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Archive for dezembro 2023

F.C.Porto 1 - G.D. Chaves 0. E foi feita a vontade de Sérgio Conceição...


A atravessar um período conturbado, com jogadores castigados e outros que ainda há pouco chegaram, mas já estão de saída, o FCP recebeu o G.D.Chaves, último classificado do campeonato e venceu por 1-0.

Com Diogo Costa, João Mário, Zé Pedro, Fábio Cardoso e Wendell, André Franco, Varela, Eustaquio e Pepê, Taremi e Toni Martínez, o conjunto de Sérgio Conceição entrou a dominar perante uma equipa do Chaves curta, com muitos atrás da linha da bola, defendendo praticamente com todos. Azuis e brancos tinham muita bola, circulavam, atacavam pelas laterais, procuravam interiorizar, mas tinham dificuldades em desmontar a organização defensiva dos transmontanos, que, quando podiam, saíam bem para o contra-ataque.
Aos 28 minutos Rúben Ribeiro que já tinha amarelo, atirou com a bola contra Toni Martínez, apenas levou uma reprimenda do árbitro. O banco do FCP protestou, amarelo para Luís Gonçalves.
Já passava da meia-hora quando os portistas ameaçaram, por Eustaquio, mas apenas ganharam um canto.
Até ao intervalo apenas em cima do minuto 45 o golo dos Dragões esteve iminente.

Assim, até ao intervalo, domínio do FCP, muita posse, pouquíssimas oportunidades, muita generosidade, mas pouca criatividade, zero genialidade e nenhum golo.

Para a segunda-parte o FCP entrou com o mesmo onze e com a mesma toada dos primeiros 45 minutos.
Fábio Cardoso podia ter feito melhor, na sequência, amarelo para Alan Varela.
Quando o Chaves facilitou, Taremi não aproveitou. Mas não tardou o golo, excelente João Mário a interiorizar e de pé esquerdo a finalizar, mostrando como se deve fazer.
Apesar do golo Sérgio Conceição não podia estar contente, fez três substituições aos 62 minutos. Tirou Taremi, Toni Martínez e Alan Varela, entraram Evanilson, Francisco Conceição e Galeno.
Em vantagem, mas pela diferença mínima, importante não relaxar, ir à procura do 2° golo.
Aos 67 Dragões muito perto de aumentar a vantagem. Primeiro por André Franco, excelente defesa do guarda-redes, depois na recarga por Chico, no minuto seguinte foi Pepê a falhar. Era um bom período do FCP, mas não durou muito.
Ao minuto 80 saiu Wendell e entrou João Mendes.
No mesmo minuto os flavienses só por acaso não empataram. Benny completamente sozinho, bola na barra de Diogo Costa.
O Chaves subiu as linhas, portistas já acusavam alguma intranquilidade, tinham dificuldade em sair com critério, fazer bem. A diferença mínima mantinha-se.
Saiu João Mário, entrou Grujic, faltavam 3 minutos para os 90.
Já em cima dos 90, Galeno sozinho atirou para a bancada. Na resposta Diogo Costa salvou os azuis e brancos e os três pontos. O jogo terminou com o Chaves a procurar atacar e o FCP a defender a vantagem.

Concluindo:
Mais uma exibição fraca, mais um jogo ganho pela diferença mínima. Nem frente ao último os adeptos do FCP têm um jogo descansado. Mas se Sérgio Conceição disse na antevisão que ficava contente com o 1-0...

A partir da despromoção de David Carmo à equipa B



Primeiro e porque é verdade, é preciso dizer que David Carmo teve várias oportunidades, mas nunca mostrou capacidade para se impor na equipa do FCP, ser o jogador prometeu no S.C.Braga.

Depois é preciso assumir, sem problemas, nem andar atrás de fantasmas, muito menos em teorias da conspiração que se tivessem origem em outras latitudes nos levariam a dizer que saem das cartilhas, sejam elas de janelas, varandas ou marquises, as contratações de David Carmo e Gabriel Veron correram mal. E como não somos o Manchester City, nem o PSG - ainda existem outros, mas estes dois servem - e como a situação do FCP é a que é, muito complicada, não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar 30 milhões em dois jogadores, pior ainda. Agora é esperar que possa haver retorno, se não for total, seja o que for, pelo menos sirva de exemplo - mas para isso é preciso planificar com tempo e a contratação de David Carmo não foi e devia ter sido. Era sabido que Mbemba ia sair, Marcano não contava muito - agora conta e até tem feito muita falta -, Pepe estava próximo dos 40, não devíamos ter deixado a contratação de um  central que precisávamos muito para tarde, com tudo o que isso significou no preço a pagar.


