F.C.Porto 3 - Moreirense F.C. 0. Vitória natural e que peca por escassa, num jogo que a 1ª parte foi melhor que a 2ª
domingo, 15 de março de 2026
Frente ao Moreirense num jogo em que só podia pensar na conquista dos três pontos e no regresso ao campeonato o treinador do FCP voltou a fazer uma revolução e apresentou um onze substancialmente diferente daquele que saiu vitorioso de Estugarda - dos que entraram de início na Alemanha apenas se mantiveram na equipa Diogo Costa, Bednarek e Zaidu, a estes juntaram-se Martim Fernandes, Kiwior, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky.
O jogo começou com o conjunto de Francesco Farioli como lhe competia, com a iniciativa, frente a um adversário de tracção à rectaguarda. Aos 14 numa boa recuperação de bola, Gabri Veiga na recarga a um remate de Oskar Pietruzesvky inaugurou o marcador.
Depois do golo era fundamental não abrandar, relaxar, dormir na vantagem mínima. FCP manteve a dinâmica, Pepê para Froholdt, cruzamento tenso, Oskar Pietruzesvky não quis enfeitar, encheu o pé, rematou para o 2° golo. Manter o ritmo, procurar o 3° era o objectivo. O jovem polaco desperdiçou uma boa oportunidade de golo. E logo a seguir outra claríssima. O mesmo aconteceu com Deniz Gül. O jogo já podia estar resolvido. Não se pode desperdiçar tanto. Só dava Porto, Moreirense todo atrás, não criava problemas.
O jogo chegou ao intervalo com uma vantagem muito curta para tanto domínio, tanta superioridade e tantas oportunidades.
Para a 2ª parte FCP regressou com o mesmo onze e esperava-se com a mesma disposição, mas com melhor aproveitamento das oportunidades de golo.
Dragões recomeçaram a procurar atacar, mas Moreirense subiu as linhas, pressionou a saída, ameaçou com bola no poste de Diogo Costa.
Aos 55 saiu Oskar Pietruzesvky e entrou Borja Sainz, saiu também Deniz Gül, entrou Terem Moffi. Zaidu acusou o cansaço do jogo anterior, nem parecia o mesmo de Estugarda. E o FCP também não era o mesmo dos primeiros 45 minutos. Aquilo que saía fácil, começou a complicar-se, a qualidade baixou muito e, claro, o Moreirense perdeu a vergonha, veio para a frente. Aos 66 minutos saíram Zaidu e Gabri Veiga, entraram Pablo Rosario e Rodrigo Mora. Aos 69 minutos contra-ataque perfeito do FCP, Borja, Mora, mas Moffi falhou, completamente sozinho. Mérito também do guarda-redes André Ferreira que fez uma enorme defesa. Aos 72 saiu Pepê e entrou. William Gomes. Dragões espevitaram, prova disso foi o 3° golo. Equipa muito subida, recuperação de Froholdt - enorme exibição -, passe para William Gomes, jogada típica, interiorizou e colocou no ângulo do lado contrário. Golaço. O 3° golo libertou definitivamente a equipa e os azuis e brancos melhoraram o rendimento, terminaram em bom plano.
Vitória justa, indiscutível, que apenas peca por escassa. Continuamos a ter pouca eficácia. A 1ª parte foi bem conseguida, faltou apenas eficácia. A 2ª foi pior. Portistas tentaram gerir, abrandaram, desligaram, apanharam um susto, com a bola no poste de Diogo Costa. Natural, mesmo com a gestão há sempre desgaste físico e mental. Com as substituições houve melhorias, a equipa ganhou frescura, o 3° golo podia ter chegado mais cedo por Terem Moffi, não chegou, quando chegou acabou com as dúvidas. Se é que elas alguma vez existiram. Dragões continuam a fazer o seu caminho. Agora é preparar o jogo de quinta-feira, tendo bem presente que de hoje a oito dias há um jogo em Braga que é muitíssimo importante.


