F.C.Porto 1 - Sporting C.P. 1. Quando a vitória parecia certa um braço fora da posição de matraquilho estragou tudo
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Depois de uma sequência de resultados quase perfeita, um empate e dezoito vitórias, nas 19 primeiras jornadas, na 20ª o FCP sofreu a 1ª derrota, uma derrota surpreendente e que veio na pior altura, antes do jogo frente ao Sporting. A questão que se colocava era: que Porto no clássico? Um Porto marcado e acusar a derrota frente ao Casa Pia? Ou um Porto capaz de reagir, mostrar que foi apenas um percalço que não deixou marcas?
De início com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Martim Fernandes, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz, a exibição do FCP não foi famosa. Os portistas fizeram um jogo cauteloso, calculista, nunca quiseram correr grandes riscos, jogaram com os dois resultados que lhe interessavam, empate e vitória, estiveram perto de conseguir os 3 pontos, mas um lance no último suspiro não permitiu que a vantagem para o 2º classificado fosse reposta.
Sporting entrou melhor, posse, boa circulação, chegou mais vezes à área do FCP que o contrário, embora sem criar perigo. Aos poucos o conjunto de Francesco Farioli equilibrou, ficou por cima, Varela bem posicionado atirou ao lado. O jogo continuou na mesma toada até que um nevoeiro provocado pelas tochas atiradas pela claque dos Super-Dragões obrigou à interrupção do jogo - lamentável este comportamento que só prejudica a equipa e o FCP.
O jogo recomeçou e continuou muito mais disputado a meio-campo, que bem jogado e também muito parado, sem ocasiões de golo. O FCP nem de bola parada, no caso um livre de Gabri Veiga, chegava com perigo à baliza de Rui Silva.
O intervalo chegou com um nulo, resultado que se ajustava totalmente ao desenrolar do jogo que não foi um bom espectáculo nos primeiros 45 minutos.
Para a 2ª etapa, azuis e brancos com uma substituição, saiu Samu tocado e entrou Deniz Gül.
No reinício o Sporting voltou a entrar bem, ganhou três cantos, mas sem consequências. Na reacção, sempre lenta, sem correr riscos do conjunto de Francesco Farioli, nada a assinalar. Era um leão com mais bola e um Dragão na expectativa. Só aos 60 minutos o FCP ganhou o 1º canto.
Aos 62 minutos saíram Kiwior tocado, Gabri Veiga e Borja Sainz, entraram Thiago Silva, Fofana e Rodrigo Mora.
Os portistas não forçavam e já dentro dos últimos 15 minutos, quando pela 1ª vez foi com tudo para a área do Sporting e após um excelente cruzamento de Mora, vários remates contra o meco, Fofana acertou na baliza e colocou o FCP em vantagem. O lance ainda foi ao VAR, mas o golo foi confirmado. Aos 84 minutos saiu Martim Fernandes e entrou Francisco Moura. A perder o Sporting reagiu forte, Trincão ameaçou, Varela salvou um golo certo. Até que no último minuto dos 8 que Luís Godinho deu de descontos, um cruzamento de muito perto, encontrou o braço de Moura fora da chamada posição natural, isto é, na posição de matraquilho, Godinho marcou penálti. Luis Suárez atirou, Diogo Costa ainda defendeu, mas na recarga o colombiano marcou e empatou o jogo. Depois dos 90+12, duas vezes 90+6, hoje o Sporting marcou aos 90+8.
Tudo somado, o empate é um resultado justo e que permite ao FCP manter uma liderança ainda confortável. Mas falta muito campeonato e é preciso que já na Madeira frente ao Nacional, jogo complicado, volte um FCP mais forte, mais capaz de se impor e de regresso às vitórias.
Depois de não ter sido feliz - apetecia-me dizer outra coisa - em Rio Maior no jogo com o Casa Pia, hoje Francisco Moura voltou a estar na origem do golo do adversário.
É preciso dizer mais isto:
Voltamos ao tempo do FCP o mau da fita num futebol português de anjinhos. De um lado os bonzinhos, os meninos de coro, com fair-play até dizer basta, muito fidalgos a receber, incapazes de partir um prato, soltar um palavrão, os seus estádios são um exemplo, nunca se passa nada, são só beatos e beatas, igrejas onde semanalmente se celebram missas. Do outro, os malandros lá de cima, os maus da fita. Para ajudar a passar esta mensagem temos um jornalismo de merda, faccioso, sectário, antiportista que nem sequer procura a verdade.