Sobre as razões do afastamento não vale especular, mas é preciso dizer alguma coisa. A começar primeira época de Sérgio Conceição no FCP. Falar do primeiro título e do que isso significou num FCP que passava a maior seca no longo consulado de JNPC, sem esquecer que evitou um penta do Benfica,  quando, apesar de ter um excelente plantel - melhor do que actual -, reforçado com os regressos de Ricardo Pereira, Aboubakar e Marega - embora o que passou fosse apenas a entrada de Vaná -, partisse para esse campeonato no 3° lugar da grelha de partida. Sobre o estilo de liderança do treinador, não é o primeiro caso, há vários, Danilo também já tinha passado por algo semelhante. Do poder que tem, numa estrutura que já foi um caso de estudo, em que se dizia, no FCP qualquer treinador sujeita-se a ser campeão, agora o treinador é campeão apesar da estrutura. Da forma como é apoiado, endeusado e tolerado mesmo quando as coisas correm mal e muito mal - exemplo os 0-5 no Dragão frente ao Liverpool ou dos 0-4 frente ao Brugge - Não me recordo na minha longa caminhada a acompanhar o FCP, ver um treinador mais cantado que o presidente, com o conhecido, Ó Conceição faz do Porto campeão. Dos finca pé contra a saída de alguns jogadores, Herrera e Marega, por exemplo, que podiam render umas dezenas de milhões e saíram depois a custo zero. E apesar de  haver mais para dizer, chega.


Mas mais que tudo isso importa não desviar a atenção do essencial e está na origem da época muito irregular do FCP: os Dragões jogam quase sempre muito pouco. A equipa de Sérgio Conceição nesta altura da época já devia ser uma equipa com processos e automatismos bem consolidados, compacta, organizada, equilibrada, capaz de dominar todas as variantes do jogo, forte nos lances de bola parada, marcar superioridade, ganhar naturalmente, não digo sempre, mas principalmente contra equipas que não têm tanta qualidade colectiva e individual, plantéis mais fracos e menos numerosos.

Esse é o problema que é preciso resolver, sem bodes expiatórios, com todos, desde quem dirige até quem joga, passando por quem treina. O resto vem por arrasto.


Para terminar importa também referir que este é um plantel desequilibrado - disse-o no final do mercado de Verão, estou à vontade para o repetir agora -, muita gente para a frente, 11 avançados, pouca atrás, particularmente no centro da defesa onde Pepe e Marcano somam juntos 76 anos de idade. E se quem passa o cheque é o presidente, o treinador tem de ser também responsabilizado. Aliás, Jorge Nuno Pinto da Costa quando apresentava as contratações, teve sempre o cuidado de dizer que tinham o aval do treinador.


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Olhar para dentro, analisar bem, melhorar, ganhar...

 

Uma das coisas que aprendi com o presidente do FCP e que adoptei como lema, é: coitados daqueles que caindo, mesmo com grande estrondo, ficam prostrados, incapazes de se levantar e reagir. Inconformismo, não podemos perder e encolher os ombros, tipo, paciência, ganhamos para a próxima, como aconteceu com Carlos Resende no final do FCP - Sporting em andebol.

Também aprendi a ter uma cultura de exigência, obviamente, dentro dos limites do razoável, por isso digo que na Champions League não posso ter o mesmo critério de análise que tenho nas provas internas, particularmente nos jogos em que o FCP é francamente favorito.

Assim, o que verdadeiramente me preocupa é haver quem tenha um discurso que faz recuar a tempos muito distantes em que o FCP não ganhava nada e queixava-se muito. Espero que não estejamos a voltar a esses tempos. Não quero um FCP igual aos calimeros de Alvalade.

Por exemplo, quando ganhamos à rasca e no tempo de descontos ao Rio Ave e Farense, com muitas dificuldades e pela diferença mínima ao Portimonense - nem refiro o empate também no último suspiro frente ao Arouca -, critiquei as exibições, disse que tínhamos de melhorar muito, mas a conversa era, o que interessa é ganhar, quem quiser ópera que vá ao Coliseu, como se quem joga bem não esteja sempre mais perto de ganhar, como se alguém que tem um discurso de alerta, dizer que temos de melhorar caso contrário estamos sujeitos a ter grandes dissabores, estivesse a cometer uma crime de lesa FCP, apenas esteja disponível para a crítica fácil ou para fazer má-língua.

Não é esse o espírito, pelo contrário, é um discurso objectivo e construtivo.

Como disse, mas repito, só analisando bem, fazendo os diagnósticos correctos e com as terapias indicadas, podemos melhorar, conseguir atingir os objectivos pretendidos e que são conquistar o título e a entrada directa na próxima Champions, com tudo o que isso significa em termos desportivos e financeiros.

