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domingo, 7 de agosto de 2016


Muita gente, mais de 46 mil espectadores, muito entusiasmo e portismo, uma festa simples, mas bonita, um bom resultado - vencer é sempre importante e é dos livros que a confiança aumenta e se trabalha melhor sobre vitórias -, nota negativa apenas para uma exibição que não correspondeu às expectativas - pelo menos às minhas.

Porque é verdade, em primeiro lugar temos de fazer justiça ao adversário: o Villarreal tem uma excelente equipa, bons jogadores, mantém o mesmo treinador, a mesma base, processos consolidados, é uma das melhores equipas espanholas, está no play-off da Champions, foi um osso duro de roer. Mas depois das boas indicações deixadas nos jogos frente ao Bayer Leverkusen e Vitória S.C., esperava bem mais do conjunto de NES. Ontem e ao contrário desses dois jogos, vi um Porto curtinho - na segunda-parte, então, voltaram os toques e toquezinhos inconsequentes, voltou aquele futebol irritante que não leva a nada... -,
incapaz de ter bola, de jogar e que permitiu sempre ao adversário ter a iniciativa. Vi um Porto que nunca esteve por cima no jogo, raramente rematou, pouco perigo criou, para além do golo, apenas teve mais uma oportunidade clara para voltar a marcar. E se a defesa, tirando um ou outro lance, esteve segura e deixou boas indicações - apesar do meio-campo não filtrar quase nada -, já o trio Danilo, Herrera e André André, não só nunca pegou no jogo e serviu o ataque nas melhores condições, como deu espaços, permitiu muitas vezes que os médios adversários tivessem todo o tempo para pensar, executar e servir os avançados em boas condições. Ora, sem o coração da equipa a funcionar, se a defesa foi capaz de se safar, o ataque praticamente não existiu. André Silva esteve sempre muito sozinho e ontem, apesar do golo, esteve mais trapalhão, sôfrego, sempre a trabalhar muito, mas na ânsia de ir a todas, ia até onde não lhe competia e complicava a vida aos colegas; Corona voltou aquele futebolzinho que não aquece nem arrefece; Otávio fez mais uma assistência, após insistência, para golo, mas também não esteve ao nível dos dois jogos anteriores.

Portanto, a uma semana do início do campeonato, o Porto de Nuno Espírito Santo ainda está verdinho, os indícios, que o tempo confirmará ou não, são que o modelo privilegiará segurança defensiva, saídas rápidas para o ataque, um pouco à semelhança do Porto de Jesualdo Ferreira. Mas como Brahimi e Aboubakar voltaram a não ser utilizados, apesar de apresentados, as camisolas 4, 9 e 30, estão vagas, pode ser, que algumas entradas, se forem mais valias e capazes de entrar rapidamente na equipa, catapultem o F.C.Porto para um patamar superior

Nota final:
Gosto que o F.C.Porto jogue bem, porque quem joga bem está sempre mais próximo de ganhar. Mas quando não conseguir jogar bem, espero que o F.C.Porto seja capaz de um pragmatismo que o leve à vitória mesmo jogando mal. Agora, não esperem que diga: o F.C.Porto jogou bem, quando acho que jogou mal, como foi o caso da noite de ontem.

PS - Um passarinho disse-me que o 9 vai ser Luiz Adriano. Veremos se terei razões para voltar a acreditar nos passarinhos.


Gustavo Veloso venceu o contra-relógio, Rui Vinhas a Volta  a Portugal em bicicleta.
Parabéns à W52/F.C.Porto/Porto Canal!

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