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sábado, 2 de maio de 2026

 

Não vou falar do jogo, da exibição do FCP colectiva e individualmente. Valeu a vitória. Apenas refiro os jogadores utilizados na noite de hoje: Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Pablo Rosario, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky, os que entraram de início e os que entraram durante o jogo, Martim Fernandes, Alan Varela, Borja Sainz, Fofana e Rodrigo Mora.

Dito isto vamos lá abordar aquilo que neste momento é para mim mais importante. 
O FCP pela sua grandeza, pela sua história, pelo seu currículo de clube mais ganhador, interna e externamente - aqui sete mais um títulos internacionais, tudo a cores -, do Portugal democrático, está sempre obrigado a lutar pelo título. Mas lutar pelo título é uma coisa, ser favorito é outra. O FCP partiu no 3º lugar da grelha de partida, dizia-se até que a luta pelo 3º lugar com o Braga ia ser renhida. Pois o FCP com um treinador novo e uma autêntica revolução no plantel, logo nas primeiras voltas/jornadas mostrou ao que vinha, chegou à liderança manteve até ser campeão a três jornadas do fim, mesmo perdendo os seus dois melhores avançados por lesões graves. O FCP é campeão lutando muitas vezes dentro e fora do campo contra critérios arbitrais tendenciosos, arbitragens que deixaram muito a desejar. E também contra uma comunicação social sem rigor, isenção, equilíbrio, ética e deontologia, onde gente com cachecol do mais básico e primário antiportismo fazia dos ataques ao FCP, no seu todo, o seu modus operandi. Neste caso poucos escapam, mas onde as coisas atingiram níveis inadmissíveis, foi no grupo Média Livre. Tudo que potencialmente beneficiava o FCP era extrapolado, polemizado até aos infinitos, enquanto os prejuízos nem eram tema de conversa ou quando eram, eram de passagem e rapidamente passavam à história. A campanha sobre o efeito Ajax que começou no início da época e foi sistematicamente utilizada contra Francesco Farioli, foi das coisas mais reles e ordinárias de que tenho memória. O nível de alguns artigos foram tão rascas, tão nojentos que só me apetece baixar o nível e dizer: recebam uma caixa com um laço azul e branco, com um poio dentro e façam bom proveito. Com os cumprimentos de Francesco Farioli. 

Àqueles que coloquem reticências a este título do FCP, venham com a conversa das toalhas, televisão, bolas, seja o que for para beliscar os méritos portistas, apenas digo: não nos toca quem quer, só quem nós deixamos. Inchem, mas não rebentem, queremo-los bem despertos a assistir aos futuros sucessos do FCP. E citando Diego Armando Maradona: que la chupem e sigam chupando.

Também importa trazer à colação o seguinte: a teoria que muitos de fora apregoaram e prognosticaram e alguns, infelizmente, demasiados, de dentro, compraram, o FCP ia atravessar uma longa travessia do deserto. Não atravessou! E aqui importa dar os parabéns ao presidente AVB e a todos os que o acompanham no clube e na SAD, extensivos a todos que no campo e fora dele tornaram possível este título tão saboroso como justo. O campeão voltou, está novamente no rumo certo, pujante como demonstra o número de sócios cada vez maior, ou os lugares anuais que já têm lista de espera. Também uma palavra para a esmagadora maioria de sócios que em 27 de Abril de 2024 tiveram a sabedoria para perceber, primeiro, que era preciso mudar. Segundo que AVB e os que o acompanhavam eram as pessoas certas para substituir um presidente histórico, carismático, com uma obra notável e um currículo sem paralelo no desporto português e até internacional.
Este portista agradece. 

- Pena, tenho muita pena que tu, Bicho, que abraças-te este projecto desde a 1ª hora e isso valeu-te alguns mal entendidos, digamos assim, não tenhas podido viver esta enorme alegria. Uma alegria igual à deste portista que passou uma longa travessia do deserto, mas depois viu o seu clube ganhar tudo para além do sonho - só queria um campeonato e vi ganhar cinco. Só queria chegar à 3ª eliminatória das provas europeias, naquele tempo chegar a essa fase já era uma festa, mas viu o FCP ganhar tudo a nível europeu e mundial -, que ainda sente uma enorme alegria e uma grande emoção com um simples título...
O FCP não se pregoa, pratica-se. O amor pelo FCP não se explica, sente-se.

O FCP brilhante campeão nacional de futebol não foi sempre uma equipa brilhante na qualidade de jogos, mas foi sempre fiel a um lema que para mim é inegociável: até podemos perder sempre, mas não podemos sair do campo sem a certeza absoluta que demos tudo para ganhar. E este Porto teve sempre atitude, carácter, raça, alma, espírito e ADN que são apanágio e catapultaram para o patamar que já fiz referência.

Termino com uma nota pessoal: são 19 anos em que dentro das minhas possibilidades e em ritmo alto, fiz em defesa do FCP aquilo que John Fitzgerald Kennedy pediu aos americanos: não fiquem à espera do que a América pode fazer por vocês, façam vocês alguma coisa pela América. Sabem aqueles que fazem o favor d eme acompanhar que disse que nunca abrandaria o ritmo até o FCP voltar a ser campeão. Missão cumprida. Vou continuar atento, a mandar bitaites, mas de uma forma mais leva, sem a obrigação que sentia de escrever crónicas após os finais dos jogos, por exemplo.
Viva o FCP e todos os que têm o privilégio de ser portistas. Porque ser portista, meus amigos, neste Portugal dos pequeninos, não é fácil...




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