Mantendo o sentido crítico, olhando também para dentro, mas sem esquecer as responsabilidades de terceiros
Temos a nossa quota de responsabilidade na eliminação - na 1ª parte jogamos pouco, só acordamos na parte final. Equipa pouco ligada, incapaz de fazer uma jogada em condições, chegar na frente com critério, no último terço raramente se encontraram as melhores opções e definições e na hora de finalizar nada ou quase nada. Na 2ª parte melhor, mais domínio, mais bola, mais chegadas na frente, mas salvo a excepção do lance de Moffi no último minuto, quando são apenas os médios a criar as poucas oportunidades que tivemos, como os golos frente ao Tondela já tinham sido de dois médios, está explicada a razão de o golo do FCP estar caríssimo. Quantos golos têm os nossos avançados? Mas não foi apenas por isso que o FCP saiu da Taça de Portugal. Foi também porque seria um crime de lesa pátria que depois do enorme esforço que a arbitragem fez para o Sporting seguir em frente na Taça, com aquela pouca vergonha que aconteceu nos Açores no jogo com o Santa Clara, ontem no Dragão não fosse colocada a cereja no cimo do bolo. Seria de admirar que Padre Nogueira não viesse imbuído desse espírito, a Taça de Portugal é para o Sporting. Aliás, Padre Nogueira e o seu assistente do lado dos bancos, mais o VAR, logo aos 5 minutos deram o mote. Um lance que podia ter originado uma expulsão, pasme-se, mas que ninguém se surpreenda, nem falta foi. E assim, a sensação baseada em exemplos recentes e menos recentes, é que se fosse um jogador do FCP que fizesse o que fez Gonçalo Inácio vinha para a rua, o lance de Debast era penálti contra o FCP, idem para o lance de Quenda com William Gomes ou o de Alberto Costa com Debast. Nem que para isso CA, APAF, Duarte Gomes árbitros e depois os contorcionistas de serviço tivessem de fazer mais um número em que são especialistas.
Tem sido uma época em que os critérios desde as nomeações de árbitros para jogos do FCP - nomear Fábio Veríssimo para um jogo do FCP quando decorria um processo por queixa portista contra o árbitro, é o melhor exemplo -, passando pelos muito satisfatórios, satisfatórios e insatisfatório, em que se publica uma coisa para passado poucas horas se alterar e o insatisfatório passar a muito satisfatório. Aconteceu com uma arbitragem de António Nobre de prejuízo claro ao FCP no jogo em Braga. Sem esquecer e reforçando, os contorcionistas, os analistas, alguns deles cartilheiros encartados e que são capazes de dizer umas vezes que é preto para depois em lances semelhantes passarem a branco, mas sempre contra o FCP. Ou por programas de televisão de horas e horas com comentadores como o omnipresente Pedro Galo que está de manhã, no início e final da tarde e à noite a zurzir sempre contra o mesmo. Voltamos a passar por um período em que qualquer anão se coloca em bicos dos pés para atacar o FCP e são muitos os exemplos de pequenas criaturas usam o ataque ao FCP e a quem o serve profissionalmente, para ganhar popularidade fácil junto do fundamentalismo e fanatismo. Como também são muitos os que que utilizam a velha e requentada táctica do mais primário e básico antiportismo porque sabem que neste país isso rende, porque há sempre quem amplifique, lhes dê palanque, ou cinco minutos de fama.
É contra isto que temos de lutar nesta parte final de uma época e em que, recorde-se pela importância, no seu início o FCP não contava, era apenas candidato a lutar com o S.C.Braga pelo 3º lugar e agora, contra todas as previsões, está perto do título.
Domingo na Amadora, coração quente, nervos de aço, um Dragão forte, determinado e capaz de resistir a tudo e dar mais um passo muito importante para conseguir o principal objectivo da época, o título que foge há três anos.
PS - Quando o painel de árbitros do Tribunal do Jogo diz que o lance entre Gonçalo Inácio e William Gomes, era para amarelo, está tudo dito sobre o estado a que chegou o comentário e análise. https://www.facebook.com/reel/1882771935773478
Como é possível Coroado, Leirós e Fortunato dizerem que este lance é amarelo? Haja paciência para a indecência...
PS 1 - Ontem na nossa casa, um clube fez birra, não quis seguir aquilo que está determinado para todas as equipas que visitam o Dragão e os senhores da FPF fizeram-lhe a vontade. E o FCP ainda foi apresentado por algumas almas penadas como o mau da fita.
