F.C.Porto 0 - Sporting 0. Muito coração, sem cabeça e sem ataque e os critérios arbitrais de sempre...
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Depois de no domingo ter aumentado a distância para o 2º classificado e dado mais um passo em frente na caminhada para o título - mas não nos deixemos embalar no canto de algumas sereias que já falam num FCP campeão, quando o que mais desejam é que não seja. O FCP será campeão quando a matemática o determinar. Até lá é encarar os jogos que faltam com atitude, determinação, concentração, sem sobranceria e respeitando os adversários que estão a lutar com tudo para se manter e por isso serão complicados -, o FCP que estava em desvantagem porque perdeu em Alvalade por um golo de diferença, tinha num Dragão repleto a oportunidade de conseguir a reviravolta e chegar à final do Jamor. Frente a um adversário que certamente viria ao Porto jogar com o resultado da 1ª mão, defender e contra-atacar, era importante que os azuis e brancos não fossem com muita sede ao pote, arriscassem demais, dessem espaços, facilitassem a vida ao adversário. A diferença era de apenas um golo, atacar sim, mas com critério, organização, havia 90 minutos para anular a desvantagem.
Francesco Farioli escalou Diogo Costa, Alberto Costa, Thiago Silva, Jan Bednarek e Jakub Kiwior, Pablo Rosario, Victor Froholdt, Gabri Veiga, William Gomes, Deniz Gül e Oskar Pietuszewski e o FCP entrou intenso, pressionante, mas pouco esclarecido, pouco organizado, com dificuldades em ligar o jogo, atacar com critério. Aproveitou o Sporting para ter bola, circular bem e chegar à frente, mas sem criar perigo. No ataque Oskar Pietruzesvky, Deniz Gül e William Gomes não entravam no jogo, quase só faziam asneiras. O jovem polaco, então, abusava. Mais ligado o conjunto de Rui Borges controlava o jogo à vontade. Tanto frenesim, mas a qualidade de jogo do FCP não era muita. Só perto do intervalo Oskar deu um da sua graça e em dois lances criou possibilidade de golo, mas faltava contundência na hora de finalizar.
Miguel Nogueira assinalava tudo contra o FCP, pouco ou nada contra o Sporting. Alguns lances na área leonina deixaram muitas dúvidas... Aliás, logo aos 5 minutos de jogo o árbitro deu o mote do que ia ser o seu trabalho. Falta clara de Gonçalo Inácio sobre William Gomes à entrada da área e nas barbas do assistente, mas nem este nem o árbitro viram nada, idem para o VAR. Não era lance para vermelho?
O jogo chegou ao intervalo empatado a zero. Sporting mais esclarecido, FCP mais perigoso na parte final, teve dois lances de golo, mas não aproveitou.
Para a 2ª parte o treinador do FCP manteve o mesmo onze e o jogo recomeçou com o FCP a ter na ligação com o ataque os mesmos problemas. Gül trabalha muito, mas...
William começou desconcentrado, nos primeiros 10 minutos só fez asneiras.
Dragões com os mesmos problemas na 1ª parte, lento na construção, com dificuldades em encontrar espaços, remates de fora muito longe do alvo. Aos 57 minutos saiu Thiago Silva e entrou Alan Varela. Era preciso acelerar.
Era preciso mexer no ataque.
Aos 64 Froholdt podia ter marcado, o remate saiu à figura de Rui Silva. Porto dominava, ameaçava, encostava o Sporting atrás, mas muita pólvora seca na frente e assim não se marcam golos.
Aos 70 Froholdt novamente perto do golo.
De imediato saíram, Oskar Pietruzesvky, Deniz Gül e Gabri Veiga, entraram Pepê, Mora e Moffi. Mais tarde saiu Alberto Costa e entrou Fofana.
Para piorar, Alan Varela entrou mal, muito duro, fora de tempo, levou cartão vermelho. E é isto. Alan Varela levou vermelho, justo, Gonçalo Inácio nem cartão amarelo levou.
De uma falta não assinalada sobre Fofana, ia dando golo do Sporting.
No último minuto do tempo de descontos o FCP teve uma grande oportunidade, Moffi cabeceou para golo, Rui Silva fez uma defesa extraordinária e na recarga Froholdt atirou por cima. Seria um golo merecido, mas mais uma vez a sorte nada quis com o dinamarquês. Se alguém merecia um golo era ele.
Resumindo: O FCP foi melhor, teve as melhores oportunidades, mas pode-se dominar, ser superior, atacar muito, mas com um ataque que não marca golos... não se ganham jogos.
E assim uma equipa que devia ter sido eliminada e só não foi porque foi escandalosamente beneficiada, tem as duas mãos na taça.
Não serve de desculpa e já disse tudo sobre a arbitragem, mas tem sido uma época em que em lances iguais, os critérios dos árbitros foram diferentes e hoje no caso dos cartões foi mais um exemplo flagrante.
Agora é descansar e preparar o jogo da Amadora pensando que com estes árbitros todos os jogos são muito difíceis.