Por exemplo, fiquei a saber hoje que, ao contrário do que pensava, nos balneários do Estádio Dragão não há apenas balneário do visitante, seja ele qual for, mas há um balneário do Sporting. Porquê? Porque segundo o panfleto da queimada e cito: "FCP enche balneário do Sporting com imagens provocatórias". Se a ânsia de atacar o FCP não fosse tanta, se se fizesse jornalismo correcto, com ética, bastaria cruzar informação e concluir que aquelas imagens já estão no balneário do VISITANTE, desde Setembro, como qualquer um que faça uma vista guiada ao Estádio do Dragão pode confirmar.
Mas se há coisa que me tira do sério é esta mania que os tipos de Alvalade são diferentes, uns cavalheiros, uns anjos a quem só faltam as asas. Ora vejamos três bons exemplos:
Tentativa de assassinato a adeptos do FCP após o jogo de hóquei em patins.
Recepção dos viscondes tão calorosa ao FCP que até derrubou o varandim de Alvalade e custou a vida a dois adeptos do Sporting. Mais e que nem poupou o médico do FCP, Dr. Domingos Gomes, que quando estava a assistir os feridos não foi poupado às pedradas que vinham de cima. E para terminar aquela pouca vergonha que nem poupou a Ministra Manuela Ferreira Leite que estava em representação do Presidente da República, quando o FCP vencedor da Taça de Portugal foi à tribuna do Jamor receber a Taça - https://www.youtube.com/watch?v=j5N2u3P9L7A&t=392s
Ah, são adeptos. Pois mas quando é com o FCP não há distinções, é tudo FCP. E sobre dirigentes, também podia falar de Góis Mota, Jorge Gonçalves, Paulo Pereira Cristóvão, viagens à China... e jogadores, vai de partir vidros dos camarotes até, nós aqui pisamos as cabeças.
Não somos uns anjinhos, não somos os meninos de coro, fazemos coisas erradas, temos comportamentos que merecem censura, mas não façam de nós FCP os maus da fita, os malandros, de um futebol português de anjinhos e santinhos, viscondes e viscondessas.
Repito e repetirei até à náusea. A diferença está na forma como a comunicação social trata o FCP, versus os dois rivais de Lisboa. No nosso caso, qualquer merdinha vira polémica com pilhas Duracell. No caso deles, omitem, branqueiam, dão pouca importância.
Não despertei para este problema agora, como podem ver em Anjos e demónios - https://dragaodoente.blogspot.com/.../anjos-e-demonios.html e Anjos e demónios, parte II - https://dragaodoente.blogspot.com/.../anjos-e-demonios...
Os portistas não metem a cabeça na areia, sabem muito bem quando a sua equipa joga bem, mal, ou assim assim. Por isso sabemos que ontem o FCP não fez uma exibição brilhante, foi demasiado conservador, arriscou pouco, jogou com a vantagem de 4 pontos que lhe permitiam em caso de vitória repor a vantagem antes da surpreendente derrota frente ao Casa Pia, no caso de empate manter tudo na mesma, continuar a ser a única equipa que só depende de si para ser campeã. Mas se é verdade que o Sporting teve mais iniciativa, mesmo que pouca para quem precisava de vencer e colocar mais pressão no FCP, circulou melhor, também é verdade que só criou dois lances de perigo quando já estava em desvantagem e obrigado a reagir. E só conseguiu o golo na recarga de uma penálti, penálti esse conquistado por uma abordagem errada de Francisco Moura que se esqueceu que agora os jogadores têm de ser matraquilhos.
Portanto, mesmo sendo suspeito, foi mais ou menos isto que se passou. Não me venham com narrativas que de um lado esteve um grande Sporting, do outro um pequeno FCP.
O capitão do Sporting, Morten Hjulmand, passou e passa os jogos à volta dos árbitros, pressiona do primeiro ao último minuto. O que se diria se fosse um capitão do FCP a fazer o mesmo? Pois, dir-se-ia o que se dizia quando os capitães do FCP não eram Diogo Costa e Alna Varela... eram João Pinto ou Jorge Costa, por exemplo.
A propósito dos apanha bolas, há uma certeza que tenho. Se fosse na Luz ninguém tinha visto e sabido nada. Eles escondiam as imagens. É a vergonhosa vantagem de transmitirem os seus jogos na BTV.



