que cada um possa fazer sobre estas trocas de palavras entre treinadores, elas não são nem uma originalidade no futebol português, nem do futebol português. Em Portugal já houve pior no passado, no futebol europeu, por exemplo, a troca de palavras entre Conte e Mourinho tem sido muito mais feia.
Mas acho um piadão que os mesmos que dizem, o futebol não ganha nada com este clima de guerrilha, as virgens ofendidas que dizem, isto assim não dá, mobilizam à la carte quem os acompanhe nesta luta, depois alimentam-na, claro, sempre de forma tendenciosa, sectária, a favor do Benfica e de quem o representa. Ataque a Vitória, tiro ao alvo, Vitória na mira de Jesus e Sérgio. Pois, mas porquê? No caso que nos importa, apeteceu ao treinador do F.C.Porto, de repente e por coisa nenhuma, atirar-se ao treinador do Benfica? Onde estão as críticas a alguns desvios e comportamentos incorrectos do treinador do Benfica, como podem ver mais a baixo na rubrica, Sonsices? Não existem, pelo contrário, são destacados como se fossem verdades absolutas, o treinador do Benfica possa dizer o que quer, se alguém lhe responde, aí, tadinho do menino Ruizinho que é tão bom mocinho.
Há muitas coisas para falar, coisas bem sérias e demonstrativas, comportamentos que se tivessem origem a Norte já ia por aí uma gritaria e um histerismo que nunca mais acabava.

Sonsices:

No final da época 2011/2012, campeonato que o F.C.Porto ganhou apenas com uma derrota e todos nos lembramos como ela aconteceu - foi em Barcelos e frente ao Gil Vicente, o árbitro foi Bruno Paixão e foi sujinha, sujinha, sujinha, tanto que para limpar a sujidade foi preciso inventar um produto novo -, a começar na célebre e sintomática frase, O título do F.C.Porto é um tributo dos árbitros, bem significativa de um modo de estar e pioneira no que diz respeito ao protagonismo dos directores de informação e comunicação - nessa altura alguns que agora atacam Francisco J.Marques, babavam com a declarações de Gabi e davam-lhe grande destaque de capa -, foi um corrupio, um ver se te avias, todo o cão e todo o gato veio a terreiro desvalorizar o mérito da vitória portista, perderam por causa das arbitragens. Na altura fiz alguns posts sobre o assunto, num deles coloquei a foto que podem ver, onde estão alguns nomes de papagaios que não tiveram uma palavra de respeito pelos vencedores, pior, passaram por cima de tudo, profissionalismo, competência, qualidade, espírito de sacrifício? 
Nada disso, tudo se resumiu às ajudas dos senhores árbitros. Um desses artistas foi Artur Moraes, guarda-redes brasileiro e que está imortalizado do Museu do F.C.Porto - era ele que defendia as balizas do clube do regime naquele histórico golo de Kelvin. Ora, o Artur Moraes, como bom puxa saco - parece que já arranjou emprego no Desportivo das Aves, o que não deixa de ser curioso -, mostrou-se muito incomodado, gritou que a questão dos e-mails é um ataque cobarde - não, não, é tudo menos cobarde, ó meu chapa -, estão a tirar o mérito às conquistas do Benfica, diz ele que: Só nós sabemos o quanto trabalhámos, o quanto sofremos, o quanto sonhámos para poder conquistar todos os títulos que conquistámos pelo Benfica.
- Pois é Artur, a net tem destas coisas, deixa registos, marcas... tu, que não tiveste uma única palavra de reconhecimento às virtudes do F.C.Porto, campeão, não, bicampeão, melhor dizendo - na foto da direita lá está, guarda-redes das águias a dizer que já esqueceu as arbitragens da época 2011/2012 - foste incapaz de reconhecer a qualidade de grandes jogadores como Otamendi, Hulk, Lucho, James, etc, trabalho, agora devias estar calado, não tens moral para vires fazer o papel de virgem ofendida.

Nota final:
Bruno de Carvalho chamou a António Salvador, testa de ferro de Luís Filipe Vieira.
Discordo. É mais testa de areia e godo com cimento.

