Gil Vicente 0 - F.C.Porto 1. Exibição fraquinha, mas objectivo da nona vitória consecutiva, cumprido
sábado, 24 de outubro de 2026
Depois de frente ao PSV na 3ª jornada da Fase de Liga da Champions League ter feito um mau jogo e ter averbado a 3ª derrota consecutiva, o FCP tinha em Barcelos e no confronto com o Gil Vicente a oportunidade para, de alguma forma se redimir, conseguir o pleno, contar por vitórias os nove jogos disputados no campeonato. Sem brilho, mas o objectivo foi cumprido.
Francesco Farioli fez entrar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Pablo Rosario, Gabri Veiga e Froholdt, Pepê, André Silva e Borja Sainz e o jogo começou equilibrado, primeira oportunidade para o Gil, na resposta Borja Sainz completamente sozinho falhou um golo cantado. Na equipa do campeão Pablo Rosario começou muito mal o jogo, errou vários passes que originaram alguns contra-ataques perigosos. André Silva também bem posicionado para marcar, atrapalhou-se.
O futebol portista não flui, é tudo muito lento, denunciado, precipitado. Pior, continuam os passes errados, mesmos aqueles em que o colega que vai receber está sozinho e perto. O FCP acumulava cantos, ao minuto 35 já eram sete - no final da 1ª parte foram oito -, mas daí nada resultou. Quando saía bem o que foi raro, o último passe não era feito corretamente. Tentar meter a bola pelo meio, com o ponta-de-lança rodeado de defesas, era estar condenado ao fracasso. Nos últimos 10 minutos o FCP obrigou os de Barcelos a recuar, defender com muitos, mas não criou nada. E o intervalo chegou com as equipas empatadas a zero, resultado justo.
Para a 2ª parte o treinador do FCP tirou Gabri Veiga e meteu Inbeom e o jogo recomeçou com os Dragões a marcarem, mas o golo foi anulado por fora-de-jogo. É de tirar do sério o mais calmo dos adeptos, a quantidade de passes errados da equipa portista. Sempre a complicar, em vez de simplificar. Alberto Costa, Pablo Rosario e André Silva, muito mal. O avançado deu lugar a Samu, o defesa e o médio continuaram em campo a fazer asneiras.
O futebol dos campeões limitava-se a trocas de bola entre os centrais. Mas praticamente do nada, aos 63 minutos, cruzamento de Froholdt, a bola sobrou para Borja Sainz que marcou e adiantou o FCP.
Era preciso continuar a atacar, não recuar para defender a diferença mínima.
Ao minuto 72 saíram Pablo Rosario e Borja Sainz, entraram Alan Varela e Santiago Giménez.
O jogo mantinha-se equilibrado, o FCP já jogava muito para Diogo Costa o que não era a melhor maneira de abordar o tempo que faltava para o final do jogo.
Numa saída rápida para o ataque, Pepê ia ficar sozinho a caminho da baliza, foi derrubado, cartão vermelho para o jogador do Gil, FCP com vantagem numérica e no jogo. Mas nem assim o conjunto da Invicta aproveitava os espaços, para circular bem, matar o jogo. Sempre um mau passe, uma opção errada...
O jogo chegou ao fim com a vitória - a nona consecutiva -, justa do FCP - o Gil Vicente na etapa complementar não criou uma única jogada de perigo -, mas a exibição foi fraquinha. Os jogos e as derrotas na Champions League deixaram marcas. Equipa cansada, muitos jogadores em sub-rendimento, muitos passes errados, pouco critério na definição e na hora de finalizar. Mas o objectivo de conquistar os três pontos foi cumprido e isso é sempre o mais importante.



