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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

 
Pela segunda época consecutiva o Benfica sai do Dragão a agradecer à sorte, mas não só, o ponto conquistado, merecia ter perdido e bem, ambos os jogos. E se na temporada anterior não houve outras interferências para além da falta de eficácia no ataque e um erro comprometedor que custou dois pontos ao F.C.Porto, nesta, para além das responsabilidades portistas, houve um trio, Jorge Sousa, Álvaro Mesquita e Hugo Miguel que influenciou claramente o resultado. E aqui é importante abrir um parênteses para deixar mais uma achega importante:
Há quem afirme que começou no início da época, mas ignoremos essa possibilidade, concentremo-nos numa situação mais recente. Quando Carlos Xistra, no Sporting vs Braga, apitou uns segundos antes da bola entrar, inviabilizando assim a intervenção do VAR, com essa, vamos chamar-lhe, precipitação, cometeu um erro grave e invalidou um golo limpo. Foi um lance com influência no resultado, houve polémica, ficou claro que os árbitros, agora com a nova tecnologia ao seu dispor, deviam esperar, deixar terminar a jogada para então com a necessária ajuda externa tomarem a decisão mais correcta. Jorge Sousa não quis saber desta recomendação para nada, foi lesto a apitar, juntou um erro a outro, com as consequências conhecidas. Não estamos a falar de um maçarico, de um internacional proveta como alguns que andam por aí a meter nojo, estamos a falar do melhor classificado da época anterior, de um árbitro experiente e habituado a estes jogos. Por isso, a nossa revolta é ainda, legitimamente, maior.

Também é preciso desmistificar a ideia que o Benfica fez um bom jogo, mostrou que está bem vivo. Não mostrou. O Benfica entrou atrevido, durante 20 minutos, jogou melhor que o F.C.Porto, surpreendeu, mesmo assim só teve meia oportunidade e oferecida por José Sá. Quando a equipa de Sérgio Conceição recuperou da surpresa, nunca mais o clube do regime incomodou, se até ao intervalo a superioridade dos Dragões foi ligeira, na segunda-parte foi flagrante, avassaladora, só deu Porto, as razões para o nulo já foram explicadas anteriormente. Mas o que vimos na maioria das análises ao jogo? Pois, muito poucos tiveram a coragem de dizer peremptoriamente: o F.C.Porto foi melhor, muito melhor, merecia vencer. A maioria dourou a pílula, puxou para cima os 20 minutos do Benfica, empurrou para baixo os 70 do F.C.Porto. Para além disso arranjaram heróis, extrapolaram uma situação que aconteceu junto ao banco do clube do regime, omitindo factos, usando de má-fé. Não vamos negar que houve um adepto do F.C.Porto que invadiu o campo e empurrou Pizzi. Não, não vamos, mas quem despoletou toda aquela situação? Porque não tiveram coragem de dizer que tudo começou no comportamento anti-desportivo do banco do Benfica e de um rapazola sem desportivismo e useiro e vezeiro em ter aquele tipo de atitudes, de seu nome Tiago Pinto? Porque não viram o claro empurrão de Pizzi a Marega cujo crime foi tentar colocar rapidamente a bola em jogo? Eles viram, mas o importante é fazer de conta, desviar atenções e tentar fechar o Dragão. Não acredito nessa possibilidade - já li os regulamentos, o jogo não esteve parado por causa desse incidente, Pizzi não ficou ferido. Aliás, nem devia estar ali, após o que fez a Marega... -, mas se fecharem e o F.C.Porto não tomar uma posição de força, como aqueles que no passado fizeram história, então nem vale a pena chatear mais...

Portugal é um país onde o cinismo, a hipocrisia e as meias tintas, prevalecem, a frontalidade e a  coragem para dizer verdades, mesmo que sejam contra a corrente predominante, não abunda. Como posso ter muitos defeitos, mas cínico e hipócrita numa fui, não posso deixar de dizer que fico com uma grande comichão quando vejo alguns que no passado foram protagonistas e patrocinaram as mais miseráveis e tenebrosas campanhas contra o F.C.Porto, campanhas essas em que valia tudo, a fazerem agora apelos pungentes ao desportivismo, ao fair play e ao recato.
Fomos provocados, insultados, achincalhados, espezinhados, ostracizados, considerados uma espécie de império do mal. Talvez por essa razão e em nome do fair play, desportivismo, destaque a quem o merece, o F.C.Porto grande referência do futebol português e com sucessos retumbantes, históricos, por exemplo, só teve direito a uma nota de rodapé quando foi Campeão do Mundo. Assim, porque sou um desportista e também um bom cristão, junto-me à onda, no próximo clássico frente ao clube do António Costa e do Mário Centeno, vou levar para o Dragão um grande ramo de rosas e atirar, pétala a pétala, aos jogadores do Benfica. Vou fazê-lo, também, em nome da memória, porque lembro-me que na Luz sempre foi assim que o F.C.Porto foi recebido. Sim, como pode testemunhá-lo o Augusto Inácio, alguém que uma vez levou com uma pétala num olho no aquecimento e não pôde jogar. Ai não foi uma pétala? Foi uma laranja? Não faz mal, façamos de conta e num passe de mágica, pelo desportivismo e pelo fair play, transformemos as laranjas em rosas.
Haja paciência e pachorra para aturar esta gente que sem coragem anda às voltas, cita à esquerda e à direita, dá uma no cravo, outra na ferradura, agrada a Deus e ao Diabo.
Durante quatro anos, contra a vontade da esmagadora dos portistas, o F.C.Porto esteve mudo e quedo, permitiu que um polvo gigantesco criasse raízes em todas as áreas do futebol português, dominasse, a seu belo prazer, quando em pelo menos três desses quatro anos nunca foi a melhor equipa. Agora que o F.C.Porto disse basta, chega de faltas de respeito, agiu, denunciou, aí estão eles a apontarem novamente a Norte e com as mesmas tácticas de sempre, Dragões esses demónios versos os anjinhos da Luz. E até a polícia acha que mandar os tiros para o ar é normal, foi para que os anjinhos se situassem, encontrassem o caminho para o estádio.

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