PS 2 - «"Ambiente de toxicidade" leva SIC a acabar com participação de comentadores ligados a clubes
O canal de televisão SIC Notícias decidiu descontinuar os programas de desporto que assentam em comentadores que representam clubes, vulgarmente conhecidos como 'os três grandes, Benfica/Porto/Sporting.» Pois é, a toxicidade foi substituída por programas onde a isenção, rigor e ética não existe, são programas onde nos ataques ao FCP se um diz, mata, os outros dizem, esfola. Num desses programas os fanáticos benfiquistas Luís Aguilar e Pedro Henriques, mais o não menos fanático sportinguista Francisco Guimarães, diariamente, dizem tudo o que lhes apetece contra o FCP, com a conivência empenhada e colaborante do apresentador do programa. Salva-se apenas Marco Caneira nesse lixo televisivo, mas que para quem manda na SIC Notícias é um toxicidade cheirosa e nada incomodativa.
PS 3 - O Sporting manda e os freteiros, recadeiros e cartilheiros obedecem.
Ontem às 19:18 o Record através de João Soares Ribeiro, que não conheço, fez uma peça sobre o lance entre Gabri Veiga e Hjulmand. Às 20:28, na Bola, Hugo Forte, este conheço bem, um sportinguista doente e um antiportista fanático, fez exactamente o mesmo. E lá está o pormaior, Gabri Veiga pode levar de 1 a 10 jogos. Quando Luis Suárez partiu uma perna a um jogador do AFS, nem foi questão. Isto não é jornalismo, isto é lixo informativo, é falta de isenção, é facciosismo, sectarismo, desonestidade intelectual. Se isto não é cartilha, se estes "jornalistas" não são freteiros, recadeiros e cartilheiros ao serviço do Sporting, não sei o que são.
PS 4 - Mesmo sabendo que a Média Livre é uma lixeira a céu aberto e de cheiro nauseabundo, onde o fanatismo antiportista prevalece, se o Bernardo Ribeiro tem vergonha alheia das declarações de Francesco Farioli, eu, mesmo sabendo o que a casa gasta, tenho nojo que um director de um jornal seja alguém sem o mínimo de isenção, equilíbrio, ética e deontologia. Seja mais um adepto fundamentalista que jornalista.
F.C.Porto 0 - Sporting 0. Muito coração, sem cabeça e sem ataque e os critérios arbitrais de sempre...
Depois de no domingo ter aumentado a distância para o 2º classificado e dado mais um passo em frente na caminhada para o título - mas não nos deixemos embalar no canto de algumas sereias que já falam num FCP campeão, quando o que mais desejam é que não seja. O FCP será campeão quando a matemática o determinar. Até lá é encarar os jogos que faltam com atitude, determinação, concentração, sem sobranceria e respeitando os adversários que estão a lutar com tudo para se manter e por isso serão complicados -, o FCP que estava em desvantagem porque perdeu em Alvalade por um golo de diferença, tinha num Dragão repleto a oportunidade de conseguir a reviravolta e chegar à final do Jamor. Frente a um adversário que certamente viria ao Porto jogar com o resultado da 1ª mão, defender e contra-atacar, era importante que os azuis e brancos não fossem com muita sede ao pote, arriscassem demais, dessem espaços, facilitassem a vida ao adversário. A diferença era de apenas um golo, atacar sim, mas com critério, organização, havia 90 minutos para anular a desvantagem.
Francesco Farioli escalou Diogo Costa, Alberto Costa, Thiago Silva, Jan Bednarek e Jakub Kiwior, Pablo Rosario, Victor Froholdt, Gabri Veiga, William Gomes, Deniz Gül e Oskar Pietuszewski e o FCP entrou intenso, pressionante, mas pouco esclarecido, pouco organizado, com dificuldades em ligar o jogo, atacar com critério. Aproveitou o Sporting para ter bola, circular bem e chegar à frente, mas sem criar perigo. No ataque Oskar Pietruzesvky, Deniz Gül e William Gomes não entravam no jogo, quase só faziam asneiras. O jovem polaco, então, abusava. Mais ligado o conjunto de Rui Borges controlava o jogo à vontade. Tanto frenesim, mas a qualidade de jogo do FCP não era muita. Só perto do intervalo Oskar deu um da sua graça e em dois lances criou possibilidade de golo, mas faltava contundência na hora de finalizar.
Miguel Nogueira assinalava tudo contra o FCP, pouco ou nada contra o Sporting. Alguns lances na área leonina deixaram muitas dúvidas... Aliás, logo aos 5 minutos de jogo o árbitro deu o mote do que ia ser o seu trabalho. Falta clara de Gonçalo Inácio sobre William Gomes à entrada da área e nas barbas do assistente, mas nem este nem o árbitro viram nada, idem para o VAR. Não era lance para vermelho?
O jogo chegou ao intervalo empatado a zero. Sporting mais esclarecido, FCP mais perigoso na parte final, teve dois lances de golo, mas não aproveitou.