Portanto, definitivamente, vamos lá levantar, reflectir bem, olhar primeiro para o que fizemos mal, não andar atrás de desculpas sem sentido e melhorar a qualidade de jogo. Se fizermos isso estaremos sempre mais perto de ganhar e então, sim, em Maio festejar. Não percamos esta cultura, foi ela que nos ajudou a chegar ao topo do futebol português, europeu e mundial. 

E por falar em festejos, não me incomoda nada, pelo contrário, ver os sportinguistas eufóricos e a festejar como se não houvesse amanhã. Um, porque raramente ganham ao FCP e é natural que fiquem felizes. Dois, porque é sinal da nossa grandeza.

Ninguém ganha ou perde campeonatos quando ainda nem sequer chegamos ao final da 1ª volta, principalmente quando a distância para o primeiro lugar é de apenas 3 pontos, ainda vamos receber Benfica e Sporting - sem esquecer o Braga -, no Dragão. 

Vamos a isso!


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Sporting 2 - F.C.Porto 0. Vitória sem discussão do Sporting, FCP só pode queixar-se de si próprio


Depois de uma excelente prestação e de mais uma qualificação para os oitavos-de-final da Champions League - o FCP é e de longe o clube português com melhores prestações na prova rainha da UEFA, a tal que é como o algodão...-, os Dragões tinham em Alvalade um teste difícil na luta pela liderança do campeonato.


Com Diogo Costa, João Mário, Pepe, Zé Pedro e Zaidu, Pepê, Eustaquio, Varela e Galeno, Taremi e Evanilson, o conjunto de Sérgio Conceição entrou a procurar dividir o jogo, conseguiu, mas sofreu um golo aos 12 minutos. Gyokeres teve sorte no ressalto, levou a melhor sobre Pepe e bateu Diogo Costa entre o guarda-redes e o poste.
O FCP acusou o golo, precipitou-se, Varela e o capitão amarelados. Estava difícil travar o sueco do Sporting.
O FCP não se encontrava, não criava perigo, perdia bolas fáceis, aproveitava a equipa da casa para contra-atacar.
Pedia-se aos Dragões, calma e que começassem a jogar à bola. Havia muito tempo para mudar o resultado.
Vários lances de bola parada já no último terço, mas nem assim a equipa portista ameaçava.
Já estávamos no minuto 40 quando os portuenses, através de Evanilson, remataram à baliza.
Em cima do intervalo, uma saída desastrada de Galeno, bola perdida, transição leonina, golo de Gyokeres. Valeu o VAR que viu e bem, uma falta clara sobre João Mário - como é possível os senhores que estavam a narrar e comentar o jogo, tivessem dúvidas sobre a irregularidade do lance? 
Já com o tempo de descontos esgotados, FCP teve a única oportunidade da primeira-parte, Adan com uma excelente defesa evitou o golo de Galeno.

Ao intervalo, Sporting justamente na frente, portistas só acordaram quando o relógio marcava o minuto 40.

Para a etapa complementar era fundamental melhorar, pensar mais em jogar que reclamar, conseguir travar o principal perigo leonino e depois chegar na frente com critério, definindo e optando bem na hora da finalização.
Sérgio Conceição não fez alterações.
Era preciso cabeça, não ir para a frente à sorte, dar espaço para o contra-ataque do Sporting.
Pepe demasiado nervoso, foi na provocação do artista do costume, Matheus Reis, foi expulso. Enfim, surreal num jogador com tanta experiência. Um inacreditável tiro no pé.
Se já estava difícil... Diogo Costa evitou o segundo com uma grande defesa.
No FCP em vez de se trocar a bola, cada um jogava sozinho, andava com ela até a perder. Numa bola perdida, Catamo recuperou, meteu no espaço, contra-ataque que Gyokeres iniciou, Pote concluiu e fez segundo golo leonino.
Com Zaidu a central e sem noção do fora-de-jogo, o Sporting podia ter aumentado a contagem.
Marcou o FCP, por Evanilson, mas não contou, Taremi que fez a assistência estava adiantado.
Aos 73 minutos saíram João Mário e Zaidu, entraram Fábio Cardoso e Francisco Conceição.
Continuavam as bolas oferecidas ao Sporting, só não deram golo porque não calhou - Pepê era o paradigma, o melhor exemplo de quem passou o jogo todo a asneirar.
Aos 83 minutos entraram André Franco e Fran Navarro, saíram Eustaquio e Evanilson.
O espanhol sozinho, em vez de dominar, falhou o cabeceamento.
Mais uma asneira, Pepê nao saiu, Paulinho marcou o terceiro. O VAR analisou, o árbitro foi ver e marcou falta sobre Fran Navarro.
O jogo terminou com a vitória, sem discussão, do Sporting. O FCP só pode queixar-se de si próprio. Pelo que não jogou, pela incapacidade de travar Gyokeres e pela forma como entregou o ouro ao bandido na expulsão de Pepe.

