sábado, 10 de outubro de 2026
Após uma longa pausa para compromissos com as selecções, regressou o campeonato com o FCP a viajar até à Madeira para defrontar o Marítimo. Se já era um jogo tradicionalmente difícil, mais ainda após vários titulares do conjunto de Francesco Farioli, para além de não estarem a trabalhar no seu habitat natural, terem de fazer longas e desgastantes viagens e vários jogos, nalguns casos, quatro e em poucos dias.
A pensar nisso, alguns jogadores a regressar de lesões e também com o pensamento no jogo da próxima semana frente ao Bétis em Sevilha, Francesco Farioli fez entrar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Francisco Moura, Alan Varela, Froholdt e Inbeom, William Gomes, André Silva e Pepê e o FCP até entrou bem, dominador, pressionando e recuperando rapidamente a bola, mas de repente começou a complicar atrás, o Marítimo aproveitou e de um remate de longe, com Diogo Costa mal batido, chegou à vantagem. Reagiu o campeão, ameaçou, mas faltava clarividência e contundência na hora de finalizar. Até que, ao minuto 42, após excelente ataque pela direita, cruzamento de Alberto Costa, cabeça de Francisco Moura, defesa do guarda-redes e na recarga Froholdt fez o empate e colocou justiça no resultado ao intervalo.
Para a 2ª parte entrou Pablo Rosario para o lugar de Alan Varela. E os Dragões entraram ao ataque e a ganhar dois cantos. William lesionado, entorse, deu lugar a Borja Sainz, também saiu Inbeom e entrou Gabri Veiga. O jogo recomeçou com os portistas a terem e a desperdiçarem três grandes oportunidades. Já merecia ficar em vantagem o conjunto de Francesco Farioli. Faltava definir, passar bem no último terço e finalizar.
Aos 66 minutos André Silva deu o lugar a Samu e só dava Porto. 79 a substituição que iria decidir o jogo, entrou Oskar Pietruzesvky e saiu Pepê. O jovem polaco entrou muito bem, agitou pela esquerda e aos 84 marcou um grande golo que o VAR confirmou. Finalmente portistas na frente.
Ao minuto 89 Diogo Costa na primeira vez que foi solicitado na 2ª parte ia comprometendo. Na resposta o jogador que deu a vantagem aos Dragões, sozinho falhou clamorosamente. Gabri Veiga também falhou uma clara oportunidade. Ainda bem que daí não veio nenhum mal ao mundo, apesar da reacção final dos madeirenses o resultado não se alterou.
Foi uma vitória muito difícil, como são quase sempre as vitórias nos Barreiros, mas justíssima. Na 2ª parte foram 45 minutos de ataque dos campeões, que, com mais assertividade e eficácia, podiam ter construído um resultado mais dilatado.
Estes jogos após as pausas, pelas razões conhecidas, são sempre complicados, mas o objectivo foi cumprido e se não foi durante os 90 minutos uma exibição brilhante, foi aquela possível e necessária para conquistar os três pontos e a 8ª vitória consecutiva.
É preciso ter uma grande lata ao treinador do Marítimo para dizer que o campo estava inclinado. Estes tipos dizem estas barbaridades porque sabem que quando se trata do FCP têm logo palanque nos OSC onde prevalece o antiportismo.