Para a 2ª parte o treinador do FCP manteve o mesmo onze e o jogo recomeçou com o FCP a ter na ligação com o ataque os mesmos problemas. Gül trabalha muito, mas...
William começou desconcentrado, nos primeiros 10 minutos só fez asneiras.
Dragões com os mesmos problemas na 1ª parte, lento na construção, com dificuldades em encontrar espaços, remates de fora muito longe do alvo. Aos 57 minutos saiu Thiago Silva e entrou Alan Varela. Era preciso acelerar.
Era preciso mexer no ataque.
Aos 64 Froholdt podia ter marcado, o remate saiu à figura de Rui Silva. Porto dominava, ameaçava, encostava o Sporting atrás, mas muita pólvora seca na frente e assim não se marcam golos.
Aos 70 Froholdt novamente perto do golo.
De imediato saíram, Oskar Pietruzesvky, Deniz Gül e Gabri Veiga, entraram Pepê, Mora e Moffi. Mais tarde saiu Alberto Costa e entrou Fofana.
Para piorar, Alan Varela entrou mal, muito duro, fora de tempo, levou cartão vermelho. E é isto. Alan Varela levou vermelho, justo, Gonçalo Inácio nem cartão amarelo levou.
De uma falta não assinalada sobre Fofana, ia dando golo do Sporting.
No último minuto do tempo de descontos o FCP teve uma grande oportunidade, Moffi cabeceou para golo, Rui Silva fez uma defesa extraordinária e na recarga Froholdt atirou por cima. Seria um golo merecido, mas mais uma vez a sorte nada quis com o dinamarquês. Se alguém merecia um golo era ele.
Resumindo: O FCP foi melhor, teve as melhores oportunidades, mas pode-se dominar, ser superior, atacar muito, mas com um ataque que não marca golos... não se ganham jogos.
E assim uma equipa que devia ter sido eliminada e só não foi porque foi escandalosamente beneficiada, tem as duas mãos na taça.
Não serve de desculpa e já disse tudo sobre a arbitragem, mas tem sido uma época em que em lances iguais, os critérios dos árbitros foram diferentes e hoje no caso dos cartões foi mais um exemplo flagrante.
Agora é descansar e preparar o jogo da Amadora pensando que com estes árbitros todos os jogos são muito difíceis.
F.C.Porto 2 - C.D.Tondela 0. Dragões acordaram na 2ª parte e deram um grande passo para o título
Após a eliminação da Liga Europa e antes do importante jogo frente ao Sporting na 2ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, jogo em que parte em desvantagem depois de ter perdido em Alvalade 1-0, o FCP, depois da derrota do Sporting no derby lisboeta, só podia pensar na conquista dos três pontos frente ao Tondela.
Com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Rodrigo Mora, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky, o conjunto de Francesco Farioli fez uma 1ª parte muito abaixo do que seria desejável. Foi um Porto lento, trapalhão, previsível, desorganizado no meio-campo, complicativo e sem contundência no ataque. Um Porto que nem de penálti conseguiu marcar. Alan Varela denunciou muito, atirou para o lado que o guarda-redes já estava caído - nos dias de hoje, quando os guarda-redes têm todas as indicações sobre os marcadores de penáltis, vai repetir exactamente a forma de marcar? Um Porto que desperdiçou 45 minutos, não conseguiu impor-se e chegar ao intervalo em vantagem num jogo contra um adversário que lhe é claramente inferior.
O treinador do FCP também não gostou da 1ª parte e mexeu. Saíram Kiwior e Rodrigo Mora, entraram Pablo Rosario e Gabri Veiga. E logo aos 48 minutos o FCP chegou à vantagem. Assistiu Deniz Gül e golo de Gabri Veiga. Froholdt ameaçou o 2-0. Parecia melhor o FCP, embora alguns jogadores persistissem em inventar.
Aos 62 saiu Zaidu e entrou Thiago Silva e aos 65 Froholdt fez o segundo e deu alguma tranquilidade aos azuis e brancos.
Nova substituição aos 70 minutos saiu Oskar Pietruzesvky e entrou William Gomes e mais tarde Deniz Gül - trabalhou muito, ajudou muito, mas e golos? - e entrou Fofana.
O jogo caminhava para o fim sem grandes motivos de interesse, apenas deu para Gabri Veiga completamente sozinho falhar um golo certo e terminou com a vitória justíssima dos Dragões.
Depois de uma 1ª parte fraca em que parecia que o FCP não estava muito determinado a aproveitar o desaire do Sporting, a 2ª, sem ser exuberante, foi bem melhor. E assim os comandados de Francesco Farioli deram mais um passo importante no caminho para o título. A quatro jornadas do fim, cinco pontos de vantagem, são uma excelente margem, dão tranquilidade, mas é preciso continuar a manter o foco, não facilitar e procurar chegar ao grande objectivo da época o mais depressa possível.
