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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

 

Antes da visita a Alvalade para defrontar o Sporting - devia ser aos Açores e o adversário o Santa Clara - para a 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, o FCP recebia o Arouca que na 1ª volta derrotou por 4-0, mesmo jogando com menos um durante toda a 2ª parte. Importantíssimo ganhar e se à vitória fosse possível juntar uma boa exibição e um resultado que deixasse equipa e adeptos menos ansiosos, mais tranquilos, sem estar perante a perspectiva de um azar, um lance fortuito, poder colocar em causa os três pontos fundamentais nesta altura da época, seria o ideal. Não foi assim, foi tudo menos um jogo tranquilo e mais uma vitória que começou por parecer ser fácil, mas que se tornou difícil.

Com Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Pablo Rosario, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky o FCP não podia ter melhor início de jogo. Logo no pontapé de saída, golo, marcou Oskar Pietruzesvky. Em vantagem os azuis e brancos tiveram o domínio quase completo do jogo, foram muito superiores. Mas apesar de nem sempre fazerem as melhor opções, definirem mal, errarem alguns passes, tiveram algumas oportunidades de golo que desperdiçaram. Umas vezes porque a bola bateu no poste, outras porque Pepê para marcar é preciso meter um requerimento e principalmente, porque Deniz Gül falha clamorosamente e não foi só na oportunidade clara que desperdiçou. Há mínimos que um avançado do FCP tem de cumprir. E assim até ao intervalo o resultado não se alterou. E enquanto o resultado não se altera, o FCP não dilata o marcador, a vantagem mínima se mantém, o adversário acredita e mesmo que não tenha criado perigo, pode, até num lance fortuito, marcar. E um jogo com tudo para ser tranquilo pode complicar-se.

Para a 2ª parte Francesco Farioli manteve o mesmo onze e logo no 1º minuto um grande susto para Diogo Costa, num remate à barra de Fukui. Na resposta Gabri ameaçou e aos 52 minutos, Deniz Gül sozinho sobre a esquerda, falhou uma excelente oportunidade. Assim fica difícil... E começaram as substituições, aos 61 minutos saíram Gabri Veiga - será obrigatório? -, Oskar Pietruzesvky e Deniz Gül - com exibições destas vai ter vida difícil, qualquer dia tem alguém da equipa B no seu lugar -, entraram Rodrigo Mora, William Gomes e Terem Moffi.
O FCP pareceu melhorar, mas não melhorou nada, regressou àquele futebol que não aquece nem arrefece e para piorar o Arouca marcou. Com o jogo empatado era preciso acelerar. Mas verdadeiramente o FCP só começou a pressionar muito, encostar o Arouca lá atrás e a chegar à área adversária com algum perigo, quando saiu Pablo Rosário e entrou Fofana. Foi este que entrou com tudo que levou a equipa para a frente, foi sobre ele que foi cometido o penálti que voltou a adiantar os portistas. Transformou William Gomes após a consulta ao VAR que confirmou a decisão do árbitro. Entretanto, aos 84 minutos entrou André Miranda e saiu Pepê. Já no período de descontos e com os Dragões a controlarem no meio-campo ofensivo, William foi para cima, assistiu Terem Moffi e o nigeriano fez o 3 º golo do FCP.

Foi um vitória justa, mas sofrida e sem necessidade. Uma equipa que marca um golo no primeiro lance da partida não pode dar-se por satisfeita, tem de manter o ritmo, continuar a atacar até conseguir uma vantagem que a coloque a coberto de surpresas. E hoje, ela esteve quase a acontecer frente a uma equipa que fez dois remates à baliza, um bateu na barra e entrou foi golo. 

É verdade que o ataque apesar de ter três avançados, só um é que deu um bom rendimento: Oskar Pietruzesvky. O jovem de apenas 17 anos, para além do golo ainda conseguir criar perigo. Só tem de melhorar na hora de optar, definir, passar, mas mesmo com esses defeitos que precisa de corrigir, tomáramos nós que Deniz Gül e Pepê dessem o mesmo rendimento. Claramente o FCP tem um problema no ataque. Pode ser que Terem Moffi seja uma solução, que Pepê se inspire no jovem Oskar, melhore o rendimento, marque golos.

Seja como for, o objectivo de conquistar os três pontos foi conseguido, agora é preciso preparar bem o próximo jogo - Sporting para a Taça de Portugal. Os seguintes, Benfica para o campeonato e Estugarda para Liga Europa, só depois de terça-feira. 


Estamos aí, presidente, até porque os capachos voltaram a atacar

Aproximam-se jogos importantes e aqueles que, mesmo na dúvida ou sem ela, analisam sempre contra o FCP - Pedro Henriques, Marco Pina, Jorge Faustino... -, junto com uma comunicação social esmagadoramente ao serviço dos clubes da 2ª Circular e contra o FCP, já começaram a campanha. Há uma imagem que mostra que o penálti é claro e desmonta a teoria de que não é lance para penálti, árbitro e VAR erraram. Mas para o objectivo pretendido isso não importa, importa é criar uma narrativa que ajude à missa quando vamos entrar num período decisivo da época, época em que o FCP tem muitas razões de queixa da arbitragem em comparação com os seus dois rivais. Dois exemplos: Denis Gül sofreu penálti nos jogos frente ao Benfica e Casa Pia. O que disseram os três citados? Que não era penálti. Sintomático. Quem logo se aproveitou foi o Benfica que reagiu logo após o jogo. É natural, para além de ser o comportamento típico daquelas bandas, tudo é fantástico quando eles ganham, é tudo muito mau quando correm riscos de não ganhar. Também porque Benfica e os seus capachos já estão a preparar o jogo do campeonato frente ao FCP e é preciso começar a pressionar e condicionar. Depois, porque metido na merda até ao pescoço convém desviar as atenções, fazer com que se passe rapidamente à frente de um episódio que deixa uma mancha difícil de apagar. Um episódio que mesmo com todas as lavandarias a trabalhar ao mesmo tempo serão incapazes de lavar ou branquear, por mais que tentem e alguns como têm tentaram... Mas nada disto é novo, é apenas mais do mesmo e tem muitas décadas - a foto de 2012 é significativa e podia arranjar muitos mais factos e fotos que comprovam que é assim. Sempre que o FCP conta, está em condições de ganhar, como é o caso desta época, tem de lidar com estas posições dos rivais e também com os freteiros, recadeiros, cartilheiros, capachos, caixas de ressonância dos interesses dos seus rivais.

Ah, para terminar, quero deixar claro que se o FCP for campeão, como espero e desejo, vou festejar como um louco porque não sei festejar de outra maneira. E se, como acontece sempre, houver quem coloque reticências, fale deste ou daquele episódio, procure tirar mérito ao FCP, ficam já a saber que este portista está-se marimbando, para não dizer outra palavra terminada em ando.
Para que isso possa acontecer é preciso um Porto forte, determinado, corajoso, imune ao ruído e capaz de resistir a provocações, más decisões, injustiças por mais flagrantes que sejam.

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