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domingo, 15 de fevereiro de 2026


Depois de uma derrota surpreendente com o Casa Pia e um empate que até seria um resultado normal num clássico não fosse o caso do golo do adversário ter surgido aos 90+8 e por culpa própria, o FCP viajou até à Madeira para na Choupana defrontar o CDN. Num estádio onde na época passada foi muito incompetente, perdeu o jogo e a possibilidade de chegar à liderança do campeonato, era importante regressar às vitórias e afastar o cenário que muitos desejam de um Dragão em crise e a perder o poder de fogo. O objectivo foi cumprido, mas foi a única coisa que se aproveitou nesta tarde de sol na Choupana.

Sem os lesionados recentes Martim Fernandes, Kiwior e Samu, para além dos já parados há muito tempo, Nehuén Pérez e Luuke de Jong, a que se juntou Francisco Moura castigado, Francesco Farioli fez alinhar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Thiago Silva e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Rodrigo Mora, Pepê, Deniz Gül e OskarPietruzesvky o FCP até não entrou muito bem, mas a partir dos 10 minutos melhorou, Pepê de um lado e Oskar Pietruzesvky do outro, mais o jovem polaco, começou a melhorar, dominar, obrigou o guarda-redes do Nacional a aplicar-se. Mas de uma bola perdida na frente e que originou um canto, valeu Diogo Costa com uma defesa por instinto para evitar que a equipa madeirense chegasse à vantagem. A partir daí o FCP perdeu o pouco fulgor que tinha exibido, regressou aquele futebol lento, mastigado, muitas trocas de bola na primeira zona de construçaõ, um futebol previsível, pouco ligado, as poucas pedradas no charco eram de Oskar Pietruzesvky. O meio-campo não tomava conta do jogo, não criava nada, na frente Pepê foi desaparecendo, Deniz Gül completamente perdido. Já no tempo de descontos, uma entrada arranca pinheiros e que devia ser vermelho directo, só deu amarelo.

O intervalo chegou com o resultado em branco, resultado que era justo, em mais 45 minutos muito abaixo dos mínimos exigíveis por parte da equipa do FCP.

Farioli não mexeu ao intervalo, o FCP pareceu regressar com outra disposição, mas sempre naquela toada lenta, fácil para quem defende.
Com a equipa incapaz de mudar o rumo dos acontecimentos, o treinador do FCP mexeu aos 59 minutos, tirou Rodrigo Mora e Oskar Pietruzesvky e fez entrar Gabri Veiga e Borja Sainz. E logo após, canto de Gabri Veiga para cabeça vitoriosa de Bednarek.
O Nacional reagiu, de canto, ameaçou o empate. Era importante não defender o resultado, ir à procura do segundo.
Aos minutos entraram Fofana e Moffi, saíram Deniz Gül e Froholdt.
Mas os líderes do campeonato estão viciados na troca de bola atrás, têm dificuldade em se soltar, chegar na frente para decidir e com o resultado na vantagem de um golo permite que o adversário acredite, possa num lance fortuito empatar como aconteceu com o Sporting. O jogo não atava nem desatava, tirando os lances de bola parada, era um tristeza de futebol, mais responsabilidades 
Aos 89 minutos saiu Pepê e entrou William.
Alguns jogadores do FCP se jogassem mais e discutissem menos... No último minuto até foi o Nacional a rematar embora longe do alvo.

O jogo acabou com a vitória pela diferença mínima e a conquista de três importantes pontos por parte do FCP. Mas foi a única coisa boa que se aproveitou na deslocação dos Dragões à Choupana. A qualidade de jogo do conjunto de Francesco Farioli deixou muito a desejar quer na primeira quer na segunda parte. 

Futebol lento, previsível, irritante. Neste momento o FCP é uma equipa desinspirada, com dificuldades em sair de trás, circular rápido e com critério, raramente liga as jogadas, cria oportunidades de golo. E quando está em vantagem não consegue controlar com bola, gerir longe da sua área, corre riscos desnecessários. E assim não admira que as equipas, todas, lhe tenham perdido o medo, acreditem, sempre que podem pontuar.

Esperemos que depois de uma derrota que não estava nas previsões de ninguém, de um empate sofrido nos descontos e que deixou marcas, de alguns percalços como foi o caso da lesão de Samu, esta vitória, mesmo com uma exibição fraquinha, possa dar confiança, ânimo, o FCP recupere nos dois próximos jogos a disputar no Dragão, Rio Ave e Arouca, a equipa de Francesco Farioli recupere alguma da qualidade de jogo e da aura que exibição nos primeiros meses dá temporada.




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