Há jogadores que podem passar noventa mais noventa minutos a fazer asneiras que jogam sempre, já outros...

Espero, para bem do FCP, que em vez de se andar a encontrar bodes expiatórios, se faça o diagnóstico correcto, encontrem as terapias certas para dar a volta a isto. O campeonato está longe do fim, na 2ª volta recebemos Benfica e Sporting, temos penas três pontos de atraso, nada está perdido. Mas se preferirmos atirar contra tudo que mexe, não virmos os nossos erros e eles hoje forma muitos, não vamos lá. 

F.C.Porto 5 - Shakhtar 3. Dragão volta a mostrar estofo Champions e está nos oitavos

 


Ciente da importância do jogo sob ponto de vista desportivo, mas também financeiro, o FCP de início com Diogo Costa, Jorgie Sánchez, Pepe, Fábio Cardoso e Zaidu, Pepê, Varela, Eustáquio e Galeno, Taremi e Evanilson, enfrentou os ucranianos do Shakhtar, sabendo que bastava um empate para atingir os oitavos-de-final da UEFA Champions League.

Num Dragão cheio e a fervilhar de entusiasmo, a equipa de Sérgio Conceição entrou a pressionar alto, frente a uma equipa que procurava sair a jogar desde trás e logo aos 2 minutos esteve muito perto do golo. Cabeça de Taremi para excelente defesa do guarda-redes ucraniano.
Estava bem no jogo o conjunto da Invicta e podia ficar melhor não fosse Eustáquio não rematar com conta, peso e medida numa excelente posição. Mas à terceira foi de vez. Galeno, com assistência de Taremi, adiantou os portistas. Tudo a correr bem para os Dragões. Era preciso manter o ritmo, a pressão, não facilitar, ir à procura do 2°.
A perder o Shakhtar subiu, começou a trocar bem a bola, obrigou o FCP a jogar para trás, fazer faltas, perder qualidade de jogo.
Consequência, passada a zona de pressão, ucranianos a aproveitar bem os espaços, o golo esteve perto, valeu Diogo Costa.
Na jogada seguinte, o inacreditável aconteceu. Bola metida na frente, o assistente levanta a bandeira, jogadores do FCP pararam, a jogada continuou, golo do Shakhtar. VAR analisou, confirmou a validade e do nada jogo empatado. Custa sofrer um golo assim, mas já não era o mesmo Porto do início do jogo.
Reagiu a equipa de Sérgio Conceição, Galeno em boa posição, ameaçou. Teve oportunidade para voltar a ameaçar, mas atirou muito por cima. Pepê não estava feliz.
Depois de ameaçar duas vezes, à terceira, Galeno marcou, mérito repartido com Zaidu. Não se podia pedir melhor, FCP novamente na frente já perto do intervalo.

As equipas regressaram às cabines com o FCP a vencer com justiça por 2-1. Porto que mesmo no pior período foi sempre mais perigoso.

Sérgio Conceição manteve o mesmo onze para a segunda-parte.
E a sua equipa entrou bem, jogava no meio-campo do Shakhtar, mas afunilava,  Sánchez destoava. Como corolário, esteve perto de aumentar a vantagem por Taremi.
Taremi que foi derrubado junto à área, mas o árbitro não assinalou.
Não tardou o 3° do FCP. Passe de Galeno para um grande remate do iraniano. Dragões com tudo encaminhado, mas não podiam perder a concentração, relaxar à sombra da vantagem.
Tirando um ou outro lance que podia ser melhor definido e executado, Porto bem e mais perto do golo. Mas quem marcou foram os ucranianos, depois de uma péssima abordagem de Jorgie Sánchez - o mexicano está muito longe de ser o lateral que o FCP precisa.
Dragões muito perto do 4°, era outra vez Taremi. Não aconteceu, no canto Galeno deu um toque de cabeça, Pepe marcou e voltou a dar dois golos de vantagem.
Logo de seguida saiu Sánchez, entrou João Mário.
O jogo ficou partido, não era bom para os azuis e brancos.
Aos 81 minutos entraram Grujic, André Franco e Francisco Conceição, saíram Eustáquio, Evanilson e Pepê.
E de imediato, Chico recuperou em zona ofensiva, isolou-se, foi mais uma vez letal em frente ao guarda-redes, fez o 5° e acabou com todas as dúvidas.
Uma asneira inaceitável em alta competição de Grujic, golo do Shakhtar. Isto não pode acontecer, nem que a vantagem fosse 10-0.
Iván Jaime tinha substituído Galeno.