Agora é descansar bem, tentar a remontada na quarta-feira e chegar ao Jamor.
Nottingham Forest 1 - F.C.Porto 0. Continua a maldição inglesa. Dragões fora da Liga Europa
Com um resultado que não fez justiça à sua superioridade e por culpa de uma falta de eficácia que não lhe permitiu ir além de um empate no jogo da 1ª mão, o FCP tinha no City Ground uma tarefa muito difícil para chegar às meias-finais da Liga Europa: vencer pela primeira vez em Inglaterra para as provas europeias.
De início com Diogo Costa, Alberto Costa, Thiago Silva, Bednarek e Zaidu, Pablo Rosario, Fofana e Gabri Veiga, William Gomes, Terem Moffi e Borja Sainz, os Dragões foram à procura de fazer história.
Não fizeram. E não foi pelo jogo de hoje em que mesmo com dez desde os 8 minutos por expulsão de Jan Bednarek, o FCP não merecia perder. Os Dragões mesmo com um a menos, fizeram um jogo bom, muito bom na 2ª parte, mas a sorte não esteve com a equipa de Francesco Farioli - às vezes a bola bate na trave e entra, noutras sai. Hoje saiu. Foi no jogo do Dragão. Jogo em que o FCP foi superior, criou e desperdiçou algumas claras oportunidades de golo. E não há muito mais a dizer... Não tenho nada a apontar à equipa, nem vou criticar Bednarek pelo lance que motivou a expulsão.
Ao intervalo saíram Alberto Costa, Zaido, Gabri Veiga e Borja Sainz, entraram Francisco Moura, Froholdt, Alan Varela e Kiwior, aos 66 saiu Moffi e entrou Deniz Gül
Agora é preciso ultrapassar rapidamente a desilusão da eliminação, concentração absoluta no jogo do campeonato frente ao Tondela. Não olhar para a classificação, pensar em facilidades. O adversário está a lutar para se manter, vai defender com todos, procurar pontuar, é preciso um bom Porto. O campeonato, recorde-se, é o principal objectivo da época e essa é a grande prioridade.
Denunciar, mostrar as incoerências desta trupe é um dever cívico que faço com muito prazer
A dupla de ex-directores de comunicação do Sporting, Pedro Galo e Nuno Sonso Dias, desta vez acompanhados de José Nunes e Gonçalo Monteiro, novamente desonestos até dizer basta. Analisar o lance do Oskar Pietruzesvky e que, sem dúvida, era amarelo, para concluir que o FCP devia ter ficado a jogar com dez e não se sabe o que podia acontecer, esquecendo - nem sequer foi motivo de análise - o lance que aconteceu minutos antes em que o jovem polaco foi agredido com duas joelhadas na cabeça e João Carvalho devia ter sido expulso, é o cúmulo da desfaçatez, vergonhoso, mas não é surpresa para ninguém. Se o FCP ficasse a jogar com dez e o Estoril com onze, era mais um roubo com a marca de Luís Godinho e do VAR.
A linha editorial da Média Livre e que esta gente cumpre a preceito, é o ataque vil, miserável ao FCP. O antiportismo é a prática e vale tudo para levar o desígnio avante.
Mas se na Média Livre é um escândalo, o que dizer do canal da FPF, canal 11?
Como disse o meu amigo Adriano Freire, com tanto de positivo para falar do Estoril - FCP, foram perguntar se é etico pedir aos guarda-redes para se fazerem lesionados.
Já disse, mas repito, queria ver estes artistas provarem que algum guarda-redes simulou uma lesão. Mas como o inventor dessa teoria, Pedro Galo, até foi director do canal 11, ainda devem ser resquícios do passado. Um passado do mais básico e primário antiportismo também é o modus operandi de João Marcelino que foi director do Record no pós Rui Cartaxana e cujas campanhas contra o FCP eram bem conhecidas.
Finalmente, a querida RTP no resumo do jogo também não tocou nos dois penáltis não assinalados por Luís Godinho - cujo lema é, o preço que se paga por ser verdadeiro, sério e honesto é demasiado alto, no que diz respeito ao FCP tem um grande parêntesis -, mas abordaram o possível amarelo a Oskar Pietruzesvky, mas tal como a lixeira da Média Livre, omitiram a agressão de João Carvalho ao jovem polaco. Se na Média Livre é uma vergonha, no canais públicos é muito pior, a esses pagos por todos os portugueses o rigor e isenção não pode tratado de qualquer maneira.
