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segunda-feira, 6 de abril de 2026


Criticar a exibição? OK? Também critiquei - aliás é a minha prática de sempre. Gosto digo que gosto. Não gosto digo que não gosto. Mas procurando sempre ser objectivo e construtivo e nunca faltando ao respeito à Instituição ou aos profissionais que a servem. Criticar a forma inadmissível como se sofreu o 2º golo? OK. Também critiquei. Mas não ver atenuantes, ter em conta o contexto? 

O FCP vinha de uma excelente dinâmica, bem física e mentalmente, motivado, fazia bons jogos, ganhava, ultrapassou um ciclo difícil com um saldo francamente positivo.
Pausa para as selecções, vários e importantes jogadores foram representar os seus países, alguns em jogos decisivos de apuramento para o mundial. Jogos de grande desgaste físico e emocional e que no caso do trio polaco e do dinamarquês Froholdt se juntou a desilusão de ficarem fora da prova que se vai disputar nos Estados Unidos, México e Canadá - Deniz Gül foi pouco utilizado e teve a vantagem moralizadora de ver a Turquia ser apurada. Fofana, Pablo Rosario e Zaidu foram utilizados, mas em jogos particulares, sem grande stress competitivo. 
Quem cá ficou e não esteve a recuperar de lesões - Diogo Costa e Rodrigo Mora -, é natural que tenha aproveitado as férias dadas por Francesco Farioli para descomprimir, relaxar, quando voltou por mais que se focasse, não era a mesma coisa. Sem esquecer que Gabri Veiga estava fora por castigo. Foi neste contexto que o treinador do FCP teve de preparar um jogo frente a um adversário difícil - só não empatou na Luz e em Alvalade porque a arbitragem não deixou - e que teve duas semanas para trabalhar o jogo do Dragão.
Portanto, mesmo não justificando tudo, principalmente a forma como se sofreu o 2° golo - a partir de um lançamento lateral, com tantos jogadores do FCP na área e aos 90+9, depois de ter conseguido o mais difícil que foi chegar à vantagem e aos 90+1? -, há atenuantes que devemos ter em conta na noite de sábado, por mais duro que tenha sido o golpe.

Compete ao grupo reagir já na quinta-feira, mas principalmente no domingo frente ao Estoril. Na Amoreira frente a um adversário complicado e tradicionalmente difícil, um treinador que gosta de ter protagonismo à custa do FCP, é preciso a melhor versão do conjunto de Francesco Farioli. Um FCP capaz de resistir a tudo a começar nos critérios arbitrais, na dúvida, quase sempre contra os azuis e brancos - não liguem o que dizem  alguns analistas de arbitragem como Pedro Henriques, Jorge Faustino, Marco Ferreira ou Marco Pina. A sua função é passar para a opinião pública a ideia, mesmo que completamente falsa, que o FCP é muito beneficiado e nunca prejudicado -, até às peripécias em que o futebol é fértil. Como se viu no sábado, a sorte é importante. O remate de um rapaz que festejou como um louco sem respeito por um clube onde esteve sete anos e que o devia obrigar a ter algum recato, bateu no poste e entrou. Às vezes bate e sai...

O ruído vai subir, as provocações idem, a campanha contra o FCP que já era notória vai aumentar muito. Nunca o contra tudo e contra todos fez tanto sentido. Este campeonato tem de ser do FCP. Os profissionais têm de fazer o seu papel, mas nós podemos ajudar, mobilizando, acompanhando, apoiando, como é óbvio, dentro das possibilidades de cada um.

Não sei que resultado deu esta análise sobre quem tem mais queixa das arbitragens, mas fazer um trabalho desses com base na opinião do intelectualmente desonesto, que tem critérios que já por várias vezes foram provados e comprovados, desiguais e esmagadoramente contra o FCP, é de uma falta de rigor, ética, deontologia, pudor e vergonha na cara que nem vos conto. Que tal usarem os critérios do Marco Pina ou António Rola?

Qualquer coisa que envolva o FCP atinge a dimensão de drama, horror, tragédia, todo o anão se põe em bicos dos pés para ver se cresce. Alguns até ficam com um sorriso de orelha a orelha. 

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