Resumindo: vitória clara, sem discussão, do FCP que chega mais uma vez aos oitavos-de-final da Champions League, provando que é a equipa portuguesa com mais estaleca na prova rainha da UEFA.

Pena que mesmo quando faz uma exibição sem motivos para críticas e hoje tenha ganho uma vantagem que lhe deu alguma tranquilidade, haja alguns jogadores que têm uma tendência para erros grosseiros que em outras circunstâncias podiam ter custado muito caro.

Notas finais: 
Se Galeno fez um super-jogo, e houve outros em grande plano, uma palavra para a grande exibição de Zaidu.

Espero, esperamos todos, que Pepe não tenha nada de grave. O capitão é fundamental. 

Porque é importante falar...

 

Acreditei e acreditei mesmo e escrevi sobre isso, que, porque é um presidente histórico, carismático, com um currículo sem paralelo e com uma obra notável, logo, um presidente difícil - se quiserem, impossível - de substituir, que o último grande serviço que Jorge Nuno Pinto da Costa prestaria ao FCP, seria criar as condições para que a passagem de testemunho fosse pacífica, natural, sem divisões nem cisões que em 1º lugar prejudicam o FCP e os superiores interesses do FCP estão acima de tudo e de todos. Mas já faz tempo que perdi as ilusões. Apesar de por várias vezes ter dito que não estava agarrado ao lugar, que se Rui Moreira, António Oliveira ou André Vilas-Boas, por exemplo, porque bons portistas - AVB até foi apelidado como alguém tão portista como JNPC, numa entrevista que o actual presidente deu a Fátima Campos Ferreira - e com as capacidades necessárias, se candidatassem, ficaria tranquilo e não se recandidataria, não iria a jogo. Só que, infelizmente, foram apenas palavras, teoria, na prática JNPC não quer sair e aceita muito mal que alguém se atreva a candidatar-se contra ele.


Mas mais e pior, se Jorge Nuno Pinto da Costa não estivesse fechado na sua concha de Deus todo poderoso, em cima do pedestal e embalado pelos cânticos de PC allez, Viva o Rei, Longa Vida ao Rei, tinha percebido os sinais, tinha arrepiado caminho, mudado de estratégia, portado como verdadeiro estadista. Teria apostado em que o próximo acto decorra com toda a tranquilidade - somos todos do FCP -, dizia algo como isto: vou-me recandidatar, se o André ou qualquer outro sócio do FCP que cumpra os preceitos estatutários, também quer ir a jogo, está à vontade, não é nenhuma afronta, falta de respeito, memória, ingratidão, é apenas algo natural, um sinal de vitalidade próprio da grandeza do FCP.
Não foi esse o caminho e agora vemos um clube em convulsão, desunido, dividido, quando era preciso tranquilidade e unidade.

Por isso volto a repetir: um clube com a grandeza do FCP tem de encarar qualquer candidatura às eleições como um sinal de vitalidade própria dessa grandeza. Não foi e nem é preciso repetir a forma como foi encarada a candidatura de AVB, muito diferente das candidaturas de José Fernando Rio e Nuno Lobo. A razão é simples: com toda a simpatia pelos dois candidatos que foram a jogo nas eleições de 2020, a candidatura do treinador da fantástica época 2010/2011 - um dos primeiros sinais de incómodo, foi reduzir essa brilhante época, a que mais e maiores alegrias me deu, apenas ao excelente plantel que o FCP tinha, como se o treinador não tivesse nada a ver com esse estrondoso sucesso -, tem um potencial para fazer mossa que as anteriores não tinham.
Os sinais de incómodo continuaram e o epicentro, foi a convocatória para uma Assembleia Geral Extraordinária de revisão estatutária a poucos meses das eleições, com alguns pontos polémicos e que tiveram o condão de fazer tocar as campainhas junto do portismo. Os sócios mobilizaram-se, milhares marcaram presença e sabemos todos o que aconteceu... Nessa noite foi escrita uma página negra na história do FCP. Comportamentos impróprios antes, durante e no final da AG, sem consequências, sem um pedido de desculpas, sem que os responsáveis do FCP assumissem de forma clara e inequívoca as culpas por tudo o que de mau aconteceu. Na altura disse que nada seria como dantes. E não está a ser. Os cânticos de Pinto da Costa allez, que antes eram encarados com normalidade e não provocavam reacções de hostilidade, agora provocam, são apenas um exemplo. E em vez de se procurar a origem dessa mudança, não, dispara-se contra AVB, o herege, o mau da fita, o culpado de tudo que está a acontecer, apenas porque na sua qualidade de associado se mostrou disponível para ser candidato contra Jorge Nuno Pinto da Costa. Como é possível tamanha ousadia, falta de respeito, memória, ingratidão, dizem os que acham que o bom portista é apenas aquele que exalta JNPC. Quem tem respeito, memória, gratidão, reconhece a extraordinária obra, mas acha que está na hora de mudar, ou quem não aceita que dirigentes já muito bem remunerados recebam prémios de gestão e que prémios - na ordem das centenas de milhar de euros -, mesmo quando o FCP - Futebol, SAD estava sob a alçada da UEFA por violação do fair-play financeiro, consideram que esse comportamento é uma linha vermelha que foi ultrapassada, é mau portista, ou coisa pior...