E é isto, semana após semana, jogo após jogo, mesmo naqueles em que o FCP é claramente prejudicado, quem vir estes canais fica com uma ideia totalmente deturpada. Também foi assim desde que o FCP começou a ganhar que se foi construindo uma imagem de um FCP diabo num futebol de anjinhos.
E o pior é que se o FCP reagir ao mais alto nível contra esta nojeira ainda é acusado de se vitimizar, não ter memória, não contribuir para um futebol melhor.
PS - também podem ver numa das fotos como Jorge Faustino e Marco Ferreira analisaram um lance com João Mário num FCP - Gil Vicente e o lance do corte com a mão de Maxi Araujo.
PS 1 - Fábio Veríssimo, há quem lhe chame Verdíssimo, que arbitrou o Benfica - Nacional, esteve a ver imagens no intervalo do jogo e depois assumiu que errou e pediu desculpas ao jogador do Benfica Dahl por lhe ter mostrado erradamente o cartão amarelo - tão bonzinho com o SLB o Fábio. Pudera, ele sabe o preço que já pagou no passado por ter prejudicado o Benfica. Até teve de meter baixa médica. Mas este comportamento mostra que, tal como se tornou claro na altura, não foram as imagens repetidas na televisão que estava no balneário do árbitro, sobre o golo anulado ao FCP frente ao Braga, o que verdadeiramente o incomodou, foram as imagens 45 minutos após o final do jogo, de um FCP - Benfica em Infantis, onde o Veríssimo não invalidou um golo em que o guarda-redes do FCP foi totalmente abalroado por um adversário. Foi o exemplo notório que as regras e os critérios de Veríssimo vão alternando ao sabor da cor das camisolas. Não é por ser um jogo de Infantis que as regras do jogo são diferentes. É analisando correctamente nestes escalões que se faz a boa pedagogia, os miúdos crescem sem desconfianças, têm melhores comportamentos no futuro.
Estoril 1 - F.C.Porto 3. Grande resposta às aves de mau agoiro, ao Godinho e ao escandaloso andor leonino.
Dependendo exclusivamente dele próprio, embora mais pressionado que há oito dias - a liderança que tinha uma margem de quatro pontos reduziu-se a metade -, o FCP tinha na Amoreira, frente ao Estoril, jogo tradicionalmente difícil, um obstáculo complicado, mas que precisava de ultrapassar com uma vitória. Se já era importante vencer, mais depois do Sporting, principal rival na luta pelo título, ter ganho ao Estrela da Amadora.
Francesco Farioli voltou a rodar, fez entrar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky e o FCP entrou muito forte, pressionante, dominador, ameaçou, marcou aos 14 por Pepê após excelente jogada de ataque e assistência de Gabri Veiga. Dragões que passados dois minutos estiveram próximo do 2º, Varela rente ao poste. 2º que entrou aos 21, mas o VAR assinalou um fora-de-jogo de 13 cm, impediu Deniz Gül de regressar aos golos. O jogo acalmou, até que aos 32 minutos, a partir de um canto, entrada de cabeça ao 1º poste de Froholdt, Xeka na tentativa de evitar o impossível, fez auto-golo. E o 3º só não aconteceu porque Deniz Gül sozinho na cara de Robles, atirou às malhas laterais. Nos últimos 5 minutos os azuis e brancos relaxaram, o Estoril ameaçou e podia ter marcado. Não marcou, o intervalo chegou com uma boa vantagem dos portistas, mas que podia ser mais dilatada e faria mais justiça à excelente prestação da equipa de Francesco Farioli.
Para a 2ª parte era fundamental manter a concentração, não facilitar, não deixar o Estoril acreditar, entrar em jogo. Era importante ter presente o que aconteceu na Luz e procurar dilatar o marcador.
O treinador do FCP não mexeu e quase no recomeço um lance de derrube a Froholdt na área. O VAR chamou, Godinho foi ver a não assinalou penálti. Sempre contra o FCP o alentejano de Borba. Enfim... FCP baixou o ritmo e as linhas, mas sempre que podia saía no contra-ataque. E foi assim que Deniz Gül falhou novo golo.
Aos 60 minutos saiu Oskar Pietruzesvky e entrou Borja Sainz. Com o FCP sem forçar e sem permitir nada ao Estoril, aos 70 minutos nova mexida, saíram Zaidu, Gabri Veiga e Deniz Gül, entraram Francisco Moura, Rodrigo Mora e Terem Moffi e passados 2 minutos Froholdt fez o 3º golo, colocou mais justiça no resultado. Resultado que foi alterado, reduziu o Estoril aos 78 por Begraoui. Já com Fofana no lugar de Pepê, o FCP embora estivesse mais preocupado em controlar e não forçar, podia ter feito mais alguns golos, Mora, Borja e Moffi estiveram muito perto.
