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sábado, 3 de fevereiro de 2018


Depois do empate com sabor a derrota em Moreira de Cónegos e que fez as delícias de 2/3 do país, o F.C.Porto tinha pela frente um adversário que vinha determinado a causar surpresa, um Braga bom de bola e com bons jogadores. Era o jogo ideal para saber se a perda de dois pontos a meio da semana ia ter influência na equipa de Sérgio Conceição, mais na parte mental que física, ultimamente tão questionada - acho que até já virou moda. Pois os Dragões deram uma excelente resposta, fizeram uma primeira-parte de muito bom nível, uma segunda não tão positiva, mas nunca abaixo do que se exigia, frente a equipa que deu excelente réplica e valorizou muito a vitória portista.

Entrando com José Sá, Ricardo, Felipe, Reyes e Alex Telles, Herrera e Sérgio Oliveira, Corona, Marega, Aboubakar e Brahimi, um F.C.Porto foi uma equipa intensa, dinâmica, rápida com bola e a pressionar para a recuperar, com essas virtudes, dominou, superiorizou-se, ameaçou por Aboubakar que de cabeça obrigou Matheus a uma defesa difícil, chegou à justa vantagem também num golpe de cabeça de Sérgio Oliveira iam decorridos 13 minutos. Era o corolário da bela entrada em jogo dos pupilos de Sérgio Conceição, que não abrandaram, foram à procura do segundo, tiveram possibilidades, mas contra a corrente do jogo sofreram o golo do empate, na segunda vez que o Braga foi à baliza de José Sá. Esse golo não provocou grandes danos na exibição portista, rapidamente a equipa azul e branca voltou à mesma toada atacante que tinha mantido desde o início do jogo, ainda antes do intervalo chegou novamente à vantagem, marcou Reyes, ele que tinha sido surpreendido no golo bracarense. Fez-se justiça, mas uma justiça relativa. Pela forma como se exibiu, pela forma e pelas dificuldades que colocou aos minhotos, colocando-os em grandes dificuldades e incapazes de reagir, o F.C.Porto merecia pelo menos mais um golo de vantagem.

Na segunda-parte, o início foi parecido com o que tinha acontecido na primeira, melhor e mais perto do golo o Porto, mas a vantagem mínima a manter-se. A partir do lance que o ponta-de-lança bracarense, Paulinho obrigou José Sá a uma grande defesa, estavam passados 61 minutos, o Braga equilibrou, o jogo ficou mais lá e cá, ao F.C.Porto faltou algum discernimento, melhores opções e definições, maior capacidade para aproveitar os espaços que o atrevimento minhoto ia gerando, mais assertividade na hora de concretizar. Estava o jogo assim, longe de estar decidido e a prometer emoção até ao fim, quando o F.C.Porto já com Paulinho no lugar de Corona - o mexicano voltou a ser irregular, mas o brasileiro entrou muito mal, nunca soube os terrenos que havia de pisar , nunca soltou a bola com a rapidez exigida -, fez o 3-1, minuto 73, mais uma assistência aprimorada de Alex Telles que Aboubakar aproveitou.
O 3-1, junto com o desgaste de mais de 2/3 do jogo em alto ritmo, fez a equipa relaxar, abrandar, perder alguma organização, disso se aproveitou o Braga que tentou e valeu mais uma excelente intervenção do guarda-redes portista a evitar o golo. Já com Waris no lugar de um desgastado Brahimi e Gonçalo Paciência no de Aboubakar, o F.C.Porto ainda conseguiu sair, mas o resultado já não sofreu alteração.

Resumindo, num bom e bem disputado jogo, vitória justa e cristalina dos Dragões que voltaram à liderança.

Notas finais:
Sobre a arbitragem, não vou dizer nada, vou analisar com calma amanhã e depois falo. Principalmente aquele lance entre Jefferson e Corona, para ver como vão comentar alguns entendidos, aqueles que no F.C.Porto vs Belenenses, falaram em penalty de Felipe num lance muito parecido sobre Diogo Viana.

Adorei ver o assistente a dar indicação ao árbitro para ver junto do VAR, se havia irregularidade no segundo golo do F.C.Porto.
Se eles fossem tão criteriosos, tão miudinhos em lances a nosso favor... ui, onde nós já não iríamos...

PS - Porque não lhe fizeram a vontade, o menino fez birra, amuou, foi para casa, ameaça abandonar.
- Não faz isso, menino!

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