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domingo, 12 de abril de 2026

 

Dependendo exclusivamente dele próprio, embora mais pressionado que há oito dias - a liderança que tinha uma margem de quatro pontos reduziu-se a metade -, o FCP tinha na Amoreira, frente ao Estoril, jogo tradicionalmente difícil, um obstáculo complicado, mas que precisava de ultrapassar com uma vitória. Se já era importante vencer, mais depois do Sporting, principal rival na luta pelo título, ter ganho ao Estrela da Amadora.

Francesco Farioli voltou a rodar, fez entrar de início Diogo Costa, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior e Zaidu, Alan Varela, Froholdt e Gabri Veiga, Pepê, Deniz Gül e Oskar Pietruzesvky e o FCP entrou muito forte, pressionante, dominador, ameaçou, marcou aos 14 por Pepê após excelente jogada de ataque e assistência de Gabri Veiga. Dragões que passados dois minutos estiveram próximo do 2º, Varela rente ao poste. 2º que entrou aos 21, mas o VAR assinalou um fora-de-jogo de 13 cm, impediu Deniz Gül de regressar aos golos. O jogo acalmou, até que aos 32 minutos, a partir de um canto, entrada de cabeça ao 1º poste de Froholdt, Xeka na tentativa de evitar o impossível, fez auto-golo. E o 3º só não aconteceu porque Deniz Gül sozinho na cara de Robles, atirou às malhas laterais. Nos últimos 5 minutos os azuis e brancos relaxaram, o Estoril ameaçou e podia ter marcado. Não marcou, o intervalo chegou com uma boa vantagem dos portistas, mas que podia ser mais dilatada e faria mais justiça à excelente prestação da equipa de Francesco Farioli.

Para a 2ª parte era fundamental manter a concentração, não facilitar, não deixar o Estoril acreditar, entrar em jogo. Era importante ter presente o que aconteceu na Luz e procurar dilatar o marcador.
O treinador do FCP não mexeu e quase no recomeço um lance de derrube a Froholdt na área. O VAR chamou, Godinho foi ver a não assinalou penálti. Sempre contra o FCP o alentejano de Borba. Enfim... FCP baixou o ritmo e as linhas, mas sempre que podia saía no contra-ataque. E foi assim que Deniz Gül falhou novo golo.
Aos 60 minutos saiu Oskar Pietruzesvky e entrou Borja Sainz. Com o FCP sem forçar e sem permitir nada ao Estoril, aos 70 minutos nova mexida, saíram Zaidu, Gabri Veiga e Deniz Gül, entraram Francisco Moura, Rodrigo Mora e Terem Moffi e passados 2 minutos Froholdt fez o 3º golo, colocou mais justiça no resultado. Resultado que foi alterado, reduziu o Estoril aos 78 por Begraoui. Já com Fofana no lugar de Pepê, o FCP embora estivesse mais preocupado em controlar e não forçar, podia ter feito mais alguns golos, Mora, Borja e Moffi estiveram muito perto.

O jogo terminou com a vitória que não merece contestação do líder do campeonato, vitória que devia ser por números mais altos. 
Excelente 1ª parte, boa gestão na 2ª parte. É assim que se responde às aves de mau agoiro e ao escandaloso andor leonino.

Godinho foi Godinho em jogos do FCP. Se o lance de Froholdt fosse com jogadores do Benfica ou Sporting era penálti, como foi com um jogador do FCP, não foi, como já não tinha sido um do tamanho da Torre dos Clérigos no FCP - Nacional e sobre Samu. A coerência do homem que paga um preço muito elevado por ser sério é notável. Sempre, mas sempre contra o FCP. Se o jogo tem sido equilibrado o Godinho tinha arrumado com os Dragões. É este o espírito que temos de ter nos próximos jogos.  


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