O jogo terminou com a vitória que não merece contestação do líder do campeonato, vitória que devia ser por números mais altos.
Excelente 1ª parte, boa gestão na 2ª parte. É assim que se responde às aves de mau agoiro e ao escandaloso andor leonino.
Godinho foi Godinho em jogos do FCP. Se o lance de Froholdt fosse com jogadores do Benfica ou Sporting era penálti, como foi com um jogador do FCP, não foi, como já não tinha sido um do tamanho da Torre dos Clérigos no FCP - Nacional e sobre Samu. A coerência do homem que paga um preço muito elevado por ser sério é notável. Sempre, mas sempre contra o FCP. Se o jogo tem sido equilibrado o Godinho tinha arrumado com os Dragões. É este o espírito que temos de ter nos próximos jogos.
F.C.Porto 1 - Nottingham F.F.C. 1. Quando se desperdiça tanto e ainda se oferece um golo para os apanhados...
Depois daquele murro no estômago que foi o golo do Famalicão aos 90+9 e tendo sempre presente que o grande objectivo da temporada é a conquista do título, nos quartos-de-final da Liga Europa, o FCP tinha pela frente os ingleses no Nottingham Forest adversário que já o tinha derrotado por 2-0 em Inglaterra na Fase de Liga. Reagir aquele empate e à perda de dois preciosos pontos, conseguir um resultado que mantivesse em aberto a eliminatória e a possibilidade de chegar às meias-finais, sem hipotecar minimamente o importante jogo de domingo no Estoril era o grande desafio que se colocava aos comandados de Francesco Farioli.
De início com Diogo Costa, Martim Fernandes, Thiago Silva, Bednarek e Zaidu, Pablo Rosario, Gabri Veiga e Fofana, William Gomes, Terem Moffi e Borja Sainz, o conjunto de Francesco Farioli, entrou muito bem, saiu com critério, criou oportunidades claras que desperdiçou. Quando chegou à vantagem aos 11 minutos por William Gomes não exagero se disser que já podia e devia estar a ganhar por 3-0. Sim, não se admite a forma como Moffi e Borja Sainz por duas vezes, falharam golos cantados na cara do guarda-redes. Como se fosse pouco, um tremendo disparate de Martim Fernandes, originou um auto-golo para os apanhados. Martim que saiu lesionado aos 18 minutos. Esse balde de água fria mexeu com os azuis e brancos que perderam a qualidade de jogo que tinham exibido até aí. Aquilo que saía com naturalidade começou a complicar-se. Era preciso acalmar, simplificar, voltar a entrar no jogo, circular bem, deixar o individualismo. Mas não estava fácil.
Muito suportado em Thiago Silva e Bednarek, o FCP foi tentando, mas já num ritmo mais baixo e sem a clarividência dos primeiros 15 minutos. Já no tempo de descontos Moffi cabeceou bem, mas sem fazer golo.
O intervalo chegou com o resultado empatado a um, quando devia ser três a zero. Não foi porque a equipa de Francesco Farioli não foi eficaz na frente e ofereceu um golo aos ingleses. Nunca se deve passar ao guarda-redes na direcção da baliza e sem olhar, como fez Martim Fernandes.
Para a 2ª parte o treinador dos Dragões manteve o mesmo onze, o Nottingham meteu qualidade Milenkovic e Igor Jesus.
O jogo recomeçou com o FCP por cima, a criar perigo, mas o ataque... Mais uma grande oportunidade desperdiçada, desta vez foi William Gomes. Borja na ajuda, na capacidade de luta, OK, mas na frente não acertava uma.
Aliás, tirando uma ou outra tentativa de William, o ataque do FCP era de pólvora seca.
Aos 58 minutos saíram Gabri Veiga claramente a pensar no Estoril, estava a jogar bem, Borja e Moffi, entraram Froholdt, Pepê e Deniz Gül.
Aos 63 minutos a bola entrou na baliza do FCP, mas há falta clara sobre Diogo Costa. Como é possível o árbitro não ver, ter de ser o VAR a analisar?
William, quem mais podia ser, muito perto do segundo, mas ao contrário do que costuma fazer, rematou para o lado mais perto, mas mal. Logo de seguida Gül também falhou um golo certo. Assim fica difícil...
Alan Varela substituiu Fofana aos 74 minutos.
Aos 79 minutos foi Froholdt após excelente passe de Pepê a falhar uma grande oportunidade.
Porto dominava, jogava bem, criava, mas marcar vai no Batalha. Tudo bem feito, Varela bem posicionado na zona central, ofereceu a bola ao guarda-redes.
O jogo chegou ao fim com um empate que penaliza muito a equipa do FCP. O conjunto de Francesco Farioli foi superior durante todo o jogo, criou e desperdiçou muitas oportunidades claras de golo. Como se fosse pouco, ainda ofereceu um golo de apanhados ao adversário.
