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terça-feira, 1 de abril de 2025


- Senhor presidente AVB, o futebol português quando o FCP ganhava muito, era hegemónico, mas provava lá fora porque ganhava cá dentro, tinha todos os defeitos, o FCP nunca recebia os créditos.  Mereceu, ponto. Não, era sempre um sim, mas... Já quando eram outros os vencedores, mesmo que não provassem - chegaram ao ponto de conseguir um dos piores registos da história da Fase de Grupos da Champions, seis jogos e zero pontos -, tudo era maravilhoso, ai daqueles que se atrevessem a colocar em causa os méritos do SLB.

Se qualquer comportamento merecedor de censura envolvia o FCP, caía o Carmo e a Trindade, a polémica nunca mais terminava. Mas acontecesse com o Benfica, como foi o caso do célebre Estorilgate, esse atentado à verdade desportiva, esse escândalo que ultrapassou todos os limites da decência, e com influência clara no desenrolar do campeonato, a polémica durava pouco, diluía-se rapidamente no tempo.

Se um árbitro errava grosseiramente a favor do FCP, errou porque quis, é o sistema em todo o seu esplendor. Mas se o mesmo acontecesse com o Benfica, ao mesmo tempo que se pedia para deixar os árbitros em paz e se gritava, "são desculpas de mau perdedor", concluía-se que errar é próprio do homem.

Se na Luz o Benfica conseguisse uma goleada de 10-0, tinha sido porque jogava muito, era uma máquina trituradora. Mas se fosse o FCP, mesmo que a goleada não atingisse tal desnível, aí, o adversário facilitou, o mérito do FCP passou despercebido.

Se alguém ligado à política está na tribuna do Dragão, é promiscuidade, "à política o que é da política, ao futebol o que é do futebol. Esta é uma mistura explosiva", diziam. Mas se na tribuna da Luz até parecia uma reunião do Conselho de Ministros, aí já não havia problemas, faziam de conta que não se passava nada. A coisa era de tal ordem que até cheguei a dizer que a promiscuidade era azul.

Se um clube que não o Benfica, transmitisse os jogos no seu canal e as transmissões fossem aquelas que conhecemos da BTV, esta pouca vergonha, algo inédito no futebol mundial, teria continuado ano após ano?

E podia continuar a dar exemplos, atrás de exemplos, nesta minha já longa caminhada onde não fiz outra coisa senão demonstrar, de clara e objectiva, os dois pesos e duas medidas. Mas não vale a pena, estes são suficientemente elucidativos.

Portanto, meu caro presidente, esqueça o futebol tuga à imagem e semelhança das melhores ligas da Europa. Lamentavelmente e infelizmente, neste país e com esta gente, tem de ser olho por olho, dente por dente.

Duas notas finais e que são mais dois bons exemplos:
Gustavo Correia foi o árbitro do Rio Ave - FCP, jogo em que a equipa de Vila do Conde bateu em tudo que mexia - logo aos 4 minutos uma entrada a matar sobre Samu passou em claro -, foi canela até ao pescoço. Gustavo Correia, esse espécie de árbitro, paradigma de uma arbitragem incompetente e com critérios à vontade do freguês, só mostrou um amarelo muito mais tarde, 67 minutos, e um vermelho aos 90+6 aos jogadores do Rio Ave. Em contrapartida, mostrou três amarelos a jogadores do FCP - 49, 53 e 71. Ontem no Estrela - Sporting foram "só" dois vermelhos e sete amarelos à equipa da Reboleira. Mas mais, no Rio Ave - FCP um empurrão nas costas de Rodrigo Mora não foi penálti, ontem em lances muito semelhantes a favor do Sporting, marcou dois. Vou dizer mais uma vez: esta espécie de árbitro, que não é isento, não tem critérios uniformes, tem um histórico de prejuízos ao FCP que manda balanço e que foi protagonista do lance mais escandaloso dos últimos anos, um penálti não assinalado ao Académico de Viseu num jogo frente ao FCP B, tem de pedir escusa para jogos do FCP, já que não é possível vetar árbitros. Se for nomeado o FCP deve deixar claro ao Conselho de Arbitragem que encara essa nomeação como um desrespeito e provocação.

Para quando um pedido de desculpas ao FCP?
Já passaram sete anos e a bancada do topo Norte do Estádio António Coimbra da Mota, casa do Estoril, continua fechada. Se este país fosse um país de gente com vergonha na cara, depois do que se disse após a interrupção do jogo disputado em Janeiro de 2018, há muito que um pedido desculpas era devido ao FCP. Mas como este é um país onde o antiportismo é maioritário, este é apenas mais um episódio. Sujou-se o nome do FCP, acusou-se o FCP de tudo, mas aquela bancada ainda continua fechada. E isso não deixa de ser uma espinha cravada na consciência desses agentes da má-língua. Se bem que ter consciência não deva ser muito a sua praia.

Reinado Teixeira, presidente das Associação Futebol do Algarve é o candidato que Benfica e Sporting apoiam para a presidência da Liga - FCP e SCB apoiam José Gomes Mendes. Se o apoio do Benfica e de Rui Costa, não surpreende, Reinaldo Teixeira foi um dos muitos tentáculos do polvo encarnado nos tempos de Luís Filipe Vieira, já o apoio do Sporting que juntamente com o FCP, contestou o senhor em questão, também acaba por não ser surpreendente. Frederico Varandas não é mais que um chega rebos de Rui Costa. Como não pode haver dois campeões, vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos na luta pelo título.
Sendo os clubes que votam e sabendo-se a dependência de muitos em relação ao Benfica, não vai ser fácil esta luta, mas é importante que o FCP não só não esteja atento, como seja capaz de denunciar este compadrio e esta promiscuidade. 



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