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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025


Após a vitória, escassa - 2-1 -, por culpa de um Dragão desconcentrado e perdulário, frente aos suecos do Malmö, o conjunto de Francesco Farioli no regresso ao campeonato tinha pela frente o Estrela da Amadora e era importante continuar na senda do êxito.
O treinador do FCP não fez muitas alterações, apenas substituiu Martim Fernandes por Alberto Costa e Pablo Rosario por Alan Varela, em relação ao jogo frente aos suecos do Malmö e escalou a seguinte equipa para iniciar o jogo: Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Francisco Moura, Alan Varela, Froholdt e Rodrigo Mora, Pepê, Samu e Borja Sainz e o FCP entrou forte, dominador, pressão alta, Estrela de tracção à rectaguarda. Como corolário desse domínio aos 7 minutos golo de Samu bem invalidado, Pepê estava adiantado no início da jogada.
Azuis e brancos não esmoreceram, aos 15 Alberto Costa foi derrubado na área, penálti. Chamado a marcar o internacional espanhol não falhou, Dragões na frente aos 16 minutos.
Em vantagem era preciso circular bem, definir com critério, não querer fazer tudo rapidamente. Havia demasiado frenesim no conjunto de Francesco Farioli. A pressão funcionava, mas depois era importante acalmar, escolher as opções correctas e passar bem. 
O FCP só voltou verdadeiramente a ameaçar aos 38 minutos, Samu bem posicionado na área atirou contra o defesa. Em posse era preciso melhorar a qualidade de jogo. Já foi no tempo de desconto que o FCP por Borja Sainz teve meia oportunidade.

O jogo chegou ao intervalo com Dragões na frente, mas por apenas um golo apesar  de terem dominado e tido quase sempre a bola. A explicação é simples: na reacção à perda e na capacidade de a recuperar rapidamente, FCP muito bem. Depois com bola, futebol pouco esclarecido, pouco fluído, com a equipa no seu todo, mais como é óbvio, laterais, meio-campo e ataque, com muitas dificuldades em encontrar os melhores caminhos para chegar à área do Estrela com perigo e possibilidades para finalizar.

Para a 2ª parte FCP com o mesmo onze e a reiniciar o jogo na mesma toada. Pouca clarividência, incapacidade em ligar as jogadas depois da bola sair dos pés dos centrais, pouca acutilância no último terço, quase sempre mal nas opções. Era um passe errado, era mais um toque, era tudo muito atabalhoado. E como se fosse pouco, há as paragens cerebrais de Alan Varela. Foi de um erro dele que o Estrela iniciou a jogada, foi na frente dele, saltando com ele que o avançado dos lisboetas empatou.
Reagiu o FCP, Samu podia ter desempatado. Não entrou ali, entrou logo de seguida por Francisco Moura, mas estava difícil, foi depois de muitas tentativas e de um penálti que tenho dúvidas fosse assinalado sobre Froholdt.
Após o golo saíram Alan Varela e Pepê, 
entraram Pablo Rosario e William Gomes.
Este esteve muito perto de aumentar a vantagem.
Era preciso não inventar, jogar simples, aproveitar os espaços, marcar  o 3°.
Rodrigo Mora podia ter aproveitado, mas perdeu-se em toques inócuos. Mas o 3° não demorou e foi um golo esquisito, não sei quem marcou.
Após o golo Francesco Farioli tirou Alberto Costa e Rodrigo Mora, fez entrar Martim Fernandes e Gabri Veiga.
Com a equipa já a procurar controlar e não forçar, aos 81 saiu Samu e entrou Deniz Gül.
Mas continuava a faltar contundência no ataque, rematar em vez de enfeitar.
De livre directo Gabri Veiga esteve pertíssimo do 4°. Mas a tendência para complicar não desapareceu. Parece que têm de fazer sempre o mais difícil, quando a jogada só pede jogar fácil.
Já no tempo de desconto, mais um excelente exemplo. William com dois colegas bem posicionados para marcar, foi individualista, perdeu-se uma boa oportunidade. 
Com Froholdt a correr como se o jogo estivesse no início, esgotaram-se os 90 minutos.

A vitória não merece discussão, mas se o FCP fez bem na pressão e rápida recuperação da bola, com bola raramente fez o que era devido. Tudo muito precipitado, tendência a complicar, más definições, más opções, pouca contundência na zona onde se decidem os jogos. Seja como for, o objectivo foi conseguido, a vantagem para os perseguidores mantém-se.
Agora é preciso recuperar bem para quinta-feira no jogo para a Taça de Portugal com o Famalicão bem mais equipa que este Estrela e por isso um desafio mais exigente.

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