Quem não tem Samu e Luuk de Jong, fica debilitado no ataque, mas que diabo, em mais de uma mão cheia de oportunidades apenas um golo? A eficácia desta equipa é confrangedora.
Tudo em aberto para a 2ª mão, mas tem de ser um FCP capaz de fazer história, ganhar pela primeira vez em Inglaterra. Para isso não pode ser o Porto perdulário desta noite.
E as atenuantes?
Criticar a exibição? OK? Também critiquei - aliás é a minha prática de sempre. Gosto digo que gosto. Não gosto digo que não gosto. Mas procurando sempre ser objectivo e construtivo e nunca faltando ao respeito à Instituição ou aos profissionais que a servem. Criticar a forma inadmissível como se sofreu o 2º golo? OK. Também critiquei. Mas não ver atenuantes, ter em conta o contexto?
O FCP vinha de uma excelente dinâmica, bem física e mentalmente, motivado, fazia bons jogos, ganhava, ultrapassou um ciclo difícil com um saldo francamente positivo.
Pausa para as selecções, vários e importantes jogadores foram representar os seus países, alguns em jogos decisivos de apuramento para o mundial. Jogos de grande desgaste físico e emocional e que no caso do trio polaco e do dinamarquês Froholdt se juntou a desilusão de ficarem fora da prova que se vai disputar nos Estados Unidos, México e Canadá - Deniz Gül foi pouco utilizado e teve a vantagem moralizadora de ver a Turquia ser apurada. Fofana, Pablo Rosario e Zaidu foram utilizados, mas em jogos particulares, sem grande stress competitivo.
Quem cá ficou e não esteve a recuperar de lesões - Diogo Costa e Rodrigo Mora -, é natural que tenha aproveitado as férias dadas por Francesco Farioli para descomprimir, relaxar, quando voltou por mais que se focasse, não era a mesma coisa. Sem esquecer que Gabri Veiga estava fora por castigo. Foi neste contexto que o treinador do FCP teve de preparar um jogo frente a um adversário difícil - só não empatou na Luz e em Alvalade porque a arbitragem não deixou - e que teve duas semanas para trabalhar o jogo do Dragão.
Portanto, mesmo não justificando tudo, principalmente a forma como se sofreu o 2° golo - a partir de um lançamento lateral, com tantos jogadores do FCP na área e aos 90+9, depois de ter conseguido o mais difícil que foi chegar à vantagem e aos 90+1? -, há atenuantes que devemos ter em conta na noite de sábado, por mais duro que tenha sido o golpe.
Compete ao grupo reagir já na quinta-feira, mas principalmente no domingo frente ao Estoril. Na Amoreira frente a um adversário complicado e tradicionalmente difícil, um treinador que gosta de ter protagonismo à custa do FCP, é preciso a melhor versão do conjunto de Francesco Farioli. Um FCP capaz de resistir a tudo a começar nos critérios arbitrais, na dúvida, quase sempre contra os azuis e brancos - não liguem o que dizem alguns analistas de arbitragem como Pedro Henriques, Jorge Faustino, Marco Ferreira ou Marco Pina. A sua função é passar para a opinião pública a ideia, mesmo que completamente falsa, que o FCP é muito beneficiado e nunca prejudicado -, até às peripécias em que o futebol é fértil. Como se viu no sábado, a sorte é importante. O remate de um rapaz que festejou como um louco sem respeito por um clube onde esteve sete anos e que o devia obrigar a ter algum recato, bateu no poste e entrou. Às vezes bate e sai...
O ruído vai subir, as provocações idem, a campanha contra o FCP que já era notória vai aumentar muito. Nunca o contra tudo e contra todos fez tanto sentido. Este campeonato tem de ser do FCP. Os profissionais têm de fazer o seu papel, mas nós podemos ajudar, mobilizando, acompanhando, apoiando, como é óbvio, dentro das possibilidades de cada um.
Não sei que resultado deu esta análise sobre quem tem mais queixa das arbitragens, mas fazer um trabalho desses com base na opinião do intelectualmente desonesto, que tem critérios que já por várias vezes foram provados e comprovados, desiguais e esmagadoramente contra o FCP, é de uma falta de rigor, ética, deontologia, pudor e vergonha na cara que nem vos conto. Que tal usarem os critérios do Marco Pina ou António Rola?
Qualquer coisa que envolva o FCP atinge a dimensão de drama, horror, tragédia, todo o anão se põe em bicos dos pés para ver se cresce. Alguns até ficam com um sorriso de orelha a orelha.
Como devemos interpretar esta cambalhota? Ai que estamos a dar razão ao FCP pelas queixas em Braga e essa é uma mensagem errada?