Portanto importa dizer isto: quando o FC Porto perde dói muito. Dói mesmo. A comida não tem o mesmo sabor, custa a adormecer, nos dias seguintes a má disposição é notória. É uma sensação estranha, mas que os verdadeiros portistas conhecem e sentem. Se não sentem, ou pior, até não se importam que o FCP perca porque dá jeito ao candidato que se apoia, isso não é portismo. Como se pode querer hipotecar aspirações desportivas e financeiras para benefício eleitoral? A política de terra queimada, o quando pior melhor para o nosso candidato, não é ser Porto.
O FCP perdurará e quanto melhor correrem as coisas no momento, a curto prazo, mais fácil será o futuro, seja qual for o candidato que vença as eleições.
Até Abril há muitos jogos para jogar e ganhar, ninguém está dispensado, todos têm  de puxar para o mesmo lado porque o FC Porto precisa de todos. Que haja bom senso e este apontar o dedo e culpas termine definitivamente.
Pela minha parte é isso que tentarei fazer. Depois, seja qual for o veredicto dos sócios nas urnas, o meu portismo e a minha maneira de ser e estar pelo FCP manter-se-à intacta, não mudará em função do vencedor das eleições. 
Se aqueles que agora querem derrotas do FCP porque dá jeito, para mim não são portistas, pensarei exactamente o mesmo daqueles que depois do acto eleitoral e se o seu candidato não ganhar tiverem atitudes e comportamentos semelhantes.

Três notas finais:
A 1ª é uma frase de um amigo e que subscrevo: ser ingrato não é querer a saída de JNPC numa altura que já não faz bem ao clube, ser ingrato é não reconhecer a obra que ele fez.

A 2ª, tudo o que escrevo é de minha inteira e exclusiva responsabilidade. Não sou líder de facção, o único grupo de que faço parte somos apenas 10, todos sócios do FCP e com muitos anos de portismo, todos queremos o melhor para o FCP, alguns comeram o pão que o diabo amassou, mas nunca vacilaram no seu portismo. Também passou muito por gente desta resiliência, por esta capacidade de estar presente e nunca vacilar, a possibilidade de manter a grandeza do FCP intacta e mais tarde ser possível juntar títulos a essa grandeza, em particular no futebol.

A 3ª, podem discordar, podem criticar até com contundência este post, mas não vou aceitar quem não fizer com respeito devido.

F.C.Porto 3 - Casa Pia 1. Dragão vence sem discussão, chega ao 1º lugar e a exibição até prometeu...

 

Depois de uma derrota que deixou marcas e tirou ao FCP qualquer possibilidade de seguir em frente e bisar na conquista da Taça da Liga, no regresso ao campeonato e entrando em campo sabendo que Benfica empatou e Sporting perdeu, o conjunto de Sérgio Conceição enfrentou o Casa Pia, adversário que na época passada tantos problemas lhe causou em casa e fora e venceu sem discussão e chegou-se à frente.


Com Diogo Costa, Jorge Sánchez, Pepe, Zé Pedro e João Mendes, Iván Jaime, Varela, Eustaquio e Pepê, Taremi e Evanilson, o FCP entrou forte, dinâmico, dominador, o perigo rondou a baliza de Ricardo Baptista, faltava definir melhor e concretizar. Concretizou aos 12 minutos por Evanilson, como corolário do bom jogo que estava a fazer.
Cedo em vantagem era importante não baixar o ritmo, adormecer, continuar na mesma toada, tentar fazer o segundo. Pepê teve tudo  para marcar, falhou um golo cantado.
Um disparate de João Mendes ia causando estragos, isolou o avançado do Casa Pia, Pepe correu riscos para evitar uma oportunidade clara da equipa lisboeta - isto tem de acabar definitivamente. Por culpa própria, do nada tudo se podia complicar. Foi o início do pior período da equipa da Invicta.
Já não era o mesmo Porto. O ritmo baixou, a qualidade também, começaram os passes errados, as entradas fora de tempo e os amarelos, a dinâmica foi-se, jogadores parados, o Casa Pia aproveitou, subiu, começou a chegar à área de Diogo Costa. Já nos descontos o guarda-redes do FCP foi obrigado a aplicar-se para evitar o empate. O conjunto de Sérgio Conceição nem parecia a mesma equipa dos primeiros 25 minutos.

