F.C.Porto 1 - Nottingham F.F.C. 1. Quando se desperdiça tanto e ainda se oferece um golo para os apanhados...
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Depois daquele murro no estômago que foi o golo do Famalicão aos 90+9 e tendo sempre presente que o grande objectivo da temporada é a conquista do título, nos quartos-de-final da Liga Europa, o FCP tinha pela frente os ingleses no Nottingham Forest adversário que já o tinha derrotado por 2-0 em Inglaterra na Fase de Liga. Reagir aquele empate e à perda de dois preciosos pontos, conseguir um resultado que mantivesse em aberto a eliminatória e a possibilidade de chegar às meias-finais, sem hipotecar minimamente o importante jogo de domingo no Estoril era o grande desafio que se colocava aos comandados de Francesco Farioli.
De início com Diogo Costa, Martim Fernandes, Thiago Silva, Bednarek e Zaidu, Pablo Rosario, Gabri Veiga e Fofana, William Gomes, Terem Moffi e Borja Sainz, o conjunto de Francesco Farioli, entrou muito bem, saiu com critério, criou oportunidades claras que desperdiçou. Quando chegou à vantagem aos 11 minutos por William Gomes não exagero se disser que já podia e devia estar a ganhar por 3-0. Sim, não se admite a forma como Moffi e Borja Sainz por duas vezes, falharam golos cantados na cara do guarda-redes. Como se fosse pouco, um tremendo disparate de Martim Fernandes, originou um auto-golo para os apanhados. Martim que saiu lesionado aos 18 minutos. Esse balde de água fria mexeu com os azuis e brancos que perderam a qualidade de jogo que tinham exibido até aí. Aquilo que saía com naturalidade começou a complicar-se. Era preciso acalmar, simplificar, voltar a entrar no jogo, circular bem, deixar o individualismo. Mas não estava fácil.
Muito suportado em Thiago Silva e Bednarek, o FCP foi tentando, mas já num ritmo mais baixo e sem a clarividência dos primeiros 15 minutos. Já no tempo de descontos Moffi cabeceou bem, mas sem fazer golo.
O intervalo chegou com o resultado empatado a um, quando devia ser três a zero. Não foi porque a equipa de Francesco Farioli não foi eficaz na frente e ofereceu um golo aos ingleses. Nunca se deve passar ao guarda-redes na direcção da baliza e sem olhar, como fez Martim Fernandes.
Para a 2ª parte o treinador dos Dragões manteve o mesmo onze, o Nottingham meteu qualidade Milenkovic e Igor Jesus.
O jogo recomeçou com o FCP por cima, a criar perigo, mas o ataque... Mais uma grande oportunidade desperdiçada, desta vez foi William Gomes. Borja na ajuda, na capacidade de luta, OK, mas na frente não acertava uma.
Aliás, tirando uma ou outra tentativa de William, o ataque do FCP era de pólvora seca.
Aos 58 minutos saíram Gabri Veiga claramente a pensar no Estoril, estava a jogar bem, Borja e Moffi, entraram Froholdt, Pepê e Deniz Gül.
Aos 63 minutos a bola entrou na baliza do FCP, mas há falta clara sobre Diogo Costa. Como é possível o árbitro não ver, ter de ser o VAR a analisar?
William, quem mais podia ser, muito perto do segundo, mas ao contrário do que costuma fazer, rematou para o lado mais perto, mas mal. Logo de seguida Gül também falhou um golo certo. Assim fica difícil...
Alan Varela substituiu Fofana aos 74 minutos.
Aos 79 minutos foi Froholdt após excelente passe de Pepê a falhar uma grande oportunidade.
Porto dominava, jogava bem, criava, mas marcar vai no Batalha. Tudo bem feito, Varela bem posicionado na zona central, ofereceu a bola ao guarda-redes.
O jogo chegou ao fim com um empate que penaliza muito a equipa do FCP. O conjunto de Francesco Farioli foi superior durante todo o jogo, criou e desperdiçou muitas oportunidades claras de golo. Como se fosse pouco, ainda ofereceu um golo de apanhados ao adversário.
Quem não tem Samu e Luuk de Jong, fica debilitado no ataque, mas que diabo, em mais de uma mão cheia de oportunidades apenas um golo? A eficácia desta equipa é confrangedora.
Tudo em aberto para a 2ª mão, mas tem de ser um FCP capaz de fazer história, ganhar pela primeira vez em Inglaterra. Para isso não pode ser o Porto perdulário desta noite.