F.C.Porto 2 - F.C.Famalicão 2. A paragem tirou o fogo ao Dragão e mais dois pontos perdidos no último minuto
Depois de um ciclo difícil e que foi ultrapassado com um saldo muito positivo e após a pausa para as selecções, com tudo o que isso significa em termos de alteração na dinâmica do treino, no foco, no desgaste físico e mental de alguns jogadores, no regresso ao campeonato o FCP tinha pela frente num novo e exigente ciclo, o F.C.Famalicão que está em 5° lugar e tem feito uma prova muito meritória. Sem uma margem de manobra totalmente confortável, sem poder dar-se ao luxo de facilitar, era importante reiniciar o campeonato com uma vitória. Não aconteceu e agora é preciso rapidamente recuperar a aura que nos trouxe até aqui. A liderança mantém-se, só dependemos de nós.
Farioli fez alinhar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Rodrigo Mora, Pepê, Moffi e Oskar Pietruzesvky e logo ao minuto 3 buraco na defesa dos azuis e brancos, valeu uma grande defesa de Diogo Costa a evitar um golo certo. Famalicão estava melhor, personalizado, atrevido, perigoso, frente a um Dragão desorganizado, complicativo, com alguns jogadores muito mal. Oskar Pietruzesvky era o paradigma, só fazia coisas erradas. O jovem polaco queria fazer tudo sozinho, abusava das fintas, perdia constantemente a bola. Aliás o lado esquerdo dos azuis e brancos quer na defesa como no ataque, era um desastre.
Com os minhotos a ameaçarem muito, contra a corrente do jogo e já aos 35 minutos, Alberto Costa adiantou os azuis e brancos. Rodrigo Mora ressentiu-se, deu o lugar a Fofana. O golo e a vantagem não tiveram como consequência uma melhoria dos portistas, sempre precipitados, incapazes de fazer o mais fácil.
Veio o intervalo com FCP em vantagem pela diferença mínima, resultado injusto para o Famalicão. Era preciso muito mais Porto na 2ª parte. A equipa de Farioli nunca se encontros nos 45 minutos iniciais.
Farioli mexeu e o FCP entrou com William no lugar de Oskar Pietruzesvky e Martim Fernandes no lugar de Zaidu. Viu bem o treinador dos azuis e brancos. Quem saiu foram claramente os elos mais fracos da 1ª parte. Infelizmente os substitutos não fizeram melhor.
O FCP parecia mais tranquilo, mais assertivo, mas o Famalicão chegou ao empate num lance em que no início da jogada há falta sobre Froholdt. Lance foi ao VAR, mas ao contrário do que aconteceu em Alvalade o golo não foi anulado.
Era preciso deixar de inventar, jogar simples e muito melhor.
Em cima do minuto 60 entrou Deniz Gül, saiu Moffi.
Como lhe competia o FCP foi para a frente e num canto Deniz Gül foi agarrado, mas nada se passou. E continuava a precipitação na equipa de Farioli. Em vez de se concentrarem em jogar, estavam de cabeça quente, complicavam, facilitavam a vida ao adversário.
Aos 74 entrou Borja saiu Pepê.
Porto não melhorava nada, Famalicão aproveitava. Portistas queriam fazer tudo sozinhos. Assim não íamos lá. Como não íamos lá com tantos toques entre os centrais.
A incapacidade do FCP criar um lance em condições, asneiras e só asneiras. William, então abusava.
O árbitro deu 8 minutos. E no primeiro deles Fofana numa grande jogada individual fez um golo de bandeira. Agora era preciso segurar a vantagem. Mas faltava clarividência para defender atacando. Era só coração. E quando o jogo já tinha esgotado o tempo de descontos, um balde de água fria aconteceu. A partir de um lançamento lateral, defesa do FCP facilitou, não foi capaz de aliviar, num ressalto surgiu o empate. Não se admite sofrer um golo destes.
FCP que acusou claramente a paragem para as selecções, não merecia mais. O empate é justo. O líder do campeonato perdeu ritmo, dinâmica, organização, nunca se encontrou e mesmo tendo chegado à vantagem já no tempo de descontos, foi apenas um clarão numa noite escura, foi incapaz de segurar a vantagem e sofreu um golo de regional.
E vão quatro pontos desperdiçados no último suspiro do jogo e por culpa própria. Com o jogo a terminar não se pode facilitar, tem de se segurar a vantagem nem que seja a mandar biqueiros para a bancada.
Não me quero agarrar a isso, mas com os mesmos critérios das arbitragens do Sporting tínhamos ganho o jogo.
PS - No dia do 19° aniversário do Dragão até à morte, uma péssima prenda.
Um Santa Páscoa para todos.






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