O intervalo chegou com os Dragões na frente do marcador, mas aquilo que prometia uma boa exibição e jogo tranquilo desapareceu ainda antes da meia-hora. Difícil de entender...

Para segunda-parte Porto com o mesmo onze e começou ao ataque.
Aos 48 minutos e após um canto - aleluia -, Zé Pedro fez o segundo. Tudo melhorou, mas convinha não facilitar. Mas facilitou, Diogo Costa estava atento, defendeu um remate já perto da área, ainda bem que foi à figura.
Aos 57 saíram Iván Jaime - acusou a paragem - e Varela, entraram Galeno e Grujic.
O Casa Pia aproveitava a forma como o FCP não jogava, nem controlava com bola, Clayton passou fácil por Zé Pedro, valeu o poste ao guarda-redes portista. 
Quando os lisboetas estavam melhor e o FCP continuava a errar muitos passes, Taremi falhou um golo certo aos 71 minutos. Aos 75 entraram André Franco e Gonçalo Borges, saíram Pepê e Evanilson.
Se o iraniano falhou, não falhou Pepe que fez o terceiro e foi substituído por Fábio Cardoso.
Aos 86 uma entrada completamente fora de tempo de Jorge Sánchez, o VAR viu, o árbitro confirmou, penálti bem assinalado. Fernando Andrade marcou, diminuiu a vantagem - ainda bem que o FCP tinha feito o terceiro, caso contrário... é incrível os erros primários que alguns jogadores cometem.
Ainda houve tempo para Gonçalo Borges ameaçar, mas pouco mais se passou até ao apito para o final do jogo.

A partida terminou com uma vitória justa, mas com uma exibição que começou por prometer, mas a partir do minuto 25 foi perdendo qualidade.

Foi uma excelente jornada para os portistas que chegaram ao 1° lugar com os mesmos pontos do Sporting, adversário da próxima jornada em Alvalade.


Estoril 3 - F.C.Porto 1. Saída da Taça da Liga pela porta dos fundos


FCP com Cláudio Ramos, Zé Pedro, Fábio Cardoso e David Carmo e João Mendes, Francisco Conceição, Grujic, Eustaquio e Galeno, Pepê e Taremi.

Início de jogo equilibrado, lento, sem grandes lances de perigo, nem sempre bem jogado, quando rematou pela primeira vez o FCP marcou por Francisco Conceição, mas não valeu, o lance foi precedido de fora-de-jogo de Galeno.
Poucos minutos depois, vários jogadores dos azuis e brancos perto da bola não mataram a jogada, a bola foi metida nas costas de Fábio Cardoso, David Carmo não conseguiu a dobra, Cassiano adiantou o Estoril. Era um período que a equipa da Linha defendia bem e saía com perigo, principalmente pelo lado direito da defesa portista. Os Dragões reagiram, tinham mais bola, aos 34 minutos chegaram ao empate - Taremi amorteceu com o peito, Pepê recebeu, saiu bem do drible, fez um excelente remate para golo.
Com o jogo na mesma toada, Estoril a aproveitar as fragilidades de Zé Pedro como central/lateral no lado direito, FCP estava por cima, mas não conseguia chegar bem e com contundência na zona onde se decidem os jogos.

Ao intervalo o empate a um era um resultado que se aceitava.

Na segunda-parte entrou Evanilson e saiu Zé Pedro, Pepê recuou para lateral-direito.
E esse lado continuava a dar problemas, bola na barra de Cláudio Ramos, na resposta Taremi quis marcar de ângulo difícil quando devia assistir Evanilson bem posicionado. 
O Estoril viu que aquele passador devia ser explorado, atacava por ali, era mais prático, objectivo, ameaçava, o FCP respondia, mas com menos fluidez de jogo, mais confuso na forma como chegava à área, não criava perigo.
Aos 63 entraram Jorge Sánchez - Pepê voltou a mudar de posição - e Nico, saíram Taremi e Grujic. Apesar das substituições, o futebol dos azuis e brancos era pobrezinho, previsível, sem soluções. Tirando uma ou outra arrancada de Galeno e Francisco Conceição, sobra pouco no futebol da equipa portuense.
Aos 77 saiu Pepê e entrou Gonçalo Borges, aos 84 saiu Francisco Conceição, entrou Toni Martínez.
Só aos aos 85 o golo do FCP esteve iminente, Evanilson cabeceou à barra.
Em cima dos 90, Rafik fez o que quis de João Mendes e Eustaquio, enfrentou David Carmo e fez o segundo, a barra evitou o terceiro logo de seguida.
Não entrou aí, entrou passado pouco tempo, num penálti cometido por David Carmo.