Na 1ª volta da Liga NOS, o actor secundário virou protagonista principal e isso não estava no guião


Disse e repito:
O F.C.Porto foi claramente a melhor equipa da 1ª volta, lidera isolado a Liga NOS, tem dois pontos de vantagem, devia ter mais alguns. Isto não é puxar a brasa à minha, nossa sardinha, é objectivo e a grande verdade. Só não vê quem for cego ou desonesto.
Disse e repito:
Sérgio Conceição tem feito um trabalho notável, nunca ninguém fez tanto com tão pouco. Sérgio, como treinador, está a fazer bem, muito bem; Sérgio, diria, no papel de dirigente, foi o responsável pela chegada de jogadores que têm sido importantíssimos. Aboubakar, por exemplo, não queria voltar de forma nenhuma, foi o treinador que o convenceu e o camaronês tem sido decisivo. Com isso, o F.C.Porto sem dinheiro para nenhumas aventuras, resolveu um problema que podia ser complicado.
Disse e repito:
Não gosto de sonsos, cínicos, hipócritas, como também não gosto de quem bate no peito a apregoar portismo, mas depois, na prática, encolhe-se, não sai do politicamente correcto, está sempre preocupado com a imagem, não desagradar a alguns comentadores e analistas conhecidos da nossa praça. Resumidamente, preocupado em fechar nenhuma porta.
Por isso, disse e repito:
Este F.C.Porto que começou por ser um actor secundário da Liga NOS, é ao final da 1ª volta o principal protagonista, deu cabo do guião. Convém recordar, era: Benfica facilmente pentacampeão e já com mira no feito histórico do hexa, Sporting o único capaz de impedir esse desiderato. E esse mérito do actor secundário virar protagonista, deve-se a este treinador, estes jogadores e estes adeptos que apoiam e nunca desistem. Por isso merecem todos os sacrifícios.
 
À atenção da New Balance, marca que patrocina e fornece os equipamentos do F.C.Porto.
- Meus amigos, têm de resolver, definitivamente, o problemas das camisolas dos jogadores de futebol dos Dragões. Têm de arranjar tecidos menos resistentes. Quando alguém como Marega, nada fiteiro e fisicamente poderoso, é agarrado, puxado pela camisola e ela aguenta, aguenta, aguenta, resiste, resiste, resiste e não rasga, isso é prejudicial, os árbitros acham que não se passou nada, pensam que se fosse um agarrão a sério a camisola já era, rasgava. E talvez aí, perante a evidência da camisola rasgada, marcassem um ou outro penalty... vejam lá isso.

A propósito do gesto de Yacine Brahimi para Artur Soares Dias, no intervalo do jogo e que já está a ser motivo de polémica, como sempre, analisando e comentando apenas a jusante, passando por cima do que aconteceu a montante, originou o comportamento de Brahimi, importa dizer o seguinte:
É muito difícil manter a calma, aguentar sem reagir, ao ver erros grosseiros que têm sido cometidos contra o F.C.Porto, principalmente quando o jogo de Santa Maria da Feira ainda está bem presente na memória e Artur Soares Dias não esteve bem na 1ª parte do jogo. Mas temos de trincar a língua, fazer das tripas coração, evitar fazer e dizer qualquer coisa que possa dar azo a expulsões e castigos. Isto não está fácil, vai complicar-se ainda mais, coração frio e nervos de aço, por favor. Não é fácil, mas tentem com muita força.

Ainda sobre a arbitragem:
Não vou criticar o árbitro assistente, muito menos o árbitro no lance do golo do Vitória no jogo da noite de ontem. Por uma razão de coerência. O fora-de-jogo é milimétrico, as ordens nestes lances são para beneficiar quem ataca e apesar de Rafinha estar adiantado na conclusão da jogada e isto faz alguma diferença, como vão perceber já a seguir, temos de aceitar, amanhã podemos beneficiar de um lance semelhante. Agora e esse é que é o ponto, tem de ser sempre assim, não pode ser nuns casos, em lances que até não são na conclusão do lance, mas no início do lance, o VAR, como aconteceu no Benfica - Portimonense, com Fábio Veríssimo a dizer, aguenta, aguenta, aguenta e noutros não há intervenção do VAR, não há aguenta para ninguém.

O Benfica pede castigos a Danilo e Brahimi. Compreende-se, dava-lhes um jeitaço, mas fica-lhes muito mal. Primeiro, porque não tem qualquer autoridade moral: quem tem um capitão que encosta a cabeça ao árbitro e nada lhe acontece, jogadores que fazem quase um campeonato inteiro com quatro amarelos e não levam o quinto, apesar de terem entradas que até eram para vermelho directo, devia ter recato. Segundo, porque pedir castigos para dois dos melhores jogadores do F.C.Porto, é um sinal de fraqueza, um sinal que só lá vão se o líder ficar enfraquecido e isso é incompatível com a filosofia do mais maior, melhor grande, o tal clube que está 10 anos à frente dos outros, grande candidato ao título, o penta estava garantido, era preciso preparar o hexa. Terceiro, entrar neste diz tu, digo eu, é um direito que assiste ao clube do regime, não pode e não deve, é vir depois fazer o papel de anjinho, clamar contra o clima de ódio, pedir a intervenção do governo. Quarto e último porque, cereja no topo do bolo, deixam o Luís Filipe muito mal na foto. Então o Ventoinha diz para não falarem dos outros, até, pasme-se, dá uma de bom moço e pede por favor e ninguém lhe liga? O mesmo para com a comunicação social, tão rápida a condenar certas posturas, não só não condena outras, como ainda lhes dá um grande destaque. Então aquela demonstração de força da equipa de Sérgio Conceição, na segunda-parte do jogo de ontem, não devia ser o grande destaque?

