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terça-feira, 20 de outubro de 2026

 

Com duas derrotas em dois jogos - a última frente ao Betis foi difícil de digerir e deixou um sabor bem amargo no portismo -, o FCP, na 3ª jornada da fase de liga da UEFA Champions League, tinha pela frente o PSV, tricampeão dos Países Baixos, um adversário complicado, mas só podia pensar na conquista dos três pontos. Com Bednarek de regresso - e como tem feito falta o central polaco... -, Farioli juntou-lhe Diogo Costa, Alberto Costa, Kiwior e Zaidu, Pablo Rosario, Gabri Veiga e Froholdt, Pepê, Samu e Oskar Pietuszewski o jogo começou com o PSV a circular melhor, a chegar à area do FCP com facilidade e a criar perigo. O campeão português na expectativa, quando chegou à frente, Oskar Pietruzesvky ameaçou primeiro e depois falhou uma clara oportunidade. Dragões com dificuldades em se impor, viam o PSV jogar e dominar. Cada vez que tinha bola o conjunto de Francesco Farioli perdia-a facilmente. Foram assim os primeiros 30 minutos. Mais e melhor a equipa dos Países Baixos, portistas precipitados, trapalhões, pressionavam mal, não conseguiam ligar as jogadas. Só Oskar Pietruzesvky conseguia criar algum perigo, mas tirando a oportunidade referida, quase mais nada. Até ao intervalo foi mais do mesmo, visitantes sempre melhores e só não chegaram à vantagem por pouco, depois de um erro clamoroso de Alberto Costa que isolou um adversário, mas falhou na cara de Diogo Costa.

Assim, após os 45 minutos iniciais o FCP pode dar-se por satisfeito por não estar a perder. O conjunto de Farioli esteve muito abaixo das suas possibilidades, andou sempre atrás da bola, nunca se encontrou do meio-campo para a frente na pressão - o PSV saía fácil desde trás -, na organização, circulação, na criação de jogadas de ataque. A posse que foi 66/34% a favor do conjunto dos Países Baixos, diz muito do que foi a 1ª parte.

Para a 2ª parte o FCP regressou com o mesmo onze e a partida começou equilibrada, o FCP até parecia melhor, mas a esquerda da defesa é um descalabro. Primeiro a ameaça, mas a bola foi ao poste, logo após Zaidu falhou duplamente e golo. PSV na frente com mérito.
Saíram Samu, Gabri Veiga e Oskar Pietruzesvky, entraram Inbeom, André Silva e Borja Sainz. E o 2° esteve perto, valeu Diogo Costa. FCP não se encontrava, era tudo muito anárquico, ninguém sobressaía, emergia, pegava no jogo, punha ordem na casa.
Aos 69 minutos entrou Souza, saiu Zaidu.
A exibição do FCP era uma espécie de concurso a ver quem cometia mais erros. E a coisa era de tal ordem que nem mesmo após ofertas da defesa do PSV, o campeão foi capaz de marcar. Incrível a forma como André Silva primeiro e Froholdt logo de seguida, desperdiçaram um golo cantado. O dinamarquês que talvez tenha feito o pior jogo de Dragão ao peito, tinha de fuzilar. Idem para Alberto Costa passado pouco tempo. Na Champions não se pode falhar estes golos.
O FCP continuava a jogar pouco, a errar passes, mesmo fáceis, uns atrás dos outros, ninguém fazia bem.
Aos 91 Pepê perto do golo, numa das raras jogadas bem construídas. 

O jogo terminou com a terceira derrota consecutiva do FCP e assim o play-off começa a ser uma miragem.

Foi uma exibição que deixou muito a desejar por parte do FCP. Nunca a equipa de Farioli foi capaz de se encontrar, jogar a um nível aceitável, o PSV foi melhor a todos os níveis, venceu com justiça. Mas se mesmo perante uma exibição tão má, uma equipa recebe dois bónus e os desperdiça de uma forma que não se admite, então nada a fazer. 

Farioli tem de reflectir muito sobre este jogo. Não gosto de falar à posteriori, mas tenho de dizer: depois do que se viu frente ao Betis, porque não entrou Santiago Giménez em vez de André Silva? 

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