No final, vitória justíssima do Estoril que voltou a derrotar novamente um FCP que continua a não jogar nada. Espero que desta vez não haja desculpas, não volte a conversa dos departamentos que têm de melhorar. Quem tem de melhorar é este triste, pobre e intragável futebol da equipa de Sérgio Conceição.

Saída da Taça da Liga sem honra nem glória, pela porta dos fundos.

A dificuldade que alguns jogadores do FCP têm de receber e tocar rápido é notória.

Os lances de bola parada continuam a não render nada.


F.C.Famalicão 0 - F.C.Porto 3. Vitória justa, exibição com pouco brilho, resultado exagerado


 

Depois da derrota em Barcelona e sem tempo para ficar a carpir mágoas, o FCP tinha uma viajem curta até Famalicão para defrontar o conjunto local, um adversário sempre difícil de ultrapassar.

De início com Diogo Costa, Jorge Sánchez, Pepe, Fábio Cardoso e João Mendes, Pepê, Varela, Eustaquio e Galeno, Taremi e Evanilson, o FCP entrou a pressionar alto, na ressaca de um lance de bola parada, livre sobre a esquerda, aos 9 minutos Evanilson marcou, adiantou a equipa de Sérgio Conceição que não podia ter melhor início de jogo.
O Famalicão reagiu ao golo, pelo lado de um João Mendes algo desamparado, criou perigo, também Jorge Sánchez tinha dificuldades no lado direito. 
O jogo estava enrolado, muito disputado a meio-campo, pouco espaço, muitas faltas, muitas paragens. Nesse período Famalicão mais prático a meter a bola na frente e apanhar a defensiva portista em contrapé, quase sempre pelas laterais, estava melhor e mais perigoso. O FCP raramente chegava à área da equipa minhota.
Foi já nos últimos 5 minutos que os Dragões chegaram à frente, remataram à baliza. Primeiro João Mendes quase fazia o segundo - seria um frango -, no canto novamente o perigo junto à baliza de Luiz Júnior. Na resposta muito perigo para Diogo Costa, com o conjunto da casa a pressionar na procura do empate.
Já com o tempo de desconto esgotado, Taremi aumentou a vantagem, após uma excelente jogada de contra-ataque conduzido por Galeno.

O intervalo chegou com os Dragões na frente por 2-0, resultado que era demasiado pesado para aquilo que a equipa do Famalicão fez nos 45 minutos iniciais.

Na segunda-parte o conjunto de João Pedro Sousa entrou a atacar, FCP incapaz de ter bola, sair a jogar, chegar à frente, nas poucas vezes que chegou não era capaz de encontrar as melhores soluções. Era um Famalicão bom, perigoso e perto do golo, frente a um Porto a um nível baixo e que quase não saía de trás.
Aos 73 saíram Varela e Evanilson, entraram Grujic e Francisco Conceição.
A forma como alguns jogadores do FCP, particularmente Pepê, andavam com a bola até a perder, irrita até o mais calmo dos adeptos.
Aos 81 minutos Zaidu viu segundo amarelo, foi expulso, vida mais facilitada para os portuenses.
Ao minuto 84 saíram Eustaquio e Galeno, entraram Ivan Jaime e André Franco.
Mesmo com menos um o Famalicão não desarmava, mas foi o FCP a marcar o terceiro. Contra-ataque exemplarmente conduzido e concluído por Francisco Conceição. Chico que quase fazia novo golo num excelente remate que foi ao poste.
Aos 90 minutos saiu Taremi e entrou Toni Martínez.

Uma exibição que não brilhante, longe disso, mas um vitória justa, com um resultado exagerado. A equipa da casa não merecia uma penalização tão dura.

Mesmo com dois golos de vantagem, o FCP teve muitas dificuldades em fazer um futebol dinâmico, fluído e com alguma qualidade. Idem para controlar o jogo com bola.
Mesmo já com um jogador a mais e haver mais espaço, terceiro golo é um bom exemplo de como se deve fazer.

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