Archive for dezembro 2023
F.C.Porto 1 - G.D. Chaves 0. E foi feita a vontade de Sérgio Conceição...
A atravessar um período conturbado, com jogadores castigados e outros que ainda há pouco chegaram, mas já estão de saída, o FCP recebeu o G.D.Chaves, último classificado do campeonato e venceu por 1-0.
A partir da despromoção de David Carmo à equipa B
Primeiro e porque é verdade, é preciso dizer que David Carmo teve várias oportunidades, mas nunca mostrou capacidade para se impor na equipa do FCP, ser o jogador prometeu no S.C.Braga.
Depois é preciso assumir, sem problemas, nem andar atrás de fantasmas, muito menos em teorias da conspiração que se tivessem origem em outras latitudes nos levariam a dizer que saem das cartilhas, sejam elas de janelas, varandas ou marquises, as contratações de David Carmo e Gabriel Veron correram mal. E como não somos o Manchester City, nem o PSG - ainda existem outros, mas estes dois servem - e como a situação do FCP é a que é, muito complicada, não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar 30 milhões em dois jogadores, pior ainda. Agora é esperar que possa haver retorno, se não for total, seja o que for, pelo menos sirva de exemplo - mas para isso é preciso planificar com tempo e a contratação de David Carmo não foi e devia ter sido. Era sabido que Mbemba ia sair, Marcano não contava muito - agora conta e até tem feito muita falta -, Pepe estava próximo dos 40, não devíamos ter deixado a contratação de um central que precisávamos muito para tarde, com tudo o que isso significou no preço a pagar.
Sobre as razões do afastamento não vale especular, mas é preciso dizer alguma coisa. A começar primeira época de Sérgio Conceição no FCP. Falar do primeiro título e do que isso significou num FCP que passava a maior seca no longo consulado de JNPC, sem esquecer que evitou um penta do Benfica, quando, apesar de ter um excelente plantel - melhor do que actual -, reforçado com os regressos de Ricardo Pereira, Aboubakar e Marega - embora o que passou fosse apenas a entrada de Vaná -, partisse para esse campeonato no 3° lugar da grelha de partida. Sobre o estilo de liderança do treinador, não é o primeiro caso, há vários, Danilo também já tinha passado por algo semelhante. Do poder que tem, numa estrutura que já foi um caso de estudo, em que se dizia, no FCP qualquer treinador sujeita-se a ser campeão, agora o treinador é campeão apesar da estrutura. Da forma como é apoiado, endeusado e tolerado mesmo quando as coisas correm mal e muito mal - exemplo os 0-5 no Dragão frente ao Liverpool ou dos 0-4 frente ao Brugge - Não me recordo na minha longa caminhada a acompanhar o FCP, ver um treinador mais cantado que o presidente, com o conhecido, Ó Conceição faz do Porto campeão. Dos finca pé contra a saída de alguns jogadores, Herrera e Marega, por exemplo, que podiam render umas dezenas de milhões e saíram depois a custo zero. E apesar de haver mais para dizer, chega.
Mas mais que tudo isso importa não desviar a atenção do essencial e está na origem da época muito irregular do FCP: os Dragões jogam quase sempre muito pouco. A equipa de Sérgio Conceição nesta altura da época já devia ser uma equipa com processos e automatismos bem consolidados, compacta, organizada, equilibrada, capaz de dominar todas as variantes do jogo, forte nos lances de bola parada, marcar superioridade, ganhar naturalmente, não digo sempre, mas principalmente contra equipas que não têm tanta qualidade colectiva e individual, plantéis mais fracos e menos numerosos.
Esse é o problema que é preciso resolver, sem bodes expiatórios, com todos, desde quem dirige até quem joga, passando por quem treina. O resto vem por arrasto.
Para terminar importa também referir que este é um plantel desequilibrado - disse-o no final do mercado de Verão, estou à vontade para o repetir agora -, muita gente para a frente, 11 avançados, pouca atrás, particularmente no centro da defesa onde Pepe e Marcano somam juntos 76 anos de idade. E se quem passa o cheque é o presidente, o treinador tem de ser também responsabilizado. Aliás, Jorge Nuno Pinto da Costa quando apresentava as contratações, teve sempre o cuidado de dizer que tinham o aval do treinador.
Olhar para dentro, analisar bem, melhorar, ganhar...
Uma das coisas que aprendi com o presidente do FCP e que adoptei como lema, é: coitados daqueles que caindo, mesmo com grande estrondo, ficam prostrados, incapazes de se levantar e reagir. Inconformismo, não podemos perder e encolher os ombros, tipo, paciência, ganhamos para a próxima, como aconteceu com Carlos Resende no final do FCP - Sporting em andebol.
