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domingo, 22 de fevereiro de 2026

 

Ultrapassado o Nacional com uma exibição que não foi famosa, mas com o fundamental, conquistar os três pontos, conseguido, o FCP tem pela frente duas jornadas consecutivas a jogar em casa, Rio Ave e Arouca, antes de enfrentar em Lisboa, Sporting - devia ser o Santa Clara - para a Taça de Portugal e Benfica para o campeonato. 
Os vilacondenses que vêm de cinco jogos, cinco derrotas, dificilmente não seriam mais uma equipa de tracção à rectaguarda e a defender com todos atrás da linha da bola, com o objectivo de retardar o golo do FCP e se possível contra-atacar. Era por isso importante um FCP de ritmo alto, melhor a pressionar, mais rápido a pensar e a executar, mais dinâmico, mais contundente no último terço na procura do golo, enfim, um FCP com melhor qualidade de jogo em relação aos encontros anteriores. O FCP até prometeu, mas um conjunto de factores que passaram por culpas próprias, má fortuna e erros alheios, só permitiu mais uma vitória pela diferença mínima.

Farioli escolheu o seguinte onze: Diogo Costa,  Alberto Costa, Bednarek, Pablo Rosario e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky, o FCP entrou dominador, mas com as habituais dificuldades no último terço. Más opções, más decisões, passes errados, poucas  oportunidades, um ponta-de-lança que tem dificuldades em se posicionar, nunca encontra espaços para finalizar. Quando aos 22 minutos, a equipa fez bem, desde o passe a rasgar de Gabri Veiga para Oskar, o jovem polaco foi para cima e na linha de fundo fez a assistência para a entrada fulgurante de Froholdt o FCP fez o 1º golo.  E podia ter feito outro por Gabri, mas a bola bateu no poste. A partir desse lance aos 33 minutos, o conjunto de Farioli baixou o ritmo, errou alguns passes, tomou más decisões, sujeitou-se a um ou outro contra-ataque do Rio Ave, um dos quais com algum perigo. Deniz Gül que passou completamente ao lado do jogo, quando podia ter feito o 2º golo, foi derrubado por trás, árbitro não assinalou penálti, o VAR também achou que não era. 

O jogo chegou ao intervalo com Dragões na frente pela diferença mínima, culpas próprias e também da arbitragem.

Na 2ª parte Farioli manteve o mesmo onze e logo no início uma grande jogada terminou em golo de Gül, mas o VAR anulou por 8 cm. O FCP acusou o toque, voltou aquele futebol lento de trocas de bola entre os centrais, de toques para trás, mesmo quando havia espaço para subir - mas o que é isto? -, quando a bola chegava na frente, Oskar complicava em vez de simplificar como fez na jogada que deu o golo. A vantagem mantinha-se na diferença mínima apesar de dois lances logo depois dos 60 minutos em que o golo só não aconteceu porque a sorte também não quer nada com o FCP. Aos 65 minutos saiu Gabri Veiga - vá lá saber porquê. O espanhol estava a fazer um excelente jogo -, entrou Rodrigo Mora, saiu também Oskar Pietruzesvky - tem de perceber que o futebol é um jogo simples...-, entrou William Gomes. O FCP mantinha a toada, quando esticava, saía bem para o contra-ataque, criava perigo como se viu num lance de Froholdt, como se viu num lance em que Mora com tudo para fazer golo atirou ao poste - pelo meio Pablo Rosario sozinho e de cabeça também podia ter marcado, mas aqui houve mérito do guarda-redes. e mais duas substituições, saíram Gül e Pepê, mais tarde Froholdt, entraram Fofana e Borja e Moffi.
O jogo caminhava para o fim e mesmo que o Rio Ave nunca tenha incomodado Diogo Costa, às vezes basta um ressalto, uma má abordagem, um lance de sorte para se sofrer um golo e se perder pontos. Não aconteceu nada, o jogo terminou com a vitória pela diferença mínima e os 3 pontos ficaram no Dragão.

Hoje mais uma vez se viu que ao FCP ninguém dá nada, na dúvida é sempre contra o FCP. Este árbitro que tinha estado no Sporting - Famalicão e que arbitrou o jogo a meias com Morten Hjulmand, hoje veio ao Dragão gozar com os portistas. Mas ele e o VAR vão ter um muito satisfatório. 

O FCP precisa de marcar um golo e ir sem medo à procura do 2º. Porque, está visto, sem uma vantagem mais tranquila a equipa não se solta, desconfia, não tem a confiança que precisa para abordar o jogo de maneira diferente. Por exemplo, ver Zaidu  - e outros jogadores -, com espaço, sem oposição, jogar para trás em vez de avançar, procurar o golo, irrita-me solenemente. Uma coisa é não arriscar à tolinha, correr riscos de ser apanhado em contrapé. Outra é poder ir e ficar tolhido de medo, desconfiar até da própria sombra. 

Apesar do que já foi dito, hoje merecia vencer por mais golos, não terminar o jogo com um resultado tão curto.
Vai ser preciso ter cabeça fria para conseguir conquistar o título. Alguma vez o lance de Deniz Gül não seria penálti em Alvalade? Nem que fosse preciso o capitão do Sporting assinalar...

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