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sexta-feira, 6 de março de 2026


Sportinguistas, dirigentes, técnicos, jogadores, adeptos, mais os seus freteiros,  recadeiros e cartilheiros, rasgaram todas as vestes e ficaram muito zangados porque Alberto Costa não levou o 2° amarelo. Acham por isso as reacções de Hjulmand e Suárez naturais. Mas não há ninguém que se interrogue como ficariam os portistas se Alberto Costa levasse o 2° amarelo depois de o primeiro ser um escândalo? Sim, um escândalo. Primeiro, porque a jogada começou com um braço na bola de Maxi Araújo, logo a jogada devia ser interrompida aí e marcado um livre perto da área do Sporting. Dois, o corte do lateral do FCP é absolutamente limpo. Dizem alguns artistas que Alberto Costa impediu a passagem do uruguaio. Claro. Só se de repente se tornasse invisível é que o choque não seria inevitável. E já dou de barato se há ou não falta de Maxi Araújo sobre o William antes da falta de Alberto Costa sobre Genny Catamo.

Não conheço o Estádio de Alvalade, não sei onde fica a zona mista onde AVB falou aos jornalistas. Se fica perto, longe da sala de imprensa onde o treinador do Sporting estava a falar. Por isso pergunto duas coisas. Uma, foi o presidente do FCP que chamou os jornalistas para prestar aquelas declarações que fizeram o irrelevante perder a traquitana? AVB sabia que quando prestou as declarações Rui Borges ainda estava a falar?

Não importa colocar tudo em equação, não, porque é assim, analisando e construindo as narrativas que interessam e sempre contra o FCP, que se vai passando a mensagem que os Dragões foram beneficiados e branqueando o comportamento, particularmente, de Luís Suárez. FCP devia ficar com dez na 2ª parte. E Sporting com quantos devia ficar?

Quando um canal de televisão usa imagens de um adepto do Sporting que estava por trás do banco do FCP para tentar atacar os responsáveis azuis e brancos, dizendo que tiveram comportamentos incorrectos para com o 4° árbitro, está tudo dito. Vale tudo para criar confusão com o FCP quando nas imagens apenas se vêem dois elementos do banco portista, cheios de razão, a mostrar a sua indignação pela atitude miserável do colombiano leonino, diz tudo sobre a forma como uma das lixeiras da Média Livre funciona.

O Sporting devia pagar uma avença generosa a Pedro Galo Sousa. A forma determinada, vibrante, apaixonada como defende o seu clube do coração no casos que este se vê envolvido, era merecedora de ser reconhecida e bem remunerada.

Vi hoje que ao sportinguista Pedro Galo se juntou e também faz parte do painel de comentadores de futebol na Média Livre, CMTV, o ex-presidente da Liga e sportinguista, Hermínio Loureiro. Hermínio presidia à Liga na altura que Ricardo Costa presidia à Comissão Disciplinar. Recorde-se, demitiu-se depois de um telefone de JNPC que o confrontou com a decisão do Conselho de Justiça em ter transformado o castigo que cumprido na totalidade seria de mais de 22 jogos a Hulk e Sapunaro em 3 e 4 jogos. Mesmo assim Hulk cumpriu 15 jogos a mais e Sapunaru 16. No comunicado que fez no momento que foi conhecida a decisão do CJ, o FCP no ponto 6 dizia o seguinte: "Fica novamente comprovada a perseguição da CD da LPFP ao FC Porto e a cegueira persecutória de Ricardo Costa, ratificada, ao melhor estilo de Pôncio Pilatos, pelo presidente da LPFP, Hermínio Loureiro. Recorde-se que, ainda recentemente, o mesmo Hermínio Loureiro afirmou que o seu papel se limitou a criar condições para que os órgãos da LPFP funcionem. Nem que seja sem rigor, de forma grosseira e com arbitrariedade…"

Por princípio sou contra os clubes fazerem queixas uns dos outros. Mas se os nossos rivais fazem queixas do FCP, como se viu no episódio da televisão na cabine do árbitro Fábio Veríssimo, em que até foi pedida a descida de divisão do FCP, o FCP não podia de deixar de pagar com a mesma moeda.

Note-se que faz parte da história do futebol português e tantas vezes já se falou nisso, alguns dos  profissionais do FCP foram pioneiros em sofrer castigos por decisões que nalguns casos, partiram de queixinhas. Desde Virgílio Mendes, passando por Paulinho Santos, Lisandro López e Benni McCarthy. Este último, em 34 jogos jogos ficou 9 de fora só em processos sumaríssimos.

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