Porque Duarte Gomes, Dudu, disse na Rádio Renascença que e cito, "Artur Soares Dias devia ter expulsado Brahimi", fui aos arquivos do dia seguinte ao Benfica - Chaves e como podem ver na capa do panfleto da queimada onde ele já era comentador de arbitragem - parte inferior direita da foto - e não vi qualquer referência àquele gesto de grande carinho, cabecinha com cabecinha, por parte de Luisão, ao conhecido árbitro algarvio, natural de Vila Real de Santo António, Nuno Almeida, conhecido nos meios do futebol por Ferrari Vermelho. Será que Dudu acha aquele gesto natural, normal, não havia motivo para qualquer sansão disciplinar, ao contrário do que aconteceu com o comportamento de Brahimi?

F.C.Porto 4 - Vitória S.C.2. Segunda-parte brilhante e arrasadora


Mais uma vez sujeito a pressão de ser o último dos grandes a entrar em campo e já conhecedor das vitórias de Benfica e Sporting, o F.C.Porto não podia facilitar, tinha de ganhar para manter a liderança isolada. Ganhou e ganhou com toda a justiça, termina  primeira-volta na liderança isolada, só por má-fé, cegueira ou por fanatismo clubístico, alguém contestará o mérito do chamada, campeão de Inverno.

Com José Sá, Ricardo, Reyes, Marcano e Alex Telles, Danilo e Óliver, Corona, Marega, Aboubakar e Brahimi, a primeira-parte da equipa de Sérgio Conceição deixou bastante a desejar.
Perante um Vitória bem organizado e defensivamente competente, os azuis e brancos embora tendo mais bola, não circulavam bem, não pressionavam com propósito, afunilavam, não tiveram capacidade nem discernimento para encontrar as melhores soluções, raramente fizeram as melhores opções, erraram muitos passes, pior, quando estiveram perto do golo e não foram assim tantas as ocasiões, faltava sempre qualquer coisa para meter a bola lá dentro.
Sem culpa da pouca inspiração portista, os rapazes de Pedro Martins, mais calmos, defenderam bem, foram fazendo o seu jogo para manter o nulo, quando podiam, procuraram sair para o ataque, surpreender. E assim, contando com uma desatenção da defesa portista e através de Rafinha, que apareceu por trás de Ricardo para marcar, chegaram à vantagem, mantiveram-na até ao intervalo, resultado que castigava os Dragões. Sim, porque sem se exibirem a um nível alto, os portuenses também não foram piores que o adversário e por isso não mereciam ir para as cabines a perder.
Pelo que foi o jogo e não vou falar de Artur Soares Dias - ainda não vi os lances polémicos -, talvez o empate fosse o resultado mais justo quando as equipas foram para o descanso.

Após ir para o descanso a perder e obrigado, acho que pela primeira vez em jogos para o campeonato, a ter de virar o resultado, o FC.Porto arrancou para uma segunda-parte brilhante, arrasadora, juntou à atitude, carácter, crença e alma, qualidade de jogo e até génio - o golo de Brahimi que deu o 2-1, é de compêndio - deu a cambalhota. Mas depois de conseguir a virada e apesar de para isso ter de fazer um grande esforço, o conjunto de Sérgio Conceição não se ficou pelo controlo e pela gestão do resultado, foi à procura de mais, chegou a 4-1, podia ter vencido por maior diferença de golos. Sim, se não fosse  algum relaxamento e deslumbramento, quando começaram uns olés vindos da bancada; algumas más decisões e opções na hora da verdade, isto é, quando era preciso definir e passar bem, ter mais e melhor critério na hora de concluir e para que as jogadas terminassem em golo, o resultado podia perfeitamente ter terminado num cinco ou seis a dois. Mas quem faz o que a equipa do F.C.Porto, em particular nos segundos 45 minutos, fez, deixando o Dragão em delírio e inchado de orgulho, tem direito e merece alguma condescendência e a ser perdoada por algumas brincadeiras desnecessárias.

Resumindo:
Na noite de hoje o F.C.Porto de Sérgio Conceição mostrou para quem quis ver com olhos de ver, as razões porque lidera o campeonato/Liga NOS, contra todas as previsões iniciais.
Isto, sim, é ser Porto na prática e não na teoria.

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