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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

 


O que têm as três fotos que podem ver em cima em comum? Servem para caracterizar acontecimentos gravíssimos. Foram meios de transporte utilizados para transportar adeptos do FCP para jogos de Hóquei em Patins. O primeiro em Junho de 2008 durante o jogo que decorreu no pavilhão da Luz. O segundo no mesmo mês de 2025 após um jogo no pavilhão João Rocha. Mas mente descaradamente quem disser que estes lamentáveis acontecimentos tiveram um tratamento jornalístico semelhante ao que foi e continua a ser dado ao que se passou no pós FCP - SCP. E já que estamos a falar de acontecimentos relacionados com o Hóquei em Patins, também é preciso recordar uma emboscada e ataque ao autocarro que transportava a equipa do FCP que tinha ido jogar ao pavilhão da Luz e que teve como consequência várias agressões a jogadores, sendo que Filipe Santos foi o que ficou mais maltratado. Foi também em Junho e de 1997.
Recorde-se:
«Os cinco arguidos no caso das agressões que os jogadores do FC Porto foram vítimas no Estádio da Luz, há quatro anos, foram ontem condenados a prisão com pena suspensa, tendo ficado provado que havia a intenção de agredir os atletas em questão.

Os incidentes, recorde-se, remontam a 4 de Junho de 1997. Depois do jogo frente ao Benfica, a comitiva portista seguia já dentro do autocarro rumo a casa e, quando o motorista abrandou junto de uma lomba, alguém abriu a bagageira do veículo, forçando-o a imobilizar a viatura.
De seguida, foi atirado gás para dentro do autocarro - provocando irritações nos olhos e vias respiratórias em Pedro Alves, Óscar Pereira e Pedro Teles -, Filipe Santos foi perigosamente atingido na cabeça por uma pedra (sem dúvida a mais grave consequência desta "brincadeira" de mau gosto, que felizmente não culminou da pior forma) e Pedro Alves foi agredido com um pau (não se provou se se tratou de um taco de basebol) nas costas.

Em consequência, José Luís Lobão, acusado de ter aberto a bagageira do autocarro, foi punido com dois anos de prisão com pena suspensa por três anos, tendo os restantes elementos - Emanuel Lameira (ex-líder da claque), Mauro Gomes, Vasco Cruz e Fernando Cruz -, todos dos "Diabos Vermelhos", sido condenados com um ano de prisão, com pena suspensa por três anos. Os mesmos arguidos voltarão a tribunal (ver peça ao lado) para responder pela violenta agressão a Filipe Santos.»

O que pretendo ao trazer estes tristes acontecimentos à colação? Simples. E repito: comportamentos desviantes acontecem em todos os clubes. A única coisa que neste país os distingue é a forma como são tratados pela comunicação social. É uma comunicação social que não é isenta, equilibrada, equidistante, extrapola, branqueia ou omite ao sabor das conveniências, apresenta o FCP sempre como o mau da fita. Uma comunicação social que mente, inventa, especula e depois passa horas a dissertar sobre as invenções como se fossem verdades absolutas e com o FCP sempre na berlinda, sempre apresentado como o mau da fita. Tenho centenas de posts onde provo por A+B que isto é verdade, não são invenções de um portista que gosta muito do seu clube. De um portista que conhece a história do seu clube e assume-a toda, desde os momentos de glória, para além do sonho - sim, porque e lá me vou repetir, quem passou 19 anos de seca nunca lhe passaria, nem nos melhores sonhos, ver o seu clube conquistar SETE + UM TÍTULOS INTERNACIONAIS -, até aos momentos difíceis, alguns muito difíceis, em que mesmo provando lá fora porque ganhava cá dentro, nem isso impedia os mais vis ataques ao FCP. Sim, ao FCP, porque o FCP somos todos, não é apenas quem o dirige, treina ou nele joga. Também já disse e repito, não somos meninos de coro, cometemos erros, temos comportamentos merecedores de censura. Mas como conheço bem o país e como funciona o futebol português e a comunicação social deste país, não acredito que um FCP ganhador altere o status quo, a forma como o FCP é tratado. Como disse muitas vezes o FCP porreirinho, cavalheiro, fidalgo a receber, com fair-play à prova de bala, perdeu todas as virtudes a partir do momento que eles perceberam há muitas décadas que este não era um FCP que ganharia um título e depois desaparecia por mais 19 anos. Os nossos rivais do Sul são sempre campeões com méritos indiscutíveis, o FCP é sempre, sim, mas... O futebol português só tem virtudes quando os nossos rivais são campeões, mesmo quando acontecem escândalos do tamanho da Torre dos Clérigos como foi essa pouca vergonha que ficou na história como o Estorilgate. Podia continuar a desenvolver, como disse tenho posts que davam para uma enciclopédia, mas não vale a pena. E tudo isto não é vitimização, ou teoria da conspiração. São evidências claras. Com são evidências dizer que o mais básico e primário antiportismo prolifera na CNNP, SICN, CMTV, NOW, jornais como o CM, A Bola ou Record é dizer a mais pura verdade. 

Como disse numa página portista BestOfFutebol que acha que o FCP devia ter uma postura diferente:
«Para esse FCP que pretendes, tinhas de inventar outro país. Ou então abdicar de ganhar. Sim, porque neste país um FCP ganhador é sempre preso por ter cão ou não ter, é sempre o mau da fita, as polémicas que envolvem o FCP têm pilhas Duracell, as que que envolvem os nossos rivais, nem chegam a existir, são branqueadas, omitidas, ou quando existem tratadas com luvas de pelica. Podíamos ser perfeitos em todos os itens que envolvem o futebol ou o desporto português, mas se ganharmos até nos atacam pela cor da gravata do presidente, do penteado do treinador, das roupas dos jogadores e os adeptos também não escapam, são uns bandidos porque tudo que fazem é original, não se vê em mais lado nenhum. E por falar em bandido, quando um tribunal acha que chamar bandido a alguém faz parte da liberdade de expressão, está tudo dito. Este portista com muitas décadas de associativismo e portismo praticado, nunca vai dar a outra face. Por muitas razões, mas porque nunca vai conseguir mudar Portugal e o desporto português, futebol em particular.»

E por isso, enquanto puder, agora como acontece desde 2007, mesmo que apenas seja uma pequenina gota num oceano, nunca deixarei de os combater, de ter em mente e aplicar em relação ao FCP a frase de John Fitzgerald Kennedy relativa aos Estados Unidos da América: "Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, faz tu qualquer coisa pelo teu país."

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