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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

 

Na última jornada da fase de liga, da Liga Europa, o FCP, para conseguir chegar aos oitavos-de-final, sem passar pelo play-off, tinha obrigatoriamente de vencer os escoceses do Rangers FC. Mesmo assim não era garantido que o conseguisse, dependia dos resultados de algumas equipas que estavam à sua frente.

Com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Francisco Moura, Froholdt, Alan Varela e Rodrigo Mora, William, Samu e Pepê, o FCP até entrou bem, Mora duas vezes sozinho e com espaço para passar em condições  - até tinha duas opções -, decidiu mal. Do nada, defesa mal posicionada - Alberto Costa não fechou nas costas do central -, golo do Rangers. Golo que devia ter sido anulado porque no início da jogada há mão do jogador que fez o cruzamento. Talvez fosse isso que desconcentrou a defesa dos azuis e brancos.
Dragões até podiam ter empatado na resposta, mas William falhou o remate. O golo perturbou os azuis e brancos que tentavam chegar ao empate, mas não faziam nas melhores condições. Mora e William eram os expoentes máximos. Os escoceses, notoriamente inferiores, em vantagem, recuaram, com processos simples, tentavam ir á frente, mas com pouco discernimento. Os portugueses, algo trapalhões, com pouco critério, não conseguiam criar perigo. Mas apesar disso e no meio da confusão - tinha de ser assim... -, Mora empatou. E Pepê até podia ter desempatado logo de seguida. Mas depois de em velocidade e muito bem, se isolar, na hora de rematar foi abalroado, penálti claro que nem árbitro e VAR viram. Um golo irregular e um penálti não assinalado, mas que rica encomenda...
Com calma, sem complicar, o FCP tinha tudo para dar a cambalhota. E deu. Mais uma vez num golo esquisito. Defesa e guarda-redes atrapalharam-se, Francisco Moura aproveitou e marcou. Nada de recuar, defender a vantagem mínima. Num canto, onde o FCP é fortíssimo, William bateu bem e Bednarek ou terá sido o defesa?, fez o 3°. Os escoceses mostravam as suas limitações, era preciso não dormir nos dois golos de vantagem, não inventar e procurar mais um golo. Mora ia complicando ao tentar fintar junto à área - nessa zona não se brinca -, William fazia o mesmo na frente.

O jogo chegou ao intervalo com portistas em vantagem por 3-1. Mesmo não estando a fazer uma exibição brilhante, o FCP mostrou que era muito superior ao Rangers. Mas ainda havia mais 45 minutos para jogar e apesar da superioridade e da vantagem, era importante não descansar, relaxar, perder a concentração, permitir que a equipa inferior pudesse marcar, entrar no jogo, acreditar. Pelo menos não sofrer antes de marcar mais um golo. Solução, jogar simples, optar e assistir bem, ser eficaz. A melhor forma de uma equipa que é tecnicamente melhor e em vantagem frente a equipas muito físicas e pouco técnicas, é jogar um futebol apoiado, bola no pé, circular, obrigá-las a correr, desgastar-se, aproveitar os erros e os espaços que dão quando atacam e se expõem, para marcar. Era isso que se pedia na 2ª parte.

Para a etapa complementar Francesco Farioli não mexeu e a partida recomeçou com o FCP a controlar, poupar, gerir e eu mais preocupado com os resultados dos outros jogos.
E com os escoceses a arrebitarem, mas não muito e o FCP a pensar no Casa Pia, aos 61 minutos saíram Alberto Costa e William Gomes, aos 68 Froholdt e Samu deram o lugar a Pablo Rosario e Deniz Gül, mais tarde, aos 80, Rodrigo Mora saiu para a entrada de Gabri Veiga.
Na parte final do jogo, Pepê, Borja e Deniz Gül perto do golo, mas o resultado da 1ª parte a persistir.

E assim, o FCP, sem nota artística, conseguiu o seu objetivo, classificar-se para os oitavos-de-final evitando o play-off e mais dois jogos numa altura importante da temporada e onde tudo se vai decidir. O jogo também permitiu a Francesco Farioli gerir o esforço de alguns dos seus jogadores mais importantes.

A 27 de Fevereiro ficaremos a saber qual o adversário que nos calhou em sorte nos oitavos, com os jogos a 12 e 19 de Março, sendo que a 2ª mão é no Dragão.




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