Também aprendi a ter uma cultura de exigência, obviamente, dentro dos limites do razoável, por isso digo que na Champions League não posso ter o mesmo critério de análise que tenho nas provas internas, particularmente nos jogos em que o FCP é francamente favorito.
Assim, o que verdadeiramente me preocupa é haver quem tenha um discurso que faz recuar a tempos muito distantes em que o FCP não ganhava nada e queixava-se muito. Espero que não estejamos a voltar a esses tempos. Não quero um FCP igual aos calimeros de Alvalade.
Por exemplo, quando ganhamos à rasca e no tempo de descontos ao Rio Ave e Farense, com muitas dificuldades e pela diferença mínima ao Portimonense - nem refiro o empate também no último suspiro frente ao Arouca -, critiquei as exibições, disse que tínhamos de melhorar muito, mas a conversa era, o que interessa é ganhar, quem quiser ópera que vá ao Coliseu, como se quem joga bem não esteja sempre mais perto de ganhar, como se alguém que tem um discurso de alerta, dizer que temos de melhorar caso contrário estamos sujeitos a ter grandes dissabores, estivesse a cometer uma crime de lesa FCP, apenas esteja disponível para a crítica fácil ou para fazer má-língua.
Não é esse o espírito, pelo contrário, é um discurso objectivo e construtivo.
Como disse, mas repito, só analisando bem, fazendo os diagnósticos correctos e com as terapias indicadas, podemos melhorar, conseguir atingir os objectivos pretendidos e que são conquistar o título e a entrada directa na próxima Champions, com tudo o que isso significa em termos desportivos e financeiros.
Portanto, definitivamente, vamos lá levantar, reflectir bem, olhar primeiro para o que fizemos mal, não andar atrás de desculpas sem sentido e melhorar a qualidade de jogo. Se fizermos isso estaremos sempre mais perto de ganhar e então, sim, em Maio festejar. Não percamos esta cultura, foi ela que nos ajudou a chegar ao topo do futebol português, europeu e mundial.
E por falar em festejos, não me incomoda nada, pelo contrário, ver os sportinguistas eufóricos e a festejar como se não houvesse amanhã. Um, porque raramente ganham ao FCP e é natural que fiquem felizes. Dois, porque é sinal da nossa grandeza.
Ninguém ganha ou perde campeonatos quando ainda nem sequer chegamos ao final da 1ª volta, principalmente quando a distância para o primeiro lugar é de apenas 3 pontos, ainda vamos receber Benfica e Sporting - sem esquecer o Braga -, no Dragão.
Vamos a isso!
Sporting 2 - F.C.Porto 0. Vitória sem discussão do Sporting, FCP só pode queixar-se de si próprio
Depois de uma excelente prestação e de mais uma qualificação para os oitavos-de-final da Champions League - o FCP é e de longe o clube português com melhores prestações na prova rainha da UEFA, a tal que é como o algodão...-, os Dragões tinham em Alvalade um teste difícil na luta pela liderança do campeonato.
F.C.Porto 5 - Shakhtar 3. Dragão volta a mostrar estofo Champions e está nos oitavos
Porque é importante falar...
Acreditei e acreditei mesmo e escrevi sobre isso, que, porque é um presidente histórico, carismático, com um currículo sem paralelo e com uma obra notável, logo, um presidente difícil - se quiserem, impossível - de substituir, que o último grande serviço que Jorge Nuno Pinto da Costa prestaria ao FCP, seria criar as condições para que a passagem de testemunho fosse pacífica, natural, sem divisões nem cisões que em 1º lugar prejudicam o FCP e os superiores interesses do FCP estão acima de tudo e de todos. Mas já faz tempo que perdi as ilusões. Apesar de por várias vezes ter dito que não estava agarrado ao lugar, que se Rui Moreira, António Oliveira ou André Vilas-Boas, por exemplo, porque bons portistas - AVB até foi apelidado como alguém tão portista como JNPC, numa entrevista que o actual presidente deu a Fátima Campos Ferreira - e com as capacidades necessárias, se candidatassem, ficaria tranquilo e não se recandidataria, não iria a jogo. Só que, infelizmente, foram apenas palavras, teoria, na prática JNPC não quer sair e aceita muito mal que alguém se atreva a candidatar-se contra ele.
F.C.Porto 3 - Casa Pia 1. Dragão vence sem discussão, chega ao 1º lugar e a exibição até prometeu...
Depois de uma derrota que deixou marcas e tirou ao FCP qualquer possibilidade de seguir em frente e bisar na conquista da Taça da Liga, no regresso ao campeonato e entrando em campo sabendo que Benfica empatou e Sporting perdeu, o conjunto de Sérgio Conceição enfrentou o Casa Pia, adversário que na época passada tantos problemas lhe causou em casa e fora e venceu sem discussão e chegou-se à frente.













