sábado, 21 de março de 2026
Porque os últimos são os primeiros, vamos começar pelo Sporting.
1 - Alguém diga ao Varandas que uma mentira muitas vezes repetida não passa a ser verdade.
Varandas voltou a dizer no discurso da tomada de posse e que foi de uma pobreza franciscana, que, desde Setembro de 2018, quando chegou à presidência, o Sporting é o clube em Portugal que mais venceu no futebol e nas modalidades. Nas modalidades não faço ideia e não sei se na formação é verdade. Agora se Varandas se refere à principal equipa de futebol mente mais uma vez. Como podem confirmar pelo quadro em anexo, desde 2018 o FCP conquistou 11 títulos, o Sporting 9 e o Benfica 5.
Não me admira que o patarata do Varandas repita esta mentira... e também não me admira que ninguém da CS lhe corrija a mentira.
2 - Uma das razões que o Sporting invocou para adiar o jogo com o Tondela e que a prestimosa Liga logo aceitou, foi não passarem 72 horas entre o jogo que tinha de disputar com a equipa do Distrito de Viseu e a 2ª mão frente ao Bodo/Glimt. Ora, não sei exactamente o que está nos regulamentos, mas sei que entre o final do jogo do FCP - Estugarda e início do jogo em Braga, também não estão cumpridas as 72 horas, apenas se cumprem 70 horas e 30 minutos. Mas digo mais, o Sporting entre o jogo com o Bodo e no domingo com o Alverca terá 118 horas de descanso, mais dois dias comparativamente ao FC Porto, para além de não ter jogado no último fim-de-semana.
Mais, o Braga terá 100 horas de descanso entre o jogo com o Ferencvaros e o jogo com o FCP, já o FCP no mesmo ciclo terá apenas 70 horas e 30 minutos. Para além disso, tal como o Sporting, o Braga não jogou no último fim de semana.
3 - Sobre a calendarização, o Sporting vai tentar marcar o jogo em atraso com o Tondela para 22 de abril (data da meia final da Taça no Dragão), empurrar a 2ª mão da Taça para Maio e assim evitar jogar com Arsenal, Benfica e FC Porto num espaço de uma semana. O FCP tem legitimidade para não aceitar, mesmo que Sporting e Liga argumentem que o jogo tem de ser disputado num espaço de um mês após o adiamento - daí a escolha do dia 22 de Abril.
Quer queiram quer não, por mais que apregoem que não querem prejudicar ninguém, o grande prejudicado tem sido o FCP e não podemos esquecer o escândalo que foi a alteração do Arouca - FCP por causa da Feira das Colheitas.
4 - Falemos agora do FCP...
Não há grandes equipas sem grandes guarda-redes, ou quando há, essas equipas correm sérios riscos de não atingirem os objectivos pretendidos. Um exemplo: o Brasil de 1982, uma máquina de jogar à bola, muito provavelmente não foi campeão do mundo, quando era de longe a melhor equipa, porque o guarda-redes, Valdir Peres, não era famoso... ou pelo menos, por aquilo que vi, não estava ao nível do resto da equipa, com a excepção também do ponta-de-lança, Serginho se não estou em erro. Um grande guarda-redes é aquele que nos jogos fáceis e tem pouco trabalho quando nas poucas vezes que é chamado diz presente. É aquele que em jogos complicados, quando é chamado a grande trabalho também corresponde. Foi o caso da noite de ontem. Reduzir a prestação dos Dragões a Diogo Costa, é redutor, injusto, visa apenas tentar diminuir o feito dos azuis e brancos. Que, repita-se e sublinhe-se, rodou oito jogadores nos dois jogos, venceu os dois, atingiu os quartos-de-final da Liga Europa com grande mérito frente a uma excelente equipa e não frente a uma equipa qualquer. Por exemplo, Courtois já foi decisivo em vários jogos do Real, mas nunca vi ninguém reduzir a vitória do Real ao guarda-redes. O mesmo poderia dizer de outros grandes guarda-redes, incluindo Vítor Baía, Helton e Jozef Mlynarczyk para apenas citar os que tiveram contributos muito importantes em sucessos internacionais do FCP.
5 - O único defeito que encontro no FCP no jogo de ontem, mas não só, é quase uma constante, é ver uma equipa que tem uma defesa muito boa, segura e que a partir daí podia explorar bem a transição ofensiva, ou se quiserem, o contra-ataque, não o faz porque raramente opta, define e passa bem, é letal e eficaz na finalização.
A este propósito gostaria de acrescentar o seguinte: aprendi a ver grandes treinadores que serviram o FCP, nos tempos em que se faziam treinos de conjunto entre as primeiras e as reservas, em que os treinadores quando não gostavam, apitavam, corrigiam, explicavam que o futebol é um jogo simples, para quê inventar, complicar quando a jogada pede simplificação? E por isso irrita-me solenemente, ver jogadores em zonas ofensivas, mas principalmente em zonas defensivas e proibidas, com colegas bem posicionados, em vez de soltar, forçam, perdem a bola e com isso uma boa oportunidade na frente ou colocam em risco a equipa atrás. E pior, há quem vá repetindo isso jogo após jogo.
6 - A Bola, melhor, o panfleto da Queimada, agora como no passado e sempre que foi preciso, a caixa de ressonância, o depósito de encomendas, a criada sempre disponível, a prostituta que não cobra e está sempre à disposição do Benfica.
Benfica sem vergonha na cara, tenta criar factos políticos, desviar as atenções de uma época que caminha para ser desastrosa e do que está para vir na próxima semana. E no desespero, mais uma vez, tenta ganhar fora do campo aquilo que não consegue dentro.
Estão bem uns para os outros, são farinha do mesmo saco.
Esperavam um Dragão sem chama, fofinho, dentro e fora do campo. Enganaram-se. Vê-los a recorrer a estes métodos requentados, com um intenso cheiro a bafio, é um óptimo sinal, significa que estamos no caminho correcto, estamos mesmo de volta.



