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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026



Depois de uma pausa fruto da eliminação da Taça da Liga e do estágio algarvio, o FCP tinha pela frente o Benfica em jogo a disputar no Estádio do Dragão e contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal.
Como disse nos dos últimos posts o FCP tinha que encarar o jogo com a máxima responsabilidade e respeito pelo adversário e este mais recente, também muito cuidado com o árbitro Fábio Veríssimo. Coração quente e nervos de aço, não reagir a provocações venham elas donde vierem, não passar cartão ao árbitro, jogar à bola.

Francesco Farioli fez alinhar de início Diogo Costa, Martim Fernandes, Thiago Silva, Bednarek e Kiwior, Pablo Rosário, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz e o jogo começou nervoso, muito disputado, pouco fluído. 
O primeiro lance de perigo foi do Benfica. Remate por cima. Na reacção o FCP ganhou três cantos, ao 3° marcado por Gabri Veiga,  Bednarek marcado entrou forte e de cabeça abriu o marcador. Dragões na frente. E o 2° golo só não surgiu porque Trubin fez uma grande defesa.
O Benfica em desvantagem procurou o empate, numa saída rápida após um canto do FCP, Lopes Cabral criou perigo.
Na equipa de Farioli alguma dificuldade em ligar as jogadas e chegar em ataque organizado e a dar algum espaço entre linhas. Também alguma precipitação na circulação e em sair da pressão, muito por culpa de Gabri Veiga que tinha dificuldades em se libertar. Quando se libertou podia ter marcado. O remate saiu fraco. Idem para o de Borja Sainz.
Veríssimo deu sete minutos de desconto.
Um sururu que valeu cartão amarelo a Samu e Gabri Veiga no FCP e Dedic e Pavlidis no Benfica.
Já nos descontos sobre descontos, Dragões em dificuldades, o golo rondou a baliza de Diogo Costa. Faltava clarividência e calma para em posse da bola encontrar as melhores soluções para sair da pressão.

O intervalo chegou com FCP na frente pela diferença mínima, num jogo equilibrado, muito disputado, com o Benfica a explorar o lado esquerdo da defesa portista onde Borja Sainz e Gabri Veiga tinham dificuldade em travar a dupla Dedic e Prestiani.

Com o jogo longe de estar resolvido e com a equipa a revelar algumas dificuldades em sair da pressão e encontrar as melhores opções para atacar, Francesco Farioli não mexeu no onze.
A perder o Benfica ia tentar marcar, era preciso estar atento. Defender bem, não inventar, procurar aproveitar os espaços que o Benfica ia dar na reacção à desvantagem no resultado.
O jogo recomeçou na mesma toada. Aos poucos os azuis e brancos estabilizaram e Pablo Rosario em boa posição rematou fraco.
Samu sozinho e com possibilidade de isolar Pepê, errou o passe. Uma brincadeira de Gabri Veiga ia originando um golo do Benfica. Não pode acontecer.
Aos 61 saíram Gabri Veiga e Borja Sainz, entraram Mora e William.
O FCP recuou, deu a iniciativa ao adversário, ficou na expectativa. Era preciso subir, não ficar tanto atrás. O FCP assim fez, mas faltava claramente mais acutilância no ataque.
Aos 74 minutos saíram Bednarek e Martim, entraram Alan Varela e Alberto Costa.
Aos 90 muito perigo junto à baliza de Diogo Costa, no único lance de verdadeiro golo iminente do Benfica na 2ª parte. Eustáquio substituiu Pepê, o jogo chegou ao fim com o FCP a conseguir controlar, segurar a vantagem, garantir a vitória e a passagem às meias-finais.

Foi um jogo intenso, muito disputado, equilibrado, sem muitas oportunidades e com um vencedor que se pode considerar justo de uma equipa que tem no sector recuado a sua grande força. Quando está em vantagem e com esta defesa, em que Thiago Silva se integrou muito bem, o FCP precisa de atacar e contra-atacar melhor. Isso depende muito na capacidade de jogar a um, dois toques, simplicidade, pensar, optar e executar bem.

Ouvindo o treinador do clube da Luz, foi mais uma vitória moral, virtual e lá teremos o Benfica nas meias-finais da Taça de Portugal. Parabéns, Mourinho! 

Havia algumas dúvidas se Kiwior na esquerda seria um desperdício, abalaria o sector recuado e provocaria fissuras no apelidado muro polaco. Não foi. Fez um grande jogo, é mais uma alternativa para o lado esquerdo da defesa.

Nada a dizer do trabalho do árbitro. Ainda bem que não teve influência no resultado. Isto não muda nada sobre a surreal nomeação do Conselho de Arbitragem.





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