Vitória S. C. 0 - F.C.Porto 1. Sem jogar bem e frente a um excelente Vitória, valeu aos Dragões um Oskar polaco
domingo, 18 de janeiro de 2026
Depois da vitória e eliminação do Benfica e já sabendo que vai jogar nas meias-finais com o vencedor do jogo entre o Sporting e o AFS, no regresso ao campeonato para a 1ª jornada da 2ª volta, o FCP tinha uma curta, mas difícil deslocação até Guimarães para defrontar o Vitória, única equipa que o derrotou nas provas internas, recém vencedor da Taça da Liga e por isso moralizado.
O técnico portista fez alinhar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Thiago Silva, Kiwior e Martim Fernandes, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Samu e Borja Sainz e os Dragões entraram precipitados, pouco inspirados, vimaranenses bem a sair para o ataque e mais perigosos. FCP nas poucas vezes que teve oportunidade de contra-atacar, Pepê com espaço errou um passe fácil para Froholdt que estava sozinho. Aliás passes errados no brasileiro, infelizmente, hoje e não foi só ele, são uma constante.
Portistas tardavam em encontrar-se, porque em vez de simplificar, jogar fácil, complicavam. Para além disso, muita gente na linha defensiva, Varela muito encostado atrás, pouca no meio-campo, Samu muito sozinho na frente. Vitória muito melhor no jogo, frente a um FCP muito aquém do que se exigia.
Aos 26 minutos do nada, Alberto Costa ganhou um penálti. Chamado a marcar, Samu atirou contra a barra. Era o corolário de uma exibição muito apagada do avançado espanhol que não segurava uma bola, não ligava uma jogada. Na resposta, perigo junto à baliza de Diogo Costa. E a equipa de Francesco Farioli continuava a jogar e criar pouco. Nem de livre perto da área o FCP acertava na baliza.
O jogo chegou ao intervalo empatado a zero, com o FCP a fazer uma primeira-parte muito fraca. Equipa trapalhona, desorganizada, incapaz de ligar uma jogada com princípio, meio e fim. A única ocasião de perigo foi o penálti desperdiçado por Samu. O Vitória foi sempre melhor como equipa nos 45 minutos iniciais.
Depois de uma exibição tão fraca, na 2ª parte jogar pior seria impossível.
Farioli não mexeu e o jogo recomeçou e o FCP parecia incorrer nos mesmos defeitos. Gabri Veiga nem um livre em condições era capaz de marcar.
Samu só fazia asneiras atrás de asneiras. A primeira grande oportunidade do FCP foi aos 53 minutos, Gabri Veiga falhou em boa posição. Era preciso acalmar, acordar para o jogo, jogar futebol. Perto da meia-hora, parecia estar melhor o conjunto da Invicta.
Aos 60 minutos saíram Gabri Veiga e Pepê, entraram Rodrigo Mora e William Gomes.
Dragões pressionavam, superiorizavam-se, chegavam à frente com perigo. Mas o Vitória sempre que podia contra-atacava. A melhoria do FCP foi sol de pouca dura e valeu Diogo Costa a evitar o golo. Os jogadores só jogavam para trás. Quando foram para a frente Borja Sainz falhou incrivelmente. Logo de seguida Mora ficou perto do golo.
Aos 73 saíram Samu e Borja, entraram Oskar Pietruzesvky e Deniz Gül.
Jogo muito disputado, muita atitude, mas era muito coração e pouca razão.
Aos 80 minutos Oskar que entrou muito bem, foi derrubado na área. VAR chamou o árbitro para ver, João Gonçalves assinalou e bem, penálti. Com Samu fora, foi Alan Varela a cobrar, marcou, adiantou o FCP.
Saiu Alberto Costa e entrou Bednarek aos 88 minutos. Era preciso aguentar a vantagem mínima. Árbitro deu 8 minutos. FCP incapaz de controlar, trocar a bola, só defendia, raramente saía para o contra-ataque.
Oskar Pietruzesvky era a excepção à regra, uma clara mais valia, ia para cima sem medo, ganhou o penálti da vitória, ganhou um livre junto à área, jogou muito bem nos 15 minutos que esteve em campo. Promete o jovem polaco.
O jogo chegou ao fim com a vitória, muito sofrida, do FCP, que não fez um bom jogo. A equipa de Francesco Farioli fez uma má 1ª parte, melhorou na 2ª, mas sem ser capaz de atingir o nível exigível e que esta equipa já mostrou ser capaz. O jogo com o Benfica deixou marcas físicas e o Vitória, que fez um grande jogo, também tem muito mérito no mau jogo do líder do campeonato.
Quando não se joga bem e se consegue os três pontos, óptimo, mas é preciso reflectir sobre o que esteve mal. E hoje colectivamente e individualmente, salvo raras excepções, não foi um bom jogo. Houve jogadores que passaram claramente ao lado do jogo.


